Serviço social e filosofia das origens a araxá antônio geraldo de aguiar 5ª. edição

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Da gênese do Serviço Social ao Movimento de Reconceituação, linguagem acessível. Recomendo sobretudo alunos dos primeiros períodos aos terceiros.

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Serviço social e filosofia das origens a araxá antônio geraldo de aguiar 5ª. edição

  1. 1. Serviço Social a Filosofia - das origens a Araxá e uma contribuição para o processo de elaboração de um novo projeto de formaçao profissional. lKameyama). O livro possui tres capítulos, interligados pela seriedade no trato das questões pertinentes ao Serviço Social e suas origens no Brasil: o primeiro aborda o aparecimento da profissão, o segundo apresenta a questão do Desenvolvimento, assumido pelos profissionais como ideologia a nivel nacional e o terceiro analisa os pressupostos do Documento de Araxá. Podemos acrescentar que o autor analisa, no primeiro capitulo, os problemas advindos quando a FILOSOFIA e ¡ntrojetada na pessoa do profissional, des-encarnando-a da realidade e tomando o profissional um idealista que mascara e massacra a prática. Neste capítulo se desnudam algumas considerações históricas já feitas, que tentam esconder a realidade: o Serviço Social foi (eu) mesmo uma necessidade histórica dos poderosos para' a manutenção do status quo. E nasceu dali Quanto ao segundo capitulo, ao abordar "Serviço Social e Desenvolvimento", o autor nos coloca a par de "palavras de ordem" da profissão que são utilizadas ainda hoje por muitos que se dizem "reconceituados" e que nada mais são que "atualizados" na linguagem do desenvolvimento. E há o terceiro capítulo. Nele, o autor analisa o tão falado e (das) conhecido "Documento de Araxá", que deu origem a um movimento que, esperamos, termine com o "Documento de Sumare", já bem mais conhecido e muito menos falado. Que o conhecimento de nossa história nos auxilie a mudá-lal (Matsuel Martins da Silval ISBN 85-249-0155-1 V e CORTGZ 9 788524 901553 EDITORQ . ¡(! "”'¡'. '.. í. n¡ nshtlw 'HUN - l' *ã l l -l 36! . sn s¡ 32:¡ ; l 99 Se . t' :2 436g! ) l 5.** edição
  2. 2. SERVIÇO SHCIAI. E FILOSOFIA DAS ORIGENS A ARAXÁ e 0 0 J 6 0 D n
  3. 3. fmtonio Geraldo de Aguiar éprolessor da UNESlICampLis lslarllia Foi profes- sor da Facu dade de Serviço Social de L-ns, onde coordenou os trabalhos de Conclusão de Curso e chefia do Departamento de Formação e Cultura Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro. SP, Brasil) _n_ «muito (lthlItIw s» _um n¡ n 5mm¡ . - l : in ¡Idi . msm. .l «mc-nm licmlilu dc y . ç _ . ll 5 cal . .i mui. . Curta , m . mino. sr Iíuxclxuladc Àlcl-ulnln ¡Ic vn. lu. IWS Ning¡ In . |¡| r¡: ~cIll. IxÍ: | izildisncltuçlivtlcnlsslríuloü[Wincmlilnilc Içsi-il: .. lc l'| i.u. .il. r : sil-iiog; lã. . mw x5 . wquisq : xcnavuiaiai num¡ : Srnhñsiwml Brasil Ihsmrm l 'Ixiuln 'Lt-rm CDD-¡t-l ox¡ Índices para catálogo sistemático: l “hhII Suxu-»txlalltnl "IU 2 Ilmil NxwxNuNn-. .l IIhlvllJ miuxl ANTONIO GERALDO DE AGU| AR SERVIÇO SOCIAL ” E FILOSOFIA DAS ORIGENS A ARAXÁ 57"' edição TEZ @êâionn
  4. 4. “'35 WÇ<>S<1C: AI. ' H' (iso . Aulónm (vcmml) du : MNE: i l lA «Li» una-cu» . i . l'dí AGRADECIMENTOS Este traballio, originalmente. foi apresentado à Universidade Metodista de Piracicaba, como dissertação d: : Mestrado em Filosofia da Educação, fruto do incentivo e da colaboração de muita gente a quem quero agradecer. Ao Prof. Dr. José Luiz Sigrist, pela orientação e amizade mani- festada durante todo o tempo cm que convivcmos. bem como pelo incentivo para que. publicásscmos nosso trabalho. Ao Dr. Hugo Assmann c Dra. Nabuco Kameyama pela análise c- crítlcas feitas ao nosso trabalho como membros da Banca Exami- nadorii. Aos professores do Centro de Pós-Graduação da Univcrsidade Metodista dc Piracicaba: Prof. Dr. Dermeval Saviani, Prof. Dr. Ge- raldo dc Oliveira Tonaco, Prof. Dr. Antonio Joaquim Severino c Prof. Dr. José Luiz Sigrist. pela maneira estimulante com que desen- volveram suas aulas. Aos professores da Faculdade de Serviço Social de Lins pelo ¡ipoio c pela disponibilidade em assumir em 1979 tarefas nossas para que pudéssemos mais de perto nos dedicar ao trabalho. De modo particular à Prof". Maria Stela Lemos Borges. . Nuulnunu J n v d ~. . ~ « . r Ao Pe. José Oscar Beozzo ela colaboração c sugestões. ¡ 1 “' L** ' "m4 P04*- *LI vcproilzi/ idii ou llllpiicadg p W“"'°"”'””“““'"““ *h-"MW" cdocd-uw À Faculdade dc Serviço Social da PUC de São Paulo. :i Cúria , , , HR¡ m muónmgcmldo d_ h É Arquidiocesaiia de São Paulo, à Faculdade de Serviço Social dc Lins '*' 5"** e Associação Brasileira de Ensino dc Serviço Social ~ ABESS, por lhlcilns pa", ,Ndühçáu nos possibilitarem acesso a seus arquivos. colill; li] . . . ¡g¡, _¡¡, ¡_¡u_. __ iíiíwa¡ mhm m VAO CBCISS pelo açesso_ a sua biblioteca e pela colaboraçao ~,5.¡. .,. )_, ,“, , ? w PwJkbSP " ' “' manifesta polos seus funcionarios. _ A todos que. direta ou indiretamente, colaboraram para a elabo- ração do presente trabalho. luz" : ü x ir .1 lnl Iiiaxil ÍLCICII'| )l| LÉ ! WS
  5. 5. SUMÁRIO _i PREFÁCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . ll tNTRoDUcA0,. ... ... ... ... ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. ts CAPÍTULO l - A IGREJA. O 'POMÍSMO E O SERVIÇO SOCIAL . . . . |7 A Igreja Católica no Século XX 17 A igreja Universal . . i7 A Ação Católica 19 A Igreja no Brasil 20 i A Formação do Zl A Ação junio : aos lnlticcllluh i: universitários. Fundação 'dos Católicas . . . . . . . . . . . . . _ . . . , . . . . 24 As relações lgrcjit-Eslado. A Liga Eleitoral Católica 25 O Serviço Social no Brasil - Fundação das Primeira¡ Escolas de Scrviço Social e Formação dos Assistentes Sociais . . A . . . . . .. . . . . . . . . . . . 2X 4 r Funilzição das Primeiras Escolas de Serviço Social . . . , . , . . . . . . . . 29 ' Excola de Serviço Social de São Paulo . . . 29 Fscolii de Serviço Social do Rio de Janeiro 29 A Formação dos Assistentes Sociais e sutis caracteristicas . .ll A Formação dos Assistentes Sociais c os Congressos dc Serviço Social .15 ' ' A Formação dl) A! là entc Social e n AiiFss , . . . . .. . . . , . . _i7 | Pressupostos Filosófico: _ Ncoiumismo . . . . . . . . . _ . . . . 4 . . .19 Renascimento do Tomismo 39 A Fllosofin dc Santo Tomás Alguns A Mtlm . 4l Código de Malinas 6.1 _ i Neotomismo no Brasil . . 44 A Jose e R058, meus pais. l Leonardo Van Acker 45 A C- ¡ . y . _ _ Alexandre Correa . . . 46 "Êãtgarlrífggüã : F:;5:érgl°à: s:3°¡°v 19'39"93 ° mmmwl) Para que Pe. Roberto Sabóia dc Medeiros - S. l. . 46 ' Pe. Leonel Manta - S. J. 48 A Carolina, Virginia e Janaina. , minhas três meninas. 7°* E““'"d° M“5“"'ã“ L"5'°5“ " S' J' -^ 5° A d _ Pe. Pedro Cerrutti' - S. J. . . . . . , , . .. 50 to os que foram e sao meus alunos na Faculdade de Serviço Social › Jacques Mttrilaín e o Humanismo Integral . . SI de Lins. !names Maritnin c : tua presença entre nós . Sl O ldenl Histórico . . . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . 53 a
  6. 6. A Presença Norte-Americana no início do Servico Social Brasileiro atrnvéi do Neotomismo e Funcionalismo . . . . . , . . . . , . . . . _ . . . 57 Programa dc Bolsas de Estudos . . . , . . . . . , , , . . , . . . . . S7 A convivência entre os postulados cristãos c neoiomistas e an¡ técnicas norteomcricnnas 611 A presença cristã e , os processos dc Caso. Grupo c Comunidade 61 O Serviço Social de Grupo e o iteniomixmo . . , . . . 64 CAPÍTULO II - SERVICO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO . . , ,, 67 Introdução . . . . . . . . . f. . , , , , .. .. . . , , , , . . . . . . . . . . . 67 ONU - A Organização das Nações Unidas c n Desenvolvimento . . . . . . 69 O Desenvolvimento di: Comunidade de 1945 a 1953 . . . . . . . . . . . . . , . . . . 'II O Desenvolvimento e os Governos de Dutra (1945-1950) e o dc Var- gas (1950-1954) . 71 O Serviço Social um: Governos Dutra e Vargas . . . . . .. 74 Desenvolvimento de Comunidade de 1954 a 1967 76 Periodo de 1954 tt 1960 . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . . . 76 Final do Governo ilc Vargas e o Governo de Cafe' Filho . . 715 O Governo de Juscelino Kubitschek e o Dcscnvolvimenlismo IA 711 O Serviço Social : lc 1954 : t 1960 86 Período de 1960 a 1967 . . . . . . . . . . . . . .. . , . . . . . ., 91 Covcmo de Jânio Quadros. João Goulart e o Golpe de 1964 , . *JI Governo de Jânio Quadros , . . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . A . . . . 91 Govcmo de João Goulnrt 93 Golpe de 1964 . . . . . . . . 97 0 Serviço Social de 1960 ii 1967 98 O Desenvolvimento de Comunidad: após 1967 . . Algumas Características do Regime Militar dc 1964 O Servico Social depois de 1967 CAPITULO III - DOCUMENTO DE ARAXÁ: SEUS PRESSUPOSTOS lll) Apresentação e Slnlcsc do Documento di: Araxá . . . . . _ . . . , Apresentação do Documento : lc Araxá Síntese do Documento de Araxá Fatos e acontecimentos da hisióriu brasileira c ii do Serviço Social na épo» cti do Documento de Araxá . . . . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . . . . . . 117 Fritos e acontecimentos da história brasileira na época do Documento de Araxá - Governo Castelo Branco . . Fatos e acontccimentos do Serviço Social na época do Documento de Arnxá - A rcconceíluação do Serviço Social . . . . . . . . . . . . . , _ 119 Anna Augusta de Almeida t2¡ Fargquicl AndervEgg . 121 Herman Kriisc 12.3 Myrtcs de Aguiar Macedo Teresa Porzecanski José Paulo Noto Documento de Araxá: Análise Crítica , . . . . .. Visio de Homem . Necessidade de conhecer a realidade 0 Desenvolvimcnlo e os conceitos dc Panic Promoção c Integração Promoção e Docenvolvimeitto ConscicnIiLaçâo e Desenvolvimento Integração c Desenvolvimento Participação e Desenvolvimento . Proposta dc Modelo de Desenvolvimento . . Natureza do Servico Social , . . . . , . . . . . . . . . . . . 140 CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144 BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . H7
  7. 7. PREFÁCIO O livro de Antonio Geraldo de Aguiar. Serviço Social e Filoso- das origens a Araxá, representa no momento atual uma con- tição de grande alcance no bojo do processo de elaboração de um novo projeto dc formação prof¡ ional. t~ -tmliar - l): ~;: :t11untc› de Araxá. que represent: : turco intnl 1-. . l tl. 1 ' › u. »visando ; ttezztlct a Icuiiidatit) brasileira¡ E lzttittci-zintertcanzi, u autor explica com clareza o quadro de referência geral tie : :ção do Serviço Social ao longo do seu desen- rciximcnto no Brasil Ao levantar os componentes básicos da ¡Jrálica do Serviço So- ; i:il. ;2 atltor, bttscnntlo um melhor entendimento. faz uma dupla z-; ltottlzigcmz uma histórica_ que aborda os' 'pectos ctanjttntitrais e cs iruttlra da rt datlc. t: nutra profissional. cujo enfoque é a resposta do Servico Social f: esta realidade. E neste sentido que 0 autor mostra: que o Documento de Araxá. untbora institua o marttu inicial do ¡~it, ›.: v-: t> «lr Rtrronecituu '. ~. não faz mais tlo que CXpiÍC' ' C rraiirniat* uma prática PYUfÍSHKWlUi suhtjrclinada n uma ação cmpiristu v' de rara-ter instrntnental. dentro de uma pc _ cetim funcinnalistu vyt-: :rnti »sçiztl uu modelo dcscnrclvintetrttsta. v mt No entanto_ antes do Encontro de Araxá. já : :x stiztm alguns ¡arufissionais quu buscavam uma resposta pair: : a superação _do Serv xiço Social tradicional. Nesta busca. surgiram respostas possíveis. e hurzttiu: por setores da comunidade grrofissional. como alternativas Li mupcráncíu do Scr"; o Social tradicional. A pritncira alternativa possível para os profissionais era : t de se into' rent no promessa de motlernirziçño, lvusuandt) uma adequação prvi 'tunztl às demandas institucionais'. Dentro desta L| ilL'FllZlli'-'. 'l pro- punha se : t participação do Serviço Social a nível de macro e tnirro» autuação. listas propostas foram levantadas partiet . trmcttlc no l S» ¡níiztirzsi dt' Assislcittcs Sociais sobre "Dirnctt ' . le Des. olvintcnto", promovido pcit) ins Ituto tlc Serviço S - São Paulo ñ- M65 e o Seminário sobre "Serviço Social tliantc d-. ts UILIIbÍDÂWDÀlÇCVJh sociais nn América lmirtu". promovido pela SeA trelnriu Jacionul de 'l'ral. ralht› c l-lalaitagñt) du . stmlo do Rio Gran- de do Sul r Porto Alegre 1965.
