Marcada pelo fogo vol 6

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Marcada pelo fogo vol 6

  1. 1. 1
  2. 2. 2
  3. 3. 3 Quando um brilhante pesquisador changeling é sequestrado, a Sentinela DarkRiver, Mercy, um gato, e um tenente SnowDancer Riley, um lobo, devem trabalhar juntos para rastrear o jovem, antes de seus sombrios captores decidiram que ele não é mais útil. Ao longo do caminho, os dois dominantes podem achar que submeter-se um ao outro desvendará não apenas uma conspiração mortal, mas uma paixão tão crua que vai deixar os dois marcados pelo fogo.
  4. 4. 4 Tradução e Revisão
  5. 5. 5 Glossário Psy—Changeling Changelings – São humanos que podem se transformar em animais. Eles têm duas naturezas, humana e animal, e são mais fortes, mais rápidos, e com sentidos mais aguçados do que humanos comuns. Eles vivem em Clãs e possuem uma hierarquia rígida e bem definida. Os dois clãs principais na série são os DarkRiver (leopardos) e os SnowDancer (lobos). Temos: DarkRiver DarkRiver é um clã de changelings leopardos que é um dos mais poderosos dos Estados Unidos e que controla San Francisco e arredores. Eles possuem uma aliança recém—formada com os SnowDancers, um antigo inimigo. Alfa:Lucas Hunter Curadora:Tamsyn Ryder Sentinelas:São os imediatos e guarda pessoal do alfa. Eles são: Nathan “Nate” Ryder, Clay Bennett, Vaughn D’Angelo, Mercy Smith e Dorian Christensen SnowDancer Como um dos clãs mais dominantes na Califórnia e um dos maiores nos Estados Unidos, o clã de lobos SnowDancer é uma força a ser considerada. Eles são conhecidos por sua crueldade, o que faz deles um inimigo mortal e um valioso aliado. Alfa:Hawke Curadora:Lara Tenentes – São os imediatos e guarda pessoal do alfa. Eles são: Riley Kincaid, Tomas, Índigo Riviere, Cooper, Jem, Alexei, Matthias, Kenji e Riaz. Psys Psys – São uma raça com grandes poderes psíquicos. Esses poderes cobraram um alto preço a eles; loucura, psicoses, psicopatias. O Conselho Psy então decidiu implantar o Protocolo do Silêncio, que objetivava eliminar todas as emoções da raça. Os Psys
  6. 6. 6 passaram a ser friamente controlados e práticos. Eles lideram o governo e os negócios, e todas as suas decisões são baseadas em eficiência e lógica. Ou, pelo menos, deveriam ser. O Conselho Psy lidera a raça e faz suas próprias leis. Ele é formado por sete Conselheiros: Nikita Duncan, Ming LeBon, Tatiana Rika-Smythe, Henry Scott, Shoshanna Scott, Kaleb Krychek e Marshall Hyde. Algumas designações Psy: E (Empatia) – É a habilidade de sentir e manipular as emoções de outros seres sencientes. Empatas podem afetar um ou mais indivíduos por vez e curar traumas emocionais. Eram conhecidos no passado como curadores de mentes. J (Justiça) – Capacidade de acessar as memórias de pessoas que são suspeitas de algum crime, descobrindo através delas o que eles sabem. Eles fazem parte do sistema de justiça e só são chamados em casos especiais. M (Medicina) – Existem vários tipos de M—Psys, sendo os mais conhecidos os que podem “ver” dentro do corpo e diagnosticar doenças e fraturas. Alguns M—Psys têm a capacidade de “enxergar” em um nível celular, podendo analisar o DNA, por exemplo. Apenas uma pequena parcela de M—Psys pode realmente curar. P (Previsão) – É a capacidade de “ver” um evento futuro antes que ele aconteça. Uma rara expressão da previsão é a capacidade de ver o passado. P—Psys que veem principalmente o passado são extremamente raros, mas a maioria dos videntes pode ter um ou dois flashes do passado durante o ano. Ps (Psicometria) – Em termos básicos, aqueles nascidos com a habilidade Ps podem obter informações tocando objetos. Ps—Psys serão discutidos mais adiante no decorrer da série. Tp (Telepatia) – É a habilidade de se comunicar mentalmente com outra pessoa. Todos os Psys são telepatas em algum grau, pois essa capacidade é essencial para que eles possam se ligar à PsyNet. Telepatas puros são raros, e eles podem enviar e receber mensagens ao longo de grandes distâncias com clareza cristalina. X – Uma designação obscura mesmo entre os Psys. Eles serão discutidos mais adiante na série. Tc (Telecinese) – Habilidade de mover a matéria com a mente. Alguns são capazes de se teletransportar (viajar de um lugar para outro usando poder psíquico). Subdesignações da Telecinese: Tc-Celular – Habilidade de controlar as funções de seu próprio organismo ou as de outro ser vivo em um nível celular. Eles podem, entre outras coisas, parar o coração de
  7. 7. 7 um inimigo com um pensamento ou fazer com que seu próprio corpo se cure mais rápido, por exemplo. São muito raros. Tc-V (Viajantes) – Esses Psys são verdadeiros teletransportadores e podem ir de um lugar a outro num piscar de olhos. Viajantes são extremamente, extremamente raros. Serão discutidos mais adiante na série.
  8. 8. 8 CAPÍTULO UM Mercy chutou um galho seco para fora do seu caminho e encarou. — Galho estúpido. Claro, não era o indefeso galho que a deixou zangada, ele só teve o azar de estar em seu caminho quando, de ombros curvados, ela fez sua fuga do Círculo do Bando e da prolongada festança da cerimônia de acasalamento de Dorian. Era doentio o quanto seu melhor amigo estava apaixonado por sua companheira. Na verdade, todos os outros sentinelas estavam começando a fazer piada disso: — Clay fazendo olhos melosos a Tally, e não me deixe começar com Luc e Sascha. Então existiam os piores ofensores de todos, Nate e Tamsyn. Como podem eles ainda estarem tão loucos um pelo outro depois de todos esses anos! — Deveria ser contra a lei, — ela rosnou. Ela nem iria pensar sobre Vaughn e Faith. Ela decidiu ir para uma corrida ao invés. Uma hora mais tarde, e dentro o suficiente do território do clã, no qual ela não podia ouvir qualquer coisa além dos sussurros cautelosos das criaturas noturnas movendo-se na escuridão, ela se sentou num tronco liso de uma árvore caída e expulsou sua
  9. 9. 9 respiração. A verdade era, ela não estava zangada com qualquer um dos sentinelas ou seus companheiros. Maldição, ela estava tão loucamente feliz por eles que doía. Mas ela estava ciumenta, também. Todo mundo estava emparelhado agora. Exceto ela. — Aí, — ela murmurou. — Eu admito isto. Eu sou um grande bebê ciumento. Ser uma fêmea dominante não era uma coisa ruim na sociedade changeling. Fêmeas alfas eram tão comuns quanto os machos. Mas, ser uma fêmea dominante em um clã de leopardos onde nenhum dos machos dominantes despertava alguma coisa nela, isso era mau. E ser uma fêmea dominante em um estado controlado por leopardos e lobos — onde somente a pessoa errada despertava algo nela — isso era a cereja extra no topo do ruim. Não que ela estivesse limitada ao território deles — Dorian a estava empurrando para sair do estado, ver se não poderia encontrar alguém em um dos outros clãs, mas ela mesma não podia sair de DarkRiver, não quando as coisas estavam tão arriscadas. Claro, a vida acalmou-se um pouco desde a tentativa falha de sequestro da companheira de Dorian, Ashaya, mas era um tipo de calma irritável. Todo mundo estava esperando pela próxima onda na lagoa, se viria do suspeitosamente quieto Conselho Psy ou da recente e violenta Aliança Humana, era o que ninguém adivinhava. Que isso aconteceria, era certo. Como uma sentinela DarkRiver, ela deveria estar considerando as estratégias de defesa deles, planejando possíveis cenários. Ao invés disso, ela estava ficando tão louca com a necessidade, que ela não conseguia pensar em nada além da febre em seu corpo, a fome em sua garganta, querendo rasgar cada célula, cada respiração. Toque íntimo
  10. 10. 10 era tão necessário para a alma do predador quanto à floresta que ela chamava de lar, mas as coisas poderiam não ser tão ruins se ela também não tivesse tentado lidar com o impacto da conversa que teve com a curadora do clã, Tamsyn, uns poucos dias antes. Mercy foi a que falou: — Existe uma forte possibilidade de que eu permaneça sem companheiro. — Você não sabe disso, — Tammy retrucou, linhas de expressão na testa dela. — Você poderia conhec... — Não é isso. Eu posso não ser capaz de estar com alguém. Você sabe o que acontece. Tammy dobrou sua cabeça em um relutante aceno. — As chances são mais altas com as fêmeas dominantes do que com os machos. É uma incapacidade de se dar em... rendição. Até mesmo para seu companheiro. E isso era o inferno, Mercy pensou. Ela poderia querer um companheiro com todo seu ser, mas se ele aparecesse, e fosse um parceiro forte que não leva desaforo, que sabia que precisava, ela poderia se recusar a reconhecê-lo no nível necessário para o verdadeiro elo de companheirismo. Oh, o desejo de acasalamento provavelmente a dominaria para tomá-lo como amante, talvez mais... mas se o leopardo dentro dela não aceitasse verdadeiramente os direitos dele sobre ela, então ela poderia vagar por meses, voltando para ele somente quando não pudesse mais lutar com a necessidade. Isto era um tipo especial de tortura reservado para aquelas fêmeas leopardo que se estrangulam diante da mera ideia de dar a um macho qualquer tipo de controle sobre elas. E coloque isso de qualquer maneira que você queira, a menos que o companheiro dela acabe por
  11. 11. 11 ser um submisso fraco, mas ela nunca estaria atraída por alguém assim, então haveria um não-cerebrado que iria tentar dominá-la. — Eu não preciso de um companheiro, — ela murmurou, olhando para o círculo brilhante da lua nova de outono. — Mas você poderia me enviar um bonito, sexy, forte homem para dançar comigo? Por favor? Ela não tinha tido um amante há oito meses agora, e estava começando a machucar em cada nível. — Ele nem precisa ser inteligente, só bom entre os lençóis. — Bom o suficiente para acabar com a tensão no corpo dela, permitir funcionar de novo. Porque sexo não era simplesmente sobre prazer para um felino como ela, era sobre afeição, confiança, tudo que é bom. — Embora neste exato segundo, eu aceitaria, claramente, o velho sexo quente. Isso foi quando Riley caminhou para fora das sombras. — Pegou uma coceira, gatinha? Estalando sobre os seus pés, ela estreitou seus olhos, sabendo que ele tinha deliberadamente ficado a favor do vento a fim de deslocar-se sobre ela. — Espiando? — Quando você está falando alto o suficiente para acordar um morto? Ela jurava que podia sentir vapor saindo de suas orelhas. Todo mundo sabia que Riley era quieto, prático, fundamentado. Somente ela sabia que ele tinha uma parte significativa que se encantava em irritá- la sempre que possível. — O que você quer? — Foi um rosnado vindo do coração do leopardo e da mulher.
  12. 12. 12 — Eu fui convidado para a cerimônia de emparelhamento de Dorian. — Um sorriso lento de sarcasmo para ela revidar. — Muito difícil perder você queimando o lugar. E eu não estou falando sobre seu cabelo. — Os olhos dele pousaram sobre os longos fios vermelhos acariciando acima dos seios dela. Mercy não ficava embaraçada facilmente, mas as suas bochechas inflamaram agora. Porque se Riley soubesse que ela estava no cio, como um pirado felino selvagem! Então assim faria o resto do próprio clã. — Então o quê, você me seguiu esperando que eu baixasse meus padrões e dormisse com um lobo? — Ela intencionalmente fez “lobo” soar tão apetitoso quanto “réptil”. A mandíbula de Riley se contraiu sob uma sombra de barba por fazer, uma tonalidade mais escura que o castanho escuro do seu cabelo. — Você quer me arranhar, gatinha? Venha. As mãos dela se fecharam. Ela realmente não era tão cadela assim. Mas porra Riley tinha um jeito de ligar seu fusível. — Desculpe, eu não bato em filhotes indefesos. Ele riu. Ele realmente riu. Ela silvou para ele. — O que é tão engraçado? — Nós dois sabemos quem é o dominante aqui... e você não é. Já chega. Ela era uma sentinela. Então o que se ele tinha sido um tenente por mais tempo? Isso não mudava o fato que ela ocupava o mesmo lugar nos DarkRiver que ele ocupava nos SnowDancer. O lobo tinha atravessado uma fronteira muito definida — e desde que ela não podia ter sexo, ela se contentaria com violência. Sentindo-se mais um pouco selvagem, ela se lançou.
