01 a segunda vinda de cristo

655 visualizações

Publicada em

Livro Evangélico

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
655
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
68
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
18
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

01 a segunda vinda de cristo

  1. 1. 1 A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin "ESSE JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir ASSIM COMO para O CÉU O VISTES ir" Atos 1:11 PREFÁCIO Tendo sido solicitado em numerosas ocasiões por amigos que amam a “BEMAVENTURADA ESPERANÇA” para preparar um pequeno e compreensivo livro sobre a SEGUNDA VINDA DE CRISTO ilustrado com alguns simples desenhos para informação daqueles que podem desejar saber sobre o retorno do Senhor, o autor preparou esta pequena obra e a enviou nesta missão orando para que Deus ricamente abençoe o seu testemunho. O autor "SUNNYSIDE", Fox Chase, Filadélfia 28 de outubro de 1918. ÍNDICE: 1. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO 2. A TRANSFIGURAÇÃO 3. O MUNDO ESPIRITUAL 4. AS RESSURREIÇÕES 5. A IMINÊNCIA DA SEGUNDA VINDA
  2. 2. 2 6. A HISTÓRIA DA DOUTRINA 7. A IGREJA VERSUS O REINO 8. É PARA O MUNDO SER CONVERTIDO ANTES DE CRISTO VOLTAR? 9. OS SINAIS DOS TEMPOS Traduzido e adaptado por Edimilson de Deus Teixeira Fonte: Livro Second Coming of Christ de Clarence Larkin
  3. 3. 3 A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin Capítulo 1 Clique na imagem para ampliar “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. João 14:2-3. Não há fato mais claramente estabelecido na história do que a “primeira vinda” de Cristo. Mas sua “primeira vinda” não cumpriu todas as profecias associadas com sua “vinda”, e é evidente que deve haver outra “vinda” para cumpri-las totalmente. Foi porque os líderes religiosos do tempo de Cristo falharam em distinguir entre as profecias que relatavam sua “primeira vinda” e aquelas que relatavam a sua “segunda vinda” que eles o rejeitaram. Pedro nos diz isso (I Pedro 1:10,11), que os profetas não perceberam claramente a diferença entre os “sofrimentos” e a “glória” de Cristo. Isto é, eles não viram a existência de um “ESPAÇO DE TEMPO” entre a “cruz” e a “coroa”, e que a “cruz” precederia a “coroa”. Mas nós não temos essa desculpa. Nós vivemos neste lado da “cruz” e podemos sem dificuldade pegar todas as profecias que se cumpriram na “Primeira Vinda” de Cristo e aplicar o restante à sua "Segunda Vinda". É claro então que a “Primeira Vinda” de Cristo importante como era, não é a “doutrina
  4. 4. 4 central” das Escrituras, isto é, a “Primeira Vinda” de Cristo não era o centro de um círculo que contém toda a doutrina, mas foi um dos focos de uma elipse da qual a outra é a “SEGUNDA VINDA”. Isso é mostrado no gráfico n º 1. Ele resume toda a obra mediadora de Cristo: profética, sacerdotal e real. Isso está incluído em uma elipse, o foco do qual estão a “Primeira” e a “Segunda” vindas de Cristo. A “Cruz” representa Sua “primeira vinda” e a “Coroa” Sua “Segunda Vinda”. Entre a “QUEDA” e a “Primeira Vinda” temos o “ALTAR”, que aponta para trás, para a “Queda” e remete para a “Cruz”. Entre as “Vindas” temos a “MESA”, que aponta para trás, para a “Cruz” e remete para a “Segunda Vinda”. Entre a “Segunda Vinda” e a entrega do “Reino” temos o “TRONO”, que aponta para trás, para a “Segunda Vinda” e remete para a entrega do “Reino”. O apóstolo Paulo claramente em suas epístolas faz distinção entre as “Vindas” e seu significado doutrinário. Em sua carta aos Hebreus ele classifica as “aparições” de Cristo como “manifestado” (Hebreus 9:26), “agora comparece” (Hebreus 9:24), e “aparecerá” (Hebreus 9 : 28). Em sua carta a Tito (Tito 2: 11, 12), ele traz à tona a importância doutrinária dessas “aparições”. Como Profeta Ele morreu para nossa “JUSTIFICAÇÃO”, como um sacerdote Ele vive à destra de Deus não só como nosso advogado, mas como nosso “SANTIFICADOR”, e quando Ele voltar como um Rei, será para a nossa “GLORIFICAÇÃO”. Clique na imagem para ampliar No gráfico n° 2 vemos como os profetas do Antigo Testamento falharam em distinguir entre a “Primeira” e “Segunda” Vindas. Do “ponto de vista” dos profetas, eles viram o nascimento de Jesus, a crucificação, o derramamento do Espírito Santo, o Anticristo, o Sol da Justiça, o Reino Milenar, o Templo de
  5. 5. 5 Ezequiel e os Novos Céus e a Nova Terra, como “picos” de uma grande montanha, mas nós, estando do lado de fora dessa cena vemos esses picos como pertencentes a duas montanhas diferentes, com o “Vale da Igreja” no meio. E mais, vemos que existem outros dois vales, um, o “Vale do Milênio”, que separa a “Segunda Vinda” da “Renovação da Terra pelo Fogo” (II Pedro 3: 7-13), e o outro é Vale da “Era Perfeita”. Enquanto a Primeira e a Segunda vinda de Cristo são separadas por esta Dispensação, elas não são, no entanto, completas em si mesmas, a Segunda exigiu a primeira, e a Primeira exige a Segunda. Ambas são necessárias para completar o Plano de Salvação. A Primeira Vinda foi para a salvação da minha “ALMA”; a segunda é para a salvação do meu “CORPO”, pois não pode haver ressurreição do corpo até que Cristo volte. A SEGUNDA VINDA I.QUANTO AO FATO 1. O TESTEMUNHO DO PRÓPRIO SENHOR JESUS: Mateus 16:27 – “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”. Mateus 25:31,32 – “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas”. João 14: 2,3 – “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. João 21:22 – “Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu”. 2. O TESTEMUNHO DOS ENTES CELESTIAIS: Atos 1:10,11 – “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? ESSE JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu, HÁ DE VIR ASSIM como para o céu o vistes ir”. Esta passagem declara que o MESMO JESUS voltará da MESMA MANEIRA como Ele foi, isto é, que seu retorno será visível e pessoal. Os “dois homens” que estavam “junto deles” provavelmente eram Moisés e Elias. Eles apareceram com Jesus no Monte da Transfiguração; eles foram sem dúvida os “dois homens” que testemunharam para as mulheres no sepulcro que Jesus tinha ressuscitado (Lucas 24: 4, 5), e eles serão as “Duas Testemunhas” que devem testemunhar durante a Tribulação. Apocalipse 11: 3-12. 3. O TESTEMUNHO DOS APÓSTOLOS PAULO- “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”. Filipenses 3:20-21.
  6. 6. 6 “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”. Tito 2:13. “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. Hebreus 9:28. TIAGO- “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor”. Tiago 5:7. PEDRO- “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade”. II Pedro 1: 16. Pedro se refere à transfiguração de Cristo no monte (Mateus 17: 1-5), que foi um tipo de Sua Segunda Vinda. Moisés foi um tipo da “ressurreição dos santos”, e Elias dos que devem ser levados para o céu sem morrer. Pedro, Tiago e João foram um tipo do remanescente judeu que deverá vê-Lo quando Ele vier, e os discípulos restantes no sopé do monte, incapazes de expulsar o demônio do menino, aqueles professos seguidores de Jesus que serão deixados para trás no arrebatamento, e que serão incapazes de expulsar os demônios das pessoas possessas durante esse período. JUDAS- “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele”. Judas 14:15. JOÃO- “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda”. I João 2: 28. “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”. Apocalipse 1: 7. 4. O TESTEMUNHO DA CEIA DO SENHOR “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”. I Coríntios 11: 26. A Ceia do Senhor não é uma ordenança permanente. Ela será interrompida quando o Senhor voltar. É um memorial. Ela remete para a “Cruz” e aponta para a “Vinda”. Um anel de noivado não se destina a ser permanente. É simplesmente uma promessa de amor mútuo e lealdade, e dá lugar ao anel de casamento. Então, a Mesa do Senhor pode ser vista como um compromisso de noivado deixado para a Igreja durante a ausência de seu noivo. Paulo em todas as suas epístolas refere-se 13 vezes ao batismo, enquanto que a volta do Senhor 50 vezes. Um verso em cada 30 no Novo Testamento refere-se a
  7. 7. 7 Segunda Vinda de Cristo. Há 20 vezes mais referências no Antigo Testamento para a Segunda Vinda de Cristo do que Sua Primeira Vinda. AS CINCO TEORIAS Enquanto a maioria dos cristãos professos admite o fato da Segunda Vinda de Cristo, eles não concordam quanto à “forma” ou o “tempo” dela. Existem cinco teorias sobre a Segunda Vinda. 1. Que a Segunda Vinda é “espiritual” e foi completada no Pentecostes Não foi Cristo, mas o Espírito Santo que veio em Pentecostes, e sua vinda foi condicionada à partida de Cristo, pois Ele disse: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador (o Espírito Santo) não virá a vós; mas, quando EU FOR, vo-lo ENVIAREI”. João 16: 7. Se o Espírito Santo é apenas outra manifestação de Cristo, então eles são idênticos, o que anula a TRINDADE. O fato é que todo o Novo Testamento foi escrito depois de Pentecostes, e ele declara mais de 150 vezes que a Segunda Vinda de Cristo é para o futuro. E mais, nenhum dos eventos previstos como acompanhando a Segunda Vinda ocorreu no dia de Pentecostes, como a ressurreição dos “Mortos em Cristo”, o arrebatamento dos “santos vivos”, o “aprisionamento de Satanás”, etc. 2. Que a “CONVERSÃO DO PECADOR” é a vinda do Senhor Isto não pode ser, pois na conversão o pecador vem a Cristo e não o contrário; e a conversão do pecador é obra do Espírito Santo e não de Cristo. É verdade que há uma coisa tal como a habitação espiritual de Cristo no crente, mas Sua Segunda Vinda como a primeira é para ser uma vinda externa, visível e pessoal. 3. Que a “MORTE” é a vinda do Senhor O texto mais usado do que qualquer outro para sermões em funerais é: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”. Mateus 25: 13. O contexto mostra que esse versículo se refere a futura vinda de Cristo. Ele não poderia vir a Terra toda vez que uma pessoa morre por duas razões: (1) As almas passam para a eternidade a todo instante, e isto tornaria necessário que Cristo permanecesse continuamente na Terra. (2) Cristo está exercendo o ofício de Sumo Sacerdote no céu e não poderia deixá-lo para vir a Terra pelas almas que partem. O fato é que na morte o crente vai para Cristo; Cristo não vem para o crente. A morte é sempre descrita como uma partida. “enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor”. II Coríntios 5: 6-8. Se Jesus quis dizer que o significado de Sua Segunda Vinda seria a “morte” Ele teria dito aos seus discípulos - “E quando eu for, e vos preparar lugar, enviarei a ‘morte’ para trazê-los para mim mesmo”, mas Ele não disse. O que Ele disse foi – “virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo”. O último capítulo do Evangelho de João define claramente a questão. Pedro disse a Jesus – “Senhor, e deste (se referindo a João) que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de MORRER”. João
  8. 8. 8 21:21-23. Disto vemos que os discípulos não consideravam que a “Segunda Vinda do Senhor” significava a “morte”. Havia uma grande diferença entre essas duas coisas em suas mentes. A morte é um inimigo (I Coríntios 15: 26, 55), é o que nos mantém no túmulo, é o que rouba do corpo a sua atratividade, é o “salário do pecado” (Romanos 6: 23), e é o resultado da ira de Deus, enquanto que a Segunda Vinda de Cristo é a manifestação de Seu amor. Cristo é o “Príncipe da Vida”. Não pode haver morte onde Ele estiver. A morte foge dEle. Quando Ele estava na terra nada podia permanecer morto em Sua presença. Sua Vinda não significa morte, mas ressurreição. Ele é a “Ressurreição” e a “Vida”, e quando Ele vier transformará nosso corpo abatido para ser conforme Seu “Corpo Glorioso”. Filipenses 3:20-21. 4. Que a “DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM” no ano 70 d.C pelos romanos foi a Segunda Vinda do Senhor O Senhor não estava presente na destruição de Jerusalém. Ela foi destruída pelos romanos e nenhum dos eventos que são para ocorrer na “Segunda Vinda” aconteceram na destruição de Jerusalém, tais como a ressurreição dos mortos, o translado para o céu dos santos vivos e as mudanças físicas que são para ocorrer em Jerusalém e na terra da Palestina na volta de Cristo. Zacarias 14:4-11. Ezequiel 47:1-12. O propósito da Volta de Cristo não é destruir Jerusalém, mas RESTAURÁ-LA. Ela deve ser pisada pelos gentios até o tempo deles ser completado, “então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória”. Lucas 21: 24-28. O livro de Apocalipse, escrito 26 anos depois da destruição de Jerusalém, fala da Segunda Vinda de Cristo como um evento futuro. 5. Que a “DIFUSÃO DO CRISTIANISMO” é a Segunda Vinda do Senhor Isto não pode ser verdade, pois a “difusão do cristianismo” é gradual, considerando que as Escrituras declaram que o “Retorno do Senhor” será SÚBITO e INESPERADO, como “ladrão de noite”. Mateus 24: 27, 36, 42, 44. I Tessalonicenses 5: 2. Apocalipse 3: 3. Novamente, a “difusão do cristianismo” é um processo, ao passo que as Escrituras invariavelmente falam do “Retorno do Senhor” com um EVENTO. A difusão do cristianismo traz salvação ao ímpio, enquanto que o “Retorno do Senhor” é dito não trazer salvação, mas REPENTINA DESTRUIÇÃO: I Tessalonicenses 5: 2, 3; II Tessalonicenses 1: 710. II. QUANTO AO TEMPO Do tempo exato não podemos ter certeza. Quando Jesus estava na terra Ele disse – “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho (ainda), senão o Pai”. Marcos 13: 32. Depois de Sua ressurreição e antes de Sua ascensão, Ele recusou satisfazer a curiosidade de Seus discípulos, dizendo –“Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”. Atos 1:7. Jesus conhecia a profecia de Daniel das “setenta semanas” (Daniel 9:20-27), mas Ele não fixou datas para o seu cumprimento. O estudante das profecias não deve ser um “marcador de datas”, mas um vigilante. “Sinais” são para os judeus. Não existe nada que revele a data da volta de Cristo para Sua Igreja.