  8. 8. A segunda alternativa possivel foi a «lc partir para um trabalho em instituições que objetivavam a conscientização e a organização das classes populares como foi o exemplo de alguns profissionais que passaram a atuar no movimento dc Educação de Base. Movimiento di: Cultura Popular e Sindicaliz *ão Rural. particularmente no Nor- dcslc. No Rio ele Janeiro temos uxcmplo de profissionais que < cnganjaram no lllovimento de Desfavclamcnto. Estas experiente). foram apresentadas no I Seminário dc "Desenvolvimento e Organi- za ão de Comttnidade", promovido pela Associação Brasileira de Escolas dc Serviço Social ~ ABESS - - Rio de Ianeiro - l965. Data desta época a introdução da disciplina Desenvolvimento c Organiza- ção de Comunidade no currículo das Escolas de Serviço Social. Uma terceira alternativa era a de subordinar a prática ¡aroflsr sional à prática politica. na medida em que alguns profissionais lms- saram a atuar também como militantes políticos de partidos de esquerda. No entanto com o golpe dc 1964 e sobretudo com a implanta- ção do Al~5 em dezembro de 1968, as duas últimas alternativas» deixaram de ser possiveis c viáveis por causa da conjuntura repres- siva e autoritária. Esta conjuntura porém não impede a foi-nz: : dc embriões dc organizações das classes populares e nem a ¡Jradução de intelectuais organicamente vinculados a elas. A primeira alternativa passa a ser reforçada sobretudo após 1967 : om a institucionalização dc uma política social patcrrzalistzt r atuoritária que exclui a possibilidade de ntobilização dos sctorcs po- pulares. lista politica social passa a dar ênfase no planejamento de caráter estatal visando a racionalização técnica na prestação de serviços. É somente a partir do 1978. com o gradativo fortalccimcnto da cottsciência e da orgnniz o dos intelectuais e das classes populares que emerge trornrnuiztc : t p: ocupação dos profissionais em buscar em uncdtrit* '~ ; íçtxntctotlológiro d: it. rucñv da SCFVÍCO 500171¡ para contribuir clctlvmnetttc com us tnuxit : tas assis' . Fs a cupaçàtv está presente hoje na própria dclinitno tlo pit *to dr forum ção prof¡ siotral. Na busca du novos pressupostos te( içn-tiic: u.lult-~ gícos do Serviço Social existem atualmente três correntes que POÓÚ' riam scr cottsiderarlas prcdominuttlcs o Íutrcícnalisntcv. a dialética fc- nomcnológica c a dialética nrarxist-a. 'r Atualmente quando em todas s E 'olas dc Serviço Social se: dcseitcadeia o processo de elaboraçao e implantação do novo cur- rículo para a formação profissional ti de suma importância a defini ção clara dos fundamentos teóricos que nurtcarão a ação profis siunal. Do contrário podemos lncorrct' no erro de sscamoteat' uma prática tradicional com notam: roupagrrzs. perante : t teoria 1. . r L-XPVÊS nundo e contém uma pr0~ . da realidade scgtnmdo uma visão (10 | ¡wustn POiÍÍICZl Para definição . dos pres§UP°SlP tearam a açao profissional v. prcãls mu¡ das diversas tendências (We “n “nm” _. . Social Nesse sentido a obra do autor dá W530 . ' . › - . ' › i's ionais, ainda orienta a pratica dc muitos pro l S s teóricometodolóêicw 51W 13°* o fazer um estudo retrospectivo m a pratica do SCYVIÇD de uma delas que Nobuco Kameyamn ' Lins - ~ SP ~ fevereiro de 1934 N. Kumcyitmn é &HNWW › '. | d voc-sr. russoru do Curso de Pós-gradunçw 0"¡ 597m4** sm" a da Faculdade d: : Sorri? ) swm "h um' e pm'
  9. 9. INTRODUÇÃO t) presente trabalho sc originou dc questionamentos feitos pur nossos alunos na Faculdade de Servico Social de Lins, que constan- tcrnentc nos soiicitnxam uma rc icvaio UUL' ¡nulcsec ajuda-los numa niciizni coinprcuri( i de sua ¡vrtvnint prulisxfzn. x partir de ques- : nnamentm dccirlimns "itafisar o Documento de Araxá. Explicilar ns seus ¡nessupostos , co». contribuir com ns assistentes . sociais através de um instrumento crítico sobre nm dos documentos qu: : cmhaxsam sua teoria e prática c contribuir para a reflexão de IIuJZSOS alunos da Faculdade de Serviço Social de Lins, foram os objetivos que assumimos. Nossa preocupação central sempre toi a análise do Documento de Araxá. buscando cxpli ' ar em que bases ideológicas sc assenta o Documento e a que realidade a proposta atende, Partimos do pres- suposto de que o Documento dc Araxá tem por base o nt: 'wmímirw L' n ilcscnvoltirucntismn O primeiro, marcando ; i visito dc In-niszn t. " lmçinnçntn e l) . segundo justiiicaitdt) sua intervenção num dado *nomcnttr lristtírico de ttossa política c economia. Tendo em vista a visão de sociedade ltoniogênea onde deve prevalecer a itniâo das classes c não as contradições r e e a percepção de um homem ideal, universal e zrltistórico como medida de : aferição do real, vemos que o Lloeumcnto sc insere dentro dc uma irleologia liberal. Para realizah : nos essa zinzilise, sentimos. ne "trio retomar os fatos c aconteci- mentos que marcaram a vida do Serviço Social brasil» o. bem como as conexões desses fatos com a historia brasileira. L a busca no passado, para que melhor pirdéssemos explicitar os pressupostos do documento. :rcabotr ampliando os horizontes iniciais dc nossa pesqui- sa. Analisando o Serviço Social desde a década de 30 até 1967. chega mm à análise do documento. Para encontrar respostas ii. nossas indagações. realizamos uma ¡icsqiriszi bibliográfica. As fontes básicas dc consulta foram textos escritos: artigos (lc revistas. anais dc congressos. relatórios. livros c outras publicações. Realizamos também, informalmente. entrevistas com várias' ' lentes sociais que vivenciarant etapas importantes da »ida do Serviço Social. A partir do material levantado, procuramos *uu car as conexões dos fatos vivenciados pelos assistentes sociais protagonistas da história da profissão. buscando sua . significação. O resultado de nossa reflexão é apresentado em três' capítulos. No ¡Jrinieiro capitulo_ A [gn-iu, n Tunrixnru v n . Kart-far Snviul. a preo- i5 Ó
  10. 10. cupaçào foi mostrar o surgimento do Serviço Social brasileiro atrelado ao projeto de reforma social da Igreja Católica, bem como a presença do neotomismo. marcando sua visão de homem e de sociedade; e o Humanismo integral de Jacques Maritain, quc dará suporte ideológico à sua prática social no sentido de reconstruir a ordem social. Anali- samos também a influência européia e norte-americana no Serviço Social brasileiro. No segundo capítulo, Serviço Social e DCJZíDY)Í'Í- IMEIHU, buscamos mostrar o atrelamento do Serviço Social à ideologia desenvolvimentista. Veremos que o assumir dessa ideologia pelo Ser- viço Social se deu através da ação desenvolvida pela Organização das Nações Unidas e pelas posições de diferentes governos brasileiros. Essa ideologia sc earacterizará por uma intervenção deliberada do Estado, no sentido de buscar o crescimento econômico, rompendo os quadros do subdesenvolvimcnto. Essa ação deve processa e de iorma gradual e equilibrada, isto é, sem romper as bases da ci ação ocidental e cristã e conseqüentemente desenvolver o sistema capita- lista. Proeurarcmos mostrar nesse capítulo como se deu a articulação entre u projeto global da sociedade brasileira e a zição do Serviço Social, no sentido de colocar-se a serviço dessa ideologia. Os dois primeiros capítulos servem para mostrar. através do fazer-se da his- tória do Serviço Social, os pressupostos que o Documento de Araxá assume) No terceiro capítulo, Documento de Araxá: seus prexsupüxlux, buscamos situar o documento dentro do processo de reconceituaçào do Serviço Social e o momento histórico que era o da implantação do regime militar_ oriundo do golpe de 1964, bem como procuramos realizar uma análise interna e uma crítica do próprio documento. Quando da escolha do tema deste trabalho, uma preocupação esteve presente: qua] o sentido de abordarmos hoje o tema que escolhemos? Qual a sua contribuição? Hoje constatamos a presença dc assistentes sociais e escolas de Serviço Social manifestando uma crescente preocupação no sentido de buscar um instrumental de inter- venção que possibilite um Serviço Social ntais comprometido com as classes populares nus instituições local tradicional do trabalho dos assistentes sociais 7 e principalmente nos trabalhos comunitários. a busca implica um questionamento dos ¡HCSSIIPOSIOS que até hoje nor- tcaram a prática e a teoria do Serviço Social. Vemos hoje 'vários trabalhos no sentido de explic ar esses pressupostos, na caminhada da profissão em sua curta história entre nós. Há trabalhos Concen- trandn sua preocupação numa análise teórica d es elementos básicos, outros buscando uma análise a partir da plállLü (lescnvolvida pelo Serviço Social. Gradzttivamente se cortsolida uma Teoria do Serviço Social. .Acreditamos que nosso trabalho ¡Josa ser uma contribuição no sentido de clarificar alguns aspectos de 'a caminhada do Serviço Social. motivar o debate critico dos tlifercntes documentos. como o de Ar . . que serviram ou . sen-cm de base para muito» iiroíissionais do Serviço Social. i6 CAPITULO I A IGREJA, 0 TOMISMO E O SERVIÇO SOCIAL . x IGREJA CATOLICA NO SÉCULO xx A IGREJA UNIVERSAL Para entendermos o surgimento das escolas de Serviço Social no Brasil --- que está ligado a : :cão da igreja Católica r parece-nos importante uma colocação rápida sobre us posições da Igreja em nosso . século. e, em particular. nas primeiras décadas. De ntaneirzi especial. »nas posições com relação à questão . soa. . io colocações que terão por base os documentos do Magistério l: lv. stico que. no final do ulo passado e início deste. foram rcspo. as a( problemas 'vividos . cncialmcnte pela Europa. ELssas ¡iosições serao mais tarde assuntir das pelas igrejas dos demais continentes. No século XIX. nu Europa. os (sperzirios xtiviam, em grau extre- mo, a miséria e a exploração decorrentes da industrialização c tlesen- volvimento do capitalismo. Essa situação dá uma grande dimensão S». questão social', levando a Igreja a se positionar. Extu viu u Época como (le grande crise. de decadência da moral e dos costumes crístãm. Essa situaçãodeeorre segundo a Igreja 7 do Iihcrzilistttt) e do coruunismo. Tendo em vista sua missão - encaminhar o homem à conquista da felicidade eterna 4 ela intervém na situação que é de desordem e que impede as pessoas de cumprir sua tarefa de dar glória a Deus, dadas as condições em tjue vivian). ¡ Igreja, a partir do final do século 'XlX, começ uma inter- venção mais clara e definida no social. De inicio, tcmmc a promuL l A questão social decorre do ¡uolvlcmn social. l? refere in pcrturhziçñcs que agitam o corro soe¡ . ixzo é, s d¡e'50s s concretos llhCililkius ¡trlst evolução e 0x tlexct¡ ruim lili viela ur. - l. .Neste xcntido, o ¡Jrohlema weiil th¡ respeito à patologia (lu vida voc-al" G. v-. .n (mui. .4 Iyreqiu . - ! l Quentin Vora/ Í_ p_ 2o ecc. no dizer de 'an 17