  13. 13. 13 Riley estava pronto para ela. Ele tomou o chute na coxa sem vacilar, mas parou o soco dela com uma única mão. Ela já estava movendo, deslizando para a próxima posição, pronta para tirar vantagem de qualquer vulnerabilidade. Ele bloqueou cada um dos movimentos dela, mas ele mesmo não fez nenhum. — Lute! — ela gritou. Ela precisa de um bom treino suado que poderia tirar um pouco da borda angustiante da fúria da necessidade dela. Seu pé conectou com as costelas dele. Ela ouviu um grunhido e sorriu. — Não estamos tão rápidos não é, lobinho? — Eu estava tentando, — ele disse, bloqueando com os braços o próximo conjunto de golpes dela, — não machucar você. — Eu não sou uma princesa assustada, — ela murmurou, apontando para a parte mais vulnerável do corpo do homem — sim, sim, não era justo. Mas Riley pediu isto. Oh, cara, ele teve que pedir por isto. —Tome a ‘Gatinha’, Kincaid. — Maldição, Mercy! — Ele agarrou o pé que estava para conectar com sua virilha e a sacudiu. Facilmente. Ela ofegou ao perceber exatamente o quanto ele tinha se contido, ela se torceu no ar e veio para uma fácil aterrissagem em seus pés. — Eu te darei uma coisa, — ele disse, agachado à sua frente enquanto eles circulavam um ao outro. — Você sabe como se mover. . . gatinha. Adrenalina cortou através dela, um fogo quente, líquido. — Melhor do que o salto de um cão pastor de qualquer maneira. —Ela manteve o mesmo tom, mas estava suando debaixo da camiseta preta colante que ela tinha mudado para dançar, seu coração batendo em
  14. 14. 14 um passo rápido. — Garras fora, — ela disse e isso foi o único aviso que ela deu antes de ir para ele. Ela nem tinha visto isso vindo. Um momento ela estava para cortar seu rosto, certo, então ela somente teria arranhado-o, não era como se isto fosse uma briga até a morte, e no próximo, ela estava deitada de costas com seus pulsos batidos contra a terra, agarrados em um punho forte. — Ooomph. — Todo o ar correu fora dela quando a parte inferior do corpo de Riley esmagou o dela no chão. O bastardo era pesado, puro músculo acima de osso sólido. — Rendição. — Seu nariz quase tocando o dela. — Nos seus sonhos. — Ela sorriu dentro dos olhos de chocolate escuro. — Chegue mais perto. — Então você poderá me morder? — Um flash de dentes. — Primeiro você se rende. Então eu chego para mais perto. — Não nessa vida. — Se ela se rendesse, ela estaria reconhecendo o domínio dele, pelo menos por hoje à noite. — Então eu acho que eu terei que fazer por você. — Tente isto. — Sorridente, ela foi para sua garganta e quase o teve, quando, usando um movimento que era todos os tipos de ilegal — ele a virou novamente com a frente dela pressionada no chão cheio de folhas, seus pulsos ainda trancados em seu aperto de ferro e presos acima da cabeça dela. — Trapaceiro. — É o que diz a mulher que tentou chutar minhas bolas em minha garganta, — ele assinalou, mesmo quando ele lambeu o sal fora da pele do pescoço dela em um movimento preguiçoso e altamente provocativo. — Eu vou matar você. — Foram mais silvos que som. Ele a mordeu.
  15. 15. 15 No lugar suave, sensível entre pescoço e ombro. Ela sentiu seu corpo inteiro tremer de dentro para fora na mostra descarada de dominação. — Pare. — Saiu roca, nada como a rejeição que ela queria que fosse. Ele tirou sua boca dela. — Eu sujeitei você. — Isto é merda de lobo. Eu sou um felino. — Você está ainda presa debaixo de mim. — Ele se aninhou em seu pescoço. — E você cheira toda quente, molhada e pronta. — Sua voz estava caindo, passando para lobo em cima dela. E o calor entre as coxas dela estava se transformando em uma batida pulsante. O estômago dela torcido em uma onda maldosa de necessidade. Deus, ela estava com fome, tão sensualmente com fome. E Riley tinha tomado-a, seu aperto inquebrável. No momento, o leopardo não se importava que ele não fosse um felino. Só se importava que ele era forte, sexy, e estimulante. Ela se viu levantando seu corpo contra o dele sem perceber, seu bumbum esfregando, seduzindo, convidando. — Você conta para alguém, e eu vou esculpir seu coração. — Falar não é o que estou interessado bem agora. — Liberando suas mãos, ele a deixou se voltar sobre suas costas... só para empurrar para além da coxa e estabelecer sua ereção confortavelmente contra ela. Isso foi tudo que ela podia aguentar para não gemer em voz alta. Ele se levantou em seus braços, olhando para baixo com os olhos indo para os de lobo — as pupilas negras circundadas por um anel de âmbar que ecoou através do rico marrom da íris para transformar seu olhar com o brilho da noite. — Quanto áspero? — Sua sexualidade era uma força primitiva batendo contra a pele dela.
  16. 16. 16 — Rude. — Ela queria ser marcada, usada até que ela ficasse torcida e em coma pelo prazer. E ela queria fazer o mesmo por ele. Manobrando uma mão naquele espesso e sedoso cabelo, ela se coçava para senti-lo contra os seios dela, ela puxou para baixo a cabeça dele e o beijou, rosnando na parte traseira de sua garganta. Ele agarrou aquela garganta com uma mão, apertando levemente. — Comporte-se. Ela o mordeu dessa vez. Um rosnado completo derramou-se dentro da boca dela enquanto o certinho demais, Riley Kincaid se liberou para seu lobo e mostrou a ela exatamente o porquê ele era o tenente mais antigo de SnowDancer. A camiseta dela estava em frangalhos antes que ela pudesse piscar, o sutiã foi no instante depois. As mãos dele apertaram as curvas arredondadas da carne nua dela, e quando ele separou os lábios do dela para mover-se abaixo, ela sabia que iria sentir os dentes. O que ela não sabia era que Riley chuparia seu mamilo como se fosse seu deleite preferido antes que afundasse os dentes em sua carne delicada. As costas dela se arquearam do chão da floresta e ela agarrou o macio calor dos ombros dele. Para onde a camiseta dele tinha ido? Ela não se importava. Tudo o que ela sabia era que tinha a carne de um lindo macho debaixo de suas mãos e oh era ótimo. Ignorando o rosnado dele, ela puxou a cabeça dele de seu peito e mordeu os lábios dele novamente. Para um lobo, Riley tinha uma bela boca. Ela tinha estado querendo dar uma beliscada nela por meses. Assim ela fez. Então ela deslizou seus lábios ao longo da mandíbula e sobre as linhas do pescoço dele. Sal, homem e lobo. Lobo. Inimigo. Seu felino rosnou novamente.
  17. 17. 17 Mas o rosnado estava enterrado em calor puro. Ele tinha um gosto bom. Quando ele colocou sua mão na cintura dela e a arrastou de volta para outro beijo, ela não protestou. Foi tão selvagem quanto o primeiro, molhado, profundo e coberto com a promessa de prazer sexual cru, sem amarras. — Agora, — ela ordenou quando eles se separaram, seu corpo quase vibrando com a necessidade cada vez mais rigorosa. — Não. — Ele deslizou para abaixo do corpo dela e de repente as calças e calcinha dela tinham ido. Ela sentiu o beijo das garras contra o interior das suas coxas e sabia que tinha sido de propósito. Nenhuma dor, nem mesmo um toque real. Só uma sugestão. Só suficiente para lembrar a seu leopardo que ele podia tomá-la. Mais que suficiente para empurrar sua estimulação à estratosfera. — Lobo maldito. — Uma sufocada maldição. Espalhando suas coxas com fortes, calejadas mãos, ele pôs sua boca nela. Ela gritou. Riley estava, aparentemente, sem humor para ir lento e fácil. Ele a lambeu em golpes duros, firmes, sugando e então beliscando. O orgasmo rasgou através dela tão ferozmente que ela sabia que seus músculos protestariam amanhã. Ele continuou a usar aquela boca, aqueles dentes nela até que ela podia sentir seu corpo apertando novamente depois de um intervalo ridiculamente pequeno. Mas ela queria mais que outra explosão de prazer. Agarrando seus ombros, ela o parou, sabendo que
  18. 18. 18 ela não seria capaz de fazer isto se ele não tivesse cooperado. Isso teria incomodado... em qualquer outra situação. — Faça isto, lobo. Uma mão no cabelo dela, puxando a cabeça dela para trás. — Qual é o meu nome? Ela arranhou trilhas abaixo de suas costas. Ele nem sequer estremeceu. — Meu nome, gatinha. Diga meu nome. — Sr. Certinho demais. Certinho para os próximos. — ela disse, mesmo quando ela se esfregou contra a forte pressão da ereção dele protegida por brim, a rugosidade do tecido provocando uma sensação extraordinária. Ela teria gostado ainda mais com a pele nua, mas ele não estava cedendo. — Diga, ou nenhum pênis para você hoje. A boca dela se abriu. — Foda-se. — Você estará fazendo isso em breve. — Ele a beijou novamente, um emaranhado de línguas e dentes, e indomável poder masculino. — Agora. — ele empurrou contra ela, deixando-a sentir o pesado, escuro calor que ela poderia ter. — Qual é meu maldito nome? Era tentador continuar a rosnar para ele, mas a pele dela estava escorregadia com o suor e ele estava grande, selvagem e delicioso sobre ela. E ela o queria dentro dela. Agora. — Homens e os seus egos, — ela murmurou, só para irritá-lo um pouco. — Agora faça isso, Riley, ou eu encontrarei outro alguém. Ele segurou a cabeça dela, e foi outro longo segundo antes de abaixar o rosto para o dela, aqueles olhos âmbar falando a ela quem exatamente estava no comando dentro dele naquele momento. — O que você disse? — Calmas, calmas palavras. Ela arranhou as costas dele novamente. Dessa vez, o lobo rosnou para ela e os próximos minutos passaram em uma fúria de
  19. 19. 19 roupas rasgadas e beijos devastadores, gritos de prazer misturados com gemidos. E, de repente, ele estava nu sobre ela. Forte, quente, bonito. Ela levantou-se contra ele, sentindo seus olhos indo para leopardo quando ele colocou uma mão na coxa dela para segurá-la e cutucá-la com o comprimento dele. Ela tentou chegar para baixo, mas ele rosnou para ela. Normalmente ela teria rosnado de volta, mas ele estava fazendo-a se sentir tão...malditamente...bem. Então ela enrolou sua outra perna ao redor dele e meteu as mãos em seu cabelo, balançando o corpo para cima. — Eu quero você dentro de mim. Ele começou a empurrar. Ela puxou uma respiração. O homem estava duro como pedra e grosso o suficiente para fazê-la alongar os músculos até a borda da dor. Ela estremeceu. — Mais. Ele tomou sua palavra, empurrando dentro dela com um lento, intensamente erótico foco, que fizeram seus músculos internos começarem a ter espasmos de êxtase antes mesmo de ele estar totalmente dentro dela. E ela nunca se sentiu tão tomada em sua vida. Mas ele deu-lhe apenas alguns segundos para se acostumar com ele antes de seus lábios apanharem os dela mais uma vez, enquanto seu corpo batia dentro e fora dela com um poder que seu leopardo glorificava. Lobo ou não, valia a pena dançar com esse homem. Ela moveu com ele, beijando-o de volta, correndo suas mãos sobre todo o corpo dele e beliscando-o apenas porque queria. Ele a manteve presa à terra quando ele a tomou, como se soubesse o quanto malditamente ela precisava de um bom e duro passeio. Quando ela teve o orgasmo, foi com um grito agudo, um aperto luxurioso ao redor da quente grossura dele, e uma explosão de luzes de estrelas por trás dos olhos dela.
  20. 20. 20 Luzes que continuavam a piscar mesmo depois que ela voltou para a terra. Riley ainda estava quente e duro dentro dela, movendo-se com poderosos e indesculpáveis golpes que a levou para outro auge em momentos. Ela mordeu o pescoço dele na maneira de lobo dessa vez, e finalmente empurrou-o sobre a borda com ela.
  21. 21. 21 CAPÍTULO DOIS Cedo na manhã seguinte, uma graciosa fêmea Psy caminhou para dentro de um restaurante café da manhã e jantar, ao sul de San Diego, e se sentou, colocando sua pasta ao lado dela. Ela estava vestida em um terno cinza escuro, com uma jaqueta que chegava à cintura, e calças sob medida no mesmo material. O colarinho da camisa dela era nítido e branco, suas unhas bem cuidadas eram curtas e limpas. A garçonete sorriu, mas não esperou uma resposta. Todo Psy, bem, exceto os que tinham desertado recentemente, eram robôs sem emoções. Ela tinha ouvido rumores que eles não nasceram daquele modo, que eles treinaram para expulsar a emoção deles mesmos. Coisa idiota se você perguntasse a ela. O que era a vida sem amor, sem risos? Sim, existiam algumas lágrimas no caminho, mas hey, isso era a vida. Para ser vivida. Mas ela não disse a ninguém o que estava na mente dela, Psy eram sem emoções, mas eles palpitavam exatamente sobre a porcentagem correta. O que era melhor que alguns avarentos que corriam para fora e então deixavam vinte e cinco centavos para trás. Ela teria servido um Psy à frente deles qualquer dia. — O que será? — Ela perguntou, levantando o antiquado bloco de pedidos. Foi assim que esse lugar permaneceu nos negócios, pessoas vieram pelo “ambiente”, como o chefe chamava.
