Ensino medio livre_edicao_2012_unidade_01_historia

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Ensino medio livre_edicao_2012_unidade_01_historia

  1. 1. História Primeiras civilizaçõesCapítulo 1 Tarefa propostaAs primeiras comunidades 1. c humanas A alternativa explicita uma limitação do marxismo histórico como modelo de interpretação dos processos históricos.Conexões 2. F – F – F – F1. Marc Bloch rompe com esse esquematismo ao propor uma I. As ciências sociais citadas não necessariamente desprezam a dialética entre as duas temporalidades. Para Bloch, a história dimensão temporal, enquanto a história, por sua vez, emprega não é só uma ciência do passado nem tampouco um simples correntemente conceitos sociológicos e antropológicos. instrumento para se compreender o presente. Assim, se à luz II. O autor afirma exatamente o contrário do enunciado. do passado se pode compreender e explicar muito do presente, III. O autor não sustenta uma concepção linear da história. também o presente é capaz de iluminar o historiador para IV. As rupturas exemplificadas, tal como mencionadas, não ocor- compreender o passado. reram.2. O trecho sugerido é o que alude à importância das experiên- 3. a cias cotidianas do historiador para a problematização de seu A alternativa explicita uma lacuna na maior parte da historio- objeto de investigação. O aluno pode acrescentar comentários grafia historicista do século XIX, mais preocupada com o estudo sobre algum grau de “anacronismo” presente nessa posição — das elites e da política. criticando-a — ou pode reconhecer a inevitabilidade dessa postura do historiador, que, afinal, ao lançar-se sobre o pas- 4. F – V – F – F – F sado, por vezes remoto, se debruça sobre um mundo que II. É importante a relação entre os saberes para se compreender deixou de existir. a complexidade do ser humano, mesmo sabendo que sempre haverá dificuldades para se pensar numa verdade histórica.Exercícios complementares 5. F – V – V – V 5. d I. afirmativa é falsa porque a imprescindibilidade dos docu- A A alternativa explicita avanços de ordem metodológica para o mentos não exclui, pelo contrário, a problematização do objeto ofício de historiador. pelo sujeito-historiador. 6. e 6. a) Com o historiador, responsável pela descrição do aconteci- A alternativa identifica corretamente o autor no movimento mento ou fato. dos Annales, que propôs o modelo de história totalizante. b) Porque ele acredita que, ao relatar ou descrever o aconte- cimento ou fato histórico, o profissional de história pode11. Texto livre, espera-se que o aluno relacione o enunciado com o ter sido influenciado por interesses político-ideológicos ou desaparecimento do Homo neanderthalis (homem de Neanderthal) econômicos, ou ainda ter-se deixado influenciar por sua diante do Homo sapiens sapiens (homem moderno), sobretudo visão de mundo, sua formação cultural. porque as duas espécies chegaram a conviver. Pode-se rela- cionar a maior adaptabilidade do último grupo às mudanças 7. a climáticas do planeta e aos avanços tecnológicos como o Identifica corretamente o significado etimológico do termo. fabrico de roupas mais quentes, objetos de cerâmica mais 8. a resistentes etc. A alternativa explicita o critério básico da periodização da Pré-12. V – F – V -História, do qual resulta a separação entre Paleolítico, Neolítico A primeira afirmativa indica corretamente o racialismo presente e Idade dos Metais. na etnologia do século XIX. A segunda alternativa é falsa porque 9. d os estudos etnológicos e arqueológicos realizados a partir da Relaciona-se corretamente à revolução agrícola do Neolítico e in- segunda metade do século XX superaram os preconceitos ra- dica o avanço da agricultura irrigada como sua causa principal. cialistas, formulando teorias cientificamente consistentes sobre o processo de hominização. A terceira afirmativa é verdadeira 1 0. d porque as teorias evolucionistas inspiradas no darwinismo ofe- Indica corretamente que a revolução agrícola possuiu múltiplos receram alternativa forte ao criacionismo contido na Bíblia. focos independentes. 1