  9. 9. 9 Enquanto não sabemos o dia nem a hora da Vinda de Cristo nós sabemos que ela será PRÉ-MILENAR Por pré-milenar queremos dizer antes do Milênio. Isto é, antes do período de “mil anos” descrito em Apocalipse 20:1-6. Este período é citado em outras Escrituras como o “Reino”, e é descrito em termos entusiasmados pelos profetas como um tempo em que a terra será abençoada com um sistema universal de honradez. A passagem de Apocalipse 20: 1-6 nos diz simplesmente que a extensão do período deve ser de 1000 anos. Toda a estrutura do Novo Testamento exige que Cristo deve voltar antes do Milênio. Aqui estão algumas razões: 1. Quando Cristo voltar Ele vai RESSUSCITAR OS MORTOS, mas os justos mortos devem ser ressuscitados ANTES do Milênio, para que possam reinar com Cristo durante os mil anos, uma vez que não pode haver Milênio antes de Cristo voltar. Apocalipse 20:5. 2. Quando Cristo vier, Ele vai SEPARAR O “JOIO” DO “TRIGO”, mas como o Milênio é um período de JUSTIÇA UNIVERSAL, a separação do “joio” e do “trigo” deve ocorrer ANTES do milênio, portanto, não pode haver milênio antes de Cristo vir. Mateus 13: 40-43. 3. Quando Cristo voltar, Satanás DEVE SER AMARRADO, e como ele deve permanecer preso durante o Milênio, não pode haver Milênio até Cristo voltar. Apocalipse 20: 1-3. 4. Quando Cristo voltar, o Anticristo será DESTRUÍDO, mas como esse evento é para ocorrer antes do Milênio, não pode haver Milênio até Cristo voltar. II Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 19:20. 5. Quando Cristo voltar os judeus serão RESTAURADOS NA SUA PRÓPRIA TERRA, mas como isso ocorrerá ANTES do Milênio, não pode haver Milênio até Cristo voltar. Ezequiel 36:24-28; Apocalipse 1:7 (Zacarias 12:10). 6. Quando Cristo vier será algo inesperado, e somos instruídos a vigiar para que Ele não nos pegue de surpresa. Agora, se não é para Ele vir DEPOIS do Milênio, e o Milênio ainda não começou, por que somos ordenados a esperar por um evento que ocorrerá depois de 1000 anos? III. QUANTO AO MODO Ele irá voltar do MESMO MODO que foi. Atos 1:11. Ele foi CORPORALMENTE e VISIVELMENTE e voltará da mesma maneira. Ele foi em uma nuvem e vai retornar em uma nuvem. “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”. Apocalipse 1:7. A única diferença é que Ele foi
  10. 10. 10 sozinho e voltará como um Rei (Lucas 19:12) seguido pelas comitivas de hostes angelicais. “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”. Mateus 16: 27. Esse “retorno”, porém, será em DOIS ESTÁGIOS Ele virá primeiro para a região de nossa atmosfera, e os “mortos em Cristo” e os “santos vivos” deverão ser “apanhados” para se encontrarem com Ele “NOS ARES”. Então, depois, os ressuscitados e os arrebatados vivos serão julgados e recompensados por suas obras, e eles, como a Igreja, a Noiva de Cristo, se casarão com Ele, vindo para a terra juntos, para o Monte das Oliveiras, o lugar de onde Ele ascendeu aos céus. “E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul”. Zacarias 14:4. O primeiro estágio de Seu retorno é chamado de “ARREBATAMENTO”; o segundo estágio de “MANIFESTAÇÃO”. O tempo entre os dois estágios não é menos do que sete anos e é ocupado nos céus pelo “JULGAMENTO DOS CRENTES PELAS OBRAS” e na terra pela “GRANDE TRIBULAÇÃO”. Veja gráfico nº. 4. O ARREBATAMENTO O arrebatamento é descrito em I Tessalonicenses 4:15-17. “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o MESMO Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo (Miguel), e com a trombeta de Deus; e os que MORRERAM EM CRISTO ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos VIVOS (os santos somente), seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a ENCONTRAR O SENHOR NOS ARES, e assim estaremos sempre com o Senhor”. Disto, vemos que o “arrebatamento” será em duas partes. 1. A ressurreição dos “MORTOS EM CRISTO”. 2. O translado dos “SANTOS VIVOS”. Este duplo caráter do “arrebatamento” Jesus revelou a Marta quando Ele ressuscitou seu irmão Lázaro. Ele lhe disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, VIVERÁ (Primeira Ressurreição dos Santos); E todo aquele que VIVE (estiver vivo quando Eu voltar), e crê em mim, nunca morrerá”. João 11: 25, 26. Este duplo caráter do arrebatamento, Paulo enfatiza em seu imortal capítulo da ressurreição. “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão
  11. 11. 11 incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível (os mortos em Cristo) se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal (os santos vivos) se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: TRAGADA FOI A MORTE NA VITÓRIA. ONDE ONDE I ESTÁ, ESTÁ, Ó Ó MORTE, INFERNO, Coríntios O A TEU TUA AGUILHÃO? VITÓRIA?” 15:51-57. Estas duas últimas partes se referem somente àqueles que serão “transformados sem ter que morrer”, pois somente aqueles que não morrem é que poderão exclamar: “ONDE ESTÁ, Ó MORTE, o teu aguilhão? ONDE ESTÁ, Ó INFERNO, a tua vitória?” Na II Coríntios 5: 1-4, Paulo expressa seu desejo e o desejo dos santos de não estar entre aqueles que serão “despidos” pela morte, mas entre aqueles que devem ser “revestidos” pela imortalidade “sem perecer”. “PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo (o corpo) se desfizer (isto é, morrer), temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; Se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo (o corpo), gememos carregados; não porque queremos ser despidos (pela morte), mas revestidos (pela imortalidade), para que o mortal seja absorvido pela vida”. Em sua epístola aos Filipenses, ele espera que “de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Filipenses 3: 11-14. Ou seja, enquanto Paulo estimaria ser uma grande coisa “ressuscitar dos mortos” na primeira ressurreição, e ser “tomado” com aqueles que deveriam ser “transformados”, ele ainda consideraria um “prêmio”, se pudesse ser apanhado “sem morrer”, isto é, viver até Jesus voltar. O ARREBATAMENTO SERÁ UMA “SURPRESA” “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis”. Mateus 24:42-44. “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”. Apocalipse 16: 15. “MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor (o dia de Seu Retorno) virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”. Isto se refere ao segundo estágio da Vinda de
  12. 12. 12 Cristo, a “manifestação”, quando Ele tomar vingança de Seus inimigos. II Tessalonicenses 1:7-10. Mas Paulo acrescenta – “Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão”. I Tessalonicenses 5: 1-4. Disso vemos que quando Cristo voltar será no momento em que não estamos esperando por Ele. Ele virá como um ladrão. Um ladrão não anuncia sua vinda. Ele vem para um propósito determinado. Ele não leva tudo o que há na casa. Ele leva apenas as coisas preciosas, as jóias, o ouro, a prata e o vestuário fino. Ele não vem para ficar. Assim que ele consegue o que veio buscar ele se vai. Assim, Jesus no arrebatamento virá e tomará para Si somente os santos. O ladrão deixa para trás muito mais do que ele leva. Ele deixa a casa, os móveis e os utensílios domésticos. Assim o Senhor no arrebatamento vai deixar o ímpio e a grande massa dos gentios para trás, pois aqueles arrebatados serão comparativamente poucos. Não podemos esquecer em nosso estudo sobre este assunto das duas ressurreições dos mortos. A primeira, dos justos mortos antes do Milênio, e a segunda dos ímpios mortos depois do Milênio. Apocalipse 20:4-6. O ARREBATAMENTO SERÁ “ELETIVO” O arrebatamento não separará somente os santos dos descrentes, mas também vai separar maridos de esposas, irmãos de irmãs, amigos de amigos. “Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado”. Lucas 17:34-36. As palavras nesta passagem significam que deve ser “dois numa cama”, marido e esposa, ou dois irmãos, ou duas irmãs, ou dois amigos. Dois em uma “cama” indica noite; duas trabalhando em um moinho, manhã ou entardecer, dois no campo, meio-dia. Isto mostra que o arrebatamento acontecerá em todo o mundo ao mesmo tempo ou como o Apóstolo descreve em “um momento”, ou “num abrir e fechar de olhos”. “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”. (Mateus 24: 27) é a forma que Jesus a coloca. O “arrebatamento” será o mais surpreendente “evento” desta era e dispensação. Como é para ocorrer “num abrir e fechar de olhos” e em toda a terra ao mesmo tempo, a parte do mundo que não estará dormindo vai testemunhar o evento. Quanto ao “alarido do Senhor”, a “Voz do Arcanjo”, e a “trombeta de Deus”, não sabemos se o som será ouvido e distinguido pelos outros além dos “mortos em Cristo” e dos “santos vivos”. Sabemos que um dia o Pai falou a Cristo com uma voz que Ele entendeu, mas as pessoas que estavam com Ele confundiram com um “trovão”. João 12: 28, 29. Quando o Senhor apareceu a Saulo de Tarso na estrada de Damasco e falou com ele, os homens que o acompanhavam, pararam espantados, “ouvindo uma voz”, mas não vendo ninguém, e não entenderam o que foi dito. Atos 9:3-7. Sabemos, no entanto que “os mortos em Cristo” vão ouvir o som, pois será “intensamente penetrante”. Não haverá
