Guia de Planejamento e Orientações Didáticas 1º ano

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Guia de Planejamento e Orientações Didáticas 1º ano

  1. 1. Guia de Planejamento e Orientações DidáticasProfessor Alfabetizador – 1º ano
  2. 2. governo do estado de são paulo secretaria da educação fundação para o desenvolvimento da educação Guia de Planejamento e Orientações Didáticas Professor Alfabetizador – 1o anoPROFESSOR(A): _____________________________________________________________TURMA:_____________________________________________________________________ São Paulo, 2011
  3. 3. Governo do Estado de São Paulo Agradecimentos Governador Geraldo Alckmin Vice-Governador Esta publicação contou com a preciosa participação Guilherme Afif Domingos de autores, editores e colaboradores que cederam seu trabalho sem ônus algum para a SEE. Gostaríamos de Secretário da Educação agradecer: Herman Jacobus Cornelis Voorwald À equipe do ISA – Instituto Socioambiental, pelos diver- Secretário-Adjunto sos textos de seu site que aqui reproduzimos; João Cardoso Palma Filho À editora Terceiro Nome e Renata Meirelles, por seu Chefe de Gabinete texto e foto sobre piões dos Galibis do Oiapoque do Fernando Padula livro Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas Maria de Lourdes Rocha À editora Peirópolis e Adelsin pelos textos e ilustrações de Barangandão Arco-íris – 36 brinquedos inventa- dos por meninos e meninas. Coordenador de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo Editora Berlendis Vertechia, Bruno Berlendis Vertechia José Benedito de Oliveira e Luiz Donizete Grupioni, por autorizarem a reprodução de trechos do livro Viagem ao mundo indígena. Coordenador de Ensino do Interior Rubens Antônio Mandetta de Souza À Revista Ciência Hoje e Carlos Fausto, por ceder o texto A outra história do descobrimento do Brasil.Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação José Bernardo Ortiz Ao escritor Waldemar de Andrade e Silva, pelos textos Mandioca – o pão indígena, Mavutsinim, o primeiro Diretora de Projetos Especiais da FDE homem, Guaraná, a essência dos frutos e Mumuru, Claudia Rosenberg Aratangy a estrela dos lagos. À Secretaria Municipal de Educação de São José do Rio Preto, por ter cedido trechos do seu material de 1o ano para compor o presente Guia. Este material foi impresso pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, para uso da rede estadual de ensino e das prefeituras integrantes do Programa de Integração Estado/Município – Ler e Escrever, com base em convênios celebrados nos termos do Decreto Estadual 54.553 de 15/07/2009 e alterações posteriores. Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. S239L Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor alfabetizador – 1o ano / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; concepção e elaboração, Claudia Rosenberg Aratangy... [e outros]. - São Paulo : FDE, 2011. 208 p. : il. 1. Ensino Fundamental 2. Ciclo I 3. Leitura 4. Atividade Pedagógica 5. Programa Ler e Escrever 6. São Paulo I. Título. II. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. III. Aratangy, Claudia Rosenberg. CDU: 372.4(815.6)
  4. 4. Prezada professora, prezado professor De acordo com a Lei no 11.274/2006, o Ensino Fundamental passou a ter 9 anos,incluindo-se assim as crianças de 6 anos no Ciclo I. Na rede pública de São Paulo, a delibe-ração CEE no 73/2008 regulamentou a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos. Em2009, a implantação ocorreu em alguns municípios; em 2010 toda a Rede recebeu alunosno 1o ano do Ensino Fundamental e, agora, em 2011, com a publicação do presente Guia,os professores e alunos de 1o ano passam a fazer parte do Programa Ler e Escrever. Entendemos que todo processo de mudança requer um esforço adicional da equipeescolar na adaptação de tempos e espaços para melhor atender as crianças. Isso requerum compromisso da rede pública e seus gestores para oferecer acesso a um maior nú-mero de crianças à escolaridade e para construção de uma educação de qualidade paratodos os cidadãos. Ao incluir o 1o ano no Ler e Escrever estamos dando um importante passo na melho-ria do processo de alfabetização. Sabemos que, para as crianças pequenas, participar daspráticas sociais de leitura e escrita, conviver com leituras, livros, histórias, revistas, informa-ções, num ambiente estimulante e convidativo, não “apressa” a aprendizagem da leitura eda escrita, e sim, torna-o mais fácil e natural. A primeira parte deste texto traz orientações gerais sobre o primeiro ano, abordando ascaracterísticas das crianças desta faixa etária, a organização da rotina, o modelo de ensinoe a concepção de aprendizagem. Na segunda parte encontra-se o quadro com tudo que se espera que as crianças apren-dam ao longo deste ano. Tanto a primeira quanto a segunda partes já são conhecidas demuitos educadores, pois estiveram disponíveis em versão eletrônica. A terceira parte traz os projetos e atividades que concretizam as expectativas de apren-dizagem em situações didáticas. Esperamos que este material ajude não apenas a planejar seu dia a dia com seus alu-nos, mas, principalmente, a tornar este primeiro ano da escolaridade obrigatória um ano deexperiências de sucesso que torne as crianças confiantes na sua capacidade de aprendere os professores seguros em suas competências de ensinar. Bom trabalho! Secretaria do Estado da Educação
  5. 5. Calendário Escolar 2011 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12 6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 9 10 11 12 13 14 15 13 14 15 16 17 18 19 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 23 24 25 26 27 28 29 27 28 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 30 30 31 MAIO JUNHO JULHO AGOSTO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 1 2 1 2 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11 3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18 10 11 12 13 14 15 16 14 15 16 17 18 19 20 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25 17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 29 30 31 26 27 28 29 30 24 25 26 27 28 29 30 28 29 30 31 31 SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 1 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 9 10 11 12 13 14 15 13 14 15 16 17 18 19 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29 27 28 29 30 25 26 27 28 29 30 31 30 31 Calendário Escolar 2012 JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11 4 5 6 7 8 9 10 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18 11 12 13 14 15 16 17 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25 18 19 20 21 22 23 24 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 25 26 27 28 29 30 31 29 30 MAIO JUNHO JULHO AGOSTO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 1 2 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 