  22. 22. 22 Ela riu dele, o velho paquera era seu marido, ela teve que mantê- lo nas pontas dos pés, mas ele estava certo. As pessoas gostavam das toalhas de mesa quadriculadas acima de mesas de madeira, o serviço das pessoas reais ao invés de ordenar aos pads1 construídos nas mesas, até mesmo o crepitar do velho jukebox que eles acionavam na noite. É por isso que eles conseguiram muito movimento humano e changeling. Os poucos Psy que entraram estavam principalmente perdidos a caminho de uma reunião na cidade. Esta aqui parecia o tipo. Bonita, também, com aqueles olhos verdes claro contra pele que era um bronze bom, pálido. Psy realmente eram muitas vezes marcantes, provavelmente bagunçaram com seus genes no útero, pensou a garçonete. — Querida? — ela incitou quando a mulher não respondeu. A fêmea Psy piscou, olhando fixamente para ela. E a garçonete podia ter jurado que ela viu desespero naqueles olhos. Então a pasta explodiu. 1 Aparelho eletrônico, tipo ipads!
  23. 23. 23 CAPÍTULO TRÊS Riley despertou para encontrar seu irmão, Andrew, sentado no pé de sua cama, uma caneca de café na mão e um sorriso comedor-de- merda em seu rosto. — Truque legal, mano, — ele disse. — Tomando banho antes de ir para a cama. Provavelmente você se mergulhou no córrego antes de voltar para casa, também. Riley só esperou. Drew era realmente bom em convencer as pessoas a derramar suas entranhas com sugestões astutas, que ele já sabia de qualquer jeito. Ele culpava isto por ser o filho do meio. Riley culpava isso por ele ser um espertinho. — Mas você se esqueceu de esvaziar o cesto de roupa para lavar. — Farejando a roupa suja agora? — Ele levantou uma sobrancelha, sabendo que Drew não tinha nada. Suas roupas tinham sido destruídas — ele voltou para casa na forma de lobo. E ele tinha molhado seu traseiro em um lago gelado antes dele ter voltado. — Você realmente precisa transar. — Oh, nós não estamos falando sobre minha vida sexual. — Outro sorriso presunçoso. — A sua é muito mais interessante. Riley permaneceu em suas costas, sentindo um suave dor em seu ombro. — Por que você está aqui? Supunha-se que você deveria estar em Los Angeles esta semana. — Drew recentemente tinha sido promovido para um papel que necessitava dele perambulando por
  24. 24. 24 todas as diferentes cidades sobre o controle SnowDancer e apresentando relatórios diretamente para o Alfa SnowDancer, Hawke. Era uma responsabilidade necessária. Porque, como SnowDancer, tinha aprendido no frio branco da neve do inverno anterior, que nem todo lobo era bom. Nem todo lobo protegia. A lição tinha atingido o clã profundamente no coração, e eles estavam quietos sangrando por isto. Mas aquela dor não os tinha parado de tentar consertar isto assim não poderia acontecer novamente. Por isso, a nova posição de Andrew como olhos e ouvidos de Hawke entre aqueles que poderiam passar despercebidos. Ele levou um time pequeno de homens e mulheres que eram conhecidos por serem absolutamente leais aos SnowDancer, pessoas que arrancariam seus corações no lugar de prejudicar um inocente. Todos eles também eram rápidos para sorrir, facilmente faziam amigos. Drew, em particular, podia arrumar qualquer um para conversar com ele sobre qualquer coisa. Que era o porquê Riley aprendeu ser muito cauteloso com as perguntas aparentemente sinceras do seu irmão mais novo. — Eu troquei com Kieran, — Drew agora disse. — Ele queria evitar alguém na guarida. Riley sabia precisamente quem o outro soldado queria evitar. — Ele terminou com sua namorada mais recente. — O fato que Kieran era tecnicamente humano, tendo sido adotado dentro de SnowDancer quando era uma criança, não pareceu impedi-lo de agir como um lobo à espreita. — A mulher está em busca de sangue, foi o que eu ouvi. — Eu imaginei. — O brilho retornou ao olhar dele. — Então, quem ela era?
  25. 25. 25 — Eu pensei que você sabia? Drew fez um careta. — Eu sei que você transou. É só uma questão de tempo antes de eu arrancar a verdade. — Divirta-se. — Ele começou a se levantar, então percebeu por que seu ombro doía. Mercy o arranhou com força. Isso poderia ter dado uma pausa em um homem. Mas fez o lobo de Riley sorrir. Usar suas marcas de garra era uma medalha de honra — porque significava que ele a tinha conduzido para tanto prazer que ela tinha se esquecido dela mesma. Se ela fosse sua amante na realidade, ele estaria mostrando-as a todos. Mas ele não sabia o que ela era para ele. Exceto a mulher que o deixou mais quente e ansioso, o mais rápido do que qualquer outra. Assim, ele permaneceu de costas, brutalmente ciente que uma só vez nunca seria suficiente. Nem de perto. Sua barriga apertou. — Vai embora, Drew. Vou levantar daqui a pouco. — Hmm, ele quer me abandonar. Por quê? – Drew tomou um pequeno gole do café dele. — Poderia ser porque uma pequena gata marcou nosso estimado tenente? Riley mal conseguiu se conter ao comentário sobre a “gata”. Ele não tinha intenção de esconder seu enredo com Mercy — ela podia ser frustrante como o inferno, uma dor real no traseiro dele, mas ela também era uma mulher incrivelmente forte, sexy, alguém que qualquer macho estaria orgulhoso de chamá-la como sua amante. Mas ele precisava de tempo para resolver como ele iria lidar com isso. No instante que esse pensamento se formou, ele ouviu a voz de Mercy em sua cabeça, um fragmento de memória de uma das muitas brigas deles. — Jesus, Riley, você alguma vez reage?
  26. 26. 26 — Quando necessário. — Quando necessário. — Ela imitou sua voz perfeitamente. — Eu te chamaria de Psy, mas eu acho que seria um insulto a eles. — Eu sinto. —Mas seus sentimentos passam por pelo menos dez filtros diferentes antes de você mostrá-los. — Ela sacudiu o cabelo, amarrado em um rabo alto, acima de um ombro. — Não me incomoda, exceto quando você me deixa louca com estes planos. — A palavra “plano” tinha cerca de sete longas sílabas. — Nós lidaremos com algumas situações quando elas surgirem. Nós não precisamos de um fluxograma codificado por cores. Ele não tinha um fluxograma, claro. Mercy simplesmente gostava de empurrar até onde era possível. — Eu acho que você precisa ir ver Brenna, — ele disse para Andrew quando seu irmão permaneceu acomodado. — A palavra é, ela e Judd tiveram uma briga. — Riley gostava de Judd, mas o homem estava acasalado com sua irmãzinha — Riley tinha se reservado o direito de discutir com ele periodicamente. E usá-lo como forragem para distrair Drew. — Ela não conversará comigo, vá ter certeza de que ele não a empurrou até a borda. Drew saiu tão rápido, que ele criou uma brisa em seu caminho. Riley se perguntou se Judd esmurraria Drew por sua interferência não desejada e completamente desnecessária. — Sirva-o direito, — ele murmurou, levantando e roubando o café que seu irmão deixou para trás. Judd cortaria seu braço antes de machucar Brenna. Era por isso que ele ainda estava vivo. Porque enquanto Riley não estava com Mercy, com sua natureza impressionantemente vívida, ele sentia profundamente.
  27. 27. 27 E ele amava sua irmã com uma força que a fazia lhe chamar de urso superprotetor em um pedestal normal. Ele não se importava. O clã tinha ajudado muito, mas era para Brenna que Riley tinha olhado depois da morte de seus pais, Riley que beijou os arranhões dela e acalmou seus pesadelos. O fato que ela estava acasalada não mudava o direito dele de cuidar dela. Um laço de culpa e fúria torceu ao redor de seu coração no decorrer desse pensamento. Ele não sonhou na última noite, mas a dor estava lá, como sempre. Porque a verdade era, ele falhou com Brenna quando ela mais precisou dele. Aquele bastardo Psy, Santano Enrique, tinha machucado sua irmã, machucou-a tanto que ela quase se quebrou. — Mas ela não quebrou. Ela malditamente sobreviveu, e a última coisa que ela precisa agora é de um irmão idiota que lamenta por ele mesmo. — A voz de Mercy de novo, palavras que ela lançou nele quando ele tinha rosnado com ela uma vez muito depois do salvamento da Brenna. O que ela diria se pudesse ouvir seus pensamentos agora mesmo? Ele voltou para tocar seu ombro, um sorriso relutante arrastando por seus lábios quando a velha ira retrocedia debaixo de uma onda de desejo mais primitivo. Se ele soubesse que seria bom entre eles, ele teria dito ao inferno com o autocontrole e ido atrás dela meses atrás. Isto, ele pensou quando caminhava para o banheiro, era um engano que não estaria repetindo. Quando Drew arrastou seu traseiro arrependido de volta pela porta, Riley estava vestido e comendo ovos mexidos. — Nenhuma contusão visível, — ele disse, olhos passando pelo peito de Drew. Seu
  28. 28. 28 irmão tinha sido baleado no coração no inverno passado, seu sangue uma flor escarlate pela neve, o lobo de Riley não podia evitar o exame quase automático. — Ou Judd estava de bom humor, ou suas costelas devem doer como o inferno. — Ria se você puder, — Drew disse, um sorriso maldoso rachando seu rosto. — Mas agora Brenna sabe de algo, também. Ótimo. Se Drew era um intrometido, Brenna era implacável. — Você não tem vida, Drew. — Então você não se importará se eu enfiar meu nariz na sua. Mercy estava na cama passada sua hora habitual de acordar, olhando fixamente para o teto de sua cabana. Ela estava dolorida como o inferno, marcada com mordidas, arranhões, e contusões, e ela se sentiu ronronando. Não que diria a ele, nunca, mas Riley sabia o que ele estava fazendo na cama. Ou no chão da floresta. O lobo apenas não tinha montado-a até uma maldita quase inconsciência, quando ele lhe deu os melhores orgasmos da sua vida. E isso era claramente embaraçoso. Seu melhor sexo tinha sido com um lobo. Patético. Exceto que seu corpo estava falando para ela se calar e se chafurdar. Porque era boooooom. Bom o suficiente que ela até poderia querer repetir isto. — Não, — ela disse a si mesma no momento que o pensamento apareceu em sua cabeça. — Uma vez, e a maior parte da noite definitivamente conta como uma, você pode anular como um engano. Mas você faz isto novamente e ele começará a achar que tem direitos
  29. 29. 29 sobre você. — Ela conhecia os predatórios homens changeling. Eles gostavam de controle. Eles particularmente gostavam que suas mulheres se submetessem. E Riley era um grande pedaço de lobo Neanderthal cheio-de-testosterona, ele provavelmente pensava que a submissão dela era seu direito. Ela bufou. — Não nesta vida. Gemendo quando seus músculos protestaram, ela deu a volta. Tomou uma chuveirada noite passada, mas um banho quente estava indiscutivelmente na sequência. E uma massagem. Um de seus companheiros de clã teria muito prazer em dar-lhe outro, por simples amizade, mas se eles fizessem, eles veriam as marcas em seu corpo. Ela podia imaginar a reação deles quando descobrissem que ela se rebaixou e sujou-se com um lobo. Os SnowDancers eram seus aliados, mas leopardo e lobo não se misturavam facilmente. A amizade verdadeira levou um inferno de muito tempo. E, entretanto ela teve um ótimo sexo com Riley, certo, quente, bagunçado, sexo assustadoramente maravilhoso, ele não era seu amigo, também. A maior parte do tempo, ele irritava o inferno para fora dela só por respirar. Ela saltou quando o painel eletrônico buzinou. Foi um esforço esticar uma mão do casulo morno da sua cama e levantar o aparelho portátil. — Sim? — Ligue o visual, Mercy. Toda preguiça fugiu. — Vó? — Claro que sou eu. Agora, o visual. Se apresse, menina. Seu avô está me esperando, assim nós poderemos nos espremer em algum tango horizontal antes de uma reunião. Mercy corou. — Eu realmente não precisava da imagem em minha cabeça. E nada de visual, eu estou nua. — O que ela estava
  30. 30. 30 preocupada era que os olhos de águia da sua avó localizassem a marca de mordida que Riley deixou em seu pescoço. — Você não tem nada que eu não tenho, — sua avó disse. —Vó. — Ela sorriu apesar dela mesma. — Eu não sou uma de seu clã, então não aja como o alfa comigo. — A sua avó materna liderava o clã Azure Sun no Brasil. Os sentinelas de Isabella tinham ficado por ela mesmo sendo idosa, porque não era sempre sobre força com changelings, idade e experiência contavam tanto quanto. Não que sua avó também não estivesse em uma fenomenal boa forma. — Eu não ajo como alfa, menina Mercy. Eu sou alfa. — Dizia com a confiança tranquila de uma mulher que sabia exatamente quem era e não dava a mínima para o que os outros pensavam. — E este alfa tem um presente para você. Cada célula no corpo de Mercy entrou em alto alerta. — Vó? O que você fez? — Não soe tão preocupada, querida. Eu sei que você disse que não podia deixar seu clã para vir ver se um de meus sentinelas poderiam servir como um companheiro, mas nós estamos muito calmos aqui assim eu estou enviando Eduardo e Joaquin até você. Oh. Querido. Deus. — Vó, você não precisa brincar de casamenteira. Eu já achei alguém. — Para ter sexo selvagem, mas ela não pensou que sua avó precisava ouvir aquela parte. — Realmente? — Um som afiado. — Menos dominante? Diga meu nome, gatinha. Suas garras cortaram fora, ameaçando destruir os lençóis. — Não. — Ele é seu companheiro? O leopardo rosnou com a ideia. — Nós só temos...
