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Quakers, Profetas Franceses e Shakers

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Quakers, Profetas Franceses e Shakers

  1. 1. Osvaldo Camargo Bräscher – Blog da Revista Espírita Roteiro de Luz Página 1 Os Quakers O criador do movimento religioso Quaker foi o sapateiro George Fox, que em 1647, aos 19 anos de idade, rebelando-se contra o uso do álcool pelos comensais de uma festa em Pendle Hill, Inglaterra, abandona a festa e volta para casa. Tendo passado a noite sem dormir tem uma visão espiritual que lhe diz: – “Vês como os homens jovens caminham juntos na vaidade. Pois tu deves abandonar tudo, jovens e velhos, e manter-te fora de tudo, mesmo que te tornes um estranho para todos”. (fonte: A autobiografia de George Fox) George Fox vai à Igreja Anglicana e não tira o chapéu Buscando compreender a origem de sua visão e o significado do que ouviu, George Fox procurou o conselho de professores religiosos em várias localidades ingleses, mas estes lhe deram conselhos que ele não quis seguir: cante salmos, case-se, mas nada disso lhe pareceu adequado. Ele resolveu aceitar o conselho das vozes como revelações que denominou de luz interior. Convenceu seus amigos a terem fé na ideia de que a luz interior pode ser alcançada por qualquer um, significando que Deus pode falar diretamente com qualquer pessoa. Denominações do movimento quaker Baseando-se no Evangelho de João 15, 14: “Vóis sois meus amigos, se fazeis o que vos mando”, adotaram o nome de Amigos da Verdade e finalmente Sociedade Religiosa dos Amigos. Os profitentes da nova crença rezavam com fervor até o ponto de entrarem em transe e tremerem descontroladamente e por isso foram apelidados de quakers, que em Inglês significa pessoa que treme. Inicialmente George Fox rejeitou reunir a congregação de quakers em templos, mas as insistências dos profitentes o fez reunir o grande número de adeptos em congregações. Os quakers não aceitavam participar de guerras e não utilizavam armas nem para se defender. Convencidos de desligarem-se das coisas do mundo, chegaram ao exagero de não cultuar a arte, a música e o teatro e não permitiam-se praticar esportes ou dançar, considerando todas estas coisas indignas da gravidade de um cristão. Em outras demonstrações de modo diferente de viver a vida, os quakers se tornaram pioneiros em cuidar dos pobres e dos idosos e também de presos acometidos de loucura. Reunião dos Quakers The Granger Collection, New York
  2. 2. Osvaldo Camargo Bräscher – Blog da Revista Espírita Roteiro de Luz Página 2 No início de 1980 eles estavam distribuídos em cerca de 30 países. O maior número de Amigos está nos EUA, onde, de acordo com as últimas estatísticas disponíveis, a sociedade tinha cerca de 1.100 congregações com cerca de 117.000 membros e apenas 18.000 na Grã-Bretanha que é a região onde surgiram. Desde 1917 existe nos Estados Unidos um Comitê de Serviço dos Amigos Americanos (American Friend’s Service Committe) que oferece ajuda a necessitados dos Estados Unidos e de países do Terceiro Mundo. No ano de 1947 essa organização quaker de ajuda humanitária e militância pacifista foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz. A luz interior e o Espiritismo O Espiritismo, através do médium espírita Francisco Cândido Xavier registrará, trezentos anos depois de George Fox criar o grupo dos Quakers, a existência da luz de Deus está presente no nosso íntimo: A aquisição do conhecimento espiritual, com a perfeita noção de nossos deveres, desperta em nosso íntimo a centelha do espírito divino, que se encontra no âmago de todas as criaturas. Nesse instante, descerra-se à nossa visão profunda o santuário da luz de Deus, dentro de nós mesmos, consolidando e orientando as nossas mais legítimas noções de responsabilidade na vida. (Consolador, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Editora FEB, 1941, questão 303) Migração dos quakers para os Estados Unidos A Pensilvânia foi fundada pelo quaker William Penn e tornou-se um refúgio para quakers perseguidos. Os quakers se tornaram amigos dos índios e em 1787 nenhum membro das comunidades quaker tinha qualquer tipo de escravo, embora ainda imperasse na América do Norte o regime de escravatura. Seus descendentes terão importante participação futura nos eventos relativos à Família Fox. Desde 1917 existe nos Estados Unidos um Comitê de Serviço dos Amigos Americanos (American Friend’s Service Committe) que oferece ajuda a necessitados dos Estados Unidos e de países do Terceiro Mundo. No ano de 1947 essa organização quaker de ajuda humanitária e militância pacifista foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Atualmente estão distribuídos em 30 países. William Penn faz tratado com os índios norteamericanos em 1681
