Epilepsia gabi ab

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  • Olá Gabriela Alencar, futura Dra., quem sabe até Neuropediatra, ou mesmo Neuropsicóloga, Neurologista; mas no campo em que se dedica, o Brasil necessita - e muito - das especialidades acima citadas. Reconheço que o Mundo todo, raras exceções, sofrem com a falta dos mesmos e o estigma, preconceito que sofrem as outras 'pessoas com epilepsia'.
    Estou preparando um blogue, visando conter não só o que me explana, mas muito mais, o meu problema é criar links onde somente o título esteja visível e a matéria escondida; porquê?
    Quando iniciante, (13 anos atrás), notava o que tinha de ler para conhecer e as vezes desanimava.
    Doutoranda Gabriela, agradeço e onde for possível incrementar o que já possuo, conforme me indicas; o farei.
    Em Unimontes, há Associações em defesa ou mesmo amparo psicológico para as Pessoas com Epilepsia?
    Até breve.
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  • Gostei, boas explanações!
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Epilepsia gabi ab

  1. 1. EPILEPSIAS Acadêmica: Gabriela Alencar Bandeira 7° Período- Medicina Unimontes
  2. 2. CONCEITOS <ul><li>* Doença neurológica crônica,caracterizada por crises epilépticas recorrentes, e que afeta aproximadamente 1% da população mundial. ( A Neurologia que todo médico deve saber- Ricardo Nitrini) </li></ul><ul><li>* Crise epiléptica: Expressão clínica ou o sintoma de uma alteração súbita da eletricidade cerebral,caracterizada por manifestações motoras,sensoriais,cognitivas e autonômicas ou por uma sequencia delas. </li></ul>
  3. 3. CONCEITOS <ul><li>* Convulsão: tipo de crise epiléptica caracterizada por ser TONICOCLÔNICA GENERALIZADA, antigamente conheci da por “Grande Mal”. </li></ul>
  4. 4. CAUSAS DE CRISE EPILÉPTICA <ul><li>* Anormalidades congênitas ou lesões perinatais; </li></ul><ul><li>* Febre </li></ul><ul><li>* Distúrbios metabólicos; </li></ul><ul><li>* Condições tóxicas; </li></ul><ul><li>* Trauma; </li></ul><ul><li>* Tumores ou outras lesões expansivas; </li></ul><ul><li>* Doenças vasculares; </li></ul><ul><li>* Doenças degenerativas; </li></ul><ul><li>* Doenças infecciosas; </li></ul><ul><li>* Idiopática </li></ul>
  5. 5. COMPLEMENTANDO... <ul><li>* Epilepsia é uma patologia neurológica, caracterizada por crises epilépticas recorrentes ,desde que estas ocorram sem condições tóxicas , metabólicas ou febris. </li></ul>
  6. 6. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), epilepsia é um distúrbio cerebral crônico, com várias etiologias possíveis, caracterizado por crises epilépticas recorrentes não desencadeadas por fator exógeno definido (ILAE, 1989).