  2. 2. 11. b despótico. Além desses aspectos estruturais, o relato oferece A única alternativa que indica o critério convencional que indícios de que ocorreu uma rebelião do povo hebreu contra separa a Pré-História da história. a exploração faraônica, resultando no êxodo dessa população. A liderança de Moisés, por sua vez, foi motivo de polêmica. 12. F – V – F – F – V Sigmund Freud, fundador da psicanálise, em texto clássico de I. A afirmativa reduz o conhecimento histórico à narrativa e à 1938 (Escritos sobre judaísmo e antissemitismo), chegou a sugerir crônica, excluindo a problematização do objeto. que Moisés era um “príncipe do Egito”, adepto do monoteís- III. O domínio do fogo é atribuído somente ao período posterior mo fundado por Amenófis IV no século XIV a.C. — e não um ao Homo erectus. hebreu camuflado. Por outro lado, os milagres descritos no IV. A afirmativa é falsa porque o processo de hominização foi relato pertencem ao domínio religioso (as sete pragas, a fenda concluído, em focos diferentes, a partir do Homo erectus, não aberta no mar Vermelho por Moisés etc.) e somente devem abrangendo toda a chamada Pré-História. ser interpretados, historicamente, como linguagem alegórica e 13. a justificativa, para os hebreus, de sua aliança com Deus — base A alternativa relaciona corretamente os focos da revolução de seu monoteísmo. urbana com os avanços da agricultura. Exercícios complementares 14. a A alternativa identifica corretamente a diferença sutil entre os 5. No Egito Antigo, o domínio da escrita era privilégio da elite conceitos de Homo faber e Homo sapiens. dirigente, usada, sobretudo, para apoiar a fiscalização estatal e os assuntos religiosos. Os escribas compunham um corpo 15. b de funcionários especializados na elaboração dos hieróglifos. A alternativa indica o tema central dos textos e a divergência Havia, porém, formas mais popularizadas de escrita, como de opiniões entre os autores citados. a demótica. A relação entre o monopólio da escrita no Egito 16. a) Paleolítico. Antigo e o conceito contemporâneo de exclusão social é muito b) “os primeiros homínidas eram apenas coletores.” superficial e pode sugerir que, desde a Antiguidade, o analfa- c) Os ossos de outros homínidas. betismo das massas era um instrumento de poder. Trata-se de d) Paleontologia. conclusão apressada e anacrônica porque, no Egito Antigo, ja- mais se cogitaria fazer um processo de alfabetização de massas, 17. Mudanças econômicas e políticas profundas ocorreram durante uma vez que as hierarquias sociais eram consideradas naturais o processo que levou alguns chefes familiares a controlar re- ou mesmo divinas. Na contemporaneidade, ao contrário, a cursos básicos como água e terras férteis. Essas posses geraram alfabetização das massas é um valor e uma meta universais, riquezas àqueles que as detinham e esses fatores foram deci- segundo a Unesco, não obstante o analfabetismo ainda seja sivos para que ocorressem a desagregação das comunidades um grave problema dos países pobres do planeta. primitivas e o fim da igualdade social. 6. O funcionamento do sistema dependia do recrutamento 18. a) “o homem queria dominar as feras perigosas, garantir a regular dos camponeses aldeados para, durante certos reprodução das espécies úteis e o êxito de suas caçadas.” meses do ano, prestarem serviços ao Estado em regime b) Fatores psicológicos, religiosos — especialmente ligados à compulsório. Frequentemente o trabalho mais pesado era magia — e a crença na ideia de que os animais podiam ser imposto a escravos aprisionados em guerras. A burocracia controlados por meio de sua representação em desenhos. estatal planejava e coordenava todo o trabalho apoiada no aparato militar daquelas sociedades. Trata-se de uma característica estrutural do chamado despotismo oriental Capítulo 2 que, na linguagem marxista convencional, se denomina Antiguidade oriental modo de produção asiático. Conexões 11. a Questão sobre a maior contribuição da Mesopotâmia no campo Entre os fatos ou processos comprovadamente históricos, por- jurídico: o Código de Hamurábi. que também registrados em outras fontes além do Antigo Tes- tamento, podem ser mencionadas a escravização dos hebreus 12. Uma possível relação que se pode fazer entre as duas experiên­ pelo Estado faraônico ou, quando menos, a sujeição deles ao cias históricas separadas por milênios reside na instrumentali- regime de servidão coletiva vigente no Egito. No mesmo sen- zação ideológica do passado babilônico pelo ditador iraquiano. tido, o texto bíblico oferece evidências do poder absoluto do Tratar-se-ia daquilo que alguns historiadores qualificam como faraó, da força da elite sacerdotal, da militarização do Estado “reinvenção das tradições”. Outras relações que sugerem2