  13. 13. 13 sepulturas tão profundas, nem catacumbas tão cobertas de rocha, nem pirâmides ou mausoléus tão grossos, pois esse som deve atingir as suas profundezas e os “mortos em Cristo” ouvirão o grito de “despertai-vos santos que dormem e levantai-vos dos mortos, é MANHÃ, a manhã da PRIMEIRA RESSURREIÇÃO”. Na manhã desse dia glorioso o ar ficará cheio com os “espíritos” dos “mortos em Cristo”, voltando a terra para obter os seus corpos ressuscitados e glorificados. Se os cemitérios e pátios de igrejas do país ficarão semelhantes a campos arados, e monumentos e placas de sepultura forem derrubados e abóbadas e locais de sepultura quebrados pelo êxodo daqueles que lá encontraram o seu último lugar de descanso, e, assim, atestando o fato da ressurreição literal e corporal dos mortos, ou se os santos mortos devem sair de seus sepulcros sem causar distúrbios, como Cristo levantou-se e deixou o túmulo sem quebrar o selo, o anjo rolando a pedra simplesmente para mostrar que o túmulo estava vazio, não nos é dito, apenas o evento em si vai revelar o modo que ocorrerá a Primeira Ressurreição. Se a saída dos mortos de seus locais de sepultura for sem distúrbios, a Primeira Ressurreição será secreta e provavelmente desconhecida para o mundo, mas não vai ser assim com os “santos vivos”, que serão transladados. Se for noite do nosso lado do globo quando o arrebatamento ocorrer a sociedade vai acordar de manhã e ver que todos os verdadeiros cristãos se foram, desapareceram na noite. Muitos poderão ouvir o som do “clamor da meia-noite” “AÍ VEM O ESPOSO” mas pensando que fora somente um trovão, se viram para tirar outro cochilo, mas na parte da manhã eles vão encontrar a porta do quarto trancada, com a chave no seu interior, assim como a deixaram fechada antes de se retirar, e as roupas daquela amada pessoa que ocupava o quarto com eles deixadas onde foram colocadas quando se recolheu na noite anterior, mas este ente querido, que era cristão, desapareceu. Maridos vão acordar para descobrir que as suas esposas cristãs se foram, e as esposas vão acordar para não mais encontrar seus maridos cristãos que desapareceram. Irmãos e irmãs desaparecerão, e queridos filhos não serão achados, e nenhum bebê será deixado para trás. Muitos fiéis servidores e empregados não irão aparecer no trabalho, e o mundo vai despertar para o fato de que a Bíblia é verdadeira, e a desprezada doutrina da vinda prémilenar do Senhor para reunir os Seus santos não é nenhuma interpretação fantasiosa da Escritura. Se estivermos aqui quando o arrebatamento ocorrer o “EVENTO” será surpreendente. Como foi nos dias de Noé (Mateus 24: 36-39), o povo vai estar comendo e bebendo, casando e se dando em casamento, comprando e vendendo, plantando e construindo. Se for em um momento agradável do ano, os barcos, e carros, e os parques estarão repletos de pessoas buscando seu prazer pessoal. Se for no meio da semana, e durante o horário comercial do dia, as lojas e o comércio em geral estarão cheios com clientes e as empresas com trabalhadores, e as ruas das cidades cobertas com homens, mulheres e crianças realizando os seus sonhos de consumo. De repente, um barulho do céu vai ser ouvido como um grande estrondo de trovão. As pessoas irão correr para portas e janelas, e aqueles nas
  14. 14. 14 ruas e nos campos vão olhar para cima para ver o que aconteceu. Para a grande maioria vai ser um som surpreendente e alarmante, mas para muitos será a “VOZ DO SENHOR” Mas quando as pessoas se recuperarem desse estado de surpresa e aflição vão descobrir que um grande número de pessoas desapareceu e que estas eram as mais distintas na comunidade. As grandes redes de lojas, instituições bancárias, plantas industriais e outras empresas verão que sua força de trabalho diminuiu pela perda de funcionários. Pessoas que caminhavam pelas ruas perceberão que aquelas que as acompanhavam sumiram e nas ruas os veículos bloquearão o fluxo do trânsito por causa do desaparecimento dos motoristas e condutores. Linhas de trens e embarcações ficarão paradas e a confusão irá reinar em toda parte. Em muitas casas os empregados irão desaparecer e muitos membros de famílias ao chegarem não encontraram seus amados que se foram. A princípio tudo parecerá um mistério, até que alguém que ouviu ou leu sobre o “Arrebatamento dos Santos” perceber o que aconteceu irá explicar a situação. Mas uma das surpresas desse dia será que muitos cristãos professos, e entre eles muitos ministros e obreiros cristãos, serão deixados para trás, enquanto alguns que não eram conhecidos por serem cristãos desaparecerão. As mídias no dia seguinte estarão repletas de notícias do que aconteceu no dia anterior, e muitos irão dobrar o seu tamanho normal pela pressão em ceder seus espaços de publicidade para obter informações dos desaparecidos, e para ajudar a preencher importantes vagas e posições de confiança. Por alguns dias a emoção será intensa. Então o povo vai se voltar para o inevitável. Com exceção de uns poucos que se arrependerão e se converterão a Deus, a grande massa do povo se tornará mais endurecida e ímpia do que antes, e alguns que perderam entes queridos se tornarão amargurados. Como o Espírito Santo terá ido com os “arrebatados”, e os “santos”, o SAL da terra retirado, não haverá nada para impedir a rápida degeneração e “putrefação moral” daqueles que foram “deixados”, o pecado e a iniquidade e toda sorte de crimes e mundanismos vai aumentar e pavimentar o caminho para a manifestação do Anticristo, sob cuja administração o mundo vai amadurecer rapidamente para o julgamento. QUEM SERÁ TOMADO Alguns afirmam que “toda” a Igreja deve passar pela tribulação (ver Gráfico 4), outros que “toda” a Igreja deve ser tomada antes da Tribulação, enquanto alguns afirmam que apenas os santos que estão “esperando” e “vigiando” devem ser arrebatados antes da Tribulação, e que o restante deve passar por ela. A base de sua reivindicação está em Hebreus 9: 28, onde diz “aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. Embora isso possa se aplicar aos vivos quando Ele se manifestar, certamente não se pode aplicar aos mortos. Existem dezenas e centenas de milhares de pessoas que “adormeceram em Jesus” que nunca ouviram falar da vinda pré-milenista do Senhor, ou pelo menos nunca compreenderam o seu significado, e que, portanto, nunca o “esperaram” e “vigiaram” e “olharam” para a Sua aparição. Eles certamente estão “em Cristo”, e os “mortos em Cristo” subirão no Arrebatamento. Paulo não diz em I Tessalonicenses. 4: 16, 17 que serão os “mortos” que “estarão vigilantes”
  15. 15. 15 “esperando" e “olhando”, mas sim aqueles que estão “vivos” e “vigiando” e “esperando” e “olhando” por Sua Vinda que devem ser “apanhados”, mas os mortos “Em Cristo”, e nós, os que “ficarem vivos”. A ordem da ressurreição é –“Cristo as primícias depois os que são de Cristo, na sua vinda”. Paulo diz –“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos SEREMOS transformados”. I Coríntios 15:51. Então há outro fato, que não devemos esquecer, que é a unidade da Igreja. “Porque, assim como o corpo É UM, e tem muitos membros, e TODOS os membros, sendo muitos, SÃO UM SÓ CORPO, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em UM Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito”. I Coríntios 12: 12, 13. Todos então que “nasceram de novo” (João 3: 3-7) fazem parte do “Corpo de Cristo”, e não podemos conceber o “Corpo” de Cristo ser dividido; parte permanecendo “adormecido” na sepultura, e parte “ressuscitando em glória”; parte dele passando pela Tribulação, e parte dele “transformado” e arrebatado para o encontro com Ele nos ares. Se “toda” a Igreja deve passar pela Tribulação, então em vez de esperar para ver “o Senhor”, devemos esperar “pela Tribulação”, o que é contrário aos ensinamentos do próprio Cristo. Mateus 24:42-44. A tribulação não é para o aperfeiçoamento “dos Santos”. Não tem nada a ver com a Igreja. É o momento de “angústia de Jacó” (Jeremias 30:7), e é o “Julgamento de Israel”, e é o propósito de Deus manter a Igreja de fora dela. Apocalipse 2: 10. O livro de Apocalipse foi escrito em ordem cronológica. Após o quarto capítulo a Igreja não é mais vista sobre a terra até que ela aparece no décimo nono capítulo vindo com o noivo “do” Céu. Todo o tempo entre estes capítulos está repleto de julgamentos terríveis que caem sobre aqueles que “habitam sobre a terra”, e como a Igreja não está na terra, mas é suposto que está “assentada nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2: 6), ela não vai estar entre os que “habitam sobre a terra” naqueles dias. A confusão é grande devido ao fato de que estudantes das profecias não distinguirem entre a vinda de Cristo PARA Seus santos e COM Seus santos. A primeira é chamada de “Arrebatamento” e a segunda de “Manifestação”. Numerosas passagens na Escritura falam de Cristo vindo “com” Seus santos (Zacarias 14: 5, Colossenses 3: 4, I Tessalonicenses 3: 13, I Tessalonicenses 4: 14, Judas 14), então é evidente que eles não podem vir “com” Cristo se não foram anteriormente tomados “para” Ele. Todas essas passagens se referem, portanto a “Manifestação” e não ao “Arrebatamento”. O ensino padrão das Escrituras exige que a Igreja seja arrebatada “antes” da Tribulação. José, que foi um tipo de Cristo se casou com Azenate, uma noiva gentia, durante o tempo da sua “rejeição pelos irmãos” e antes da fome, que tipificou a Tribulação, porque foi o tempo do “julgamento de seus irmãos”. Este é o tempo da rejeição de Cristo pelos “seus irmãos” – os judeus, e para completar o tipo Ele deve se unir com a Sua Igreja “antes” da Tribulação.