  31. 31. 31 — Então não há mal nenhum em ter um campo mais vasto para escolher. Mercy quase estrangulou o aparelho. — Vó, eu seriamente não preciso de qualquer ajuda. Não envie seus sentinelas aqui para cima. — Evitar dois machos indubitavelmente determinados não era sua ideia de um bom tempo. Especialmente não quando o único homem que seu corpo parecia almejar era um lobo que ela ameaçou matar mais de uma vez. — Muito tarde, — Isabella disse. — Eu combinei isto com Lucas dias atrás, meus homens já estão provavelmente em seus territórios. E se eles não funcionarem, eu tenho vários outros sentinelas desemparelhados e todos pensam que você faria uma companheira excelente. Mercy bateu em sua fronte com um punho. — Eu estou mandando-os de volta. Eu não preciso de complicação. — Claro que você precisa querida. E se o homem que você está vendo não consegue lidar com um pouco de competição, ele deveria sair do jogo. Sua voz mudou, se tornou alfa puro. — Você precisa de um homem duro, Mercy. Caso contrário, você irá pisar em seu coração e comê-lo no café da manhã. — Obrigada. — Fatos da vida, gatinha. — Um sussurro amortizado. — Falando de homens duros, seu avô está sem paciência. Eu irei conversar com você depois que você encontrar Eduardo e Joaquin. Ela estava para pôr o aparelho no criado-mudo quando ele voltou para vida em sua mão. Dessa vez, ela verificou a ID de quem ligava. — Lucas? E aí?
  32. 32. 32 — Eu preciso que você corra para verificar no Grove. Existe algo lá que não devia estar. A mente dela trocou para o modo de sentinela. — Como a última vez? — Nessa ocasião, tinha sido um Psy desertor ferido que eles acharam. A consequência quase tinha matado Dorian e Ashaya. — Não. — a voz de Lucas estava severa. — o palpite era que existia um cheiro de morte no ar.
  33. 33. 33 CAPÍTULO QUATRO Gelo regou suas veias. — Psy, humano, ou changeling? — Nenhuma confirmação, me chame no segundo em que você souber — ele disse. — Um dos SnowDancers já está no caminho para juntar-se a você. — Por quê? — Seu leopardo eriçou. — O Grove está em nosso território. — Foi um dos jovens deles que sentiu algo errado quando ele passou por... — Hah, — Mercy disse. — Ele provavelmente veio fazer travessuras. — Como a ligação oficial de DarkRiver com SnowDancer, não existia muito que ela não soubesse sobre a pequena disputa por território que os felinos e jovens lobos, e os jovens adultos, estavam tendo. Qualquer coisa que envolvia ambos os clãs e não precisava da atenção do alfa ia para ela... e Riley. A marca de mordida em seu pescoço formigou em uma memória sensorial que ela podia tudo, exceto sentir os lábios dele, seus dentes contra sua carne sensibilizada. — Qualquer coisa séria que eu precise me preocupar? Estalando de volta para o presente, ela agitou sua cabeça. — Não, eles estão apenas soprando vapor, tentando descobrir a hierarquia entre si. — Ambos os DarkRiver e SnowDancer conduziam clãs disciplinados, os membros mais jovens sabiam exatamente quão
  34. 34. 34 longe eles podiam ir. — Talvez eu possa castigar o SnowDancer pelo Grove. — Nós somos aliados. — Lucas soou muito paciente. — Seja boa. Ela sabia que ele trocava farpas com Hawke, o alfa dos SnowDancer, toda vez que eles se encontravam. — Eu serei se você também for. — Cale-se. Eu sou seu alfa. Vá olhar e veja o que está acontecendo. Pendurando um sorriso que rapidamente se enfraqueceu quando considerou o que poderia encontrar, ela se apressou para jogar um pouco de água em seu rosto, o banho teria que esperar até que ela tivesse algumas horas para relaxar. Entretanto os músculos dela ainda estavam um pouco doloridos, não era nada que a mandaria de volta. Ela era uma sentinela por uma razão, era ajustada, letal, e bem capaz de derrubar a maioria de homens duas vezes seu tamanho. Não incluindo Riley. Seus dentes trancaram no modo que ele a sujeitou, talvez ela tenha apreciado isto ontem à noite, mas se o lobo tentasse usar a mudança do equilíbrio de forças na relação de tenente/sentinela entre eles, as coisas iriam ficar feias. A mente dela foi preenchida com imagens dele bloqueando seus socos, tentando não machucá-la. Ela silenciou a minúscula sensação de calor que ameaçava subir à superfície. Porque se havia uma coisa que ela sabia sobre predatórios homens changeling, era que não eram bons o suficiente com limites, se ela desse uma polegada, ele tomaria as milhas do país inteiro, a começar tentando protegê-la no campo. Amarrando aquele pensamento, ela limpou seu rosto, tomando um minuto para cobrir certa marca, então jogou o cabelo dela para o
  35. 35. 35 alto, um rabo de cavalo apertado antes de vestir um jeans, uma simples camiseta branca, e botas. Seu telefone celular estava na mesa de cabeceira e ela o agarrou na saída, colocando-o em seu bolso traseiro. O ar de outono cheirava fresco, doce, quase muito frio. Ela o chamou para dentro de seus pulmões enquanto corria, cedendo o controle para o leopardo pensar enquanto ela permanecia na forma humana. Sabia instintivamente onde colocar os pés dela, quando desviar, quando trocar de direções porque um caminho mais fácil podia estar à direita ou à esquerda. Isso só parecia ser. Apesar da natureza sombria que estava por vir, ela estava sorrindo quando a primeira dica de perfume atingiu seu nariz. Seu passo vacilou quando ela atravessou para dentro do grande terreno conhecido como Grove. — Deus não seria tão cruel. — Mas ele foi. Porque lá estava Riley, correndo para encontrá-la vindo da direção oposta. A expressão dele estava... agora familiar... impassível, aquela que a fazia querer irritá-lo simplesmente para conseguir uma reação. Se ela não tivesse visto a mesma face violenta com paixão, ela teria pensado que ele era um andróide. E para um predatório homem changeling, especialmente um tão dominante quanto Riley, aquilo foi um ato de cessão. — Coincidência? — ela perguntou com doçura açucarada. Os olhos dele — escuros, intensos, extraordinariamente focados — foram para o pescoço dela. — Você pode curar uma mordida rapidamente. Palavras legais, mas a mandíbula dele estava brutalmente em uma forte linha.
  36. 36. 36 — Talvez eu possa. — E talvez ela tenha sido uma realmente boa ocultadora. — Vamos fazer isso. Ela varreu para a esquerda quando ele foi pela direita. — Alguma coisa? — ela perguntou quando eles se encontraram do outro lado do círculo irregular. — Não. Outra varredura. Ela rosnou para ele. — Eu sei o que você está fazendo. Não me dê ordens. Aqueles oh...tão...calmos olhos não se estreitaram tanto. — Tudo bem. Ele se foi. Aquilo a chateou. O que, ela percebeu, era precisamente o resultado que ele pretendia. Riley sabia exatamente como despertá-la. Como ele se formou na maldita antagonização. Ela congelou, cheirou o ar, e pegou um perfume que amarrou o estômago dela em nós. — Porra. Colocando dois dedos em sua boca, ela assobiou. Riley chegou um minuto depois. — Algum tipo de felino, — ele disse no instante que se aproximou. — Um changeling lince. — Agachando-se para verificar a cena, ela balançou a cabeça... e pegou um vago sopro do cheiro de “morte” no ar que tinha assustado o jovem. A alma dela gelou, quando o leopardo sussurrou que a cena nunca tinha pertencido a uma pessoa. — Ela está aqui porque existe uma população de linces selvagens na área. Os ombros de Riley travaram, as mãos dele se apertando. — Ela se tornou um Rogue.
  37. 37. 37 — Eu espero que não seja muito tarde. — Mercy engoliu em seco e se levantou. Rogues eram changelings que tinham se rendido absolutamente a fera, submergindo as metades humanas deles. Se eles se tornassem puramente animal, poderia não ter muita importância... sim, isso quebraria corações, mas a perda de alguns seria permitida para que eles sobrevivessem com suas vidas em paz. Mas rogues eram mais inteligentes, mais rápidos, mais velozes. E eles gostavam de caçar aqueles que eles, uma vez, tinham chamado de família. Mas essa... — Ela é uma criança, Riley. O lobo olhou para ela através dos olhos de Riley. — Você a conhece? — A família de Willow conseguiu uma aprovação para ficar no nosso território. — Changelings predadores tinham regras muito rígidas. Elas mantinham a paz. E a regra mais básica era... não entrar no território de outro predador sem permissão. — Os pais dela trabalhavam para uma companhia que transferiu para Tahoe. — Qual a idade de Willow? — Oito, eu acho. — Ela tomou uma profunda respiração, tentando localizar a fonte do enfraquecido cheiro de sangue e morte. — Alguma coisa deve ter acontecido com os pais dela. — Ela puxou o seu celular e discou o número de Lucas enquanto começava a seguir o rastro de Willow. — Mercy, você encontrou... — É Willow, — ela disse a ele. — Você precisa conseguir alguém para checar na casa Baker. Lucas xingou sobre a respiração.
  38. 38. 38 — Nathan foi por esse caminho essa manhã. Eu falarei com ele para ir lá. Ela desligou quando Riley fez sinal que ele estava indo para a esquerda. Concordando com a cabeça, ela ficou quieta enquanto circulava para a direita, sentindo que Willow estava perto. Mas não era a menina que ela achou. Era o corpo do que tinha sido um pequeno cão selvagem. Pequeno, mas musculoso. — Ela está muito perto do ponto sem volta se ela fez isto. — Graças a Deus era um animal de verdade, não um changeling. Se a garota tivesse matado uma pessoa... Não haveria nenhuma volta disto. Riley se abaixou ao lado dela. — A menina não comeu a carne. Isto foi ira pura. — Pobre bebê. — Seu coração apertou, o que podia ter conduzido a menina para isto? — Ela não pode estar longe. O odor está muito forte. Fazendo uma decisão rápida, Mercy começou a tirar suas botas. — Eu terei um tempo mais rápido se eu mudar. Riley concordou com a cabeça. — Eu ficarei a favor do vento. — Boa ideia. — Um lobo ou apavoraria ou antagonizaria a menina em seu estado de espírito atual. — Vire-se. — Changelings não eram pudicos sobre nudez, mas agora que Riley a tinha visto nua em circunstâncias muito íntimas... bem, as coisas estavam diferentes. E aquilo a irritou. — Eu disse, vire-se. Ele cruzou os braços e se encostou contra uma árvore, aqueles olhos de chocolate escuro assistindo-a com um enfoque sem piscar. Oh sim, Riley sabia como fazer para despertá-la. Mas ela não era um felino por nada.
