SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 38
Baixar para ler offline
Connectivism
      Neuza Pedro
      DE-FCUL,
      Fundamentos e Metodologias de E-learning
      Janeiro, 2009
…                Locke                    James                       Dewey
    Descarte               Pavlov                 Piaget                               …
                                                           Vygotsky
                                                                              Bruner
                                    Shinner
               Thorndike




               Todas as perspectivas reconhecidas como teorias da
               aprendizagem e desenvolvimento foram desenvolvidas
                             antes deste movimento
                           expansivo da integração das
                          tecnologias na vida humana…




                Novas perspectivas teórica sobre a
                            revelam-
               aprendizagem revelam-se necessárias
Conectivismo
“At its heart, connectivism is the thesis that
knowledge is distributed across a network of
  connections, and therefore that learning
   consists of the ability to construct and
          traverse those networks”
         (Downes & Siemens, 2008)
McLuhan

                         Teoria do
                           Caos




Conectivismo
              Conexionismo
Teoria do
                   Caos


Explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos
(não-linear ou determinísticos).

Em sistemas complexos, determinados efeitos apresentam-se
como quot;instáveis” ou imprevisíveis na medida em que a sua
evolução temporal aparece como função da acção e interacção
de múltiplos elementos que se associam de forma totalmente
aleatória.
McLuhan


1964. Understanding Media:
The Extensions of Man. New
York: McGraw-Hill.
                                 “News, far more than art, is artifact.”
1967. The Medium is the
Massage: An Inventory of
Effects. New York: Bantam
Books. (com Quentin Fiore)
                                 “Tomorrow is our permanent address.”
1968. War and Peace in the
Global Village. New York:
Bantam Books. (Com Quentin
Fiore)
                               “Today each of us lives several hundred years
1969. quot;Communication in
                               in a decade.”
the Global Village”
Surge na década 40: contrariando o Computacionismo Clássico

  Possibilidade simulação de       Linha de investigação
  comportamentos inteligentes     da Inteligência Artificial
  através de modelos baseados
  na estrutura e funcionamento
  do cérebro humano


                                 Conexionismo
                                  Modelo das estruturas neuronais do cérebro:
                                  Os sistemas complexos consistem em redes neuronais
                                  constituídas por unidades elementares (neurónios) que
                                  se relacionam entre si criando padrões mais ou menos
                                  estáveis.

                                  Assim, o conhecimento não é entendido como
                                  armazenado em estruturas mas consistindo antes nas
                                  conexões que se estabelecem entre os pares de
                                  unidades que se encontram distribuido na rede
                                  (neuronal).
Redes neuronais são vistas como associada ao modelo do sistema nervoso central.
Formaliza-se na representação de funções matemáticas que utilizam elementos
computacionais aritméticos simples e complexos.


Pela metodologia das redes neuronais constata-se que as máquinas
(computadores) conseguem:
1 Revelar capacidade de aprender através de exemplos ou casos e de generalizar
essa aprendizagem de maneira a reconhecer padrões e instâncias similares noutros
elementos;
2. Em tarefas mal definidas (ou seja, com
determinantes pouco identificados) e onde falta
o conhecimento explícito, tendem a descobrir
uma solução adequada.
3. Demonstra uma baixa susceptibilidade ao
ruído (informação irrelevante), não entrando em
colapso face a informações falsas ou ausentes.
4. Mostra capacidade de simulação de raciocínio
``a priori'' e impreciso.



                                      Ex: reconhecimento de voz
A representação distribuída do conhecimento não se encontra integrada numa única
unidade simbólica mas emerge antes interacção entre um conjunto dessas unidades,
as quais se encontram normalmente organizadas numa determinada rede.


Ex: a aprendizagem do conceito de “Paris” quando acontece não leva à existência
desse conceito num determinado lugar da mente humana, o conceito de Paris é
formado pela associação de um conjunto composto de diferentes elementos, os quais
se encontram dispersos , existindo desagregadamente na mente humana.
Parte dos seguintes princípios…


1. Necessidade humana de expressar
externamente (de externalizar )o conhecimento
como forma de dar sentido ao mesmo
Ex: linguagem, arte, ferramentas e artefactos

Os outros funcionam como espelho aferidor do conhecimento na medida
em que nos permitem encontrar eco sobre a nossa capacidade de saber e
de expressar a compreensão desse saber a outros.
Parte dos seguintes princípios…

2. Necessidade de estruturas/ enquadramentos
(conceitos) para dar sentido ao real


               Necessitamos de conceitos que integramos e relacionamos
               em teorias para dar sentido às coisas


                        Fornece a organizações que nos permitem aceder
                        à informação de forma mais eficaz

                            Princípio da economia
Parte dos seguintes princípios…

   3. Necessidade de negociar socialmente o que é e se
   institui como conhecimento



                            Da mesma forma que aquilo que conhecemos
Negociação de Significado   decorre da interacção com outros, temos também a
                            necessidade de aferir o nosso conhecimento pelo
                            diálogo e a troca de (e acerca do que é)
                            conhecimento
Parte dos seguintes princípios…


4. O sistema neuronal do ser humano (a mente)
aparece organizada em torno de padrões de
ligações, com elevada (neuro)plasticidade.



                                                +/- 30 cm



 Bowlby (1969)
 Beireter (2000)
Em 2.5 milhões anos : o cérebro humano cresceu de 500 cm³ para 1500 cm³ (Homo sapiens).


