Nervos cranianos andrey neuroliga

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Nervos cranianos andrey neuroliga

  1. 1. Neuroanatomia e Semiologia dos Nervos Cranianos Andrey Juliano Alencar Silva Acadêmico Faculdades Integradas Pitágoras Montes Claros Fevereiro/2010
  2. 2. <ul><ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul></ul><ul><ul><li>12 pares – nº. Romanos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Nº de acordo com ordem rostrocaudal de origem aparente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Dx de doenças sistêmicas e síndromes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Lo calização de determinada doença. </li></ul></ul>
  3. 4. <ul><li>I Nervo – OLFATÓRIO </li></ul><ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Neurônio I - Células bipolares (amielínicas) processos ciliares na mucosa nasal. </li></ul><ul><li>Lâmina crivosa do etmóide. </li></ul><ul><li>Bulbo olfatório. </li></ul><ul><li>Glomérulos olfatórios - células mitrais. </li></ul><ul><li>Tracto olfatório - estria medial (septal). </li></ul><ul><li>- estria lateral (anterior do úncus e giro para-hipocampal). </li></ul>
  4. 8. <ul><li>Peculiaridades: </li></ul><ul><li>Só neurônio I e II. </li></ul><ul><li>Neurônio I está em mucosa. </li></ul><ul><li>Não tem relé talâmico. </li></ul><ul><li>Área cortical é alocortéx. </li></ul><ul><li>É homolateral. </li></ul><ul><li>Exclusivamente sensitivo. </li></ul>
  5. 9. Exame: <ul><li>Substâncias voláteis não irritantes. </li></ul><ul><li>Feche os olhos e oclua uma narina; </li></ul><ul><li>Sente o cheiro? - Agradável ou não? - O que é? </li></ul><ul><li>Anosmia e Hiposmia – causas extraneurais, como obstrução nasal, renites e sinusites. Ou por fratura de etmóide, hemorragia, infecções, hidrocefalia, doenças desmielizantes ou tumor. </li></ul><ul><li>Parosmia (alteração do odor) – epilepsia no lobo temporal. </li></ul>
  6. 10. <ul><li>Etiologia: </li></ul><ul><li>Síndrome de Foster – Kennedy: </li></ul><ul><li>Anosmia; atrofia óptica homolateral e papiledema contralateral. Causada por tumor paraselar. </li></ul>
  7. 11. II Nervo - ÓPTICO <ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Retina - receptores (cones e bastonetes) – células bípolares – células ganglionares. </li></ul><ul><li>Papila óptica - Forame óptico – Quiasma óptico. </li></ul><ul><li>Fibras do CAMPO VISUAL temporal (retina nasal) cruzam. CAMPO VISUAL nasal (retina temporal) não cruzam. </li></ul><ul><li>(Obs: Angelo com raiva). </li></ul>
  8. 13. Tracto óptico: <ul><li>Via geniculocalcarina. </li></ul><ul><li>Via retino hipotalâmica – ritmos biológicos. </li></ul><ul><li>Via retino tectais – braço do colículo superior, núcleos oculomotores, trato tecto espinhal. </li></ul><ul><li>Retino pré tectais (Edinger Wesphal) - braço do colículo superior. </li></ul>
  9. 15. Exame: <ul><li>Acuidade visual: </li></ul><ul><li>- Optótipos de Snelen (anomalias nos meios refringentos). </li></ul><ul><li>- Feixe maculo papilar e nervo óptico (alterações grosseiras). </li></ul><ul><li>- Quantos dedos tem a partir de 4 metros. </li></ul>
  10. 16. <ul><li>Campo Visual: </li></ul><ul><li>- Paciente com olhos fixos, médico explora campo. </li></ul><ul><li>- Sentam em frente, ambos ocluem o olho do mesmo lado, comparando ambos os campos em equidistância. </li></ul><ul><li>Visão das cores: </li></ul><ul><li>- Lâmina de Ishihara ou perguntando cores. </li></ul>