  3. 3. continuidades históricas são anacrônicas. Esta questão objetiva 8. b combater o clichê de que a “história serve para explicar o pre- III. Falsa, porque prevalecia o politeísmo na região. sente”, quando o melhor é pensar nela para explicar o passado IV. Falsa, porque as pirâmides citadas são egípcias. na sua especificidade. VI. Falsa, porque nunca houve democracia na região.Tarefa proposta 9. d A alternativa aponta a diferença entre o patesi sumeriano e 1. O rio Nilo, pela fertilidade que possibilitava (húmus) às terras o faraó egípcio quanto ao peso da religião na legitimação do áridas da região e pela abundância das águas (irrigação/agricul- poder em cada caso. tura), possibilitou a fixação de uma população que desenvolveu técnicas de produção, contribuindo para o desenvolvimento da 1 0. b civilização egípcia. A terceira afirmativa é falsa porque estabelece uma continuidade artificial entre a civilização da antiga Babilônia e a cultura 2. b de alguns grupos de países árabes atuais, desconsiderando o Para os egípcios, o embalsamamento era primordial, pois eles processo de islamização desses povos. Além disso, interpreta acreditavam na vida após a morte na volta da alma ao corpo mal a lei de talião, porque a amputação da mão de um ladrão mumificado. é castigo desproporcional ao delito cometido. 3. a 11. a) O poema trata da inundação do Tigre e do Eufrates. A alternativa aponta corretamente o caráter elitista da religião b) Sim. O dilúvio (arca de Noé) descrito no livro do Genesis, do egípcia, já que a população não participava dos cultos oficiais, Antigo Testamento, da Bíblia. restritos ao faraó, aos seus familiares, aos sacerdotes e aos altos funcionários do Estado, como os escribas. As demais alternativas 12. c falham por: sobrevalorizar os cultos locais (b), negar a ética do Pergunta elementar sobre o principal rei dos hebreus na Anti- sistema religioso (c), atribuir ao Egito um traço das civilizações guidade. mesopotâmicas (d) e identificar incorretamente o deus egípcio 13. b Amon-Rá como o privilegiado durante a reforma religiosa do A terceira afirmativa é falsa porque Moisés liderou o êxodo do faraó Amenófis IV (e). Egito e não a diáspora. 4. b 14. b No Egito Antigo, a terra era considerada um patrimônio estatal. A alternativa identifica um traço essencial da civilização fenícia, 5. c enquanto as demais opções apresentam incongruências. A alternativa caracteriza os principais elementos do poder do 15. a) Porque foi o período de maior expansão territorial e peso faraó. político do reino hebreu no Oriente Próximo. 6. a b) Porque os clãs eram governados por homens, o poder político As pirâmides, tumbas e templos na Antiguidade oriental era essencialmente masculino e a vida sinagogal era quase representavam também a autoridade e o poder dos gover- um privilégio dos homens, ficando as mulheres em segundo nantes, sempre associados a divindades. Tal estrutura política plano. denomina-se teocracia. No Egito Antigo, os faraós usavam seu c) Débora ou Ruth, no Livro dos juízes. poder para subjugar a população e eventualmente escravizar d) O Livro de Esther, que destaca o papel dessa rainha de origem povos conquistados. Cabe ressaltar que, na civilização egípcia, judia, esposa do imperador persa, para a salvação dos hebreus. a principal forma de trabalho era a servidão coletiva. e) Não, porque desenvolveu a propriedade privada da terra e floresceu graças às rotas comerciais do corredor sírio- 7. a) Serviam principalmene à burocracia do Estado: arrecadação -palestino, à diferença das sociedades agrárias típicas do de impostos e controle da produção. despotismo oriental. b) O aluno deverá fazer referência à originalidade, criatividade e principalmente à independência que o intelectual deve 16. a) Por meio de pesquisa complementar, é possível descobrir ter no seu trabalho. que o profeta Isaías viveu entre cerca de 765 e 681 a.C. Logo, c) A escrita, identificada com o saber, estava a serviço do Estado, não foi testemunha da destruição do templo de Jerusalém, que a empregava para subjugar as camadas iletradas da que, segundo informa o capítulo, ocorreu muito depois, em sociedade. 587 a.C. Isaías acompanhou, sim, o cerco assírio de Jerusalém, d) O aluno deverá identificar o tipo como o burocrata do Estado em 701 a.C., e sua queda, em 722 a.C, diante do exército e citar a ineficiência de parte dessa burocracia, o abuso de de Sargão II. Nesse tempo, a própria Babilônia estava sob autoridade e a corrupção. dominação assíria. 3