30 29 30 31 26 27 28 29 30 31 SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 1 2 3 4 5 6 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 8 7 8 9 10 11 12 13 4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 14 15 16 17 18 19 20 11 12 13 14 15 16 17 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27 18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31 25 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29 30 30 31 Feriados 2011 | 2012 Dia Mundial da Paz___________________________________ 1o janeiro Revolução Constitucionalista______________________________ 9 julho Aniversário de São Paulo_____________________________ 25 janeiro Independência do Brasil_____________________________ 7 setembro Carnaval_____________________________8 de março | 21 de fevereiro Nossa Senhora Aparecida_____________________________12 outubro Paixão___________________________________22 de abril | 6 de abril Finados__________________________________________ 2 novembro Páscoa___________________________________24 de abril | 8 de abril Proclamação da República__________________________ 15 novembro Tiradentes___________________________________________ 21 abril Dia da Consciência Negra___________________________ 20 novembro Dia do Trabalho_______________________________________ 1o maio Natal___________________________________________25 dezembro Corpus Christi___________________________23 de junho | 7 de junho
  6. 6. SumárioCalendário Escolar de 2011/2012 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 A criança e suas especificidades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Modelo de ensino e aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 A ação do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Organização da rotina e as modalidades organizativas do tempo didático. . . . . . . 15 Os cantos de atividades diversificadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Conteúdos e expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18Expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Língua Portuguesa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais). . . . . . . . . . . 26 Artes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Movimento, jogar e brincar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Avaliação das aprendizagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32Situações de leitura e escrita de nomes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 O que os alunos aprendem nas situações de leitura e escrita de nomes . . . . . . . . 35Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Ler os nomes dos colegas da classe – dicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 . . Escrever os nomes dos colegas da classe – dicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Condições didáticas para as situações de leitura e escrita de nomes dos colegas da classe. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40Modelo de Atividade: Ler nomes dos colegas da classe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41Situações de escrita pelo aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 O que os alunos aprendem nas situações em que escrevem por si mesmos . . . . . 45Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 Condições didáticas para as situações de escrita pelo aluno. . . . . . . . . . . . . . . . . . 47MODELO DE ATIVIDADE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
  7. 7. Situações de leitura pelo aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53O que os alunos aprendem nas aulas de leitura por si mesmos, antes que leiam convencionalmente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Ler antes de saber ler convencionalmente – dicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 Condições didáticas para as situações de leitura do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58MODELO DE ATIVIDADE: Organizar os versos de uma parlenda conhecida. . . . . . . . . 59Situações de ditado para o professor – produzir textos antes de saber escrever . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 . . O que os alunos aprendem nas situações em que ditam um texto para o professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 Condições didáticas para as situações de ditado para o professor ou produção oral com destino escrito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65MODELO DE ATIVIDADE: Ditado para o professor de um bilhete para os pais. . . . . . . 66Situações de leitura pelo professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 O que os alunos aprendem nas situações em que o professor lê para eles . . . . . . 71Expectativas de aprendizagem abordadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 Acompanhar a leitura do professor – dicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 Condições didáticas para as situações de leitura do professor . . . . . . . . . . . . . . . . 76MODELO DE ATIVIDADE: Leitura de conto pelo professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77PROJETO DIDÁTICOBrincadeiras tradicionais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81Por que realizar um projeto de resgate das brincadeiras tradicionais. . . . . . . . . . . 83 O resgate das brincadeiras infantis e a aprendizagem da língua. . . . . . . . . . . . . . . 85Expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Comunicar-se no cotidiano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Ler, ainda que não convencionalmente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Conhecer diferentes gêneros textuais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87 Produzir textos escritos ainda que não saiba escrever convencionalmente. . . . . . . 87 Uso de texto fonte para escrever de próprio punho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87Produto final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
