Manual tcc nova metodologia

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Manual tcc nova metodologia

  1. 1. MANUAL DE ELABORAÇÃO DOTRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC DA PÓS- GRADUAÇÃO FLEX FTC EAD – 5ª EDIÇÃO 1
  2. 2. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO – TCC DA PÓS-GRADUAÇÃO FLEX Apresentação Querido aluno e querida aluna, A escrita possibilitou ao ser humano criar formas de registrar suasidéias e de se comunicar. A linguagem escrita é especial porque permite que avida que levamos hoje seja conhecida pelas gerações futuras. Durante toda a vida é necessário escrever textos, sejam cartas, bilhetesou textos mais complexos, que necessitem de alguns detalhamentos na formae estruturação, de modo que se tornem mais concisos e claros. Esses textospodem ser exemplificados por Trabalhos de Conclusão de Cursos deGraduação ou de Especialização, Dissertações de Mestrado, Teses deDoutorado, dentre outros. Este manual aborda estes tópicos, de forma a dar a vocês, estudantes,base para a construção de seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.Através de conceitos e exemplos, será apresentado como se deve iniciar,desenvolver e concluir o TCC. Portanto, o objetivo desse texto é auxiliar naelaboração do TCC da Pós-Graduação da FTC EAD. Vamos, então, iniciar nosso estudo para a construção do TCC e nosaventurar nessa nova etapa e deixar nossas marcas, nossos registros eapresentar ao mundo como você concebe os estudos dessa pós-graduação,como os vê, como os interpreta e como pode contribuir para uma ação justa nanossa sociedade. Um grande abraço. Coordenação de Ensino da Pós-Graduação 2
  3. 3. 1. QUESTÕES SOBRE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)1.1 O estudante de Pós Graduação frente ao TCC A nova etapa da formação acadêmica, a partir do ensino superior, requer do estudante uma exigência específica para a continuidade dos estudos onde se demanda a conscientização que o resultado do processo depende fundamentalmente dele mesmo. Essa visão é sustentada na fala de Severino (2002:23), quando afirma que (...) Seja pelo próprio desenvolvimento psíquico e intelectual, seja pela própria natureza do processo educacional desse nível, as condições de aprendizagem transforma-se no sentido de exigir do estudante maior autonomia na efetivação da aprendizagem, maior independência em relação aos subsídios da estrutura do ensino e dos recursos institucionais que ainda continuam sendo oferecidos. O aprofundamento da vida científica passa a exigir do estudante uma postura de auto-atividade didática que será, sem dúvida, crítica e rigorosa. Todo o conjunto de recursos que está na base do ensino superior não pode ir além de sua função de fornecer instrumentos para uma atividade criadora. Diante da consciência da autonomia frente a sua formação acadêmica, o estudante deve se “(...) empenhar num projeto de trabalho (...), apoiado no domínio e na manipulação de uma série de instrumentos que devem estar contínua e permanentemente ao alcance de suas mãos”. (idem, p.24) Assim, é a partir desses instrumentos que se organiza e disciplina a sua pesquisa. Ainda segundo Severino, “Este material didático e científico serve de base para o estudo pessoal e para a complementação dos elementos adquiridos no decurso do processo coletivo de aprendizagem (...)” (p. 24). Portanto, o embasamento teórico, apoiado em bibliografias e justificado por esse nível de ensino, é de fundamental importância para a aprendizagem e para a elaboração do projeto de trabalho. Dessa forma, torna-se necessário a construção de uma biblioteca pessoal ou a ida a bibliotecas para a leitura de livros fundamentais para o desenvolvimento dos estudos. 3
  4. 4. Severino salienta que O estudante precisa munir-se de textos básicos para o estudo de sua área específica, tais como um dicionário, um texto introdutório, um texto de história, algum possível tratado mais amplo, algumas revistas especializadas, todas obras específicas à sua área de estudo e a áreas afins. (p.25) Tais estudos possibilitarão ao estudante a criação de um contexto, um quadroteórico geral e a maturação do próprio pensamento frente ao seu projeto acadêmico. Com a base teórica estudada e refletida, inicia-se o processo de construçãodo seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). De acordo com a ABNT – NBR 14724 um TCC é um: (...) documento que representa o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador. Um TCC varia de acordo com a Instituição de Ensino e, principalmente, deacordo com o curso. Algumas instituições oferecem a possibilidade de escolha entrediferentes modalidades de TCC. Assim, independente da modalidade oferecida aoaluno, um TCC constitui-se numa atividade da graduação e/ou da pós-graduação, desistematização do conhecimento sobre um objeto de estudo ou problemarelacionado a determinado curso e é desenvolvido mediante orientação eavaliação docente, cuja exigência é um requisito essencial e obrigatório paraintegralização curricular. Dessa forma, cada programa de graduação e pós-graduação define, atravésde regulamento próprio, o perfil do TCC, conforme a natureza do ensino e doprofissional que pretende formar, tomando como base, as normas estabelecidaspela ABNT. No caso da Pós-Graduação FLEX da FTC EAD, optou-se pelodesenvolvimento de um TCC, que se desdobra em 3 tipos: - Plano de Curso (Abrange os cursos de Docência do Ensino Superior,Educação à Distância, Educação Inclusiva, Educação Matemática com NovasTecnologias, Gestão Ambiental, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas emAmbiente Organizacional, Gestão Empresarial, Gestão Escolar, Gestão Financeira,História das Culturas Afro-Brasileira, Metodologia do Ensino de Língua Espanhola,Metodologia do Ensino de Língua Inglesa, Metodologia do Ensino de Filosofia eSociologia e Psicopedagogia Institucional) - Plano de Ação Estratégica (Abrange os cursos de Docência do EnsinoSuperior, Educação à Distância, Educação Inclusiva, Educação Matemática comNovas Tecnologias, Gestão Ambiental, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas emAmbiente Organizacional, Gestão Empresarial, Gestão Escolar, Gestão Financeira, 4
  5. 5. História das Culturas Afro-Brasileira, Metodologia do Ensino de Língua Espanhola,Metodologia do Ensino de Língua Inglesa, Metodologia do Ensino de Filosofia eSociologia e Psicopedagogia Institucional) - Artigo (Abrange os cursos de Direito, História das Culturas Afro-Brasileira eMetodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia) Os objetivos da elaboração do TCC estão voltados para a criação de umavisão do ser humano como centro e, conseqüentemente, o seu diferencial; o que nãoseria possível através de uma avaliação focada no tradicional modelo dicotômicoentre as áreas do saber. Nesse sentido, o TCC busca aprofundar a visão do estudante sobre o seucampo de ação, aprofundando a sua compreensão crítica sobre as nuances teóricase práticas e as particularidades históricas que as diversas abordagens que a suaárea de conhecimento tem no mundo contemporâneo. A proposta do TCC da Pós pretende consolidar a formação de cidadãoscapazes de se colocar criticamente na sociedade. Assim, este se consiste em umaatividade de natureza prática, a ser desenvolvida pelo aluno, sobre um tema docurso, que seja de seu interesse. Para isto, o aluno deverá escolher dentre os 5 eixos disponíveis, os quaisgiram em torno de temáticas, tais como: estudo das culturas, das sociedades, dospoderes, dos desenvolvimentos e das políticas e os desafios postos para asHumanidades na compreensão e na transformação da vida. Os aspectos formais de apresentação do TCC devem atender às Orientaçõesdas Normas Brasileiras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cujaelaboração está sujeita à mediação entre o/a Professor/a Orientador/a e oestudante.1.2. A redação de um texto A quem se dirige ao escrever um texto? Essa é uma pergunta que se devefazer ao iniciar uma produção escrita. No caso de um TCC, ou outro trabalho acadêmico, digamos que, por razões ocasionais, se dirige ao examinador, ao professor, mas presume-se que este possa ser lido e consultado, de fato, por muitos outros, mesmo estudiosos não versados diretamente na disciplina do qual se fundamenta o texto. Portanto, ao iniciar qualquer texto, é necessário que o autor tenha clareza interna do que se pretende obter. Uma vez decidido a quem se escreve (à humanidade, não ao professor!),cumpre então resolver como se escreve, lembrando-se que a redação do texto é aprópria expressão da visão do estudante sobre determinado tema. 5