  4. 4. b) O texto profético não permite analisar aspectos militares da então privativo dos deuses. Foi por isso castigado por Zeus, possível revanche hebreia, porque sua linguagem é metafó- senhor do Olimpo, a ser acorrentado a um rochedo onde rica e alude sobretudo a uma guerra divina ou cósmica. padeceu para sempre: uma águia vinha diariamente comer- -lhe o fígado. O dramaturgo Ésquilo escreveu a tragédia c) A fonte é discutível em termos de informação histórica Prometeu acorrentado, resumindo o mito. É possível afirmar porque confunde os fatos no tempo. Isaías faz recair a ira que essa narrativa opõe o mito à razão, ao interditar aos divina contra a Babilônia, e não contra os assírios, os quais homens o conhecimento e castigar o herói ou semideus flagelaram e tomaram Jerusalém enquanto ele viveu. que ousou desafiar aquela interdição. A narrativa mítica 17. Porque, sobretudo do ponto de vista político e econômico, as pretende, de certo modo, alertar para o perigo que a razão cidades fenícias se desenvolveram graças ao grande comércio e o conhecimento podem representar para os homens. marítimo — o que não caracteriza o despotismo oriental. No entanto, isso não é suficiente para sustentar que a mi- tologia grega encenada nas tragédias era uma propaganda 18. e contra a filosofia. Ao contrário, era uma forma de colocar A alternativa aponta uma das marcas civilizacionais do Segundo em discussão, por meio dramático, os dilemas da condição Império Babilônico. humana. 12. Não existe relação consistente. O modelo platônico de repú- Capítulo 3 blica é elitista ao extremo, reservando o governo aos filósofos, enquanto a república ateniense, na sua fase democrática, Antiguidade ocidental: Grécia reservava os direitos políticos aos cidadãos, assim defini- Conexões dos segundo sua naturalidade ateniense, sexo masculino e maiores de idade, exceto os escravos. A ideia aristotélica de 1. Monarquia, aristocracia e república. democracia, por sua vez, como governo popular dedicado aos 2. A guerra: “a parte principal de tal Estado consiste em homens de pobres, não caracterizou a democracia ateniense. Esta, como guerra e seus primeiros cidadãos são os que portam armas”. indica o capítulo, limitava os direitos políticos aos cidadãos e restringia o conceito de cidadania. Vale acrescentar que o 3. O Estado que busca o bem ou a felicidade geral (dos cidadãos). apogeu da democracia ateniense ocorreu na época de Péricles, 4. Considera uma degeneração da república por privilegiar os entre 460 e 429 a.C., antes, portanto, de Platão (427-399 a.C.) pobres. e Aristóteles (384-322 a.C.), que viveram quando a democracia ateniense já dava sinais de decadência. 5. Parece não haver relação nenhuma, pois a democracia atenien- se, embora tenha ampliado a cidadania para todos os naturais Tarefa proposta da cidade do sexo masculino maiores de idade, não criou nenhum sistema especial de benefício dos pobres. Aristóteles 1. e possuía uma visão elitista da política e, por tal razão, fez uma A alternativa resume o sentido da colonização agrária e comer- caricatura do sistema democrático para desmerecê-lo. cial dos gregos. 2. a Exercícios complementares A alternativa apresenta características elementares das cidades- -Estado na Grécia Antiga. 5. a) Democracia. b) A democracia ateniense restringia-se aos homens nascidos na 3. V – V – F – F cidade, excluindo dos direitos políticos as mulheres, os escravos I. A afirmativa é verdadeira porque as duas cidades eram as únicas e os metecos (estrangeiros). Como mecanismo de proteção à de grande dimensão na Grécia Antiga. democracia, o ostracismo condenava ao exílio por dez anos, II. A afirmativa é verdadeira porque os processos históricos men- sem a perda dos bens, aqueles que ameaçavam a ordem. cionados correspondem aos períodos citados. 6. a) Bárbaro, para os antigos helenos ou gregos, era todo aquele 4. a que não falava sua língua, basicamente os estrangeiros, em Os espartanos, descendentes dos dórios e fundadores da cidade, especial os capturados em guerras promovidas em regiões vincularam-se ao militarismo por necessidade de manter o forâneas, transformados em escravos. controle sobre os hilotas, que eram maioria. b) Glorificação da pólis, sua origem, seus feitos, sua grandeza. 5. b 11. O mito de Prometeu, em resumo, conta a tragédia de O texto evidencia a preocupação do legislador em estimular o um herói que revelou aos homens o segredo do fogo, até exercício da cidadania.4