  8. 8. Organização geral do projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 . .Etapa 1: Apresentação do projeto e do produto final. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 Atividade 1A: Apresentação do projeto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 Atividade 1B: Preparação de entrevistas sobre brincadeiras conhecidas dos familiares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 Atividade 1C: Elaboração de convites aos familiares que queiram ensinar uma das brincadeiras aos alunos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94Etapa 2: Aprender brincadeiras a partir da leitura do professor . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Atividade 2A: Escrita do título de uma brincadeira, com análise coletiva . . . . . . . . 96 Atividade 2B: Leitura do professor das regras de uma nova brincadeira. . . . . . . . . 98 Atividade 2C: Desenho e legenda em duplas da brincadeira aprendida na aula anterior. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 Atividade 2D: Leitura de texto instrucional para confecção de um brinquedo. . . 103 Atividade 2E: Leitura de texto instrucional para confecção de um brinquedo e escrita em duplas de uma das instruções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106Etapa 3: Aprender novas brincadeiras a partir do relato oral de diferentes convidados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109 Atividade 3A: Aprender uma brincadeira a partir do relato de um convidado. . 109 . . Atividade 3B: Ditado para o professor das opiniões a respeito da brincadeira . . 111 Atividade 3C: Escrita em duplas de uma das regras da brincadeira (letras móveis) e desenho do jogo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112 Atividade 3D: Ditado ao professor da brincadeira aprendida com um dos convidados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115Etapa 4: Preparação dos produtos finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 Atividade 4A: Escolha da brincadeira que será apresentada pelos alunos . . . . . 117 Atividade 4B: Escrita da ficha de uma das brincadeiras aprendidas . . . . . . . . . . 119 Atividade 4C: Ensaios para a “Tarde de brincadeiras” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121ANEXO 1 (para ser lido pelo professor na atividade 2B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123 Coelhinho sai da toca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123 Cabra-cega. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 Pega-pega corrente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 Mãe da rua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 Nunca três. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 Fugi fugi. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126
  9. 9. PROJETO DIDÁTICO Índios do Brasil: conhecendo algumas etnias . . . . . . . . . . . . . . . . . 127 . . Por que realizar um projeto que envolva o estudo dos povos indígenas brasileiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129 . . A formação de estudantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130 . . Aprender sobre a linguagem escrita e sobre a escrita no contexto de um projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 Expectativas de aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 Língua Portuguesa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais). . . . . . . . . . 133 Artes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133 Produto final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133 Organização geral do projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134 Atividade permanente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Etapa 1: Apresentação do projeto e do produto final. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Atividade 1A: Compartilhar o projeto com os alunos e fazer levantamento do que já sabem sobre o tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Atividade 1B: Levantamento do que já sabem sobre o tema a partir da leitura de imagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138 Etapa 2: Aprender sobre aspectos gerais das nações indígenas brasileiras . . . . . . 141 Atividade 2A: Leitura do professor e anotação das informações relevantes . . . . 141 Atividade 2B: Elaboração coletiva e reflexão sobre características das legendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 Atividade 2C: Escrita do aluno – informações sobre diferentes nações (ditadas pelo professor). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147 Etapa 3: Aprender sobre uma nação indígena – Xikrins-Kaiapós . . . . . . . . . . . . . 152 . . Atividade 3A: Leitura do professor de texto sobre o cotidiano dos índios Xikrins- -Kaiapós. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 Atividade 3B: Leitura de legenda sobre os Yanomamis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 Atividade 3C: Escrita de legenda sobre o povo estudado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 Etapa 4: Aprender sobre alimentação, crianças e mitos em diferentes nações indígenas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159 Atividade 4A: Comparar a relação entre a alimentação dos povos indígenas e a dos alunos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15910 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  10. 10. Atividade 4B: Discussão em quartetos sobre os hábitos alimentares dos povos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163 Atividade 4C: Escrita de legendas sobre hábitos alimentares dos povos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167 Atividade 4D: Brincadeiras e brinquedos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168 Atividade 4E: Ditado ao professor de uma das brincadeiras apresentadas na aula anterior. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 Atividade 4F: Como as crianças índias aprendem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172 Atividade 4G: Mitos de origem de dois povos indígenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176 . . Atividade 4H: Ditado ao professor do mito de origem dos índios Desanas . . . . . 177Etapa 5: Aspectos históricos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 Atividade 5A: Leitura pelo professor de matéria sobre o descobrimento do Brasil. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 Atividade 5B: Ouvir e cantar uma canção sobre o descobrimento. . . . . . . . . . . . 180Etapa 6: Preparação do produto final. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184 Atividade 6A: Divisão dos grupos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184 Atividade 6B: Preparação de materiais para exposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186 Atividade 6C: Escrita de legendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187 Atividade 6D: Revisão das legendas que acompanham o material de apoio para a exposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 188 Atividade 6E: Ensaios para a apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190ANEXO 2A: texto para Atividade 2A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192ANEXO 3A: texto para ser lido pelo professor para os alunos . . . . . . . . . . . . . . . . . 193ANEXO 4D: texto de apoio para o professor, que vai expor informações na Atividade 4D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197ANEXO 4Da - Relato de brincadeira, será lido para os alunos na Atividade 4C. . . . 198ANEXO 4F – Texto que será lido para os alunos na Atividade 4F. . . . . . . . . . . . . . . 199ANEXO 4Fa - Texto que será lido para os alunos na Atividade 4F . . . . . . . . . . . . . . 200ANEXO 4G: Será lido para os alunos durante a Atividade 4G. . . . . . . . . . . . . . . . . . 201ANEXO 4Ga: Será lido para os alunos durante a Atividade 4G . . . . . . . . . . . . . . . . 202ANEXO 5A: Texto sobre o descobrimento do Brasil para ser lido na Atividade 5A 203 . .ANEXO 6: Lendas e mitos indígenas para serem lidos no momento da atividade habitual de leitura pelo professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205Guia de Planejamento e Orientações didáticas 11