  16. 16. 16 Moisés, que foi um tipo de Cristo, tomou por esposa uma gentia depois da rejeição de seus irmãos, e “antes” de passarem pela tribulação de Faraó Êxodo 2: 23-25. Enoque, um tipo dos “santos arrebatados”, foi tomado “antes” do dilúvio, e o dilúvio é um tipo da Tribulação, e Noé e sua família dos “judeus remanescentes” ou dos 144.000 selados de Apocalipse 7: 1-8, que serão preservados durante a Tribulação. Como é emocionante o pensamento de que alguns de nós não morreremos, que num momento, num “abrir e fechar de olhos”, sem ser despidos pelas terríveis mãos da morte e, em vez de sermos vestidos com a mortalha da sepultura, seremos instantaneamente transformados e vestidos com as vestes gloriosas da imortalidade. Uma alegria indescritível vai encher nosso ser quando subitamente sentirmos a emoção da imortalidade pulsando em nossas veias e nos encontrarmos sendo transportados pelo ar, na companhia de outros cristãos e de nossos entes que dormiam em Cristo. Que reconhecimentos de boas-vindas e saudações haverá, enquanto caminharmos com eles para a “A Mansão nupcial do Céu”, aonde vamos nos juntar na nova e triunfal canção de Moisés e do Cordeiro. Apocalipse 5, 9, 10. O QUE VAI ACONTECER COM AQUELES QUE FICAREM? Esta é uma questão triste, mas é ansiosamente feita por muitos. O que diz o Senhor? “E disse-lhe um: Senhor, são POUCOS os que se salvam? E ele lhe respondeu: Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar (quando Ele vier), e não poderão. Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço NEM SEI DE ONDE VÓS SOIS; APARTAI-VOS DE MIM, VÓS TODOS OS QUE PRATICAIS A INIQUIDADE”. Lucas 13:23-27. O tempo do fechamento da porta é revelado na parábola das “Dez Virgens”. Será quando o Noivo vier, e aquelas que estão prontas (as “virgens prudentes”) terem ido com ele para o “casamento”. Quando as “virgens loucas” virem mais tarde, e dizerem: “Senhor, abre-nos”: Ele vai responder: “VOS NÃO CONHEÇO”. Ou seja, nunca o conheci. Você foi apenas um mero cristão professo. Seguem as palavras: “Vigiai (esteja pronto), pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”. Mateus 25: 1-13. Note que as pessoas excluídas não são aqueles que nunca ouviram o Evangelho, mas aqueles que eram seguidoras professas de Jesus, que tinham comido e bebido em Sua presença e até mesmo saíram para encontrá-Lo. Pode-se facilmente supor que a partida dos entes queridos por ocasião do Arrebatamento faça com que muitos daqueles deixados para trás busquem ao Senhor, mas como o Espírito Santo vai embora com a Igreja, e encerra a Sua Obra da Regeneração, quem é que converterá aqueles que serão deixados? Há
  17. 17. 17 uma passagem em Hebreus que tem incomodado muitas almas sinceras que tem medo de que tenham cometido o “pecado imperdoável”. É esta “Porque, se pecarmos voluntariamente (pecados contínuos), depois de termos recebido o conhecimento (isto é, sabendo disso) da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários”. Hebreus 10:26, 27. O versículo anterior mostra que este aviso está conectado com a vinda do Senhor: “e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando AQUELE DIA” – O DIA DO SENHOR. A expressão “já não resta mais sacrifício pelos pecados”, implica que aqueles que assim pecaram contra o seu conhecimento estão sem esperança. Que haverá uma “grande multidão” de salvos depois que a Igreja for “tomada” no “Espaço de Tempo” entre o “Arrebatamento” e a “Manifestação”, é claramente revelado em Apocalipse 7:9-17, e alguns deles podem ser daqueles “deixados para trás”, mas eles terão de passar pela grande tribulação e sofrer a morte pelo martírio por se recusarem a adorar a “imagem da Besta”. Apocalipse 13: 11-17. E lemos que – quando o Senhor Jesus se revelar (no final da Grande Tribulação) do céu com seus poderosos anjos, em “labareda de fogo”, Ele tomará vingança dos que “NÃO CONHECEM A DEUS” e dos que “NÃO OBEDECEM AO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO”. II Tessalonicenses 1:7-10. Não vamos correr o risco de ficarmos para trás. O QUE ACONTECE ENTRE O ARREBATAMENTO E A TRIBULAÇÃO Depois que os santos são “tomados” eles serão julgados. Este julgamento tem lugar no “tribunal de Cristo”. As Escrituras falam de cinco julgamentos separados. Eles diferem em cinco aspectos gerais. Quanto aos “assuntos”, “tempo”, “lugar”, “bases de julgamento” e “resultado”. O julgamento do crente é tríplice. Na cruz como um “pecador” para o pecado, isto é relativo ao seu passado. João 5: 24. Como um “Filho”, este é presente, e consiste de “auto-julgamento” e confissão, ou então a pena de castigo. I Coríntios. 11: 31, 32. Como um “servo”; isso é no futuro, e é um julgamento pelas “Obras” no “JULGAMENTO DO TRONO DE CRISTO” “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que ‘tiver feito por meio do corpo’, ou bem, ou mal (sem valor)”. II Coríntios 5: 10.
  18. 18. 18 Clique na imagem para ampliar O pronome “nós” ocorre 26 vezes no capítulo e em todos os casos se refere ao crente, e a Epístola é endereçada para a “Igreja” e os “santos” em Corinto, assim o julgamento aqui referido é para os crentes “somente”. O “tempo” deste julgamento é quando o Senhor vier (I Coríntios 4: 5), e o “lugar” é “no ar” (I Tessalonicenses 4: 17) e antes do julgamento do Trono de Cristo. Este não será um julgamento no sentido de um “inquérito” para ver se a pessoa julgada é inocente (salva) ou culpada (perdida), pois será um julgamento para o “salvo somente”. Será como os juízes de uma prova, onde as recompensas serão distribuídas para os concorrentes que forem mais bem sucedidos. Paulo descreve tal cena em I Coríntios 9:24-27. Este não é um julgamento pelo pecado, mas pelas “obras”. Este julgamento é descrito em I Coríntios 3: 11-15. “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro,
  19. 19. 19 prata, pedras preciosas (valiosas pedras de construção, como mármore), madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia (o Dia do Julgamento) a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. O resultado deste julgamento será “recompensas” ou “perdas”. Todas as nossas obras, “mortas” ou “más”, representadas pela madeira, feno e palha, serão consumidas e somente nossas “boas obras” permanecerão. Existe muita coisa que passa como serviço cristão que é meramente humano e secular e não conta para nossa recompensa eterna. Para aqueles que são dignos de uma “recompensa” este será O Dia da Coroação Quando os jogos gregos encerravam, todos os corredores, lutadores, e concorrentes que tinham alcançado sucesso eram reunidos diante do “Bema”, ou de pé diante dos juízes, que era um assento elevado em que o árbitro estava sentado, e os vencedores recebiam uma “coroa corruptível”, de “folhas de louro”. Alguns não recebiam recompensa, eles haviam perdido a “Coroa da Vitória”. Mas, enquanto não havia recompensa não havia punição, eles não eram expulsos. O Novo Testamento fala de cinco coroas. 1. A Coroa da “VIDA” Esta é a coroa dos mártires e é mencionada duas vezes. “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação (teste); porque, quando for provado (no Julgamento do Trono de Cristo), receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1:12. “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados (testados); e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Apocalipse 2:10. Observe que isto não quer diz “até” a morte, mas “na” morte. Não quer dizer que eles devam abjurar, mas permanecer fiel até a morte de mártir. Abjurar leva a perder a coroa. Isto se refere aos mártires do Período da Tribulação. 2. A Coroa de “GLÓRIA” Esta é a Coroa dos “Presbíteros” ou “Pastores”, dada pelo Sumo Pastor quando Ele aparecer. Mas esta não é para aqueles que servem por “por força” ou “torpe ganância”. I Pedro 5: 2-4. 3. A Coroa de “GOZO” Esta é a coroa dos “Ganhadores de Almas”. Aqueles trazidos a Jesus por nós serão nossa “coroa de gozo” em Sua Vinda. I Tessalonicenses 2:19, 20. Filipenses 4: 1. 4. A Coroa da “JUSTIÇA” Esta é a coroa daqueles que “amarem a sua vinda” – naquele dia, o dia de Sua aparição.
  20. 20. 20 II Timóteo 4:8. 5. A Coroa “INCORRUPTÍVEL” Este é a coroa da “Vitória”, e é para aqueles que “subjugam os seus corpos”. I Coríntios. 9: 25-27. Que não cedem aos seus desejos carnais. Que não se permitem desviar da obra do Mestre por diversões e prazeres mundanos, nem saturam seu corpo com drogas. Se não queremos ser “confundidos por Ele na Sua Vinda” I João 2:28, devemos manter nosso corpo “subjugado” e assim viver de modo a garantir uma coroa. O CASAMENTO REAL Depois dos santos terem sido “tomados” e “julgados”, eles como a “Igreja”, irão se tornar a “Noiva de Cristo”. O “casamento” da Igreja é profeticamente referido por Jesus na parábola do “Casamento do Filho do Rei” (Mateus 22: 1-14), e é consumado em Apocalipse 19:7-9. “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à CEIA DAS BODAS DO CORDEIRO”. Observe que esta passagem não diz que é o “casamento da Noiva”, mas o “casamento do CORDEIRO”. O grande evento não será tanto a consumação das esperanças da Noiva, quanto será a consumação do plano de Deus para o Seu Filho, preparado desde antes da fundação do mundo. Efésios 1:4. O “casamento do Cordeiro” é a consumação da alegria de Cristo como um HOMEM. Isto não seria possível se Cristo não tivesse nascido em carne. Por outro lado, seria a união de “diferentes naturezas”, pois a Noiva é de “origem humana”. É por isso que Jesus tomou Sua “natureza humana” ao voltar para o Céu, e hoje temos no céu o Jesus Cristo HOMEM. I Timóteo 2: 5. Enquanto a “noiva” foi escolhida por Cristo “antes da fundação do mundo”, as “núpcias” não poderiam acontecer até que Cristo assumisse a humanidade e subisse aos céus como o Homem Cristo Jesus. Tem havido muitos noivados longos, mas o de Cristo é o mais longo já registrado. Ele tem estado à espera de sua noiva por quase 2000 anos, mas Ele não vai ter que esperar por muito mais tempo. Logo o céu deve ressoar com o brado de –“Regozijemo-nos, e alegremonos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro”. Apocalipse 19: 7. Já houve muitos casamentos reais de interesse internacional, onde os convidados e espectadores testemunharam um espetáculo magnífico em suas posições, e regozijaram-se em uma união que uniu diferentes nações. Mas o casamento do Cordeiro e Sua Esposa, a Igreja, vai superar todos eles, pois deve unir o Céu e a Terra, em um vínculo que jamais será quebrado, pois o que Deus (o Pai) unirá, nenhum homem jamais conseguirá separar, e essa união nenhum divórcio deve quebrar.
