Fanfarra

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Fanfarra

  1. 1. Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Setúbal Newsletter 1ª edição Janeiro 2011
  2. 2. Editorial <ul><li>A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Setúbal foi criada a 6 de Dezembro de 1883 tendo sido a compra dos instrumentos co-financiada pelas Seguradoras Fidelidade e Norwich Union e as fardas confeccionadas pelos próprios músicos. Durante 125 anos, muitas gerações de bombeiros dedicaram algum do seu tempo livre às actividades da fanfarra participando nas cerimónias oficiais da CMS, hastear de bandeira das diversas colectividades, nas festividades da cidade e representando a Associação e a cidade em diversos eventos pelo Concelho e pelo país. </li></ul><ul><li>Em Setembro de 2006, procurando corresponder ao desejo de elevar o nível performativo deste agrupamento foi criada a escola de música da fanfarra proporcionando uma formação musical estruturada aos jovens da cidade, e conferindo desta forma uma nova dinâmica cultural ao projecto. </li></ul><ul><li>Tendo completado 4 anos de trabalho com a fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Setúbal decidimos assinalar o facto com a criação de uma newsletter trimestral. </li></ul><ul><li>Com esta publicação procuramos divulgar a actividade da fanfarra e o trabalho que investimos no desenvolvi- </li></ul><ul><li>mento do projecto no sentido de o tornar culturalmente mais interessante e estruturalmente mais evoluído e sofisticado. Pretende ser uma janela para a vida cultural do concelho e um ponto de encontro de ideias, projectos e personalidades relevantes. </li></ul><ul><li>O historiador Tenente Coronel Pedro Marquês de Sousa fala-nos da origem das fanfarras e da música militar em Portugal: « Na segunda metade do século XIX, quando a música militar deixou de desempenhar a sua função “operacional” e quando se consolidava o modelo de banda de música, surgiram também os agrupamentos musicais constituídos por percussão e por metais que foram a origem das actuais fanfarras (...)», percurso em paralelo que acabou espelhado na sociedade civil pelas Bandas Filarmónicas e pelas Fanfarras de Bombeiros. </li></ul><ul><li>Entrevistamos Paulo Sedas, o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, que nos fala do seu quotidiano, dos seus sonhos, das suas referências e valores. Descreve-nos o seu percurso de vida como um «Eterno Retorno» às origens. </li></ul><ul><li>Jorge Silva </li></ul>FICHA TÉCNICA Concepção, Coordenação e Grafismo – Jorge Silva Produção – Jorge Silva e Etelvina Baia Revisão - Etelvina Baia Colaboradores - Tenente Coronel Pedro Marquês de Sousa, Dra Maria Corado
  3. 3. Paulo José Paninho Ribeiro Sedas O Regresso às Origens <ul><li>A consciência das suas raízes levou-o a trilhar caminhos que permitiram definir prioridades para um modo de vida que sentia desde criança. </li></ul><ul><li>Neto de bombeiro, aos 38 anos Paulo Sedas comanda os Voluntários de Setúbal, concretizando aquilo que toda a vida foi. «O meu imaginário infantil estava povoado de carros de bombeiros». «Até fazia, e ainda faço, colecção de carros de bombeiros», confessa, pois sente-se um ‘soldado da paz’ desde que nasceu. «Mesmo que deixasse de o ser, na prática, sê-lo-ia para sempre no coração». </li></ul><ul><li>Tendo como grande referência os ensinamentos e o exemplo do avô, a paixão foi crescendo e efectivou-se já na casa dos 30 anos com uma vida estabilizada, um curso de Direito e uma profissão ligada à música , na Banda da Armada. «Resolvi oferecer-me, tenho carta de condução e podia ajudar nessa área», lembra. «Perguntaram se tinha, pelo menos, o 9º ano e eu disse que era licenciado. Pronto, entrei directamente para o comando». </li></ul><ul><li>Foi enquanto 2º comandante que aprendeu a ‘respirar’ e a viver bombeiros, pelo que, para conjugar as tarefas como 2º comandante e, mais tarde, a liderança da corporação, teve de tomar algumas opções. «Não posso </li></ul><ul><li>dizer que abdiquei de algo importante, mas terei feito algumas concessões», admite, ao recordar a paixão pelo Oboé. «Gostaria de me aplicar ainda mais neste instrumento exigente, mas há que conciliar» todas as funções que desempenha, confessa, ao admitir que para se ser excelente na música «teria de me dedicar nas 24 horas do dia». </li></ul>Mas não se arrepende, porque a grande paixão pelos bombeiros abriu horizontes. Aos poucos, aprendeu a dialogar com todos, a encontrar formas de comunicação com cada um dos camaradas e foi mais um desafio ganho. Numa posição de liderança,