  39. 39. 39 — Tudo bem. — Encolhendo os ombros, ela o ignorou para desnudar-se com a eficiência de um changeling, fazendo uma bola com suas roupas e sapatos para escondê-los em uma árvore. — Eu farei isto. — A voz de Riley soou por detrás ela. Então ele pôs sua mão em seu ombro. Chiou. A eletricidade gerada por aquele simples toque continuou a balançar por ela, até que ela arrancou fora a mão dele. — Sem tocar. — O felino bateu nela, querendo mais, mas ela friccionou seus dentes e esperou, sabendo que se não fixasse a regras agora, Riley empurraria e empurraria até que algo rompesse. O homem era mais obcecado do que vários leopardos que conhecia. — Dê-me as roupas. — Sua raiva estava quieta, uma tempestade se juntando embaixo da superfície lisa que ele mostrava para o mundo. Imaginando se ele teve uma surpresa mal recebida pela recusa dela em permitir privilégios de pele, ela enfiou suas coisas nas mãos dele, — Tudo bem, saia daqui — e mudou. Agonia e êxtase, puro prazer e dor excruciante. Por toda parte em um instante. Riley se ajoelhou, apertando a pele atrás do pescoço dela. — Você está malditamente contundida por todas suas costas. Por que inferno você não me disse que estava machucada? Porque não perguntou nenhuma vez, gênio. Fechando seus dentes nele, ela puxou longe e encabeçou em direção ao lince. Ela estava ciente de Riley abaixando um pouco atrás e de como ele pegou cuidadosamente suas roupas, e, em seguida, seu cheiro desapareceu completamente. O que a lembrou. A menina dificilmente apreciaria sentir Riley em sua pele.
  40. 40. 40 Ela pausou para rolar ao redor de algumas folhas frescas, esmagando-as para revestir seu odor com a mistura do eco da floresta. Feito isso, ela fez seu caminho muito, muito cuidadosamente pelo pequeno bosque que parecia ser o fim do perfume da trilha. O lince selvagem a viu primeiro. Eles a saudaram com grunhidos suaves e foram cuidar de seus negócios quando ela não fez sons de “vá embora”. Willow estava sentada no meio de um grupo de filhotes de lince. Exceto que ela era maior, seus olhos diferentes, únicos. O modo que ela se segurava, o modo que ela cheirava, isso tudo a marcava como um changeling. Chegando perto, Mercy afastou para longe os outros filhotes, cuidadosa para não fazer dano. Eles se acomodaram, enquanto uns poucos endiabrados tentavam beliscar suas pernas. Um rosnado e eles dispersaram. Willow não se mexeu. Isso por si só já a diferenciava. Em vez de desafiar a menina, Mercy sentou-se ao lado dela, aglomerando-a contra uma árvore. O corpo da pequena Willow estava frio contra a lateral de Mercy, a batida de seu coração não como o irregular que deveria ter sido. O pobre filhote estava em choque. Mercy só sentou lá, deixou Willow saber que ela estava segura, protegida por alguém maior e mais forte que não a machucaria. Levou tempo, mas o choque daquele pequeno corpo eventualmente relaxou uma fração. Então outra. Ela sentiu a menina se aconchegar nela e soltou um suspiro de alívio, se Willow a reconheceu e viu conforto nela, então ela não estava além da salvação. Meia hora mais tarde, Mercy decidiu que já estava na hora do próximo passo. Levantando, ela girou e beliscou a orelha de Willow. O
  41. 41. 41 filhote de lince fez um som assustado e ficou sobre as quatro patas, os olhos selvagens. Segurando aquele cauteloso olhar, Mercy mudou. Willow ainda estava na forma de lince quando Mercy voltou para baixo, seu cabelo caindo em cascata acima de seus ombros. Maldição, ela se esqueceu de tirar o laço do cabelo. Não só isto, a dissimulação tinha acabado. Tudo se desintegrava durante a mudança. Até mesmo tatuagens tinham que ser feitas com uma tinta especial que se ligavam às suas células de algum modo misterioso que ela particularmente não quis explorar, era suficiente que aquelas perfurações não tinham de ser refeitas depois de cada mudança. — Ei, querida. — Ela acariciou a cabeça de Willow com a mão, achatando aquelas adoráveis orelhas com tufos de pêlo. A menina deu uma cabeçada contra ela, mas resistiu a mudar. — Eu sei que você está assustada, — ela disse, ajoelhando assim ela podia puxar Willow para seu colo. — Mas eu estou aqui agora e eu não deixarei ninguém machucar você. A menina ficou imóvel contra a batida do seu coração. A garganta de Mercy ameaçou se fechar pela vulnerabilidade da criança em seus braços. — Vamos, Willow. Eu preciso saber o que te machucou assim, eu posso ajudar. — Golpes pela suave pele de bebê, beijos em um frio narizinho. — Você está segura. — Ela pôs todo seu domínio em sua voz. Era considerável. Ela era uma dos membros que ocupavam as mais altas posições tanto dos DarkRiver quanto de SnowDancer. Para esta menina lince, isso fez seus comandos perto do impossível de desobedecer. — Mude. E Willow fez. Mercy não moveu um músculo quando o filhote desapareceu dentro da magia da troca, os clarões de cor brilhantes e jovens. Um
  42. 42. 42 momento depois, a menininha se mexeu para fora de seu colo, agachando-se diante ela. Os olhos dela estavam enormes com dor. — Eles pegaram Nash. — Seu irmão? — Nash, ela sabia, era um aluno no MIT, mas ele tinha privilégios de visita no território DarkRiver. Um rápido aceno de cabeça. — Eles vieram e eles machucaram Mamãe e Papai e eles o levaram. — Willow tragou duro, e estava claro que ela estava tentando, desesperadamente, não chorar. — Minha mamãe e meu papai não acordavam. Oh, inferno. — Willow, querida. — Ela acariciou sobre o cabelo loiro cinzento da menina, cuidadosa com toque agora. Changelings eram divertidos sobre algumas coisas. E enquanto o filhote pode ter nenhum problema com abraçar, uma pequena menina não permitiria total privilégio de pele familiar para alguém que era quase um estranho. — Eu vou chamar um amigo agora. Ele é um lobo. Willow olhou fixamente para ela, dor e terror momentaneamente mudando pela surpresa. — Um lobo? — Sim. — Ela encolheu os ombros. — Eu sei. Mas ele não morde, — mentira. — então não se preocupe. Willow não pareceu totalmente convencida, mas ela ficou em posição quando Mercy assobiou. Riley apareceu dentro de um minuto, com suas roupas, botas, e telefone. Agradecida, ela se vestiu. Quando Riley encolheu os ombros para fora da camiseta dele e a ofereceu para Willow, o lince hesitou. — Não se preocupe, — Mercy disse, incapaz de parar de olhar fixamente para as marcas de garra em suas costas, — germes de lobo
  43. 43. 43 lavam-se realmente fácil. — Maldição, ela o arranhou forte. Isto fez suas bochechas queimarem para perceber quão longe ela tinha estado. Willow pegou a camiseta depois de mais alguns segundos e colocou-a. Ela quase a cobriu totalmente. E eles poderiam ser changelings, mas às vezes, com estranhos, eles eram humanos, também. A menina se levantou e encontrou o olhar de Riley, mostrando uma coragem que fez o felino de Mercy rosnar em uma aprovação muda. — Obrigada. — De nada. — Ele olhou para Mercy, uma pergunta em seus olhos. Ela deu um leve aceno com a cabeça. — Você cansou gatinha? Willow agitou sua cabeça. — Eu descansei muito. Mas ela correu um inferno de uma distância longe de casa. Ainda, a menina era uma predatória changeling. Menor que um leopardo, mas um predador, todavia. Eles tinham orgulho de sobra. E esta aqui ganhou seu direito daquele orgulho. — Certo. Dê-me um segundo e nós estaremos fora. — Ela discou o número do Lucas. — Mercy, — ele respondeu. — Nós temos os pais de Willow. Vivos. — Como? — Sedados. Pesadamente. — Uma pausa como se ele estivesse discutindo algo com outra pessoa. — Um casal de médicos do clã vivendo perto está dando a eles uma examinada, mas eles devem estar na estrada logo. Traga o filhote para Tammy. Desligando, ela sorriu para Willow. — Sua mamãe e seu papai estão bem.
  44. 44. 44 Um flash de esperança seguido por desconfiança. — Eles não acordavam, e eles cheiravam realmente mau. Em ocasiões como esta, uma forte sensação de cheiro podia torcer as coisas. Especialmente para um pequeno. — Alguém os drogou, isso fez com que eles ficassem muito sonolentos. Willow mordeu seu lábio. — Isto é um desperdício de tempo, — Riley disse. — Ela pode ver por ela mesma quando nós chegarmos lá. Willow concordou com a cabeça como uma pequena máquina. — Vamos então, — ela disse, se perguntando se a criança percebeu que ela acabou de apoiar um lobo, — hora de correr. — Ela foi à frente, Willow no meio, Riley atrás. Quando a criança começou a enfraquecer, Riley simplesmente a pegou, colocando-a sobre suas costas, e continuaram correndo. Willow segurou firme. O leopardo em Mercy rosnando em aprovação, quaisquer fossem as culpas dele (e eles eram muitas e lendárias), Riley sabia como cuidar de um inocente.
  45. 45. 45 CAPÍTULO CINCO Na PsyNet, houve uma crise de reação ao. . . o que tinha sido? Um bombardeio? Um acidente? O que quer que fosse, fez as notícias serem recebidas em todo o país. Pessoas pedindo mais informações, e aqueles mais próximos do restaurante sintonizados com as estações locais, esperando para fornecer isto. Os dados públicos eram escassos tanto que os Executores e os de Resgate reagiram dentro de minutos. Porém, um estudante humano conseguiu agarrar algumas filmagens feitas pela câmera de celular. Era óbvio que a fêmea Psy tinha estado no epicentro. Existia uma perturbação de especulação, não impossível de predizer, especialmente depois da deserção violenta de Ashaya Aleine da Net, mas a crise eventualmente se acalmou. Era um episódio isolado, as pessoas disseram, mais provavelmente um acidente causado por substâncias químicas na pasta da mulher. Ela tinha sido uma pesquisadora científica, pela evidência, pareceu que ela fez um erro de julgamento e pôs duas substâncias voláteis juntas. Não existia nenhum motivo para considerar isto como qualquer outra coisa.
  46. 46. 46 CAPÍTULO SEIS Mercy levou Riley e Willow para seu veículo, estacionado um pouco longe da cabana. — Apertem os cintos. — Ela disse, ligando o motor. — Feito. — Olhos brilhantes encontraram os seus no espelho retrovisor. — Vê? Justamente quando Mercy acenou, ela vislumbrou Riley girar em torno e olhar por cima do ombro. — Boa menina. Essa troca leve definiu o tom para a viagem à casa de Tammy e Nate, mas Willow ficou muito quieta no instante em que abriu as portas e saiu. — Eu não posso cheirar minha mãe e meu pai. Sua mão fechou sobre a de Mercy. — Eles tiveram um caminho mais longo para viajar. — Riley disse à menina com uma honestidade cega que as crianças changeling predadoras apreciavam. A maior parte delas era muito boa em farejar mentiras. — Provavelmente estarão aqui na próxima meia hora. Vá e agarre algo para comer. — Era bem depois da hora do café da manhã. — Eu não estou com fome. — Willow chutou a grama. Mercy puxou a sua mão, fazendo-a olhar para cima. — Sua mãe deixa você pular refeições? Uma sacudida da cabeça. — Então?
  47. 47. 47 Um suspiro. — Eu irei comer. — Mas ela arrastou seus pés na distância até chegar à casa . . . pelo menos até que os gêmeos de Tammy surgiram correndo em sua forma humana, saltando para cima e para baixo com a ideia de uma Menina Grande para brincar. Seu novo animal de estimação, um gatinho chamado Ferocious, rodeou seus sapatos, determinado a não ser deixado para trás. Aproveitando-se do fascínio de Willow com a coisa linda cinza, os gêmeos basicamente seqüestraram a sua nova amiga com promessas de deixá-la afagar Ferocious. — Um gatinho para um par de filhotes de leopardo? — Riley murmurou. Mercy sorriu. — Esse gatinho pensa que é o mestre do universo, Jules e Roman rosnam a qualquer outro gato que ousa tentar roubá-lo. Rindo da sua expressão, ela acenou para a casa. — Deixe-me ter certeza que Willow está bem. Quando ela chegou à cozinha, foi para encontrar Ferocious ronronando alto no colo da menina lince, enquanto Jules e Roman estavam ao lado dela, suas mãozinhas em seus braços nus enquanto lhe diziam todas as "surpreendentes" coisas que o seu animal de estimação podia fazer. — Os seus rapazes são maravilhosos. — Mercy disse a Tammy. Eles tinham entendido instintivamente que Willow precisava de carinho, de modo que eles estavam fazendo o trabalho. A curandeira sorriu com orgulho maternal. — Você já comeu? Mercy estava balançando a cabeça quando a companheira de Lucas, Sascha, entrou na cozinha.