  11. 11. FÂÇÊO É? Encíclica Rerum ¡Voi-urim¡ grcja niversal u do mundo” sobre a . l __ _ Sua tarefa e contribui ão. E › . - S' "Íçdo °puárla C mostrar 5° ° Pat: a Iàrifiañag Ç ' 'que' a "ã° 5° “Pei” E "é a Igreja. cfetnriimcnic iiencímmr-lhe uma 50m' ' " termo ao JOIiIÍlÍÍO : :m d" Evangelho do o que me tenha dao menos dc o e severo e (i5. . que vai chamar a atcnção ; ia T3110 [da Classe opcrziria, a cn) - . - . . seu oficíoeroalãísifiliul: de lngcrcnuas: po - s( o cve servir o intercs Cmllmimndti ao socizili-e a concordância das class-es 0 principio primeiro a pó¡ se comum”. m0. o P-i a ' . . c me a 1'": czggglâlqueb? Qsue deve existir ' 15. iz - ' . com pa . _ _ ein evidência, é que ii liomemuããaenudiifc' ~ ciencia a sua com¡ . › . › . , ' aceiru- . - ? MX-vim 05.* - ' -. todos sejam elevados ao mesmo nívepi». “Éel a"? "a *Qcmdadc CWIl em) cupna¡ m¡ questão presume é Crer . u contuiua afirmando; U0 gas natas uma da curtia como w _d “mil e a5 _unas classes são inimi. t. os pobre¡ para se Fon-ums › urcza tivesse armado os ricox , › r rem mui - . - ApPS a condenação desscgcrro o Polàríiêiíílhllci-llll? ) duLlo obslinadt) . “m, «JCW-nadas pela "Numa vn unircnll : :unit/ g ; is duas classes scrvwrcm-s- . , _ -_ _ rmonicamenie c 'I co . . i. muluamcnu. cm ¡xerfciio cqiiilibriqnj_ « n Dentro dc uma ação de Igreja o pa lisos L - t » «_ . * 'P todo. S? se "S°"°. '”'T~ F' dmme d . i' ° *N* 7' Primeira _ 3 Pede aos operários caio. _ a situação_ amma. .. kmb _ coisa : i fazer i . m- ' _ mmúc t t i. , -LAÍITHLJU (i0:- costttmua R* ¡Wi-um» . Sos (nálunykx [um . ;. .. › ~"T¡'I'l, '¡ n- Aç- . Êzjlndílldx dos urtxluos ”Ú] ¡_ l_ Hltyljzttijl, .sulis : :duas serao m L quarenta : mr-t ' . ' " ' “m” *a -Hcíclica de Suhnulk' d” , tímido Lmcunkmm l “b, mu! ” : :ln cleni 1931, O cnaincnzn da Orduni Snçiui um Lnj¡f¡; i'illilã'iilà~lx “milan c . Aperfei- ›lxpt_w› _Hmkdr um” “um” mm” d_ Lion¡ : i _lci evangelica¡ capital c traballio. liberação 'do prmugglà, _qdWloprmidadQ 'claçàc' filiar a respeito da restauração da ordem a vn' xahUO justo. passa a Cow¡ u_ fa¡ nem_ sentido' Pam Fauna” zoçálarlE afirma: «já alguma ' * Io quc ainda está . por l2l dirigiih ñ 1.7¡ a ~ - - _› i. : Liiiwnzl. ¡ - r s mn responde . ins prnbjçma¡ '“ Xl". Em -Iir [b - N ~ . t. 1o xiii. linrírlic: iiifrliiià 'wiifiliiiii W013' P' 'S' . r›. l6~l7 '" ""' "' 25'- tnzcr e para que a familia humana colhu vantagens melhores u mais : ibtiiidaiites. são de absoluta necessidade duas cuisac : i reforma dm instituições e a emenda dos costumes , E ¡trcciso erradicar o individualismo gcrudo pelo tipo de cuonomia . .il i; impedir u crescimento do comunismo, quc foi uoiidciiado mcntc pur Piu Xl na lincícliczi D1' i Reilmnijiinrix. dc 1937. o rc-çniintruii* 1 »»~. 'i: t|. itl-. '. Fem ÍTHWHÊIYUÇÇÍAN 'niplí u: !H . ti-HÉCJ . d. dus costumo. l [HCL m ': ,¡ . ' Jtil/ .t l i - _g Respondendo aos apelos dos diferentes POHÍÍÍlCOÍ). m católicos. _iirmés de determinados grupos c, di: início muito mais na Europa. (zrgunizam-sc para uma lula contra u situação operária. procurando : tmn-és dc sua ação reconstruir a soc wladc”. 'l'rata~se de rccunslrui'. pois as bnscs fundamentais da sociedade não cram quesiionaidas. hajam v: a todas as diretivas dc obediência à autoridadc" c todas s afirma» ções referentes à harmonia ciilreas classes. Apesar dessa postura : lc não questionamento das estruturas (por park: da igreja institucional), foi grande : i repercussão dos tlociimento» papais c do episcopado c da ação organizada pelos cristãos. :i ; ig-ão Ytillêitlíl para : i organização operária c luta por uma legislação social, A ação da Igreja si: desenvolve de maneira criativa na Holanda. l-rança. Áustria_ Alemanha. Bélgica e otilms países A açño du Igreja rcsullu nas Semanas Sm: nus organizações católicas juan¡ operários. ttizrícltllorcs, proiissñcs liberais. escolas. Várias personalidades surgem dentro (ln cpiscopndo, do magistério. dos advogados ctc. A AÇÃO CATÓLICA Dentro da zição du igreja. a Ação (Íatólica L'- outro ntnviincntii. .Vias um movimento fundamental. Um movimento dc leigos. A Açao (Íató ca iio dizer de Pio Xl ^'_ . ,é a participação do laiczttn no üjltls- 'v' Piu Xl. 'la'iiz. vr'li'i'yi Quailrxtaçtaiiia¡ AIIIIH. nó' 77, p. i¡ X. Antes mesmo d: : Rerum . VIIHNIHII, “llllhlh prclmlus r uistàú» tinhzim mim . içíiu social. Por cxcmplo: im Alemanha. D. Kctl-: lcip quc rrn clizimuilo "o hispn combaiivo". cscrevcu : i grand: : ohni A Qiuwiãn Opcrçiríii r' n ("timin- aii/ nn. N. : Suíça. vamos cncoiiii'. D. Nlcriuillod e um csi- ' -, (iuspai Dc- Lillíni. D. Hermillod foi aiiimnic. viajou muito e PYBNÍKÍÍH : i (om' o dc ! Estu- dos : :nada em IHRI. pur Leão Xlll. Deu: : çoiiiissfu) Mttgíll : i Uni i du Friburgo. Os txlitdt» dit referida comissão : ijudnmm mllllii mi clzilvoiuição d. : [fg-nim Vonrrtirii, Nu Ffüllçü, encontramos léun llurmcl. Tout' da Pin. .Mtv tl : ic Mun Nu liigluterrn. o cnrilrnl Hein' (ÍWhFd Miinning. Nu ÍÍOÍHH( ' L. ¡ll1(i: )› Arícns. Albuns. Poclx Nu Bélgiu Edouard Ducpâtiaiix, Poztier. (Ci, Vnn Gcsicl. G. , A Ivana¡ r n Qui-i . incial. v. 9 Ellcolilfiullus reter-En x' tio HHrUilO Zi : imorirlndc m» tlorumcnicu nrlith* Ilrí iixxsi. .virou-nun (mm um mim» . - Qi¡ ¡Ijmirvitti (13724). .ts Xlll: Almir¡ (1812). ;lr ("iiugóim XVI e Divivii Iiliut lusu . ' (D629) de Pin Xl 19
  12. 12. :zilario hierárquico da 1greja"*". A Ação Católica tem como missão . i divulgação da doutrina da Igreja em vista à reforma social Com relaçao a isto. ouçaino_. s Pio X: “Vcneráveis irmãos. o caráter, o objeto c as condiçoes da Açao Católica. considerada em sua parte mai; jm. portanto. qual é da solução da questão social, digna de que a ela rodas ; is ÍÊIIYÉISECKIÉLPÍICRS sc &congreguem com ucnodo e constância grandíssi- . io XI. Alómdo apostolado individual, quase sempre çeu to. mas sobremaneira utilte eficaz, cabe à Acao Católica fazer. *i'm a_ PYOPXtganda oral e escrita, larga difusão dos principios fundzp mentais que sirvam para a constituição duma ordem social cristã de acordo com os documentos pontiíícios""-'_ ' (Portantoda A. C., como baluarte do apostolado da Igreja, dcvi: cngajarl-sc seriamente na reconstruçao da sociedade (sem participar da politica_ partidária enquanto movimento). Um dos ¡nsrrumcntos que g¡ ¡EWJR UUÍIZOU Para propagar sua doutrina social foi a escola católica. Pio XI, entre suas encícliczis, dedicou uma delas à questão da educação. Nessa encíclica, di "Tudo o que fazem os fiéis para promover : :defender a escola católica para seus filhos, é obra genui- “amemc religiosa, C Por isso cspecialíssínto dever da 'Ação Católica' pelo que sào particularmente caras ao nosso coração paterno e dignas de grandes encômios aquelas associações especiais que, em várias nãçocà. com tanto zelo, se dedicam a obra tão necessárirV”. 905535 rüvídas UOIDCHCÕBS. da Igreja Universal inclusive da Ação pçrccbtmus quc . i pruseupaçan da Igrqn se colou¡ na pus_ liLñlilirl dc uma reforma ila Uclüdikle (retorno ao ideal da [dade Media). LliKlü a Lltñitvklüllklll da mural c dos costumes, produzida pelo llbdínllhlliü c comunzsiuu. A IGREJA NO BRASIL k m ÍRVÊCTVIÇÍO ? Octal no Brasil, como veremos, é fruto da ação de. .c ' ' - u - ~' « . y p i _Ixd pea grey¡ no tampo soual. Para que possamos emenda¡- «IS posiçoes iniciais do Serviço Social brasileiro, é que apresentaremos zigura. numa siiitesc. as posições assumidas pela Igreja no Brasil priiiçigialnienle nas primeiras décadas do nosso século. , d _ A lgreiznbrasilcirzivaos ¡ioucos coloca ein prática as diretrizes i». Papas Leao Xlll. Pio X c Pio XI. Constatamus nos documentos papais vindos à lui. no final do 5“““_l° P3' “d” k' “Im” (15510- QUE_ ii preocupação fundamental da [grain couccntrzrsc n-. i reforma . social. na restauração da sociedade cristã, c essa será ll ¡ircocupaçíin do episcopado brasileiro Dentro do IO, P10 xi. "ninguna : h Associações caióiicas de Roma" in SALIM l-milio, ÍHJIÍÇII . Sm il p 12, ' " ' ll, PIO x_ [3 ' mu Propnsilu. n. ° 19. p. 15. 12 PIC) X1. l 11 Rriiviuplurik, n. ” ari, p. 34. Illiur iVnpislri', r. ° x5. p. 34. 20 cpiscirpadt) nacional, salientamos o Cardeal Arcoverde. no Rio de Janeiro. D. Duarte Leopoldo c Silva. em São Paulo, D. Becker. no Rio Grande do Sul e de maneira *special o Cardeal Leme, no Rio de Janeiro _ primeiro como administrador apostólica e depois como cardeal-arcebispo, Nesse periodo, será marcante a atuação e a presença dc D. Leme, dada a sua capacidade de liderança e a de ser bispo na então capital da República. Terá papel relevante na organi- zação do catolicismo no Brasil. bem como na atuação junto no : :over- no civil. Irmã Maria Regina do Santo Roszirio, em seu livro O Cardeal lmme, mostra-nos D. Leme numa doação total à causa da Igreja, uma fidelidade sem vacilaçáx) ao Papa. um profundo amor à Pátria e uma visão muito grande de seu tempo, Brasilidade c catolicismo vão andar sempre juntos na atuação do cardeal. Dentro da preocupação da recristianizciçân da sociedade, D. Leme se prcociipará cum a formação do laicato, a conquista dos intelectuais. :a criação da Llnivcrsidade Católica du Rio de Janeiro e aproximação com o governo, a ; ipmximçiçáo niurccerá toda uma estratégia, pois desde : i proclamaçao da República liá separação entre Igreja e Estado, Centraremos nossas colocações em torno de D. Leme, dado n papel relevante que desempenhou na Igreja Católica brasileira. D. Leme inicia uma Lição marcante, podemos dizer. com sua Carta¡ Pastoral dc 1916. quando de sua posse no Arccbispado (lc Olinda. apesar de . seus miballios já desenvolvidos como padre cm São Paulo e como bíspmziuxilizir nu Rio. Na referida carta. ainaliszi a situação do Brasil do ponto dc vista rcligitvso_ Mostra a ignorância t- auuiiiirduçíiu por pariu Jth católicos'. :i : iiisúncia da religião nas insti- tuiçõe. a ignorância religiosa dos intelectuais brasileiros. a falta de orgaiii ição temailicii das liomilias c outros pontos. Apí- salientar a situação, prnpóc um plano : lc ziçíiu que procurara Conan. ar durante toda sua vida. FORMAÇÃO DO LAICATO D. Leme 7 como outros bispos (c preocupa uni forimii n laicato. De inicio_ çwi Ihririaçíin u; dani ¡icl-. i (Rmfetlcraçau Católica. D. Leme a fundará em Olinda c no Rio di: .lainciru. Mas. antes dessas duas, a Confederação Católica já existia em São Paulo, fundada por D. José Camargo dc Barros e dinamizada por D. Leme. quando padre na capital paulista. Essa Confederação terá apoio c incentivo de D. Duarte Leopoldo e Silva_ Arcebispo de São Paulo e que organizou cm 1911 o 1,” (Iongrcsso da Confederação Católica. No Rio de Janeiro, a fundação da Confederação Católica se dá em 08/12/1922 (Reunião inaugural a 27 dc janeiro de 1923). tendo como objetivo coordenar L' disciplinar n : ipnstoletlo da Igreja. 11. | - "viu ii-. Iii a prnniesui d: : uma s' ; i'm ilc um ¡wriehlumzi vital: .i : iam- lkitiiiaçfii» . lua iitmm ç-. itúlieos. sinceros mas inoperuntcs_ !111111 Luxúr- '71