                    “ Our brains grew along with the evolution to match
                    even more advanced use of tools including abstract
                     symbolic, connected and pattern recognition-based
                                  thinking. ” (Arina, 2007)


   “ as estruturas neurológicas do cérebro humano têm vindo a mudar em sequência
   dos novos hábitos de web surfing“ (Gary Small) .
Crianças/Jovens
           Adultos
                                          . melhor competência na tomada de
. melhores capacidades na interpretação
                                          decisões rápidas face a um número
de expressões faciais
                                          elevado de opções, decorrentes de
. Desenvolvem actividades de forma mais
                                          estímulos sensoriais diversos .
metódica e precisa.
                                          . Desenvolvem várias actividades em
                                          simultâneo.
http://www.newsweek.com/id/163924                 http://www.marcprensky.com/writing/




                           “Digital Natives are accustomed to the twitch-speed,
                           multitasking, random-access, graphics-first, active,
                           connected, fun, fantasy, quick-payoff world of their video
“Neuroscience              games, MTV, and Internet are bored by most of today’s
                           education, well meaning as it may be. But worse, the
-based                     many skills that new technologies have actually
                           enhanced (e.g., parallel processing, graphics awareness,
education”                 and random access)—which have profound implications
                           for their learning—are almost totally ignored by
                           educators.”
“Neuroscience-based education”


       É importante que a educação se torne atenta e
       permeável às novas descobertas e conhecimento de
       advém da neurologia.

       Ex: O ensino que hoje se institui foi pensado em
       momentos (e por aqueles) em que se acreditava que
       o cérebro humano se formava entre a infância e a
       adolescência e que após tais períodos não se
       registavam alterações do ponto de vista neurológico.
Parte dos seguintes princípios…

     5. Necessidade de exceder os limites inerentes
     à condição humana


Dá-se pelo desenvolvimento tecnológico…
 roda
     Maquina a valor
               Electricidade
                         Fusão nuclear
                                    Genética
                                         Nanotecnologia
Conectivismo
Nova teoria da aprendizagem:

Propõe o conhecimento (e consequentemente a aprendizagem) como distribuído
 ou seja não localizado em nenhum local
logo não transferível ou transaccionável per si
 mas consistindo antes numa rede de conexões
 formadas pela experiência e pela interacção desenvolvida
numa dada comunidade, em si mesma, conhecedora.
5 ideias centrais do Conectivismo
 1. Conhecimento é co-construído e distribuído


A aprendizagem constitui-se com/através/pelo/para/na interacção com o outro.
(BROWN & ADLER, 2007).
5 ideias centrais do Conectivismo

2. A experiência de aprendizagem dá-se pela
formação de novas redes neuronais, conceptuais e
externas.


   . Alteração das estruturas cerebrais (ligações neurológicas – dimensão
   biológica)
   . Integração explícita de ideias e de conceitos (e da relação entre estes)
   . Ligação à realidade social externa
5 ideias centrais do Conectivismo

3) Centração no “quem” aprende (learner-centered
   perspective)


           Aluno
                                  Conteúdo
                                                          Metodologia
                   Professor

                                             Ferramenta
                       Processo


                               Instituição
APA (1995)
Learner-Centered Concepts
     . Construção significativa do conhecimento
     . Ligação entre as novas aprendizagens e os conhecimentos já
     existentes
     . Desenvolvimento de pensamento estratégico /estratégias de acção
     . Competências meta-cognitivas
     . Com relação ao contexto
     . Preocupação com a motivação para a aprendizagem, curiosidade,
     interesses pessoais
     . Orientando/valorizando o esforço e a persistência.
     . Preocupação com o desenvolvimento de competências sociais
     . Interacções sociais, relações interpessoais e comunicação e partilha
     inter-pares.
     . Respeito pelas características individuais (diferenciação pedagógica)
     . Valorizando a diversidade (cultural, ética, social…)
     . Avaliação orientada para o diagnóstico, o processo e o produto.
Centração no aprendente
• Implicações
• Aprendizagem é propriedade do aluno
• Parte dos seus interesses (é definida e
  orientada pelo próprio tanto nos conteúdos,
  como nas metodologias, como no ritmo)
5 ideias centrais do Conectivismo
4. A aprendizagem processa-se por imersão

                                 Immersive Learning “learning-as-doing”

                                               Interacção


   “Aprende-se fazendo”
   “Aprende-se comunicando”
   “Aprende-se co-construindo”      Elementos/características/aspectos
   “Aprende-se criando”             reais, com sentido, do mundo real
E é por isto que a Web ganha
tanto interesse junto dos alunos.
         Na internet, eles são…
                  . Activos
        . Construtores, criadores
       . Poderosos “empowered”
               . são ouvidos
           . têm espaço próprio
5 ideias centrais do Conectivismo
5. Em sequência do desenvolvimento tecnológico, o
sistema educativo vigente (orgânica, estrutura,
princípios, práticas) deixou de se adequar à actualidade

“A escola que hoje temos servia as finalidades da 1ª revolução industrial (1760)”


  Avaliação: não satisfaz o interesses da aprendizagem, nem do aprendente




                                                           Avaliação para a
                                                           aprendizagem
 Avaliação das aprendizagens
“Learning is a process that occurs within nebulous
environments of shifting core elements – not
entirely under the control of the individual.”



“ Learning (defined as actionable knowledge) can
reside outside of ourselves (within an organization
or a database), is focused on … connections that
enable us to learn more are more important than
our current state of knowing.”

                                     Siemens, 2004
‘Emerging technology'
                  technology'
O conhecimento bem como a tecnologias têm que ser considerados sob uma
perspectiva:
. dinâmica,
. evolutiva,
. fluida,
. transitória…
porque necessita ir acompanhado a realidade hiperactiva e respondendo a novas
necessidades.



