Miriam Gonçalvesabertas     SETEMBRO A DEZEMBRO DE 2011     ANO I - NO 15PÁGINAS                                          ...
Opinião                                                                     Editorial                                     ...
Pedido é atendido, mas ainda                                                                                              ...
ENEM será obrigatório?                                                                                                    ...
Os 112 dias que          abalaram a educação                                                                              ...
Isabella Rocha                                                       E você, já Vila Sumaré ainda espera                  ...
“Nada é difícil                                                                           GEISIANE OLIVEIRA E             ...
O luxo que v em do lixo                                                                                                   ...
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Paginas abertas de setembro a dezembro

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  1. 1. Miriam Gonçalvesabertas SETEMBRO A DEZEMBRO DE 2011 ANO I - NO 15PÁGINAS Reciclagem de sucata e lixo mudam vidas PÁGINA 8 As aventuras de Acir Antão 112, o número que Cafunga e Alice recupera nossas manchou a educaçãoCONTATOS na Copa do Mundo raízes musicais estadual mineira31. 30325452icolegariobalbino@yahoo.com.br ENCARTE PÁGINA 5 PÁGINA 5olegariobalbino.blogspot.com
  2. 2. Opinião Editorial Evento Um olhar para Sarau leva a comunidade cultura à MIRIAM GONÇALVES “Onde me chamar para trabalharpara o bem da comunidade eu vou” — são TERRENO MINADO? sala de aulapalavras do mais antigo morador do bairro IZABELA MOREIRANova Esperança, José Eustáquio Pereira, Com a intenção de levar mais59 anos, que vive na região há 53 anos. Ele ÉDERSON BATISTA BALBINO cultura para os alunos e morado-viu todo o processo de construção da Nova res da região, professores e alunosEsperança e lembra que, antigamente, o Sou ideologicamente ICOB embora nunca tenha me ins- do Instituto Cultural Olegário Bal-bairro era uma grande fazenda, onde ele e crito em outra organização. Por isso como presidente e ideali- bino (ICOB) se uniram pela reali-seus irmãos até tomavam banho em um zador me permito pensar em alguns desafios. zação de um sarau, que movimen-córrego que passava por lá... tou a Escola Municipal Arthur Pereira conta que muita coisa mudou O que querem os movimentos sociais e o povo? Mudanças Guimarães, no dia 16 de setembro.na comunidade com o passar do tempo. profundas que deem outro rumo a nossa comunidade (reali- O sarau teve como objetivo desper-Grandes empresas foram instaladas na dade). Esse mesmo povo entende que não fazemos o que que- tar o lado artístico dos alunos doregião tornando o bairro mais conhecido. remos, mas o que podemos ou o que nos deixam fazer. O ter- pré-vestibular do ICOB.Além disso, ele reconhece que a prefeitura A escola, que fica na avenidatem feito investimentos para tornar o reno é ocupado e minado. Mas nem tudo é mina. Há espaços Américo Vespúcio, no bairro Apa-bairro melhor. “Há pouco tempo, por para inovações. recida, contou com a participaçãoexemplo, foi inaugurada a unidade da O ICOB inovou criando o pré-vestibular, pré-enem e de moradores com algum tipo deUMEI Nova Esperança, onde as mães dom artístico e, por isso, o Sarau supletivo do ensino médio em nossa região. Inovou criandoagora podem deixar suas crianças para ir teve diversas intervenções artísti-trabalhar”, conta. em parceria com o SESC o ciclo de palestras e cursos profis- cas. Oficinas, danças, moda de Dono de um estabelecimento há 45 sionalizantes que beneficiaram até a presente data cerca de viola, pop rock e as participaçõesanos, foi o primeiro a trazer cultura por 1450 pessoas. do sambista Seu Marcelo e dosmeio de sua banca de revista. Ele explica cantores Hugo (MPB) e Juninhoque, antes, “para se comprar um jornal Não há instrumento maior para avaliar os trabalhos ofereci- Santos (sertanejo).era preciso ir até outro bairro”. O contato dos por uma ONG que o sentimento de um povo. Portanto com as E n t re t a n t o s d e s t a q u e s ,diário com o público criou um bom rela- ações do ICOB, e isto inclui o Páginas Abertas, o jovem passou a mesmo assim a noite foi do poetacionamento com todos da comunidade ter mais informação e acesso a Universidade. Emílio Sutério, 39 anos, que tem— “de moradores a políticos”. mais de 400 poemas e um livro Mesmo sendo testemunha de um É com este espírito que o Páginas Abertas quer mostrar a publicado. Emílio, que é moradortempo de mais calma e menos