  48. 48. 48 — Bom dia, Mercy. Lucas disse para lhe informar que está lá na frente. Satisfeita de que Willow estaria bem cuidada, muito provavelmente até acariciada e mimada, Mercy saiu para encontrar Lucas dando às costas de Riley um olhar de consideração enquanto o maldito lobo se virava para tirar algo do carro. Merda. Lucas, Mercy estava bem ciente, saberia com certeza que essas marcas tinham sido feitas com garras de leopardo. Mas ele não disse nada quando Riley se virou de volta com o celular na mão. — Deve ter escorregado para fora do meu bolso. Vou deixar Hawke saber o que está acontecendo. Lucas acenou e deu um pouco de distância em direção a casa para deixar Riley ter alguma privacidade. A audição changeling era incrivelmente aguda. Mas eram os olhos de seu alfa que preocupavam Mercy enquanto ela o seguia. — Alguma ideia do que aconteceu? — Nate disse que a casa foi obviamente invadida. O filho está desaparecido e há sinais de luta. — Estreitando os olhos, ele olhou para cima e para baixo. Em seguida, aspirou numa respiração profunda. — Bom, você tratou disso. Ela categoricamente não queria estar tendo esta conversa. — Sim. Podemos seguir em frente agora? — Não. — Um brilho iluminou aqueles inteligentes olhos verdes a partir de dentro. — Riley tem algumas marcas interessantes nas costas e você não está com fome de toque de repente. E é uma mordida que eu vejo no seu pescoço? — O que é que uma coisa tem a ver com a outra? — Ela tentou descaradamente, mas não se conseguiu impedir de varrer o cabelo ao
  49. 49. 49 redor para esconder a marca incriminatória. Claro que Riley tinha de mordê-la num local óbvio — era exatamente o tipo de coisa que os machos dominantes amavam fazer, a primeira etapa na reivindicação de uma fêmea para eles próprios. Os lábios de Lucas curvaram-se, as selvagens marcas em sua cara, quatro linhas irregulares, como as marcas de garras de algum animal grande, destacando-se num relevo gritante. — Dorian vai amar isto. Ela encarou. — Eu juro por Deus, você lhe diz, e eu... — Com que diabos você poderia ameaçar um alfa? — Eu digo a Hawke que você quer ir às corridas diárias de patrulhamento com ele. Lucas não parou de sorrir, mas disse — Isso é malvado, Mercy. — Ele olhou sobre o ombro. — Mas se você não quer que ninguém saiba arranje uma camisa para Riley. — Isto não é uma admissão de nada. — Ela disse enquanto correu para a casa e agarrou uma camisa extra do esconderijo que os sentinelas mantiam ali. A camisa era simples e cinzenta, mas quando ela a atirou para Riley e ele a vestiu, subitamente ficou muito mais interessante — o homem podia fazer os pelos do pescoço subir noventa e nove por cento do tempo, mas ele era deliciosamente bem construído, puro músculo duro e poder masculino contido. Sentindo o calor florescer na boca do estômago apesar do seu controle, os dentes rangendo, ela virou bem a tempo de pegar o sorriso de Lucas. — Luc.
  50. 50. 50 — Sou uma esfinge. — Ele prometeu. — Já agora, você tem visitas. Chegaram ontem à noite, ficaram numa cabana não muito longe de sua casa. A raiva explodiu, eclipsando tudo o resto. — Porque você não me disse que a minha avó estava fazendo isto? Ela sabia que Lucas e Isabella tinham uma forte ligação de alfa para alfa. Há mais de quinze anos atrás, quando DarkRiver estava sob ataque pelos ShadowWalkers, Isabella ofereceu a sua ajuda, apesar de estar lidando com os seus próprios problemas territoriais na época. No fim, não foi preciso a sua ajuda, mas a oferta nunca foi esquecida. Agora, Lucas dobrou os seus braços. — Eu pensei que você estava se afogando e a sua avó estava se oferecendo para lhe atirar um colete salva-vidas. Palavras bruscas. — E pode ser que um deles acabe por ser o seu companheiro. Ele mudou sua atenção quando Riley correu de volta. — Hawke quer um encontro? Riley assentiu. — Visto que já estou aqui, eu ficarei nisto. O que Nate descobriu? Lucas deu-lhe o mesmo resumo que tinha dado a Mercy. — Apenas que eles levaram Nash. — Mercy disse, pondo todo o resto para fora de sua mente. — Porque é que alguém iria executar esta grande operação para apanhar um estudante universitário? — Brenna era uma estudante universitária quando Enrique a levou. — A raiva retida em Riley era quase física.
  51. 51. 51 Mercy compreendia — Santano Enrique, um telecinético cardeal, tinha assassinado a irmã de Dorian, Kylie, e maldosamente torturado a irmã de Riley, Brenna. Brenna sobreviveu, mas ela tinha sido ferida de uma forma que nenhuma mulher deveria sofrer. — Riley está certo. — Ela disse, e o céu não caiu. — Isto pode ser outro louco, ou pode ser algo específico para Nash. Lucas assentiu. — Os pais devem ser capazes de nos dizer mais, mas não conte com o odor, alguém espalhou perfume pesado pela casa. Os olhos de Riley ficaram duros como pedra. — Podem ser changeling. Mercy esperava que isso não fosse verdade. Traição entre a estrutura apertada do Clã era rara, mas quando isso acontecia empurrava um picador de gelo com a dor mais cruel por todos eles. — Nós precisamos voltar ao local depois de ouvirmos o que Iain e Enid têm a dizer. Ela encontrou os olhos de Lucas. — Eu quero ficar nisto. — Ok. — Lucas assentiu. — Nate está ajudando Emmett a executar algum treino importante para Kit e os outros novos soldados. Seria melhor se ele pudesse continuar com isso. Um instante depois, eles sentiram a vibração de um veículo se aproximar. O SUV de Nate chegou não muito depois. Duas pessoas que pareciam que tinham sido arrastados pelo inferno saíram da porta de trás enquanto Nate saiu do lugar do condutor. Mercy ouviu o som de pés correndo segundos antes de ouvir Willow gritar “Mamã, Papá!” e lançar-se para fora do alpendre.
  52. 52. 52 Apanhando-a num abraço esmagador, seu pai envolveu um braço ao redor de sua companheira e puxou-a para o abraço também. Mercy desviou o olhar do momento privado, com os seus olhos ficando presos nos de Riley. Puro e elétrico calor. Ela segurou aquele olhar do lobo, desafiando-o a dizer algo. Ele manteve o seu silêncio, mas aqueles olhos... a intensidade neles fizeram apertar suas coxas em uma reação instintiva feminina. Ela chamou-lhe certinho demais porque ele era tão condenadamente calmo, tão prático e de modo algum impetuoso. Mas como ela aprendeu ontem à noite, quando a sua intensidade era focada em uma mulher, era focada. A fome rasgou por ela, potente, áspera, primitiva em sua sensualidade. — Vocês dois podem se manter longe de rasgar a garganta um do outro durante o tempo que levar para encontrar Nash? O tom seco de Lucas não fez nada para esconder a diversão felina em seus olhos quando ele entrou em sua linha de visão. — Ou talvez eu devesse estar preocupado sobre roupas ao invés? Riley rosnou baixo em sua garganta. — Não é da sua conta. — Sua voz era mais lobo que humano, pesada com a mesma necessidade que Mercy tinha em suas garras. — O quê? — Lucas perguntou ingenuamente quando Nathan começou a juntar a chorosa família do lado de dentro. — Vamos. O recreio acabou. Mercy hesitou um pouco quando Lucas entrou. — Mantenha sua camisa da próxima vez. — Ela murmurou para Riley, percebendo a implicação de sua declaração um momento muito tarde.
  53. 53. 53 — Mantenha suas garras dentro, espere, não, não faça. Eu gostei disto. — Uma pausa. — ‘Gatinha’. Ela sentiu aquelas mesmas garras se lançarem. Levou um esforço sério de vontade para colocá-las de volta. — Porque é que eu estou preocupada? — Ela disse ao invés, drenando sangue em um modo muito mais efetivo. Se Riley queria bagunçar com uma Gata, seria melhor ele investir em armadura. — Eu nunca mais vou me deixar ficar assim tão desesperada, quero dizer, um lobo? Você sabe quantos anos levarei para esquecer isso? As palavras eram quase subvocais, projetadas para levar apenas para suas orelhas. Ela o sentiu, mas toda diversão morreu no momento que ela viu a maneira que a mãe de Willow a estava abraçando. — Meu bebê. — Ela estava dizendo, beijando a bochecha de Willow. — Meu bebê. — Outro beijo. Willow estava agarrada a ela como um pequeno macaco. Seu pai estava sentado ao lado delas, tocando em sua criança e em sua companheira em qualquer lugar que ele podia alcançar. O amor, a conexão entre eles era uma coisa física. Seu tórax cresceu apertado com a força disso. Então ela sentiu Riley entrar atrás dela, e o calor dele era uma enchurrada de fogo nas suas costas. — Iain — Ela disse, sentindo aquele fogo percorrer todas as suas veias. — Nós precisamos falar com você. — Quanto mais cedo melhor. — E com Enid também. Sascha entrou na sala vindo da cozinha logo em seguida. — Willow, porque você não vai brincar com Jules e Roman por um tempo? Eles estão começando a deixar a mãe deles louca.
  54. 54. 54 Um sorriso, mas os olhos — as estrelas brancas em veludo negro de um Cardeal, a classe mais poderosa dos Psys — estavam dirigidos aos pais da garota lince. Mercy sentiu uma sensação de calma, de calor, suavizando a borda austera de medo e desespero presentes no cheiro de Iain e Enid. Não era nenhuma surpresa — Sascha era empática, uma mulher nascida com a capacidade de aliviar feridas emocionais. Agora ela tinha tomado um pedaço da dor dos Bakers, absorvendo-a para si mesma. Mercy se perguntou se fazer isso magoava Sascha, mas sabia que o seu companheiro alpha nunca recuaria, mesmo que magoasse. Iain e Enid finalmente deixaram Willow ir com Sascha cinco minutos depois. — Ela ficará bem. — Mercy tranquilizou-os, sentando-se em frente ao casal enquanto Lucas e Nathan permaneciam de pé contra a parede. Riley, contudo, veio se sentar ao lado dela, virando uma cadeira para por os braços nas costas da mesma. — Ela é uma criança forte. — disse-lhes em sua forma direta, sem brincadeiras. — Fugiu e escondeu-se com um grupo de linces selvagens. Iain sorriu com orgulho. — Nós pensamos que eles também a tinham levado. — Vocês viram quem eram na sua casa? — Mercy perguntou, tentando ignorar o fato da coxa de Riley estar pressionada contra a dela, o calor áspero e masculino queimando através dos seus jeans para incitar o seu leopardo para o voraz querer sexual. Era de propósito. Definitivamente de propósito. O lobo estava vingando-se
  55. 55. 55 dela por ter insinuado que ele não tinha sido nada mais do que uma conveniência. — Até mesmo uma pista ajudaria. Os Bakers abanaram a sua cabeça. — Nós estávamos dormindo. — Enid disse, sua voz rouca de chorar. — Mas habitualmente nós acordaríamos no instante em que um intruso entrasse até mesmo no jardim. Mas desta vez... era como se tivessemos sido drogados desde o princípio. — Enid está certa. — Iain franziu o cenho. — Eu me lembro de lutar para acordar, certo que alguma coisa estava errada, mas não conseguia. Eu vi uma sombra negra inclinar-se sobre mim, senti um puxão em ... — Ele levantou a sua manga como se procurasse algo. — Eu senti aqui. — Ele pressionou um local no seu antebraço. — Como um injector de pressão. A próxima coisa que me recordo, eu estava acordando e a casa cheirava estranha, e eu sabia que as crianças estavam desaparecidas. — Poderia ser algum tipo de gás. — Nate sugeriu. — Nós temos que verificar para ver como eles entraram na casa. Enid sentou-se, seus olhos distraídos. — Nós tivemos algum trabalho feito sob a casa há alguns dias, eu estava sendo paranoica, querendo me certificar que tudo estava sólido porque Willow sempre rastejava lá debaixo. Mas eles poderiam ter preparado algo nessa altura. Se eu não tivesse... — Shhh. — Iain beijou o topo de sua cabeça. — Os únicos culpados são os cretinos que fizeram isto. Mercy desejava poder dar mais tempo aos Bakers para entrar em acordo com tudo o que tinha acontecido, mas encontrar Nash tinha que ser a prioridade.