  6. 6. Segundo Brenner e Jesus, (2007,8) Escrever um texto, científico ou não, é sempre uma arte. Arte envolve criatividade e está diretamente relacionada ao estilo do autor. Este estilo é importante na redação de qualquer texto e pode constituir-se em um elemento diferencial do trabalho. Toda produção científica deve conter a criatividade que caracteriza o autor, acrescentando o estilo pessoal ao seu conteúdo e à sua forma de apresentação. É necessário ter em mente que “a escrita de um trabalho científico impõe exigência para o uso da linguagem técnica específica de cada área de conhecimento. O significado das palavras deve ser claro, preciso e com fronteiras bem demarcadas”. (ibdem) Segundo Brenner e Jesus (idem), a produção de qualquer trabalho científicoenvolve três elementos:CONTEÚDOSão as questões epistemológicas e as metodológicas. No que se refere à epistemologia, esta está relacionada a teoria do conhecimento. Segundo Schaff (in Brenner e Jesus, p 7) é a “análise filosófica do processo de conhecimento e dos seus produtos, constituindo a essência do que se chama teoria do conhecimento”. Dessa forma, os fichamentos dos recursos teóricos, citadas no tema anterior,são de fundamental importância. Nesse processo de escrita, o estudante seposiciona frente a sua interpretação sob diversas abordagens dos cientistas sobreum mesmo fenômeno. Em relação à questão metodológica, esta é a que determina o conteúdo que decorre nos capítulos que se seguem.EXPRESSÃO É a própria redação do trabalho acadêmico. Nesse momento, o estudantedeve atentar para a coerência do texto, evitando contradições, tanto em relação aoassunto, como em relação às diversas partes do trabalho. 6
  7. 7. FORMA É maneira do qual se apresenta o trabalho. Esta apresentação deve estar deacordo com as normas determinadas pela comunidade científica. A entidade queatua nacionalmente para a normatização desses trabalhos é a AssociaçãoBrasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ainda para as autoras, o trabalho acadêmico apresenta as seguintescaracterísticas: A linguagem deve ser técnica específica de cada área Deve haver a unidade gramatical e estrutural O significado das palavras deve ser claro, preciso e com fronteiras bem demarcadas Impessoalidade Originalidade Criatividade (elementos subjetivos) Coerência Forma simples, direta e acessível (elementos objetivos) Estilo do autor Algumas dicas sugeridas por Eco (p. 119-123) “Abra parágrafos com freqüência. Quando for necessário, para arejar o texto; mas quanto mais vezes, melhor”. “Escreva o que lhe vier à cabeça, mas apenas em rascunho. Depois perceberá que o ímpeto lhe arrebatou a mão e o afastou do núcleo do tema”. “Use o orientador como cobaia. Faço-o ler os primeiros capítulos (e depois, aos poucos, o resto) com boa antecedência antes da entrega do trabalho. As reações dele poderão ser de grande utilidade”. “Não se obstine em iniciar o primeiro capítulo. Talvez esteja mais preparado e documentado para o quarto capítulo”. “Não use reticências ou ponto de exclamação, nem faça ironias. Pode-se falar em linguagem absolutamente referencial ou uma linguagem figurada”. “Defina sempre um termo ao introduzi-lo pela primeira vez. Não sabendo defini-lo, evite-o”. “Eu ou nós? Alguns acham mais honesto usar a primeira pessoa. Não concordo. Dizemos nós por presumir que o que afirmamos possa ser compartilhado pelos leitores. Escrever é um ato social”. “Não aportuguese jamais os nomes próprios estrangeiros”. COMO SABER MAIS www.universia.com.br 7
  8. 8. www.letramento.iel.unicamp.br/publicacoes www.olharvirtual.ufrj.br www.seama.edu.br www.administradores.com.br www.planetanews.com/produto1.3. Estrutura do Trabalho de Conclusão de Curso TCC A apresentação Gráfica do TCC será conforme as normas da ABNT, sendoelas:Papel A4 (21,0 cm x 29,7 cm)Espaçamento entre linhas 1,5.Exceção: as citações diretas (com mais de três linhas), as notas de rodapé, aslegendas de tabela, ilustrações e referências – espaço simples.Os títulos devem estar separados do texto por dois espaços.Os subtítulos, separados por entre-linhas 1,5.Letras:Times New Roman ou ArialCorpo do trabalho 12Título dos capítulos 16Subtítulos 14Citações 1011 Notas 10Margens: Superior 3,0 cm Esquerda 3,0 Inferior 2,0 Direita 2,0As páginas devem ser numeradas em algarismo arábico. A contagem se iniciana folha do rosto, porém deve ser colocada somente a partir da primeira folha detexto (introdução), seguindo corrida até o fim do trabalho.Cada item inicia folha nova. O título deve ser digitado cerca de 3 cm da bordasuperior. O texto se inicia cerca de 3 espaços após o título. Os parágrafos devem ter um recuo de 1,25 na primeira linha. 8
  9. 9. As palavras estrangeiras devem ser escritas em itálico. O TCC será constituído de três elementos:Elementos pré-textuais:São os que antecedem o texto do TCC, sendo necessários: i. Capa: Nome da Instituição Nome do curso TÍTULO DO TRABALHO Nome completo do autor Local Ano ii. Folha de rosto: NOME DO AUTOR TÍTULO DO TRABALHO Nota, indicando a natureza do trabalho, o grau pretendido, o nome da instituição. Nome do orientador Local AnoXEROX Severino, 2002 p. 87 9
  10. 10. Sumário:É a numeração das partes do TCC, em que aparecem suas divisões e subdivisões,através de uma numeração coerente, devendo ter a mesma ordem do texto. SUMÁRIO INTRODUÇÃO........................................XX 1.TÍTULO DO TÓPICO...........................XX 1.1 .....................................................XX 1.2. (se houver) 2. TÍTULO DO TÓPICO..........................XX 2.1......................................................XX 2.2 (se houver) 3. TÍTULO DO TÓPICO..........................XX Apêndice e anexos..................................XX Referências.............................................XXElementos opcionais:Dedicatória, agradecimentos, epígrafe, lista de tabela e outras ilustrações.Elementos Textuais: i. Desenvolvimento: É a parte mais importante do trabalho. Devido a suaextensão, normalmente é dividida em seções.COMO SABER MAIS Lembrete: Durante a elaboração do TCC não podemos esquecer das citações, que é a menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte. A forma da citação textual deve também de acordo com a ABNT. “A citação textual é fruto da reprodução do texto da obra consultada como se encontra na fonte. Neste tipo de citação, há uma transcrição, inclusive de possíveis erros ortográficos”. Escolhendo um ou mais autores para fundamentar o seu trabalho, no desenvolvimento de sua fundamentação teórica, o pesquisador deverá inserir no texto, na íntegra, o pensamento do autor. Essa citação, no entanto, não pode ser muito longa e deverá estar intimamente integrada ao texto que desenvolve e à sua linha de pensamento para não criar uma ruptura. Segundo a NBR 10520:2002 da ABNT, há várias formas de apresentação de uma citação textual: 10