  21. 21. 21 A noiva deve estar vestida de “de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos”. Apocalipse 19: 7, 8. A palavra “justiça” é plural, e deve ser lida “justiças”. Não a justiça imputada de Cristo, mas os “atos de justiça e obras” dos próprios santos, que permanecerão depois que eles passaram pelo “teste de fogo” do “Julgamento das Obras” no “tribunal de Cristo”. I Coríntios. 3: 11-15. Que contraste haverá entre o vestido de púrpura e escarlate, e adornos de jóias, da “Esposa Meretriz” do Anticristo (Apocalipse 17: 3, 4), e o manto imaculadamente branco de linho fino da Noiva do Cordeiro. Durante o tempo ocupado pelo “julgamento dos crentes” e as núpcias do Cordeiro nos Céus, haverá tempos angustiosos na terra. Os judeus terão, em grande número, voltado para sua terra, na Palestina. Por esse tempo, 10 das nações que ocupam o território do antigo império romano se transformarão em uma federação de nações. Entre os “10 reis” dessas nações surgirá o “anticristo”. Ele provará ser um “grande governante” e será feito PRESIDENTE. O governo será uma “monarquia democrática”. O presidente fará um “pacto” com o povo judeu. Este pacto poderá ser uma restauração a sua própria terra e reconhecimento de sua existência como nação. Qualquer que seja o seu caráter, o profeta Isaías fala dele como “uma aliança com a MORTE e um pacto com o INFERNO”. Isaías 28: 15. Por 3 anos e meio o presidente da federação irá manter o pacto. Então ele irá rompê-lo. Nos outros 3 anos e meio restantes de seu reinado ele irá promover uma terrível perseguição aos judeus, chamada por Jesus de “A Grande Tribulação”. Mateus 24: 21, 22. No meio desse período, ou quando o Anticristo romper o pacto, haverá GUERRA NO CÉU, e Satanás será lançado na terra e vai encarnar-se no Anticristo. Apocalipse 12: 79. O Anticristo será então conhecido como “A Besta”, e uma segunda besta irá surgir (Apocalipse 13: 11-17) chamado de “FALSO PROFETA”. Apocalipse 16:13, 19:20. Esses três irão compor a “Trindade Satânica”. O Dragão (Satanás) será o “Anti-Deus”. A Besta será o “Anticristo”, e o Falso Profeta será o “AntiEspírito”. Ver Gráfico número 4. O “Período de Tribulação” de 3 anos e meio será o “Julgamento dos judeus”. Como todas as promessas de Deus para os judeus são terrenas, seu julgamento deve ser terreno. Este julgamento é um “Julgamento Nacional”. Por todos os seus pecados nacionais Deus vai fazê-los “passar debaixo da VARA”. Ezequiel 20: 34-38. Ele os lançará em seu "FORNO DE FUNDIÇÃO". Ezequiel 22: 19-22. Malaquias 3:1-3. No meio de sua “ardente prova” neste tempo de “angústia de Jacó” (Jeremias 30: 4-7; Daniel 12:1.), eles vão clamar ao Senhor, como fizeram no meio dos fornos de tijolo do Egito e Deus lhes enviará aquele de quem Moisés era um tipo, o próprio Senhor Jesus, que, então, virá “com” Seus santos no “segundo estágio” de Sua Vinda, a “Manifestação”, e como Ele descerá sobre o Monte das Oliveiras (Zacarias 14:4), eles deverão olhar para Aquele que “traspassaram” e como uma nação, a nação judaica, serão renascidos em um dia. Ezequiel 36: 24-27. Isaías 66:8. Quando Cristo vier para os santos por ocasião do Arrebatamento, Ele será a “Estrela da Manhã”. Apocalipse 22:16. Quando Ele vier com Seus santos na Manifestação Ele será o “Sol da Justiça”. Malaquias 4:2. Quando Cristo voltar na
  22. 22. 22 Manifestação Ele deve encontrar os exércitos do Anticristo reunidos no Armagedom (Apocalipse 16:13-16), e Ele deve destruí-los com a “espada de Sua boca” (Apocalipse 19: 15, 20 , 21), e a “Besta” e o “Falso Profeta” serão lançados vivos no “Lago de Fogo”. Então todas as Nações gentílicas serão reunidas no Vale de Jeosafá para julgamento, e o “Filho do Homem” se sentará no “TRONO DE SUA GLÓRIA”, um trono erguido sobre a terra, e Ele há de julgar as nações pelo tratamento dado aos seus irmãos, os JUDEUS, durante a “Grande Tribulação”, e aquelas nações que os alimentaram, vestiram e os visitaram quando aprisionados serão conhecidos como “Ovelhas”, e Ele lhes dirá “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Esse Reino é o “Reino Milenar”. Mas para os “Bodes”, as nações que negligenciaram os judeus durante a Tribulação, Ele vai dizer- “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, e “E irão estes para o tormento eterno”. Mateus 25:41-46. Ou seja, os “Bodes”, como nações serão destruídas, e nenhuma delas devem existir como nação durante o Milênio, e os ímpios indivíduos que as compõem perecerão e estarão eternamente perdidos. A MANIFESTAÇÃO No “segundo estágio” da Segunda Vinda de Cristo, a “Manifestação”, deveremos contemplar a Sua “Glória”. Quando Jesus veio a primeira vez essa glória estava encoberta pela carne. A “Encarnação” foi o esconderijo de Seu poder, o véu de Sua Divindade. Agora e depois brilhos da glória são lançados como no monte da Transfiguração, mas quando Ele vier na segunda vez o veremos vestido com a glória que Ele tinha com o Pai antes do mundo existir. A “Manifestação” será tão repentina e tão inesperada quanto foi o “Arrebatamento”. O sol vai nascer naquele dia forte e claro. Brisa suave irá soprar sobre a terra. Não haverá sinais de uma tempestade ou do julgamento vindouro. As pessoas estarão comprando e vendendo, construindo e plantando, comendo e bebendo, casando e se dando em casamento. Os estadistas estarão concebendo em suas mentes novos planos para a melhoria do mundo. O filantropos estarão pensando em novas maneiras de ajudar as pessoas. Os amantes dos prazeres estarão buscando novas fontes e formas de prazer. Os ímpios estarão maquinando suas sinistras ações, e os incrédulos estarão provando a sua própria satisfação de que não há Deus, nem céu, nem inferno, nem juízo vindouro, quando de repente vai haver uma mudança. No céu distante, irá aparecer “UM PONTO DE LUZ”, resplendecendo mais que o sol. Será visto descendo em direção à terra. À medida que desce assumirá a forma de uma nuvem luminosa, dos quais emitem feixes de luz deslumbrantes, e relâmpagos. Ele vai descer rapidamente, como se estivesse nas asas de um redemoinho, e quando chegar ao seu destino sobre o cume do Monte das Oliveiras vai parar e se abrir aos aterrorizados e aflitos espectadores, e será então revelado a eles Jesus montado num “cavalo branco” (Apocalipse 19: 11) acompanhado de seus santos e os exércitos dos Céus. Então será cumprido o que Jesus predisse em seu Sermão do Monte: -“Então aparecerá no céu o sinal (uma nuvem) do Filho do homem; e todas as tribos da
  23. 23. 23 terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com PODER E GRANDE GLÓRIA”. Mateus 24:30. UMA DOUTRINA VITAL Mas por que, você pergunta, devemos colocar tanta ênfase na “Segunda Vinda de Cristo”? Por que não falamos e pregamos sobre as coisas práticas da vida? Sobre os problemas sociais e econômicos do mundo e sua solução através do Evangelho? A resposta é que o único meio de resolver esses problemas é através do retorno de Cristo, e quanto mais o Seu “retorno” demorar, mais demorada será a solução desses problemas. 1. QUANTO AOS JUDEUS Os judeus são um povo oprimido. Sua única esperança é o retorno do Senhor. Quando Cristo voltar eles serão restaurados a sua terra e se tornarão uma nação novamente. “Portanto, eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que nunca mais se dirá: Vive o SENHOR, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito. Mas: Vive o SENHOR, que fez subir os filhos de Israel da terra do NORTE (Rússia), e de TODAS AS TERRAS para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, a qual dei a seus pais”. Jeremias 16: 14, 15; Isaías 43: 5-7. E nunca mais eles serão dispersos. “Porei os meus olhos sobre eles, para o seu bem, e os farei voltar a esta terra, e edificá-los-ei, e não os destruirei; e plantálos-ei, e não os arrancarei”. Jeremias 24: 6.Essa profecia ainda não foi cumprida. 2. QUANTO A JERUSALEM E A PALESTINA “Assim diz o Senhor DEUS: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniquidades, então farei com que sejam habitadas as cidades (da Palestina) e sejam edificados os lugares devastados. E a terra assolada será lavrada, ... E dirão: Esta terra assolada ficou como jardim do Éden”. Ezequiel 36: 33-35. Joel 3: 18. Joel 2: 24-26. “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas; levando cada um, na mão, o seu bordão, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão”. Zacarias. 8:4, 5. Zacarias. 14:20, 21. 3. QUANTO AS NAÇÕES Quando o Senhor Jesus Cristo voltar Ele vai sentar-se no “trono de sua glória” em Jerusalém, e deve separar as “Ovelhas” dos “Bodes”, e apenas as “Ovelhas” vão sobreviver como nações e ser autorizadas a tornar-se parte do Reino Milenar. Mateus 25: 31-40. Essas nações se tornarão justas. “E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos”. Zacarias 14: 16. Como o resultado de tudo isso, as nações “converterão as suas espadas em pás, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante”. Miquéias 4: 3, 4. Isaías 2: 4. A única
  24. 24. 24 maneira então de parar guerras e problemas na economia e todos os movimentos socialistas/comunistas/anarquistas é através da volta de Cristo e o estabelecimento do Seu Reino Milenar. 4. QUANTO AO DIABO A única maneira de se livrar de Satanás e todas as suas influências e poderes malignos é através da volta de Cristo, pois quando Ele voltar, Satanás será preso e lançado no abismo por mil anos. Apocalipse 20: 1-3. 5. QUANTO A TERRA Desde a queda do homem a terra foi amaldiçoada com espinhos e cardos e todo tipo de pragas de insetos e germes de doenças, e o homem com o suor de seu rosto foi obrigado a ganhar o seu pão de cada dia. Mesmo a criação bruta tornou-se carnívora e aprendeu a atacar um ao outro, e “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. Romanos 8:22. Mas tudo isso será mudado quando Cristo voltar, para então “O DESERTO e o lugar solitário se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa”. Isaías 35: 1. “Então a terra dará o seu fruto”. Salmos 67: 6. E “o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas ao que lança a semente”. Amós 9: 13. A BEM-AVENTURADA ESPERANÇA A Segunda Vinda de Cristo é “A Bem-aventurada Esperança”. Escrevendo a Tito Paulo disse – “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”. Tito 2: 13. A maioria dos cristãos quando fala de sua “esperança” entendem ser a sua “esperança da salvação”, mas não podemos ter “esperança” por uma coisa que já temos e salvação é uma possessão presente se verdadeiramente cremos em Cristo como nosso Salvador. A “Esperança” do cristão é, então, o “Retorno de seu Senhor”. O homem é um ser triplo, ele tem um corpo, uma alma e um espírito, quando ele morre perde o seu “corpo”. Agora ele sabe que não pode obter o seu corpo de volta até a ressurreição, e ele também sabe que não pode haver ressurreição até que Cristo volte. Portanto, para ele o retorno de Cristo é a “bem-aventurada esperança”, não somente que se ele morrer vai ser ressuscitado, mas é para ele a “esperança” de que Cristo voltará caso ele esteja vivo na ocasião e deve ser “tomado” para encontrá-Lo no ar sem morrer. I Tessalonicenses 4:13-18. “A bem-aventurada esperança” é também uma “esperança purificadora”. “E qualquer que nele tem esta esperança PURIFICA-SE A SI MESMO”. João 3:1-3. Ou seja, todo aquele que está à espera do retorno do Senhor vai procurar manter-se puro. Isso nos fará “pacientes”. “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. . . . Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”. Tiago 5: 7, 8. Isso nos fará “vigilantes”. “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. E as coisas que vos digo, digo-as a todos: VIGIAI”. Marcos. 13:35-37. Se estamos esperando pelo Senhor, devemos ter cuidado com nossa conduta. Não queremos que Ele venha e nos encontre fazendo coisas questionáveis, ou