violência, você o que está sendo feito. E com sua contribuição e partici- do bairro, contou que foi a pri-quando a região era de um bucolismo tão pação vamos, cada vez mais melhorando no sentido de conti- meira vez que se apresenta emgrande, que até parecia uma cidade do nuar nosso compromisso de construir uma comunidade mais um sarau. Ele não teve comointerior, Pereira afirma que ainda gosta esconder que gostou demais demuito de morar aqui, pois foi onde criou humana e com mais igualitária. sua participação.seus filhos, plantou seus amigos e cons- Agora é com você amigo leitor, boa leitura e até a próxima — Foi muito interessante parti-truiu sua vida. edição do Páginas Abertas. cipar porque, de certa forma, tudo isso faz com que a gente cresça.Expediente Maria Aparecida Dias e Célia Oliveira, moradoras do bairro, dis-INFORMATIVO DO INSTITUTO CULTURAL OLEGÁRIO BALBINORua Margarida P Torres , 1460 - Nova Esperança - Belo Horizonte - Minas Gerais - CEP 31230 390 . seram que a iniciativa deveria seContato: 31. 3347.3282 - e-mail: icolegariobalbino@yahoo.com.br ou blog: olegariobalbino.blogspot.comRECURSOS HUMANOS repetir com mais frequência, pois,COORDENADOR/PROFESSOR: Éderson Batista Balbino, numa região onde não há opções deDIRETORA FINANCEIRA: Rosemayre Costa Carvalho, ADVOGADA:Donata Terezinha Balbino,SECRETÁRIO: Robson Anísio lazer, “o sarau é um acontecimentoJORNAL – LABORATÓRIO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA / CENTRAL DE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA – CPJ que leva incentivo a muita gente”.COORDENADORA DO CURSO DE JORNALISMO: Marialice Emboava, COORDENADOR DA CENTRAL DE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA - CPJ: Eustáquio Trindade Netto– MG02146MT, PROJETO GRÁFICO E DIREÇÃO DE ARTE: Helô Costa – MG00127DG, colaboraram nesta edição estagiários do curso de Jornalismo: Segundo Célia Oliveira, “além deLídia Salazar(edição); Ana Paula Duarte, Bárbara Batista, Bruno Menezes, Diego dos Santos, Geisiane de Oliveira, Isabella Rocha, Izabela Moreira,Jaqueline de Paula, Lorayne François, Miriam Gonçalves, Nayara Perez, Rayane Dieguez, Sérgio Viana (textos); Ludmila Rezende (diagramação). trazer muita cultura, o sarau nosCORRESPONDÊNCIA: diverte também, pois tem muitaCentro Universitário Newton Paiva - Campus Carlos Luz: Rua Catumbi, 546 - Caiçara - Belo Horizonte - Minas Gerais - CEP: 31230-600 - Telefone: (31) 3516-2734 - cpj.jornalismo@newtonpaiva.br poesia e música”. PÁGINA 2
  3. 3. Pedido é atendido, mas ainda Medidas foram consideradas paliativas pelos moradores, não é o suficiente que fazem diversas sugestões à BHTrans NAYARA PEREZ que estão na avenida no sentido oposto e resolveria o problema. Testemunha ocu- fico e flexível. Como era de se esperar, a Após a matéria publicada na última querem fazer um retorno em direção à lar dos problemas, ele confirma que a medida desagradou a muita gente. Osedição do ‘Páginas abertas’, denunciando rua. Como ninguém respeita a placa, a placa e os quebra-molas, pelo menos até taxistas que costumam estacionar seusproblemas da avenida Américo Vespúcio e imprudência prevalece. Além de não res- agora, não resolveram nada. “Os aciden- carros na avenida, reclamam do afunila-suas esquinas perigosas, dentre elas as das peitar, são muitos os motoristas que fazem tes na avenida acontecem principal- mento da pista. “A ciclovia virou umruas Luiz Monteiro e José Benedito, o retorno proibido exibindo manobras mente com os motoqueiros”, explica. problema daqueles: ela afunilou o trân-foram colocados mais quebra-molas na arriscadas mesmo nos horários de pico CICLOVIA NA AVENIDA sito, que já era pesado e agora ficouavenida. Mesmo assim, a principal via de — “Esses caras complicam ainda mais o Apesar dos diversos problemas veri- pior”, reclama Victor Nunes, que fazligação entre as regiões Norte e Nordeste trânsito”, observa Roberto da Silva. ficados na Américo Vespúcio, foi colo- ponto no local — “agora, ficamos esta-com a região Noroeste continua com os Há quem exija uma solução mais cada uma ciclovia acompanhando o cionados bem no meio da pista”!mesmos problemas. Qual seria realmente radical. “Deveriam fechar logo esse cruza- percurso da via, no sentido Antônio Car- Mas há quem discorde. O universitá-a solução para diminuir os acidentes na mento”, sentencia Milton Araújo, comer- los – Caiçara. Parte do projeto “Pedala rio e ciclista Roberto Mendonça, estu-Américo Vespúcio? ciante que trabalha em frente ao cruza- BH”, seu objetivo é resgatar o uso da dante de Letras, acha que tudo que é novo Para alguns pedestres, os quebra- mento. Araújo acredita que um canteiro bicicleta, transporte considerado bené- incomoda. ”A