  11. 17. <ul><li>Fundo de olho (Oftalmoscópio): </li></ul><ul><li>- Papila: cor, forma, limites e vasos. </li></ul><ul><li>- Retina e mácula . </li></ul><ul><li>Alterações ao Exame: </li></ul><ul><li>Acuidade: Lesão em fibras de origem macular ou dos meios refringentes. </li></ul><ul><li>Campo Visual: Escotomas (zonas com falta de visão) </li></ul><ul><li>- Positivos: se o paciente percebe; por lesão de meios transparentes; </li></ul><ul><li>- Negativos: se não percebe; por lesão da via. </li></ul>
  12. 18. <ul><li>Hemianopsia: ½ do campo. </li></ul><ul><li>Quadrantanopsia: ¼ do campo, por lesão das radiações ópticas retrogeniculadas. </li></ul><ul><li>Homônima: Campo do mesmo lado nos dois olhos (direita, esquerda); por lesão retroquiasmática. </li></ul><ul><li>Heterônima: Bitemporal; por lesão quiasmática. </li></ul><ul><li>Fundoscopia: </li></ul><ul><li>- Papiledema - turgência venosa, apagamento das bordas papilares. </li></ul><ul><li>- Atrofia óptica – por degeneração das fibras do II nervo. </li></ul>
  13. 20. III, IV, VI nervos – OCULOMOTOR, TROCLEAR e ABDUCENTE. <ul><li>Inervam musculatura extrínseca e intrínseca dos olhos. </li></ul><ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>III NERVO – núcleos pares para cada músculo extrínseco, núcleo parassimpático de Edginger-Westphal, núcleo levantador da pálpebra (ímpar) na subst.cinza periaquedutal. </li></ul><ul><li>Emerge do pedúnculo cerebral na fossa interpeduncular (sulco medial) - segue superiormente – duramáter – seio cavernoso – fissura orbital superior – órbita, divisão das fibras. </li></ul>
  14. 21. <ul><li>IV NERVO – núcleo caudal ao III na subst. Cinzenta periaquedutal do mesencéfalo. </li></ul><ul><li>Emerge posteriormente entre os colículos - se dirige anteriormente - seio cavernoso - fissura orbitaria superior – órbita – oblíquo superior. </li></ul><ul><li>VI NERVO – núcleo na ponte, abaixo do assoalho do IV ventrículo. </li></ul><ul><li>Emerge pelo núcleo bulbo-pontino superiormente penetra o seio cavernoso – fissura orbitária superior – órbita – reto lateral. </li></ul>
  15. 22. <ul><li>Vias internucleares: </li></ul><ul><li>Fascículo longitudinal posterior – conecta os núcleos oculomotores entre si, e os núcleos do VI e reto medial do III. </li></ul><ul><li>Vias supranucleares: </li></ul><ul><li>Córtex visual – controla os movimentos oculares voluntários – tronco cerebral (núcleos). </li></ul>
  16. 25. Exame: <ul><li>Diplopia? </li></ul><ul><li>- Diplopia piora na direção do músculo parético. </li></ul><ul><li>Movimentos das pálpebras e olhos ok? </li></ul><ul><li>(hà também inervação do VII). </li></ul><ul><li>Com a cabeça fixa o paciente acompanha o dedo do examinador. </li></ul>
  17. 26. <ul><li>Pupila: Circular, 2 a 4 mm, SNA. </li></ul><ul><li> Simpático: coluna intermédio lateral de C8 a T2 -gânglio estrelado - carótida interna - seio cavernoso - nervo oftalmico – músculo ciliar(controle talâmico). </li></ul><ul><li> Parassimpático : segue o III nervo </li></ul><ul><li>- Forma, tamanho, igualdade, reflexos fotomotores de acomodação e convergência. </li></ul>
  18. 27. Alterações ao exame: <ul><li>Paralisia do III: Estrabismo divergente. </li></ul><ul><li>- Extrínsecos (totais ou parciais). </li></ul><ul><li>- Intrínsecos ou mistos: ptose, midríase e desvio para fora. </li></ul><ul><li>Paralisia do IV: Desvio para cima e para dentro, a cabeça e o pescoço tentam compensar desviando para lado. </li></ul><ul><li>Paralisia do VI: Estrabismo convergente. </li></ul>