  5. 5. 6. V – F – F – F – V b) As Guerras Médicas, ou Greco-Pérsicas, do século V a.C., I. A afirmativa é verdadeira ao informar sobre a identidade reli- iniciadas pela disputa das colônias gregas da Ásia Menor giosa das cidades gregas. na região do mar Egeu. V. afirmativa é verdadeira porque identifica corretamente A c) O autor sublinha que a força da resistência dos atenienses elementos da sociedade espartana. residia em que eram todos cidadãos ciosos de sua liberdade e direitos. 7. F – F – V – F – V – F III. A alternativa é verdadeira porque define a hierarquia formada 1 4. A situação de domínio de Atenas: por eupátridas, metecos e escravos. a) Sistema de colonização grega — a partir do conflito entre a V. A alternativa é verdadeira porque resume de maneira ade- colonização grega e a colonização persa, dando origem às quada as reformas de Sólon. Guerras Médicas; Atenas conquistou a liderança do mundo grego. 8. e b) Criação da Confederação de Delos, sob a liderança de A alternativa resume as reformas políticas de Clístenes. Atenas, da qual participavam muitas cidades gregas que 9. b estabeleciam entre si relações comerciais e militares. A alternativa identifica os grupos excluídos da democracia Relação entre democracia e imperialismo: ateniense. a) Atenas, como cidade preponderante na Liga de Delos, beneficiava-se dos recursos da Liga para reformas urbanas10. c e políticas, fortalecendo sua democracia interna. A alternativa relaciona corretamente a democracia ateniense b) Péricles, no seu governo, ampliou a participação popular nos com a existência de uma base social escravista e sublinha outros tribunais e nas magistraturas, fortalecendo a democracia aspectos pertinentes aos campos social e institucional. fundada por Clístenes.11. a) A igualdade dos direitos. 15. b b) A democracia grega, especificamente em Atenas, era partici- O texto é claro na sua intenção de celebrar os feitos de Alexandre pativa, pois era exigida dos cidadãos a participação na vida Magno. pública por meio da presença nas assembleias. No entanto, o direito à cidadania restringia-se aos homens livres, maiores de 16. F – V – F – V idade, nascidos na cidade e filhos de pais atenienses, excluindo- I. Esparta localizava-se na península do Peloponeso. -se da vida pública as mulheres, os escravos e os estrangeiros III. Licurgo foi legislador em Esparta e não em Atenas. (metecos). As democracias liberais do século XXI caracterizam- 17. b -se como representativas, pois, para o estabelecimento dos A alternativa identifica as fontes literárias da idealização do governos, os cidadãos, pelo voto, escolhem representantes guerreiro na Grécia Antiga, a tragédia e a comédia. para os cargos executivos e para a formação das assembleias (parlamentos) que devem deliberar sobre o que seja de inte- 18. d resse dos cidadãos, fazendo prevalecer a vontade da maioria. A alternativa identifica corretamente os dois gêneros clássicos Nas democracias liberais recentes não existem restrições ao do teatro da Grécia Antiga. conceito de cidadania aos nascidos numa mesma nação, e aos estrangeiros é dada a possibilidade da naturalização, o que os torna cidadãos num país que não é o seu de origem. Capítulo 4 2. A ênfase na existência da escravidão como fator limitador da de-1 Antiguidade ocidental: Roma mocracia ateniense é, na verdade, um anacronismo, pois pressupõe Conexões um modelo moderno de democracia liberal que, historicamente, foi As duas posições são extremadas e por isso não dão conta construído em sociedades livres e burguesas. A alternativa enuncia- de explicar, isoladamente, a queda do Império Romano. da no texto anterior contextualiza melhor o sentido