Uruguay 1er Seminario

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Palestra em evento sobre Educação Média Básica

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Uruguay 1er Seminario

  1. 1. 1er Seminario Taller sobre EMB Montevideo, 4 de deciembre de 2008
  2. 3. USA <ul><li>Mulher </li></ul><ul><li>Sem estudos </li></ul><ul><li>Pouco inteligente </li></ul><ul><li>Sem formação </li></ul><ul><li>Trabalho físico </li></ul><ul><li>Waitress [mesera] </li></ul>
  3. 5. Brasil <ul><li>Homem </li></ul><ul><li>Sem estudos </li></ul><ul><li>Pouco inteligente </li></ul><ul><li>Trabalho não qualificado </li></ul><ul><li>Trabalho físico </li></ul><ul><li>Pedreiro [albañil] </li></ul>
  4. 6. Falta-lhes conhecimento?
  5. 7. O Desafio dos Saberes Invisíveis Jarbas Novelino Barato [email_address]
  6. 8. Lembrar Gasset Yo soy yo y mis circunstancias
  7. 9. Trinta anos no Senac Coordenando programas de formação profissional Estudando as questões metodológicas Querendo organizar ofertas de ensino Aprendendo com docentes sem formação pedagógica Abandonando o marco teoria/prática
  8. 10. PROPOSTA FINAL Reconhecer o saber que se estrutura no e pelo trabalho
  9. 12. O que se diz dos dois trabalhadores apresentados <ul><li>Trabalhadores manuais </li></ul><ul><li>Mais corpo, menos mente </li></ul><ul><li>Atividade física </li></ul><ul><li>Entendimento limitado </li></ul><ul><li>Pouco tempo de formação </li></ul><ul><li>Educação geral mínima </li></ul>
  10. 13. Caracterização anterior: <ul><li>Objetiva? </li></ul><ul><li>Representativa dos saberes do trabalho? </li></ul><ul><li>Socialmente marcada? </li></ul><ul><li>Incapaz de ver conhecimento do e no trabalho? </li></ul><ul><li>Justa? </li></ul>
  11. 14. Um exemplo: podólogos no Brasil <ul><li>Até anos 1950: práticos </li></ul><ul><li>Até anos 1980: práticos licenciados pelo estado </li></ul><ul><li>De 1980 a 1990: qualificação de nível fundamental (primária) </li></ul><ul><li>A partir de 1990: técnicos pós secundários </li></ul><ul><li>Perspectiva: formação universitária </li></ul>
  12. 15. Outro exemplo: peluqueros <ul><li>Formação fundamental no Brasil </li></ul><ul><li>Formação pós secundária no UK </li></ul><ul><li>Formação tecnológica na Califórnia </li></ul><ul><li>Observação: trabalhos equivalentes </li></ul><ul><li>Pergunta: que sistema forma corretamente? </li></ul>
  13. 17. Divisão muito frequente <ul><li>Teoria </li></ul><ul><li>Concepção </li></ul><ul><li>Qualificação </li></ul><ul><li>Ciência </li></ul><ul><li>Educação </li></ul><ul><li>Prática </li></ul><ul><li>Execução </li></ul><ul><li>Não qualificação </li></ul><ul><li>Senso comum </li></ul><ul><li>Sem educação </li></ul>
  14. 18. Um marco equivocado: pares antitéticos Teoria e prática Conhecimento e habilidade Concepção e execução
  15. 19. Uma referência <ul><li>A idéia fundamental de uma fronteira entre mente e corpo – e com ela as dicotomias que a acompanham como cognição/emoção, fato/valor, conhecimento/imaginação, e pensamento/sentimento - está tão profundamente enraizada nos nosso modos ocidentais de pensar que nos é quase impossível evitar o enquadramento de nosso modo de entender mente e pensamento dualisticamente. (Mark Johnson) </li></ul>
  16. 20. A revisão de Ryle <ul><li>Mente e corpo é um erro conceitual grave </li></ul><ul><li>Mecânica cartesiana cria uma epistemologia limitada </li></ul><ul><li>S aber QUE ≠ Saber COMO </li></ul><ul><li>QUE não precede COMO </li></ul><ul><li>COMO tem status epistemológico próprio </li></ul>
  17. 21. O que abandonar? _ qualquer dicotomia que opõe mente e corpo
  18. 22. Direção Diferentes saberes, não hierarquizados, integrados em atividades demandas por necessidades e interesses
  19. 24. Taxonomia de Merrill baseada em operações cognitivas <ul><li>Fato </li></ul><ul><li>Conceito </li></ul><ul><li>Processo </li></ul><ul><li>Princípio </li></ul><ul><li>Dimensões: memória, uso, invenção </li></ul>
  20. 25. CONHECIMENTO MODELOS MENTAIS MEMÓRIA DE LONGO PRAZO MEMÓRIA DE CURTO PRAZO DESEMPENHO INFORMAÇÃO
  21. 26. Destaque Conhecimento como elaboração pessoal de informação e experiência
  22. 27. Conhecimento técnico <ul><li>Não é prática decorrente de teoria </li></ul><ul><li>É saber com direito a existência independente </li></ul><ul><li>Exige aprendizagem adequada </li></ul><ul><li>Percorre,como todos os saberes, as tramas informação ↔ conhecimento ↔ desempenho </li></ul>
  23. 28. Outra Referência Comunidades de Prática
  24. 30. Princípios <ul><li>São movidas por interesses compartilhados. </li></ul><ul><li>Têm como objetivo comum uma obra cuja realização depende da participação de todos. </li></ul>
  25. 31. É definida por <ul><li>Um empreendimento social. </li></ul><ul><li>Um modo de participação. </li></ul><ul><li>Resultado de relações que se estabelecem entre parceiros na criação de um produto coletivo. </li></ul>
  26. 33. Sugestões para EMB <ul><li>Abandonar o marco teoria/prática </li></ul><ul><li>Planejar ambiente no qual saber do e no trabalho possa florescer </li></ul><ul><li>Pensar obra como princípio orientador de metodologia de ensino </li></ul><ul><li>Considerar possibilidade de uma orientação com base em TA </li></ul>

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