  19. 28. Alterações da pupila: <ul><li>Discoria – forma anormal da pupila (neurosífilis). </li></ul><ul><li>Anisocoria – uma pupila maior que a outra (hernia de úncus comprimido III nervo). </li></ul><ul><li>Miose – menor que 2mm; </li></ul><ul><li>- Espástica: + parassimpático (irritação meníngea neurossífilis). </li></ul><ul><li>- Paralítica: - simpático (Claude Bernard Hornner) </li></ul><ul><li>Midríase – maior que 4mm </li></ul><ul><li>- Espástica: + simpático (com exoftalmia, sind. Pourfour Petit) </li></ul><ul><li>- Paralítica: - parassimpático (lesão do III par, seu núcleo ou gânglio ciliar por avc,tumor, desmielinização). </li></ul>–
  20. 29. <ul><li>Reflexos fotomotores: </li></ul><ul><li> - II nervo, aferência até Edinger-Westphal. </li></ul><ul><li> - III nervo, eferência </li></ul><ul><li>Sinal de Argyll Robertson – uni ou bilateral, reflexos fotomotores negativos, miose ou anisocoria ou discoria. Convergência preservada (neurossífilis). </li></ul><ul><li>Sinal de Argyll Robertson Invertido – reflexos fotomotores positivos e de acomodação convergência negativo (difteria ou botulismo). </li></ul>
  21. 30. Etiologias: <ul><li>Sind. de Weber: AVE mesencéfalo, paralisia do III nervo homolateral, hemiplegia facebraquiocrural contralateral. </li></ul><ul><li>Pseudo-Weber: aneurisma da artéria comunicante posterior por herniação do úncus. </li></ul><ul><li>Sind. de Claude: lesão de fibras cerebelares no mesencéfalo, paralisia homolateral do III n. hemissíndrome cerebelar contralateral. </li></ul>
  22. 31. <ul><li>Sind. de Benedikt: lesão no mesencéfalo, coreoatetose contralateral (núcleo rubro), paralisia homolateral do III n. </li></ul><ul><li>Sind. de Millard-Gubler: lesão da ponte, paralisia facial periférica homolateral, lesão homolateral do VI nervo, hemiplegia braquiocrural contralateral. </li></ul><ul><li>Sind. do seio cavernoso: lesão do III, IV, VI e V1 (as vezes V2). </li></ul>–
  23. 32. <ul><li>Sind. de fissura orbital superior: lesão do III, IV, VI e V1. </li></ul><ul><li>Migrânea oftalmoplégica: enxaqueca + oftalmoplegia. </li></ul><ul><li>Encefalopatia de Wernicke: baixa tiamina, oftalmoplegia, confusão mental, sind. Cerebelosa e nistagmo. </li></ul><ul><li>Mononeurite diabética: lesão dissociada do III n., paresia extrínseca, preservação intrínseca (pupilas). </li></ul>
  24. 33. V Nervo – TRIGEMIO <ul><li>Extereocepção: Face, olhos, 2 /3 anteriores da língua, mucosa do nariz e boca, dentes e dura-máter encefálica. </li></ul><ul><li>Propriocepção: Músculos mastigatórios. </li></ul><ul><li>Pressão profunda: Dentes, palato duro e ATM. </li></ul><ul><li>Inervação dos músculos mastigatórios, tensor do tímpano e tensor do véu palatino. </li></ul>
  25. 34. <ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Via motora: Giro pré central - núcleo motor (Ponte) – raiz motora sai na parte antero lateral da ponte – gânglio trigemial (semilunar) – forame oval – forma com V3 o nervo mandibular – inerva músculos citados. </li></ul><ul><li>Via proprioceptiva: Neurônio I no núcleo do trato mesencefálico do V – segue com V3 </li></ul><ul><li>-> conexão com núcleo motor do V (reflexo mandibular). </li></ul>