da democracia No entanto, a tese de Ferdinand Lot tem a vantagem de ateniense em sua própria época, isto é, um regime voltado para interpretar a crise como processo de longa duração, no qual ampliar a participação política de todos os naturais de Atenas, e pesaram a degradação do Estado, o desprestígio do poder não de toda a população de Atenas. Este foi o critério de inclusão imperial, o déficit fiscal, o esgotamento da escravidão, o política máxima adotado pelos legisladores. Permaneceram excluí­ fracionamento do latifúndio, a crise agrícola, a falta de das, porém, as mulheres, ainda que naturais de Atenas. mão de obra, a retração da economia de mercado, a “des-1 3. a) Trata-se do Império Persa aquemênida e dos guerreiros romanização” ou “deslatinização” progressiva do exército cidadãos de Atenas, respectivamente. romano (pela crescente presença de mercenários, sobretudo 5
  6. 6. germânicos), o declínio das tradições e festas pagãs milenar- 2. b mente associadas ao exercício do poder — e nisso o cristia- A opção é incorreta porque os movimentos plebeus e a legis- nismo teve papel decisivo. A tese de André Piganiol parece lação do século V a.C. resultaram, ao contrário do enunciado, desmerecer o peso desses fatores estruturais em favor da em ganhos políticos importantes, como o tribunato da plebe. crise do século V, quando as fronteiras romanas foram cons- 3. d tantemente rompidas pelas invasões de povos germânicos, A alternativa identifica corretamente as mudanças políticas além dos hunos vindos do Oriente. As invasões do século V e econômico-sociais relevantes provocadas pela expansão tiveram sua importância, é claro, mas apenas na medida em mediterrânica de Roma. que agravaram uma crise que vinha de longe. Vista na longa duração, a queda do Império Romano não surpreende. Na 4. a verdade, nem os contemporâneos se espantaram com a A alternativa identifica corretamente um aspecto da reforma queda de Roma em 476 d.C. agrária proposta por Tibério Graco, sendo as demais opções incongruentes. Exercícios complementares 5. c 5. b A alternativa identifica as três fases das Guerras Púnicas, con- Os plebeus, em Roma, representavam as pessoas que não forme indicado no capítulo. tinham ascendência nobre, como os patrícios. 6. d 6. a) Por meio da “política do pão e circo”, surgida na fase republi- Exprime o essencial da política romana em relação aos povos cana de Roma e que se estendeu pelo período imperial. conquistados: quando muito, a romanização das elites co- b) Em face do empobrecimento da plebe romana, em consequên- laboradoras. A alternativa b, embora contenha informação cia do crescimento do escravismo, sem a reforma agrária não se- correta, está errada por generalizar a posição dos romanos: riam possíveis aos plebeus meios para assegurar a subsistência. o próprio César considerava que havia diferenças entre os Desse modo, tornaram-se dependentes do amparo do Estado. povos conquistados — uns bárbaros, outros passíveis de serem civilizados. 11. c A alternativa a está errada, pois a península Itálica foi total- 7. a mente conquistada na república; a alternativa b está incorreta A alternativa aponta a importância do binômio latifúndio- porque a conquista do Mediterrâneo ocorreu durante a repú- -escravidão para a prosperidade econômica de Roma. blica; a alternativa d está errada porque o auge da expansão ocorreu na república; finalmente, a alternativa e está errada, 8. a) Não, embora este seja fator de peso. Na verdade, a retomada pois as lutas contra os germanos ocorreram no império. da expansão pelo imperador Trajano, no século II d.C., 12. a) Não, antes de tudo porque o Edito não é de exclusiva autoria buscou compensar o déficit fiscal e a escassez de mão de de Constantino, mas também de Licínio, o tetrarca oriental. obra escrava resultante da pax romana decretada por Otávio Além disso, o documento não menciona, em nenhuma pas- Augusto no século anterior. sagem, a conversão quer de Constantino, quer de Licínio. b) O peso da questão militar foi enorme ao menos em b) Além de proibir a perseguição religiosa, o Edito favoreceu dois pontos cruciais: aumento de gastos públicos com claramente a Igreja católica ao estabelecer que os bens dos muralhas e outras obras defensivas e desromanização/ cristãos usados como lugares