  11. 11. Introdução A frequência neste primeiro ano configura-se em uma transição, seja para aquele aluno que entrará na escola pela primeira vez, seja para aquele que vem da Educação Infantil. Em qualquer um dos casos, é necessário assegurar-lhes o direito à infância, pois os alunos não deixarão de ser crianças pelo simples fato de estarem regularmente matriculados no Ensino Fundamental. A criança do 1o ano deve ter garantido seu direito à educação em ambiente próprio e com roti- nas adequadas que possibilitem a construção de conhecimentos, considerando as características de sua faixa etária, integrando o cuidar e o educar. Cuidar e educar são princípios básicos da educação nesta faixa etária. Cabe ressaltar que a ampliação do Ensino Fundamental visa dar continui- dade ao trabalho desenvolvido nas escolas de Educação Infantil, ou garantir àqueles que nunca frequentaram a escola um início de escolaridade tranquilo e promissor. A unidade escolar deverá, então, assegurar um trabalho pedagógico que envolva experiências em diferentes linguagens e suas expressões, buscan- do uma metodologia que favoreça o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo dessas crianças. Nesta perspectiva, a ampliação do Ciclo I do Ensino Fundamental de quatro para cinco anos assegura às crianças um período maior para as aprendizagens próprias desta fase, inclusive da alfabetização, permitindo que elas avancem para os anos seguintes de forma segura e confiante em relação aos seus processos de construção de conhecimento. A criança e suas especificidades A criança dessa faixa etária possui um grande repertório de conhecimentos construídos a partir das experiências cotidianas que vivenciou. Pode estabelecer novos e diferentes vínculos afetivos e se interessa cada vez mais pelas ativida- des em grupo, o que amplia suas habilidades sociais. A capacidade de simbolização está bem estabelecida nesta fase, e se ma- nifesta por meio da linguagem, da imaginação, da imitação e da brincadeira em situações diversas. A criança faz uso de um repertório cada vez mais rico de sím- bolos, signos, imagens e conceitos para mediar sua relação com a realidade e o mundo social. Embora seja um processo longo, a capacidade de conceituação12 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  12. 12. já aparece nesta fase, permitindo que a criança estabeleça relações e genera-lizações. Há um desenvolvimento acentuado de habilidades, como a atenção ea memória, que se tornam mais conscientes e intencionais. A curiosidade e anecessidade de saber sobre e compreender o mundo são visíveis, ainda que asassociações e as relações sejam regidas por critérios subjetivos. Essa forma depensar, no entanto, confere originalidade e poesia ao pensamento infantil, comovemos no exemplo abaixo. Uma menina já próxima aos seis anos respondeu, assim, à seguinte pergunta: “Por que a Lua não cai em cima da Terra?” – A Lua... né... ela já foi impedida várias vezes... é... com o Sol. Aí a Lua fica mais alta que o Sol pra poder os dois não brigar. Porque... é... a Lua já tinha nascido antes do Sol... aí começou uma briga de quem era mais velho... daí por isso que a Lua foi pra cima. – E como é que ela foi impedida? – Impedida por a mãe do Sol... falou que ele era mais velho e aí a mãe do Sol arrastou muitas vezes a Lua, né... aí a Lua se machucou e não pode mais andar... aí ela ficou lá no mesmo lugar.1 A consideração desse modo peculiar de pensar o mundo, quando incorporadapelos educadores, possibilita conhecer a criança, planejar atividades significati-vas, propiciar uma produção infantil rica e original e ampliar seus conhecimentos.Modelo de ensino e aprendizagem A concepção de aprendizagem que embasa este e os demais documentosorientadores da rede estadual pressupõe que o conhecimento não é concebidocomo uma cópia do real e assimilado pela relação direta do sujeito com o obje-to de conhecimento, mas, produto de uma atividade mental por parte de quemaprende, que organiza e integra informações e novos conhecimentos aos já exis-tentes, construindo relações entre eles. O modelo de ensino relacionado a essa concepção de aprendizagem é o daresolução de problemas, que compreende situações em que o aluno, no esforçode realizar a tarefa proposta, precisa pôr em jogo o que sabe para aprender oque não sabe. Neste modelo, o trabalho pedagógico promove a articulação en-tre a ação do aprendiz, a especificidade de cada conteúdo a ser aprendido e aintervenção didática.1 Fala extraída da fita de vídeo Do outro lado da Lua, de Regina Scarpa e Priscila Monteiro.Guia de Planejamento e Orientações didáticas 13
  13. 13. O senso comum repete desde sempre que a criança aprende brincando, o que tem gerado inúmeras atividades equivocadas, infantilizando conteúdos que se quer ensinar. O brincar é sim atividade importantíssima na infância, na qual as crianças criam por conta própria enredos e ensaiam papéis sociais, o que certamente envolve muita aprendizagem relativa à sociedade em que vivem. Ao jogar com regras, elas também aprendem a interagir, a raciocinar. Mas a apren- dizagem de conteúdos envolve muito pensamento, trabalho investigativo e es- forço, portanto é necessário um trabalho pedagógico intencional e competente. As propostas pedagógicas devem reconhecer as crianças como seres ínte- gros, que aprendem a ser e conviver consigo próprios, com os demais e com o ambiente de maneira articulada e gradual. Devem organizar atividades intencio- nais que possibilitem a interação entre as diversas áreas de conhecimento e os diferentes aspectos da vida cidadã em momentos de ações ora estruturadas, ora espontâneas e livres, contribuindo assim com o provimento de conteúdos básicos para constituição de novos conhecimentos e valores. A ação do professor Considerar as crianças como seres únicos, provenientes de diferentes famí- lias, com necessidades e jeitos próprios de se desenvolver e aprender, pressupõe um profissional flexível, observador, capaz de ter empatia com os alunos e suas famílias, além dos conhecimentos didáticos imprescindíveis a uma boa atuação pedagógica. Conforme Zabalza: “O peso do componente das relações [pessoais] é muito forte. As relações constituem, provavelmente, o recurso fundamental na hora de trabalhar com crianças pequenas”. (1998, p. 27). Essas crianças, tendo frequentado ou não a Educação Infantil, chegarão ao 1o ano com uma bagagem de conhecimentos sobre a qual o professor terá que se debruçar para, a partir daí, basear suas ações pedagógicas. Considerar a criança dessa faixa etária competente e capaz é requisito fundamental para uma ação educativa de qualidade. O papel de mediador das aprendizagens, das interações e dos cuidados de si, do outro e do ambiente poderá exigir do professor novas competências e habi- lidades. O desafio de possibilitar aprendizagens desafiantes, enquanto a criança desenvolve autoconfiança em suas capacidades e relações positivas com seus pares e os adultos, implica um professor conhecedor do desenvolvimento e das aprendizagens infantis. E, principalmente, de um educador que aposta nas crian- ças e confia em suas capacidades. Outro aspecto importante dessa atuação profissional é a inclusão das famí- lias como parceiras da ação educativa, o que significa ir além de respeitar a di-14 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  14. 