  13. 13. em: eonquiçtador. que mb ; i ordem da hierarquia, se ldllÇílssü ao ruintlgilt* : N-'i reina (lc ('r~~lt-"“ Yw "'. tl“. tc'tl. ' inicial ri ; irc-ocupação estara CÚIIÇCHI' . A COHÍCL' . agito creme c, para comemora¡ t-. s j* . anus tle funila- ção. realiza : i Semana de Ação Católica. de 'c' . i 3: d: uuxubm d. ; 1928. E› . i realização teve. num primeiro mnmeiitn, :i pretveupecün de formação e reihízo dm Irziballii-s c_ num tt-gumlzi mnmçnyçr gol”. cuçoe» ntilirc . i . -¡; .it› Lititxlica und: : D. L nc ; i tlelinc. com Piv 'l. como “a co-parlicipaçãti do laieato no HPHMUlulld sziccrdntal. _z v reinado de Jesus Ci'istt›""". E também num . L^ll'l. lllll nimtrii que para reformar a sociedade é preciso ser santo. O trabalha denenvolvidt) junto ii jlH : iiiitle lcllllnllhl lLWUll ; i TCM» lizziçíio de um cursa: : de l. ” de julho a l. ” «lc : :gosto ile IOJZ, nii*' trade por Mademoiccllc Cristine de Hcinpiiiie. PffsltlClIlC lnte: na› cional da Juventude Feminina Católica. Dn tum: runxiuvzim . icsunios de Doutrina Social da Igreja c sobre Açao (iitóliei: himtruu . i iurço titúnico dos católicos europeus pela recrisiiziiiiy mu» da SDClCÍlJLlL' em perigo - esforço expresso em atividades ele iotlii unit-m: euíiz: : s. familiares. pedagógicas. ceonômie -snciais e pzimpiiliiiczix"“z () oeie. ridt) curso terei uma participação intensa. cm eiijti ¡ierintlis [CIHDA ; i Revolução Coiistiturionelista de 1932. em Síiii Paulo_ t: que asp-er ciitirá sobre u ânimo dos seus participantes. lduileinnixelle llernpiziie terá papel nlítlllllllü : in ínicio Llc 110.550 ssnieu uvriltl. ! isca curso terá sua repercussãu com u , tiirgmit-: iin tlti lllllíltlrü' . agrupamenin «ls , Ação Cat( ra. nn Rio de Janeiro_ mb n iíinlu de , luYCnlLlLlC l-civiiiiinu (Izitáli Tudo esse trabalho, da Confederação. du Juvcntuilt' l-en 'mi tíiióliea. hcm como o que desenvolveu junto : ins intelectuais e uni~ 'tvrsitáritis e outros tantos que D. Leme vai desenvolvendo como í. win Unllulcglslll, 21 antecipação da Ação Católica preconivutlzi pni' Piu _'l. Sentindo já em Pio . : z semente da Ação Caitólie _ u tunleul - . ' a importância da colaboração dos leigos com u hlülíllqvll l Urlít i. cum movimentos que produzem urna ação cont-wi lanmlciru. Pin Xl, como já vimos. ¡itnvés- de «uz . : elas L/ /ii / ÍFLAJIEU De' e Qua Primus "denunciam - . |l1L' -u chamar o estado de 'beligcrânci mural' dt: v: _mr , Hill iipnr inimizades entre os ; x-iux. tliscúrtlias lnlesllllttx : Li 1' mu_ l-_m classes e. por fim. :i própria célula da . sociedade _uma_ . .itla . l pziulatina desagregação da Família"? E í: um¡ llllfulêlllllfllidl . l exclusão de Deux. O Pap: : via : t Igreja como unlezi força caps¡ | l' salvar n mundo. Dentro dessii situação a à luz de alguns ÍCÓlOgO› di¡ l 'AVlZlJQWIJ : lux elizlm H. SANTO ROSÁRIO. lrniíi Mari. : R. do. (3 Cunha¡ [_('I7Ií'. p Hi4 15. Ibiá. , p. l96. ló. lbízL. p, 306. lí' Ihid. . p. 299. cpiica_ descobre ~ u tarefa dos leigos dentro do apostolado liicriiítiuc- m. F. esta e a dractcrisliea básica da AC; apostolado_ dl** vlclí-'m Pio Xl. :Através das eiicíclicas dirigidas a igreja Unlyelhíllulisn¡ etimu das tlirigidzas a vários países¡ exige a criacao 'da A930 cñmllm A D. Leme c ao episcopailo hraxileiro. Pio Xl tlirige : i Carta Agon- myü, Qwmyjt . Vain-u. No B il. ii VUl-¡Clulllàlçilxl dit Açao Cdlndrltl › M_ M t¡ m. ¡Unim dc 103,_ Doimngzu de Pentecostes. Nesse dia. . h¡ _t In mluim promulgam em sutis dioc * _s os estatutos da Agito (1 . lilica Briixilciiu ¡tic tem por base n modelo IIHÍIBIIQ A . Ae-i'm (auxilie-u tem uma organizaçau que cumPffendL- w Honmns da Ação catolica (l-tAL. ) para maiores de . anos e os casados de qualquer _Idadtx _ _ __ Liga Feminina de Açao Catolica (I. ..F. A.C. ) para maior» de 30 anos e casadas; _ _ Juventude Católica Brasileira (. l.C. B.): Juventude Feminina Católica (J. F.C. ). Onde a Confederação Católica estivesse presente. os iriovimentos nela congrcgatlos passariam ii ter ligações cont a Açao Catolica Brasi- leira. Na direção. :i Ação Católica contará com a Comissão Episcogal di: AçãqCatólíea, Junta Nacional tla Açao Catolica e Conaellm , a» cional da Ação Católica. O cardeal impulsitinu d Acfiu Catolica em nua diáliiiexejugêxi tnniiii orienta n nascimento tln Açao_ Çntoliea Brasil; . Ls ttlndm "ll m' (lua CSÊEHUKR (Iii A( . Bu cxpllclm7 A 'lllwnlll “j” fl “ . i i-_izil - da piirticipaçài» dois leigos no zipmtnlatt) htclfjrñlllllvcflç, U ma_ n nome de . ção ( íllnllczl Brnsileirzi. Setunhjetix-_u llllLtlt ¡. ..r_. ,.¡¡, .t miami¡ católico para eiiliibtirair iiii ¡hlsàüll uihlinie da lglnjd ll -r l 'll)lu ¡trlu zriiiiizixirtigiiu ¡lns : ntlii-íilirm. :Iii Iüiniilíit e “a” 3g_ h/ ¡Ilh/ (V ¡fui-iiizii cnntçicnçiux PTIIllilrtlxtllflcnlc L. l'lvllil , iliz Em 'l Ú primeira: eslorçu da AW** ( ~"”l“^' lllu- 'fmlf *fm* "a J . _t ¡UL. ¡¡¡¡. _¡, -~i~_ A prcucup; ição de formiiçíxii iln Açao L ululiczi : entrar- x_ ›¡ n: i< vliitw. N: : inxlitlzi cni que estas cxtziercni pltllildrfillími um de lllllllcllcllll' n: i lLlll . mt ll. .- ictnrma _da mu. ; . it Lili . 'R tim elitex Itmn de ciniii para ls-. iirm, As elites (levem Crhliü' , . pino, !Luci-ii mais tarde il 'inclusão de . xeQÕW Fl? -LE , , l-l"“°“"“l” ir. “i-_iniil (Íutólica) e J. O.C. (Juventude (iperzaria (uilülltii). na Ju- eziiutle Feminina (Íatólica e da . l.E. C:, C -lU-C- Í-lllvmlllde Lnitcrsitá a Católica). na Juventude Catolica Brasile A Ação Católica também . xe desenvolveu¡ em Sat) Paulo. A' u! g-, izlln nn Rio : lc Janeiro, vários organismos antecedem a Açao (Blu: lim. l-Zin I932, sob a direção de D. Duarte Leopoldo e Silva. nahtt As' 0mm) dc Estudos _. Açàn Qua. , t) _grupo tlirigeiiie do lt( swtiwin ROSARIO, Irma MaiLi R. dn. o (unit-ai Luivlr. ii- 33* 23
  14. 14. CEAS é que terá a tarefa de organizar na capital paulista a Ação (Íatólica. O desenvolvimento da Ação Católica também foi uma preocupa» ção de D. José Gaspar, quando bispo-auxiliar de São Paulo e depois como arcebispo. Essa preocupação de D. Gaspar é apresentada por V, S. Vasconcelos em sua obra Htírtríria da Província Erlesirísrira. Essa preocupação encontramos também numa circular do arce- bispo c dos bispos sufragâncos dc l942, cm que sc dá ciência da criação da Comissão Provincial da Ação Católica e se afirma a res› peito da mesma: “A organização oficial da Ação Católica en¡ izussa província é grave dever que nos incumbe, falou a Santa Sé em termos claros e peremptóriof_ E sobre a Ação Católica diz: "A. ('. ú urregi- mentação das forças católicas para campanha espiritual da cris ani- Zñçño do mund0"“'. Conforme outra circular de 25/03/ 1943, : on5› tatanios a programação de semanas de estudos sobre Ação Católica previstas para maio e junho do referido aim. A circular inicialmente critica aqueles que apenas lalam sobre a Ação Católica c nada f-. ucm. E, em seguida_ apresenta o esquema das semanas dc estudos. O tema central será “Urgência c Necessidade da Ação (Iatóliczíl () esquema básico: "ill Para a solução da nossa ordem social os untinos nzstorios são insuficientes. Prova-se pelos (lncumcnttis pontifícios E pela : :spc- riêneia quotidiana no exercicio do ¡ipostolndo b) A instalação (lu A to (Ízilólica cm todas as paróquia uma questão de zelo n: obediência, não é facultativa_ mas obrigatória › , AÇÃO JUNTO AOS INTELECTUAIS E UNIVERSITÁMOS. FUNDAÇÃO DAS FACULDADES CATÓLICAS Um outro traballio LlCSBIlVOlVÍClO por D. Leme e que terá reper- cussão nacional é o desenvolvimento junto aos intelectuais e universi- tários Existiam alguns nomes_ mas clc desejava gente mais nova qitc pud . e cnlcndcr seu tempo. Jackson Figueiredo será o primeiro com quem D. Lumi: coma. Este, ein 1921, funda a revista / t Orden: que "v sava n combate de toda forma di: rebelião, quer esta se manifes- tasse no campo filosófico ou literário, no da o. t ou das instituições (. . . ) linha uma finalidade de formação religiosa c uma intenção poliuta, não propriamente partidária, mas prática. como diria mais tarde 'Fristño de Ataidcm-'K Em l922. Jackson. com Pcrilo Gomes e Hamilton Nogueira, funda o Centro D, Vital. destinado . i penetrar no meio intelectual l9t PR()Vl. '('l. - ECLESL ICA lll' 5.5.0 PAlÍLlÀl, Circular (fu xlrru- lrímo MHrnpu/ ítnrto r [Input Êta' ttúnrm. 26 ll 1942. p 2!¡ Zi). ARCEBlS KDO l) . SÃO PAULO, fl. " "lhlf 'o Sr. Azttlliurr Íl/ HU' ¡m! .np-u solvrt: RH pzmiinzcs Semanas de tudu» il. : Llitolicri. 25 li] "W451. “l SANTO XUSÃRK), lrmi Maria R di», O Fitnlturl Lema. ii [30, T4 _ -. . Í CL ltlfílVÓS de bibliotecas e publicação de livros selecionados. Após a morte de Jackson, o centro será dirigido por Alceu Amoroso Lima. Este grupo foi crescendo. Além dc estudos. debates e ação. iuzaivam juntos. 'Paulo a revista como o Centro D. Vital exercem ínlluéncia tun- damental em seu tempo, quer através do engajamento, quer na con- quista da intelectualidade brasileira. D. Odilát) Moura afirma: "A obra cultural católica do Centro D. Vital foi. em nossa Pátria. a mais fecunda e a mais extensa realizada nos meios intelectuais, jamais ultrapassada por outra; D. Leme pôde, com exatidão, escrever mais tarde: 'O Centro D. Vital i3 a maior alírmação da inteligência cristã no Brasil' "'34. E o próprio D. Odilão, em seu livro idéias Católicas no Brasil, informa-nos que, em 1942. havia filiais do Centro D. Vital nas seguintes cidades: São Paulo, Recife, Porto Alegre, Aracaju, Fortaleza. Juiz de Fora. São João Llcl Rey, Itajubá. Ouro Preto. Diamantina e Campos. Dentro dessa trilha, temos em 1929, com Tristão de Ataíde, a fundação da Ação Universitária Católica _ AUC. Com esta funda- ção temos “sangue novo" presente no iaicato católico. Nos (livcrsos debates nas faculdades, os aucistas se posicionam claramente numa perspectiva religiosa. Enfrcntam sérios debates com os estudantes comunistas. De 1932 a 1933, circulará a revista A Vida. dos ¡univer- sitários. No desenrolar da vida c da ação do Centro D. Vital, teremos em [932 a fundação do instituto C2itólicr› de Estudos Superiores, com cursos de Filosofia c Sociologia. Este instituto contará entre outros com Pc. Leonel Franca c Tristão dc Ataíde e scrá a semente da futura universidade católica, preocupação de D. Leme desde o início de seu episcopado, o que se concretiza na década de 40. A | .° de janeiro de 1940, com Alceu Amoroso Lima e Pe, Leonel Franca, iniciam-sc os preparativos. A 30 de outubro do mesmo ano, sai u decreto ziutorizando a Faculdade de Direito e Filosofia c. em 15/03/1941, : lá-se a instalação solene das faculdades católicas. A criação de uma universidade católica também foi a preocupa- ção (lt: D_ Duarte Leopoldo e Silva quc deseja a instalação de uma universidade Clll São Paulo. Essa preocupação era compartilhada pclo episcopadn nacional, quc no Concílio Plenário Brasileiro dc 1938 aponta : i criação da universidade católica como uma necessidade. AS RELAÇÕES IGREJA-ESTADO. A LIGA ELEITORAL CAÍÓUOA Dentro da rccristianizaçãt) da sociedade, uma questão fundamen- tal para a Igreja no Brasil será o das relações com o Estado. Tendo cm vista a separação Igreja-Estado desde a Proclamação da República. 22. MBURA. D. Odilão. hiciiur Cutúlícrzi' no Bnuil, p. H9.