bicicleta é um veículomolas até que ajudaram a diminuir um Geisiane de Oliveira barato e de fácil manutenção; além depouquinho a velocidade dos carros. Para aliviar o trânsito pesado, ela não polui ooutros, não houve muita diferença. “Os meio ambiente”, afirma. Ele lembra que aacidentes continuam acontecendo”, ciclovia pode ser um dos trunfos para aju-constata Roberto da Silva, lavador de dar a melhorar o cada vez mais caóticocarros que trabalha na região. Para ele, só trânsito da região. “Mas, de que adiantaoutro tipo de sinalização, como um construir uma ciclovia bacana como essa,semáforo, poderá resolver a questão. se ninguém anda nela?” — questiona Além dos quebra-molas próximos à Roberto. Para ele, agora é hora de fazerrua José Benedito, a mais caótica de todas, uma campanha pra incentivar o uso dafoi colocada uma placa, com o dístico bicicleta, inclusive barateando o produto:‘Proibido retornar’, para os condutores “as bicicletas andam muito caras”. Mirian Gonçalves Rampa da rua Saracá já causou morte GEISIANE DE OLIVEIRA lões, farmácias, diversas lojas e o retorno um grande volume de carros”, diz. Para “Acredito que Deus vai nos ajudar”. Moradores esperam para a avenida Américo Vespúcio. A con- ele, isso é um perigo, “pois os veículos por iniciativa daDepois de tanto esperar, Piedade Maria de fusão aumenta principalmente no horá- entram de uma vez, pode acontecer um prefeitura paraAssis Matos, 65, só conta mesmo com a rio de pico, por volta das 17h da tarde, acidente grave”. melhorar situação da comunidadeajuda da Divina Providência. E tem moti- quando o alto número de pessoas e car- Depois de muitos apelos às autorida-vos de sobra para isso. Ela perdeu um ros torna o cruzamento bem perigoso. des, a comunidade agora espera que asobrinho em um acidente na perigosa Para o vendedor José das Dores Pereira, situação da rampa possa se resolver o maisrampa, que fica enfrente a sua casa, entre 58, que tem uma sorveteria na esquina rápido possível, pois já houve uma morte ea rua Saracá e a avenida Américo Vespú- dessa rua, deveria ser colocada uma ninguém quer que isso aconteça nova-cio. “É um morro muito inclinado, que sinalização. “E depois, um corrimão, mente. Por isso, muitos discordam denão possui nenhum tipo de apoio — pelo fato de várias pessoas idosas já Piedade Maria quando ela diz que tudoassim, as pessoas que passam por lá têm terem caído ali e porque a avenida é, de “está nas mãos do Senhor, e só ele podegrandes dificuldades para transitar”, fato, muito agitada”, afirma Pereira. ajudar a gente a descer esse morro”. Háadverte Piedade Maria. E tanto faz descer O comerciante Éderson Batista con- quem ache que a solução está aquiou subir a rua: os riscos são os mesmos! corda com o vendedor, sugerindo tam- mesmo, na terra. “Basta que a prefeitura Na Saracá há um movimento sem- bém algumas mudanças. “A rua deveria tenha boa vontade de dar um pouco maispre intenso, pois nas imediações se ser mão única, pelo fato de que descem de atenção para a rua Saracá”, sugeresituam escolas, supermercados, saco- muitos caminhões pesados, em meio a Dilza Márcia, outra moradora do bairro. PÁGINA 3
  4. 4. ENEM será obrigatório? Por enquanto, exame ainda é voluntário, mas, daqui a pouco, não vai dar pra fugir deleArquivo Páginas Abertas RAYANE DIEGUEZ conhecimento: ciências naturais e ajudam da melhor forma possível.” Ser admitido em uma universi- humanas, linguagens e matemática. Leonardo Miranda, professor pre- dade é, para a maioria dos adolescen- Na tentativa de evitar que o estresse paratório do ENEM, afirma que os alu- tes, o principio de uma escalada rumo se instale, danificando os estudos e a nos precisam estar antenados. “A princi- ao sucesso. Porém, a tentativa de vida pessoal do vestibulando, algumas pal dica que dou é que façam ao menos ingresso em uma instituição de ensino instituições de ensino procuram ofere- uma das provas anteriores, pois assim superior sempre gera estresse, pressão cer uma espécie de suporte psicológico poderão aprender a lógica.” psicológica e abalo emocional. A e educacional. É o que acontece no Ins- A prova do ENEM exige dos estu- grande maioria dos jovens que presta tituto Cultural Olegário Balbino dantes muito mais do que o mero acú- vestibular ao término do ensino médio (ICOB), uma entidade sem fins lucrati- mulo de conhecimento. Os alunos sofre com a ansiedade. E um agra- vos, formada por professores voluntá- devem estar compenetrados e ter foco. vante, pois são as inúmeras modifica- rios, que tem por objetivo ministrar Uma boa preparação e o apoio da família ções que ocorreram no ENEM (Exame ensino suplementar à população são essenciais para um desempenho Nacional do Ensino Médio). carente e de baixa renda. satisfatório no exame. Afinal, é bom Desde 2009, o ENEM adotou certas Segundo Frederico Ângelo, aluno lembrar que, no início do mês de setem- mudanças — passou a ser utilizado como do ICOB, os professores são bem prepa- bro, o ministro Fernando Haddad, da forma de seleção unificada nos processos rados e estão sempre dispostos a escla- Educação, defendeu a universalização seletivos das universidades públicas recer as dúvidas. “Lá, nós temos ótimos do ENEM, tornando-o obrigatório. Ou federais e foi dividido em quatro áreas do professores, são muito esforçados e nos seja, o exame veio para ficar.