                          O que exige…
             . Capacidade de adaptação à mudança
             . Competências de pesquisa, selecção, avaliação,
             organização
             . Life-long learning
Solução proposta: Personal Learning
       environments (PLE)
 . Porque a aprendizagem irá acontecer em
 diferentes contextos (escola, casa, local de
 trabalho)
 . e em diferentes situações
 . sendo facultada por diferentes “professores”

            Reconhecimento da Aprendizagem Informal
Personal Learning Environments (PLE)

Organizada em torno das
                                                          “Learning by doing”
necessidades do aprendente
                                                          Construção
e não da instituição


                             Pelo computador o “aprendente”
                             encontra-se ligado ao resto do
                             mundo: todo o conhecimento lhe
                             está acessível



   Coloca o aluno em controlo sobre a sua experiência de aprendizagem:
   . Selecciona os recursos
   . Opta pelas actividades em que participa
   . Gere os materiais produzidos, …
http://simslearningconnections.com/ple/ray_ple.html
“Furthermore the idea of the PLE purports to
include and bring together all learning, including
informal learning, workplace learning, learning
from the home, learning driven by problem
solving and learning motivated by personal
interest as well as learning through engagement
in formal educational programmes”
                                   (Atwell, 2006)
Que futuro para o Ensino-aprendizagem?
                  Ensino-aprendizagem?
Informalização das aprendizagens (Informal learning)

 Novas arquitecturas participativas


 Aprendizagem móvel (mobile learning)
                                                            Cloud computing
 Práticas reflexivas (reflexive pratices)


 Orientado não para a promoção de competências mas
 para a inovação e criatividade




        O futuro da aprendizagem será multidisciplinar, experimental,
                        emergente, não linear, fluido.
“This is a decentralized model, where we don’t have courses, but rather we have
      continual online learning. It’s a model characterized by widely available, cheap (if not
      free), educational content. Money is made by educational providers through the
      provision of services, rather than the provision of knowledge. Learning is not class or
      course-based, it is customized and individualized” (Downes, 2002)



       . Aprendizagem como embebida nos produtos e serviços.
                                                   serviços.
       . Conceito de “produtos aprendentes”
                     “produtos aprendentes”




http://news-
service.stanford.edu/news/2008/
may7/cars-050708.html
“Monochronic Learning vs. Polychronic Learning” (Robin Good, 2008)
                              Linearidade vs. Não-Linearidade
                               Mono-tarefa vs. Múltiplas tarefas
                              Conteúdos vs. Estabelecimento de relações
                 Repetição e memorização vs. Resolução de problemas e criatividade
   Procura da forma correcta para realização vs. Reconhecimento de múltiplos caminhos
             Desenvolvida fora do contexto real vs. Altamente contextualizada
                  Elevada planificação vs. Adaptação ao ambiente/momento
              Abordagem previamente concebida vs. Abordagem emergente
                     Comunicação síncrona vs. Comunicação assíncrona
                  Tecnologia da informação vs. Tecnologia de interacção
                                  CMS/LMS vs. Software social/PLE
Outros recursos para aprofundamento:
APA, 1995. Learner-centered psychological principles: A framework for school redesign and reform. Washington:
American Psychological Association.

Brown, J. S., (2002). Growing Up Digital: How the Web Changes Work, Education, and the Ways People Learn. United
States Distance Learning Association. Retrieved on December 10, 2004, from
http://www.usdla.org/html/journal/FEB02_Issue/article01.html

BROWN, J. S., & ADLER, R. P. (2007). MINDS ON FIRE: OPEN EDUCATION, THE LONG TAIL, AND LEARNING 2.0.
EDUCAUSE Review, 43, 1, 16–32.

Good, R. (2008). Learning zeitgeist: The future of education is just-in-time, multidisciplinary, experimental, emergent.
http://www.masternewmedia.org/news/2008/02/13/learning_zeitgeist_the_future_of.htm

Milligan , C. (2006). What is a PLE? The future or just another buzz word?.
http://www.elearning.ac.uk/news_folder/ple%20event

Siemens, G. (2004). Connectivism: a learning theory for the digital age.
http://www.elearnspace.org/Articles/connectivism.htm

Siemens, G., & Downes, S. (2006). Connectivism and Connective Knowledge. http://ltc.umanitoba.ca/connectivism/

Rumelhart, D. E., & McClelland, J. L. (1987). Parallel Distributed Processing: foundations (Vol. I). MIT Press.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Letramento digital
Letramento digital Letramento digital
Letramento digital
Paulo Konzen
 
Empatia - A arte de se colocar no lugar do outro
Empatia - A arte de se colocar no lugar do outroEmpatia - A arte de se colocar no lugar do outro
Empatia - A arte de se colocar no lugar do outro
Vera Lessa
 
Projeto De Informatica InclusãO Digital
Projeto De Informatica InclusãO DigitalProjeto De Informatica InclusãO Digital
Projeto De Informatica InclusãO Digital
joice2008
 
O uso da tecnologia em sala de aula
O uso da tecnologia em sala de aulaO uso da tecnologia em sala de aula
O uso da tecnologia em sala de aula
Davidcupira
 
Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...
Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...
Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...
francisleide
 

Mais procurados (20)

Introdução às Mídias Digitais
Introdução às Mídias DigitaisIntrodução às Mídias Digitais
Introdução às Mídias Digitais
 
Grupos sociais
Grupos sociaisGrupos sociais
Grupos sociais
 
Metodologia do Ensino de Historia
Metodologia do Ensino de HistoriaMetodologia do Ensino de Historia
Metodologia do Ensino de Historia
 
Tecnologia aplicada a educaçao
Tecnologia aplicada a educaçaoTecnologia aplicada a educaçao
Tecnologia aplicada a educaçao
 
Educação digital e novas tecnologias
Educação digital e novas tecnologiasEducação digital e novas tecnologias
Educação digital e novas tecnologias
 
Cibercultura
CiberculturaCibercultura
Cibercultura
 
Como identificar boatos e fake news?
Como identificar boatos e fake news?Como identificar boatos e fake news?
Como identificar boatos e fake news?
 