  25. 25. 25 em lugares duvidosos. Não devemos estar buscando riquezas, nem gastando dinheiro de forma extravagante, mas sim ajuntando tesouros no céu, contribuindo para as missões. Devemos ver se em nossas casas não há nenhum tipo de literatura ou arte, ou imagens, ou qualquer coisa que não gostaríamos que Seus puros olhos vissem se Ele fosse um visitante em nossa casa. Em suma, “A bem-aventurada esperança” nos ajuda a termos apenas uma leve ligação a este mundo. Não nos fará ociosos e negligentes, mas nos encherá de zelo para ser encontrado como um servo fiel no Seu retorno. Por esta razão, é um fato notável e um testemunho do poder da doutrina, que aqueles que acreditam nela são os obreiros mais consagrados, abnegados e incansáveis no serviço do Mestre. Esta “esperança” também nos manterá livres de sermos “CONFUNDIDOS” na Sua Vinda. “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda”. I João 2:28. Se estamos esperando por Ele e nossa casa está em ordem, e estamos prontos para dar uma prestação de contas da administração que fizemos, não devemos ser confundidos (envergonhados) diante dEle em Sua Vinda. Mateus 25: 14-30. A “esperança” da volta pré-milenista do Senhor enche o coração daqueles que creem com alegria. Em Lucas 24: 52 lemos que quando Jesus se separou de seus discípulos e ascendeu ao céu, “adorando-o eles, tornaram com GRANDE JÚBILO para Jerusalém. E estavam sempre no templo, LOUVANDO e BENDIZENDO a Deus”. Isso parece uma conduta estranha da parte deles, pois, naturalmente, supomos que sua partida os teria enchido de tristeza. Mas quando lembramos que, quando Ele subiu, dois homens estavam vestidos de branco e lhes disseram que Jesus voltaria novamente, podemos compreender a sua alegria. Atos 1: 11. Tem sido dito muitas vezes em oposição à doutrina da Segunda Vinda que “se o povo cristão acredita que Jesus está prestes a voltar, por que eles constroem casas e igrejas e fazem investimentos e planos para a educação de seus filhos e assim por diante?” A resposta é que a volta de Jesus não vai acabar com a necessidade de casas e igrejas e educação. O mundo continuará a se mover exatamente tanto antes como depois de sua primeira vinda, e Ele vai fazer o mesmo depois de Sua Segunda Vinda. As pessoas precisarão de casas e igrejas. Os negócios vão continuar como antes, e os filhos de crentes não convertidos deixados trás precisarão de lares e de educação e meios para viver. A prosperidade do mundo será maior durante o Milênio do que jamais foi. Portanto, não há ocasião para aqueles que estão esperando pelo retorno do Senhor em negligenciar os assuntos desta vida. O que nós, como cristãos, esperamos é que o Senhor vai voltar e nos tirar do mundo antes dos terríveis dias do “Período da Tribulação” virem, e então, quando eles acabarem e Jesus voltar para reinar vamos voltar com Ele como seres glorificados para governar e reinar sobre a terra milenar e, provavelmente, visitar igrejas, onde, uma vez O adoramos, e instituições que trabalhamos. O pregador da Doutrina da Vinda pré-milenar de Cristo empunha uma “espada de dois gumes”. O incrédulo quando instado a se tornar um cristão pode dizer que: “eu sou jovem ainda e há muito tempo pela frente e eu posso adiar a hora
  26. 26. 26 da decisão”, mas quando lhe é informado de que não é uma questão de tempo, ou a mera salvação de sua alma, mas que Jesus pode voltar a qualquer momento e é uma questão de se estar pronto para encontrá-Lo, então ele vê a importância da decisão imediata. Caro leitor desta obra, você é um cristão, e como cristão você é um crente na “bem-aventurada esperança”, e você está esperando pela iminente volta do Senhor, e fazendo todo o possível para apressar o seu regresso, e, portanto, trazer de volta o REI? Se não, peço-lhe para largar tudo e resolver a questão de saber se você vai ser “tomado” para encontrar o Senhor nos ares quando Ele vier, e assim escapar dos terríveis dias que estão vindo sobre a terra, dias em que ninguém poderá comprar ou vender, senão tiver a “marca da besta”, e todos aqueles que têm que “marca” estarão eternamente condenados. Apocalipse 13:15-17. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin Capítulo 2 A TRANSFIGURAÇÃO Um ensaio da Segunda Vinda Porque Jesus disse no dia em que Pedro confessou “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. (Mateus 16: 13-28), “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam VIR o Filho do homem NO SEU REINO”, há aqueles que argumentam que o cumprimento dessas palavras exigia o retorno de Jesus, e o estabelecimento do Reino com os discípulos ainda vivos, e que portanto, nenhum Reino literal foi criado durante a vida dos discípulos, Jesus deve ter dado a entender um “Reino Espiritual”, que alegam ter sido inaugurado no “Dia de Pentecostes”, e que Jesus reina agora através da Igreja. Isso é verdade? Se não, qual é a explicação dessas palavras de Jesus? Não deve haver divisão entre os capítulos 16 e 17 de Mateus. A passagem deve ser lida assim: “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam VIR o Filho do homem NO SEU REINO”. SEIS dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, E TRANSFIGUROU-SE diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele”. Mateus 16: 28; 17: 1-3.
  27. 27. 27 Nesta “cena da transfiguração” temos um cumprimento das palavras de Jesus, onde havia alguns, apenas três, Pedro, Tiago e João, de seus discípulos, que não “provariam da morte”, até que vissem o Filho do Homem “Vindo no seu reino”, pois a “cena da transfiguração” foi um “ensaio” do “segundo estágio” (a Manifestação) da Segunda Vinda de Cristo. Assim como João foi transportado ao longo dos séculos para o “Dia do Senhor”, e lhe foi revelado no Livro de Apocalipse as coisas que estão para acontecer nos “últimos dias”, assim Pedro, Tiago e João tiveram uma “antevisão” no Monte da Transfiguração, da vinda de Cristo na Sua Glória. Nessa “cena” Moisés era um tipo da “primeira ressurreição dos santos” (Judas 9), e Elias dos que devem ser “tomados” sem morrer (II Reis 2: 11), e sua glória no Monte Santo é uma amostra da Glória dos Santos por ocasião do Arrebatamento. Que esta é uma interpretação correta das palavras de Jesus é clara da declaração de Pedro “Porque não vos fizemos saber a virtude e a VINDA de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade (glória). Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, ESTANDO NÓS COM ELE NO MONTE SANTO” (o Monte da Transfiguração) II Pedro 1: 16-18. (Mateus 17:5). Do uso da palavra “VINDA” nesta passagem vemos que a “cena da transfiguração” foi uma “antevisão” da “Segunda Vinda” e um cumprimento das palavras de Jesus que alguns de Seus discípulos não provariam a morte até verem o Filho do Homem “vindo no Seu REINO”. Outra passagem citada na tentativa de provar que a Vinda do Filho do Homem é somente espiritual é esta: “Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que VENHA o Filho do homem”. Mateus 10: 23. Estas palavras foram dirigidas aos “doze discípulos”. Jesus os enviou a pregar, que “o Reino dos Céus estava próximo”. Seu ministério era limitado as “ovelhas perdidas da Casa de Israel”, e foram proibidos de ir aos gentios ou samaritanos. Mateus 10: 1-7. Eles não terminaram sua obra. O Rei foi rejeitado e a oferta do Reino naquele momento foi retirada, daí a vinda do Filho do Homem foi adiada. Mas o Evangelho do Reino deve ser renovado depois que a Igreja for “tomada”, e será pregado pelas “Duas Testemunhas” (Moisés e Elias) e o “remanescente” de Israel durante o “Período da Tribulação”, e quando eles, naquele dia, passaram pelas “cidades de Israel”, Cristo retornará ao Monte das Oliveiras. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin Capítulo 3
  28. 28. 28 O MUNDO ESPIRITUAL Como o propósito da “primeira etapa” da Segunda Vinda de Cristo é reunir a “alma” e o “corpo” dos “justos mortos”, bem como “tomar” os “justos vivos”, será útil ter algum conhecimento do “Mundo Espiritual”. Não devemos esquecer que o homem é uma “trindade”, composto de “corpo”, “alma”, e “espírito” (I Tessalonicenses 5:23 Hebreus 4: 12), e que a “alma” é o corpo ou a casa do “espírito” entre a morte do corpo físico e a ressurreição, e que o nosso corpo físico ou material corresponde ao nosso “corpo anímico”, como a luva faz com a mão que a cobre, e que o nosso “corpo espiritual” pode ver, ouvir, sentir, pensar e falar. Como prova disso temos a história do “rico e Lázaro”. Lucas 16: 19-31. Esta não é uma parábola, pois parábolas não dão nomes para as pessoas, como Abraão e Lázaro, mas é um relato do estado dos justos e injustos no outro mundo. Como sabemos da narrativa, os corpos de Lázaro e do homem rico foram sepultados na terra. O relato, então, descreve o que aconteceu com eles em seu estado desencarnado no “submundo”, e disso sabemos que eles podiam ver, ouvir, sentir sede, falar, e se lembrar, provando que não tinham perdido as suas consciências, e que não há tal coisa como o SONO DA ALMA. Também não devemos esquecer que o “Seio de Abraão” judeu era um tipo de “Paraíso”. “O submundo” (Hades) nos dias de Cristo na terra era composto de dois compartimentos, “Paraíso” e “Inferno”, separados por um “abismo intransponível”. Veja o gráfico, “Os Céus”, letras “P”, “H” e “K”. “Inferno” é a morada das almas dos ímpios entre a morte e a ressurreição de seus corpos. Após a ressurreição de seus corpos, e seu julgamento perante o “Grande Trono Branco” (W), o ímpio vai para o “Lago de Fogo” (G). Apocalipse 20: 12-15. Quando Jesus morreu na cruz Seu corpo foi sepultado no túmulo de José de Arimatéia (Mateus 27: 57-60), e sua alma foi para o Paraíso, onde Ele tinha um compromisso naquele dia para atender a alma do “ladrão penitente” (Lucas 23:43), cujo corpo foi enterrado no “campo do oleiro”. Foi em seus “corpos imateriais”, então, que eles se encontraram no Paraíso. Quando a “alma” de Jesus retornou do “Paraíso” no terceiro dia para reocupar o Seu corpo no túmulo de José, Ele não voltou sozinho, levou “cativo o cativeiro” (Efésios 4: 8-10) e trouxe com Ele todas as almas dos “justos mortos” presos na seção do Paraíso (P) do “submundo”, e os colocou no “Paraíso” do “Terceiro Céu” (E), no qual Paulo foi arrebatado. II Coríntios 12: 1-4. Isso é claro de outras passagens. Jesus disse que as “Portas do Inferno” (Hades, o submundo) não prevalecerão contra a Igreja. Mateus 16: 18. Então, “Inferno” (Hades) tem portas para impedir a fuga de seus prisioneiros. O que Jesus fez antes de voltar do “submundo” foi pegar as “Chaves do Hades”, destravar as “Portas” da “seção do paraíso”'(P) e esvaziá-la de seus ocupantes, e em seguida trancá-lo para que permanecesse vazio. Como prova disso temos declaração de Jesus a João na Ilha de Patmos, 66 anos depois, quando Ele disse: “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as CHAVES DA MORTE (túmulo) E DO INFERNO (Hades)”. Apocalipse 1: 18. Jesus então por Sua Ressurreição desbloqueou não somente a “Seção do Paraíso” do “Hades” e transferiu as almas do “justos mortos” a “Seção do
  29. 29. 29 paraíso” do Terceiro Céu, mas Ele também tem as “chaves da MORTE”, isto é, da “SEPULTURA”, e quando chegar o tempo, Ele vai abrir os túmulos dos mortos e ressuscitar seus corpos. Até onde sabemos as almas dos “ímpios mortos” ainda estão na “seção do Inferno” do “submundo”, e permanecerão lá até a “Segunda Ressurreição” no final do Milênio, quando eles voltarão para a terra e para seus corpos, e então irão para o “julgamento do Grande Trono Branco”, do qual serão lançados no “Lago de Fogo”. Apocalipse 20: 12-15.