  56. 56. 56 — Se foi um gás, como é que Willow escapou? Enid riu, um som sufocado. — Ela tem se portado mal ultimamente. Esgueirando-se para ir brincar na floresta à noite. Deixa-me louca. Provavelmente salvou a sua vida. — Ela pôs a mão sobre a sua boca. — Eu não quis dizer isto. Nash está bem. Ele tem de estar bem. — Tenho a certeza que ele está. — O tom de Iain era tão determinado que todos nós olhamos para ele. — É o trabalho dele. — Ele disse-lhes. — Alguém o queria pelas suas habilidades, a mente do meu filho, é brilhante. O gato de Mercy ficou atento, vendo um paralelismo que podia ser simplesmente uma ilusão. Mas se não era... — Eu pensei que ele era um estudante. — Não um simples, ele começou a ter aulas na faculdade aos treze anos. — O orgulho de Iain era evidente até mesmo através da sua preocupação. — Ele está trabalhando nos seus próprios projetos há anos. — Tem tudo a ver com nanotecnologia. — Enid disse, e um sino soou alto e claro na cabeça de Mercy. Ao lado dela, a coxa de Riley virou rocha dura, e ela soube que os seus pensamentos estavam correndo idênticos — há três meses atrás, a companheira de Dorian tinha sido objeto de uma tentativa de sequestro pela Aliança Humana. Embora nenhum dos atacantes de Ashaya tenha sobrevivido para confirmá-lo, tinha sido claro que a queriam pelo conhecimento dela sobre um vírus letal. Dependendo da natureza do trabalho de Nash, isto parecia muito com o tipo de operação que a Aliança executaria. — Vocês têm os detalhes da pesquisa do seu filho? — Mercy perguntou, sabendo que a recompensa tinha que ser importante para
  57. 57. 57 os sequestradores se arriscarem à represália dos DarkRiver — porque no seu território, os Bakers eram parte do bando. E os DarkRiver nunca esqueciam os seus. Ambos, Enid e Iain balançaram as suas cabeças. — É tudo muito secreto — Iain disse. — A Universidade conseguiu uma bolsa de alguma grande empresa e a empresa tem os direitos prioritários dos resultados. — Mas seu professor saberia. — Enid adicionou. — Eu estou certa que ele ajudaria você. — Mercy, — Lucas disse — por que você e Riley não vão para casa. Eu organizarei o recolhimento de dados sobre Nash. Enid e Iain podem ver se Willow se lembra de alguma coisa. A mudança do músculo contra o seu próprio, um ligeiro raspar de tecido contra tecido que fez com que todos os pelos em seu corpo se levantassem em atenção. Mas desta vez, o lobo não fez isto de propósito, sua atenção estava em outro lugar. — Nós temos que proteger contra a visão do túnel. — Ele alertou, sua fúria aparente no feroz controle com que ele falou. Riley, Mercy sabia, desprezava os monstros que viviam daqueles mais fracos e menos capazes de se defender. Era uma das poucas coisas em que eles concordavam. — Pode ser uma relação profissional que deu errado, um concorrente, qualquer coisa. Precisamos explorar todos os ângulos até que tenhamos mais informação. Os outros fizeram sons de acordo, e Mercy e Riley foram embora depois de uma refeição rápida. Apesar da tentativa de Riley de tomar controle — embora o carro fosse dela — Mercy estava no lugar do condutor.
  58. 58. 58 Era óbvio que Riley odiava esse fato comum a espécie selvagem de paixão. — Se você não parar de apertar seus punhos, — Ela disse docemente. — suas veias podem explodir. — Eu tomarei isto sob consideração, Mélisande. Ela mal se parou de bater o pé sobre o freio. — Quem lhe disse isso? — Ela precisava saber a quem desmembrar. Ele bufou. — Eu fiz verificação de antecedentes em você. — O quê? — Você achava que os SnowDancer estavam sentados em sua bunda enquanto vocês gatos instalavam o seu território aqui? Tendo em conta que ela tinha feito um pouco de espionagem por ela própria, ela não podia exatamente discutir sobre isso. Mas... — Esse nome é fora dos limites. Sob pena da morte. — Eu estou tremendo em minhas botas, gatinha. Ela gritou. — Por que você vive para me irritar? Por quê? Um sorriso que lhe disse nada. — Uma coisa que eu sempre me perguntei, por que é que você entrou naquele concurso de biquíni quando era adolescente? Seu rosto ficou com uma mistura de raiva e embaraço. — Quão longe você me rastreou? — Longe suficiente. — Uma pausa. — Você não respondeu minha pergunta. — E você não se transformou em um monte de fumaça e desapareceu. O mundo está cheio de decepções.
  59. 59. 59 Um grunhido baixo encheu o veículo.
  60. 60. 60 CAPÍTULO SETE O Conselheiro Kaleb Krychek peneirou através dos relatórios que fluiam sua conexão constante para a PsyNet, a vasta rede mental criada pelas mentes de milhões de Psys, e pausou. Vivendo “conectado” a Net, sem firewalls ou proteções, não era recomendado, e tal completa imersão, tal obscena abertura para os outros, não era algo que ele já tinha praticado. Mas como Conselheiro, ele tinha que estar ciente de tudo no instante em que acontecesse. E, dado que a maioria dos Psys enviava dados quase sem pensar, a Net era a mais rápida e a mais eficiente estrada de informações no mundo. Portanto o seu muito, muito bem defendido vínculo. — Silver, — Ele disse, enquanto outro relatório “alfinetava” em sua mente, alertando-o sobre a notícia que tinha desencadeado uma das suas palavras-chave. Seu assessor mais graduado entrou na sala, inteligente e friamente elegante apesar do fato de que além das janelas, Moscou estava envolta em trevas. — Senhor? — Eu peguei três relatórios de violência pública por Psys nas últimas doze horas, — ele disse, e era a palavra “público” que era
  61. 61. 61 importante, porque o Silêncio tinha a intenção de eliminar violência entre a sua raça. — descubra o que está acontecendo. — Sim, senhor. — Ela fez uma pausa, e esperou até que ele levantou a cabeça de sua mesa antes de falar. — Há uma pequena possibilidade de que os Pure Psy2 estejam por detrás disto. Kaleb tinha considerado isso, o grupo vigilante pró-Silêncio tinha o potencial de abalar o controle. E Kaleb não admitia nada fora do seu controle. — Você tem alguma evidência para apoiar isso? Porque a família de Silver eram espiões, traindo os Pure Psy sem piscar os olhos porque Kaleb era mais poderoso e, portanto, tinha o potencial de oferecer-lhes um melhor ganho — a lealdade para alguém fora da sua própria família era um cálculo de custo-benefício para os Mercants. — Não, — Silver disse. — Contudo, vou perguntar aos membros da minha família se ouviram algo. Há também a chance de ser um grupo. Ele não lhe perguntou como ela sabia da existência dos grupos — ele não tinha escolhido Silver como sua assessora por ela ser estúpida. — Faça uma lista de todos os eventos recentes que se encaixam nos parâmetros. Recue um mês. Grupos de violência — quando uma onda no Silêncio partiu certas mentes frágeis — só ocorriam durante um período limitado de tempo. Duas semanas era o máximo. Se isso estivesse acontecendo há mais tempo, eles tinham que encontrar outra explicação. 2 Psy puro ou genuíno.
  62. 62. 62 Mesmo enquanto Kaleb falava com Silver, um outro homem, um conhecido apenas como Comerciante de Informação recebia um pedido através de um endereço de e-mail disponível apenas para aqueles que sabiam onde procurar. O pedido era... inesperado. Poderia até, ele pensou, ser impossível de cumprir. Mas o Comerciante de Informações era o melhor no negócio. Ele não aceitava fracasso. Decisão feita, ele bateu uma resposta usando o teclado sem fio sobre sua escrivaninha. “Pedido recebido. Transfira um milhão de dólares para a conta especificada abaixo. O trabalho começará tão logo a transferência seja verificada. Os pagamentos adicionais dependerão das horas de trabalho, e, neste caso, o nível de ameaça.”
  63. 63. 63 CAPÍTULO OITO Os ecos do grunhido de Riley reverberaram dentro do veículo. Satisfeita que ela finalmente chegou a ele, Mercy relaxou ao segurar no volante e literalmente empurrou sua mente para o modo de trabalho. — Então, “o explorar todas as opções” posto de lado, o que é que o seu instinto diz nisto? Aliança? — Tem sua marca registrada ou o que nós consideramos isso. — Ele desviou a vista do para-brisa, seu lobo muito aparente no seu tom de sua voz. E desta vez, a extremidade era letal. — Planejado como um relógio. — Ele continuou. — O único engano foi Willow, e até isto não é um problema. Ela é um filhote, estava provavelmente muito assustada para ver algo. — Mas se for a Aliança, por que eles seriam tão estúpidos? — Isto, ela não entendeu. — Eles têm que saber que nós desceremos duro neles, nós atacamos seu time inteiro na última vez. Riley ficou mudo por alguns minutos. — O que nós sabemos sobre a Aliança? — Nós tivemos Keely fazendo um pouco de pesquisa. — Ela disse, referindo-se ao historiador de Bando. — Pelo que ela encontrou, parece que é uma organização com duas caras, mas que a segunda face, o braço paramilitar, está escondido tão fundo que a maioria dos
  64. 64. 64 seus integrantes não sabe sobre ele, mesmo que o estejam efetivamente financiando. — Isso caminha com nossa inteligência. — Nós não sabemos há quanto tempo existe o braço militante. — Ela ultrapassou um caminhão grande com tanta velocidade que as juntas de Riley embranqueceram... e leopardo sorriu em profana alegria. — Mas obviamente, eles estão começando a ficarem mais abertos em suas atividades. Parte de Mercy podia entender por que os humanos estavam começando a agir com tal violência. Ser considerada a raça mais fraca no planeta tinha que machucar. — O que eu não entendo, — Ela murmurou, — é como a Aliança podia jogar tão baixo a ponto de atacar mulheres e crianças, famílias? Seu braço de negócios sempre teve um núcleo de integridade. — Estão ao redor por muito tempo, também. — Riley bateu uma mão sobre o painel quando ela passou um Porsche que já estava indo bem acima do limite de velocidade. — Mercy. — O domínio voltava, escuro e potente e grosso nos confins do carro. Era difícil de respirar, mas ela manteve a sua doçura no tom, seu leopardo firmemente seguro. — Sim, Riley? — Eu estou dirigindo na viagem de volta. — Não. — Não foi um pedido. — E eu não sou submissa. — Ela mostrou os dentes para ele, seu próprio poder espalhando-se em uma onda escaldante.
  65. 65. 65 — Engula isso. O ar encheu de agressividade. Patinou acima de seu corpo, ao longo de sua espinha, acima de sua garganta. E assim tão rapidamente, ela o queria. Ele soube quase o momento em que ela o quis, sua inspiração severa de um modo que era totalmente, eroticamente masculina. Um momento mais tarde, sua excitação refletiu a dela. — Nós não estamos fazendo isso. — Ela disse, tendo que forçar as palavras pela constrição em sua garganta. Olhos de cor âmbar cintilaram na periferia de sua visão. — Nós já fizemos. Ela sentiu como se estivesse afogando na masculinidade indelével dele. — Uma vez. — O suficiente para ganhar a batalha com sua necessidade, dar-lhe o controle de volta ao seu próprio corpo. — E vai continuar assim. — Ela apertou o botão que abaixou todas as janelas. Ele tomou outra respiração funda, como se saboreando o almiscarado de seu calor úmido, e suas mãos cerraram no volante. Se ela não tivesse sido capaz de sentir sua própria excitação, ela teria pensado que ele somente estava brincando com ela. Mas ele definitivamente a queria muito, a fome brutal dele era uma pulsação contra o seu corpo, poderoso e ousadamente masculino. — Pare o carro. Ela fez um indignado som de chiado na parte traseira de sua garganta.
  66. 66. 66 — De jeito nenhum no inferno. — No instante em que ela fez isso, ela sabia muito bem que ela ia acabar em cima de Riley, montando-o ao esquecimento erótico. Silêncio do banco do passageiro. O leopardo arranhava-a, mais que pronta para saciar a sua fome. — Você sabe que eu estou certo. É o fato que eu sou um lobo, ou o fato que eu fiz com que você gemesse? — Palavras controladas, tão malditamente controladas. Exceto pelo pulso de calor que se mantinha batendo no seu corpo, mais e mais. — É pelo fato que você me irrita. — Ela apertou sua mandíbula. — Eu não sou uma escrava dos meus hormônios. — Isto era uma lembrança para ela mesma. Um latido de riso do lobo próximo a ela. Perto, tão perto. Sua respiração — quente, severa, masculina — sussurrava acima de sua orelha à medida que ele disse. — Eu não conheço qualquer mulher mais no comando de si mesma do que você. Ela atirou-lhe um olhar de olhos estreitos. — E isso põe suas calças apertadas, não é? — Sim. Ok, ela não esperava essa resposta. Suor frisava ao longo de sua espinha enquanto o seu corpo combatia o desejo de ceder às chamas sexuais que lambiam cada centímetro de sua pele. Deus, mas ela queria engatinhar em seu colo e apenas provar. — Deixe-me advinhar, — Ela disse, empurrando para o lado a profundidade perturbadora de sua resposta, — você sonha com uma pequena e submissa lobinha em casa, descalça e grávida?