  4. 4. <ul><li>por natureza solitária, «deixei de ser um entre os outros e passei a ser alguém que tem responsabilidade perante pessoas cujas vidas passam por mim». É uma responsabilidade de peso mas, ainda assim, encara-a com naturalidade, pois são os bombeiros que lhe dão «um maior grau de liberdade enquanto pessoa e tenho procurado ser eu», de uma maneira autêntica. </li></ul><ul><li>Música no coração </li></ul><ul><li>Paulo Sedas não sabe viver sem a música desde o dia em que, ainda criança, resolveu integrar a Banda da Capricho. E foi a paixão pela música que o levou, de imediato, a identificar-se com a Fanfarra . «Sou músico, e a empatia foi imediata», revela, sem no entanto esconder que, quando era Adjunto de Comando, a fanfarra «tinha muitos problemas». </li></ul><ul><li>A ideia de incrementar o grupo surgiu no anterior comando, mas levou tempo a concretizar-se. «A certa altura a fanfarra parou porque não tinha condições para continuar», mas no anterior comando foram criadas condições para a retomar e, desde essa altura, «temos tentado dignificar» a actividade. </li></ul><ul><li>Hoje, a diferença «é o dia da noite», sustenta, com orgulho. «São outras pessoas, um ambiente salutar, é mesmo um outro mundo», comenta, lamentando apenas, o facto de não haver recursos que permitam fazer melhor. «Ainda assim, fazem milagres com o que temos», sustenta. </li></ul>Referências de uma vida Dono de um carácter forte, Paulo Sedas diz que foi ‘buscar’ ao avô a abertura de espírito que o move em mundos diferentes. «O meu avô ensinou-me muito, ajudou-me a ver vida de uma determinada perspectiva. Uma das coisas que me ensinou foi Código Morse, algo que já não se utiliza mas ele achava importante saber». Por vezes não era o que se ensinava «mas a forma como se aplicava no nosso relacionamento», lembra. «Ele era bombeiro e eu sou bombeiro, ele adorava arte e eu faço arte na Marinha», revela, admitindo, assim, um paralelismo que o tem acompanhado desde criança. E é este o lema que segue: «nunca perder a noção do que fomos e de como chegámos aqui». «A nossa riqueza é a consciência do que somos, das nossas referências, pois não somos nada sem as nossas raízes».
  5. 5. As Fanfarras Militares em Portugal Pelo Tenente Coronel Pedro Marquês de Sousa <ul><li>foram a origem das actuais fanfarras e que eram designadas por charangas e por bandas de Cornetas e Clarins. Podemos afirmar que os instrumentos musicais (percussão e metais naturais) que deixaram de desempenhar a referida função operacional da música militar, foram depois usados para uma função artística de carácter marcial, ocupando um espaço próprio, distinto das bandas, como por exemplo os agrupamentos musicais a cavalo que só podiam utilizar instrumentos tocados apenas com uma das mãos. </li></ul><ul><li>Relativamente à organização de Fanfarras e de Charangas militares em Portugal, o modelo orgânico mais antigo diz respeito ao modelo de organização das </li></ul><ul><li>charangas de cavalaria estabelecido em 1865 que era </li></ul><ul><li>constituído por 14 militares: 3 Cornetins de pistons, 1 Corneta de pistons, 1 Soprano, 1 Baritono, 1 Sax horn alto, 3 Sax horn tenor, 2 Contra-baixos e 2 Sax horn baixos. Este modelo como se pode verificar era vocacionado para um agrupamento montado e por isso não tinha percussão. </li></ul><ul><li>A grande reforma das Fanfarras na década de 1950   </li></ul><ul><li>A organização da música militar também reflectiu a politica do Estado Novo em relação à