Variações linguísticas 2014

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Variações linguísticas 2014

  1. 1. VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS Nixson Machado
  2. 2.  Você se descabela quando pensa na aula de língua Portuguesa?
  3. 3. Se acha incapaz de aprender
  4. 4.  Aprender a Língua Portuguesa pode parecer difícil, mas não é, a final é a língua que você fala.
  5. 5.  Como nosso país é muito grande e desigual, com Estados grandes e pequenos, ricos e pobres, com gente vivendo no litoral, na floresta, nas grandes cidades, em povoados e na roça, é natural que a Língua sofra variações, que é, tão somente, maneiras diferentes de se dizer a mesma coisa. Esse fenômeno chamamos de Variação Linguística.
  6. 6. Variação Linguística  A língua não é usada de modo homogêneo por todos os seus falantes. O uso de uma língua varia de época para época, de região para região, de classe social para classe social, e assim por diante. Nem individualmente podemos afirmar que o uso seja uniforme. Dependendo da situação, uma mesma pessoa pode usar diferentes variedades de uma só forma da língua.
  7. 7.  Há diferentes gramáticas:  Gramática normativa  Gramática internalizada ou intuitiva
  8. 8.  Qualquer falante do Português possui um conhecimento implícito e altamente elaborado da língua, muito embora não seja capaz de explicar esse conhecimento. É esse conhecimento que impede uma pessoa de falar uma frase do tipo: “Uma menino chegou aqui amanhã.”
  9. 9.  A gramática normativa trata apenas da modalidade culta (padrão) da língua, mas não posemos esquecer que a linguagem é influenciada por muitos fatores.
  10. 10.  Não há certo ou errado no uso da língua, o que há é uma forma adequada ou inadequada de usar a linguagem em determinadas situações de comunicação.
  11. 11. Casos:  1- Um advogado no tribunal do júri: - É evidente que a testemunha está faltando com a verdade. 2- Um advogado conversando com um colega: - Tá na cara que a testemunha tá enrolado.
  12. 12. Variações linguísticas  Diferenças - vocabulário - pronúncia - morfologia - sintaxe Fatores -históricos - geográficos - sociais
  13. 13.  Nível Fonológico – o L final da sílaba é pronunciado como consoante pelos gaúchos, enquanto em quase todo o Brasil é vocalizado, ou seja, é pronunciado com U.  Há ainda o R caipira; o S chiado do carioca, etc.
  14. 14.  Nível morfossintático  algumas vezes, por analogia, pessoas flexionam verbos irregulares com se fossem regulares: “manteu” (manteve) “vim” (vir).  Outros não realizam a concordância entre o verbo e o sujeito: “eles foi”; “os menino compraro”.  Há ainda o uso da regência: “eu lhe vi” (eu o vi), só para citar alguns casos
  15. 15.  Nível vocabular algumas palavras são empregadas com sentidos específicos, de acordo com a localidade. Ex: Uma criança em Portugal é “miudo”, ao passo que no Brasil pode ser “moleque”, “guri”, “piá”, “menino”. Outro exemplo, são as gírias. Ex: “Afe ou aff” - variação usado pelos adolescentes substituindo o "que saco!“ “Babado” - Fofoca, novidade. “Parada” - Coisa, negócio, troço, objeto. Usado para referência genérica ou quando não se lembra a designação exata de algo. Exemplo: "Me manda aquela parada de que você falou."
  16. 16. Variedade Histórica: Acontece ao longo de um determinado período de tempo, pode ser identificada ao se comparar dois estados de uma língua. O processo de mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um grupo restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos socioeconomicamente mais expressivo. A forma antiga permanece ainda entre as gerações mais velhas, período em que as duas variantes convivem; porém com o tempo a nova variante torna-se normal na fala, e finalmente consagra-se pelo uso na modalidade escrita. As mudanças podem ser de grafia ou de significado.
