As Dimensões missionarias da Igreja

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As dimensões missionarias da Igreja : de quem veio a missão para quem foi delegada essa missão, em que consiste esse missão e como se realiza, e para que serve...

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As Dimensões missionarias da Igreja

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  3. 3. 2. DIMESSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA
  4. 4. 7 2. DIMESSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA A Igreja é, por natureza, toda ela missionária, nos lembrava há 50 anos atrás o Concílio Vaticano II. A dimensão missionária, explica o documento conciliar Ad Gentes, brota da missão do Filho e do Espírito Santo.
  5. 5. 8 2. DIMESSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA  O Pai manda, na plenitude do tempo, o seu Filho que nasce de mulher (Gl 4,4) e envia, através de Jesus (Jo 15,26), o Espírito (Jo 14,16).  O Filho, por sua vez, envia os discípulos como missionários pelo mundo inteiro (Mc 16,15), os quais são revestidos da força do Espírito (At 1,8).
  6. 6. 9 2. DIMESSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA  Uma comunidade cristã que não é missionária, não é Igreja (ekklesía), ou seja, não é comunidade de fé convocada e reunida pela Santíssima Trindade.  Pode ser um clube, uma associação de pessoas religiosas, um grupo de amigos, mas não Igreja, no sentido bíblico e teológico desta palavra.
  7. 7. 10 2. DIMESSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA  Dizer que a Igreja é, por natureza, missionária implica saber e entender qual é a sua missão.  A missionariedade decorre da missão.  Qual é, então, a missão da Igreja? A mais antiga definição da missão da comunidade cristã, ou seja, da Igreja encontra-se no evangelho de Marcos: “IDE pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Nova para toda a humanidade” (Mc 16, 15).
  8. 8. 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus:
  9. 9. 13 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus:  Em primeiro lugar, o núcleo central da missão. Trata-se de "anunciar a Boa Notícia”.  Mas, qual "Boa Notícia”?
  10. 10. 14 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus:  Lucas e Mateus nos dão a resposta.  Segundo Lucas, a "Boa Notícia” é dirigida aos pobres e consiste em "proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista”.  O objetivo da missão da Igreja é "libertar os oprimidos” e "proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4,18-19).
  11. 11. 15 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus: Mateus, por sua vez, afirma que, para Jesus, o sinal da sua messianidade está exatamente nisso: "aos pobres é anunciada a Boa Notícia” (Mt 11,5). Fica, pois, evidente que a essência da missão da Igreja é, pela palavra e pela ação, contribuir para a libertação dos pobres e dos oprimidos.
  12. 12. 16 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus:  O segundo aspecto importante da missão, assinalado pelo texto de Marcos, é o fato de que a Igreja precisa pensar a missão como ação destinada ao mundo inteiro.  o anúncio da Boa Notícia aos pobres deve chegar a todos os cantos da terra.
  13. 13. 17 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus:  A missão da Igreja deve ser tão marcante e impactante, a ponto de ressoar em todos os lugares de nosso planeta.  Este aspecto supõe uma Igreja ousada, corajosa, que não fique trancada dentro dos templos (Jo 20,19), com medo de ser contaminada ou perseguida.
  14. 14. 18 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus:  O terceiro aspecto da missão evidenciado por Marcos tem a ver com os destinatários: o anúncio da Boa Notícia deve ser dirigido a toda a humanidade.  Todos os homens e todas as mulheres têm o direito de receber da Igreja este anúncio.
  15. 15. 19 3. Os três aspectos importantes em Marcos do IDE de Jesus: Em suas próprias culturas, em suas próprias religiosidades, em suas situações concretas, os povos e as pessoas têm o direito de receber da Igreja o testemunho de uma opção firme e decida em favor dos pobres.
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  17. 17. 4. LUZES NOS DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A MISSÃO
  18. 18. 4. LUZES NOS DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A MISSÃO  Vários foram os documentos, portanto, que apresentaram a Igreja como missionária na sua essência e a necessidade da missão. No Concílio, tem-se a Constituição Pastoral Gaudium et Spes que abre espaço para um diálogo e presença da Igreja na sociedade moderna. 22
  19. 19. 4. LUZES NOS DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A MISSÃO  No mesmo evento, o decreto Ad Gentes que definiu a Igreja peregrina de natureza missionária (AG 2) 23
  20. 20. 4. LUZES NOS DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A MISSÃO  Em seguida, a exortação apostólica de Paulo VI Evangelii Nuntiandi que apresenta um novo conceito de evangelização, a relação entre evangelização e promoção ou libertação humana, o tema da Igreja local/particular, a união entre Espírito e evangelização. 24
  21. 21. 4. LUZES NOS DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A MISSÃO  Mostra uma visão integral da evangelização, processo global; além de ver evangelização e missão como sinônimos.  Envolve toda a vida. 25
  22. 22. 4. LUZES NOS DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A MISSÃO  Para Paulo VI não existe verdadeira evangelização se o nome, o ensinamento, a vida, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré não são proclamados.  Isso porque a mensagem trazida pela evangelização 26