sociedade e à instituição militar. Em 1954 o Ministro da Defesa decidiu dotar as unidades militares de fanfarras de Corneteiros e Clarins, procurando “[…] imprimir um modelo mais marcial […] para revigoramento do espírito de disciplina e de corpo, como também para que na população civil em geral se fomentasse o espírito militar e o prestígio da força armada […]” . </li></ul><ul><li>Em 1959 foram criadas oficialmente mais de 80 fanfarras em unidades do exército da metrópole, 6 fan- </li></ul>Na segunda metade do século XIX, quando a música militar deixou de desempenhar a sua função “operacional” e quando se consolidava o modelo de banda de música, surgiram também os agrupamentos musicais constituídos por percussão e por metais que
  6. 6. <ul><li>farras na Força Aérea e 28 nas Colónias (12 em Angola, 13 em Moçambique, 2 na Índia e uma em Macau). Após a revolução de 25 de Abril de 1974 foi estabelecida uma nova reorganização da música militar no exército, alterando a organização então em vigor, que era ainda a organização de 1937 com algumas alterações introduzidas em 1959. Com o decreto do Conselho da Revolução de Maio de 1977 passaram a existir 6 Fanfarras no Exército, (3 Fanfarras de Cornetas e 3 de Clarins) e em 1988 foi feita outra alteração através da qual foram estabelecidas sete fanfarras . </li></ul><ul><li>Em 1993, em consequência de uma nova reorganização foram extintas as Fanfarras de Cornetas e acabou a distinção entre Cornetas e Clarins que se mantinha desde o século XVIII, uniformizando os toques em todas as unidades, foi adoptado o Clarim como instrumento único para esta função. </li></ul>
  7. 7. Agenda <ul><li>Fanfarra </li></ul><ul><li>Aconteceu: </li></ul><ul><li>5 Outubro – 100 anos da República </li></ul><ul><li>9 Outubro – Alto da Guerra Gâmbia </li></ul><ul><li>12 Outubro – Recepção Presidente da CMS </li></ul><ul><li>1 de Dezembro - Aniversário do Grupo desportivo «os 13» </li></ul><ul><li>18 de Dezembro - Um bombeiro, Um Talento - Igreja do Jubileu </li></ul><ul><li>21 de Dezembro – 100 anos da morte de Bocage – Salão Nobre da CMS </li></ul><ul><li>Próximas actuações: </li></ul><ul><li>5 de Março – 10.00, Baixa da Cidade - Lançamento do Concurso “Olhares e Veres sobre a Festa da Família e da Diversidade” </li></ul><ul><li>10 de Junho – 15h, 5º Encontro Nacional de Pontes, Gâmbia- Pontes- Alto da Guerra </li></ul><ul><li>26 de Junho – Desfile de fanfarras em Mangualde </li></ul><ul><li>Setúbal </li></ul><ul><li>Dança para bebés aos domingos , das 10h00 às 10h45, no Ginásio da Piscina Municipal de Azeitão. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Exposição fotográfica “Sentido em Setúbal ”, de 22 de Janeiro a 27 de Fevereiro , no Museu do Trabalho Michel Giacometti. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>“ 7.º Concurso de Bandas de Garagem de Setúbal” e “8.ª Meia Maratona Fotográfica de Setúbal” com inscrições a decorrer . Info.: 265 236 168 </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Palmela </li></ul><ul><li>No dia 5 de Fevereiro , às 22h00, o Cine-Teatro S. João é palco do espectáculo “Corvos visitam U2’’ </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>14ª edição da Semana da Dança, durante o mês de Fevereiro , no Cine-Teatro S. João </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Sesimbra </li></ul><ul><li>Fazer um Modelo de um Barco Tradicional no Contexto do Estudo Arqueológico das Embarcações é o título da próxima Sesimbra: Memória e Identidade, em Fevereiro , na Capela dos Mareantes. </li></ul>
