Literatura             parnasianismo, simbolismo e pré-modernismo                                          1Capítulo 1Parn...
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2º literatura

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2º literatura

  1. 1. Literatura parnasianismo, simbolismo e pré-modernismo 1Capítulo 1Parnasianismo e SimbolismoConexõesEspera-se uma troca de ideias sobre hábitos de leitura e, com isso, um contato com as motivações e desmotivações para tal hábito. Com base nisso, deverá ser redigido um artigo em que os aspectos positivos e negativos das práticas de leitura escolar sejam colocados lado a lado com as preferências de leitura individuais.Exercícios complementares5. cII. O Parnasianismo valoriza o esteticismo e o culto da forma.6. a) O que esses dois poemas apresentam em comum são a subjetividade e o pessimismo. Eles não seguem as propostas parnasianas, pois neles o apuro da forma não coibiu o transcurso das emoções; insinua-se um clima de sugestões vagas e subjetivas. Esses recursos são temas que marcarão fortemente a escola simbolista.b) Nos quartetos, o poeta apenas descreve uma situação: o voo das pombas. Nos tercetos, a subjetividade se faz presente, já que o poeta compara o voo das pombas com os sonhos que se perdem após a juventude.c) O tema central desse poema é a relação entre a verdade e a aparência / o que se mostra ser e o que realmente se é.“Ver através da máscara da face…”“Em parecer aos outros venturosa.”11. cMuito embora os movimentos apresentem aproximações estilísticas, os textos têm finalidades distintas. Enquanto o texto 2 é emotivo e lírico, procurando comover o leitor, o texto 1 é persuasivo, procurando convencer o ouvinte sobre seus ensinamentos.12. a) Descritivismo minucioso (poesia-pintura); presença de rimas “ricas” ou antigramaticais (“serrania”, substantivo / “sombria”, adjetivo / “ventania”, substantivo / “fria”, adjetivo; “de leve”, locução adverbial / “de neve”, locução adjetiva); tentativa de “chave de ouro” para encerrar o soneto (ver o último verso).b) Clima de mistério; imagens e sonoridade sugestivas; gosto do macabro.Tarefa proposta1. b
  2. 2. As demais alternativas não procedem, a saber: no Parnasia- nismo, a técnica é mais relevante que a inspiração, o nome do movimento faz alusão ao monte Parnaso, sua poesia é marcada pelo descritivismo e preciosismo vocabular, e é separado do Barroco por séculos. 2. b A alternativa é a única que satisfaz as premissas do movimento. 3. c A terceira assertiva é falsa, pois o Parnasianismo, embora convivesse com a arte realista, não possuiu qualquer compromisso ideológico ou de caráter social, primando pelo isolamento do poeta das questões mundanas. Daí a “arte pela arte”. 4. e Todas procedem. 5. F – V – V – V I. A assertiva menciona “economia vocabular”, que não corresponde ao Parnasianismo. O poema, por sua vez, não apresenta revalorização da mitologia. 6. a Confirma-se pela expressão “dobrada / ao jeito do ourives”. Ou seja, busca-se com afinco a perfeição formal na “oficina” para que o poema pareça perfeito. 7. c O poema não sugere o amor irrealizado, e sim as dificuldades e contradições entre forma e conteúdo na linguagem. 8. c II. A alternativa é incorreta, pois a temática parnasiana não contemplava com especial atenção a questão sentimental e amorosa, tampouco houve espaço para a valorização de uma musa inspiradora ou alusão à natureza brasileira como cenário. 9. As reticências criam no texto um clima de imprecisão ou vagueza, que aumenta o poder de sugestão. 10. Ao descrever a “última flor do Lácio”, ou seja, a língua portuguesa, como “esplendor” (segundo verso) e “ouro nativo”, o poeta exalta o código, que lhe permite escrever seus textos, os quais apresentam uma forma preciosa, primorosa. 11. A obra literária que inicia o Simbolismo em Portugal é Oaristos, de Eugênio de Castro. Na obra, há predominância do decadentismo, e o poeta faz uso de palavras que não são frequentes no cotidiano. 12. c Os dois escritores representantes do Simbolismo no Brasil foram Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens.