  7. 7. Causas das crises epilépticas Causas segundo a idade Neonatos Lactentes e crianças adolescentes Adultos jovens Adultos de mais idade e idosos Doença cerebrovascular Tumor cerebral Abstinência ao álcool Distúrbos metabólicos Doença de alzheimer e outras doenças degenerativas do SNC Idiopáticas Traumatismo Abstinência de álcool Drogas ilícitas Tumor cerebral Idiopáticas Traumatismo Distúrbios genéticos Infecção Tumor cerebral Drogas ilícitas idiopáticas Convulsões febris Distúrbios genéticos Infecção do SNC Distúrbios do desenvolvimento Traumatismo Idiopática Hipóxia e isquemia perinatais Traumatismo craniano e hemorragia Infecção aguda do SNC Distúrbios metabólicos Abstinência de fármacos Distúrbios do desenvolvimento e genéticos
  8. 8. Fisiopatologia <ul><li>* Descargas neuronais excessivas ocasionadas por : </li></ul><ul><li>- EXCESSO DE EXCITAÇÃO (glutamato) </li></ul><ul><li>- FALTA DE INIBIÇÃO (gaba) </li></ul>
  9. 9. Fisiopatologia
  10. 10. Fisiopatologia
  11. 11. Mecanismos Excitação Inibição Ca Na 2+ +
  12. 12. <ul><li>O dano celular e as consequencias deletérias das crises epilépticas, particularmente das crises generalizadas com fenomenos motores importantes e duradouros, são decorrentes do afluxo de íons calcio durante a fase de despolarização e ativação de receptores de aa. Excitatórios ,promovendo NECROSE CELULAR APOPTÓTICA a longo prazo,configurando DANO CELULAR EXCITOTÓXICO. </li></ul>
  13. 13. Quadro Clínico <ul><li>* Os sintomas de uma crise dependem das partes do cerebro envolvidas na disfunção. </li></ul><ul><li>* A perda de consciência pode ocorrer quando as estruturas do SARA são acometidas. </li></ul>
  14. 14. MAIS CONCEITOS...
  15. 15. Classificação das crises epilépticas <ul><li>Parciais Generalizadas </li></ul><ul><li>Descarga elétrica focal </li></ul><ul><li>Áreas localizadas e isoladas do córtex cerebral </li></ul><ul><li>Anormalidades estruturais... </li></ul><ul><li>Descarga elétrica difusa </li></ul><ul><li>Ambos os hemisférios </li></ul><ul><ul><li>Simetricamente </li></ul></ul><ul><ul><li>simultaneamente </li></ul></ul><ul><li>Anormalidades celulares bioquímicas e estruturais com distribuição disseminada... </li></ul>
  16. 16. Classificação das crises epilépticas <ul><li>The International League Against Epilepsy classification </li></ul><ul><li>PARTIAL (focal) : </li></ul><ul><li>- SIMPLE = consciousness NOT impaired </li></ul><ul><li>- COMPLEX = consciousness impaired </li></ul><ul><li>- Partial seizures -> to generalized seizures </li></ul><ul><li>II. GENERALIZED ( convulsive and non-convulsive ) : </li></ul><ul><li>- absence, myoclonic, clonic, tonic, clonic-tonic, atonic </li></ul><ul><li>III. UNCLASSIFIED </li></ul>
  17. 17. Pausa para os comerciais..
  18. 18. Classificação das crises epilépticas <ul><li>* Generalizadas: </li></ul><ul><li>- tonicoclonica </li></ul><ul><li>- crises de ausencia </li></ul><ul><li>- crises clonicas </li></ul><ul><li>- crises tonicas </li></ul><ul><li>- crises mioclonicas </li></ul><ul><li>- crises atonicas </li></ul><ul><li>- espasmos </li></ul>
  19. 19. Tônicas <ul><li>* Contração muscular do tipo Tônico : contração muscular mantida durante segundos a minutos. </li></ul><ul><li>As crises tônicas duram de 10 a 20seg e podem comprometer apenas a musculatura axial ou tambem as raízes do membros,ou entao todo o corpo configurando a crise TÔNICA GLOBAL. </li></ul>
  20. 20. Clônicas <ul><li>Contração Clônica: Cada contração é seguida de um relaxamento,originando abalos musculares sucessivos. </li></ul><ul><li>Caracterizam-se pela ocorrencia de abalos clônicos repetitivos com comprometimento da consciencia. </li></ul>