  11. 11. . A citação de até 3 (três) linhas aparece entre aspas dupla, inserida no texto. Exemplo: A atividade reflexiva serve também, pois, para a projeção, para esboçar o novo, para abrir novas possibilidades, criar o ainda não existente: “o possível cognitivo é essencialmente inversão e criação” (PIAGET, 1985, p. 8). A citação com mais de 3 (três) linhas deve constituir um parágrafo novo, com recuo de 4cm da margem esquerda, entre linhas simples, espaço duplo entre a citação e o parágrafo anterior e o parágrafo posterior. Não deve conter aspas e deve ser redigida com letra menor que a do texto utilizado.” (BRENNER e JESUS, 2007 p. 57-58)Elementos pós-textuais: i. Referências: Bibliográficas ou eletrônicas, devem ser colocadas nofim do trabalho, juntas, por ordem alfabética, segundo as normas vigentes daABNT. REFERÊNCIA:Livro: AUTOR. Título: subtítulo. Edição. Local de publicação: Editora, ano de publicação. Número de volumes e/ou total de páginas. Somente um autor: SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico.22. ed. São Paulo:Cortez, 2002. STEIL, Carlos Alberto. O Sertão das Romarias: um estudo antropológico sobre o Santuário de Bom Jesus da Lapa – Bahia. Petrópolis: Vozes, 1996. Até três autores: BRENNER, E. de M.; JESUS, D. M. N. de. Manual de Planejamento de Apresentação de Trabalhos Acadêmicos: Projeto de Pesquisa, Monografia e Artigo. Mais de três autores: PEZET, Georges et al. Gestão orçamentária. São Paulo: EPU, 1975. Autor (es) sobrenomes compostos (ou designativos de parentesco). OLIVEIRA LIMA, Lauro de. Piaget: sugestões aos educadores. Petrópolis RJ: Ed. Vozes, 1999. JORDÃO NETO, Antônio. Título. Local: Editora, ano. 11
  12. 12. Capítulo de livro Mesmo autor: COLINAVAUX, P. Predation the population consequences. In: _. Ecology. New York: John Wilwy, 1986. p. 210-240. Obra coletiva: COSTA, M. A Educação em tempos de conservadorismo. In: GENTILI, P. (Org.) Pedagogia da exclusão: Crítica ao neoliberalismo na educação. 7ª ed. Petrópolis: Vozes, 2000. p. 43-76. Organização de obra coletiva: BRENNER, E. de M. (Org.) Estudos e reflexões acadêmicas. Salvador: FABAC, 2003.Artigos de revistas LOWERNKRON, A. Maternidade: novas configurações? Revista Brasileira de Psicanálise, v. 35, 2001, p. 823-842.Dissertação, Teses e Trabalho de Graduação FURLAN, R.L. Efeito da restrição alimentar sobre o crescimento e composição corporal da carcaça de frangos de corte. 1996. 102 f. Tese (Doutorado em Produção Animal) - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 1996.Artigo de Jornal LANDIM, P.M.B. Situação Dramática. Folha de S.Paulo, São Paulo, 9 jan. 1991. Cidades, p.8.Boletins e Relatórios CAMARGO, O.A. de. Análise de um modelo envolvendo cinética e equilíbrio para estudo do movimento do fósforo no solo. Campinas: Instituto Agronômico, 1980. 29 p. (Boletim Técnico, 66).Trabalhos apresentados em congressos, reuniões científicas, seminários, etc VALLE, J.L.E. Características e usos do leite de bubalinos. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE BUBALINOS, 27., 1990, Campinas. Anais... Campinas: Sociedade Brasileira de Bubalinos, 1990. P. 739-743.Eletrônica - Artigos: BUDÓ, Maria Dernadim. Flexibilização do Direito Civil. Disponível em:<http www.usfmdireitoartigos. SãoPaulo, 3 de maio de 2005>, acesso em:24 abr.2005. MOURA, Gevilacio A. C. de (1996). Citações e referências a documentos eletrônicos. Disponível em <http://www.elogica.com.brusersgmourareferehtml. Acesso em: 15 dez 2000. 12
  13. 13. Leis BRASIL, Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 9 dez. Disponível em http://portal.mec.gov.br, Acesso em: 22 dez, 1999.Elementos opcionais:Glossário, apêndice, anexos. Lembrete: “A citação não textual é obrigatória nas revisões bibliográficas utilizadas nos trabalhos acadêmicos, envolvendo, inclusive, questões éticas e demonstrando a capacidade de síntese e análise crítica do estudante”. Durante a realização de um trabalho, deve ser feita a referência a muitos autores, através das citações não textuais, pois não existe trabalho acadêmico sem referências não textuais. A citação não textual é aquela em que o pesquisador faz a reprodução do conteúdo do pensamento do autor da obra consultada, extraindo a idéia principal em forma de um resumo informativo. Nesse tipo de citação, é feita a síntese da idéia do autor que serviu de sustentação teórica para o trabalho e, posteriormente, é desenvolvidos o pensamento crítico e o ponto de vista do autor do trabalho que está sendo realizado sobre o assunto. Assim toda a vez que se usar o pensamento de um autor, deve-se fazer este tipo de citação. Essa referência é usada em forma de um texto corrido, coerente, indicando sempre a fonte consultada. A citação não textual faz parte do texto. Exemplo: Maroni e Soares (2000) consideram hipóteses como uma solução provisória para o problema estabelecido pelo pesquisador. “ (BRENNER e JESUS, 2007 p. 50-60).Notas “As notas são utilizadas para apresentar comentários paralelos ou esclarecimentos sobre palavras o sobre texto ou, mesmo, para indicar referências para o leitor que deseja aprofundar-se no assunto. Essas notas não são integradas ao conteúdo desenvolvido. Por isso, são extraídas do texto, tornando- se elementos elucidativos”. As notas explicativas podem ser apresentadas sob duas formas: -nota de rodapé; -nota de fim de capitulo. 13
  14. 14. As notas de rodapé, colocadas com letra menor ao pé da folha, facilitam a leitura do texto, porém tornam mais difícil sua digitação. As notas de fim de capítulo são colocadas no fim de cada capítulo do trabalho e são apresentadas com uma fonte menor do que as do texto. Antes da numeração dessas notas, deve-se colocar o título “Notas”. Não há uma obrigatoriedade sobre o uso desta ou daquela forma, porém, atualmente, as notas de fim de capítulo são as mais utilizadas. O pesquisador que optar por uma destas formas deverá utilizá-la durante todo o trabalho. O “sistema numérico” é a forma mais simples de apresentá-las. Nesse sistema, coloca-se um número de chamada sobrescrito ao parágrafo, expressão ou palavra que se pretende apresentar os comentários ou esclarecimentos. A cada número de chamada deverá corresponder um número idêntico, sempre em ordem crescente, ao parágrafo, expressão ou palavra que foi destacado no texto, com a respectiva nota explicativa.”(BRENNER e JESUS, 2007 p. 60-61)COMO SABER MAISNormas ABNTNormas da ABNT:NBR 14724 – Informação e documentação – Trabalhos Acadêmicos – apresentação– agosto 2002NBR 6023 – Informação e documentação – Referências – Elaboração – agosto de2000NBR 10520 – Informação e documentação – Apresentação de citações emdocumentos – agosto de 2002NBR 10524 – Preparação de folha de rosto de livro – outubro de 1988.NBR 6028 – Resumos – maio de 1990.NBR 6027 – Sumário – maio de 2003.NBR 6024 – Numeração progressiva das Seções de um documento – maio de 2003 14