História local
História localHistória local
História local
 
Letramento digital
Letramento digital Letramento digital
Letramento digital
 
Metodologias ativas & Ensino híbrido:relatos de práticas
Metodologias ativas & Ensino híbrido:relatos de práticas Metodologias ativas & Ensino híbrido:relatos de práticas
Metodologias ativas & Ensino híbrido:relatos de práticas
 
Empatia - A arte de se colocar no lugar do outro
Empatia - A arte de se colocar no lugar do outroEmpatia - A arte de se colocar no lugar do outro
Empatia - A arte de se colocar no lugar do outro
 
Apresentacao aprendizagem colaborativa
Apresentacao aprendizagem colaborativaApresentacao aprendizagem colaborativa
Apresentacao aprendizagem colaborativa
 
Saúde Mental na Escola - Cartilha orienta professor@s e alun@s
Saúde Mental na Escola - Cartilha orienta professor@s e alun@sSaúde Mental na Escola - Cartilha orienta professor@s e alun@s
Saúde Mental na Escola - Cartilha orienta professor@s e alun@s
 
Projeto De Informatica InclusãO Digital
Projeto De Informatica InclusãO DigitalProjeto De Informatica InclusãO Digital
Projeto De Informatica InclusãO Digital
 
Pré-Projeto O uso da Tecnologia no processo de ensino/aprendizagem
Pré-Projeto O uso da Tecnologia no processo de ensino/aprendizagemPré-Projeto O uso da Tecnologia no processo de ensino/aprendizagem
Pré-Projeto O uso da Tecnologia no processo de ensino/aprendizagem
 
Relacionamento interpessoal
Relacionamento interpessoalRelacionamento interpessoal
Relacionamento interpessoal
 
Estagio de observação
Estagio de observaçãoEstagio de observação
Estagio de observação
 
O uso da tecnologia em sala de aula
O uso da tecnologia em sala de aulaO uso da tecnologia em sala de aula
O uso da tecnologia em sala de aula
 
Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...
Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...
Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos...
 
Tdic na prática docente i
Tdic na prática docente   iTdic na prática docente   i
Tdic na prática docente i
 

Destaque (8)

Conectivismo
ConectivismoConectivismo
Conectivismo
 
Qué es el Conectivismo
Qué es el ConectivismoQué es el Conectivismo
Qué es el Conectivismo
 
Conectivismo
ConectivismoConectivismo
Conectivismo
 
Watson e o Behaviorismo
Watson e o BehaviorismoWatson e o Behaviorismo
Watson e o Behaviorismo
 
Conectivismo Principios
Conectivismo PrincipiosConectivismo Principios
Conectivismo Principios
 
Conectivismo George Siemens
Conectivismo George SiemensConectivismo George Siemens
Conectivismo George Siemens
 
Aprendizaje y conectivismo de siemens
Aprendizaje y conectivismo de siemensAprendizaje y conectivismo de siemens
Aprendizaje y conectivismo de siemens
 
Conectivismo
ConectivismoConectivismo
Conectivismo
 

Semelhante a Conectivismo

EAD: integração de mídias e tecnologias
EAD: integração de mídias e tecnologiasEAD: integração de mídias e tecnologias
EAD: integração de mídias e tecnologias
Robson Santos da Silva
 
Teorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagemTeorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagem
Virginia Moura
 
Tecnologias educacionais, para quem precisa se incluir
Tecnologias educacionais, para quem precisa se incluirTecnologias educacionais, para quem precisa se incluir
Tecnologias educacionais, para quem precisa se incluir
Elis Zampieri
 
A metamorfose do aprender na sociedade da informação
A metamorfose do aprender na sociedade da informaçãoA metamorfose do aprender na sociedade da informação
A metamorfose do aprender na sociedade da informação
viviprof
 
Conhecimento e aprendizagem
Conhecimento e aprendizagemConhecimento e aprendizagem
Conhecimento e aprendizagem
ricaselmavera
 

Semelhante a Conectivismo (20)

EAD: integração de mídias e tecnologias
EAD: integração de mídias e tecnologiasEAD: integração de mídias e tecnologias
EAD: integração de mídias e tecnologias
 
EAD : educação a distância - conceitos
EAD : educação a distância - conceitosEAD : educação a distância - conceitos
EAD : educação a distância - conceitos
 
Educ Hipertextual: Conceitos Basicos
Educ Hipertextual: Conceitos BasicosEduc Hipertextual: Conceitos Basicos
Educ Hipertextual: Conceitos Basicos
 
96069702 neurociencias-neuroeducacao
96069702 neurociencias-neuroeducacao96069702 neurociencias-neuroeducacao
96069702 neurociencias-neuroeducacao
 
Redes E Conhecimento
Redes E ConhecimentoRedes E Conhecimento
Redes E Conhecimento
 
Papel do bibliotecário na gestão do conhecimento
Papel do bibliotecário na gestão do conhecimentoPapel do bibliotecário na gestão do conhecimento
Papel do bibliotecário na gestão do conhecimento
 
Aula pos edu_1_meios
Aula pos edu_1_meiosAula pos edu_1_meios
Aula pos edu_1_meios
 
Midia, psicologia e subjetividade 2.pdf
Midia, psicologia e subjetividade 2.pdfMidia, psicologia e subjetividade 2.pdf
Midia, psicologia e subjetividade 2.pdf
 