“E a saudade no meu Citando Lupicínio Rodrigues, o pesquisador e radialista mineiro, Acir Antão aindapeito ainda mora” (*) acredita no retorno de nossas raízes musicais LORAYNE FRANÇOIS comerciais, o público é de pessoas que — Eu descobri que o público para Aos 63 anos, Acir Antão é produtor decidem a compra dos produtos. Além quem eu canto gosta muito das músicascultural, radialista, jornalista e cantor de comerciais, também são tocadas do Lupicínio Rodrigues. Nos shows eunas horas vagas. Um dos moradores músicas do gênero MPB, principal- conto as histórias das músicas dele. Ele émais antigos da Região Noroeste, Acir mente da Velha Guarda. Em 1974, Acir um compositor gaúcho que fez as músi-conta que viu o Caiçara nascer. “Era gravou uma marcha e um samba, por cas do estilo chamado “dor de cotovelo”.uma mata fechada e eu me lembro, meio de um convite do compositor Ata- Até hoje é um grande sucesso!quando eu era menino, o tanto que íde Machado. Em 1997, outro conhe- Apesar de tanta admiração, Acireles tiraram de madeira e mato para cido compositor, Gervásio Horta, o Antão não arrisca em dizer qual é apoder construir o bairro; o alto do Cai- incentivou a gravar um CD com músi- música de Lupicínio de que maisçara já chegou com ruas calçadas, cas de autores mineiros para registrar o gosta. “Eu gosto de todas, não tenhoesgoto e água”. centenário de Belo Horizonte. uma preferência”. Acir faz parte da Rádio Itatiaia há No entanto, Acir, ao mesmo tempo Em um país de população muito Lorayne François41 anos. De segunda a sábado, ele em que afirma sua admiração pela jovem, como o Brasil, onde hoje a tra- sas modas que “pegam”.comanda uma das atrações da emis- música brasileira e mineira, não dição musical é sufocada por gêneros — São modas musicais que vãosora, o “Programa Acir Antão”, que vai esconde que gosta principalmente do com o funk e o hip hop, Acir diz que passar... No fundo, depois de umao ar de 9h às 10h, e está em cartaz gaúcho Lupicínio Rodrigues, o autor essas modas musicais sobrevivem tempo esses gêneros musicais desapa-desde 1978. Aos domingos, de 9h às de sucessos como “Vingança” e “Se enquanto as pessoas estão em uma recem para ficar aquilo que é nosso.13h desde 1976. Em seu programa, o acaso você chegasse”. Em seus shows, determinada fase. Para os jovens, que Ou como diria o velho Lupicínio,ouvinte participa sempre que há um ele interpreta outros compositores da hoje gostam dessas modas musicais “porque sei que a falsidade não vigora”...assunto relevante para a população. MPB, mas possui um espetáculo ape- que vão aparecendo, só a idade é que Como o programa possui muitos nas para cantar as músicas do gaúcho. vai fazer com que eles se afastem des- (*) “Felicidade” (Lupicínio Rodrigues) PÁGINA 4
  5. 5. Os 112 dias que abalaram a educação Bárbara Batista Balanço geral e passos importantes no período de greve da rede estadual mineira BÁRBARA BATISTA E BRUNO MENEZES estipulado não era suficiente, e não Mesmo com a decisão judicial e a ame- da rede pública de ensino é muito dife- Na noite do último dia 27 de setem- abrangia os profissionais de “suporte a aça de pagamento de multa, os professores rente da maioria das escolas que apare-bro, chegou ao fim a greve dos professo- docência”, ou seja, trabalhadores que insistiram em permanecer em greve. A cem no topo do ranking do ENEM,res da rede pública estadual de Minas não são professores, além de não levar paralisação somente chegou ao fim após composto em sua maioria por escolasGerais, que teve 112 dias de paralisa- em conta o tempo de carreira e o grau mais de oito horas de negociações entre particulares. Segundo dados de 2009ção das atividades. O Sindicato Único d e e s c o l a r i d a d e d o p ro f i s s i o n a l . Sind-UTE e o Governo de Minas, no plená- da Confederação Nacional dos Traba-dos Trabalhadores em Educação Segundo os sindicalistas, o valor defen- rio da Assembléia Legislativa de Minas l h a d o re s e m E d u c a ç ã o ( C N T E ) ,(Sind-UTE), que tomou a frente da dido tem por base o calculo da