  15. 15. o episcopado nacional procura formas de aproximação. Essa é também “m3 PTWWPQÇÕU ll? D~ link. quc vai estar presente na Revolução Eãaêãâoá Éelcâñlmñ” l“f”“-$°_dl> 'fPISCDPjÍHÍO não fosse unânime com . * 9° “ 4 af. ~ «l Iêffld Sc depara com um tlever: &Pmvcilar a mudança de regime para conseguir que se decsem -*. @da nacional moldes cristãos, como afirma Irmã Maria Regina dulSamo Rosário. E. f d . - - ~ _ . dentro da agia (ilifilentilma preocupaçao de deh"" o 'ngm' d** 18ml** à _[1 Leme aproveitará todos os momentos para mostrar ii impor. tancia dos católicos na vida do pais. Fará isto nas reuniões nos têongressos etc. Vejamos, entre outros, _alguns_ exemplos. No Congresso ucaristtco da Baltia, D. Leme enfatiza a importância da ação dos católicos, no sentido da construção de uma pátria cristã. Em 1935. quando da intentona comunista, D. Leme “via quc a urgente uhm "°°"5"3“'7'3d°'3 ai? ? “50 *Õ í¡ ¡'“°"5¡¡¡°3Çâ0 do movimento religioso 3m geral c da Ação Católica cm particular. . . " E “era da autoridade os Pastores. da unidade e eficiencia de sua ação, do seu contacto com ' * ' u . mem; povo cristao que poderiam vii as normas salvadoras da tor- . . N - ~ ›. - v ~ . . w umiãsr: ¡ãerspectàva de reeristianizaçao da sociedade, u cplscopado 'de buscar um** S73” F5 tqnccnlracoes, que tet-_ao também a finalidade n a “Prmítmacao como_ governo. Diz Pe. José Oscar 3.30710 que o cardeal e o CPISCOPHLIIY iitilizarao de grandes concentrações pn- polares a fim de pressionar o Governo Provisório no sentido d. ; me". d" a* TBÍVÍIIÚÍCGÇÕeS católicas e impedir quc o mesmo 5g ¡ncunc para u csquerdif”. D. Leme foi sempre nm respeitador da ordem e a ll ' › - - . conítialtãfêgãduéelçtgepf-ntlcnlíl do _reginlie ou_ do tipo dc presidente' um . p p ocura o. visan o a influenciar para fazer uma ordem social crista. muitas realizações aconteceram, dada a orga- nizaçao do seu exercito laical. Vejamos alguns movimentos desenvolvidos em carámr nacgona¡ c a tentativa de aproximação que se busca a todo custo com o governo F V"E_m 19;? ” quando pesam ameaças contra a vida do presidente . pitacio Pessoa. o (ardeal intervcm ate' conseguir salvei-la' chegando : t desfilar de carro aberto com o presidente para demonstrar 'I relação . . _ _ _ . ( de apoio a autoridade civil. ¡ Em N24_ quando da comemoração do Jubileu Sacerdotal do Cardeal Arcoverde, TCHIIZDLPSC a Páscoa das Classes Armadas* ue D. Leitte preparou com carinho. O objetivo era homenagear o Cárãlcq] Àrcnvcrdc. Mas “além da homenagem prestada : to Cardeal tinha elw "mdJIJPÍO _ñmí C°m°ÇfU1 Ptla aproximação de uma das classes mais representativas do Pais. a Eflsllílllllàlçãü do Brasil *temporah c da: 23. SANTO ROSÁRIO. Irmã Marta R. du. (7 Carr/ cu! Leme. P. 359460. 24. BEOZZO. P-. J . ^› o ': . . - _. . . ~ Errado Nato 4- u RedrL». ac3;it. -.4.: Í;Ã. r'pflzriinm m" a kadu"" d" 1930' " 26 mais um passo na sonhada arregimentaçao dos homens católico Dentro dos festejos. o Cardeal Arcoverde recebe em seu palácio n presidente Artur Bernardes. No dia 5 de maio, o governo oferece um banquete ao cardeal c ao cpiscopado. e a saudação aos ilustres prclzi- dos foi feita pelo Ministro das Relações Exteriores que, entre outras coisas. afirma: "O Brasil precisa do concurso de todas as outras forças vi . da Nacionalidade para . ~ refazer na disciplina. no respeito da autoridade, na prática das virtudes. nu obediência à Lei. na lealdade aos deveres políticos. no trabalho útil c mi independência responsável e sem ódios. Entre essas forças vivas a quc itludo. e indispensável ao trabalho urgente de reconstrução geral do País, nenhuma maior que a Igreja Em 1931, quando Nossa Senhora Aparecida c' proclamada Pa› drocira do Brasil, há grandes solenidades, dias de estudos. Além dos motivos religiosos. há os de ordem política. dada a Revolução de 30. Esta redundaria em uma renovação "dos moldes políticos e legislati- vos, em que a Igreja deveria influir. em nome da imensa maioria católica do País"? Uma concentração seria uma demonstração de força. Uma concentração com características religiosas e cívicas. 0 presidente da República. ministros c diplomatas estiveram presentes. O convite ao corpo diplomático foi feito pelo Itamarati. No mesmo ano foi inaugurado o Cristo Redentor no Corcovado, após uma oposição dos nào-católicos c livres pensadores. Também aqui estiveram presentes as mais altas autoridades. D. Leme aprovei- tou da Festa do Redentor e da presença de arcebispos i: bispos, para entregar a Vargas as “Reiviitdicaçôcs Católicas em itome do epi. o~ pado". Diz Pe. José Oscar Bcozzo: “Depois de quarenta anos (tltsstlc a República) o Episcopado reaparece unido perante o governo. p: : i discutir o estatuto da Igreja dentro da Nação e perante o Estado" . A luta maior será na Constituinte. Com as eleições marcadas para maio de 1933_ os católicos terão outra forma de atuação: proa : iii-ar influir nas eleições e depois na Constituinte, para que . seus postulados estivessem presentes. A idéia de um partido católico é rechaçada por D. Leme. Propõe a cri-ação da Liga Eleitoral Católica w LEC, que apoiarla os candi- datas de qualquer partido que se eompronietessem a lutar pelos pos~ tiilaclos tleienilidos pela Igreja. Hai postulados essenciais e secundários. O raimpromisso deve ser com os essenciais: iiidissolubilidade do casa- mento. ensino religioso facultativo e assistência eclesiástica facultativa às classes armadas. Posições referentes a problemática social estarão no nível secundário. 25. NTO ROSÁRIO. Irmã Maria R. do. U Curdral Leme, p. 163, 26. Felix Pacheco. "Discurso no Itamaraty em homenagem : io Cardeal Aruovertle" in SANTO ROSÁRIO. lrmãl María R, do. O Penim! Lema'. p. 169. 27. s NTO ROSÁRIO. Irmã Maria R do, O Cardeal Leme'. p, 227. ZR. BEÚZZO. Pc. ima Oscar. /l Igreja Pltfrr' (I Revolução de 19.10. o Errado . Vora r n Rrzlvrnnrrnriznrãn. p. W. 27
  16. 16. A LEC, que foi apoiada de maneira geral pelo episcopado, con- seguiu eleger um grande número de constituintes. O cumprimento do acordo terá uma vigilância, através da colaboração das bancadas de Pernambuco e São Paulo. D. Leme convidava deputados para almoçar e contava com o traballio dc Alceu A. Lima. Os postulados essenciais passam a fazer parte da Constituição. Dos postulados secundários, os referentes à legislação social foram aprovados. Consegucm os católicos que sejam introduzidos os seguin- tes postulados: “assistência religiosa às forças armadas, hospitais e penitcnciárias (art. 113, § 637); a livre prática do culto religioso nos cemitérios (art. [13, § 7P); autonomia e pluralidade sindical (art. 119, § l2.°); direito dos trabalhadores conforme a justiça social (an. 120); a família constituída pelo casamento indissolúvel (art. l 14); casamento religioso com efeitos civis (art. 146); ensino religioso nas escolas (art. lS3)"'-"'. Estes postulados e sua luta interessaram à hie- rarquia e às elites, mas não ao povo. Referindo-se a esses acontecimentos, irmã Maria R. do Santo Rosário afirma: “Em 1934. venceram os católicos em toda a linha e o laicismo estatal recebeu um golpe mortal. Criou-se para a Igreja uma situação sem precedentes na história do Brasil. Após um tão longo período de inaoeitaçâo, a verdade de Cristo podia enfim marcar com seu cunho a comunhão nacional, levando-o a reencontrar a *fisio- nomia de brasilidade' que estava perdendo. Humanamentc, devia-se tamanha conquista à visão criadora de D. Leme e à disciplina de um povo católico bem íorn1ado""“'. O SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL - FUNDAÇÃO DAS PRIMEIRAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL E FORMAÇÃO DOS ASSISTENTES SOCIAIS E dentro da visão da Igreja ate' aqui apresentada. que surgem as primeiras escolas de Serviço Social no Brasil. Como já observamos, a questão social _ a luta contra a desigualdade social - e' uma preo« cupação assumida pela Igreja dentro de uma luta contra o liberalismo e o comunismo. O problema social no começo do século XX começa a ser assumido pelos católicos brasileiros, o que é feito pela ação da hierarquia e organização do laicato. Da necessidade de uma ação mais coerente e organizada, surgem grupos, associações que por sua vez organizam cursos, semanas de estudos para formação de seus quadros, No Brasil. constatamos a realização de cursos de formação social e de semanas sociais, entre OIIÍTOS. 29. MOURA. D. Odilão. Idéias Católica: no Braxil, p. 8B. 30. SANTO ROSÁRIO. Irmã Maria R. do, O Cardeal Leme, p. 321. Muitas das escolas de Serviço Social nascem de grupos que par- ticiparam dos cursos de formação social e das semanas sociais. Entre elas as de São Paulo. Rio tic Janeiro. Natal e Porto Alegre. FUNDAÇÃO DAS PRIMEIRAS ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL Escola de Serviço Social de São Paulo A Escola de Serviço Social de São Paulo nasceu do Centro de Estudos e Ação Social _ CEAS. O Centro surge de um grupo de moças preocupadas com a questão social e que participaram ativa- mente no Curso de Formação Social organizado. pelas cônegas regu- lares de Santo Agostinho, de l. ° de abril a 15 de maio de 1932. 0 curso foi dirigido por Mademoiselle Adele de Loneaux, professora da Ecole Catlioliquc de Service Social de Bruxelas. E a finalidade básica do CEAS é "o estudo e a difusão da doutrina social da Igreja e a ação social dentro da mesma tliretrifü'. O CEAS é que coordenará a instalação da Ação Católica em São Paulo, sob a orientação de D. Duarte Leopoldo e Silva. Por lógi- ca, as militantes do centro passam também a participar da Ação Católica e dela recebem toda a sua formação característica. Após a organização da Ação Católica, o CEAS como entidade - como nos relata Carmelita Yasbeck - deixa a direção da Ação (Íatólica para preocupar-se com a organização da Escola de São Paulo. Em vista disso, o CEASenvia para a Bélgica duas sócias, para cursa- rem a escola de Serviço Social e, quando voltam ao nosso país, ultimam os pmparativos para o surgimento da primeira escola de Serviço Social no Brasil, que seÍinstala em 15 de fevereiro de 1936. Um dos motivos básicos para a fundação da escola foi a necessidade sentida de uma melhor preparação para a ação social dos quadros militantes da Ação Católica. Escola de Serviço Social do Rio de Janeiro No Rio de Janeiro - embora por caminhos diferentes - mas sob o mesmo pano dc fundo, em 1937. temos a segunda escola de Serviço Social do país. A escola do Rio se tornou realidade pelo im- pulso do Cardeal Leme, Srela de Faro e Alceu Amoroso Lima. Este enfatiza a necessidade da formação social. Para que exista vocação social. é preciso formação social. E baseada fiesta idéia que "a Ação Católica desenvolveu uma programação de 'Semanas Sociais', cursos 31. Relatório do Centro de Estudos e Ação Social, São Paulo. 1932/34. ln Y/ SHI-ÍCK. Mn : i . .irmcltt. r. Iii/ ralo ilu Era/ uma Histórica du Escola de Serviço Social di' Sua Paulo ; m ; variar/ o ¡Ir- M116 u 1945. p. 2K. 29