  21. 21. Mioclônicas <ul><li>Contração mioclônica: Contrações musculares muito breves,semelhantes a choques. </li></ul><ul><li>Caracterizada por contrações mioclonicas que podem afetar a musculatura facial, o tronco, uma extremidade, um musculo ou podem ser generalizadas. As crises freq. ocorrem após privação do sono ,ao despertar ou ao adormecer. </li></ul>
  22. 22. ** Mioclonias palpebrais <ul><li>* Consistem em contrações rápidas das pálpebras ao fechamento dos olhos, o que ocasiona piscamento rápido de desvio do globo ocular para cima. </li></ul>
  23. 23. Tonicoclônicas <ul><li>* São caracterizadas por perda abrupta de consciência com contração tônica e depois clônica do 4 membros, APNÉIA , LIBERAÇÃO ESFINCTERIANA , SIALORRÉIA E MORDEDURA DA LÍNGUA durante cerca de 1min. </li></ul><ul><li>Na fase de contração tônica o ar pode ser expulso através da glote fechada, o que resulta no GRITO EPILÉPTICO!!! /o </li></ul>
  24. 24. Atônicas <ul><li>* São crises caracterizadas por perda do tônus postural, promovendo queda lenta se o indivíduo estiver em pé. </li></ul><ul><li>Uai.. E como diferenciar da síncope por hipoglicemia??? </li></ul>
  25. 25. Crises de Ausência <ul><li>* Breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas como automatismos orais ou manuais,piscamento,aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. </li></ul><ul><li>Duram cerca de 10 a 30 seg e apresentam início e término abrupto,ocorrendo em geral várias vezes ao dia. </li></ul>
  26. 32. Essa não podia faltar,néh... <ul><li>... </li></ul><ul><li>... </li></ul><ul><li>... </li></ul><ul><li>... </li></ul><ul><li>Tcham tcham tcham ram... </li></ul>
  27. 34. Classificação das crises epilépticas <ul><li>* Crises Parciais: </li></ul><ul><li>Simples </li></ul><ul><li>Complexas </li></ul><ul><li>Simples com generalização secundária </li></ul>
  28. 35. E mais conceitos.. =) <ul><li>* Sintomas sensitivo- sensoriais : elementares ou + elaborados ( complexos) </li></ul><ul><li>- elementares: aura(manifestação subjetiva que não pode ser detectada por um observador). Ex: visuais, auditivas, olfatórias,dor, sensações vicerais. </li></ul><ul><li>- experienciais: consistem em alucinações que configuram experiências, cuja qualidade é similar àquelas experimentadas normalmente. Ex : deja vú, estados de sonho e alucinações complexas. </li></ul>
  29. 36. Crises Focais <ul><li>As manifestações clínicas das crises focais são variáveis de acordo com sua origem. </li></ul><ul><li>Resultam da ativação de circuitos cerebrais e seguem padrões relativamente estereotipados de acordo com as áreas envolvidas </li></ul>
  30. 37. Crises do Lobo Temporal <ul><li>* É a + freq. no adulto ! </li></ul><ul><li>* Tendem a seguir uma sequencia de eventos relativamente fixa: aura; reação de parada fixa do olhar; automatismos e alterações motoras contralaterais; automatismos complexos ou generalização. </li></ul>
  31. 38. Crises do Lobo Frontal <ul><li>* 2° tipo mais comum no adulto dentre as focais. </li></ul><ul><li>* Ocorre predominancia de fenômenos motores  giro pre-central = área motora primária. </li></ul><ul><li>* Generalizações são comuns e auras são raras. </li></ul><ul><li>* MARCHA JACKSONIANA </li></ul>
  32. 39. Crises dos Lobos Parietal e Occipital <ul><li>* São as mais raras </li></ul><ul><li>* Lobos envolvidos com funções sensoriais  sintomas.. </li></ul><ul><li>Parietal: parestesias princ. em face e braço,freq. seguida de fenômenos motores dos membros envolvidos. </li></ul><ul><li>Occipital : alucinações visuais ( luzes ,cores), perda visual ´crítica, freq são limitadas a um campo visual ( esq ou direito), alucinações complexas  deja vu... Nistagmo epiléptico,etc . </li></ul>