  15. 15. 2. A CONSTRUÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC Para desenvolver o seu TCC, você deverá escolher o tipo de plano deintervenção que deseja elaborar, dentre os indicados pela FTC EAD. No entanto,independente do tipo de TCC escolhido, existem tópicos e aspectos comuns, taiscomo.2.1 Escolha do Tema e definição do problema Podemos definir o tema com sendo o assunto, o estudo sobre o qual versaráo trabalho. Cabe ao aluno delimitar, com precisão, o tema indicado, ou seja “épreciso distingui-lo de temas afins, tendo presente o domínio sobre o qual vaitrabalhar.” (Severino, 2002, p 74). O tema é o aspecto mais genérico de um assunto. É imprescindível, também, ter idéia clara do problema a ser resolvido antes daelaboração do trabalho. Nenhum tema pode ser tratado se não for de um problema. De fato, toda ação humana, seja prática, seja teórica, volta-se à solução de dificuldades. E é exatamente essa a definição do problema: uma dificuldade, teórica ou prática, que o pesquisador sente que não foi resolvida, pelos autores que ele consultou. Viera (2002, p. 12) O trabalho tem por objetivo último apresentar uma proposta de intervenção na realidade sócio-cultural onde se encontra o problema. A partir do tema escolhido, do problema definido, a questão está na escolha da modalidade da proposta de intervenção (Projeto de Lei, Plano de Ação Estratégica ou Plano de Curso). Sugerimos que o problema seja elaborado a partir da própria atividade profissional, as dificuldades práticas vivenciadas no dia-a-dia, como por exemplo: Qual é o problema que você percebe que interfere na aprendizagem do aluno? E como essa dificuldade pode ser superada? 15
  16. 16. “O levantamento de problemas referentes a um tema exige: criatividade e método. Alguns comportamentos compatíveis com a problematização, ou seja, a localização de problemas dentro de temas, é: postura indagante, típica da pessoa que pergunta mais e mais, dizendo: “não aceito o que aí está”; o hábito da leitura crítica, que procura fichar a literatura, sempre em busca de pontos críticos; e a atitude de análise e síntese, que consiste de , primeiro, dividir (análise) o assunto em partes, de acordo com certos critérios, e, depois, recompô-lo (síntese) no todo, para ver se encontra, ao fracionar e em seguida reintegrar, furos, descontinuidades, crises de passagem, em suma, problemas.” (Vieira, 2002, p. 12) A partir da tirinha a seguir, que problema poderia ser elaborado? http://falamenino.locaweb.com.br/index.html acesso em 311020072.2. Desenvolvimento O desenvolvimento é a parte principal do texto, contém a exposição ordenadae pormenorizada do assunto; divide-se em seções e subseções, que variam emfunção do plano de intervenção escolhido. É necessário fazer o levantamento bibliográfico da literatura relevante que deubase à investigação do trabalho, com revisão da literatura e com a discussão dasidéias: Fundamentos, problemas, sugestões dos vários autores pertinentes eselecionados, demonstrando que os trabalhos foram efetivamente examinados ecriticados. Nessa etapa, são apresentados os pressupostos teóricos: O que já foi ditosobre o assunto? (elaborar texto sobre uma visão geral do problema – com base emautores consultados – fazer citações indiretas e preferência e mencionar as fontesconsultadas no texto). No decorrer do desenvolvimento, onde são expostos os argumentos quedarão forças ao TCC, muitas vezes utilizamos não só as ideais implícitas de diversosautores, como também partes de textos retirados das fontes. Para isso, é necessárioidentificar cada autor. É imprescindível o registro das fontes (citações) utilizadas(livros, publicações). 16
  17. 17. A ABNT sugere as expressões com abreviaturas da seguinte forma: apud – citado por; idem ou Id. – o mesmo autor; ibidem ou Ibid. – na mesma obra; sequentia ou et. Seq. – seguinte ou que se segue; opus citatum, opere citato ou op. Cit. – na obra citada; cf. – confira, confronte; loco citato ou loc. Cit. – no lugar citado; passim – aqui e ali, em diversas passagens. 17
  18. 18. REFERÊNCIASBRENNER, Eliana de Moraes e JESUS, Dalena Maria Nascimento de. Manualde Planejamento e Apresentação de Trabalhos Acadêmicos: Projeto dePesquisa, Monografia e Artigo.São Paulo: Atlas, 2007.ECO, Humberto. Como se faz uma tese. Trad. Gilson César Cardoso deSouza. São Paulo: Perspectiva, 2006OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Tratado de Metodologia Científica:Projetos dePesquisas, TGI, TCC, Monografias, Dissertações e Teses. São Paulo:PioneiraThomson Learnegr, 2002.SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed. reve ampl. De acordo com a ABNT – São Paulo:Cortez, 2002.VIEIRA, Leociléa Aparecida. Projeto de Pesquisa e Monografia: O que é?Como se faz ? Normas da ABNT. 2ª ed. Curitiba: Ed. do Autor, 2002 18
  19. 19. 3 - Processo de Orientação para o TCC Chegou o momento de iniciar a orientação do seu Trabalho deConclusão de Cursos – TCC da Pós-Graduação FLEX. Para que você possa se familiarizar com o processo de orientação eimportante ler este documento, pois descreve os procedimentos desta etapa.3.1 - A Orientação do TCC A defesa do Trabalho de Conclusão de Cursos - TCC é obrigatória paratodos os estudantes dos Cursos de Pós-graduação da FTC EAD, obedecendoas normas definidas pelo MEC/Conselho Nacional de Educação/Câmara deEducação Superior, consoante a Resolução n° 1, de 8 de junho de 2007. A proposta de TCC da Pós FTC EAD se consiste em uma atividade denatureza teórico-prática, a ser desenvolvida pelo aluno, sobre um tema de seuinteresse, desde que ligado aos conteúdos do curso e em consonância com osobjetivos do mesmo. Para isto, o aluno deverá escolher dentre os eixostemáticos disponíveis e elaborar um “TCC”, optando por um dos 3 modelosoferecidos (conforme modelo e instruções fornecidas neste Manual):o Plano de Curso (Abrange os cursos de Docência do Ensino Superior, Educação à Distância, Educação Inclusiva, Educação Matemática com Novas Tecnologias, Gestão Ambiental, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas em Ambiente Organizacional, Gestão Empresarial, Gestão Escolar, Gestão Financeira, História das Culturas Afro-Brasileira, Metodologia do Ensino de Língua Espanhola, Metodologia do Ensino de Língua Inglesa, Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia e Psicopedagogia Institucional);o Plano de Ação Estratégica (Abrange os cursos de Docência do Ensino Superior, Educação à Distância, Educação Inclusiva, Educação Matemática com Novas Tecnologias, Gestão Ambiental, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas em Ambiente Organizacional, Gestão Empresarial, Gestão Escolar, Gestão Financeira, História das Culturas Afro-Brasileira, Metodologia do Ensino de Língua Espanhola, Metodologia do Ensino de Língua Inglesa, Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia e Psicopedagogia Institucional); 19
  20. 20. o Artigo (Abrange os cursos de Direito, História das Culturas Afro-Brasileira e Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia). A fim de auxiliar os alunos na elaboração do “TCC”, a FTC EADdisponibilizará como suporte, a orientação por parte de professoresqualificados a esta atividade. Esta estratégia visa auxiliar os discentes nosaspectos de cunho mais geral da escrita e da metodologia do TCC. NoREGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DOS CURSOSencontram-se definidas as normas desta etapa. Aspectos de cunho mais geral, referentes aos direitos e deveres doprocesso de orientação estão elencados abaixo:3.2 - Direitos e Deveres do Orientando • Se inscrever para orientação, definindo o eixo temático e preenchendo o formulário do Projeto de TCC (em formato eletrônico), no prazo designado para tal, sendo necessária a conclusão das Avaliações Virtuais das doze disciplinas.Obs: Vale ressaltar que a orientação só se iniciará se o Projeto de TCC houver sido preenchido por completo no ato da inscrição. • A orientação é individual e ocorrerá no AVA, com o orientador que for designado a cada aluno, conforme prazo estabelecido no cronograma. • É obrigatória a participação do aluno, respondendo à, pelo menos, 70 % das mensagens de orientação do seu professor. • Não será aceito que o TCC seja entregue de uma só vez. A construção deste deverá ocorrer por etapas, seção a seção, de forma a possibilitar uma análise gradual do trabalho. • A falta total de comunicação por parte do aluno para com o seu orientador ao longo de 1 mês, datado do início da orientação, acarretará em desligamento do aluno das atividade de orientação daquele período, tendo como resultado a reprovação do aluno. • O aluno deverá defender o seu TCC no mesmo período que concluiu a orientação. Caso o TCC seja recomendado, o aluno deve se inscrever para Defesa. A não inscrição configurará desistência e acarretará na necessidade de iniciar uma nova orientação. Vale ressaltar que, para este fim, será cobrada uma nova taxa. • O aluno reprovado só poderá retornar às atividades de elaboração do TCC quando a próxima orientação for iniciada (em calendário divulgado pela FTC EAD) e deverá cumprir as exigências previstas no Regulamento do TCC. Vale ressaltar que, para este fim, será cobrada uma nova taxa. 20