  26. 36. <ul><li>Via exteroceptiva: Neurônio I no gânglio de Gasser (temporal, cavo de Meckel) : </li></ul><ul><li>-> prolongamento central – núcleo do trato espinhal do V (dor e temperatura) e núcleo sensitivo principal (tato e discriminação) – cruzam e formam lemnisco trigemial – núcleo ventral póstero lateral do tálamo – giro pós central </li></ul><ul><li>-> prolongamento periférico – divide-se em V1, V2 e V3. </li></ul>
  27. 37. <ul><li>V1 (oftálmico): parede lateral do seio cavernoso – fissura orbital superior. </li></ul><ul><ul><li>- Região frontal, pálpebra superior, córnea e conjuntiva. </li></ul></ul><ul><li>V2 (maxilar): parede inferior do seio cavernoso – forame redondo – fossa pterigopalatina – forame infra orbitário. </li></ul><ul><li>- Bochechas, nariz, pálpebra inferior; lábio, gengiva e dentes superiores. </li></ul><ul><li>OBS: Dura máter e artérias da base do cérebro – V1 e V2 </li></ul><ul><li>V3 (mandibular): com raiz motora forma nervo mandibular– forame oval. </li></ul><ul><li>- 2 / 3 anteriores da língua; lábio, dentes e gengiva inferiores; mandíbula e músculos mastigatórios. </li></ul>
  28. 40. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Sensibilidade superficial: Dolorosa e tátil </li></ul><ul><li>Função motora: Morder, abrir a boca; palpa-se os músculos. </li></ul><ul><li>Reflexo corneano: Aferente – V n. </li></ul><ul><li> Eferente – VII n. </li></ul><ul><li> Fecha-se ambos os olhos </li></ul><ul><li>Reflexo mandibular: Percuta o dedo abaixo do lábio do paciente – resposta normal é pouca (núcleo do trato mesencefálico do V – núcleo motor do V) </li></ul>
  29. 41. Alterações ao exame: <ul><li>Perda sensitiva do V: </li></ul><ul><li>- Sem perda motora – lesão no gânglio. </li></ul><ul><li>- Com perda motora – anterior ao gânglio. </li></ul><ul><li>- Com perda sensitiva de todo hemicorpo – tálamo contralateral. </li></ul><ul><li>Perda sensitiva de V1: aneurisma de carótida interna, tumor no seio cavernoso. </li></ul><ul><li>Perda sensitiva de V3 + raiz motora: tumor de base de crânio. </li></ul>
  30. 42. <ul><li>Perda de sensibilidade tátil: Ponte, núcleo sensitivo principal. </li></ul><ul><li>Perda de sensibilidade termoálgica: Núcleo do trato espinhal do V. </li></ul><ul><li>Comprometimento motor: </li></ul><ul><li>- Atrofia de masseter (visível e palpável). </li></ul><ul><li>- Paresia de pterigóide – desvio da mandíbula para o lado doente ao abrir a boca </li></ul><ul><li>Reflexo corneano: Nenhum olho fecha ao se estimular o olho doente. Diferenciar lesão do VII </li></ul>
  31. 43. <ul><li>Reflexo mandibular: É bem discreto, mas percebe-se quando está aumentado – identificar lesão acima ou abaixo da ponte </li></ul><ul><li>Neuralgia do V ( tic dolorous ): </li></ul><ul><li>- Pontada, choque, breve e recorrente em V2 e V3. </li></ul><ul><li>- Diferenciar de enxaqueca, odontalgia, disfunção de ATM e arterite. </li></ul>
  32. 44. VII Nervo - FACIAL <ul><li>Inervação da musculatura mímica e estapédio. </li></ul><ul><li>Extereocepção: Tímpano, meato acústico externo e parte posterior da orelha. </li></ul><ul><li>Nervo intermédio: </li></ul><ul><li>- Glândulas lacrimais (n. petroso superficial maior). </li></ul><ul><li>- Glândulas salivares e gustação dos 2 / 3 anteriores da língua (n. corda do tímpano). </li></ul>