  3. 3. 213. cI. A alternativa é incorreta, pois a forma do soneto não tem qualquer compromisso com a expressão clara das emoções representadas.II. A alternativa está incorreta porque a poesia simbolista tem como uma de suas principais características a presença de sinestesias, que são sensações que convivem em uma mesma expressão.14. aA alternativa enumera corretamente a sequência.15.a) As características simbolistas presentes são: a musicalidade, o decadentismo, as letras maiúsculas alegorizantes.b) A musicalidade é obtida principalmente pela repetição das vogais “a”, “e” e “o”; o decadentismo é evidente na última estrofe; as letras maiúsculas alegorizantes nas palavras “Cordeiro” e “Pomba”.16. aObserve-se a sucessão de termos semelhantes para impingir a ideia de claridade contidos, sequencialmente, nos três últimos versos.17. Soma = 22 (02 + 04 + 16)A assertiva (01) é incorreta, pois menciona uma linguagem objetiva. A afirmativa (08) menciona os temas do cotidiano e as palavras e expressões comuns como pertencentes ao Simbolismo.18. dÚnica alternativa em que não se localizam repetições de fonemas.19. Soma = 15 (01 + 02 + 04 + 08)A (16) está incorreta, pois, embora os simbolistas fizessem uso do Impressionismo, não valorizavam o gosto burguês, tampouco optavam pela temática nacionalista. Ao contrário, optavam por um distanciamento das questões cotidianas, evitando assim “contaminar” suas composições com aspectos do real.20. a) O texto de Cruz e Sousa explicita duas características notórias do Simbolismo: a musicalidade e o “cruzamento de sensações”, a sinestesia. A exploração das propriedades sonoras da palavra, o trabalho com a harmonia musical, por meio do emprego intensivo de aliterações, coliterações, ecos, assonâncias, é o que resulta da proposta: “O vocábulo pode ser música ou pode ser trovão, conforme o caso”, dentro da concepção simbolista que se entronca na tradição verlaineana de la musique avant toute chose. A exploração intensiva das sinestesias, das sensações simultâneas, harmonizadas no mesmo ato da linguagem, fica evidente na passagem: “e é preciso uma rara percepção estética, uma nitidez visual, olfativa, palatal e acústica, apuradíssima, para a exatidão da cor, da forma e para a
  4. 4. sensação do som e do saber da palavra” dentro da “teoria das correspondências” que Baudelaire postulava no célebre soneto “Correspondences”. Cruz e Sousa alude ainda à “percepção estética”, colocando-se além do sensorialismo positivista, que informou a estética realista. b) Ao relacionar ao escritor os atributos do “psicólogo”, voltado para o conhecimento da alma, da “psiquê” humana, do artesão (“miniaturista”) e do “pintor”, Cruz e Sousa postula que a arte deve ser a transfiguração, a (re)criação da natureza, na qual o escritor infunde seu estilo, concebido mais como disciplina (“saber apertar a frase no pulso, domá-la, não a deixar disparar pelos meandros da escrita”) do que como impulso, o que revela o débito do poeta para com a preceptiva clássico- parnasiana, e o quanto ele se afastou da vertente mais “delirante” e neorromântica do Simbolismo. Parafraseando: o poeta (à maneira dos pintores impressionistas) gradua a luz, esbate as formas e transfigura artisticamente a paisagem. Vale observar que a teoria poética de Cruz e Sousa, expressa no fragmento transcrito e ratificada em muitas outras de sua autoria, é uma mescla sui generis da teoria simbolista com a formação científica de base naturalista e com o formalismo residual dos parnasianos. “Cada palavra é como que um tecido do organismo do período” — é notória a aproximação entre linguagem e biologia: a palavra está para o período como o tecido está para o organismo. O parentesco com o Parnasianismo está na reafirmação da poesia como fruto da elaboração, do esforço intelectual do “saber apertar a frase no pulso, domá-la…”, negação explícita da “poesia de inspiração” dos românticos.Capítulo 2 Pré-Modernismo Conexões O objetivo desta atividade é promover a reflexão e o debate acerca de questões como a intolerância e a violência diante das diferenças, que se manifestam no preconceito e na discriminação às minorias étnicas, sociais, culturais e de gênero, até mesmo no ambiente escolar. Exercícios complementares 5. c O Parnasianismo abarcou um elevado número de poetas, e seus princípios estéticos dominaram por muito tempo a vida literária do país, praticamente até o advento do Modernismo em 1922. 6. Para Policarpo Quaresma, um patriota exacerbado que se dedica aos estudos de tudo o que se relaciona ao Brasil, a língua portuguesa é emprestada, e nós, os brasileiros, deveríamos falar o tupi-guarani, o verdadeiro idioma nacional.
  5. 5. 11. eTodas procedem.