  33. 40. Síndromes Epilépticas <ul><li>Associação de um ou vários tipos de crises epilépticas,padrões eletroencefalográficos, além de dados clinicos como idade de início,estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos, permite a definição de SINDROMES EPILÉPTICAS. </li></ul>
  34. 41. Epilepsia parcial benigna da infância <ul><li>* Desaparece com a idade </li></ul><ul><li>* Incidência:3-13 anos; pico:9 anos </li></ul><ul><li>* Mais comum em meninos </li></ul><ul><li>* Predisposição familiar </li></ul><ul><li>* Crises motoras iniciadas em hemiface </li></ul><ul><li>* Contrações da língua,formigamento da bochecha, disfagia e sialorréia </li></ul><ul><li>* Comprometimento tônico-clônico das extremidades contralaterais </li></ul><ul><li>* Pode ocorrer generalização secundária </li></ul>
  35. 42. Epilepsias mioclônicas da infância <ul><li>* Contrações musculares simétricas, com perda do tônus muscular e quedas ou projeção do corpo do paciente para frente </li></ul><ul><li>* Movimentos mioclônicos em tronco, pescoço e extremidades </li></ul><ul><li>* EEG normal </li></ul><ul><li>* Excelente prognóstico </li></ul><ul><li>* Crises desaparecem aos 2 anos </li></ul><ul><li>* Antiepiléptico não está indicado </li></ul>
  36. 43. Epilepsia mioclônica juvenil (Síndrome de Jans) <ul><li>* Início por volta de 12 a 16 anos </li></ul><ul><li>* Abalos mioclônicos pela manhã </li></ul><ul><li>* Exame neurológico normal </li></ul>
  37. 44. Espasmos infantis-Síndrome de West <ul><li>* Início aos 4 a 8 meses de idade </li></ul><ul><li>* Contrações simétricas do pescoço, tronco e extremidades </li></ul><ul><li>* Duram minutos e se repetem </li></ul><ul><li>* Criança sem história pregressa de complicações no parto e com desenvovimento anormal </li></ul><ul><li>* Tratamento com glicocorticóides ou ACTH exógeno </li></ul>
  38. 45. Diagnóstico <ul><li>* Basicamente clinico : anamnese.. </li></ul><ul><li>* EEG </li></ul><ul><li>* RNM </li></ul><ul><li>* TC </li></ul>
  39. 46. Só reforçando.. =)
  40. 47. Tratamento <ul><li>Mecanismos Gerais dos antiepilépticos: </li></ul><ul><li>1) Potencialização da ação do GABA </li></ul><ul><li>2) Inibição da função dos canais de sodio e calcio </li></ul><ul><li>3) Ações em receptores excitarórios </li></ul>
  41. 48. Tratamento
  42. 49. Tratamento
  43. 50. Tratamento
  44. 52. Tratamento <ul><li>O passo inicial e decisivo no sucesso da utilização de drogas anticonvulsivantes parte de um diagnóstico correto de epilepsia e DO TIPO DE CRISE EM QUESTAO! </li></ul><ul><li>* Monoterapia. </li></ul>
  45. 53. Tratamento <ul><li>* Crise Generalizada tonico-clonica: carbamazepina(Tegretol) e Fenitoína (Hidantal). </li></ul><ul><li>* Crise de Ausência: valproato(Depakene) e etossuximida,clonazepam. </li></ul><ul><li>* Crises Parciais : carbamazepina,fenitoina,valproato,lamotrigina. </li></ul><ul><li>*Crises Mioclônicas: clonazepam,valproato,lamotrigina. </li></ul>
  46. 55. “ Chega” por hj,neh.. ^^ <ul><li>Obrigada!! </li></ul><ul><li>=) </li></ul>
  47. 56. R e f e r ê n c i a s <ul><li>* A Neurologia que todo médico deve saber: Ricardo Nitrini </li></ul><ul><li>* Farmacologia :Penildon </li></ul><ul><li>* Rotinas em Neurologia e Neurocirurgia: Marco Antonio Stefani </li></ul><ul><li>*Neurologia : Netter </li></ul>

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