  33. 45. <ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Giro pré central: Representações motoras bilaterais e contralaterais. </li></ul><ul><li>Núcleo motor: Ponte, grupo dorsal (face superior) e grupo ventral (2 /3 inferiores da face). Colículo facial. </li></ul><ul><li>VII e intermédio emergem no sulco bulbo pontino – meato acústico interno – se unem – canal do n. VII – joelho externo (gânglio geniculado) – n. petroso maior - pra baixo e pra trás – fibras pro músculo estapédio – fibras seguem pelo n. corda do tímpano – forame estilomastóideo – atravessa parótida – se ramifica. </li></ul>
  34. 46. <ul><li>Sensibilidade gustatória: Neurônio I no gânglio geniculado - Trato solitário – núcleo gustatório. </li></ul><ul><li>Sensibilidade cutânea: Neurônio I no gânglio geniculado - Trato espinha do V - núcleo. </li></ul><ul><li>Parassimpático: </li></ul><ul><li>- Núcleos salivatórios – n. intermédio – n. corda do tímpano – n lingual – glândulas submandibular e sublingual. </li></ul><ul><li>- Núcleo lacrimal – n. intermédio – gânglio geniculado (sem sinapse) – n. petroso maior – gânglio pterigopalatino – glândula lacrimal. </li></ul>
  35. 50. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Função motora: Mostrar dentes (diferenciar de lesões do V), fechar olhos, franzir testa, encher bochechas. </li></ul><ul><li>Exame da gustação: 4 gostos primários – açúcar, sal, vinagre e quinino. </li></ul><ul><li>Função secretora: </li></ul><ul><li>- Paciente já queixa. Medição do fluxo lacrimal com papel quando se inala amônia. </li></ul><ul><li>- Tempero na lingua e paciente a eleva. </li></ul>
  36. 51. Alterações ao exame: <ul><li>Lesão ao nível do forame estilomastóideo: </li></ul><ul><li>- Paralisia dos músculos faciais ipsilaterais, </li></ul><ul><li>- Fissura palpebral alargada, </li></ul><ul><li>- Prega nasolabial se achata, </li></ul><ul><li>- Ângulo da boca cai, </li></ul><ul><li>- Reflexo corneano ausente ipsilateral. </li></ul><ul><li>Lesão ao nível do gânglio geniculado: </li></ul><ul><li>- Paralisia facial ipsilateral, </li></ul><ul><li>- Ausência de secreção das glândulas (sublingual, submandibular e lacrimal), </li></ul><ul><li>- Perda do paladar nos 2 / 3 anteriores da língua, </li></ul><ul><li>- Hiperacusia ipsilateral. </li></ul>
  37. 52. <ul><li>Lesão cortical ou de fibras cortico-nucleares: </li></ul><ul><li>- Paralisia contralateral de metade inferior da face, </li></ul><ul><li>- Não compromete paladar, secreções lacrimais e salivares, </li></ul><ul><li>- Reflexo corneano é positivo. </li></ul>
  38. 53. Etiologias: <ul><li>Paralisia facial central: Causada por AVE, tumores, doenças desmielinizantes e ELA. </li></ul><ul><li>Paralisia facial periférica unilateral (de Bell): Infecção, tumores, traumas (fratura de osso petroso ou mandíbula), sarcoidose de parótida. </li></ul><ul><li>Paralisia facial periférica bilateral: Guillain Barré, atrofia muscular progressiva, encefalite de tronco. </li></ul>
  39. 54. VIII Nervo - VESTIBULOCOCLEAR <ul><li>Coclear – audição. Vestibular – equilíbrio. </li></ul><ul><li>COCLEAR </li></ul><ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Células bipolares do gânglio espiral (canal espiral da cóclea): </li></ul><ul><li>- Prolongamentos periféricos – células ciliadas do órgão de Corti. </li></ul><ul><li>- Prolongamentos centrais - n. coclear – meato acústico interno – une ao n. vestibular – núcleo coclear dorsal e ventral (Ponte). </li></ul>
  40. 55. <ul><li>Fibras homo e contralaterais – lemnisco lateral – colículo inferior – corpo geniculado medial – giros temporais transversos. </li></ul><ul><li>Conexões também com núcleos oculomotores. </li></ul>