14. versidade, pressupõe, acima de tudo, considerá-las competentes e interlocutorasem diferentes situações de aprendizagem propostas para as crianças. Segundoo RCNEI, “a valorização e o conhecimento das características étnicas e culturaisdos diferentes grupos sociais que compõem a nossa sociedade, e a crítica às re-lações sociais discriminatórias e excludentes, indicam que novos caminhos devemser trilhados na relação entre as instituições de Educação Infantil e as famílias”. Esses novos desafios ao papel do professor demonstram a importância dareflexão sobre a prática pedagógica por meio dos instrumentos metodológicos,tais como: a observação atenta, o registro sistemático, o planejamento coleti-vo e a autoavaliação efetuada por todos da equipe escolar relativa à qualidadeeducativa oferecida aos alunos.Organização da rotina e as modalidades organizativasdo tempo didático Considerando que não é indicado atuar com as crianças desta faixa etáriaem aulas estanques de 50 minutos com alguns poucos minutos de recreio, seránecessário organizar uma rotina mais flexível. Incorporando a nomenclatura do RCNEI, sugere-se que o tempo escolar pa-ra o 1o ano seja intencionalmente planejado para proporcionar os cuidados dehigiene cotidianos, as brincadeiras e as situações de aprendizagem orientadas.Os eventos da rotina podem se organizar em: j tividades permanentes (por exemplo: brincadeiras no espaço interno, no a externo, cantos de atividades diversificadas, ateliês de artes visuais, roda de leitura etc.); j equência de atividades “planejadas e orientadas com o objetivo de pro- s mover uma aprendizagem específica e definida. São sequenciadas com a intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a partir das diferentes proposições”. (RCNEI) Pode-se pensar, por exemplo, sequências de atividades para promover entre as crianças as discussões sobre como se organizam os números e como aparecem no mundo, para buscar informações específicas sobre um fenômeno da natureza noticiado pelos jornais, para conhecer um artista cujas obras serão visitadas no passeio ao museu etc.”2.2 Silvia Pereira de Carvalho, Adriana Klisys e Silvana Augusto. Bem-vindo, mundo!: criança, cultura e formação de educadores. São Paulo: Peirópolis, 2006.Guia de Planejamento e Orientações didáticas 15
  15. 15. Outra modalidade de organização do tempo didático que tem especial in- teresse para crianças de 6 anos são os projetos didáticos, que se caracterizam por serem conjuntos de atividades envolvendo uma ou mais linguagens e pos- suem um produto final que será socializado para um público externo à sala de aula. Em geral, possuem duração de várias semanas. A isto, Delia Lerner acrescenta outra característica: para ela, os projetos, mais do que métodos, são formas de organizar o tempo de modo a articular propósitos didáticos e comunicativos, cuja função social torna as situações de aprendizagem mais atuais, correspondentes às que são vivenciadas fora da escola. Como exemplo de proposta compartilhada com as crianças (propósito social), produzir e colecionar álbuns de figurinhas, montar coletâneas de contos favoritos, gravar fitas com poesias declamadas pelo grupo etc. Desse modo, os projetos articulam objetivos das crianças com os dos professores, objetivos de realização em conjunto com objetivos didáticos, comprometidos com propósitos educativos bastante claros. Os projetos também contribuem para aprimorar as relações em grupo e a organização de um trabalho cada vez mais autônomo, livre do controle do professor. (RCNEI) (grifos nossos) Os cantos de atividades diversificadas A introdução da proposta de cantos de atividades diversificadas, na qual as crianças em um determinado período do dia podem escolher entre os cantos de livros e o de jogo simbólico e de artes visuais, por exemplo, pode colaborar para uma rotina mais apropriada à faixa etária atendida. Com essa modalidade de organização as crianças podem vivenciar diferen- tes situações de aprendizagem, escolhendo, exercitando a autonomia e buscan- do conhecer as próprias necessidades, preferências e desejos ligados à cons- trução de conhecimento e relacionamento interpessoal. É importante que esse tipo de organização favoreça o acesso aos mais variados bens culturais, como os proporcionados pela produção literária, informativa e comunicativa, pela pro- dução artística e pelo conhecimento acumulado sobre a natureza e sociedade. Essa proposta tem função decisiva na formação pessoal e social e na cons- trução da autonomia da criança, uma vez que prescinde de um controle direto do professor. Por outro lado, permite que ele observe mais atentamente os pro- blemas enfrentados pelas crianças, suas dificuldades, aprendizagens, gostos e interesses, o que muito o auxiliará no replanejamento pedagógico. Os cantos devem possibilitar: j participação em situações de brincadeiras e jogos nas quais se pode esco- lher parceiros, materiais, brinquedos etc.; j participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras16 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  16. 