  21. 21. 3.3 - Descritivo do Processo de Orientação do TCC a1 ETAPA - Aprovação do Projeto de TCC A partir da data do início da orientação, o orientador analisará o projeto deTCC publicado pelo aluno e postará o seu parecer. O parecer contemplará umaanálise da coerência do conteúdo e a indicação do tipo de TCC a serelaborado. Tão logo receba o parecer do seu professor orientador, o orientandodeverá iniciar a elaboração do TCC propriamente dito, de acordo comcronograma de trabalho estabelecido pelo orientador.Obs: Caso o projeto de TCC esteja confuso e/ou sem foco, será solicitada uma nova versão; sendo o prazo máximo para reformulação e apresentação da revisão do projeto 72 horas. a2 ETAPA – A Construção do TCC Uma vez o projeto havendo sido aprovado, inicia-se a fase de elaboraçãodo TCC. Este processo prevê que: • O orientando enviará, nos prazos estabelecidos em cronograma de trabalho as etapas que compõe o plano de trabalho indicado.Obs: É esperado que ocorra o mínimo de 06 orientações ao longo do processo. a3 ETAPA – Conclusão do Processo de Orientação A orientação será dada como encerrada de acordo com as datasestabelecidas em calendário. Uma vez concluído o prazo de orientação, cabeao orientador recomendar ou não o TCC para a defesa. Em qualquer uma dassituações, o aluno e o coordenador de curso devem ser informados da decisão. O aluno deverá defender o seu TCC no mesmo período que forrecomendado. Caso decida não defendê-lo naquele momento, o aluno deveráiniciar uma nova orientação, pois será considerada desistência do processo. 21
  22. 22. 3.4 - Critérios de Avaliação Ao longo do processo de orientação, o aluno deve ter em mente que os fatores que nortearão a avaliação do seu trabalho, correspondem aos critérios estabelecidos no Barema apresentado abaixo. Critérios Pontuação Máxima CONTEÚDO• Relevância do trabalho. 4,0• Originalidade ou aplicabilidade do assunto.• Qualidade do texto. (4 pontos)• Consistência da argumentação.• Adequação da metodologia utilizada.• Qualidade das conclusões: consecução do objetivo proposto. FORMA 1,0• Correção da linguagem e ortografia. (1 ponto)• Atendimento às normas da ABNT.• Boa diagramação - disposição do texto, imagens e tabelas. REDAÇÃO 1,0• Organização do texto. (1 ponto)• Articulação lógica das idéias e clareza na sua apresentação. DEFESA ESCRITA 4,0• Boa fluência escrita.• Capacidade de responder às perguntas da banca. (4 pontos)• Clareza e objetividade das respostas.• Qualidade das respostas. Total 10 pontos 22
  23. 23. 4 - DESCRIÇÃO DOS DIFERENTES TIPOS DE PLANOS DE INTERVENÇÃO OFERECIDOS A seguir, será descrito como elaborar cada um dos tipos de TCCoferecidos.4.1 Plano de Curso Aprendizado é um processo que envolve a integração de informaçãonova com conhecimento pré-existente. O conhecimento que o aluno traz para oprocesso de aprendizagem é tão diverso quanto o próprio aluno. Comopodemos planejar um curso que acomode tanta diversidade e mesmo assim,se mantenha coerente? Uma forma eficaz é a de especificar os resultados desejados,determinando o que se espera que os alunos alcancem em termos deaprendizado ao final da instrução.PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE UM CURSO O processo de desenvolvimento de um curso envolve uma série deetapas que estão sistêmica e sistematicamente relacionadas. As etapas podemser conceitualizadas através de um planejamento pedagógico, que serve comoum organizador do processo. O uso da abordagem sistêmica para planejar oensino-aprendizagem garante que o mesmo seja desenvolvido de acordo comos pré-requisitos e pré-supostos do processo ensino-aprendizagem. Istopossibilita o monitoramento do progresso do aluno e por conseqüência, odiagnóstico das dificuldades enfrentadas. Assim, o planejamento pedagógicopode ser revisado e modificado. Então, o processo é, por natureza, sistêmico. A maioria dos modelos de planejamento pedagógico incorporam etapasbásicas que constituem o corpo do processo e que por tanto, podem sergenéricas. O modelo geral de planejamento pedagógico deve sersuficientemente flexível, de forma a permitir modificações necessárias a cadacurso. Para a concepção, planejamento e desenvolvimento de cursos online,utilizaremos um modelo pedagógico bastante conhecido: ADDIE (Analysis,Design, Development, Implementation, e Evaluation). Este modelo possui umaperspectiva de desenvolvimento do planejamento do processo de ensino-aprendizagem em cinco etapas: • Análise das necessidades • Design – concepção pedagógica • Desenvolvimento do conteúdo e dos materiais didáticos • Implementação do conteúdo e das atividades do curso • Avaliação do progresso dos alunos e da qualidade do ensino. 23
  24. 24. Cada etapa envolve, desde restrições e concepções de ordeminstitucional, até definições quanto aos recursos de multimídia à seremutilizados, estruturando assim um conjunto de abordagens didáticas, quepossibilitam ao autor de cada curso (provedor de conteúdo) ir tecendo a redede significados que irá compor o produto final (curso). O planejamento do curso segue o sequenciamento da metodologiaADDIE, iniciando-se pela análise das restrições e concepções de ordeminstitucional e as relacionadas com o ambiente tecnológico. O próximo passo édefinir o design da aprendizagem, tendo como função a concepção do ensino,definindo os objetivos e o encadeamento do conteúdo. A etapa dedesenvolvimento se refere a definição de como serão elaborados os materiaisdidáticos à serem utilizados no curso. Juntas, as etapas de design edesenvolvimento compõem a elaboração do conteúdo do curso. A tabela a seguir demonstra as fases contidas nas cinco etapasreferentes ao processo de planejamento pedagógico, e para cada uma delas édado um exemplo do produto final a ser gerado após as atividades daquelaetapa haverem sido completadas.Processo de Planejamento PedagógicoEtapa Atividade ProdutoAnálise Levanta necessidades Perfil do aluno Identifica problemas Restrições descritas Estabelece os pré-requisitos para Experiência profissional aprendizagem requerida, pré requisitos de cursos anteriores necessários Estabelece a forma de Tamanho da turma agrupamento Define política de obsolescência Prazos e validade do cursoDesign Define a estrutura do curso Encadeamento doProcesso de concepção e conteúdodefinição do que deve seraprendidoDesenvolvimento Escreve objetivos pedagógicos Objetivos mensuráveisProcesso de especificar qualserá o conteúdo e como este Planeja ensino Metodologia/Didáticadeverá ser ensinado Identifica as abordagens didáticas Recursos didáticos e e os recursos à serem utilizados mecanismos de interatividade especificados 24