  41. 58. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Oclusão de um canal auditivo, testa-se o outro conversando. </li></ul><ul><li>Teste de Rinne: Diapasão no mastóide, depois no conduto auditivo – positivo, encurtado ou negativo. </li></ul><ul><li>Teste de Weber: Diapasão no vértice do crânio. Sem condução aérea - a óssea prevalece. Perda sensorial – som mais intenso no lado normal. </li></ul><ul><li>Teste de Schwbach: Diapasão no mastóide do examinador, depois do paciente. </li></ul><ul><li>Déficit sensorial – examinador escuta mais. </li></ul><ul><li>Déficit de condução – paciente escuta mais. </li></ul>
  42. 59. Etiologias: <ul><li>Hipoacusia de condução: Tampão de cera, otite média, otoesclerose, anquilose ossicular. </li></ul><ul><li>Hipoacusia sensorial: </li></ul><ul><li>Cóclea – doença de Méniére, oclusão da artéria auditiva interna, exposição a ruídos. </li></ul><ul><li>Nervo – idade, toxinas, meningite ou tumor (neurioma do acústico). </li></ul><ul><li>Ponte – AVE, tumor, doenças desmielinizantes. </li></ul>
  43. 60. VESTIBULAR <ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Gânglio vestibular de Scarpa: </li></ul><ul><li>- Prolongamento periférico – células ciliadas dos canais semicirculares, utrículo e sáculo – receptores. </li></ul><ul><li>- Prolongamentos centrais – meato acústico interno – se unem - sulco bulbo pontino – núcleos vestibulares, cerebelo direto, trato vestibulocerebelar. </li></ul><ul><li>Fibras cruzadas ou não cruzadas para: núcleos oculomotores, núcleo do XI, trato vestibulo-espinhal. </li></ul>
  44. 61. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Vertigem: Subjetiva – objetos se movem – causa periférica. </li></ul><ul><li> Objetiva – seu corpo se move – causa central. </li></ul><ul><li>Sinal de Romberg: Ficar em pé com olhos fechados. </li></ul><ul><li>Marcha. </li></ul><ul><li>Prova do índex: braços estendidos, apontando o indicador. </li></ul><ul><li>Nistagmo: direção se dá pela fase rápida </li></ul><ul><li>Teste da cadeira giratória. </li></ul><ul><li>Teste calórico: Água fria – nistagmo pro mesmo lado. </li></ul><ul><li>Água quente – nistagmo pro lado oposto. </li></ul><ul><li>Correntes de convecção no líquido endolinfático. </li></ul>
  45. 62. Alterações ao exame: <ul><li>Síndrome vestibular periférica: </li></ul><ul><li>- Lesão do nervo ou do receptor, </li></ul><ul><li>- Fase lenta do nistagmo, desvio do corpo no Romberg, na marcha e no índex, todos pro mesmo lado </li></ul><ul><li>- Normal o comprometimento auditivo. </li></ul><ul><li>Síndrome vestibular central: </li></ul><ul><li>- Vertigem menos intensa, </li></ul><ul><li>- Nistagmo vertical, horizontal ou rotatório. </li></ul><ul><li>- Síndrome é incompleta e desarmônica, </li></ul><ul><li>- Não há hipoacusia. </li></ul>
  46. 63. Etiologias: <ul><li>Labirinto: doença de Méniére, intoxicação medicamentosa, tontura por movimento e labirintite. </li></ul><ul><li>Nervo vestibular: idade, toxinas, meningite, tumor e neurite. </li></ul><ul><li>Tronco encefálico: AVE, tumor, doenças desmielinizantes e enxaqueca. </li></ul><ul><li>Lobo temporal: epilepsia. </li></ul>
  47. 64. IX Nervo - GLOSSOFARÍNGEO <ul><li>Sensibilidade geral: - Ao redor da orelha, </li></ul><ul><li> - Terço posterior da língua, </li></ul><ul><li> - Tonsilas, </li></ul><ul><li> - Tuba auditiva, </li></ul><ul><li> - Nasofaringe. </li></ul><ul><li>Sensibilidade gustatória: - terço posterior da língua. </li></ul><ul><li>Parassimpático: - glândula parótida. </li></ul><ul><li>Inervação motora: - músculos da deglutição. </li></ul>
