Aula filosofia

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  1. 1. A Grécia Antiga é o termo geralmente usado para descrever, em seu período clássico antigo, o mundo grego e áreas próximas (como Chipre , Anatólia , sul da Itália , da França e costa do mar Egeu , além de assentamentos gregos no litoral de outros países —; como o Egito.
  2. 2. <ul><li>Tradicionalmente, a Grécia Antiga abrange desde os primeiros Jogos Olímpicos em 776 a.C. (alguns historiadores estendem o começo para 1000 a.C. ) até à morte de Alexandre, o Grande em 323 a.C. O período seguinte é o do helenismo . </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Os antigos gregos autodenominavam-se helenos , e a seu país chamavam Hélade. Nunca chamaram a si mesmos de gregos nem à sua civilização Grécia , pois ambas essas palavras são latinas , tendo sido-lhes atribuídas pelos romanos . </li></ul>
  4. 4. Os períodos da sociedade grega <ul><li>Período homérico : é a época narrada por Homero na Ilíada e na Odisséia, por volta de 1200 a 800 a.C. Esse é o período que os aqueus, jônios e os dórios conquistam e dominam Tróia e Creta. Com eles surgem um domínio agrícola e patriarcal e depois uns 400 anos surge a economia urbana e comercial. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Período da Grécia arcaica : final do século VIII a.C. ao início do século V a.C. É um período marcado pela construção das cidadelas ou fortalezas para a defesa, ao seu redor começam a surgir as cidades: Atenas, Tebas, Megara, no continente; Esparta, Corinto no Peloponeso; Mileto e Éfeso na Ásia Menor(...) a agricultura da espaço para o artesanato e o comércio. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Período Clássico : entre os séculos V a.C. ao IV a.C. Há nesse período as reformas de Clístenes e mais tarde o governo de Péricles, Atenas se coloca à frente de toda a Grécia. Desenvolve-se a democracia e surge o império marítimo ateniense. O porto de Pireu é de extrema importância para o comércio. Isso gera um acirramento de rivalidades entre as cidades que gera a guerra do Peloponeso, esse foi o fim do império ateniense e das cidades-estados gregas. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Período helenístico : a Grécia passa ao domínio da Macedônia e depois para o de Roma, ela se torna colônia de um império universal. </li></ul><ul><li>CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. p. 16-17 </li></ul>
  8. 8. Samos Abdera Berço da filosofia
  9. 10. Pensamento Mítico <ul><li>“ O mito é o nada que é tudo” (Fernando Pessoa) </li></ul><ul><li>          Convém dizer que definir o que é mito é algo um tanto difícil, pois a compreensão do mito é muito vasta e a abordagem teórica sobre o mesmo é riquíssima. Pois bem, vamos então partir das definições básicas as quais se encontram no Dicionário de Filosofia: Nicola Abbagnano. </li></ul><ul><li>Partindo do viés etimológico mito (Mythos). </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>“ Nos textos gregos antigos não se encontra uniformidade de emprego do vocábulo e, de um modo geral, pode afirmar-se que o substantivo mito surge com dois sentidos que se especializam </li></ul><ul><li>1 - Palavra – Discurso </li></ul><ul><li>2 - História – Narrativa” (Victor Jabouille, 1994. p. 25) </li></ul>
  10. 11. <ul><li>“ Mito opõem-se ao logos como o imaginário ao lógico, embora sejam no fundo, apenas dois aspectos, dois tipos de linguagem, duas manifestações do espírito humano ou, melhor, duas formas do espírito humano se manifestar. Se o logos é a linguagem da demonstração, o mito é a linguagem da imaginação, mesmo a linguagem da criação.” (Victor Jabouille, 1994. p. 27) </li></ul>
  11. 12. Filosofia <ul><li>O genitor dessa palavra é Pitágoras de Samos que, conta a história, certa vez ouviu alguém o chamar de sábio e ele considerando isso muito elevado pediu que o chamasse apenas de filósofo. Filosofia é composta de filo= philía, amizade e sofia= Sophia, sabedoria: amizade pela sabedoria. </li></ul>
  12. 13. Fatos da passagem: <ul><li>Navegação : o mito cai por terra a partir do momento em que as fantasias como: monstros... foram desmentidos pela constatação empírica. </li></ul><ul><li>Moeda : a noção de valor, algo abstrato. </li></ul><ul><li>Escrita alfabética : estimula a capacidade de abstração. </li></ul><ul><li>Calendário : faz-se calendário somente a partir do momento em que se sabe que o mundo segue um ciclo natural, ou seja, as coisas acontecem sem a necessidade e interferência dos deuses. (leis da física) </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Surgimento da vida urbana ou comerciantes : é o momento que marca a passagem do domínio do mundo rural para o mundo urbano. Os aristocratas mantinham o poder por meio da terra e do mito. Os comerciantes dominam pelo financeiro. Surge a necessidade da educação, logo filosofia. </li></ul><ul><li>Pólis : século VIII a.C. Ágora = praça pública que implica o nascimento do que se chama filosofia-política. São levados os problemas dos cidadãos. </li></ul><ul><li>Almas: vegetativa, sensitiva e racional (Aristóteles) </li></ul>
  14. 15. Tripartição da Alma Alma Nutritiva Sensitiva Intelectiva Vida
  15. 16. Pré-socráticos <ul><li>É um termo que designa, na história da filosofia, os primeiros filósofos gregos anteriores a Sócrates (séculos VI-V a.C.) eles também eram conhecidos como fisiólogos, pois se ocupavam das coisas físicas, isto é, materiais. </li></ul><ul><li>Eram divididos em duas correntes: </li></ul><ul><li>- Cosmológicos e </li></ul><ul><li>- Metafísicos. </li></ul>
  16. 17. Os primeiros sábios
  17. 18. Tales de Mileto (640 – 548 a.C.) é considerado o primeiro filósofo, devido a sua busca pelo princípio natural de todas as coisas (arché). Ele descobre na água o princípio de todas as coisas, para ele as coisas nada mais são que alteração, condensação e dilatação da água. É a água a vitalidade dos seres vivos.