Confe- Gerais. Onde o Governo propôs negociar os mesmo com o diploma de ensino supe-greve, reivindicava um piso salarial de deração Nacional dos Trabalhadores da valores da tabela de faixas salariais, entre rior, ainda há professores que ganhamR$1.597,87 para uma jornada de 24 Educação (CNTE). A diretora do sindi- 2012 e 2015, reconhecendo a aplicação do pouco mais de um salário mínimo.horas trabalhadas e Ensino Médio de cado, Beatriz Cerqueira dizia que –– o piso salarial proporcional no plano de car- A valorização do profissional é semescolaridade. Enquanto o Governo de governo não cumpre com a lei. Visando reira dos professores. duvida primordial para a educaçãoMinas, afirmando estar agindo de o Estatuto da Criança e do Adolescente Mas é bom ficar em estado de alerta. básica do país, com salários baixos, eacordo com o estabelecido pelo Supe- (ECA), o MPE chegou a entrar com O Sind-UTE marcou uma nova assem- más condições de trabalho, a carênciarior Tribunal Federal (STF), oferecia uma ação na justiça pedindo a decreta- bleia para o dia 8 de outubro para avaliar de profissionais capacitados tem sidoum piso salarial de R$ 712 para 24 ção de ilegalidade da greve e na sexta se os termos do acordo estão sendo cum- uma grande pedra no sapato da educa-horas trabalhadas aos professores que feira, 16, o desembargador Roney Oli- pridos. Caso contrário, a categoria pode ção brasileira, e os principais prejudi-tinham vencimento básico abaixo veira determinou que os professores voltar a cruzar os braços. cados são os alunos, que no meio dodeste montante. retornassem as salas de aula na UM PRIVILÉGIO PARA POUCOS fogo cruzado, ficam sem aulas e sem De acordo com o sindicato, o valor segunda feira, 19. A realidade salarial de um professor uma boa qualidade de ensino.Quem não é a maior tem que ser a melhor Dedicação, muito trabalho e ampla interação com a comunidade: segredos do sucesso da Escola Carlos Góis ANA PAULA DUARTE (*) passado, a escola foi trocada várias vezes educar as crianças como elas mere- “Eles leem a Bíblia e ela vai explicando “Seguro morreu de velho” é um pela escola municipal Arthur Guimarães, cem”, reconhece Michele. “Antes, a que brigar é errado, que devem se res-ditado que se aplica bem aos mineiros. situada na Avenida Américo Vespúcio. escola não era boa, mas depois que a peitar e ter amor ao próximo”, afirma. AE não é por acaso. Segundo muitos Mas, hoje, já começa a se destacar. Denise assumiu a direção, tudo melho- razão de Michele estar por dentro demoradores da região noroeste, algu- “Atualmente não há mais diferença rou: merenda, educação, união dos alu- tantos detalhes se deve à iniciativa damas escolas da comunidade ainda entre as duas, pois a escola municipal nos”, conta. O filho de Michele estuda diretora de abrir as portas da escola edeixam a desejar e, por isso, criaram Carlos Góis avançou”, observa a atual na escola municipal desde os seis anos. sugerir que o trabalho seja acompa-uma imagem negativa aos olhos da diretora, Denise Palhares, 34. Orgu- E ela diz que logo percebeu a diferença. nhado pelos pais.população. Diante disso, não são pou- lhosa, conta que 587 alunos já possuem — Pedro não sabia a letra “A” do alfa- — A diretora é bem direta com ascos os pais que, por preconceito, prefe- acesso à escola integrada. “Nossos índi- beto e terminou o ano lendo e escrevendo. mães e deixa que, às vezes, a genterem matricular os filhos em outros ces estão crescentes, estamos bem no Na sala do estudante, terceira série acompanhe as aulas.estabelecimentos, mesmo que se PROALFA (Programa de alfabetização) do ensino primário, realiza-se um tra- Mesmo em uma região conside-situem mais longe de suas casas. As e, além disso, a escola possui a nota 6,1 balho diferente, para que os alunos rada perigosa e carente de boas opçõesescolas encontradas na comunidade no IDEB (Índice de Desenvolvimento estudem unidos e focados. “A profes- para os jovens, o trabalho de todossempre foram menores e, talvez por da Boa Educação)”, revela Denise. Ela sora não se preocupa somente em ensi- conseguiu fazer com que a Escolaisso, costumem passar a imagem de faz questão de ressaltar que, “quando o nar; ela se preocupa também com os Municipal Carlos Góis se tornasse adesinteressantes, se comparadas às índice é igual ou superior a 6, a escola é problemas pessoais das crianças”, diz melhor da comunidade, segundo ainstituições das avenidas. considerada de boa qualidade”. Michele, mostrando que o rendimento avaliação do governo. O que deixa Menores no tamanho, mas não na A VOLTA POR CIMA escolar do garoto também melhorou. população feliz e otimista, e aindaqualidade da educação. É o caso da escola O segredo de tanto sucesso, segundo — Hoje ele vai feliz para a escola. mais orgulhosa a diretora. “A escola sóMunicipal Carlos Góis, localizada na Michele Pacheco, mãe de Pedro, oito Segundo Michele, dentro da sala a tem a melhorar; sou diretora há trêscomunidade da Pedreira Prado Lopes, anos, é a boa vontade da diretora. “Ela professora pede que os alunos leiam a anos, e os nossos índices nunca estive-região Noroeste de Belo Horizonte. No gosta do que faz e trabalha duro para Bíblia Sagrada toda vez que brigam. ram tão bons”, afirma. PÁGINA 5