  25. 25. Trabalha no desenvolvimento do Planejamento das aulas conteúdo e das atividadesImplementação Implementa conteúdo CursoO processo de implementação docurso Implementa atividades Instrumentos de Feedback Capacita envolvidos no processo Participantes treinados Realiza piloto do curso Avaliação e recomendaçõesAvaliação Desenha instrumento de Instrumentos de avaliaçãoO processo de determinar a avaliaçãoadequação do curso Participantes utilizam curso Comentários dos usuários do curso Interpreta os resultados dos Relatórios da avaliação exercícios de fixação Pesquisa opinião dos Materiais didáticos participantes revisados Revisa atividades Protótipo revisadoAspectos Gerais de um Plano de CursoObjetivosGerais Objetivos expressam os comportamentos ou ações esperadas dosalunos após completarem o curso. Estes comportamentos ou ações refletem odomínio do conteúdo e devem ser passíveis de observação e mensuração. Um objetivo é:• Uma declaração descrevendo: o objetivo do processo de ensino- aprendizagem, os comportamentos, habilidades e tarefas que os alunos serão capazes de desempenhar quando o processo de ensino- aprendizagem estiver encerrado.• Mensurável e observável.Exemplos:• O aluno deve ser capaz de nomear os metais da tabela periódica, quando perguntado.• O aluno pode argumentar contra ou a favor dos programas previdenciários e fundamentar os aspectos principais de sua argumentação com evidências históricas. 25
  26. 26. • Utilizando um editor de texto, o aluno deve ser capaz de elaborar um comunicado interno para uma empresa, que esteja livre de erros gramaticais.• Utilizando a assistência de um artista gráfico, o aluno deverá ser capaz de elaborar um comunicado interno para uma empresa, que esteja bem apresentado, atrativo e de fácil leitura.Específicos É uma descrição detalhada do que os alunos serão capazes de realizarao final de cada aula.Exemplo:• Tendo sido dado um diagrama do corpo humano com todos os órgãos graficamente representados, o aluno deve identificar os órgãos, escrevendo o nome de cada um. Descreve exatamente o que o aluno irá fazer após a aula: Ser capaz deidentificar o órgão pelo seu nome. É também observável e mensurável, pois oprofessor pode olhar as respostas do aluno no diagrama e mensurar se o alunocompletou ou não a tarefa.Metodologia Os tipos de aprendizado podem estar fortemente relacionados adiferentes tipos de tarefas cognitivas do comportamento (que serão utilizadasenquanto o aprendizado ocorre ou que serão alvo do aprendizado). Comoexemplo, Kearsley (1993) relaciona as seguintes tarefas cognitivas decomportamento:• Pesquisando/recebendo informação (detecta, observa, inspeciona, identifica, lê, pesquisa).• Processando informação (categoriza, calcula, codifica, iteniza, tabula, traduz).• Resolvendo problemas (analisa, formula, estima, planeja).• Tomando decisões (examina, escolhe, compara, avalia).• Comunicando (aconselha, pergunta, direciona, informa, instrui, requisita, transmite).• Processo senso-motor (ativa, ajusta, conecta, regula, registra). Combinando-se as várias tipologias, pode-se imaginar o desafio que ateoria de planejamento pedagógico enfrenta quando tenta operacionalizarcomo se ensinar algo. Em alguns ambientes de aprendizagem (especialmente os inteiramenteonline), as estratégias de ensino-aprendizagem estão integradas noplanejamento pedagógico, em outros não. Princípios e estratégiaseducacionais variam de acordo com o tipo de aprendizado e as diferentesfundamentações teóricas. 26
  27. 27. Bruner (1966), inspirado por Piaget, focou em como as pessoasconstroem o novo conhecimento. Sua abordagem construtivista (métodos dedescoberta e estágios intelectuais) ainda hoje inspira teorias. Segundo ele:• O ensino deve se preocupar com experiências e contextos que façam com que os alunos queiram e possam aprender (prontidão).• O ensino deve estar estruturado, de forma que seja facilmente absorvido pelo aluno (organização do currículo em espiral).• A instrução deve ser desenhada para facilitar a extrapolação ou preencher os vazios (ir além da informação recebida). Outra contribuição recente foi a teoria de Ausubel (1963), que sepreocupava em como, em um ambiente escolar, indivíduos aprendem grandesblocos de informação significativa apresentadas verbal/textualmente (ao invésde aprendizado por auto descoberta). Ele propôs uma seqüência educacionalcujo objetivo era tornar o conteúdo mais significativo para o aluno. Ele postula (apud. Kearsley, 1993, Reigeluth, 1983 pp. 339) que:• A instrução (de informação verbal) deve começar com informação geral sobre o conteúdo e ir gradualmente aprofundando os detalhes e especificidades.• Mais geral, os materiais didáticos devem tentar integrar os novos conteúdos com a informação previamente apresentada através de comparações e referências cruzadas. Após os objetivos do processo de ensino-aprendizagem haverem sidoespecificados é chegado o momento de tomar decisões sobre o conteúdo.Nesse momento, inicia-se a hierarquização dos conteúdos, seguida dadefinição dos encadeamentos e das prioridades entre os módulos a seremproduzidos, com as devidas estratégias e recursos. Pode-se começar,perguntando o que se sabe sobre os alunos e suas motivações. Isto irá ajudara definir o escopo do que os alunos precisam aprender.Por exemplo:1. Qual a necessidade do curso para os alunos?2. O conteúdo terá mais importância para algum aluno em especial?3. Como o conhecimento aprendido no curso está relacionado ao dia a dia dos alunos?4. Quando é esperado que os alunos apliquem o conhecimento adquirido no curso?5. No seu dia a dia, o aluno utilizará o conteúdo do curso: muito, razoavelmente ou pouco?6. O curso se desdobrará em módulos mais avançados?7. O assunto do curso exige conhecimento prévio?8. Que atividades e tarefas irão demonstrar que o aluno adquiriu domínio do conteúdo? 27
  28. 28. Encadeamento do conteúdo Após haver sido identificado o que os alunos precisam conhecer – emtermos de comportamento que deve ser exibido, a próxima questão que seapresenta é a estrutura na qual o conteúdo deve estar organizado. Este é omomento de se perguntar: Para que o aprendizado ocorra de fato, qual é amelhor forma de encadear o conteúdo?Utilizando a "Ordem Natural" Algumas vezes, a "ordem natural" parece estar implícita no conteúdo.Por exemplo:• Um curso sobre o progresso de uma doença deveria ser organizado em uma seqüência que espelhasse o próprio processo da doença.• Um curso de computador deveria estar organizado em formato espiral, começando pelo nível mais superficial e repetidamente explorando os mesmo temas, de forma a que cada vez mais se torne profundo e específico na medida em que os alunos adquirem experiência.• Uma atividade de pesquisa colaborativa sobre o padrão sazonal de migração dos pássaros poderia levantar os tópicos na medida em que eles fossem aparecendo na observação dos alunos. A ordem natural pode ser tanto linear quanto não linear.Utilizando Hierarquia de comportamentos Outra forma de organizar o conteúdo é arranjar as atividades de formaque requeiram ao aluno arrumar os tópicos progressivamente, por nível decomplexidade do conhecimento Em 1956, o time de pesquisa de BenjaminBloom introduziu a idéia de que o conhecimento pode ser arrumado em umahierarquia de comportamentos: O mais baixo nível de compreensão é refletido na habilidade do alunode:• Nomear ou lembrar da informação, exatamente como lhe foi ensinada. Na medida em que o aluno progride para níveis mais profundos decompreensão de um assunto, ele aprende:• A descrever as coisas com suas próprias palavras.• A aplicar o que sabe a problemas.• A analisar situações a procura de elementos e estruturas que pertençamàquele assunto. O nível mais alto de domínio do assunto é demonstrado pelo alunoquando ele é capaz de:• Avaliar e sintetizar informação sobre o assunto. Tipicamente, instrução incorpora as duas abordagens:• Ela tira vantagens de qualquer ordem implícita que o tema possa vir a ter.• Emprega uma seqüência de parâmetros de desempenho que correspondem à taxonomia de Bloom. 28