  30. 30. 30 Clique na imagem para ampliar
  31. 31. 31 Pelo que vemos foi dito que as almas dos “justos mortos”, desde a ressurreição de Jesus, vão para o “paraíso” do “Terceiro Céu” (E), assim, eles podem estar “COM O SENHOR”. Filipenses 1:23. II Coríntios 5:8. Eles vão permanecer lá até chegar o momento do “arrebatamento da Igreja”, quando eles voltarem com Jesus, e enquanto Ele permanecer no ar (I Tessalonicenses 4: 17), eles vão para a terra (ver gráfico) e reencontrarão Seus corpos ressuscitados e glorificados, pois lemos que quando Jesus voltar Ele trará consigo as almas dos que “EM JESUS DORMEM”. I Tessalonicenses 4:14. A expressão, “em Jesus dormem” não faz referência ao “sono da alma”, mas é um termo aplicado apenas para os corpos dos “justos mortos”, e significa que estamos a pensar dos corpos dos “mortos em Cristo”, como somente dormindo ou descansando. Enquanto o “Paraíso” como um adjacente ao Céu, é um lugar glorioso, não se segue que o estado do justo é mais feliz do que foi na “seção do Paraíso” do submundo. Não devemos esquecer que, enquanto as almas dos justos no paraíso estão livres de dor e doença, e desfrutam da companhia dos santos de todas as eras, seu estado é mais de descanso e de espera do que de atividade ou serviço (Apocalipse 6: 9-11), pois é um estado de limitação e incompletude, pois eles ainda não receberam os seus corpos ressurretos com todos os seus gloriosos poderes, nem foram julgados, de modo a receberem as suas recompensas, ou coroas, se eles têm direito a qualquer . A descrição do Céu e da Nova Jerusalém tal como consta no livro de Apocalipse ainda é para o futuro, e as coisas lá descritas não acontecerão até depois do arrebatamento da Igreja. Disso, vemos o significado das palavras do Apóstolo, quando diz “gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a REDENÇÃO DO NOSSO CORPO”. (Romanos 8:18-23), e como isso não é possível até o retorno do Senhor Jesus, quem então mudará o nosso “corpo abatido”, que pode ser moldado como ao Seu “CORPO GLORIOSO” (Filipenses 3:20-21), devemos fazer todo o possível para apressar seu retorno.
  32. 32. 32 Clique na imagem para ampliar Clique na imagem para ampliar
  33. 33. 33 A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin Capítulo 4 AS RESSURREIÇÕES Essa será a Páscoa de todas as Páscoas, quando a voz do Arcanjo convocar os santos mortos para ressuscitar e a corrupção se vestir de incorrupção e tomados para nos encontrar com o Senhor nos ares. I Tessalonicenses 4: 13-18. As Escrituras falam de “Duas Ressurreições”. Uma do “JUSTO” (o justificado), a outra do “INJUSTO” (o injustificado, ou ímpio). Atos 24:15. O caráter dessas ressurreições é diferente, para um é “VIDA” (Vida Eterna), para outro é “CONDENAÇÃO” (Punição Eterna). João 5:2829. O “Espaço de Tempo” entre essas ressurreições é de 1000 anos, e elas são designadas como a “Primeira” e “Segunda” ressurreições. Apocalipse 20: 4-6. Como um “dia” para o Senhor é como “1000 anos” (II Pedro 3:8), e o Milênio são 1000 anos, então a “PRIMEIRA” Ressurreição (dos Justos) terá lugar na manhã do “Dia do Milênio”, e a “SEGUNDA” Ressurreição (dos ímpios) ao caírem as sombras da noite. Nesta obra estamos interessados apenas na ressurreição dos justos. O apóstolo Paulo nos dá um relato dela em I Coríntios 15: 35-49. Nos versículos 50 a 55, ele descreve a transformação dos “santos vivos” como simultânea com a ressurreição dos mortos em Cristo. (1) O Apóstolo nos diz que esse “corpo abatido” é semeado em “corrupção”, isto é, em “total podridão”, que de tão ofensivo que somos obrigados a encaixotar os restos mortais de nossos entes queridos e enterrá-los na terra, mas que ele deva ser ressuscitado em “INCORRUPÇÃO” (2) Semeia-se em “ignomínia”, causada pelo pecado, mas devem ser ressuscitados em “GLÓRIA”. Isto é, deve ser semelhante ao Seu “CORPO GLORIOSO”. Filipenses 3:20-21. (3) Semeia-se em “fraqueza”. Quão fraco é o corpo devastado pela doença, mas devem ser ressuscitado em “PODER”. Não somente Deus manifestará o Seu poder em ressuscitar os mortos, mas os ressuscitados terão poderes físicos que superarão de longe qualquer capacidade que eles tenham agora. (4) Semeia-se um “corpo natural” e é ressuscitado um “corpo ESPIRITUAL”. Por corpo “espiritual” não devemos entender uma espécie de “estrutura etérea espiritual” que não tem substância. Toda “força” no Universo deve ter um “Motor”, que é uma máquina adaptada para este uso. A força motriz do corpo humano é a “alma” e do “Corpo da Ressurreição”, o “espírito”. “O primeiro Adão” foi feito “alma vivente”; o “último Adão” “ESPÍRITO VIVICANTE”. I Coríntios. 15:45. Disso, vemos que o nosso “Corpo da Ressurreição” é chamado de um corpo “ESPIRITUAL” porque a sua “força motriz” será o “ESPÍRITO”, não o Espírito Santo, mas o “Poder do Espírito” o mesmo que criou o Universo. No entanto, será um corpo material, e não um “vulto”, mas de “carne” (carne espiritual) e “ossos”, tal como o corpo que Jesus tinha na Sua Ressurreição. Lucas 24: 36-39. Oh, que dia feliz, quando a alma despida se vestir da beleza e glória imortais do “Corpo de Ressurreição”. Será a Páscoa de todas as Páscoas, quando a voz do Arcanjo convocar os santos mortos em Cristo para ressuscitar, e corrupção se revestir da incorruptibilidade, e sermos arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. I Tessalonicenses 4: 13-18.
  34. 34. 34 A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin Capítulo 5 A IMINÊNCIA DA SEGUNDA VINDA Uma das objeções à Doutrina da “Segunda Vinda de Cristo” é a alegação de que Ele pode voltar a qualquer momento. Pós-milenistas nos dizem que os escritores do Novo Testamento esperavam pela volta de Cristo em seus dias, e como Ele não veio, é prova de que estavam equivocados, e que Paulo em seus últimos escritos modificou suas declarações quanto à iminência do retorno de Cristo. É um fato que enquanto Jesus disse: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. . . . Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis” (Mateus 24:42-44), Ele não ensina nessa passagem que voltaria durante o tempo de vida daqueles que o ouviram. De fato, em suas parábolas Ele insinuou que Seu retorno seria demorado, como na parábola dos talentos, onde é dito: “E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles” Mateus 25:19. O que Jesus quis ensinar era o caráter súbito e inesperado de seu retorno. Como aos Apóstolos, enquanto eles exortavam seus seguidores a estarem prontos, pois a “noite é passada, e o dia é chegado”, e que “já a vinda do Senhor está próxima”, sua linguagem simplesmente implicava em “iminência”, mas não necessariamente em “IMEDIATISMO”. E o uso do pronome “NÓS” em I Coríntios 15:51, “nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados”, não é uma declaração de que o Senhor voltaria no tempo de Paulo e que alguns não morreriam, mas seriam arrebatados, pois o Apóstolo está falando sobre o arrebatamento e o que ele quer dizer com “nós” é sobre uma certa classe de pessoas, os santos que devem estar vivos quando esse evento ocorrer, se em seus dias ou em alguma época posterior.
  35. 35. 35 Clique na imagem para ampliar Era claramente conhecido por nosso Senhor de que certos eventos devem acontecer antes de seu retorno, mas divulgar esse fato teria anulado a ordem para “vigiar”, portanto, Ele “na forma em mistério”, como nas sete parábolas de Mateus 13, escondeu o fato de que seu retorno seria demorado. Levaria tempo para a “semeadura da semente”, o crescimento do “trigo” e do “joio”, o crescimento da “semente de mostarda” e da “levedura da farinha”. Tão rápida foi a difusão do Evangelho no primeiro século que os seguidores de Cristo estavam certos de que o retorno do Senhor seria rápido, mas a verdade, como em todos os séculos desde então, não sabemos qual deve ser a extensão da “ceifa”, e quando ela estará madura, para assim o Senhor poder retornar. Mateus 13:30. A incerteza, então, quanto ao “tempo” da volta do Senhor necessariamente promove o espírito “vigilante”. Se a Igreja primitiva sabia que o retorno do Senhor demoraria 20 séculos, o incentivo à vigilância teria sido inútil. Por “iminência” queremos dizer “pode acontecer a qualquer momento”. Para ilustração, você está correndo para a estação ferroviária para pegar um trem. Você descobre que ele não chegou, embora seja passado da hora. Embora esteja atrasado ele está a caminho, e não seria seguro para você sair da estação, pois ele pode chegar a qualquer minuto, mas como uma questão de fato, ele não chega por meia hora. Agora, se você soubesse que não chegaria em meia hora você teria usado o tempo de alguma forma diferente de “espera” e “vigilância”. Assim, vemos que “iminência” não implica necessariamente em “IMEDIATISMO”, mas exige “Vigilância”. É a firme convicção do escritor que houve demora desnecessária no retorno do Senhor, causado pela falha da Igreja em obedecer a “Divina Comissão” de evangelizar o mundo (Mateus 28:19, 20), e é passado o tempo em que Ele
  36. 36. 36 deveria ter retornado. Claro, isso foi previsto por Deus, e Sua presciência têm contido o desenvolvimento das forças do mal, etc, até que a “plenitude dos gentios” seja completada, e os “campos” estejam maduros para a ceifa. Apocalipse 14:14-20. Em nenhum outro momento na história da Igreja Cristã existem as condições necessárias para que o retorno do Senhor seja tão completamente cumprido, como no tempo presente; portanto, Sua vinda é IMINENTE, e provavelmente não será demorada. Devemos estar prontos e vigilantes. Enquanto o escritor, como disse, está disposto a acreditar que a data do retorno do Senhor está “vencida”, e enquanto ele não é um “marcador de datas”, ainda há uma “teoria” que pode lançar alguma luz sobre a IMINÊNCIA DE SEU RETORNO que pode ser útil em se examinar. O qual é chamada A GRANDE SEMANA DA HISTÓRIA HUMANA, e é baseada nos “sete dias” da “Semana da Criação”, e a declaração da Escritura (II Pedro 3:8), “um dia para o Senhor é COMO MIL ANOS, e mil anos como UM DIA”. O Milênio no Antigo Testamento é descrito como “uma guarda do sábado”, um período de descanso, como consta em Hebreus 4:4-11, onde ele está associado com o “Sétimo Dia” da “Semana da Criação”. Agora sabemos que a extensão do Milênio é de 1000 ANOS (Apocalipse 20:1-9), e se ele tem correspondência com o “Sétimo Dia” da “Semana da Criação”, por que os seis dias restantes não teriam a mesma extensão? Se assim o for, e aqueles dias correspondem com o passado da história humana, então da data da “Semana da Criação” até o início do Milênio devem ser 6.000 anos da história humana. Na confirmação disso temos o fato que um cuidadoso estudo das genealogias e história do Antigo Testamento parecem mostrar que de Adão até Cristo há 4000 anos, ou 4 dias de mil anos cada, correspondendo aos primeiros quatro dias da “Semana da Criação”, e desde a primeira vinda de Cristo até a era presente temos em torno de 1900 anos, ou perto de 2 dias de 1000 anos cada, perfazendo assim 6 dias de 1000 anos cada de história humana, e como Cristo volta antes do Milênio e todos os sinais apontam para Seu breve retorno, então a “teoria” de que os “Sete Dias” da “Semana da Criação” são típicos de sete “períodos de mil anos” não é injustificada na Escritura. Se nossa inferência está correta, então segue que o Retorno do Senhor será antes do fim deste período de cem anos. O quanto antes é incerto. Se o Milênio é para ser iniciado entre o fim desse século e o começo do seguinte, então o “Arrebatamento” deve ocorrer, pelo menos, sete anos antes disso. Veja o gráfico n º 5, em “Os Sete Mil Anos de História Humana”. Mas aqui temos que ter cautela. Há muita confusão na cronologia bíblica para fixar quaisquer datas com certeza. Sem dúvida, Deus ordenou isso, de modo a manter-nos em dúvida quanto à data exata do retorno do Senhor. Podem ter sido 4075 anos, em vez de 4004 (como geralmente é dado), de Adão até Cristo. Nesse caso, estamos vivendo no ano 5993 desde a criação de Adão, ou na véspera do Arrebatamento. Mais uma vez não devemos esquecer que Deus usa em “Cronologia Profética” o