Cibercultura e teoria da atividade
Cibercultura e teoria da atividadeCibercultura e teoria da atividade
Cibercultura e teoria da atividade
 
Teorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagemTeorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagem
 
Conectivismo
ConectivismoConectivismo
Conectivismo
 
TIC
TICTIC
TIC
 
Tecnologias educacionais, para quem precisa se incluir
Tecnologias educacionais, para quem precisa se incluirTecnologias educacionais, para quem precisa se incluir
Tecnologias educacionais, para quem precisa se incluir
 
Artigo conectivismo
Artigo conectivismoArtigo conectivismo
Artigo conectivismo
 
A metamorfose do aprender na sociedade da informação
A metamorfose do aprender na sociedade da informaçãoA metamorfose do aprender na sociedade da informação
A metamorfose do aprender na sociedade da informação
 
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimento
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimentoAula 2 cibercultura: informação e conhecimento
Aula 2 cibercultura: informação e conhecimento
 
Tarefa semana 2
Tarefa semana 2Tarefa semana 2
Tarefa semana 2
 
EDUCAR NO SÉCULO XXI
EDUCAR NO SÉCULO XXIEDUCAR NO SÉCULO XXI
EDUCAR NO SÉCULO XXI
 
Plataformas de Aprendizagem
Plataformas de AprendizagemPlataformas de Aprendizagem
Plataformas de Aprendizagem
 
Conhecimento e aprendizagem
Conhecimento e aprendizagemConhecimento e aprendizagem
Conhecimento e aprendizagem
 

Mais de Neuza Pedro

Mais de Neuza Pedro (20)

Integração do digital no currículo e práticas pedagógicas: Para quê
Integração do digital no currículo e práticas pedagógicas: Para quêIntegração do digital no currículo e práticas pedagógicas: Para quê
Integração do digital no currículo e práticas pedagógicas: Para quê
 
What next for school education?
What next for school education?What next for school education?
What next for school education?
 
Ensino online em situacao de emergencia: passado e futuro
Ensino online em situacao de emergencia: passado e futuroEnsino online em situacao de emergencia: passado e futuro
Ensino online em situacao de emergencia: passado e futuro
 
E depois do ensino remoto de emergência: que espaços e que ferramentas (digit...
E depois do ensino remoto de emergência: que espaços e que ferramentas (digit...E depois do ensino remoto de emergência: que espaços e que ferramentas (digit...
E depois do ensino remoto de emergência: que espaços e que ferramentas (digit...
 
PERSPECTIVAS FUTURAS SOBRE PESQUISA EM TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM ...
PERSPECTIVAS FUTURAS SOBRE PESQUISA EM TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM ...PERSPECTIVAS FUTURAS SOBRE PESQUISA EM TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM ...
PERSPECTIVAS FUTURAS SOBRE PESQUISA EM TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM ...
 
Open Online Teacher professional Development: how to recognize MOOCs for teac...
Open Online Teacher professional Development: how to recognize MOOCs for teac...Open Online Teacher professional Development: how to recognize MOOCs for teac...
Open Online Teacher professional Development: how to recognize MOOCs for teac...
 
Netgeneration: novas tecnologias, novas metodologias, novos espaços
Netgeneration: novas tecnologias, novas metodologias, novos espaçosNetgeneration: novas tecnologias, novas metodologias, novos espaços
Netgeneration: novas tecnologias, novas metodologias, novos espaços
 
E learning in higher education analyzing critical factors
E learning in higher education analyzing critical factorsE learning in higher education analyzing critical factors
E learning in higher education analyzing critical factors
 
Aprendizagens Essenciais TIC: transversalidade como solução e problema
Aprendizagens Essenciais TIC: transversalidade como solução e problemaAprendizagens Essenciais TIC: transversalidade como solução e problema
Aprendizagens Essenciais TIC: transversalidade como solução e problema
 
Novos espaços e novas metodologias, o fator crítico: a formação de professores
Novos espaços e novas metodologias, o fator crítico: a formação de professoresNovos espaços e novas metodologias, o fator crítico: a formação de professores
Novos espaços e novas metodologias, o fator crítico: a formação de professores
 
FTELab: a future classroom in higher education for redesigning teachers' init...
FTELab: a future classroom in higher education for redesigning teachers' init...FTELab: a future classroom in higher education for redesigning teachers' init...
FTELab: a future classroom in higher education for redesigning teachers' init...
 
Salas de aula do futuro: o que querem os alunos e os professores?
Salas de aula do futuro: o que querem os alunos e os professores?Salas de aula do futuro: o que querem os alunos e os professores?
Salas de aula do futuro: o que querem os alunos e os professores?
 
Século xxi e o desenvolvimento profissional docente
Século xxi e o desenvolvimento profissional docenteSéculo xxi e o desenvolvimento profissional docente
Século xxi e o desenvolvimento profissional docente
 
Future Teacher education Lab: results after 2 years of use
Future Teacher education Lab: results after 2 years of useFuture Teacher education Lab: results after 2 years of use
Future Teacher education Lab: results after 2 years of use
 
Redesigning classrooms for the future
Redesigning classrooms for the futureRedesigning classrooms for the future
Redesigning classrooms for the future
 
Sala de aula_futuro_workshop_12nov2016
Sala de aula_futuro_workshop_12nov2016Sala de aula_futuro_workshop_12nov2016
Sala de aula_futuro_workshop_12nov2016
 
Leitura e escrita na escola do seculo 21
Leitura e escrita na escola do seculo 21Leitura e escrita na escola do seculo 21
Leitura e escrita na escola do seculo 21
 