  29. 29. RecursosRecursos Didáticos (texto, imagem, animação, áudio, vídeo, hipertexto e linksexternos) Assim como se pode utilizar uma variedade de estratégias de ensino,tais como: aula expositiva, leituras, imagens, áudio/vídeo, dentre outras, paraapresentar um novo conteúdo em uma aula presencial, o mesmo pode ocorreronline. Variedade de estratégias é mais do que o "tempero" do ensino;variedade permite que você alcance os alunos em seus diferentes estilos deaprendizagem e conjunto de habilidades. Leituras ou aula expositiva não são os únicos métodos para apresentarnovo conteúdo. A Web suporta formatos que vão além do texto -- som,imagens e vídeo. Em uma sala de aula presencial, empregam-se várias estratégias paraatrair o interesse dos alunos, como por exemplo:• Contar uma história interessante ou mostrar figuras.• Levantar um problema que diz respeito aos alunos.Porém é importante considerar:• Seja claro na apresentação do conteúdo.• Evite confundir os alunos com recursos que são irrelevantes para o aprendizado.Recursos de Comunicação - síncrona e assíncrona (chat, áudio e vídeoconferência, email, mensagem e fórum) A teoria cognitiva nos diz que aprendizado é o processo de conectaridéias novas e pouco familiares a algo que já conhecemos. Em salas de aulapresenciais, o aprendizado acontece através do diálogo com e entre osparticipantes. O feedback desta interação subsidia o ajuste das estratégias deensino. Os alunos virtuais podem ter a mesma chance e desta forma, fazer deseu aprendizado algo que faça sentido, assim como também fornecerfeedback. Lembre-se que o aprendizado também acontece em trocas entrepessoas e que a Internet pode ser explorada como um meio de comunicação. Podem ocorrer dois tipos de interação na Internet:• Interação síncrona: requer que todos os comunicadores participem ao mesmo tempo• Interação assíncrona: não requer agendamento. Enquanto a interação síncrona pode conduzir a uma interação imediataentre aluno-aluno e aluno-professor, ela nem sempre é prática. Muitas pessoasnão podem se comprometer com cronogramas fixos. Como a comunicaçãosíncrona é totalmente dependente da interação em tempo real, isto a tornacontra produtiva para a participação de todos. Também, se o estudante ou oprofessor experenciar problemas técnicos, seja com o software, o hardware oua rede durante uma atividade agendada em tempo real, esta pessoa estacortada da atividade. 29
  30. 30. Interação assíncrona significa comunicação que não requer que osparticipantes estejam online ao mesmo tempo. Tecnologias assíncronassuportam diálogos e troca de arquivos entre os usuários que tem conflito deagenda ou que vivam em regiões com diferentes fuso horários. Quando seplanejar a utilização de comunicação assíncrona no design instrucional, deve-se assegurar de que o cronograma está claro e acessível aos participantes. Estes métodos podem ser utilizados para: fornecer assistência aosalunos, promover uma discussão tópica entre alunos ou entregar as tarefas decasa. Então é importante que os prazos sejam considerados, de forma aoferecer, a cada participante, tempo suficiente para leitura, reflexão e resposta.Avaliação Por avaliação, entende-se um evento formal ou um processo que revelao quanto cada aluno progrediu em direção aos objetivos do processo deensino-aprendizagem previamente definidos no planejamento pedagógico. Aavaliação pode ser formativa, somativa ou a combinação de ambas.Avaliação Formativa• É um processo contínuo que deve considerar todos os estágios do processo de ensino-aprendizagem.• Possibilita ao professor melhorar o curso durante a sua condução.• Facilita a adaptação do curso e de seu conteúdo.• Identifica desde a necessidade de realizar pequenos ajustes, até a grandes falhas no planejamento pedagógico.Avaliação Somativa• Mede a eficácia de um produto final ou de um curso.• Pode ser um ponto de partida para o desenvolvimento de um plano de revisão.• Pode servir como base de informação para o desenho de um novo plano, programa ou curso.• Não auxilia aos alunos que estão participando do curso, pois é conduzida após a conclusão do mesmo. Em práticas convencionais de ensino, avaliação significa "testagem", deuma forma ou outra. Porém, parece haver consenso entre educadores daatualidade quanto à testagem convencional revelar somente parte do que oaluno realmente aprendeu e existe muito debate sobre qual seria umaalternativa melhor a testagem. Abaixo, sugerem-se exemplos de formas deavaliação formativa e somativa:• Exercícios de fixação• Leituras programadas, seguidas de discussão ou debate• Tarefas para casa enviadas por email ou postadas no fórum• Teste ou prova• Análise do tempo despedido cursando as aulas• Qualidade das contribuições nos fóruns e debates 30
  31. 31. FORMULÁRIO DE PLANO DE CURSO CONCEPÇÃO FINALIDADEObjetivo Geral:Objetivo Específico: ÁREA(S) DE CONHECIMENTO DO CURSO PÚBLICO-ALVO 31
  32. 32. GRADE CURRICULAROrdem Nome da Disciplina Ementa 1 2 3 4 5 Carga horário de 60 horas, distribuída em 2 à 5 disciplinas. 32
  33. 33. Plano de Disciplina (1 para cada disciplina) JUSTIFICATIVA FINALIDADEObjetivo Geral:Objetivo Específico: METODOLOGIA AVALIAÇÃO REFERÊNCIASBIBLIOGRAFIA: 33
  34. 34. PLANO DE AULA PLANEJAMENTOTópicos da Aula•Objetivos:•Pré-requisitos (opcional)•Recursos e Materiais Sugeridos•Estratégias Didáticas• PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS• Introdução• Desenvolvimento• Fechamento 34
  35. 35. 4.2 Plano de Ação estratégicaO que é? É um plano que pode ser desenvolvido em qualquer setor de umaorganização/empresa. Nele, são estabelecidas diretrizes específicas para resoluçãode ‘situação-problema’ detectada na organização/empresa. Um plano estratégico de ação deve ser elaborado em consonância com oplanejamento estratégico da empresa/organização, sendo assim, um desdobramentoda fase de implementação do planejamento estratégico. Por isso, um plano de ação recebe o nome de estratégico, pois deve estarfirmemente articulado aos objetivos maiores da organização. Neste caso, antes de se formular um plano estratégico de ação propriamentedito, é necessário contextualizá-lo, ou seja, demonstrar em que base estrutural eleestá sendo gerado.Objetivoo Interferir numa determinada área da organização para solucionar/ aperfeiçoar/criar alternativas de melhoria e aprimoramento.o Apresentar atividades e metas para resolução de um ‘problema’ na organização/empresa.o Diagnosticar e propor ações de intervenção para melhoria do posicionamento estratégico da empresa no mercado, envolvendo não só ações operacionais como também as próprias da área de desenvolvimento de pessoas e sustentabilidade.Exemplos de tipos de Plano de Ação Estratégicoo Ações envolvendo capacitação e treinamento visando a melhoria da aprendizagem organizacionalo Plano de Carreira/Cargos e Salárioso Plano de Marketing para lançamento de novo produto ou reposicionamento do produto/marca/ serviço no mercadoo Implantação de um Programa de Qualidade de vidao Implantação de Código de Éticao Ações voltadas para Responsabilidade Social Empresarialo Economia da Cultura: financiamento cultural, patrocínio cultural derivado da responsabilidade social empresarial.o Empresa e Diversidade: relações de gênero, opção sexual e portadores de necessidades especiais.o Gestão do capital intelectual: modelo de implantação de Universidade Corporativao Elaboração de plano de recrutamento e seleçãoo A organização sustentável: gestão ambiental, políticas ambientais, gestão de resíduos, etc 35