  37. 37. 37 calendário de 360 dias para um ano, enquanto usamos o calendário Juliano ou ano astronômico de 365 dias e seria necessário descobrir qual tipo de calendário é usado e convertê-lo para o nosso. Assim podemos descobrir que estamos mais perto do final do ano 6000 do que estamos esperando, e que o retorno do Senhor é IMINENTE. No entanto, enquanto podemos olhar para a teoria acima como sugestiva e de uma forma confirmando a proximidade da vinda do Senhor, ela não é conclusiva, e não estamos garantidos na fixação de uma data baseada nela. E mais, não devemos esquecer que o “Arrebatamento” pode ocorrer algum tempo antes do “Período da Tribulação” começar e ser revelado o Anticristo. Então, se pudéssemos fixar a data exata em que este período será encerrado, e contar sete anos para trás, o arrebatamento poderia ocorrer 5, 10 ou mesmo 25 anos antes disso, de modo a dar tempo para a reconstrução da Babilônia e outros eventos que estão para ocorrer antes do período da Tribulação poder começar, caso contrário, o arrebatamento não seria uma surpresa. Não é para o cristão ficar a olhar para os “tempos”, “estações” e “sinais”. Fazer isso irá colocá-lo na classe daqueles que dizem: “Meu senhor tarda em vir” (Lucas 12:42-48). E ele vai ficar preocupado com outras coisas e deixar de ser vigilante. Devemos viver como se esperássemos o retorno de nosso Senhor a qualquer momento. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin Capítulo 6 A HISTÓRIA DA DOUTRINA A Igreja Apostólica era Pré-Milenar, e por mais de 200 anos nenhum outro ponto de vista era considerado. Os escritos dos “Pais da Igreja” abundam em evidências sobre esse fato. Mas por volta de 250 d.C, Orígenes, um dos Pais da Igreja, concebeu a ideia de que as palavras da Escritura eram apenas a “casca” em que estava escondido o “núcleo” da verdade das Escrituras. Ao mesmo tempo ele começou a “alegorizar” e “espiritualizar” as Escrituras, e, assim, fundou a escola de “alegorização” e “espiritualização” de intérpretes da Escritura, do qual a Igreja e a Bíblia tem sofrido tanto. O resultado foi que a Igreja em grande parte deixou de olhar para o retorno do Senhor. Quando Constantino se tornou imperador de Roma em 323 d.C, ele uniu a Igreja e o Estado, e concedeu tão grandes direitos e privilégios para a Igreja, que se tornou consenso que as bênçãos do Milênio do Antigo Testamento tinham sido transferidos dos judeus para a Igreja cristã. A arrogância e perseguição da Igreja Papal a levou à acusação de que ela era a “Besta” (o Anticristo) do livro de Apocalipse. Isso levou a um esforço para expurgar o livro de Apocalipse do Cânon Sagrado, e quando isso falhou, a Bíblia foi enclausurada e tornou-se um livro selado, e as trevas da noite se estabeleceram sobre toda a cristandade. O resultado foi a “Era das Trevas”. Mas, em meio a escuridão Deus não estava sem testemunhas da Bem-Aventurada Esperança. Na Reforma, a doutrina do retorno pré-milenar do Senhor foi ressuscitada, mas foi novamente perdida de
  38. 38. 38 vista nas controvérsias religiosas que levaram à formação de numerosas seitas. O resultado foi um declínio da espiritualidade e o crescimento do Racionalismo, que se recusou a acreditar que o mundo estava amadurecendo rapidamente para o julgamento, e uma nova interpretação do Reino Milenar de Cristo foi exigida. Esta interpretação foi dada pelo reverendo Daniel Whitby (1636-1726), um clérigo da Igreja da Inglaterra, que afirmou que na leitura das promessas feitas aos judeus no Antigo Testamento da sua restauração como nação, e o restabelecimento do trono de Davi, o levou a ver que essas promessas eram espirituais e aplicadas à Igreja. Este ponto de vista ele chamou de “Nova Hipótese”. Ele afirmou que Israel e Monte Sião representavam a Igreja. Que a prometida submissão dos gentios aos judeus era simplesmente profética da conversão dos gentios e sua entrada na Igreja. Que o leão e o cordeiro juntos tipificavam a reconciliação das naturezas velha e nova, e que o estabelecimento de um reino externo e visível, em Jerusalém, sobre o qual Cristo e os santos devem reinar, foi grosseiro e carnal, e contrário à razão, uma vez que implicava a mistura em conjunto dos seres humanos e espirituais sobre a terra. Sua “Nova Hipótese” era que pela pregação do Evangelho o Islamismo seria derrubado, os judeus convertidos, a Igreja Papal com o Papa (o Anticristo) seria destruída, e se seguiriam mil anos de justiça e paz conhecidos como o Milênio; no final do qual haveria um curto período de apostasia, terminando com o retorno de Cristo. Haveria então uma ressurreição geral dos mortos, seguido por um julgamento geral, a Terra seria destruída pelo fogo e a eternidade iria começar. Os tempos eram favoráveis para a “nova teoria”. Uma reação havia se estabelecido frente a aberta infidelidade daqueles dias. Toda a Inglaterra estava em um fervor religioso. O “Grande Despertamento” era conduzido sob Whitefield e Wesley, e parecia, como alegou Whitby, que o Milênio estava prestes a ser iniciado. Que ele estava enganado os acontecimentos da história desde aquele tempo têm mostrado. É evidente que não estamos no Milênio agora, como a “Ímpia Civilização” de hoje comprova. Não obstante a sua “teoria” foi recebida favoravelmente em todos os lugares, e se espalhou com grande rapidez e se tornou uma doutrina estabelecida da Igreja, e é conhecida hoje como a visão “Pós-Milenar” da Segunda Vinda de Cristo, e se supõe ser a fé ortodoxa da Igreja. Em suma, “pós-milenismo”, como defendido em nossos dias, tem apenas 200 anos, enquanto o “Pré-milenismo” remonta aos dias de Isaías e Daniel. O triste é que esta “falsa doutrina” de “pós-milenismo” é ensinada em nossas Bíblias pelos títulos dos capítulos do Antigo Testamento. Para ilustrar, os títulos dos capítulos 43 e 44 de Isaías é lido pelos pós-milenistas: “O Senhor conforta A Igreja, com suas promessas”, enquanto que os capítulos não são dirigidos a Igreja, mas a Jacó e Israel, como vemos ao lê-los . O leitor comum ignora o fato de que os títulos dos capítulos da Bíblia são colocados nela pelo editor e devem ser omitidos, como por exemplo o título para o livro do Apocalipse, que é chamado
  39. 39. 39 “O Apocalipse de João, o Teólogo”, “A REVELAÇÃO Apocalipse DE que deve JESUS ser chamado CRISTO” 1:1. O fato é que a doutrina da volta pré-milenar do Senhor é o reavivamento da crença da igreja apostólica que esperava pelo retorno do Senhor a qualquer momento. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO Pelo reverendo Clarence Larkin Capítulo 7 A IGREJA VERSUS O REINO A Igreja e o Reino não são idênticos. Eles nunca são confundidos nas Escrituras. A Igreja é comparada a uma “casa” (I Timóteo 3: 15), a um templo (I Coríntios 3: 16-17), a um “corpo” (I Coríntios 12:12-31), mas nunca a um “Reino”. Cristo é o “CABEÇA” da Igreja (Efésios 1:22; 4:15; 5:23; Colossenses 1:18), porém Ele nunca falou como sendo seu “REI”. Sua relação com a Igreja é de “SENHOR” (Mestre). I Timóteo 6:13-14. Os santos não são Seus “súditos” ou Seus “servos”, eles são “CO-HERDEIROS”. Romanos 8: 17. A Igreja não é para ser governada por Cristo, mas é para governar com Ele. A Igreja está aqui, o Reino está POR VIR. A Igreja está sendo “edificada”, um processo gradual, o Reino é para ser “ESTABELECIDO”, um evento súbito. A Igreja é um “ORGANISMO ESPIRITUAL”, em que se entra pelo “Novo Nascimento”, e está para ser “arrebatada”, enquanto o Reino é uma “ORGANIZAÇÃO POLÍTICA” que será “estabelecida” na TERRA, na qual a nação judaica será a “Cabeça” (Deuteronômio 28: 11-13), e terá um Rei, um trono, e uma capital – a cidade de Jerusalém. O Reino é caracterizado por um “trono”, a Igreja por uma “mesa”. Assim, vemos que a Igreja e o Reino têm diferentes “esferas” de trabalho, e diferentes “períodos de tempo” em que fazem esse trabalho. Portanto o que Deus separou o homem não deve juntar.
  40. 40. 40 Clique na imagem para ampliar Há muita confusão quanto à diferença entre o “Reino de Deus”, o “Reino do Céu” e a “Igreja”. Nenhuma quantidade de argumentos sofísticos pode os tornar sinônimos. O “REINO DE DEUS” é o Reino que abrange todo, ou o regime do Deus Triúno (Pai, Filho e Espírito Santo) sobre todo o Universo, especialmente sobre toda a inteligência moral, angélica ou humana, e inclui “tempo” e “eternidade”, “céu” e “inferno”. É ESPIRITUAL, e “não vem com aparência exterior” (visível). Lucas 17:20-21. Se entra pelo “novo nascimento” (João 3: 5), e não é “comida” nem “bebida”, mas “justiça” e “paz” e “alegria” no Espírito Santo. Romanos 14:17. É a esfera terrena do “Reino de Deus”, e é externo e visível. Seu caráter é descrito nas 12 “Parábolas do Reino dos Céus” dadas em Mateus 13:1-50; 18:23-35; 20:1-16; 22:1-14; 25:1-30. Dessas parábolas, vemos que o “Reino dos Céus” está limitado quanto ao “tempo” e “esfera”. “Tempo” é da Primeira até a Segunda Vinda de Cristo, e essa “Esfera” é sobre essa parte do mundo que chamamos de Cristandade. Nela há uma mistura de “bem” e “mal”, de “trigo” e “joio”, de “virgens prudentes” e “virgens loucas”, de “peixes bons” e “peixes ruins”. A entrada pode ser obtida por uma justiça que mal excede a justiça dos escribas e fariseus. Deixando agora o Reino, vamos nos voltar para a Igreja.

×