  6. 6. Isabella Rocha E você, já Vila Sumaré ainda espera se adaptou pelo apoio do CRAS ao fim das SÉRGIO VIANA a presença do CRAS. No entanto, sacolas O Centro de Referência de Assistên- segundo Kleidnéia Martins Gomes, cia Social – CRAS foi criado em 2001, gerente de Políticas Nacionais da Região pela prefeitura de Belo Horizonte, para plásticas Noroeste, o CRAS ainda não foi insta- garantir condições dignas de moradia e lado aqui por falta de recursos. qualidade de vida para famílias que — O CRAS está em rota de expan- adicionais? vivem em áreas de risco. Os moradores da Vila Sumaré, Região Noroeste da são. A Vila Sumaré é uma das priorida- des devido aos grandes problemas que Entre as principais reclamações dos capital, reclamam que até hoje esperam existem na região. É um projeto de aná- consumidores, estão a falta de hábito pelo apoio do programa social. lise do governo, mas depende de recur- e a baixa qualidade das recicláveis Maria Inês de Souza Neves, mora- sos para ser implantado. ISABELLA ROCHA Lúcia de Abreu leva as compras em cai- dora do Sumaré, diz que está cansada Kleidnéia afirma que, para a atual Em vigor desde 18 de abril deste xas de papelão e se diz revoltada. “Já tive de ver crianças e jovens em situações gestão municipal, será difícil a instala- ano, a Lei 9.529/2008, que proíbe a que comprar essa sacolinha reciclável, horríveis no dia a dia. Ela afirma que a ção de um CRAS no Sumaré. “Pelas distribuição das sacolas plásticas tradi- mas ela é péssima. Rasga antes de você comunidade acaba perdendo os jovens metas do município, ainda não temos cionais nos comércios de Belo Hori- sair do supermercado”, conta a mora- para o crime e que é preciso urgente- uma previsão de implantação dos zonte ainda é questionada por muitos. dora do bairro Santa Cruz. A promotora mente um programa social para res- recursos”, disse. Atualmente, no As opções atuais — as sacolas reciclá- de vendas Kelen Cristina de Araújo tam- gatá-los. Este é apenas um dos muitos governo Márcio Lacerda, existem em veis, vendidas nos estabelecimentos, as bém não se acostumou com a lei e acha problemas a serem resolvidos. Belo Horizonte 23 CRAS, espalhados caixas de papelão ou o uso de sua pró- que as sacolas recicláveis arrebentam O CRAS atua juntamente com a em todas as regiões da cidade, inclusive pria sacola ecológica para as compras muito fácil. “Já que estão vendendo, prefeitura, como a principal porta de na Noroeste. A Vila São José e a — ainda não foram totalmente assimi- deviam providenciar sacolas melhores; entrada do Sistema Único de Assistên- Pedreira Prado Lopes são exemplos. ladas pela clientela. Mesmo tendo o as sacolas são caras e não têm qualidade. cia social (Suas). Ele é responsável pela Mas e a Sumaré? Até o fechamento objetivo de salvar o meio-ambiente, a Não vale a pena”, protesta Kelen, mora- organização e oferta de serviços para as desta edição, a Secretaria de Assistên- lei divide opiniões. dora do bairro Bom Jesus. pessoas de todas as idades e da proteção cia Social da PBH ainda não havia res- Na loja dos Supermercados BH da Por outro lado, há quem defenda o social básica nas áreas de vulnerabili- pondido à solicitação do jornal para Avenida Américo Vespúcio não é dife- meio ambiente. Por não ser feita de dade e risco social. Quanto mais altos informar se há uma data prevista para rente. Para o gerente Valdir Alves, ainda petróleo, a sacola reciclável ou biode- forem os ricos sociais, maior deveria ser implantação do CRAS na região. não houve a aceitação plena dos clientes gradável tem mais benefícios para a Diego dos Santos devido à dificuldade de locomoção com natureza. A assistente social Nathalie os produtos. “Eles [os clientes] ainda de Souza, que mora no Santo André, é não habituaram. Quando não trazem, Comunidade do adepta da sacola ecológica. “Eu gostei Sumaré, uma adquirem a sacola aqui na empresa”, da lei, sou a favor, mas sei que no das regiões mais observa o gerente. O operador de caixa começo é difícil se acostumar”. O ban- problemáticas da Região Noroeste, do supermercado Hermínio da Silva cário Ernesto Gomes da Silva, do bairro reclama prioridades também acha que