16. de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais e do espaço; j valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos; j valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo. Organizando os cantos de atividades diversificadas O professor programa diferentes propostas – jogos de construção, jogos deregras, faz-de-conta, desenho, leitura de livros e gibis etc. – e organiza a sala emcantos, de forma que as crianças possam percorrer o espaço, tomar conhecimen-to das ofertas e decidir por uma delas para começar, podendo ainda desenvolveroutras propostas, durante o tempo previsto para a atividade. As crianças podemajudar o professor a organizar a sala em cantos, mas isso não o libera de tomardecisões de caráter didático, tais como: j diversificar propostas a cada dia a fim de que as crianças tenham maiores possibilidades de escolha; j manter algumas propostas durante um tempo a fim de que as crianças aprofundem conhecimentos e se apropriem dos conteúdos apresentados; j decidir possíveis agrupamentos entre as crianças, em uma ou outra ocasião, quando perceber que alguém precisa de ajuda e, por outro lado, reconhecer quem pode ajudar; j organizar o espaço em função do que espera que as crianças desempenhem: um canto mais aconchegante e acolhedor para atividades que exigem maior concentração, um outro mais aberto e livre para atividades que pressupõem maior movimentação, como alguns jogos; j disponibilizar materiais de apoio e suporte para as atividades das crianças, por exemplo, facilitando o acesso aos materiais para quem está no canto de pintura, à lousa e ao giz para quem vai fazer placares, registros de jogos etc.; j fazer intervenções ajustadas às possibilidades e necessidades das crianças. Reorganização do espaço físico O espaço organizado de maneira flexível e desafiante é considerado porestudiosos como um segundo educador na educação das crianças no início daescolaridade. O que fazer então quando há um prédio escolar pronto que não é adequadoao funcionamento de uma proposta que amplie as competências infantis em vezde as limitar? Se a equipe tem uma proposta que realmente está bem construídaem direção à autonomia e expressão da criança, fazer as adaptações necessáriasnão é tão difícil. Modificar a organização da sala para incluir, por exemplo, cantosde atividades diversificadas não é tão difícil quando há boa vontade de todos osGuia de Planejamento e Orientações didáticas 17
  17. 17. envolvidos. Descobrir outros usos para área externa, para refeitórios, enfim, se há uma proposta educativa coesa, bem fundamentada, é possível, mesmo com os prédios existentes, construir novos ambientes. ... é preciso que o espaço seja versátil e permeável à sua ação, sujeito às modificações propostas pelas crianças e pelos professores em função das ações desenvolvidas. (RCNEI) Muito importante também, como cita o RCNEI, são: ... os recursos materiais entendidos como mobiliários, espelhos, brinquedos, livros, lápis, tintas, pincéis, tesouras, cola, massa de modelar, argila, jogos os mais diversos, blocos para construções, material de sucata, roupas, panos para brincar etc. ... (RCNEI) Acrescenta-se, ainda, a acessibilidade aos materiais, de maneira que as crianças tenham autonomia no uso, além de cuidados de conservação e subs- tituição regular. Conteúdos e expectativas de aprendizagem Considerando que dos objetivos gerais para essa faixa etária faz parte a necessidade de a criança desenvolver uma imagem positiva de si, que possa descobrir e conhecer progressivamente suas potencialidades físicas, cognitivas e sociais, e tenha a oportunidade de brincar expressando suas emoções, co- nhecimento e imaginação, incluem-se nas expectativas de aprendizagem dois eixos que não figuram com destaque nas séries iniciais do Ensino Fundamental: Movimento, jogar e brincar/Cuidar de si, do outro Entende-se neste documento que os conteúdos são um meio para que a criança se desenvolva, aprenda, adquira confiança em suas capacidades e se expresse em diferentes linguagens advindas das seguintes áreas:18 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  18. 18. n Língua Portuguesa n Matemática n Ciências Sociais e Naturais (História, Geografia e Ciências) n Movimento, jogar, brincar/Cuidar de si e do outro n Artes Os conhecimentos advindos principalmente das ciências, história e geografiaserão desenvolvidos como temas das sequências de atividades e dos projetosdidáticos. É uma ação pedagógica que integra conhecimentos advindos de dife-rentes áreas do conhecimento.Guia de Planejamento e Orientações didáticas 19
  19. 19. Expectativas de aprendizagem Língua Portuguesa As crianças do 1o ano têm o direito de aprender e desenvolver competências em comunicação oral, em ler e escrever de acordo com suas hipóteses. Para is- so, é necessário que a escola de Ensino Fundamental promova oportunidades e experiências variadas para que elas desenvolvam com confiança crescente todo o seu potencial na área e possam se expressar com propriedade por meio da linguagem oral e da escrita. Fonte: RCNEI – MEC – Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil Expectativas de Condições didáticas e Observar se o aluno aprendizagem atividades Criar situações em que as Expressa oralmente seus crianças possam expressar- desejos, sentimentos, ideias -se oralmente. e pensamentos. Solicitar relatos sobre Relata fatos que compõem episódios do cotidiano, episódios cotidianos, ainda ouvindo com atenção, que com apoio de recursos considerando a criança um Comunicar-se no cotidiano e/ou do professor. interlocutor real. Criar situações em que a Escuta atentamente o que os criança tenha que ouvir os colegas falam em uma roda colegas, por exemplo, nas de conversa, respeitando rodas de conversa, atentando opiniões, ocupando seu turno para os comportamentos de fala adequadamente. necessários à interlocução.20 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  20. 20. Comenta notícias veiculadas Ler para crianças notícias em diferentes mídias: rádio, interessantes e solicitar TV, internet, jornais, revistas comentários pessoais. etc. Usa o repertório de textos Comunicar-se no cotidiano Ler e ensinar para os alunos de tradição oral, tais como parlendas, quadrinhas, parlendas, quadrinhas e adivinhas etc. adivinhas, para brincar e jogar. Tornar observável para Reconhece e utiliza rimas em as crianças as rimas e suas brincadeiras. repetições. Identifica parlendas, quadrinhas, adivinhas e Oferecer oportunidades outros textos de tradição oral frequentes de contato com apresentados pelo professor. diferentes suportes de texto, Ajusta o falado ao escrito tornando observáveis as a partir dos textos já características linguísticas, memorizados, tais como estruturais e função social. parlendas, quadrinhas e outros do repertório de tradição oral. Ler, ainda que não Localiza palavras num texto convencionalmente Propor atividades solicitando que sabe de memória, que a criança diga onde tais como as brincadeiras está escrita determinada cantadas, adivinhas, expressão e/ou palavra em quadrinhas, parlendas e textos conhecidos. demais textos do repertório da tradição oral. Efetuar atividades que envolvam a identificação de Localiza um nome específico nomes das crianças da sala numa lista de palavras do e de nomes em diferentes mesmo campo semântico listas, usando práticas (nomes, ingredientes de uma sociais tais como chamadas, receita, peças do jogo etc.). elaboração de lista de material para festa etc.Guia de Planejamento e Orientações didáticas 21