  3. 3. Osvaldo Camargo Bräscher – Blog da Revista Espírita Roteiro de Luz Página 3 Fundamentos religiosos do Quakerismo Em 13 de janeiro de 1691 estabeleceu-se, a lista de princípios definidores do Quacrismo:  A revelação divina é imediata e individual, através de uma luz interior  Qualquer pessoa pode ser utilizada por Deus sem que seja necessário pertencer a um credo formal  Todos devem ser bondosos porque existe algo de Deus em todos nós  A maldade é humana e deve ser erradicada  A vida de um quaker deve estar de acordo com os princípios cristãos  Deve existir simplicidade no vestir e no falar e deve ser abolido o luxo  Não deve existir distinção entre gêneros, ou seja, mulher e homem tem iguais capacidades  As reuniões religiosas dos quakers não podem ter sermão, nem liturgia, nem ritos, nem programa preestabelecido pois a crença é completamente espiritual. O símbolo da Aveia Quaker A empresa Quaker Mill Company foi criada em 1877 por Ferdinand Schumacher, Henry Parsons Crowell e Robert Stuart. O primeiro logotipo das caixas de aveia traziam o fundador da Pensilvânia, William Penn, desenhado de corpo inteiro. Em 1957 a empresa Quaker Oats, admitindo não ter nenhum vínculo com o movimento religioso dos Quakers, fez algumas mudanças no logotipo e resolveu dar-lhe o nome de Larry, desta forma buscando afastar complicações que poderiam advir da utilização do nome de William Penn. Logotipo baseado em William Penn
  4. 4. Osvaldo Camargo Bräscher – Blog da Revista Espírita Roteiro de Luz Página 4 OS PROFETAS FRANCESES Em 1685 o Rei Louis XIV da França ordena a destruição de igrejas e o fechamento das escolas protestantes, após a revogar a proteção que concedia liberdade de crença aos huguenotes. A grande população rural, de maioria protestante, sentindo-se abandonada em sua fé sofre ainda o assédio da população católica que inicia uma perseguição contra os protestantes. Quinhentos jovens das comunidades rurais passam a considerar-se inspirados por um Santo Espírito e conclamam o povo a abandonar o Catolicismo. Fazem previsões de que o mundo vai acabar. Esses jovens profetas anunciam: "Arrependei-vos, não vão assistir à missa, renunciem à idolatria de imagens. Arrependam-se e deixem de ser católicos romanos, porque o fim da Igreja Católica Romana está perto". Os profetas franceses eram também chamados de camisards por vestirem uma camisa branca. Em suas preleções, costumavam entrar em transe e ter convulsões. Iniciam-se combates nas regiões montanhosas entre católicos e protestantes. O exército intervém. Em duas décadas abandonam a França entre 200 mil e 500 mil protestantes exilados para as Colônias americanas, ou fugidos para a Inglaterra, África do Sul e Dinamarca. A respeito dos perigos da mediunidade, Allan Kardec assevera: “O perigo está na orgulhosa propensão de certos médiuns, que acreditam ser, levianamente, instrumentos exclusivos dos Espíritos superiores, e na espécie de fascinação que não lhes permite compreender as bobagens de que são intérpretes.” (O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, item 244) O Livro dos Espíritos, questão 482. Como é que sucede estender-se subitamente a toda uma população o estado anormal dos convulsionários e dos que sofrem de crises nervosas? ”Efeito de simpatia. As disposições morais se comunicam mui facilmente, em certos casos. Entre as singulares faculdades que se notam nos convulsionários, algumas facilmente se reconhecem, de que numerosos exemplos oferecem o sonambulismo e o magnetismo, tais como, além de outras, a insensibilidade física, a leitura do pensamento, a transmissão das dores, por simpatia etc. Não há, pois, duvidar de que aqueles em quem tais crises se manifestam estejam numa espécie de sonambulismo desperto, provocado pela influência que exercem uns sobre os outros. Eles são ao mesmo tempo magnetizadores e magnetizados, inconscientemente.”
  5. 5. Osvaldo Camargo Bräscher – Blog da Revista Espírita Roteiro de Luz Página 5 __________________________________________________________________________ OS SHAKERS Da França, cinco profetas camisards fogem das perseguições contra os protestantes e internam-se na Inglaterra no ano de 1706, misturando-se com os quakers ingleses. A chegada dos convulsionários franceses reaviva o movimento quaker e em 1747 surge um novo grupo de religiosos tremedores na Inglaterra Ann Lee: os shakers. Eles não apenas tremiam durante o transe mediúnico, mas entravam em convulsão. Shakers em Inglês significa sacudidor, convulsionário. Uma vez transferidos para as colônias norte-americanas, os shakers progrediram em número fazendo conversões e adotando crianças órfãs. As comunidades shakers instalaram-se em áreas rurais, aonde dedicavam-se ao trabalho agrícola e uso em comum de seus recursos. O escritor Arthur Conan Doyle afirma sobre a presença dos Shakers nos Estados Unidos: “Em 1837, existiam sessenta dessas corporações, todas elas receptivas, em diferentes graus, à nova força (força mediúnica). Os fenômenos tiveram início com os habituais ruídos de advertência, acompanhados de um envolvimento obsessivo que acabou por submeter à possessão espiritual quase toda a comunidade.” (História do Espiritualismo, Arthur Conan Doyle, Editora FEB) Allan Kardec instrui, a respeito dos tipos de médiuns: “Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe pelo pensamento comunicações estranhas às suas ideias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados, que formam, assim, uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível.” (O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, item 172)

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