  17. 17. dc formaçao e outras atividades baseadas na Doutrina Social da IgrejaM' No Rio de Janeiro salientatnos u realização. entre outras. do Semanas de Ação Social de 16 a l9,/ O8,"l936 e de 08 a 14/11/1937. As Semana» Sociais nasceram na Europa. Foi um dos instrumentos tttilizados para a formação social dos católicos. Elas servem à difusão da doutrina social da igreja para grandes massas. Conforme Van Gcstel, c 'e movimento iniciowse na França. em 1904, HlBSÍTBIKÍO-SC pela Bélgica. Holanda_ Itália, Canadá. Inglaterra e outros países Entre nós. as Semanas Sociais nasceram no Rio de Janeiro. promo~ vidas pelo Grupo de Ação Social do Rio de Janeiro. fundado ein i5 dc junho de N36. Esse grupo originou-se de uma série de conferên- cias pronunciadas por Pc. Valerc Fallon, economista social belga. Além das semanas já citadas. foram organizadas mais as seguintes: Recife (1939), Sãofaulo (1940), Salvador (1946), Recife (1948). Belo Horizonte (1949 ou 1950) c Curitiba (195l)”3. Em junho de 1937, funda-se no Rio de Janeiro o instituto dc Educação Familiar c Social. com os seguintes objetivos: "Formar cntrc- ns mulheres. :tão dc uma classe, mas de todas as c asses sociais. uma consciência dt: coniunidade cristã que venha substituir o indivi- dualismo Iibcral cgoístn sem cair na socialização inumana e estatal. Para isso ton-nn assistentes sociais. educadores familiares e donas dc casa que venham scr no meio em que vivam e trabalham. nos insti- tutos em que ensinam ou nos ambientes sociais cm que atuam, como elementos de correção das : inomalias sociais, verdadeiros elementos dc renovação pessoal c calólicaw', A fundação da escola do Rio de Janeiro contou com uma equipe da (Íongregnçào das Filhas do Coração dc Maria, chegada ao Brasil cm abril de l937. 'indas da França, ligadas à experiência social crista no seu país. influenciaram o desenvolvimento da escola nessa perspectiva. A exemplo das escolas dc Saio Paulo c do Rio de Janeiro. a tnuioria das escolas até [950 terá a influência direta da Igreja Cato- lícu, tais conto: Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre. Escola Mas~ culina do Rio c de São Paulo”. si. LIMA. Arlete Alves'. A Furtdnçítrv an. . mui. : Pritnctims : :i-cpm «lr Snviço Süríal Im Ilruxil. p. 40. 35, (Íf, SOUZA. Pe. José Coelho, Pa. Roberto . Sitbóitr (It'- rllcclvirnr. SJ. . p. ?Jd-KK 34. Rcl-. itório do Instituto Familiar c Social, Riu. 19.18. in LIMA. Arlete Alves. A Fruit/ ação : lzrr Duas Prinwirrir Escalas di' . Serviço Sor-in! no Brasil. p. 66. 35. No inicio, o Serviço Social : rn destinado só parti as mulheres¡ De pois surgem escolas masculinas, no período noturno. Só com o tempo c quc teremos escola para rapazes* e moças. 30 A FORMAÇÃO DOS ASSISTENTES SOCMIS E SUAS CARACTERÍSTICAS Como constatamos. o Serviço Social nasce ligado à atuação da ltrcja (Zatólica, a serviço dc sua ideologia ›lém da ligação de sua rtaticu, há sua ligação do ponto de vista ! eurico ilivda VISÃO de ho- mem se dará sob os quadros católicos_ tendo como sustentação filo- . »fico o neotomismo. Duda essa postura. teremos utn tipo de formação marcadamente clara c definida. Mostrarcmos agora como se processam a formação do Assisv : ente Social nesse período. Numa printeira fase do Serviço Social no Brasil, o que importa é n formação doutrinária c morai; u aspecto técnico só passará a tc¡ significação com a influência americana. Retomando. a ideologia quc fuñdamcntará essa formação doutrinária é n reconstrução da sociedade em bases CrlSlñn. f: quc no fim do século passado c inicio do século XX, os c tólicos, respondendo aos apelos dos papas. engujnm-se na ação social com a finalidade dc reconstruir a sociedade cm bases cristãs. Dizendo não ao laicismo. ao liberalismo. ao comunismo, os católicos pretendem uma nova ordem onde n familia. o Estado, a economia, a política e os costumes tenham por base n evangelho c que a sociedade seja organizada em bases corporativas. Nessa linha, por exemplo, se colocam os discursos de Stela de Faro c Alceu Amoroso Lima. na abertura do 2." Con- gresso Pan-Amcricnnc) de Serviço Social, cm 1949. no Rio de Janeiro. 'Porém não se fala em reforma radical_ pois n autoridade é intocável. Vemos num artigo de Urbina Telles o seguinte: “Assistentes Sociais irão trabalhar para o restabelecimento da ordem . social. condicionada por certo. pelo respeito à autoridade. Mais do que respeito. deles se pode reclamar a simpatia à atttoridatlc no serttiito de compreender suas dificuldades antes dc critica-las de maneira a prejudicar a sua ação' f. Sewcm também dc sustentação ideológica para os assistentes sociais, as diretrizes e atividades da UCISS -~- União (Íalóliczt Inter- nacional de Serviço Social. E um organismo que se pauta pela dou- trina da Igreja. E clc que dará nossa época as' perspectivas do serviço social católico. Foi fundado em 1925. Em 1949. realizou-sc cm São Paulo uma Sessão internacional dc Estudos promovida pelo Secretariado Latino-americano da UCISS. Nessa sessão são reafir- mndus todos os princípios que até entao orientaram a formação do Àssistenle Social, no Brasil e na Antérica Latina. Nesse ano. dez m as escolas brasileiras (quasc a totalidade) filiada. n esse orga~ . mo. c que. portanto, assumiam nn prática a doutrina católica, Importa situar neste momento alguns conceitos básicos. Na Eu- wp-. t, antes de surgir o Serviço Social. nasce a Ação Social. O _sumiço Social vai constituir pnrle. instrumento da Ação Social. Sli_ URBINA TELLFÊ (iuiontai, “l-'ormaçí-. u Moral do . fxssíucnte So~ cial", Sumiço , Uorính Ztl-llzd, 31
  18. 18. A Ação Social: "é uma ação mais ampla (do que o Serviço Social), exercida sobre : i estrutura mesma da sociedade. visando transformar ou adaptar os quadros existentes de acordo com a época, o lugar, zi_civilizuçñn. E mais um movimento de idéias, um traballio legisla- tivo no qual os políticos e os juristas desempenham um papel pre- ponderaniJ-*u t) Serviço Social atua mais em relação ao indivíduo c em pequenas comunidades. Adele dc Loiieaux assim define o Serviço Social: “Conjunto de esforços feitos para zidaptar o maior número possível de indivíduos à vida social, oii para adaptar os condições de vida social às necessidades dos inttividuoif”, O Ser- viço Social é. portanto, uma parlc da Ação Social. O Assistente Social i o agente do Serviço Social. da Ação Social a é assim ilcfinido: “proa metodieamentc formada numa escola dc Serviço Social, cuja a dade e tlevotamento, ligandmse a determinada engre- nagem da sociedade. tende a regularizar o seu andamento, integran- do-a normalmente na iiirirclia em conjunto de toda a sociedade" ". Em 1949. na Sessão internacional da UCISS. o Serviço Social católico é assim definido: “uma forma de ação . racial (no sentido moderno e técnico da palavra) que, por métodos técnicos apropria~ dos, baseados ein dados científicos, quer contribuir para a instau- ração ou manutenção da ordem social cristã favorecendo a criação ou o bom funcionamento dos quadros sociais necessários ou úteis ao homemm”. Para realizar a tarefa que se propõe, na ajuda da restauração da ordem social cristã, o Serviço Social não pode ter uma postura neutra na formação dos futuros ¡issistentes sociais. E o Serviço Social. nessa época. não esconde e nem camufla sua postura. ao contrário, encon- tra formas pedagógicas ou técnicas de fazer com que a ideologia assit- inidu seja comunicada aos alunos. Para isso, um dos requisitos era tlc que o corpo docente assumisse a doutrina social católica, ou me- lhor, fosse constituido por católicos praticantes. Porém não basta que sejam picdoscis, mas também competentes. Este assunto foi objeto de debates na reunião da UCISS. em 1949. Dada a relevância do tema. foi analisada também u questão das escolas que não tinham uma orientação católica, ficando acertado como estratégia que pro- fessores católicos deviam penetrar nessas escolas. Aylda Faria da Silva Ferreira, no artigo “Escola de Serviço Social", de 1944, mostra quc uma escola de Serviço Social, no pre- 37. I . RREIRA RAMOS, Albertina, "A Formação dc Assistentes So- ciais". .Yrrviço Sor-in! , 2(23):2l. 38. PAULA FERREIRA_ Lelizin de, "Serviço Social", .Yerviça . facial, 2(l4):6. 39. FERREIRA RAMOS. Albertina. "A Formação di: Assistentes So- cizi , .Ycrviya Social, 2t23):2l. 40. UCISS. "O Conceito Cristão de Serviço Social". in Resumo lll( Sz-. r- . tão InIcniut-¡nnçil (Iv EJHKÍILT promovida pelo Sccrctztrítldt) Latino-americano da UClSS. de l2-l4/iiil. /l949. p. ll-l2. 32 i l l paro profissional dos futuros assistentes soeiais. deve Ievrir em conta 4 pontos: formação científica, técnica, pratica e pessoal. A formação vierití/ itu se dará através das disciplinas científicas como : i Sociologia. Psicologia e Biologia e tambem da Moral. E deve proporcionar um conhecimento "exato do homem c da sociedade, de . . . . todos os problemas _que dele sc originam c neles se refâtcm . como dar-lhes condiçoes para que possam utilizar o sa r reee i como instrumentos de trabalho. A formação deve levar em conta varios aspectos da _vida do homem tais como vida física. mental e moral. econômica c jllfldlCO- . social. _ _ A formação lécnira é a formação específica do Assistente Social. Consiste no estudo das teorias do Serviço Social então existentes e s/ Vl “tlêtptnçíu fl mim¡ realidade. O Áwililcttlc Social deve combater os dcsiijustiiiiicntii» imlixidiiiiix c coletivos. Dai . i formação técnica ensinar "tomo" ÍJSYÚ-li). t3: : z formação técnica que vai dar_ ao Assis- tente Social, conhecimento sobre o Sta-viço ›Social e daltllàc Cüliflttçodc; de coloca-lo em pratica. A formaçaü 10911103 lrlfmPfclJlF_ ° 95 “ da naun-ez; do Serviço Social. noções de técnicas auxiliares e da moral profissional. A formação prálica C- . nziprendizageitt do "como _fazer na rea_- ! irlzxcic das tllfcrunlcx instituiçoes com que os fitturos assistentes SOLIZIIS n1;: ¡1[¡¡1h; u11 i-¡iitlttlnx No final tlu ttãcada de 40 c que comeeziiii as Cl'['_'t"ll7'tÇf)c<. ilc CK ins Nadir Kfouri, lIU 2." Congresso Pan-Ame- Tits-un! ) cm [949 zitirinoii- "De inicio a parte pratica girava exclusi- vrtmentc em torno de visitas realizadas a obras sociais e a famílias necessitados. Atualmclnlc PCY_<(31°b°'$° quc ê Pf°°cul>êltçâãfllíljssl3oãúãí ' de csco as. rcsi c eni m' antzar os cs ag a. bom numero "H l E Ae : i supervisao . A formação pesxmil: A escola deve si: preocupar 00m 0 desil- brochar da personalidade integral do aluno. Deve dar : to futuro As- 'sistente Social uma formação nioral muito solidztr Diz Ayldahvfittria: “Sem umu ! oi-iiiiieàu moral . solidamente Cdlltcíltiaoübrl. uma «N m. mma¡ . , L'l sldas. .i iitixidiidc da assistente sera falha. porque llic falta: -niciitns qu. - giiruntciii uma ação educativa. que é visada pelo Serviço Sociztl"""'. _ 555;¡ formação pessoal sera um, dos aspcetos importantes : :a formação doutrinaria dcisalunos. Nem das atividade: notrnàaisc 2 escola, existem alguns meios especificos. os Circuloh IC L5 'l 0 orientação individual. _. ›. m E . tt KFOURI. N-. idir, "Dificuldades u: Soluções Encontradas nzi Forniiieão de Assistentes Sociais", ln Anais : Io Il (OIUJFBNAU Prirwtinrriciriio dr Serviço Supmáà '”3^n'ã'aiã7^, Aylda Fan. . s. . "Escola de Serviço saciar: SvIvÍFU So- cial. 4:85. 33