de culto, antes confiscados, deslatinização do exército, cada vez mais dependente deveriam ser restituídos com rapidez. de mercenários estrangeiros recrutados entre os povos c) Constantino não oficializou o cristianismo como religião do germânicos. império. O Edito de Milão decretou a liberdade religiosa, c) A vaidade de Trajano é fator importante para uma análise admitindo não só o cristianismo como as demais religiões. que admite o peso da ação dos indivíduos no processo histó- O cristianismo só se tornou religião oficial em 380 d.C., por rico. Mas não se trata, no caso, somente de vaidade pessoal. decreto do imperador oriental, Teodósio, com a presença e Trajano era militar qualificado e percebeu, no século II d.C., o aval do imperador ocidental, Valentiniano II. que o exército romano ainda era poderoso o suficiente para derrotar os partos, no Oriente, e os dácios, no Leste Europeu, além dos macedônios e armênios nos Bálcãs. Agiu como Tarefa proposta militar e como estadista, julgando necessário ampliar as 1. e rendas do Estado e a oferta de mão de obra escrava. Seus Realça a importância dos patrícios na sociedade romana, sucessores não tiveram, de fato, condições de arcar com os superior a qualquer outro grupo social. ônus de um império ampliado em demasia.6
  7. 7. 9. a b) A religião romana era politeísta, fortemente influenciada A consequência imediata à morte de Crasso foi a disputa entre pela cultura grega e profundamente atrelada ao Estado, os dois cônsules mencionados; os demais fatos são posteriores como fica evidenciado no texto citado. ou falsos. 15. a) Religião monoteísta, caráter popular e pacificista e cosmo-10. V – V – F – V – F visão da salvação após a morte. III. A afirmativa é falsa porque a expansão romana reforçou o b) O cristianismo não aceitava o caráter divino atribuído à latifúndio, em vez de enfraquecê-lo. autoridade imperial pelos romanos nem o militarismo- V. A afirmativa é falsa porque, a rigor, a diarquia foi estabelecida -expansionismo característico do Estado romano. pelo imperador Diocleciano em 305 d.C., logo no século IV d.C. 16. a Os elementos da crise romana enunciados na afirmativa estão, texto de Apolinário lastima a “deslatinização” dos costumes na O porém, corretos, mas constituem elementos estruturais que fronteira belga, apesar de louvar o latim de seu correspondente. antecedem a divisão do império entre pars occidentis e pars orientis. 17. d IV. A afirmativa é falsa porque o texto de Varrão não está preocu-11. c pado com os custos, mas com o rendimento e a segurança do A alternativa identifica o principal problema gerado pelo fim sistema escravista. da expansão militar: a escassez crescente de escravos, até então adquiridos por meio do tráfico de prisioneiros das guerras ex- 18. a) Está equivocada porque, se houve imperadores que agiram pansionistas. como Commodus, a exemplo de Nero e Calígula, vários outros não se encaixam nesse perfil.12. V – V – F – F – V b) Trajano, por exemplo, era um grande militar do qual não há III. A afirmativa é falsa porque não ocorreu a aliança mencionada. registros parecidos com a conduta de Commodus e imperado- IV. A afirmativa é falsa porque os cristãos não foram acusados de res do mesmo tipo. Marco Aurélio era, além de grande militar, praticar orgias e infanticídios. filósofo de orientação estoica (adepto da temperança, avesso a todo tipo de orgias). Otávio Augusto, primeiro imperador,13. a e o próprio Júlio César, virtual fundador do império, nada A alternativa indica corretamente elementos citados no capítulo tiveram em comum com Commodus ou Nero, exceto pelo e elementares ao estudo da temática em questão. fato de terem sido imperadores romanos.14. a) A partir da leitura do texto, é possível concluir que havia, c) Como análise histórica, a matéria é muito inconsistente, por- na Roma republicana, uma estreita relação entre poder que veicula juízos de valor, sem cuidar das especificidades político e religião, esta empregada como instrumento de cada imperador. A matéria dá exemplo de como o texto de controle social, na medida em que “salvaguardava os histórico produzido por jornalistas, embora fluente, traz o interesses de Roma”. forte risco de estereotipar a história e suas personagens. 7

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