Cérebro 010-f

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Cérebro 010-f

  1. 1. EXPLICAR O FUNCIONAMENTO GLOBAL DO CÉREBRO.<br />
  2. 2. Sistema Nervoso Central SNC<br />Espinal medula<br />A medula espinal ou espinal-medula transmite as mensagens do cérebro para o corpo e os sinais nervosos do corpo para o cérebro função condutora. <br />É também responsável pelo tratamento básico dos sinais nervosos e pela produção de respostas reflexas - função coordenadora. <br />Através dos reflexos, a medula garante respostas rápidas adaptativas e não conscientes a certos estímulos do exterior. <br />
  3. 3.
  4. 4. Sistema nervoso Central SNC<br />Encéfalo <br />
  5. 5. Frenologia<br />
  6. 6. Fundada por FranzJosephGall, (1758 — Montrouge, perto de Paris, 22 de Agosto de 1828) partia da suposição de que a dimensão de qualquer área cortical se reflectia nos altos e baixos da superfície do crânio, indicando assim se o individuo tinha um aumento ou redução na função mental associada.<br />Sobre essas evidências eram depois produzidas afirmações sobre as capacidades intelectuais e a personalidade da pessoa.<br />
  7. 7.
  8. 8.
  9. 9.
  10. 10.
  11. 11. Contributos<br />A frenologia divulgou entre o público do século XIX a ideia de que o funcionamento mental podia ser analisado directamente a partir do estudo do cérebro;<br />Inspirou experiências cuidadosamente conduzidas que clarificaram aspectos do funcionamento cerebral.<br />(Gleitman)<br />
  12. 12. ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DO CÉREBRO<br />
  13. 13.
  14. 14. Tipos de Áreas Funcionais por Lobo<br />O córtex cerebral funciona como uma estrutura que acolhe funções distintas em diversas áreas, complementarese coordenadas entre si: <br /><ul><li>as associações mais simples correspondem às áreas primárias, sensoriais ou de projecção, que permitem, por exemplo, a recepção e processamento elementar de informação sensorial;
  15. 15. as relações menos claras referem-se às áreas do córtex associativo ou áreas secundárias, psicossensoriais ou de associação que implicam um processamento de informação de nível mais complexo. </li></li></ul><li>Áreas primárias: (ou áreas de projecção):<br /> -- funcionam como estações receptoras de informação sensorial ou como centros de transmissão de ordem motoras.<br /><ul><li>São áreas corticais onde primeiramente são recebidas , ou projectadas, as mensagens provenientes dos órgãos dos sentidos;
  16. 16. São também as responsáveis pela emissão de ordens motoras para os músculos.</li></ul>Áreas secundárias (ou de associação):<br /> -- coordenam e integram a informação recebida nas áreas primárias.<br /><ul><li>São áreas corticais que estabelecem a ligação entre os elementos dos dados sensoriais e as informações armazenadas na memória.
  17. 17. Integram, interpretam e organizam a informação processada pelas áreas sensoriais.</li></li></ul><li>
  18. 18. ESPECIALIZAÇÃO DA ÁREAS CORTICAIS – LOBOS CEREBRAIS<br />
  19. 19. LOBO FRONTAL<br />O lobo frontal está implicado nas funções conscientes e na elaboração de comportamentos em resposta à estimulação do ambiente. <br />É nele que se desenvolvem as decisões que tomamos continuamente no nosso dia-a-dia. <br />É o lobo frontal que controla as nossas respostas emocionais e a nossa linguagem expressiva, atribuindo significado às palavras e associações de palavras. <br />É ainda uma área de memória de rotinas e de actividades motoras. <br />
  20. 20. Área Motora Primária<br />Responsável pelos movimentos da responsabilidade dos músculos<br />As diferentes partes do corpo têm uma representação que é proporcional ao tipo de movimento que têm de processar<br />Tanto a linguagem como o polegar ocupam uma área muito significativa<br />http://www.pbs.org/wgbh/aso/tryit/brain/probe.html<br />
  21. 21. Área Motora Secundária<br />Área de Broca<br /><ul><li>Responsável pela linguagem falada e pela produção do discurso
  22. 22. Tem uma relação estreita com e a área de Wernicke</li></li></ul><li>Área associativa pré-frontal:<br />O córtex pré-frontal é o grande responsável pelas funções intelectuais superiores, nomeadamente o pensamento abstracto, a atenção e a imaginação, e pelas capacidades de previsão, planificação e tomada de decisão. <br />Sabe-se também que as áreas pré-frontais estabelecem relações com todas as restantes áreas, assumindo uma importante função de coordenação e de integração. <br />