  17. 17. Cantiga da Ribeirinha No mundo non me sei parelha, Mentre me for como me vai, Cá já moiro por vós, e - ai! Mia senhor branca e vermelha. Queredes que vos retraia Quando vos eu vi em saia! Mau dia me levantei, Que vos enton non vi fea! E, mia senhor, desd'aquel'dia, ai! Me foi a mi mui mal, E vós, filha de don Paai Moniz, e bem vos semelha D'haver eu por vós guarvaia, Pois eu, mia senhor, d'alfaia Nunca de vós houve nem hei Valia d'ua correa. No mundo ninguém se assemelha a mim Enquanto a vida continuar como vai, Porque morro por vós e - ai! - Minha senhora alva e de pele rosadas, Quereis que vos retrate Quando eu vos vi sem manto. Maldito seja o dia em que me levantei E então não vos vi feia! E minha senhora, desde aquele dia, ai! Tudo me ocorreu muito mal! E a vós, filha de Dom Paio Moniz, parece-vos bem Que me presenteis com uma guarvaia, Pois eu, minha senhora, como presente, Nunca de vós recebera algo, Mesmo que de ínfimo valor.
  18. 18. Variedade geográfica  As palavras modificam- se de acordo com a região  Ex.
  19. 19.  Receita di repõi nu ái e ói Gredienti: 5 denti di ái 3 cuié de ói 1 cabess de repôi 1 cuié de mastumati Sá a gosto  Mé qui fais? Casca u ái, pica u ái e soca u ái com sá. Cêquenta o ói, foga o ái no ói quentim. Pica o repôi beeemm finim, foga o repôi nu ói quentimm Poim mastumati, mexi Ca cué pra fazê o môi. Prontim! Pó cume.
  20. 20. O jeito cearense de ser!  Cearense não joga fora... Ele rola no mato!  Cearense não discute... Bota boneco!  Cearense não corre... Faz carreira!  Cearense não ri... Se abre!  Cearense não brinca... Fresca!  Cearense não toma água com açúcar... Bebe garapa!  Cearense não percebe... Dá fé!
  21. 21. Causo cuiabano  Tava aquele aguaceiro e os dois atarracado no escuro. Ele tava até na orêa e ela uma bocó de fivela tava lá com ele. Quando o pai dela viu, disse na hora:  Bonito pra chas cara! Um cêpo dum marmandjo de catcho com minha fia. Amanhã vai sê uma futxicaiada só.  Cânhâem seu Nardo! Senhor tá pensano que sô cordero? Tcha por Deus!  Chialá mamãe! Djá vô ino!
  22. 22. Variedade Social  Variação Social: É aquela pertencente a um grupo específico de pessoas. Neste caso, podemos destacar as gírias, as quais pertencem a grupos de surfistas, tatuadores, entre outros; a linguagem coloquial, usada no dia a dia das pessoas; e a linguagem formal, que é aquela utilizada pelas pessoas de maior prestígio social. Fazendo parte deste grupo estão os jargões, que pertencem a uma classe profissional mais específica, como é o caso dos médicos, profissionais da informática, dentre outros.
  23. 23. Atividade  Observe a imagem abaixo e responda as perguntas a seguir:  a) Qual tipo de linguagem o personagem da imagem acima usou para se expressar: linguagem culta ou coloquial?
  24. 24. b) Observando bem a imagem, diga pelo menos dois fatores que contribuem para que o personagem fale dessa forma? c) Esse jeito como o personagem falou dá para o ouvinte/leitor compreender? d) Essa linguagem usada por ele é considerada “correta” ou “errada”? Por quê? e) Reescreva essa fala do personagem seguindo a norma culta da linguagem.
  25. 25.  Tendo em vista que “as gírias” compõem o quadro de variantes linguísticas ligadas ao aspecto sociocultural, analise os excertos a seguir, indicando o significado de cada termo destacado de acordo com o contexto:  a – Possivelmente não iremos à festa. Lá, todos os convidados são patricinhas e mauricinhos! b - Nossa! Como meu pai é careta! Não permitiu que eu assistisse àquele filme. c – Os namoros resultantes da modernidade baseiam-se somente no ficar. d – E aí mano? Estás a fim de encontrar com uma mina hoje? A parada vai bombar! e – Aquela aula de matemática foi péssima, não saquei nada daquilo que o professor falou.
  26. 26.  A seguir são apresentados alguns fragmentos textuais. Sua tarefa consistirá em analisá-los, atribuindo a variação linguística condizente aos mesmos: a – Antigamente  “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade
  27. 27.  b - Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Oswald de Andrade
  28. 28.  c –“ Aqui no Norte do Paraná, as pessoas chamam a correnteza do rio de corredeira. Quando a corredeira está forte é perigoso passar pela pinguela, que é uma ponte muito estreita feita, geralmente, com um tronco de árvore. Se temos muita chuva a pinguela pode ficar submersa e, portanto, impossibilita a passagem. Mas se ocorre uma manga de chuva, uma chuvinha passageira, esse problema deixa de existir.”
  29. 29.  d – E aí mano? Tá a fim de dá uns rolé hoje? Qual é! Vai topá a parada? Vê se desencana! Morô velho?

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