Tecnologia Móvel no Contexto Escolar: um estudo com os professores de Cabo Verde
Tecnologia Móvel no Contexto Escolar: um estudo com os professores de Cabo VerdeTecnologia Móvel no Contexto Escolar: um estudo com os professores de Cabo Verde
Tecnologia Móvel no Contexto Escolar: um estudo com os professores de Cabo Verde
 
Salas de aula do futuro: o conceito, o motivo e um exemplo
Salas de aula do futuro: o conceito, o motivo e um exemploSalas de aula do futuro: o conceito, o motivo e um exemplo
Salas de aula do futuro: o conceito, o motivo e um exemplo
 
Design de Cenários de Aprendizagem - Formação de professores
Design de Cenários de Aprendizagem - Formação de professoresDesign de Cenários de Aprendizagem - Formação de professores
Design de Cenários de Aprendizagem - Formação de professores
 

Último

Último (20)

VIDA E OBRA , PRINCIPAIS ESTUDOS ARISTOTELES.pdf
VIDA E OBRA , PRINCIPAIS ESTUDOS ARISTOTELES.pdfVIDA E OBRA , PRINCIPAIS ESTUDOS ARISTOTELES.pdf
VIDA E OBRA , PRINCIPAIS ESTUDOS ARISTOTELES.pdf
 
Slides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptx
Slides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptxSlides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptx
Slides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptx
 
MESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdf
MESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdfMESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdf
MESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdf
 
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdfTema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
Tema de redação - A prática do catfish e seus perigos.pdf
 
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco LeiteReligiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
 
Acróstico - Maio Laranja
Acróstico  - Maio Laranja Acróstico  - Maio Laranja
Acróstico - Maio Laranja
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
 
Prova nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptx
Prova nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptxProva nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptx
Prova nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptx
 
Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.
 
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)
 
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da CapivaraPré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
Pré-História do Brasil, Luzia e Serra da Capivara
 
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSSFormação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
 
Quando a escola é de vidro, de Ruth Rocha
Quando a escola é de vidro, de Ruth RochaQuando a escola é de vidro, de Ruth Rocha
Quando a escola é de vidro, de Ruth Rocha
 
Slides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptx
Slides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptxSlides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptx
Slides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptx
 
CATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºano
CATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºanoCATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºano
CATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºano
 
Currículo Professor Pablo Ortellado - Universidade de São Paulo
Currículo Professor Pablo Ortellado - Universidade de São PauloCurrículo Professor Pablo Ortellado - Universidade de São Paulo
Currículo Professor Pablo Ortellado - Universidade de São Paulo
 
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
 
13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................
 
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfSQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
 
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 2)
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 2)Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 2)
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 2)
 