  23. 23. Segundo António Damásio, as emoções e as capacidades de reflexão estratégica estão relacionadas<br />
  24. 24. LOBO PARIETAL<br />As funções do lobo parietal abrangem o reconhecimento visual e a percepção táctil. <br />É neste lobo que se elaboram os movimento dirigidos a um determinado fim e a manipulação dos objectos. <br />
  25. 25. Efeitos de lesões<br />As consequências de lesões na zona parietal, tal como sucede com lobo frontal, podem ser várias: <br /><ul><li>incapacidade em concentrar-se em mais que um objecto de cada vez ou em nomear um objecto (anomia);
  26. 26. dificuldades ao nível da leitura (alexia) e do desenho;
  27. 27. dificuldades ao nível das operações matemáticas (discalculia). </li></ul>Outros problemas resultantes de lesões ao nível do lobo parietal manifestam-se na ausência de reconhecimento de partes do próprio corpo (agnosia somatossensorial) ou perda de sensibilidade em áreas corporais (anestesia cortical) . <br />
  28. 28. LOBO TEMPORAL<br /><ul><li>A parte superior do lobo temporal está fundamentalmente associada à capacidade auditiva.
  29. 29. Desempenha uma importante função ao nível da formação de memórias e está envolvido em algumas percepções visuais.
  30. 30. É neste local que se realiza a categorização dos objectos. </li></li></ul><li>Na fronteira do lobo temporal com os lobos occipital e parietal , situa-se a área de WERNICKE.<br />É a área auditiva da linguagem.<br />
  31. 31.
  32. 32. objectos. <br />Efeitos de lesões<br />As lesões no lobo temporal podem manifestar-se em:<br /><ul><li>incapacidade de ouvir sons elementares (surdez cortical)
  33. 33. incapacidade no reconhecimento de sons vulgares (agnosia auditiva)
  34. 34. dificuldades no reconhecimento de rostos (prosopagnosia);
  35. 35. dificuldades na compreensão do discurso oral (afasia de Wemicke);
  36. 36. distúrbios ao nível da atenção selectiva.</li></ul>Pode também resultar perda da memória a curto prazo e num decréscimo do interesse pela vida de sexual. <br />Dado o seu papel fundamental ao nível da categorização lesões nesta área cortical podem gerar a incapacidade para categorizar objectos. <br />
  37. 37. LOBO OCCIPITAL<br />O lobo occipital está essencialmente associado à visão. <br />Lesões ao nível desta área cortical podem caracterizar-se por: <br /><ul><li>défices na visão (em parte do campo visual ou na sua totalidade);
  38. 38. dificuldade em identificar objectos e/ou cores no meio ambiente (agnosia visual). </li></ul>Os sujeitos com lesões no lobo occipital podem ser incapazes de receber informações dos estímulos visuais (cegueira cortical) ou ainda manifestar ilusões ópticas e alucinações. <br />
  39. 39.
  40. 40. Lateralização hemisférica<br />1. Organização do cérebro em dois hemisférios, tendo cada hemisfério a seu cargo os acontecimentos motores e sensoriais que ocorrem na metade oposta do corpo.<br />2. O cérebro humano distingue-se pelo desenvolvimento de funções diferentes no hemisfério direito e no hemisfério esquerdo, sendo essa a marca mais espectacular do processo evolutivo.<br />
  41. 41. A informação que chega ao cérebro é sentida como estímulo sensorial de igual forma dos dois lados do cérebro, mas é interpretada de forma diferente em cada um dos hemisférios.<br />Cada um dos hemisférios cerebrais é dominante para um conjunto de operações distintas.<br />Recurso<br />
  42. 42. Só em 1865 surgiu a primeira demonstração científica duma desigualdade de função entre os dois hemisférios.<br />.: Lateralização hemisférica da linguagem por Paul Broca<br />
  43. 43. Das investigações levadas a cabo sobre as funções dos hemisférios, parece ser possível, aos psicólogos, concluir:<br />Hemisfério direito: mais envolvido em tarefas de exploração visual e espacial, empenhando-se na percepção dos grandes conjuntos (no gestalt).<br /><ul><li>Relaciona-se com o todo (“sintetizador”)
  44. 44. Posição das partes do corpo durante o movimento;
  45. 45. Relações espaciais dos objetos.</li></ul>Hemisfério esquerdo: mais envolvido em tarefas de seleção de detalhes.<br /><ul><li>“analisador” -- especializado em simbologia e lógica e ocupa-se do pensamento mais analítico, linear ) e verbal (escrito e falado).