  67. 67. 67 — O que está errado com isto? Você está dizendo que seus membros submissos não têm valor? Oh, ele estava a incomodando de propósito. — Eu não disse isto. Isto é sobre você não poder lidar com uma mulher que é sua igual. Uma pausa muito deliberada. — Eu não vejo uma perto. Ela chegou perto de quebrar o volante. — Eu vou ignorar você agora. Para sua surpresa, ele não disse nada em retorno. Quando ela olhou, ele tinha a cabeça girada para a janela aberta. Mandíbula forte — mandíbula teimosa — um toque de barba escura, lábios que ela sabia muito bem que podiam virar suaves quando queriam, cabelo que erguia facilmente com o vento, mas que era menor que a maioria dos Changelings. Desde quando ela achava isso sensual? Piscando, ela olhou através do para-brisa. Era só uma atração química misteriosa, ela disse a si própria. Ela tinha estado muito tempo sem sexo e, julgando pela ferocidade com que ele a tinha tomado, também tinha Riley. Eles tinham coçado a coceira um do outro e era isso. Feito. Finito. Acabado. Protestando demais, pequenina. Era voz da sua mãe. Por alguma razão, sempre que ela ficava estúpida, sua voz mental se transformava na de sua mãe. Ainda bem que sua mãe não sabia sobre Riley, ela provavelmente teria um ataque de coração. Lobo e leopardo?
  68. 68. 68 Sim, certo. Tendo sobrevivido de alguma forma à condução de Mercy, Riley assentiu para os soldados DarkRiver que Nate tinha selecionado para guardar a casa de Baker e pediu a um deles para verificar sob a casa. — Veja se você pode detectar qualquer coisa que poderia ter sido usada para pôr um tubo de gás dentro de casa. Não lhe toque. Basta verificar. Os olhos do homem sacudiram para Mercy. Ela deu-lhe um aceno e ele dirigiu-se. Irritou Riley que o macho não tinha seguido imediatamente sua ordem, mas o tenente nele ficou impressionado. Estes homens ainda não sabiam que Riley e Mercy estavam juntos nisso — se o soldado lhe tivesse obedecido, teria traído a necessidade de disciplina. — Owen — Mercy disse ao soldado que ficava agora — Riley está nisso comigo. Owen deu um aceno militar perfeito, mas enquanto Mercy se virou, Riley vislumbrou decepção. Por quê? Então as narinas de Owen queimaram e ele soube. O menino tinha esperança de ser ele que Mercy um dia escolhesse para quebrar seu jejum sexual. Dentro dele, os lábios do lobo enrolaram para mostrar caninos afiados, e suas próximas palavras vieram de uma parte dele que apenas Mercy pareceu despertar. — Pronta, gatinha?
  69. 69. 69 Ele manteve sua voz baixa... privada. Os olhos dela mergulharam até à virilha. Ela lambeu os lábios. E ele ficou com uma dolorosa e furiosa dureza em um segundo. — Sim, Riley. Vamos entrar. Ela saiu andando na frente dele, balançando os quadris de uma forma que era todo o tipo de provocação. O lobo não podia decidir se rosnava ou abria a sua boca em um sorriso selvagem, o sorriso de um predador que sabia que tinha sido superado. Decidindo pensar nisso, ele a seguiu até acasa, o cheiro nocivo do perfume que os raptores pulverizaram pesou em seu nariz. Deveria ter suprimido o doce almíscar da excitação de Mercy. Claro que não o fez. Porque Mercy era uma diaba que se encantava em irritá-lo. Tudo bem, ele permitiu relutantemente, talvez o odor não fosse de propósito, mas Todo-poderoso Cristo, ela tinha que cheirar tão malditamente bem? Ele queria fazer o que tinha feito noite passada, enterrar o rosto em seu pescoço por trás e dar uma longa e profunda provada. Sua mente zombava dele com a imagem de sua respiração ofegante e irritada abaixo dele, seu fogo mal contido. Para lidar com ela, para estar com ela, ele tinha que liberar o lobo. Ele não gostava de estar fora de controle. Mas nem ele planejava deixar Mercy ignorar o inferno entre eles. O objeto de seus pensamentos o encontrou no meio da casa, tendo aparentemente ido direto para a parte de trás, trabalhando o seu caminho para frente. — Você pegou qualquer coisa? — Ela era toda negócios agora. Ele agitou sua cabeça, dizendo a ele mesmo para obter controle. Provocação estava bem — ela brincava com ele, como o gato que era. Mas se ela tivesse mesmo uma sugestão de quão mal ele a queria, ela não iria deixá-lo a uma curta distância, apenas para
  70. 70. 70 começar. Assim, ele teria que jogar este jogo de gato-e-lobo até que ela se entregasse a fome deles. Então ele ia devorá-la. Até que ela estivesse fora de seu sistema. Porque de nenhuma maneira no inferno Riley Kincaid estaria prestes a ser escravizado por um desejo que parecia não conhecer limites — exatamente como a mulher que inspirou essa luxúria. — Riley, — ela estalou. —Pare de olhar para meus seios e preste atenção. — Eu já os vi. — Ele disse, reagindo de uma forma que ele só fazia com este gato. — Eles não são nada para suspirar. Mas eles eram, eram maduros, suculentos, perfeitos para morder. Sua pele era a nata rica de uma verdadeira ruiva, polvilhada com uma sugestão deliciosa de ouro. Mostrando cada beijo, cada mordida. Ele ainda podia ver o que ele tinha feito ontem à noite — levou todo controle que ele tinha para não se debruçar, colocar a sua boca em cima daquela marca, e chupar. — Sim, mesmo. — Seus olhos diminuíram significativamente antes de erguer. — Agora que nós dois tiramos isso dos nossos sistemas, nós podemos trabalhar? Palavras sarcásticas, mas seu odor era um golpe contra seus sentidos, cortando através do perfume como se não existisse. Sua pele esticou sobre o seu corpo. Mas ele era um tenente — e a pequena Willow estava contando com eles para encontrar o seu irmão. Com um aceno de cabeça, ela foi embora. Ele a viu passar um segundo antes de ir fazer a sua própria parte do trabalho. Ele estava acostumado a trabalhar com uma forte fêmea — Indigo era a sua mão direita no Bando. Mas onde Índigo era calma e serena, um
  71. 71. 71 complemento perfeito para sua personalidade prática, Mercy era brasa e paixão. Ele nunca discutiu com Indigo, não sobre nada pessoal. Então o fato de que Mercy era uma mulher poderosa e dominante não tinha nada a ver com o porquê dele não poder estar em torno dela por mais de dois minutos sem perder o frescor que era tão parte dele como seu status de tenente mais antigo de Hawke. Algo riscou em seus sentidos. Agachando-se, ele tentou seguir o cheiro escondido no miasmade perfume desvanecendo-se. Estava ali, um fio brilhante, mas fino, muito, muito fino. Ali, ele o pegou. Metal. Seu primeiro pensamento foi Psys. Muitos dos que estavam na PsyNet tinham uma borda metálica no seu perfume natural que repelia changelings. Este era semelhante, mas... demasiadamente metálico. Não havia vida nele. E os Psys, com toda a suafrieza, ainda estavam conscientes, ainda eram seres vivos. Seguindo-o através da sala, ele viu algo deitado no chão debaixo de uma mesa. — Mercy — Ele disse em voz baixa, sabendo que ela iria ouvi-lo. — Você tem alguma coisa. — Ela estava ao lado dele momentos mais tarde. — Não. Ela rastejou mais baixo, o corpo dela escovando ao longo de seu lado. O lobo rosnou. E não foi em rejeição. Então, ela assobiou. — Eu já vi um desses antes. É o mesmo chip que os soldados da Aliança tinham na parte de trás de seus pescoços quando eles tentaram seqüestrar Ashaya. — Eu calculei isso, eu não vi nenhum, mas Bren descreveu-os para mim. — Sua irmã era uma altamente qualificada técnica, era parte do time que trabalhava com Ashaya Aleine para compreender os
  72. 72. 72 chips. Este aqui, ele viu, estava ainda preso a um naco sangrento de carne. — Rasgado fora. Nash? — Estou supondo. — Ela pausou. — Eu sabia quando meus irmãos costumavam escapar sorrateiramente quando nós éramos jovens, eu sempre soube antes de meus pais. Intuição de irmãos mais velhos. Talvez Nash estivese lá fora à procura de Willow quando eles lançaram o gás? Ele tinha visto os irmãos de Mercy ao redor, mas agora se perguntava como que eles eram. Ruivos malvados provavelmente. — Faz sentido. Ele sai, escapa ao gás, volta porque ouve algo, e aí é quando eles tentam agarrá-lo, não percebem que existe outra criança no bosque. Concordando, Mercy tocou o chão e saiu com uma camada magra de pó. — Ele mudou. Isto é das suas roupas que se desintegraram. Riley cheirou no dedo que ela levantou. — Consigo cheirar jeans. — Você consegue? — Ela o levantou para seu próprio nariz. — Eu não consigo. Ele não podia evitá-lo — ela trouxe para fora a extremidade mais perversa do lobo. — Isso é porque eu sou mais velho e mais forte. Ela atirou-lhe um olhar malvado. — Como eu estava dizendo, Nash trocou. Mas provavelmente o fez depois que arrancou aquele chip. — Podia tê-lo feito em forma de animal, também. Os linces são pequenos e ágeis, especialmente quando estão irritados.
  73. 73. 73 Ele mal resistiu ao impulso de acariciar com a sua mão a amplitude das costas e sobre seu inferior. Mercy era muito bem construída, todas as curvas suaves e músculos graciosos. Como seria, ele se perguntou, ter o direito de acariciá-la como bem entendesse? O lobo estava esquisitamente intrigado pela ideia. — Hmm. — Ela se sentou sobre as ancas. — Mas eles ainda o conseguiram. Tinha que ser mais de um — o modo de operação da Aliança parece estar sobrepreparado e não menos. — Nós temos carne suficiente para conseguir DNA se o atacante estiver em qualquer banco de dados. Não havia nenhuma maneira de ir à Execução. Este era território changeling, vítimas changeling e então era aplicada a lei changeling. Não apenas isso, mas a Execução tinha tantos Psys patetas, nada era secreto. Até que eles soubessem o que estava acontecendo, eles não podiam dar ao luxo de avisar o Conselho. Tendo perdido duas mentes científicas altamente treinadas quando Ashaya e sua gêmea, Amara, desertaram, as hipóteses era que os Conselheiros tentariam comandar o chip da Aliança e Nash. Quanto aos atacantes . . . muito fodidamente ruim. — Não mova o chip. Pode haver rastreamento ao redor disso. — Realmente? — Fazendo uma personificação vocal atroz de uma beldade do Sul, Mercy tremulou seus cílios. — Ora, eu estou tão feliz que você esteja aqui para me dizer, Sr. Kincaid, eu não poderia ter descoberto isso tudo sozinha. Ele sentiu seus lábios contraírem. — Eu acho que você tem alguma coisa no seu olho.
  74. 74. 74 Ele tinha certeza de que viu um flash de diversão, mas, em seguida, ela balançou a cabeça e sua voz mudou para modo de trabalho, qualquer dica de jogo enterrada. — Os técnicos devem verificar toda a casa no caso deles terem deixado quaisquer outros cartões telefônicos. Poderia muito bem chamar Ashaya, também, trazê-la aqui com sua equipe. Enquanto Mercy falava com a M-Psy que tinha acasalado com Dorian, Riley deslocou-se para mais perto, sorrindo interiormente com a sua ligeira resposta idiota e inclinou-se para olhar o chip. Não era pequeno. Talvez um centímetro quadrado. Mas mesmo sem um microscópio, ele podia ver que era uma peça complexa de trabalho. Algum tipo de neuro inibidor, era a teoria atual. Mas o que exatamente é que inibia? — Ela está a caminho. — Mercy disse, dobrando o telefone, e surpreendentemente não se afastando. Em vez disso, ela chegou mais perto, suas cabeças lado a lado. — É um inferno de uma peça de trabalho. Seu cabelo escovou seu braço, e ele se lembrou de como sentia os fios deslizando sobre sua pele enquanto ela beijava seu caminho para baixo em seu corpo da última vez. — Yeah. — Sua voz estava meio grunhido, a frustração do lobo subindo à superfície. — Vamos deixar isso para Ashaya e fazer uma varredura em torno da casa, eles poderiam ter deixado uma trilha em seu ponto de entrada. — Nate colocou os homens em turno para fazer isso e nada. — Nenhum deles é um tenente ou uma sentinela. Um olhar oblíquo. — Isso é um elogio?
  75. 75. 75 — Não, é um fato. — Ele a assistiu levantar num movimento fluído que era intrinsicamente felino. — Eu vou ligar para Judd, ele tem contatos na Net, pode ter uma ideia se isto foi uma coisa Psy. Mercy assentiu. — Eu utilizarei nossos próprios contatos também. Mas o meu instinto diz que os Psys não estão envolvidos, ao menos não diretamente. — Os seus olhos encontraram os dele, o leopardo aparente no brilho de ouro que revestiu o seu olhar por um instante fugaz. — Hora de mexer, lobo. Adrenalina lançou-se em suas veias quando ele percebeu que ela estava começando a perder a batalha para conter a sua própria fome. — Indique o caminho, gata.

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