Conectivismo

  • 1. Connectivism Neuza Pedro DE-FCUL, Fundamentos e Metodologias de E-learning Janeiro, 2009
  • 2. Locke James Dewey Descarte Pavlov Piaget … Vygotsky Bruner Shinner Thorndike Todas as perspectivas reconhecidas como teorias da aprendizagem e desenvolvimento foram desenvolvidas antes deste movimento expansivo da integração das tecnologias na vida humana… Novas perspectivas teórica sobre a revelam- aprendizagem revelam-se necessárias
  • 3. Conectivismo “At its heart, connectivism is the thesis that knowledge is distributed across a network of connections, and therefore that learning consists of the ability to construct and traverse those networks” (Downes & Siemens, 2008)
  • 4. McLuhan Teoria do Caos Conectivismo Conexionismo
  • 5. Teoria do Caos Explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos (não-linear ou determinísticos). Em sistemas complexos, determinados efeitos apresentam-se como quot;instáveis” ou imprevisíveis na medida em que a sua evolução temporal aparece como função da acção e interacção de múltiplos elementos que se associam de forma totalmente aleatória.
  • 6. McLuhan 1964. Understanding Media: The Extensions of Man. New York: McGraw-Hill. “News, far more than art, is artifact.” 1967. The Medium is the Massage: An Inventory of Effects. New York: Bantam Books. (com Quentin Fiore) “Tomorrow is our permanent address.” 1968. War and Peace in the Global Village. New York: Bantam Books. (Com Quentin Fiore) “Today each of us lives several hundred years 1969. quot;Communication in in a decade.” the Global Village”
  • 7. Surge na década 40: contrariando o Computacionismo Clássico Possibilidade simulação de Linha de investigação comportamentos inteligentes da Inteligência Artificial através de modelos baseados na estrutura e funcionamento do cérebro humano Conexionismo Modelo das estruturas neuronais do cérebro: Os sistemas complexos consistem em redes neuronais constituídas por unidades elementares (neurónios) que se relacionam entre si criando padrões mais ou menos estáveis. Assim, o conhecimento não é entendido como armazenado em estruturas mas consistindo antes nas conexões que se estabelecem entre os pares de unidades que se encontram distribuido na rede (neuronal).
  • 8. Redes neuronais são vistas como associada ao modelo do sistema nervoso central. Formaliza-se na representação de funções matemáticas que utilizam elementos computacionais aritméticos simples e complexos. Pela metodologia das redes neuronais constata-se que as máquinas (computadores) conseguem: 1 Revelar capacidade de aprender através de exemplos ou casos e de generalizar essa aprendizagem de maneira a reconhecer padrões e instâncias similares noutros elementos; 2. Em tarefas mal definidas (ou seja, com determinantes pouco identificados) e onde falta o conhecimento explícito, tendem a descobrir uma solução adequada. 3. Demonstra uma baixa susceptibilidade ao ruído (informação irrelevante), não entrando em colapso face a informações falsas ou ausentes. 4. Mostra capacidade de simulação de raciocínio ``a priori'' e impreciso. Ex: reconhecimento de voz
  • 9. A representação distribuída do conhecimento não se encontra integrada numa única unidade simbólica mas emerge antes interacção entre um conjunto dessas unidades, as quais se encontram normalmente organizadas numa determinada rede. Ex: a aprendizagem do conceito de “Paris” quando acontece não leva à existência desse conceito num determinado lugar da mente humana, o conceito de Paris é formado pela associação de um conjunto composto de diferentes elementos, os quais se encontram dispersos , existindo desagregadamente na mente humana.
  • 10. Parte dos seguintes princípios… 1. Necessidade humana de expressar externamente (de externalizar )o conhecimento como forma de dar sentido ao mesmo Ex: linguagem, arte, ferramentas e artefactos Os outros funcionam como espelho aferidor do conhecimento na medida em que nos permitem encontrar eco sobre a nossa capacidade de saber e de expressar a compreensão desse saber a outros.
  • 11. Parte dos seguintes princípios… 2. Necessidade de estruturas/ enquadramentos (conceitos) para dar sentido ao real Necessitamos de conceitos que integramos e relacionamos em teorias para dar sentido às coisas Fornece a organizações que nos permitem aceder à informação de forma mais eficaz Princípio da economia
  • 12. Parte dos seguintes princípios… 3. Necessidade de negociar socialmente o que é e se institui como conhecimento Da mesma forma que aquilo que conhecemos Negociação de Significado decorre da interacção com outros, temos também a necessidade de aferir o nosso conhecimento pelo diálogo e a troca de (e acerca do que é) conhecimento
  • 13. Parte dos seguintes princípios… 4. O sistema neuronal do ser humano (a mente) aparece organizada em torno de padrões de ligações, com elevada (neuro)plasticidade. +/- 30 cm Bowlby (1969) Beireter (2000)
  • 14. Em 2.5 milhões anos : o cérebro humano cresceu de 500 cm³ para 1500 cm³ (Homo sapiens). “ Our brains grew along with the evolution to match even more advanced use of tools including abstract symbolic, connected and pattern recognition-based thinking. ” (Arina, 2007) “ as estruturas neurológicas do cérebro humano têm vindo a mudar em sequência dos novos hábitos de web surfing“ (Gary Small) .
  • 15. Crianças/Jovens Adultos . melhor competência na tomada de . melhores capacidades na interpretação decisões rápidas face a um número de expressões faciais elevado de opções, decorrentes de . Desenvolvem actividades de forma mais estímulos sensoriais diversos . metódica e precisa. . Desenvolvem várias actividades em simultâneo.
  • 16. http://www.newsweek.com/id/163924 http://www.marcprensky.com/writing/ “Digital Natives are accustomed to the twitch-speed, multitasking, random-access, graphics-first, active, connected, fun, fantasy, quick-payoff world of their video “Neuroscience games, MTV, and Internet are bored by most of today’s education, well meaning as it may be. But worse, the -based many skills that new technologies have actually enhanced (e.g., parallel processing, graphics awareness, education” and random access)—which have profound implications for their learning—are almost totally ignored by educators.”
  • 17. “Neuroscience-based education” É importante que a educação se torne atenta e permeável às novas descobertas e conhecimento de advém da neurologia. Ex: O ensino que hoje se institui foi pensado em momentos (e por aqueles) em que se acreditava que o cérebro humano se formava entre a infância e a adolescência e que após tais períodos não se registavam alterações do ponto de vista neurológico.
  • 18. Parte dos seguintes princípios… 5. Necessidade de exceder os limites inerentes à condição humana Dá-se pelo desenvolvimento tecnológico… roda Maquina a valor Electricidade Fusão nuclear Genética Nanotecnologia
  • 19. Conectivismo Nova teoria da aprendizagem: Propõe o conhecimento (e consequentemente a aprendizagem) como distribuído ou seja não localizado em nenhum local logo não transferível ou transaccionável per si mas consistindo antes numa rede de conexões formadas pela experiência e pela interacção desenvolvida numa dada comunidade, em si mesma, conhecedora.