  18. 19. Anaximandro de Mileto (610 – 547 a.C. ) foi discípulo e sucessor de Tales põe como princípio universal uma substância indefinida, o ápeiron (ilimitado), isto é, quantitativamente infinita e qualitativamente indeterminada. Deste ápeiron (ilimitado) primitivo, dotado de vida e imortalidade, por um processo de separação ou &quot;segregação&quot; derivam os diferentes corpos. O ápeiron é assim algo abstrato, que não se fixa diretamente em nenhum elemento palpável da natureza.
  19. 20. (588-524 a.C.) a arché (comando) que comanda o mundo é o ar, um elemento não tão abstrato como o ápeiron, nem palpável demais como a água. Tudo provém do ar, através de seus movimentos: o ar é respiração e é vida; o fogo é o ar rarefeito; a água, a terra, a pedra são formas cada vez mais condensadas do ar. sua luz do Sol. Anaxímenes julga que o elemento primordial das coisas é o ar.
  20. 21. declarava que as coisas eram constituídas por pequenas partículas invisíveis a olho nous. Estas podiam se dividir, mas mesmo na pequena parte existia o todo. Ele denominava estas partes minúsculas de sementes ou gérmens. Também imaginou uma força superior, a inteligência, responsável pela criação das coisas. Foi o primeiro filósofo de Atenas, mas foi expulso da cidade acusado de ateísmo. Interessava-se por astronomia, explicou que a Lua não possuía luz própria e como surgiram os eclipses.
  21. 22. (571-70 a.C) o fundador da escola pitagórica. Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que são compostas todas as coisas, é o número , ou seja, as relações matemáticas. Por isso Pitágoras é conhecido como o pai da matemática.
  22. 23. (540-476 a.C.) propunha que a matéria básica do Universo seria o fogo. Pensava também que a mudança constante, ou o fluxo, seria a característica mais elementar da Natureza. Tudo flui, disse Heráclito. Tudo está em fluxo e movimento constante, nada permanece. Por conseguinte, “não entramos duas vezes no mesmo rio”. Quando entro no rio pela segunda vez, nem eu nem o rio somos os mesmos.
  23. 24. (530-460 a.C.). “Nada nasce do nada, e nada do que existe se transforma em nada”. Com isso quis dizer que “tudo o que existe sempre existiu”. Sobre as transformações que se pode observar na natureza: ”Achava que não seriam mudanças reais”. De acordo com ele, nenhum objeto poderia se transformar em algo diferente do que era. Defendia o princípio de identidade.
  24. 25. (483 – 430 a.C.) propunha que todas as coisas são resultantes da fusão dos quatro princípios eternos: terra (sólido), água (líquido), ar (gasoso) e fogo (plasma).
  25. 26. (460 – 370 a.C.) as transformações que se pode observar na natureza não significavam que algo realmente se transformava. Ele acreditava que todas as coisas eram formadas por uma infinidade de &quot;pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutável e indivisível&quot;. A estas unidades mínimas deu o nome de ÁTOMOS. Átomo significa indivisível, cada coisa que existe é formada por uma infinidade dessas unidades indivisíveis.