  46. 46. Linguagem: função de utilizar peças de informação que se combinam e que se analisam nos seus elementos constituintes.</li></li></ul><li>Havendo diferenças no processamento de informação entre os dois hemisférios, os estudos revelam que eles funcionam coordenadamente, desempenhando papéis complementares.<br />Isto deve-se, em parte, ao corpo caloso, em que uma das funções é a de unificar o estado de consciência e atenção, permitindo, assim, que ambos os hemisférios partilhem a responsabilidade em funções complexas como as de aprendizagem e memória. <br />
  47. 47. O desenvolvimento das neurociências tem vindo, segundo Damásio, a mostrar que os princípios básicos que regem o modo como o cérebro funciona são dois: especialização e integração . <br />. Especialização - Significa que o cérebro não funciona como um todo indiferenciado, havendo zonas que dão o seu contributo específico para o comportamento. Mover a mão, percepcionar a cor, o movimento ou a profundidade dependem de cadeias nervosas especializadas . <br /> <br />. Integração - Funções complexas como a linguagem, a memória, a aprendizagem, o amor, envolvem a coordenação de muitas áreas do cérebro. <br />
  48. 48. Apesar da especialização de subsistemas cerebrais definidos, localizados em regiões particulares do cérebro, este actua também como um todo unificado. <br />
  49. 49. A Plasticidade Neuronal<br />SISTEMA NERVOSO<br />Plasticidade CEREBRAL - a capacidade do cérebro para se adaptar ao ambiente - fornece uma visão fundamental sobre o desenvolvimento do cérebro, as suas funções e a capacidade de recuperação de danos do provocados na sua estrutura. A plasticidade é o meio pelo qual as influências ambientais, que são transmitidas ao cérebro em desenvolvimento através de alterações na actividade sináptica e nas funções cerebrais, se preservam de forma duradoura sob a forma de aprendizagens, influenciando o comportamento humano. <br />
  50. 50. A Plasticidade Neuronal<br />A cada nova experiência do indivíduo, as redes de neurónios são rearranjadas, são geradas novas conexões sinápticas e outras são eliminadas.<br />Outras tantas sinapses são reforçadas e múltiplas possibilidades de resposta ao meio se tornam possíveis.<br />
  51. 51. A Plasticidade Neuronal<br />“A aprendizagem pode levar a alterações estruturais no cérebro”<br />«Uma aprendizagem, que é, por definição, uma variação do comportamento, passa, pois, por uma modificação, seja da forma celular, seja da estrutura sináptica, seja da eficácia da transmissão do sinal»<br />
  52. 52. A Plasticidade Neuronal<br />O processo de selecção das redes neuronais está relacionado com o potencial genético característico da espécie e dos factores epigenéticosque decorrem da relação com o meio.<br />
  53. 53. A Plasticidade Neuronal<br /><ul><li>Pensava-se que só as crianças possuíam essa capacidade de plasticidade cerebral, devido ao extraordinário crescimento de novas sinapses em paralelo com a aquisição de novas competências neste período.
  54. 54.  No entanto, os dados descobertos nas últimas duas décadas têm confirmado que a plasticidade cerebral se mantém ao longo da vida. </li></li></ul><li>A Plasticidade Neuronal<br />
  55. 55. A Plasticidade Neuronal<br />Plasticidade é, portanto, uma condição necessária para a aprendizagem e uma propriedade intrínseca do cérebro <br />ao longo da vida.<br />
  56. 56. Fim!<br />

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