  21. 21. Diferencia publicações tais como jornais, cartazes, Tornar observável a relação folhetos, textos publicitários entre imagem e texto, etc. chamando a atenção para Distingue algumas os recursos que o ilustrador características básicas usou para transmitir ideias. dos textos informativos e Criar situações em que as jornalísticos e conhece os crianças possam antecipar diferentes usos e funções os sentidos do conteúdo dos desses portadores. textos olhando as imagens. Lê legendas ou partes delas Manifestar às crianças suas a partir das imagens e de preferências e escolhas em outros índices gráficos. relação às leituras. Aprecia a leitura e comenta suas preferências. Ler, ainda que não convencionalmente Antecipa significados de um texto escrito a partir das imagens/ilustrações que o acompanham ou marcadores Ler para as crianças característicos de cada diferentes tipos de livros e gênero. textos, tornando observáveis Identifica legendas e os procedimentos de leitura levanta hipóteses sobre seu para cada tipo de suporte de significado. texto. Diferencia tipos de livros, literários, informativos e demais suportes de texto, e sabe nomeá-los, conhecendo seus usos. Ler narrativas e contos Escuta atentamente. Faz para as crianças, tornando comentários sobre a trama, observáveis as linguagens os personagens e cenários. Apreciar textos literários próprias a este tipo Relembra trechos. Consegue de texto, explicitando relacionar as ilustrações com os comportamentos e trechos da história. procedimentos leitores.22 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  22. 22. Consegue recontar uma história que ouviu mantendo Ler para crianças com uma sequência, recupera regularidade textos trechos da história usando narrativos literários. expressões ou termos do texto escrito. Apreciar textos literários Emite comentários pessoais Roda de biblioteca. Produção e opinativos sobre o texto oral com destino escrito. lido. Reconta histórias Solicitar que as crianças conhecidas, recuperando recontem após ouvir leituras algumas características da de contos. linguagem do texto lido pelo professor. Usa conhecimentos sobre as Apresenta diferentes gêneros características estruturais por meio da leitura, tornando- das narrativas clássicas ao -os familiares, apontando produzir um texto, ditando diferentes funções e ao professor, respeitando as organizações discursivas. normas da linguagem que se escreve. Produzir textos escritos ainda que não saiba Criar oportunidades de escrever convencionalmente Usa conhecimentos sobre as escrita coletiva de bilhetes, características estruturais cartas e textos instrucionais, dos bilhetes, das cartas, tornando observáveis suas e-mails ao produzir um texto, características gráficas, ditando ao professor. estruturais e função social. Criar oportunidades de escrever coletivamente Antecipa significados de um contos, tornando observáveis texto escrito. suas características.Guia de Planejamento e Orientações didáticas 23
  23. 23. Propor jogos nos quais as crianças precisam achar as letras. Recita o nome de todas as Apresentar e disponibilizar letras, apontando-as. o alfabeto em letra bastão Associa as letras ao próprio (sem enfeites e desenhos), nome e aos dos colegas. lista de nomes etc. para Recorre ao alfabeto exposto apoiar a pesquisa gráfica na sala, quadro de presença, da criança para escrever de listas diversas etc. para próprio punho. escrever em situações de Criar oportunidades diárias prática social. para que as crianças Escreve o nome próprio e o Uso de texto fonte para escrevam seus nomes. de seus colegas onde isto se escrever de próprio punho Fazer atividades em que os faz necessário. alunos tenham necessidade Produz listas em contextos de utilizar a ordem alfabética necessários a uma em algumas de suas comunicação social: lista aplicações sociais, como no de ingredientes para uma uso de agenda telefônica, receita, títulos de histórias dicionários, enciclopédias lidas, brincadeiras preferidas etc. etc. Criar oportunidades para Arrisca-se a escrever que os alunos escrevam segundo suas hipóteses. listas com função social real, ainda que não o façam convencionalmente. Matemática As crianças do 1o ano têm o direito de usar seus conhecimentos e habilida- des para resolver problemas, raciocinar, calcular, medir, contar, localizar-se, es- tabelecer relações entre objetos e formas. Para isso, é necessário que a escola de Ensino Fundamental promova oportunidades e experiências variadas para que elas desenvolvam com confiança crescente todo o seu potencial na área. Fontes: PCNs, RCNEI, Matemática é D+ FVC24 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  24. 24. Expectativas de Condições didáticas e Observar se o aluno aprendizagem atividades Propor atividades que envolvam o sistema de numeração e o uso dos Atribui significado, produz e números em diferentes opera números em situações situações. diversas, de acordo com suas Promover sequências didáticas hipóteses. e/ou projetos didáticos nos Reflete acerca das quais as crianças precisem regularidades do sistema escrever os números (por numérico. exemplo, idade, telefone, Produz escritas numéricas, numeração do calçado, peso, ainda que não seja registro altura etc.), auxiliando para convencional. que se tornem observáveis as Sabe ouvir as explicações de regularidades. seus colegas, respeitando Garantir que todas as crianças as diferentes soluções tenham espaço, em algum encontradas. momento, para expor o que pensam e fazem. Criar situações em que as Usar números no cotidiano crianças ouçam as soluções Incorpora soluções quando e efetuar operações que os colegas acharam para pertinente. os problemas e reavaliem Realiza contagens orais de suas soluções, caso seja objetos usando a sequência apropriado. numérica. Criar oportunidades de Comunica quantidades, contagens em situações de utilizando linguagem oral, práticas sociais reais, por notação numérica ou exemplo, usando coleções registros não convencionais. de objetos de interesse das Constrói procedimentos crianças. de agrupamentos a fim Verificar como as crianças de facilitar a contagem e fazem contagens e que a comparação entre duas estratégias usam. coleções. Possibilitar o uso de jogos Indica o número que será de tabuleiro e de regras que obtido se forem retirados necessitem marcar pontos. objetos de uma coleção Criar oportunidades nas dada. quais as crianças tenham Indica o número de objetos que comparar quantidades que é preciso acrescentar de forma contextualizada. a uma coleção para que Propor problemas que ela tenha tantos elementos envolvam somar e subtrair. quanto os de outra coleção Criar situações-problema dada. envolvendo ações de transformar e acrescentar.Guia de Planejamento e Orientações didáticas 25