os clientes ainda não Bom Jesus, acha que a lei tem que ser no atendimento social se adaptaram. Segundo ele, a maioria s cumprida. “Se é verdade mesmo que a pega, de graça, as caixas de papelão no plástico degenera a atmosfera e próprio supermercado para levar as demora a se decompor, então, vamos compras. Só que as caixas, que não têm priorizar a sustentabilidade”, propõe a parte funda totalmente colada, aca- Ernesto, sem deixar de reclamar do bam não sendo a melhor opção. “São tumulto que se forma em volta dos cai- difíceis de carregar e costumam se rom- xas, na hora de pagar as mercadorias. per”, reclama a dona de casa Kátia “É uma bagunça, mas a culpa é de Marise, moradora do bairro Ermelinda. quem insiste em desconhecer a lei; se No entanto, a maior revolta dos con- já sabe que não tem mais aquela sacola sumidores é a falta de qualidade das antiga e que a atual se rasga com facili- sacolas recicláveis. A secretária Edna dade, então, traz a sacola de casa!”. PÁGINA 6
  7. 7. “Nada é difícil GEISIANE OLIVEIRA E ficou pequena pra ele. tas particulares. A geração do ser- NAYARA PEREZ Oficialmente, sua carreira tanejo universitário, que agregou começou em 1999, em sua pró- outros elementos musicais ao ser- quando se tem um Muita gente não sabe quem é Júnio Ferraz dos Santos, 29 anos, nascido na cidade de Ataléia, no pria cidade. Tanto que, aos 18 anos, tomou a iniciativa de sair tanejo tradicional, conquistou o Brasil e se transformou em um sonho na vida” de casa, e veio para Belo Hori- dos segmentos mais promissores e Sul de Minas Gerais, onde era zonte, onde começou a dar os lucrativos da indústria musical. vaqueiro e trabalhava na roça, primeiros passos na carreira de “Acho legal, porque é uma geraçãoCantor busca reconhecimento ajudando o pai. Mas é só falar cantor. Apesar das várias dificul- que deu uma cara nova à músicapor meio da música sertaneja Juninho Santos, que todo mundo dades encontradas na capital sertaneja”, afirma Juninho, lem-e lança seu primeiro CD conhece. Um dos novos expoen- mineira, o apoio da família e dos brando que não segue “os padrões tes da música sertaneja em amigos foi fundamental para do sertanejo universitário”. Minas, Juninho diz que desco- que o sonho continuasse vivo. Após 12 anos de muita luta, briu o talento para a música ainda Por isso, hoje, Juninho é consi- e l e h o j e d i z q u e s o b re v i v e pequeno, inspirado na dupla ser- derado uma das revelações da somente de suas músicas e t a n e j a Z e z é d e C a m a rg o & música sertaneja em Minas. shows. Nem por isso deixa de Luciano. “Lá na roça”, conta NÃO DOU MOLE sonhar e fazer planos. Seus proje- Juninho, “eu já cantava, com Além de ser cantor, ele tam- tos para o futuro incluem a grava- aquelas violinhas que eu mesmo bém é compositor e produtor de ção de seu próximo CD e também fazia, com pedaço de madeira e gravação. Já teve a oportunidade de um DVD. Emocionado e cordas de linhas de anzol”. Mas, de gravar um CD — “Não dou fazendo questão de se dizer agra- com dez anos de idade, seu pai o mole” — dentro do gênero ‘forró decido a Deus, aos fãs, familiares presenteou com um violão e, sertanejo’. A maioria de suas apre- e amigos, deixa também uma daquele momento em diante, sentações se dá fora de BH, se mensagem para o grande Juninho descobriu o que real- concentra mais na região metro- público: “Nada é difícil quando se mente queria. Ataléia, então, politana, em casas de shows e fes- tem um sonho na vida”. Mulheres em foco Pré-Conferência de Políticas para Mulheres tem como proposta o incentivo ao avanço na conquista da cidadania JAQUELINE DE PAULA ração para o evento se deu por meio de O dia 24 de agosto vai ficar na história. Foi convites direcionados, pois algumas pes-realizada a Pré-Conferência de Políticas para soas já vinham com algum tipo de engaja-as Mulheres da Regional Noroeste de Belo mento no assunto. ”Nós temos o CRASHorizonte. O objetivo principal, tentar forta- (Centro de Referência da Assistêncialecer a autonomia e exercer a cidadania das Social), que já faz um trabalho com asmulheres na sociedade. Cada regional ficou mulheres, e temos também o Grupo deresponsável por desenvolver deliberações Convivência de Idosos, Serviços da Assis-que depois foram pautadas durante a Confe- tência Social, e Controle Social da Assistên-rência Municipal nos dias 2 e 3 de setembro, cia Social e da Saúde”.no saguão da prefeitura. Segundo Kleidnéa, não houve o que se Os cinco temas chave da Pré-Conferên- pode chamar de uma grande discussão abertacia foram: Mulheres no Trabalho, Educação com pessoas que ainda não tinham conheci- Fotos DivulgaçãoInclusiva, Saúde da Mulher, Violência mento no assunto, “mas é