  19. 19. Os Círculos de estudos são reuniões, onde estão os . alunos ¡, - os orientadores de curso”. Nessas reuniões. são discutidos pontos das várias disciplinas. bem como ajudar a “desenvolver o raciocínio e despertar o sentido social". Para a realização deste último ponto, são discutidos e analisados os problemas da realidade, e as soluções possíveis dentro da irisáo cristã. Utiliza-se o método da Açao (imó- lica: ver_ julgar e agir. A txrientaçáo individual será o contato pessoal com o encarre- gado da formação. -- Para a formação doutrinária, .serão básicas aulas de Doutrina Católica c (lc Moral. Para que uma escola de Serviço Social possa realizar bem sua tarefa, requer uma formação doutrinária definida. A formação (loutrinária é importante, pois toda ação requer/ normas. princípios, diretrizes. Requer uma ideologia. lirbinzi Telles enfatiza quc essa formação deve impregnar toda a formação c não scr coisa à parte. Deve preponderar mesmo sobre a formaçao técnica. A autora em questão afirma: “Parte primordial na formação dos As~ sistentes Sociais 4 a doutrinária -~- não deverá jamais ceder lugar à técnica"“, E Ferreira Ramos, sobre o assunto, nos diz: "A exclusão, no preparo social, de toda a ideologia, reduzindo-se a um simples pre› paro técnico, conduzirá certamente à cstreitcza de vistas. à ação- fruto das oportunidades. muitas vezes parcial. ineficaz senão prev ¡udiciaW-'n O aspecto doutrinário era enfatizatlo nu formação do prof' o~ nal, pois este deveria icr tuna concepção de vida que "deve ser fruto de princípios doutrinários fundados na Verdade". Dai que a escola não podia ter uma postura eclética. correndo o risco de conduzir à incerteza. ao erro. Diz Ayldzi Fari : "Excluir completamente do en- sino toda ideologia. isto é. apenas dar as noções sent fundamenta as. não é realizar trabalho educativo, (ic xvcrdadcira formação. que es la- reça o espírito e oriente atos ' . Em que bases deve assentar a formação doutrinária? Urbintt l'elles nos responde, dizendo: “Doutrina que não se confunda nem com o individualismo. ncm corn o colerivismo, mas que fique no meio termo. considerando a eminente dignidade da pessoa humana c a necessidade da sociedade para seu desenvolvimento. (. . . ) Urna só 43. PEREIRA, Aylda Faria S. . no _utigo um que aborda . t questão, faz referência “its ztlunzis" e “às oricntatloras do curso", uma vez quc o SINVÍÇU Social era praticado apenas pelas tnulliei' . 44. URBINA TEL¡ ES, Guiomar, "Formação Mural do . Assistente St)- ciztl" Suviço . Ymiul. ZÍI4II4. FERRI: RA RAMOS. Albertina. "A Formação de Assistentes So- ciais , .Yurriça Suciul, 2(23 46. PEREIRA, Ayltlzt Faria S. . "Escola de Serviço Social". Sumiço . Social. 4:9'). 34 doutrina, com princípios que são imutáveix purquc perfeitos. Minute lrzxretnos - a CA'I'ÓLICA"”. Escrevendo sobre n assunto, o Prol', Hanns Lippmattn Inostra qua' o Assistente Social deve estar liv dos interesses de gritpos ("UÚIIÔIHÍCOS e politicos, Mas esse princípio nâo vale para a Religião. pois . .se tornaria 'incompreensível' c (lcsprovidt) de seu nexo de sentido mais profundo. sc nos tivéssemos a insensatcz de querer afastar do plano assislcitcial as soluções fornecidas pela doutrina SDCÍH] da Igreja Católica. Apostólica, Romana, ou não querer infor- mar o espírito dos alunos das Escolas de Serviço Social corn a Doutrina c a Moral Católica. base da doutrina social dos Soberano. : Pontíiices" 'í Nas perspectivas al(- aqui colocadas_ o Serviço Social cru assu- mido como uma vo o, Para que haja cssn formação adequada e quc se assuma como vocação. necessário que o ambiente da escola seja um ambiente zidcquado. quer ntatcrialittcitte. quer psicologica- mente. E txrecisn professores que sejam exemplos a serem seguidos: a escolha dos professores está ligada com sua orientação doutriná- ria; que sejam competentes em suas áreas e possibilitem : i inter- relação entre as slísciplinas. Quanto ao corpo discente. necessita ser selecionado. Os candi- datos precisam ter o "mínimo de devotamcntci, de critério e tl: : senso prático. E não serem llefl-'ttñtw cm excesso" Para que os : tlunos pudessem ser selecionados_ as uscoltts tinham no inicio 4 no pro- grama. um “periodo de proxaçào" que antecipam o exame de otimis- são. Esse período di: provação ci. : feito um fornm de curso. A FORMAÇÃO DO ASSISTENYE SOCIAL E 05 CONGRESSOS DE SERVIÇO SOCIAL A formação dos profissionais em Serviço Social. bem como a (irganização dos Cursos, io¡ objeto dc artálise e debates nos congres panamericanos. Salicnttaremxws aqui os dois primeiros - -- o do Chile. em N45. c o do Brasil. cm 1949, Nesses dois cottgressos é marcante a posi to católica atraves di¡ ¡rrescnçzt e : iesempcnlio das escolas quc seguem : :ksa orientação, porém começa a estar presente também a influência norle-tnnerieana. :tlruvés da ixalorirztçzir) das técnicas c. dc certos pressnpostux iunçãt liclnx. (A) plllntill' _n -zwm iculiwnfo em Santiago, no Chile, em 1945. toi cm tomemora li! ;to Ill f' . vnixer. ~tirn› de Fundação da Escola de snow_ sin-ml . lg Snnlm t. , _i plifliüilkl da América latino. A questão fornmçítt) foi ltzitadzt. e lruçatlax itormos gerais para o ensino de Ser- -JT URBINA TELLFS, (iuiontur. "Formação “oi-nl dos Assistentes So- rínis", .Ycrsiçu Sado! , ZINIH. 4K. LIPPMAN, Hans Í. das* cxigêncins d¡ hum prtWflllL' FLIlll¡t'ã0 dos Assíxlcme» Soc¡ s* em face 'im Envia! , 0( S4 lzd l
  20. 20. viço Social. tais como: critérios para admissão de candidatos. disci- plinas, scriaçãt) e a função do Assistente Social. No segundo Congresso realizado no Rio de Janeiro. em [949, um dos temas toi: “Dificuldades c soluções encontradas na formação de Assistentes Sociais". Com referência ao tema, foram apresentados os seguintes trabalhos: Preparación Profesional del Asístentc Social, por Emma G. Ureta (Argentina); D uldades e soluções encontra- das na formação de Assistentes Sociais, por Nadir Kfouri (Brasil); A Formação dos Trabalhadores Sociais. pela Escola 'Técnica de As- sistência Social Cecy Dodsworth da Prefeitura do Distrito Federal (Brasil) e Díficultadcs para 1a Formación Práctica de Asistentes Sociales y Algumas Soluciones Aplicadas por Augusta Schroeder (Uruguai). E a partir deles, e principalmente dos brasileiros, que com- pletarcmos a questão sobre a formação do Assistente Social. Com relação à formação, Nadir Kfouri afirma: “A formação teórica fundatncntavse no conceito do homem e da sociedade, em função do qual os princípios filosóficos se assentam. Na maioria de nossas escolas, as bases morais c sociológicas do servico social são informadas pela conceituação cristã de vida que tem suas fontes na doutrina social católica. Dentro dt. ~ espírito se procura estabelecer a convicção de que o Serviço Social se prende a um plano de rees- truturação da sociedade L' (lc formação dos quadros sociais, reque- rendo, conseqüentemcntc. ;i : ação social. Firma-sc. assim, o princípio de que o trabalho social lança suas raizes na justiça, sobreelevadz¡ pela caridade cristã, sem o que intpossivcl se atingir o bem comum e river-se numa sociedade realmente tlenmcrática" l". Essa preocupa- ção será básica nas cadeiras do primeiro ano e nos círculos dc estudos. No trabalho da Escola Técnica de Assistência Social da Prefei- tura do Distrito Federal, salientamos, dentro do quc estamos abor› dando, u aspecto referente à formação ético-profissional. “ Nesse tópico. o trabalho chama a atenção para a importância da ética para o Serviço Social. Sem uma perspectiva moral, não existe prática profissional. Diz a autora: “Quanto à formação moral pro- priamen'e dita terá que se basear nos princípios cristãos. . . " E: “Os ensinamentos cristãos representam a fonte onde os trabalhadores so- ciais irão abeberar-se; a moral cristã é aceita e reconhecida mesmo pelos não-cristãos' no sentido religioso da palavra. Por outro lado, impossível seria dissociar-se a Assistência Social do Cristianismo. pois este foi, na expressão feliz de Delgado de Curvalltu. *o tnovimcnlo que revelou a vcrtladeira Caridade entre os homens' " 49. KFOURI, Nadir. “Dificuldades e Soluções encontradas na Formação de Assistentes Sociais". in Anais do Il Caligrafia PuII-Antrrícaltt) di- . Servico Social, Rio d: Janeiro. 1949. p. 436. . S0. Escola Técnica de A stência Social Cecy Dodwrorlh, ' Prefei- tura do Distrito Federal (RJ). A Formação dos 'Trabalhadores Soc "s". in Anais do II Cvugrrxju Fun-Americano do Serviço Social. Rio dc . lanci t_ 1949. D. 456. 36 E essa formação não pode ficar apenas a cargo da disciplina tic Etica, mas "todas as disciplinas. incluindo uma determinada filo- sofia. devem concorrer para reforçar os ensinamentos ministrados na cadeira de Etica, de muito que o próprio ambiente da Escola seja. através de seus professores sobretudo. um exemplo vivo da realização da moral preconizada. Para tanto, logo sc conclui da importância que Itá em coordenar e articular programas, não levando em conta so- mente o aspecto de *informações necessárias porque terão utilidade na prática', mas de unidade de (ÍUUIHIIR indispensável a uma bon formação moral" "'. Como percebemos, u Serviço Social católico tem uma maneira própria dc ver os homens c o mundo. Essa percepção é advinda, como já constatamos, dos documentos papais e dos diferentes cpiseopados. A FORMAÇÃO DO ASSlSTENTE SOCIAL E A ABESS Na formação do Assistente Social brasileiro e na organização das Escolas de Serviço Social, foi preponderante a atuação da Associação Brasileira de Ensino de Serviço Social r ABESS. Esteve presente nos diferentes momentos do Servico Social: em sua fase inicial católica, nas dis ssões em torno do desenvolvimento e na intervenção do Ser- viço Social, na rccortceítuação e outros. Sua atuação aconteceu e acon- tece por intermédio de suas convenções_ da assessoria que sempre deu às escolas espalhadas pelo Brasil e (los cursos dc aperfeiçoamento de docentes. Nascida sob a orientação católica. sua fundação se deu cm 1946, por assistentes sociais católicas. sob a liderança de D. Odila Cintra Ferreira. da Escola de Serviço Social de São Paulo e, durante muito tempo, a concepção católica se fez presente. Tendo cm vista seus objetivos iniciais, de troca de experiências e de garantir um certo padrão de ensino. a Associação Brasileira de Ensino de Serviço Social “exerceu um papel extremamente relevante no sentido de imprimir tmidade no ensino das Escolas de Serviço Social, na discussão dos currículos c du» grandes temas' Sob : t ótica católica é que dev nto-s cittcndci' zt cotttribuição dada com relação à formação dos assi - tcntcs soc"is até a decada de 60. A forma-ção cristã do profissional cm Serviço Social foi objeto de estudos, análises . e pesquisas em algumas convenções da ABESS. Ate 1967 data em que lemos o Documento de Araxá foram realizadas i4 convenções. Mesmo (lixando os temas cram específicos de Serviço Social, o pano dc fundo era a doutrina católica. As eonvcrtçõcs norntnltnentc iniciavant-se com Sl. Ibitl. . p. 461-462. S2. KFOIJRI. Nadir. in: Y/ SBE K. Marin Cnrmelitit. Estudo da En; !uma Histórica . n. Ízkrafn a» , sort-im . Yarín/ 4.» sa» Part/ n no ¡Ifríot/ r) : Ie 193o h' [945, rt ll? , 37