  23. 23. 4. LUZES NOS DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A MISSÃO  A missão não acontece senão fundamentada na pessoa de Jesus, no encontro com Ele e, a partir de, no lançar-se ao mundo proclamando a boa notícia. 27
  24. 24. 5. Os eixos da Missão
  25. 25. 5. Os eixos da Missão Para isso, a teologia missionária parte de alguns eixos de ação: a) eixo cristológico: trata-se da teologia da cruz e do mistério pascal; 29
  26. 26. 5. Os eixos da Missão b) eixo antropológico:  uma atenção ao homem, à sua história, à sua cultura em uma atividade de constante atualização e uma necessidade de enculturação que levem em conta os valores realmente humanos tendo em vista uma evangelização da própria cultura, ou mais exatamente, das diversas culturas, a partir da boa nova;30
  27. 27. 5. Os eixos da Missão C) eixo dialogal:  as religiões não-cristãs e com os não-crentes. Necessidade de ter presente que a Divina Providência não nega os auxílios necessários à salvação àqueles que sem culpa ainda não chegaram ao conhecimento expresso de Deus e se esforçam, não sem a divina graça, por levar uma vida reta (LG 16) 31
  28. 28. 5. Os eixos da Missão d) eixo diaconal: consciência e ação em vista da opção preferencial pelos pobres, oprimidos, marginalizados. Nessa opção preferencial resplandece o verdadeiro espírito do Evangelho. 32
  29. 29. 33 5. As dimensões Missionária da igreja nas comunidades : • 4.1 Evangelização • 4.2 Comunhão • 4.3 Diaconia • 4.4 Liturgia
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  31. 31. 35 5.1. Evangelização Evangelização origina-se no desejo de Deus em ter um relacionamento integral e harmonioso com o ser humano. Evangelização é a exposição explícita e intencional do Evangelho, visando a uma resposta pessoal de fé e o ingresso no discipulado cristão vivido em comunidade.
  32. 32. 36 5.1 Evangelização  Forma e estilo da evangelização devem estar em conformidade com seu conteúdo e com seu objetivo. Há formas específicas e pontuais de evangelização.  Cabe à comunidade local redescobrir a dimensão evangelística de todos seus programas e eventos. Tudo o que a Igreja é ou faz deve ser evangelização.  A capacidade evangelizar de uma comunidade depende da efetividade com que seus membros testemunham sua fé em seus relacionamentos.
  33. 33. 37 5.2 Comunhão  A igreja que brota da ação missionária e redentora de Deus tem a comunhão na sua essência. Ela é a comunhão solidária que renasce e se renova em cada celebração da Santa Ceia.  Comunhão é vivência concreta do sacerdócio cristão onde mutuamente nos tornamos servos uns dos outros, especialmente dos mais necessitados.  A clareza do testemunho verbal do Evangelho deve encontrar correspondência na qualidade da comunhão comunitária.
  34. 34. 38 5.2 Comunhão  A linguagem corporal que a comunidade expressa em sua comunhão revela como ela pensa acerca de si própria e acerca do mundo.  A elaboração de uma teologia da hospitalidade e a consideração de suas conseqüências práticas na vida comunitária deveria ser uma das prioridades da igreja.  O grande desafio é o de proporcionar espaços de convivência, aceitação e valorização mútuas em nossa vida comunitária.
  35. 35. 39 5.3 Diaconia  A missão de Jesus é a vivência do amor na forma do serviço humilde, amoroso, acolhedor e inclusivo.  Comunidade missionária que serve é aquela que se aproxima das pessoas, que luta pela vida digna, não só a de sua comunidade, mas também a do mundo. É aquela que questiona as situações de injustiça, de opressão e exclusão.  A visitação é uma dimensão da diaconia.
  36. 36. 40 5.3 Diaconia  Diaconia é a ação de serviço, a partir da identidade cristã, que se dá num contexto de sofrimento e injustiça, com a finalidade de transformar.  A Diaconia é uma dimensão estratégica da missão e tem papel fundamental em processos de reconciliação e cura na comunidade.  Importa desenvolver sensibilidade para as necessidades e dores da sociedade e adquirir competência solidária.
  37. 37. 41 5.4 Liturgia  Por detrás do culto, há um Deus amoroso querendo nos encontrar.  O amor de Deus perpassa os principais eixos do culto.  Compreender e viver o culto é sentir-se contagiado pelo Deus que ama a igreja – que ama o mundo.
  38. 38. 42 5.4 Liturgia  No culto somos renovados por um amor que nos liberta para ver o futuro com outros olhos e a servir em amor.  O culto é uma oportunidade de evangelização e missão.  O culto, em sua liturgia, simbologia, música e sacramentos, deve proporcionar a experiência de que ali o Deus amoroso está querendo nos encontrar.
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  40. 40. 44 Conclusão  As dimensões missionárias da Igreja não terminam com este estudo.  É a partir dele que elas devem ter seguimento.  Afinal, se a missão de Deus é a nossa paixão, então, que a vivamos plenamente em todas as nossas ações.
  41. 41. 45 Desafio  A tarefa para a qual toda a Igreja é chamada. Todas as instâncias da igreja, em seus diversos níveis, Dioceses, paróquias e comunidades devem realizar esta ação missionária a partir dos fundamentos bíblico- teológicos e do encontro pessoal com Jesus Cristo caminha verdade e vida.
  42. 42. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PIÉ-NINOT, Salvador. Introdução à eclesiologia. Tradução de João Paixão Netto. 2.ed. São Paulo: Loyola, 2002. http://edumguimaraes.blogspot.com.br/2014/04/resumo-introducao-eclesio Postado há 30th April por Eduardo OLIVEIRA. Lisboa Moreira de. Dimensão missionária da Igreja. Postado em 13/10/014. disponível em acesso em: <http:// site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=82867 >.acesso em 01/10/2015
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