sempre bom possi-Doméstica e Urbana em Relação às Mulhe- bilitar o surgimento de novas ideias”. A Coor-res e Mulher no Poder. As propostas sugeri- denadoria da Mulher e o município ficarão,das na Noroeste foram levadas à Conferên- assim, informados sobre suas tarefas para ocia Municipal, juntamente com as demais próximo período. Segundo a gerente, o Con-regionais. Depois de analisadas, foram sele- selho Municipal se compromete a fazer ocionadas as cinco sugestões prioritárias que acompanhamento deste processo. ”Beloserão apresentadas durante Conferências Horizonte quer contribuir para gerar o planoem níveis Estadual e Nacional. nacional de políticas para mulheres, que Kleidnéa Martins Borges, gerente regio- depois deverá ser referendado no nível esta-nal de Políticas Sociais, conta que a prepa- dual e municipal”, disse. PÁGINA 7
  8. 8. O luxo que v em do lixo uitos a o “gan ha-pão” de m que vão pre cisar na ta para alguns se torn es da noç ão daquilo O que é suca rtesã Antôn ia Rodrigu ora de prod uzir. ico que lau- Aa pelas colegas h artista plást rro velh o, e Luiz C ada de Teca Léo P iló é o ito no tradas no fe Silva, cham Teca diz trabalho fe d e reconhe- i catadora. na toda o abalho, já fo coorde ALVES IAM GONÇ s tem gran pos- de tr uito quando da Asmare, que fica ZAR E MIR io Meneze LÍDIA SALA ue conheci d ue ficam ex melhorou m lier da sede a às “Enriqueci depois q nto por ela s, q que sua vida atelier da ate L é o e n si n ar todos cime a , c o m o se s objetos no It u iu ta b a . umildes. Tra balh d a e n tr a d passou a faze ro o n a ru a construiras pessoas h s n o te to dora é muit nicas para p orque é um ta se u. vida de cata rt esãs as téc bras de ma alegria, um minimu Asmare. “A o s d ia s a as dessas oos dias é u h o c o m fosse ta m b é m se a lm e n te n tos. Algum so q u e e u te n O m e io a m b ie n te il , p ri n c ip os obje os locais c o m p ro m is L u iz d if íc o c a rr in h o as em divers ve nder o que o tr a b a lh o d e Pa ss a r c o m art e são expost , as e vêm aqui fi c ia c o m - q u e n te s. ra muito Atualmente aqueles qu ara mui- b e n e ilo de mate dos carros e de Belo Horizonte. nas ruas, e q ue p al, cada qu do no meio bolsas e conseguem laudio. A fin uma pesa duzidas são ”. É assim que C s catadores é bra Teca. pe ças mais pro m utilidade mprado do ruim”, lem s de banne r. tos é algo se n e z e s rial co lixo a meno s que irá AÇÃO pastas feita d io d e C a st ro M e dade de CAPACIT lier pas- alho coord enado L u iz C la u Ferro Velho q uanti om isso, nã o só o as artesãs d o ate Com esse tr ab trabalho no ir a cidade .C Todas e v á ri a s define seu s- capacitaçã o desde o a te li e r te v ra e le, traba- polu as outras pe L é o P il ó , o i- l é dono. Pa s- dono do Ferr o Velho, m m por uma o do p o r foi a partic LC, do qua m b é m sa e separaçã Uma delas penas bata lhar pelo su o u tr a s e n ti d a d e s ta início do processo d c onquistas. sign em São lhar não é a cata- so a s e ambiente. rar o que ienal de De é ajudar os ara o meio dem a sepa pação na B ortante p o. Elas apren o varam para tento, o imp contribuem tirado lix s objetos e tiba. Eles le e do lixo re para criar novo aulo e Curi a e um a da região. ue grande part le- serve ra a recicla - P a lu m in á ri dores de ru : d e te le - É q parado e se vendido pa o ra ç ã o u m m d e tu d o epois de se e pode ser de a dec rrafas. “Em N o li xo, te d e das ruas, d rtesãs qu sa triagem inhas de ga r a n ti g o a p a n e la s po r mãos de a Há uma rigoro te to de tamp to, fo i o fo n e c e lu la ado, passa d e gem. id o p e lo s n h e c im e n ass ando por cion s C a ta d o re s te ri a l re c o lh rm o s d e re c o rgu- sentadas, p o c ia ç ã o d o to d o o m a muitas te ssivo”, se o pressão apo a sc a - d a A ss roveitável res. Além d isso, como mais expre fe rr a m e n ta s, d e sc terial Reap m catado encomen- trabalho to rn e ir a s, pelão e Ma sf o rm a m e in a fo to g rá - Pa an b a lh a m p o r a Léo Piló. n ja , m á q u re ). E la s tr a rt e sã s tr a s u m a lh d o r d e la ra x , u m (A sm a catadores p e lo m e n o c e te s d e a ç o in o quilo que os d a s, e la s já tê m ras de arte a Miriam Gonçalves fi c a , c a p a ic o .. . M u it a s ob as da cidad e. v e iro e lé tr m nas lixeir v e lh o c h u on- encontra culo pass ado são enc coisas do sé Atelier Arte’s e Cia ANTECIPE SUAS COMPRAS DE NATAL. LINDAS CESTAS DE NATAL, ARTESANATO DE PALHA DE MILHO E CARNAÚBA, SACOLAS, BOLSAS, BAÚS, GAVETEIROS E CESTAS DE CAFÉ DA MANHÃ. ACEITAMOS ENCOMENDAS Av. Américo Vespúcio n° 1599 - Nova Esperança - Belo Horizonte - MG PÁGINA 8 031 3032 5452

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