Interdisciplinaridade Parte Teórica Sônia Santos

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Interdisciplinaridade Parte Teórica Sônia Santos

  1. 1. INTERDISCIPLINARIDADE
  2. 2.  A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n° 9394/96.  Os Parâmetros Curriculares Nacionais, em 1998.  As Diretrizes Curriculares Escolares do Estado do Paraná, 2008.  Permitiram uma maior flexibilização dos conteúdos a serem desenvolvidos nas salas de aula, no sentido de reduzir a fragmentação do currículo disciplinar.
  3. 3. NÍVEIS DE INTERDISCIPLINAS: ERICH JANTSCH (1979)
  4. 4. MULTIDISCIPLINARIDADE A MULTIDISCIPLINARIDADE REPRESENTA O PRIMEIRO NÍVEL DE INTEGRAÇÃO ENTRE OS CONHECIMENTOS DISCIPLINARES. AS DISCIPLINAS SÃO PROPOSTAS SIMULTANEAMENTE SEM QUE SE MANIFESTEM EXPLICITAMENTE AS RELAÇÕES QUE POSSAM EXISTIR ENTRE ELAS.
  5. 5. PLURIDISCIPLINARIDADE PRESENÇA DE ALGUM TIPO DE INTERAÇÃO ENTRE OS CONHECIMENTOS INTERDISCIPLINARES, EMBORA ELES AINDA SE SITUEM NUM MESMO NÍVEL HIERÁRQUICO. QUANDO VÁRIAS DISCIPLINAS COMEÇAM A COOPERAR ENTRE SI, POR EXEMPLO, EM TORNO DE UM CONTEÚDO, MAS CADA QUAL MANTÊM OBJETIVOS DISTINTOS.
  6. 6. Disciplina 1 Disciplina 2 Disciplina 3 Disciplina 4 Objeto de conhecimento As diferentes disciplinas abordam o mesmo tema, mas não existe troca entre elas. Multidisciplinaridade e Pluridisciplinaridade
  7. 7. INTERDISCIPLINARIDADE É A INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES ÁREAS DO CONHECIMENTO. UM TRABALHO DE COOPERAÇÃO E TROCA, ABERTO AO DIÁLOGO E AO PLANEJAMENTO. HÁ INTEGRAÇÃO DE OBJETIVOS, ATIVIDADES, PROCEDIMENTOS, TRABALHO COM CONCEITOS, QUE PROPICIEM O TRABALHO CONJUNTO E COMPLEMENTAR.
  8. 8. Disciplina 2 Objeto de conhecimen to Disciplina 3Disciplina 1 Disciplina 4 INTERDISCIPLINARIDADE No processo interdisciplinar, existe um diálogo entre as disciplinas que promove uma interação entre elas e o objeto de conhecimento.
  9. 9. TRANSDISCIPLINARIDADE AS RELAÇÕES NÃO SERIAM APENAS DE INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES DISCIPLINAS, INDO MAIS ALÉM, PROPONDO UM SISTEMA SEM FRONTEIRAS, EM QUE A INTEGRAÇÃO CHEGOU A UM NÍVEL TÃO ALTO QUE É IMPOSSÍVEL DISTINGUIR ONDE COMEÇA E ONDE TERMINA UMA DISCIPLINA. A FINALIDADE A SER ATINGIDA É COMUM A TODAS AS DISCIPLINAS.
  10. 10. Disciplina 2 Disciplina 1 Disciplina 4 Disciplina 3Saber unificado A integração entre as disciplinas produz um conjunto unificado de conhecimento que não é propriedade de nenhuma delas em separado, diluindo-se em um saber unificado. TRANSDISCIPLINARIDADE
  11. 11. CESARE SCURAI (1974) MULTIDISCIPLI NARIDADE PLURIDISCIPLINARI DADE INTERDISCIPLINA RIDADE TRANSDISCIPLIN ARIDADE SOMATIVA CONTIGUIDADE INTERAÇÃO UNIFICAÇÃO Justaposição de diferentes disciplinas, às vezes sem relação aparente entre si. Por ex: Música+matem. +história. Justaposição de disciplinas mais ou menos próximas em um mesmo setor de conhecimentos. Por ex: Mat+física Port+francês+espanhol Interação entre duas ou mais disciplinas que pode ir desde a simples comunicação até a integração recíproca dos conceitos fundamentais e da teoria do conhecimento, da metodologia, dos dados de investigação e do ensino. Execução axiomática comum a um conjunto de disciplina. Objetiva- se em constituir uma ciência que explique a realidade sem fragmentações.
  12. 12. Interdisciplinaridade é o processo que envolve a integração e engajamento de educadores, num trabalho conjunto, de interação das disciplinas do currículo escolar entre si e com a realidade, de modo a superar a fragmentação do ensino, objetivando a formação integral dos alunos, a fim de que possam exercer criticamente a cidadania, mediante uma visão global de mundo e serem capazes de enfrentar problemas complexos, amplos e globais da realidade atual (LÜCK, 1994).
  13. 13. Fazenda (2002) apresenta três elementos essenciais presentes na interdisciplinaridade: 1) a articulação entre os campos de conhecimento constituídos pelas disciplinas; 2) a interação entre especialistas; 3) o lugar onde a interação e a articulação acontecem.
  14. 14. VÍDEO: INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSVERSALIDADE HTTP://W W W .YOUTUBE.COM /W ATCH?V=CNPTW YE78VK
  15. 15. SEGUNDO ZALBAZA (2002) MODIFICAÇÕES PARA ALTERAR A ESTRUTURA CURRICULAR Formação continuada, para o fortalecimento do coletivo docente; A alteração da lógica da organização do conhecimento; A reorganização do tempo e das ações discentes e docentes de forma alternativa, tratando e considerando as individualidades; O estudo das conexões, as relações, a construção de leis e princípios, mantendo um ritmo de trabalho processual e indo além da sala de aula; A prática, ou leitura da realidade, num posicionamento interdisciplinar; A atitude de encarar processualmente os fracassos e erros na flexibilização curricular. 15
  16. 16. POR QUÊ , A PREVISÃO DE ANÍSIO TEIXEIRA FALHOU? A orientação da educação leva, entretanto, a crer que, dentro de 10 ou 20 anos, ninguém mais tentará o ensino por lições, nem a organização do currículo em matérias escolares, nem a coação intelectual de hoje. (Anísio Teixeira, 1967, p.82)
  17. 17. QUAIS AS DIFICULDADES PARA O TRABALHO INTERDISCIPLINAR Abertura da equipe (comunicação) Tempo e disposição da equipe Domínio didático Poder entre as disciplinas (disputa) Reunir as disciplinas em um projeto Ter profissionais para orientar Conhecimento Interação entre professores, equipe pedagógica e sociedade Cultura organizacional voltada ao individualismo
  18. 18. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HAMMES, Ederson Halair. Inter e Transdisciplinaridade :Educar para o Todo. In: SESI PARANÁ: Diálogos com a prática: construções teóricas –Coletânea 1 - SESI, Serviço Social da Indústria/ PR., Edição digital.2008. SANTOMÉ, J. T. Globalização e Interdisciplinariedade: o currículo integrado. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. FAZENDA, I. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia? 5. ed. São Paulo: Loyola, 2002. LÜCK, H. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. Petrópolis: Vozes. 1994. LÜDKE, M; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. BRASIL. Resolução CNE/CP 1/2002. Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores para a educação básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_02.pdf. Acesso em: 10 de fev. 2011.

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