  48. 65. <ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Núcleo salivatório inferior, núcleo solitário e núcleo ambíguo – todos no bulbo; núcleo do trato espinhal do V. </li></ul><ul><li>Sulco lateral posterior do bulbo – forame jugular. </li></ul><ul><li>Gânglio superior (jugular), gânglio inferior (petroso). </li></ul><ul><li>Desce e ramifica-se na raiz da língua. </li></ul><ul><li>Fibras parassimpática – gânglio ótico – n. aurículo temporal – parótida. </li></ul><ul><li>Reflexo carotídeo (núcleo solitário e dorsal do vago) </li></ul>
  49. 68. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Sensibilidade gustativa – terço posterior da língua, </li></ul><ul><li>Sensibilidade da faringe – reflexo do vômito. </li></ul><ul><li>Alterações ao exame: </li></ul><ul><li>Perda do reflexo do seio carotídeo, </li></ul><ul><li>Perda do paladar e sensibilidade do terço posterior da língua, </li></ul><ul><li>Redução da secreção salivar, </li></ul><ul><li>Deglutição geralmente não é afetada (bilateral), </li></ul><ul><li>Neuralgia do IX – gatilho: deglutir, tossir </li></ul>
  50. 69. <ul><li>Etiologia: </li></ul><ul><li>Tumores de base de crânio, </li></ul><ul><li>Trauma, </li></ul><ul><li>Guillain-Barré. </li></ul>
  51. 70. X Nervo - VAGO <ul><li>Extereocepção: - região posterior do pavilhão auditivo. </li></ul><ul><li>Sensibilidade gustatória: - epiglote. </li></ul><ul><li>Inervação parassimpático: - faringe, laringe, traquéia, esôfago e vísceras torácicas e abdominais. </li></ul><ul><li>Inervação motora: - músculos da laringe e faringe. </li></ul>
  52. 71. <ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Núcleo dorsal do vago – fibras parassimpáticas – conexões hipotalâmicas. </li></ul><ul><li>Núcleo ambíguo – músculos do palato, laringe e faringe – representação bilateral no giro pré central </li></ul><ul><li>Núcleo do trato solitário – papilas gustativas da epiglote </li></ul><ul><li>Núcleo do trato espinhal do V – extereocepção </li></ul><ul><li>Sulco lateral posterior do bulbo – forame jugular – a. carótida interna e v. jugular – n. laringeo recorrente (maioria são fibras do XI) – Tórax – Abdome. </li></ul>
  53. 74. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Véu do palato em repouso e faringe, </li></ul><ul><li>Abre a boca e fala “a” - véu do palato e constritor superior da faringe, </li></ul><ul><li>Deglutição ok? Refluxo? </li></ul><ul><li>Rouco? Laringoscopia. </li></ul><ul><li>Alterações ao exame: </li></ul><ul><li>Lesão unilateral: </li></ul><ul><li>- Paralisia ipsilateral do palato mole, faringe e laringe (rouquidão, dispnéia e disfagia), </li></ul><ul><li>- Desvio do palato e da úvula pro lado normal, </li></ul><ul><li>- Perda do reflexo da tosse e carotídeo ipsilateral, </li></ul><ul><li>- Corda vocal parada em adução do lado da lesão </li></ul>
  54. 75. <ul><li>Lesão bilateral: </li></ul><ul><li>- Paralisia completa do palato mole, faringe e laringe (óbito se não for feita traqueostomia), </li></ul><ul><li>- Ambas as cordas vocais ficam abduzidas, </li></ul><ul><li>- Paralisia e atonia do esôfago e estômago (emese e dor), </li></ul><ul><li>- FR: rápida e irregular, </li></ul><ul><li>- Disfonia e disartria. </li></ul>