  8. 8. Um Bombeiro, Um Talento <ul><li>Para muitos, 18 de Dezembro de 2010 foi apenas um Sábado igual aos outros. Mas, para a corporação da AHBVS, esse foi um dia especial. Realizou-se a última das actividades de carácter lúdico-interventivo planeadas pelo Gabinete de Psicologia para o ano que agora findou: “Um Bombeiro, Um Talento!”. Através da articulação entre o Gabinete de Psicologia e a equipa da Fanfarra da Associação, tornou-se possível um acontecimento inédito na forma de um espectáculo musical, totalmente imaginado e cumprido pelos jovens da Fanfarra e alguns elementos do quadro activo dos </li></ul><ul><li>Bombeiros Voluntários, tendo este espectáculo sido, também, enriquecido com a exposição de alguns trabalhos artísticos da autoria de outros tantos talentosos (pintura, fotografia, tapeçarias, cerâmicas pintadas...), que mostram as potencialidades criativas escondidas de muitos dos que, no dia-a-dia, fazem da prestação voluntária de socorro, a sua principal tarefa. Pela parte do Gabinete de Psicologia pretendeu-se, com este evento, reforçar o sentido de Identidade da Corporação e contribuir para tornar visível o excelente trabalho do grupo da Fanfarra liderado pelo Professor Jorge Silva, fazendo deste grupo o Modelo a seguir como uma verdadeira equipa de trabalho optimizada . </li></ul><ul><li>Alegria, Entusiasmo, Criatividade, Competência, Fraternidade, Sentido de Rigor, Disciplina, Sentimento de Pertença e Dedicação e Empenho, foram as palavras de ordem e os valores a abstrair desta concretização. Missão Cumprida – “Um por Todos, Todos por uma Ca(u)sa Comum!” </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Maria Corado </li></ul><ul><li>Psicóloga Clínica Voluntária da AHBVS </li></ul>
  9. 9. Vera Cascais <ul><li>que a caracterizam soube, ao longo dos anos, arriscar nas suas conquistas pessoais e profissionais sempre guiada pela solidez dos seus princípios, pela consciência do seu valor e pela capacidade de se sonhar a si mesma e aos outros. </li></ul><ul><li>As tradicionais festas de Tróia em que a fanfarra participa desde há longa data constituem uma das memórias que coloriram a sua infância. Deste encontro foi germinando o sonho de integrar este agrupamento. </li></ul><ul><li>Pela sua força anímica foi-se fazendo acompanhar por vários jovens filhos da vizinhança aos quais incitava a integrar a fanfarra constituindo, aos poucos, um verdadeiro clã : uma série de jovens que com ela se deslocavam semana a semana desde o Bairro 2 de Abril para a partilha de uma experiência musical única. No âmbito da fanfarra, assumiu por vezes responsabilidades de encarregado de educação destes jovens que a toma- </li></ul><ul><li>ram como modelo na responsabilidade e no empenho. Compreendendo desde cedo os contornos e necessidades do projecto, foi experimentando um após outro todos os instrumentos da fanfarra, desbravando medos e preconceitos e guiando as passadas dos mais novos que se deixavam contagiar pelo seu entusiasmo </li></ul>Em Maio de 2007, Vera Cascais apresenta-se no quartel dos B.V.S. propondo-se ingressar na fanfarra, colocando ao nosso dispor a sua já longa experiência musical. Com a humildade e frontalidade seguindo confiantes os seus incitamentos. Tornou-se uma verdadeira parceira na formação e na liderança participando activamente na discussão do projecto de Continua a apoiar e a estimular o nosso empenho colectivo e individual, por vezes de forma curiosa como foi o caso de assistir a algumas actuações da fanfarra por videochamada. forma exigente, responsável e disponível. Em Novembro de 2010 muda-se para Famalicão seguindo a concretização de um sonho e de uma oportunidade profissional. Contudo a distância não quebra os laços com estes jovens e com o projecto.
  10. 10. <ul><li>Em Destaque </li></ul><ul><li>Vamos dar início, em Fevereiro, a um programa de combate ao insucesso escolar entre os jovens da fanfarra. O programa consiste na monitorização do aproveitamento de cada aluno em articulação com a escola e com os pais , e agendamento de sessões de estudo orientadas por elementos da fanfarra, membros do Quadro Activo, Colaboradores dos B.V.S. e alguns pais. </li></ul><ul><li>Wish List </li></ul><ul><li>trombone yamaha ysl-356 – 1216€ - Loja : D Caeiro,Lda </li></ul><ul><li>Reparação de instrumentos de percussão – orçamento – 300€ aprox. </li></ul><ul><li>trombone yamaha ysl-356 – 1216€ - Loja : D Caeiro,Lda </li></ul>Contactos: email: [email_address] Telemóvel: 919606344

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