  26. 27. Sofistas <ul><li>sofista (lat. sophista, do gr. sophistes) Na Grécia clássica, os sofistas foram os mestres da retórica e oratória, professores itinerantes que ensinavam sua arte aos cidadãos interessados em dominar melhor a técnica do discurso, instrumento político fundamental para os debates e discussões públicas, já que na pólis grega as decisões políticas eram tomadas nas assembléias. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>Contemporâneos de *Sócrates, *Platão e *Aristóteles, foram combatidos por esses filósofos, que condenavam o *relativismo dos sofistas e sua defesa da ideia de que a verdade é resultado da persuasão e do consenso entre os homens. </li></ul><ul><li>Estudos mais recentes, entretanto, buscam revalorizar de forma mais isenta o pensamento dos sofistas, mostrando que seu relativismo baseava-se em uma doutrina da natureza humana e de sua relação com o real, bem como indicando a importância da contribuição dos sofistas para os estudos de gramática, retórica e oratória, para o conhecimento da língua grega e para o desenvolvimento de teorias do discurso. </li></ul>
  28. 29. <ul><li>Não se pode falar contudo em uma doutrina </li></ul><ul><li>única, comum a todos os sofistas, mas apenas em certos pontos de contato entre várias concepções bastante heterogêneas. </li></ul><ul><li>Dentre os principais sofistas destacaram-se *Górgias, *Protágoras e *Hípias de Elida. Das principais </li></ul><ul><li>obras dos sofistas só chegaram até nós fragmentos, muitas vezes citados através de seus adversários, como Platão. </li></ul>
  29. 30. SÓCRATES
  30. 31. <ul><li>Na cidade de Atenas primeiramente surgiram os sofistas – homens que criaram uma crítica social . </li></ul><ul><li>Sócrates foi contemporâneo dos sofistas. Ele também se ocupava das pessoas e de suas vidas, levando-as a refletirem por si mesmas sobre coisas como os costumes, o bem e o mal. </li></ul><ul><li>Mas ele diferia dos sofistas por não se considerar um sábio, não cobrava por seus ensinamentos e tinha a convicção de que nada sabia. </li></ul>
  31. 32. <ul><li>Reconhecia que havia muita coisa além do que podia entender e vivia atormentado em busca do conhecimento. </li></ul><ul><li>Sócrates ousou mostrar as pessoas que elas sabiam muito pouco. Para ele o importante era encontrar um alicerce seguro para os conhecimentos. </li></ul><ul><li>Ele era um racionalista convicto. Em 399 a.C. foi acusado de corromper a juventude e de não reconhecer a existência dos deuses. </li></ul><ul><li>Foi julgado, considerado culpado e condenado à morte </li></ul>
  32. 33. <ul><li>Sócrates (c.470-399 a.C.) A vida de Sócrates nos é contada por Xenofonte (em suas Memorabilia) e por Platão, que faz dele o personagem central de seus diálogos, sobretudo Apologia de Sócrates e Fédon. Ele nasceu em Atenas. Sua mãe era parteira, seu pai escultor. Recebeu uma educação tradicional: aprendizagem da leitura e da escrita a partir da obra de Homero. Conhecedor das doutrinas filosóficas anteriores e contemporâneas (Parmênides, Zenão, Heráclito), participou do movimento de renovação da cultura empreendido pelos sofistas, mas se revelou um inimigo destes. Consolidador da filosofia. Nada deixou escrito. </li></ul>
  33. 34. <ul><li>Participou ativamente da vida da cidade, dominada pela desordem intelectual e social, submetida à demagogia dos que sabiam falar bem. Convidado a fazer parte do Conselho dos 500, manifestou sua liberdade de espírito combatendo as medidas que julgava injustas. Permaneceu independente em relação às lutas travadas entre os partidários da democracia e da aristocracia. </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Acreditando obedecer a uma voz interior, realizou uma tarefa de educador público e gratuito. Colocou os homens em face da seguinte evidência oculta: as opiniões não são verdades, pois não resistem ao diálogo critico. São contraditórias. Acreditamos saber. mas precisamos descobrir que não sabemos. A verdade, escondida em cada um de nós, só é visível aos olhos da razão. Acusado de introduzir novos deuses em Atenas e de corromper a juventude, foi condenado pela cidade. Irritou seus juízes com sua mordaz ironia. Morreu to-mando cicuta. </li></ul>
  35. 36. <ul><li>E conhecido seu famoso método. sua arte de interrogar, sua &quot;maiêutica&quot;, que consiste em forçar o interlocutor a desenvolver seu pensamento sobre uma questão que ele pensa conhecer, para conduzi-lo, de consequência em consequência, a contradizer-se, e, portanto. a confessar que nada sabe. As etapas do saber são: a) ignorar sua ignorância; b) conhecer sua ignorância; c) ignorar seu saber; d) conhecer seu saber. Sua famosa expressão &quot;conhece -te a ti mesmo&quot; não é uma investigação psicológica, mas um método de se adquirir a ciência dos valores que o homem traz em si. &quot;O homem mais justo de seu tempo&quot;, diz Platão, foi conde-nado à morte sob a acusação de impiedade e de corrupção da juventude. </li></ul>
  36. 37. <ul><li>Seria sua morte o fracasso da filosofia diante da violência dos homens? Ou não a indicaria que o filósofo é um servidor da razão, e não da violência, acreditando mais na força das ideias do que na força das armas? </li></ul><ul><li>Fonte: JAPIASSÚ, Hilton e MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 5°ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. </li></ul>

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