  • 20. 5 ideias centrais do Conectivismo 1. Conhecimento é co-construído e distribuído A aprendizagem constitui-se com/através/pelo/para/na interacção com o outro.
  • 21. (BROWN & ADLER, 2007).
  • 22. 5 ideias centrais do Conectivismo 2. A experiência de aprendizagem dá-se pela formação de novas redes neuronais, conceptuais e externas. . Alteração das estruturas cerebrais (ligações neurológicas – dimensão biológica) . Integração explícita de ideias e de conceitos (e da relação entre estes) . Ligação à realidade social externa
  • 23. 5 ideias centrais do Conectivismo 3) Centração no “quem” aprende (learner-centered perspective) Aluno Conteúdo Metodologia Professor Ferramenta Processo Instituição
  • 24. APA (1995) Learner-Centered Concepts . Construção significativa do conhecimento . Ligação entre as novas aprendizagens e os conhecimentos já existentes . Desenvolvimento de pensamento estratégico /estratégias de acção . Competências meta-cognitivas . Com relação ao contexto . Preocupação com a motivação para a aprendizagem, curiosidade, interesses pessoais . Orientando/valorizando o esforço e a persistência. . Preocupação com o desenvolvimento de competências sociais . Interacções sociais, relações interpessoais e comunicação e partilha inter-pares. . Respeito pelas características individuais (diferenciação pedagógica) . Valorizando a diversidade (cultural, ética, social…) . Avaliação orientada para o diagnóstico, o processo e o produto.
  • 25. Centração no aprendente • Implicações • Aprendizagem é propriedade do aluno • Parte dos seus interesses (é definida e orientada pelo próprio tanto nos conteúdos, como nas metodologias, como no ritmo)
  • 26. 5 ideias centrais do Conectivismo 4. A aprendizagem processa-se por imersão Immersive Learning “learning-as-doing” Interacção “Aprende-se fazendo” “Aprende-se comunicando” “Aprende-se co-construindo” Elementos/características/aspectos “Aprende-se criando” reais, com sentido, do mundo real
  • 27. E é por isto que a Web ganha tanto interesse junto dos alunos. Na internet, eles são… . Activos . Construtores, criadores . Poderosos “empowered” . são ouvidos . têm espaço próprio
  • 28. 5 ideias centrais do Conectivismo 5. Em sequência do desenvolvimento tecnológico, o sistema educativo vigente (orgânica, estrutura, princípios, práticas) deixou de se adequar à actualidade “A escola que hoje temos servia as finalidades da 1ª revolução industrial (1760)” Avaliação: não satisfaz o interesses da aprendizagem, nem do aprendente Avaliação para a aprendizagem Avaliação das aprendizagens
  • 29. “Learning is a process that occurs within nebulous environments of shifting core elements – not entirely under the control of the individual.” “ Learning (defined as actionable knowledge) can reside outside of ourselves (within an organization or a database), is focused on … connections that enable us to learn more are more important than our current state of knowing.” Siemens, 2004
  • 30. ‘Emerging technology' technology' O conhecimento bem como a tecnologias têm que ser considerados sob uma perspectiva: . dinâmica, . evolutiva, . fluida, . transitória… porque necessita ir acompanhado a realidade hiperactiva e respondendo a novas necessidades. O que exige… . Capacidade de adaptação à mudança . Competências de pesquisa, selecção, avaliação, organização . Life-long learning
  • 31. Solução proposta: Personal Learning environments (PLE) . Porque a aprendizagem irá acontecer em diferentes contextos (escola, casa, local de trabalho) . e em diferentes situações . sendo facultada por diferentes “professores” Reconhecimento da Aprendizagem Informal
  • 32. Personal Learning Environments (PLE) Organizada em torno das “Learning by doing” necessidades do aprendente Construção e não da instituição Pelo computador o “aprendente” encontra-se ligado ao resto do mundo: todo o conhecimento lhe está acessível Coloca o aluno em controlo sobre a sua experiência de aprendizagem: . Selecciona os recursos . Opta pelas actividades em que participa . Gere os materiais produzidos, …
  • 34. “Furthermore the idea of the PLE purports to include and bring together all learning, including informal learning, workplace learning, learning from the home, learning driven by problem solving and learning motivated by personal interest as well as learning through engagement in formal educational programmes” (Atwell, 2006)
  • 35. Que futuro para o Ensino-aprendizagem? Ensino-aprendizagem? Informalização das aprendizagens (Informal learning) Novas arquitecturas participativas Aprendizagem móvel (mobile learning) Cloud computing Práticas reflexivas (reflexive pratices) Orientado não para a promoção de competências mas para a inovação e criatividade O futuro da aprendizagem será multidisciplinar, experimental, emergente, não linear, fluido.
  • 36. “This is a decentralized model, where we don’t have courses, but rather we have continual online learning. It’s a model characterized by widely available, cheap (if not free), educational content. Money is made by educational providers through the provision of services, rather than the provision of knowledge. Learning is not class or course-based, it is customized and individualized” (Downes, 2002) . Aprendizagem como embebida nos produtos e serviços. serviços. . Conceito de “produtos aprendentes” “produtos aprendentes” http://news- service.stanford.edu/news/2008/ may7/cars-050708.html
  • 37. “Monochronic Learning vs. Polychronic Learning” (Robin Good, 2008) Linearidade vs. Não-Linearidade Mono-tarefa vs. Múltiplas tarefas Conteúdos vs. Estabelecimento de relações Repetição e memorização vs. Resolução de problemas e criatividade Procura da forma correcta para realização vs. Reconhecimento de múltiplos caminhos Desenvolvida fora do contexto real vs. Altamente contextualizada Elevada planificação vs. Adaptação ao ambiente/momento Abordagem previamente concebida vs. Abordagem emergente Comunicação síncrona vs. Comunicação assíncrona Tecnologia da informação vs. Tecnologia de interacção CMS/LMS vs. Software social/PLE
  • 38. Outros recursos para aprofundamento: APA, 1995. Learner-centered psychological principles: A framework for school redesign and reform. Washington: American Psychological Association. Brown, J. S., (2002). Growing Up Digital: How the Web Changes Work, Education, and the Ways People Learn. United States Distance Learning Association. Retrieved on December 10, 2004, from http://www.usdla.org/html/journal/FEB02_Issue/article01.html BROWN, J. S., & ADLER, R. P. (2007). MINDS ON FIRE: OPEN EDUCATION, THE LONG TAIL, AND LEARNING 2.0. EDUCAUSE Review, 43, 1, 16–32. Good, R. (2008). Learning zeitgeist: The future of education is just-in-time, multidisciplinary, experimental, emergent. http://www.masternewmedia.org/news/2008/02/13/learning_zeitgeist_the_future_of.htm Milligan , C. (2006). What is a PLE? The future or just another buzz word?. http://www.elearning.ac.uk/news_folder/ple%20event Siemens, G. (2004). Connectivism: a learning theory for the digital age. http://www.elearnspace.org/Articles/connectivism.htm Siemens, G., & Downes, S. (2006). Connectivism and Connective Knowledge. http://ltc.umanitoba.ca/connectivism/ Rumelhart, D. E., & McClelland, J. L. (1987). Parallel Distributed Processing: foundations (Vol. I). MIT Press.