Autobiografia

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Autobiografia

  1. 1. AUTOBIOGRAFIA O meu nome é Nina Jane Duarte Abbott, nasci em Leiderdorp, Holanda a 23de Setembro de 1977. Sou filha do primeiro casamento da minha mãe, Maria EstelaVentura Duarte Abbott e filha de Christopher Reid Abbott. Aminha mãe é naturalde Figueiros, concelho do Cadaval e o meu pai de Hitchen –Hentfordshire. Por sernatural da Holanda e sendo a minha mãe Portuguesa e o meu pai Inglês, tenho pordireito tripla nacionalidade.(Anexo certificados de nascimento) A minha mãe com apenas14 anos,trabalhou como ama de 5 crianças de umafamília espanhola que vivia em Cascais.Com 24 anos imigrou para a Holanda paratrabalhar no Hotel “Hilton” em Amsterdão, onde conheceu o meu pai. O meu avôpaterno, trabalhou na sede da “Shell” em Amsterdão, assim o meu pai passou maiorparte da sua infância na Holanda. Depois de casarem, nasceu em 1975 o meu irmãomais velho Michael James Duarte Abbott e como já referi eu em 77. Em 1980 regressamos para o Reino Unido, o meu avô paterno adquiriu umaquinta enorme em Derbyshire, chamava-se “ThickwithinsFarm” e funcionava comoCentro Hípico. Apesar de a quinta ser do meu avô, ele não habitava lá, os meus paisgeriam a quinta e o negócio. Tenho muito boas recordações, sempre adorei animais,e viver lá em criança… bem…estava no meu mundo! Quem me dera hoje poder teraqui, o espaço e os animais que lá tínhamos. Lembro-me imensas vezes do nosso cão,o Ricky, um pastor alemão lindo, o pónei Bootsy e a Persy, uma égua linda. Em 23 de Setembro de 1982, no dia do meu quinto aniversário, o meu paisaiu de casa. Ele trabalhava também no Hotel “TheHadden Hall” em Buxton, láenvolveu-se com uma colega de trabalho, e foi viver com ela e os seus filhos. Foramdias muito difíceis, principalmente para a minha mãe. Eu e o meu irmão eramosmuito novos e confesso que não me recordo de tudo ao pormenor, penso quebloqueei muita coisa inconscientemente para me proteger. Eu era muito agarradaao meu pai. A minha mãe, uma lutadora, começou a trabalhar desde muito nova, nãoteve uma infância nada fácil, só tinha a quarta classe, e encontrava-se sozinha numpaís estrangeiro, com duas crianças pequenas, sem ajuda de ninguém e a viver numacasa que não era dela. A quinta apesar de ser fantástica, era localizada no norte daInglaterra, o inverno lá era duro, nevava tanto que ficávamos isolados, houvealturas em que as tropas britânicas foram de helicóptero largar comida prósanimais. O meu avô queria que a minha mãe abandonasse a quinta para a podervender, a minha mãe sabia que por lei na Inglaterra ele não podia exigir que ela sai-
  2. 2. se, porque tinha os dois filhos menores, então recusou-se. Começaram então osdias difíceis, não havia dinheiro, e o meu avô mandou desligar o aquecimento. NaInglaterra a maior parte das habitações utilizam aquecimento central que funcionacom um tanque de petróleo. A certa altura já não havia electricidade, vivíamosresumidos a um dos quartos paratentarmo-nos manter quentes, e sei que a minhamãe passou fome, lembro-me que um dia tivemos uma banana para dividir pelostrês. Em fins de 1983 abandonamos a casa, a minha mãe tinha 3 empregos econseguiu comprar uma casa nos arredores de Buxton em Heithfeild, era geminadatinha um pequeno jardim à frente e outro atrás, tudo o que precisávamos A minhamãe continuava com os 3 empregos, e nós passávamos muitos fins-de-semana nacasa dos vizinhos da quinta, pessoas que hoje tenho no coração como família. Em 83 entrei para a escola primária “St. Ann’sCathlicSchool” em Buxton,onde completei o nível básico de escolaridade. Correu tudo na normalidade. Em 1987 a minha mãe recebeu uma oferta de trabalho em Portugal, no“Parque da Floresta” campo de golfe que estava prestes a abrir em Budens,Algarve.E assim começou uma nova etapa, viemos para Figueiros a terra onde nasceu aminha mãe e reside a maior parte da minha família materna. A minha mãe partiupara o Algarve para iniciar o trabalho e organizar a casa para nos mudarmos,entretanto ficamos com as nossas tias.Eu vivia na casa da minha Tia Júlia emPalhoça, 2km de Figueiros e o meu irmão na casa da minha Tia Juliana. Ficamos emcasas separadas porque, a Júlia tinha um casal de filhos Carla e Graciano, então eudividia quarto com a minha prima, a Juliana tinha em casa dois rapazes Jorge eNuno, o meu irmão dividia com os primos. Andávamos todos na mesma escola noCadaval.Ingressei no 5º Ano, não falava português, posso dizer que foi umaexperiencia interessante. A minha primeira aula de português, lembro-me como sefosse ontem, quando entrei na sala de aula e o professor pediu-me para ler umtexto do livro, pensei que ele estivesse a brincar, mas não tive sorte, e lá comeceia ler, os meus colegas adoraram, foram 50min de risota. Foi a minha primeira eultima aula de português na escola do Cadaval. Fiz uma escolha, as aulas quefrequentava eram: Inglês (claro ), matemática, Ed. visual e Ed. física. O meuprimo Jorge não era muito dado a frequentar as aulas, por onde ele andava eu iaatrás. Sabia-se de início que não falando português nunca iria passar de ano, serviasim para aprender a língua, e esse objectivo foi conseguido com distinção. Verão 1988, destino Falfeira, Lagos, Algarve. Lembro-me bem, o primeiropasseio da Falfeira até ao centro da cidade de Lagos, quando cheguei a meio da Av.
  3. 3. dos Descobrimentos, tive que parar e olhar bem para o que estava a ver, foi amor àprimeira vista, era sem dúvida o sítio mais bonito que tinha visto até á data. Depois das férias de verão, mudamos de casa. Fomos viver para Budens,muito mais perto do trabalho da minha mãe e entretanto começou mais um anolectivo, desta vez em Lagos, onde completei o 5º ano. No ano seguinte abriu umanova escola em Vila do Bispo, passei a frequenta-la porque ficava no concelho deresidência. Completei lá o 9º ano.

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