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AfroPoemas expocupacão AfroEscola em Palavras, jun 2018

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Coletânea de textos realizada a partir de um concurso cultural solidário. Atividade atrelada a expoocupação Afroescola em Palavras que aconteceu de 18 de maio a 8 de junho de 2018, na Casa da Palavra de Santo André. Edição lançada no Sarau AfroBiblioBrasileiro no encerramento da atividade.

Publicada em: Educação
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AfroPoemas expocupacão AfroEscola em Palavras, jun 2018

  1. 1. AfroEscola Laboratório Urbano Avenida Atlântica, 904 Valparaíso, Santo André, SP CEP 09400 970 projetooficinativa@hotmail.com www.oficinativa.org “O tambor, na mão do outro, não satisfaz. Quando o tomamos, incomodamos” provérbio etíope AfroEscola em PalavrasAfroEscola em Palavras 18 mai a 8 jun 201818 mai a 8 jun 2018 Casa da PalavraCasa da Palavra Santo André, SPSanto André, SP AfroPoemas
  2. 2. Mais uma experiência necessária tivemos nesses dias de “expocupação” na Casa da Palavra de Santo André. Nossas oralidades diversas se revelaram, se irmanaram, se multiplicaram, e aqui deixamos alguns dos registros do período. O momento social é de expressar o que mais nos angustia, o que mais nos atrofia. Usemos então a ARTE e a CULTURA para liberar corações e mentes criativos... AfroAbraços, boa leitura Odé Amorim Agradecimentos especiais: Miguel, Débora e Gisele. Texto da primeira publicação AfroPoemas, em novembro de 2011 (ainda / sempre atual): “É crescente a necessidade de falar sobre temáticas sociais que ainda hoje são nós pessoais e coletivos na constituição psicológica de nossa nação. E se conseguimos fazê-lo por caminhos artísticos / poéticos, acreditamos que tais debates e reflexões podem experimentar processos e resultados impressionantes. Essa foi justamente a proposta do concurso solidário AfroPoemas e agora apresentamos a publicação que nos dá muito orgulho. E certamente vontade de fazer outras...”
  3. 3. Nessa nagô comunidade, resistência viver na maré, alagados construída reaprender é aprender, desaprender com UBUNTU no Samba, pureza da Capoeira Gratidão a arte dess@s criador@s de força sua diversidade de luta e de SIM resistir Minha identidade é a minha liberdade tendo a minha ancestralidade vejo o meu empoderamento crescer junto com a coragem Criação coletiva no Centro Cultural Alagados, Fórum Social Mundial Salvador, mar 2018 10 3 Palavras silenciam quando falta o combustível aqui, proliferam abundam se renovam em AXÉ... Palavras enfatizam quando sobra o invisível lá, reverberam inundam se nutrem em fé... Odé
  4. 4. A Mãe Natureza é resistência e raiz Meus antepassados tem cor e brincavam com som Aprendi a luta nesse berço… Clóvis + Eduardo + Francisca + Odé, criação coletiva no Festival de AfroContação de Histórias Casa da Palavra, Santo André, mai 2018 4 9 E as gargalhadas e zombarias se multiplicavam cada vez mais. Até que um de seus "amigos" zombadores disse: - Deve ser um poema ou uma nova canção, que ele está escrevendo sobre Anahnah e não quer nos contar. E o moço respondeu: - Não meus amigos, Anahnah existe mesmo. E já era tarde da noite, quando os seus amigos se despediram e decidiram irem embora, mas antes da porta da casa do moço se fechar, todos eles debochando, em coral perguntaram: - Quem é Anahnah? O que faz Anahnah? Dê onde vêm Anahnah? Onde está Anahnah? E o moço respondeu no silêncio de seu pensamento: - Anahnah é uma morena linda, ela canta e encanta, faz sorrir quem está chorando, ela vem passeando em meus pensamentos e está abrigada em meu coração. E então, a porta se fechou! Wagner Reisso
  5. 5. Sangue Negro Nos navios negreiros, escorregue sangre negro Nas fazendas de café, escorregue sangre negro Nos terreiros de Umbanda, escorregue sangre negro Na cidade de SP, escorregue sangre negro Na sociedade atual, escorregue sangre negro O tão desvalorizado sangue negro Thayssa Oliveira Yasmin Moreno Miriam da Graça ETEC Júlio de Mesquita, com carinho 8 5 Anahnah! Quem é Anahnah? O que faz Anahnah? De onde vem Anahnah? Onde está Anahnah? Estas eram as perguntas mais freqüentes, que os amigos faziam para áquele moço e que respondia: - Anahnah é linda, carismática, faz sorrir quem está chorando, ludibriante que canta e encanta quem se depara com ela. Moça morena, negra ou mulata e com todo prázer, é como ela se apresenta. Sambista e pagodeira, está no sangue e na alma da nossa gente! Um dia desses navegando e viajando por ai, conheci Anahnah, cantando e sambando na mais perfeita harmônia e sintônia, que sómente os anjos possuem. Então um de seus amigos rindo muito, perguntou-lhe: - Você não é roqueiro? E pelo que sabemos nunca gostou de pagode. E antes que ele respondesse, todos os seus amigos gargalhavam muito, e o moço disse: - Sim, mas antes de conhecer Anahnah!
  6. 6. Imagens da “expocupação” AfroEscola em Palavras Lançamento do livro “O Lobolo do Cadáver” de Marcial Macome “AfroPalavras na Rua”, intervenção pública Abertura da “expocupação” AfroCoquetel organizado por Maria Dias (COMIDA DE QUINTAL) Montagem da estrutura / obra Festival de AfroContação de Histórias HADITHI NJOO

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