  21. 21. missa solene u durante certo tempo havia um din de recolhimento. para quem dcsqjasse. um dia antes da convenção. Dentre as uonvcnçocs realizadas pela ABESS, vejamos algumas. em cujo temário encontramos Et questão da formação cristã em suas dimensões moral c espiritual. Em 1954, tivemos cm São Paulo a lV (Íonvenção da ABESS. O tema foi "A Formação Cristã para o Serviço Social e a Metodo» logia do Ensino de Serviço Social dc Grupo e Organização cle Co- munidade”. Com relação ao tema “formação cristã". foi enviado um questionário para todas ; ts escolas e (t maioria respondeu. Quando da análise dos resultados. foi enfatizada a importância dc saber como se encontra a formação. pois “. _ , se a mentalidade cristã for reinante nas Escolas Católicas, estão atuando bem. mas se não for é porque estão l'racassando”-"-”u Pelas respostas : m questionário, o rela- tor do tema constatou “que fadas m' Errulzrv acham que a Forxn- ao (Zristã para o Serviço Social deve scr como o espírito o a vida quc informa n alma das Escolas c de lodo trabalhador social” Dos relatórios referentes à questão formação. vemos reafirmatlos os prín- cípios da Doutrina Católica. da Filosofia Tontista. o signiiicado do Serviço Social cristão. :t Reforma Social e : t importância da ziulzt dc Religião, da escolha dos professores v: supervisores. do estudo da Etica Profissional. Em 1959, cm julho. realizou-sc em Porto Alegre u IX Conven- ção. O tenta foi "Renovação do Currículo das Escolas lll: Serviço Social e Estudos dos Programas tie Algumas (Íatlcirzts mais Impor- [antes no Ensino do Serviço Social (Sociologia, Psicologia, Direito, Higiene c Medicina Social, Serviço SocinD". Dentro do estudo das várias disciplinas, as dc Religião_ Doutrina Social da Igreja e Etica Profissional. também foram analisadas c rcafirmadas como impor- tanles para a formação integral do assistente social. Io encerramento da convenção, n Diretora da Escola clc Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio (Brando do Sul, salientou a missão dos assistentes sociais: o cristianismo humanizante para a conquista da paz, E que a exemplo dc Maria. ns assistentes sociais têm a tarefa dc "Anunciar a Redenção”. Em 1960. aconteceu, dc 7 a t4 de julho, cm Fortaleza. a X Convenção da ABESS. com o tema: "Formação da Personalidade do Assistente Social em todos ns Aspectos”. Os aspectos analisados fo- ram a formação psicológica_ moral e - iritual, Quanto à formação moral, ficou claro que deve ser assumida por todos os membros da escola, que os programas de ética devem conter uma maior funda- 53. ABESS. «l Formação Cristã para u Serviço Social - . Manifestações dessa formação através da atuação dos assistentes cmiais. IV Convcnçàtw Ei- cionnl da ABEÉS, São Paulo, [954, p, I. S4. . WONTFÍ. Nivaldo, A Fanmrçãn (Írisní para n Svrvíçr; Sanini. Convenção Nacional da ABB. S. São Paulo. 1954. p. l. V 38 mcntação metafísica e que devem ser melhoradas para quc possam provocar maior reflexão dos alunos. Quanto ao : :sperm espiritual. enfatizou-se que o assistem: : social deve buscar a perfeição. qumessa busca de pericicàu «cia iluminada pelo espírito comunitário e pela doutrina : Io Corpo Místico tle Cristo c que as aulas (lc religiãohàn tenham o carater eipnlugctict) u que valorizem as práticas tradicionais. cl oração, o retiro etc. Ouantn : to aspecto psicológiru. salientou-sc: quc o aluno seja acompanhado no processo de maturação c que ganhe maior conhecimento de : i c que se dê maior participação dos alunos na vida da escola PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS _ NEOTOMISMO O Serviço Social como cxplicantos até agora _ fundamen- ta-se na Doutrina Social da Igreja. Do ponto de vista filosófico, terá por base o neotomisntts. (Je. princípios dc dignidade da pessoa huma- na, do bem-comum. cntru OulrtR. hauritlos cm Sumo Tomás. ilum- naram a teoria c prática do assistente social, desde 1936 até 1960. de maneira preponderante. A partir de l960. começa a haver uma ruptura por parte tlaquclss quc começam a assumir urna postura na visão dialética. inclusive na sua versão materialista. E a partir da década de 60 quc vemos o movimento chamado de rceonccituaçño de Serviço Sncinl. Sabemos- que não existe a filosofia do Serviço Social. mas que no tÍCCOITCI' de sua história t: em contextos diferentes, embasa sua teoria e sua prática em diferentes filosofias. Uma delas foi o neotomisnto. 'Foda a vida das escolas estam impregnada dessa maneira dc ver, mas de maneira explícita, a Doutrina_ da Igreja e. por conse- qüência. a doutrina do Santo Angélico era ziprcserttada, entre outras, nas disciplinas Moral. Etica. Doutrina Social ou Doutrina Católica. tvrcsentaremos o ncotomismo da seguinte forma: Renascimento do Tomismo: A Filosofia de Santo Tomás; t) (Iódigt) de Malinas; Ncotoniismt» no Brasil; Jacques Maritaín t' o Humanismo Integral. RENAS CIMENTO DO TOMISMO Ú neolontisnin crunxistt' numa tctutnntln tl: : filnxulitt expressa por N ut» | ›-in. ¡~. .lu ipnru no 'vCLllltl . lll . v tiltmxiin tlc Santo 'lumtis. , t pu tzr Lltxlc xuçulu, marcar: : por muito lcnipn : i li' ¡rt dat filosofia t* : in Inn-item. 'lt-ni seu apogeu c: irrndiará sua luz por um longo pCrlCdÚ. Nn século , ''lll. a íilmoiia tomista ~ e apesar de uns poucos ? ilzisoíns CUFIÍÍDIHHQIN : i ensinar a doutrina do filósofo dominicant) podemm dizer. esta' esquecida. Ela começa a scr retomada com toda 39
  22. 22. força no final do século XIX. tendo sua presença atuante nas pri~ nteit s décadas do século XX. l-'aremos aqui uma retomada sintética . lcs a restauração_ ¡Iois existe ligação entre clu c o surgimento do erviço Social no Brasil. ' Será Leão XII¡ que, através da encíclica Aelerni Patris. proporá . l restauração da filosofia tomisra. Prucurará imprimir . .à nova escolástica o duplo caráter que faz a sua força: o da tradição e do progresso. .“' O Papa coloca . .d pontos essenciais: 1) necessi- dade de fazer uma escolha nas teoria a restaurar; 2) necessidade de acolher o progresso cientifico e de ser do seu tcmpo no que ele tem de bom. . . """' ' Essa restauração de Santo Tomás tinha uma intenção clara. su- gundo Tltonnard: “Unir os pensadores católicos para a conquista do pensamento moderno tal éç ao que parece_ o propósito da Igreja res- suscitando o tomismo. , . '“""". Mas o desenvolvimento dessa corrente filosófica não se fara de maneira uniforme. Vemos diferentes posições. Um grupo voltará sua preocupação a apenas comentar Santo "Furnas, sem uma ¡areucxipziçzin de enriquecimento da doutrina do tnesmo. Um outro grupo - cor- rente progressista r "deseja enriquecer u thomisnio; aplicando-o aos nossos problemas. admitindo umu crítica thomista do conhecimento e a similaçãr) das ciencias niodcrn-. is""7 Desse igrnpo. salienta-sc Mcr- cier, Scrtillanges c . Vlaritain. O chefe da restnuiaçãr) da filosofia de Santo 'Fonnis c na perspectiva progressista foi o (fardcal . «lercicr. Ainda quando padre. recebe dc tmn Xlll a tarefa de scr responsável pela cadeira de Filosofia 'Fomista na (Jniversidzide de Lovaina. E será através' dessa universidade que o tomismo vai irradiar sua força. O jovem padre percebe sua árdua tarefa, (lado o preconceito com relação ao tomismo, "a restauração cscolásticzt não era a sim-v ples exumação de uma múmia antiga a ser colocada nos museus modernos. Era um pensamento vivo como o espírito, que devia ser rcpensadi) em toda a juventude de sua zitualidztde“"'. Segundo Pe. Franca, para realizar L sa tarefa. era preciso: reabilitar liistoricantentc a filosof de Santo 'l'uriiás; confronta-la com a ciência moderna e estabelecer comatos com : t filosofia moderna. Mercier não realiza essa tarefa sozinho, mas aglutina em torno dc si discípulos, criando uma equipe unde cada um estabelecia con- tato com o Doutor Angélico. conforme sua especialidade. A presença dessa filosofia restaurada não servirá apenas na forma 'to dos padres. mas se estenderá também aos leigos. 'thun- nard afirma: " . .na Universidade de Lovaina onde sc juntava o S5. THONNARD, F. .I, , Cumpênrfín rir' Hiírtririz¡ d¡ Filnsnfitr, p. 049350, S6. Ima. , p. 953. 57 SANTOS. Luci-i Jus(- dos_ "O Thomismti r : is Várias (Íorrentcs Nru-'thiwntisinn' ,4 tan/ tm_ 204211421 58 FRANCA. Leonel. '1-kxugio sobre hfercier”. in Almuçzvci 4 zfrlipm_ r. Hi7. iii escol do catolicismo belga. leigo. maioria (sem contar os estran- geiros), o tomismo devia ir além do circulo eclesiástico e formar. não só padres. mas também magistrados. homens tmlílicos_ diretores de obras sociais. numa palavra chefes em todos os domínios. " . A ¡Jresença da filosofia de Santo 'lbmás no campo social também se dara atraves do Cardeal Mercier, na elaboração do Código de htalinas. Thonnard. referindo-se a esse fato d . , . durante a guer» i. : de l9l4 e depois BSÍOTCGIFSC por resolver_ . t luz de Santo Tomás. m graves. problemas sociais que se apresentavam c pode dizer-se que . t sua última obra filosófica foi em grande parte ativa na redação do 'Code social chretien' composto pelos sociólogos da União Interna- cional de Estudos Sociais. associação fundada em |92|. sob sua presidência" "". A FILOSOFIA DE SANTO TOMÀS: ALGUNS ASPECTOS Santo Tomás estará presente no Serviço Social : Itmvés do neo» tt-mis o, l'-' : cce : iria uma colocação sintética de alguns pontos da : ilnsufiu do Doutor . Angélico quc penetrou 0 pensamento dos assis- icnlcs sociais. F como já vimos, a presença do grande filósofo dq u? iln XIII l | até o Sumiço Social, ¡llfluós . ln Igreja Catolica F. . líficíl separar : aspectos- tic uma filosofia tão unitária e hannôniczi. ma» podemos' destacar a ' o llC pcs-asa lntmana. conceitos de socio dade c bem-comum e t¡ue'l. in ética como ¡trcsstlposios básicos pre- HCHÍCN na fnnnação 'lo assistente social. que ora cxpliçitamos. Santo 'l'oittzis_ um sua fllnsnfin, partirá da rcflcsan feita por iistútcles e . i Irarti . sob nora luz ao cenario filosófico Llc sua época. Yivcndu seu tempo ltistúrico. Santo 'Fomás tratará cm sua reflexão de questões vitais para sua epoca. tais 'omoz as relações entre Deus' c o mundo. fil* c : :ii-Ii _ tcologi c filoso a, conhecimento e realidade. l** "h questões c outras mereceram tratamento c soluções tlenlrn du ¡scnsamcnto tomisla. Buscando elaborar um pensamento coerente i; harmônieri. toma por fundamento o princípio Cglllnltl "Tudo é inlcligívcl pelo Scr. Idéia análoga. realizando-se no ato c na potênciaWn_ A partir dessa: princípio_ mostra que u primeira realidade . x scr explicada deve se¡ Deus_ que é a fonte de todos os seres. Dentro da hierarquia dos seres, Santo Tomás'. após anal ar u existência de Deus_ 'analisa o homem. a pessoa ltumana. E assim : i tlefiite: "Uma pessoa é a substancia individual (indivisa) de uma na~ tureza racional" "". A pessoa ltumana c'- composta dc duas substâncias incumplet u alma e: o corpo A uniao dessas duas substâncias S4). l HOYMNARD, 50 l/ nzL_ p. 960 61. Ifud. . p. WH. (i2 AQUINO, lhnmx de. unnnu Ihmh I' l. q, Arl. I, Ad. l. Amil CUOK. ls'i"lt' l "l . u Filosofia Tumimi vn um Pimcipius del Servicio social tt: (mir-u Sw. : w imail_ vivul t. . fumpüuthz¡ d» [lindu-ki : Ir Filosofia. n 959 41

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