  55. 76. <ul><li>Etiologia: </li></ul><ul><li>Lesão do nervo vago: Sind. Bulbar lateral, hiperextensão da coluna cervical alta, radioterapia, tumor do ângulo pontocerebelar, difteria. </li></ul><ul><li>Lesão do laringeu recorrente: LES, cirurgia da aorta torácica, tumores mediastinais, cirurgia na região cervical, aneurisma de aorta torácica. </li></ul>
  56. 77. XI Nervo - ACESSÓRIO <ul><li>Porção craniana: Inervação dos músculos intrínsecos da laringe. </li></ul><ul><li>Porção espinhal: : Inervação do esternocleidomastóideo e da parte superior do trapézio. </li></ul>
  57. 78. <ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Parte craniana: núcleo ambíguo – sulco lateral posterior do bulbo – une ao n. X e forma o n. laringeu recorrente – direito => debaixo da subclávia; e esquerdo => debaixo do arco da aorta – sobem para músculos intrísecos da laringe. </li></ul><ul><li>Parte espinhal: coluna anterior de C1 a C6 – forame magno – une à raiz craniana – forame jugular – músculos ECM e trapézio. </li></ul><ul><li>Representação cortical homo e bilateral (giro pré central). </li></ul>
  58. 81. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Inpeção do dorso, simetria das escápulas. </li></ul><ul><li>Elevação do ombro (trapézio). </li></ul><ul><li>Rotação da cabeça (ECM). </li></ul><ul><li>Alterações ao exame: </li></ul><ul><li>Lesão do XI: - Rotação da escápula pra baixo e pra fora, </li></ul><ul><li> - Depressão do ombro, </li></ul><ul><li> - Fraqueza pra virar a cabeça. </li></ul>
  59. 82. <ul><li>Etiologia: </li></ul><ul><li>Complicação cirúrgica, </li></ul><ul><li>Trauma penetrante, </li></ul><ul><li>Hiperextensão da coluna cervical alta, </li></ul><ul><li>Neurinoma, </li></ul><ul><li>Radioterapia. </li></ul>
  60. 83. XII Nervo - HIPOGLOSSO <ul><li>Inervação da musculatura da língua. </li></ul><ul><li>Anatomia: </li></ul><ul><li>Giro pré central – trato cortico nuclear - núcleo do nervo hipoglosso – sulco lateral anterior do bulbo – canal do hipoglosso – músculos da língua. </li></ul>
  61. 86. <ul><li>Exame: </li></ul><ul><li>Inspeção estática – trofismo, fasciculações. </li></ul><ul><li>Pede que se exteriorize a língua e a movimente </li></ul><ul><li>Alterações ao Exame: </li></ul><ul><li>Lesão periférica: </li></ul><ul><li>- Neurônio motor inferior do lado da lesão. </li></ul><ul><li>- Fasciculações, hemiatrofia, </li></ul><ul><li>- Desvio estático da língua para o lado normal, </li></ul><ul><li>- À protusão – desvio para o lado da lesão. </li></ul><ul><li>Lesão central: </li></ul><ul><li>- Neurônio motor superior, contralateral. </li></ul>
  62. 87. <ul><li>Etiologia: </li></ul><ul><li>Intracraniana:- lesão da cápsula interna, </li></ul><ul><li> - paralisia bulbar progressiva, </li></ul><ul><li> - poliomielite, </li></ul><ul><li> - tumores de tronco. </li></ul><ul><li>Base do crânio: - trauma, tumores, </li></ul><ul><li>- platibasia (deformidade do occipital). </li></ul><ul><li>Pescoço: - infecções. </li></ul><ul><li>Outros: - doenças desmielinizantes. </li></ul>
  63. 88. <ul><li>Referências bibliográficas: </li></ul><ul><li>LOPEZ, Mario; LAURENTYS-MEDEIROS, José de. Semiologia médica: as bases do diagnóstico clínico.Rio de Janeiro: Revinter, 2004.1233p. </li></ul><ul><li>MACHADO, Angelo B M. Neuroanatomia funcional. São Paulo: Atheneu, 2000.363p. </li></ul>
  64. 89. <ul><li>OBRIGADO! </li></ul>

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