  6. 6. 312. a) A precisão matemática 3. V – V – V – F – V – V – F – V – V pode ser observada no IV. A assertiva é incorreta, rigor formal que pois, segundo o texto, os estrutura o poema: a seguidores de forma clássica do Conselheiro, ao soneto (14 versos, dois adaptarem-se a Canudos, quartetos, dois tornaram-se uma massa tercetos); e métrica e inconsciente e bruta. rimas regulares VII. Esta assertiva também é (predominância de versos incorreta, pois não é decassílabos; nos possível considerar o quartetos as rimas grupo de Conselheiro obedecem ao esquema como organizado, do ponto ABBA — rimam as últimas de vista ideológico, em palavras do primeiro e torno de uma reação para quarto versos e as do com o golpe que derrubou segundo e terceiro o império. Suas razões versos — e nos tercetos, eram múltiplas e difusas. o esquema é AAB). 4. a) Sim. Nota-se como, parab) O poema faz uso de ter o filho, Maria age palavras e expressões instintivamente: procura do campo semântico da um lugar afastado matemática (“algarismos”; (supostamente seguro) e, “silogismos”; “aritmética”; agonizando, sozinha tem a “progressão dos números sua “cria”. Além disso, o inteiros”; “Pitágoras”) e da narrador mostra a cena biologia (“Tíbias, atroz dos porcos cérebros, crânios, rádios devorando o filho dela e úmeros”). O emprego de assim que nasce. termos técnicos b) Sem dúvida, já que, com um racionaliza a morte, filho, ela não interessa tratada como realidade tanto aos patrões. É como objetiva, quantificável, se eles pudessem ter sem mistificação. Tal prejuízo com uma criada perspectiva contrasta que passasse a ter um com o sentimentalismo e dependente. subjetivismo da tradição 5. e romântica, que idealiza a O humor e a ironia são morte como evento marcas de suas obras. transcendental. 6. dTarefa proposta A caricatura mencionada pode ser conferida nos dois1. c últimos parágrafos doMuito embora o tom texto, em que se afirma o coloquial contribua para a delírio ufanista de construção dos tipos Quaresma. suburbanos e para o 7. F – V – V – V humor e a ironia, não se I. A assertiva é falsa. É trata de linguagem preciso reler o resumo descuidada. presente na teoria (ou o2. c romance) e constatar queTrata-se do único traço em Quaresma não reconhece comum entre os autores.
  7. 7. a inutilidade de sua vida pancada, / A sucessividade quando está internado no dos segundos, / Ouço, em hospício e que não morre sons subterrâneos, de Orbe por lá. Após ter alta, oriundos, / O choro da muda-se para o sítio Energia abandonada! / — O Sossego e prossegue com cantochão dos dínamos seu projeto ufanista. profundos, / Que, podendo 8. a) A temática da terra, mover milhões de mundos, / com suas especificidades Jazem ainda na estática do e mazelas, como a Nada!”), não é possível cultura de exaltar os localizar nenhuma estrangeiros e onomatopeia (imitação de desprezar e som com fonema ou desrespeitar os próprios palavra), o que invalida a brasileiros. alternativa. b) “Pobre terra da 13. Sinestesia semelhante Bruzundanga!” Aliteração, ocorre em “… gemido com a repetição do som aveludado, lilás…” em que “r”. se notam sensações 9. a) Esses elementos auditivas, táteis e visuais. podem ser encontrados Outro exemplo é na seguinte passagem: “sonorização dolente”, em “Comida sempre havia, e que se têm as sensações quando era sábado, sonoras e táteis. véspera de domingo, ah! 14. Dentre os numerosos meu sinhô, tambor velho exemplos, temos “historia” roncava até de (paroxítonas terminadas em madrugada…” ditongo são acentuadas, b) Para o velho, no por isso o correto é trabalho escravo, havia “história”) e “invios”, cuja solidariedade (“tudo de regra é a mesma, portanto parceria”), a forma correta é “ínvios”. companheirismo (“a gente 15. b trabalhava junto”). A obra adulta de Monteiro10. a apresenta como principalA obra de Coelho Neto não característica a exposiçãose enquadra nas das razões por eleproposições apontadas, apontadas para o atrasomantendo-se no estilo das no desenvolvimento do país.escolas precedentes. Para isso, ambienta suas11. e narrativasPode-se confirmar com overso “A mão que afaga é amesma que apedreja”.12. dAinda que o aluno nãosaiba o que são sonsnasais, que podem serlocalizados einterpretados comoalusões ao lamento nopoema (exemplo: “Triste, aescutar, pancada por
  8. 8. em localidades castigadas pelas más condições sociais e econômicas e cria personagens que representam a problemática social de seu tempo.16. cA alternativa não menciona qualquer informação presente na afirmação de Bosi. Ao contrário, concentra-se em autores e dados que não pertencem ao Pré-Modernismo e, portanto, não são reconhecidos pelos alunos, de modo que é a única assertiva possível.17. bIII. A assertiva é incorreta, pois, em suas obras, Lima Barreto retrata o cotidiano dos subúrbios do Rio de Janeiro, e não das regiões que cultivam cana-de-açúcar no interior fluminense. 18. b Graça Aranha aborda a imigração alemã em Canaã, Lima Barreto aborda os costumes urbanos em Triste fim de Policarpo Quaresma e Monteiro Lobato retrata o universo rural em Urupês e Cidades mortas. 19. b Todas as assertivas são características da obra de Simões Lopes Neto, conforme se pode conferir no item “Outros autores” da teoria. 20. e Entre outros problemas do enunciado da alternativa, o mais facilmente reconhecível é a autoria do conto “Negrinha”, que foi escrito por Monteiro Lobato.4

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