  25. 25. Propor situações em que a criança tenha que se situar Identifica pontos de no espaço, deslocar-se nele, referência para indicar sua dar e receber instruções de localização na sala de aula. localização. Indica oralmente a posição Propor atividades em que as onde se encontra no espaço Estabelecer relações entre crianças possam representar escolar e a representa por espaço, objetos, pessoas e a posição de um objeto e/ meio de desenhos. forma ou pessoa estática ou em Indica o caminho para se movimento. movimentar no espaço Propor atividades nas quais escolar e chegar a um as crianças tenham que determinado local da escola construir utilizando desenhos e representa a trajetória, por de seu itinerário, solicitando meio de desenhos. pontos de referência. Propor atividades nas quais as crianças tenham que medir e/ou pesar Compara tamanhos, usando instrumentos estabelece relações. não convencionais e Utiliza expressões que convencionais, tais como fita denotam altura, peso, métrica, régua, balança etc. tamanho etc. Explorar diferentes Oferecer atividades em Pensa e desenvolve procedimentos para medir que as crianças precisem estratégias próprias e/ objetos e tempo calcular, por exemplo, ou com colegas para quantos passos é preciso medir, pesar e produzir dar para chegar a um representações dos dados determinado local etc. encontrados. Trabalhar diariamente com Identifica dias da semana, o calendário para identificar meses do ano, horas. o dia do mês e registrar a data. Ciências Naturais e Sociais (História, Geografia e Ciências Naturais) As crianças do 1o ano do Ensino Fundamental têm o direito de exercer seu pensamento, suas hipóteses, conhecendo a vida dos seres vivos e sua relação com o ambiente, os fenômenos naturais e sociais e as transformações que deles decorrem. Para isso, a escola de Ensino Fundamental precisa oferecer diferentes oportunidades para que a criança pense, estabeleça relações entre o ambiente, os seres vivos e os fenômenos naturais e sociais, valorize as diferenças entre os povos, para que pesquise com sentido e significado e desenvolva ações pa- ra garantir seu bem-estar, o bem-estar do outro e os cuidados com o ambiente. Fontes: RCNEI, PCNS26 Guia de Planejamento e Orientações didáticas
  26. 26. Expectativas de Condições didáticas e Observar se o aluno aprendizagem atividades Propor sequências de atividades e/ou projetos didáticos que envolvam estabelecer relações entre o ambiente e os seres vivos, Acompanha com interesse, seus modos de vida e as participando ativamente transformações pelas quais das etapas do projeto e/ou passam. sequência. Saber elaborar perguntas Interessar-se e demonstrar Busca responder às instigantes que despertam a curiosidade pelo mundo perguntas, pensando, criando curiosidade dos alunos. social e natural. hipóteses. Considerar o conhecimento Expõe suas ideias e modos das crianças acerca dos de resolver problemas. assuntos em estudo. Interessa-se pela maneira de Fomentar, entre as crianças, viver de diferentes grupos. curiosidade sobre a diversidade de hábitos, modos de vida e costumes de diferentes épocas, lugares e povos. Apresentar às crianças diferentes fontes para buscar informações, como objetos, Utiliza, com ajuda do fotografias, documentários, professor, diferentes fontes relatos de pessoas, livros, para buscar informações. mapas etc. Demonstra respeito em Estimular o respeito às relação às diferenças. diferenças existentes Interage com as diferentes entre os costumes, tradições culturais e as valores e hábitos das utiliza em suas brincadeiras, diversas famílias e grupos, jogos e apresentações. e o reconhecimento de Estabelece relações entre semelhanças. os fenômenos da natureza Proporcionar atividades de diferentes regiões (relevo, Estabelecer relações entre que envolvam histórias, rios, chuvas, secas etc.) e as o modo de vida de seu grupo brincadeiras, jogos e formas de vida dos grupos social e de outros grupos no canções que digam respeito sociais que ali vivem. presente e ou passado. às tradições culturais de sua comunidade e de outras. Criar, a partir de questões instigantes, situações para que as crianças Utiliza, com ajuda dos observem a paisagem e adultos, fotos, relatos e suas variações, construam outros registros para a novos conhecimentos e os observação de mudanças registrem. ocorridas nas paisagens ao Utilizar como suporte longo do tempo. fotografias, cartões-postais, Registra e representa de documentários, filmes, diferentes maneiras os entrevistas, mapas, que conhecimentos construídos. retratem as variações da paisagem.Guia de Planejamento e Orientações didáticas 27
  27. 27. Partir do interesse das Utiliza a observação direta crianças e/ou instigá-las por e com uso de instrumentos, meio de questões a observar como binóculos, lupas, e conhecer formas de vida microscópios etc., para Identificar paisagens e de animais e pequenos obtenção de dados e fenômenos da natureza e seres vivos presentes no informações. sua relação com a vida dos cotidiano que despertem a Registra informações animais e das pessoas. curiosidade dos alunos. utilizando diferentes Oferecer oportunidades para formas: desenhos, textos que as crianças possam orais ditados ao professor, expor o que sabem sobre os comunicação oral registrada seres vivos que conhecem. em gravador etc. Valoriza e desenvolve Oferecer oportunidades para atitudes de manutenção e que as crianças, a partir de preservação dos espaços questões instigantes sobre a coletivos e do meio relação entre luz, nutrientes, ambiente. Estabelecer relações Estabelece algumas água e crescimento de entre os seres vivos e seu relações entre algumas vegetais, acompanhem e ambiente. espécies vegetais e suas cuidem de pequenos vasos necessidades vitais. na sala ou do cultivo de Conhece os cuidados hortaliças no espaço externo básicos para o crescimento da instituição. dos vegetais, por meio da sua criação e cultivo. Conhece algumas propriedades dos objetos: refletir, ampliar ou inverter Criar condições para que as as imagens, produzir, crianças possam atender às transmitir ou ampliar necessidades físicas com sons, propriedades independência. ferromagnéticas etc. Ensinar e oferecer condições Identifica necessidades para o autoaprendizado dos físicas e sabe satisfazê- cuidados de saúde. -las com independência. Tornar observável para a Exemplos: sede, frio, calor Aprender a cuidar de si no criança possíveis áreas de etc. cotidiano, com segurança risco, auxiliá-la a identificá-las Aprende cuidados básicos e autoconfiança, cuidar do com códigos identificadores de higiene. Exemplo: lavar as outro e do ambiente. de perigo. mãos após a ida ao banheiro Estimular as crianças a e antes de comer. auxiliarem os colegas em Movimenta-se com situações cotidianas. segurança, identificando Estimular as crianças a situações cotidianas de risco economizarem água. contra sua integridade física. Introduzir hábito de Oferece ajuda a um colega separação de lixo nas salas quando se faz necessário. e na escola. Desenvolve hábitos de cuidados com o ambiente, separação de lixo, economia de água etc.28 Guia de Planejamento e Orientações didáticas

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