  36. 36. Fases para o desenvolvimento de um Plano de Ação EstratégicoIntrodução Apresentação do projeto que deve contemplar: histórico daorganização/setor, situação-problema, objetivos geral e específicos do plano.Contextualização Descrever o planejamento estratégico da empresa (se houver), que deverácontemplar no mínimo os seguintes itens: • Análise ambiental (oportunidades e ameaças do ambiente externos e pontos fortes e fracos do ambiente interno) • Objetivos organizacionais • Metas • Estratégias • Implantação Se a organização/empresa não tiver um planejamento estratégicosistematizado levantar os pontos: • Análise ambiental (oportunidades e ameaças do ambiente externo e pontosfortes e fracos do ambiente interno com base no modelo da matriz SWOT – figura 1) • Objetivos organizacionais • MetasA ação estratégica Deve ser descrita e diagnosticada a área específica de aplicação do plano deação estratégico (RH, Marketing, Comunicação, Vendas, entre outras).Definir então: • A análise específica do ambiente em estudo (oportunidades e ameaças do ambiente externo e pontos fortes e fracos do ambiente interno); • Análise das necessidades empresariais relacionadas ao setor em questão; • Formulação dos objetivos e metas; • Definição das estratégias para o alcance dos objetivos e metas; • Apresentação das fases para implementação do plano (recursos necessários: materiais, humanos e financeiros); • Descrição do cronograma das atividades do plano de ação estratégico; • Apresentação dos procedimentos de acompanhamento e controle do plano; • Cronograma de Atividades • Considerações e resultados esperados.Observações No plano de ação estratégico pode ser especificado um item comapresentação de questionários e entrevistas aplicados naorganização/empresa/setor em estudo.COMO SABER MAIS 36
  37. 37. Exemplo de descritivo de um plano de ação para a área de RH: visite o sitehttp://www.sato.adm.br/rh/planejamento_estrategico_de_recu.htmFigura 1 - Matriz SWOT 37
  38. 38. Formulário de Plano de Ação EstratégicoDiagnóstico:Neste item deve ser apresentado os dados da organização (nome, nº. de funcionários, setor de atuação, entreoutras descrito em detalhes o setor a ser implantado o plano de ação estratégico apresentando: suas principaiscaracterísticas, limitações e potencialidades. Indicar o número de funcionários do setor e o perfil de gestão.Indicação, traçado o diagnóstico detalhado e minucioso das principais deficiências do setor, abordando qual oproblema detectado. Indicação: mínimo de 6 páginas.Situação-problema:Apresentar nesta seção a situação-problema que norteará o desenvolvimento do plano de ação estratégico.Indicação: mínimo de 1 página.Objetivos:Indicar neste item quais os objetivos (geral e específico) que direcionarão as atividades do plano de açãoestratégico. Indicação: mínimo de 1 página. - Geral - Específicos 38
  39. 39. Análise ambiental:Nesta seção, devem ser definidos os objetivos estratégicos para o setor e a partir deles, quais seriam asestratégias para ação, que se desdobraram nas metas para o setor no plano de ação estratégico. Indicação:mínimo de 2 páginas. - Oportunidades: - Ameaças: - Pontos Fortes: - Pontos Fracos:Estratégias:Nesta seção, a partir dos objetivos estratégicos quais seriam as estratégias para ação, que se desdobraramnas metas para o setor no plano de ação estratégico. Indicação: até 1 lauda.Cronograma de Atividades:Apresentar, neste item, o cronograma detalhado de cada ação, designando também os responsáveis por cadaatividade. Indicação: mínimo de 2 páginas.Considerações e Resultados Esperados:Indicar, nesta seção, as considerações acerca do plano de ação estratégico, sua importância para aorganização e para o setor específico e destacar os resultados esperados com a implantação do plano de açãoestratégico. Indicação: mínimo de 2 páginas. 39
  40. 40. 4.3 Artigo i Artigo científico Artigo, na ABNT (2003), é definido como um “texto com autoria declarada, queapresenta e discute ideias, métodos, processos, técnicas e resultados nas diversasáreas do conhecimento”. Ele é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito,dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. O seu objetivo essencial é ser um meio eficiente e sucinto de divulgar e tornarconhecidos os resultados de estudos ou pesquisas. Geralmente, aborda questões quesão historicamente polemizadas, quer sejam teóricas, quer sejam práticas. Artigo científico é parte de uma publicação com autoria declarada, queapresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversasáreas do conhecimento. Ele se divide em: Artigo original: apresenta temas ou abordagens próprias. Geralmente relata resultados de pesquisa e é chamado em alguns periódicos de artigo científico. Artigo de revisão: resume, analisa e discute informações já publicadas. Geralmente é resultado de pesquisa bibliográfica. Vários os motivos justificam um pesquisador redigir um artigo científico,especialmente quando se é aluno dos cursos de graduação e pós-graduação, pois osestudos e pesquisas desenvolvidos ao longo da vida acadêmica podem se converterem uma publicação de qualidade, sob forma de artigo. Ademais, os pesquisadoresredigem artigos quando: Não foram estudados certos aspectos de um assunto ou o foram insuficientemente; ou ainda, se já tratados amplamente por outros, novos estudos e pesquisas permitem encontrar uma solução diferente. Uma questão antiga, conhecida, pode ser exposta de maneira nova. Os resultados de uma pesquisa ainda não se constituem em material suficiente para a elaboração de um livro. Ao se realizar um trabalho, surgem questões secundárias que não serão aproveitadas na obra. 40
  41. 41. ELEMENTOS QUE COMPÕEM O ARTIGO CIENTÍFICO Elementos pré-textuais Cabeçalho: título (e subtítulo) do trabalho; autor(es); credenciais do(s) autor(es)e local de atividades. Resumo: parágrafo na língua do texto que sintetiza os objetivos do autor aoescrever o texto, a metodologia e as conclusões alcançadas. Composto de frasesconcisas e objetivas, não ultrapassando 250 palavras. Palavras-chave: termos na língua do texto escolhidos para indicar o conteúdodo artigo, abaixo do resumo, separadas entre si por um ponto e finalizadas tambémpor ponto. Elementos textuais Texto composto basicamente por: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Sefor divido em Seções, deverá seguir o Sistema de Numeração Progressiva (consultar aABNT). Introdução: parte inicial, na qual devem constar a delimitação do assunto, os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do artigo. Desenvolvimento: parte principal, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções. Conclusão: parte final, na qual se apresentam as conclusões correspondentes aos objetivos e hipóteses. Elementos pós-textuais Título (e subtítulo) do trabalho em língua estrangeira. Resumo em língua estrangeira apresentação do resumo, precedido do título, em língua diferente daquela na qual foi escrito o artigo. Palavras-chave em língua estrangeira. Nota (s) explicativa (s). Referências: lista de documentos citados nos artigos de acordo com norma da ABNT. Glossário. Apêndice: documento que complementa o artigo. 41
  42. 42. Anexo: documento que serve de ilustração, comprovação ou fundamentação.Agradecimentos.Data de entrega. i Texto retirado do Módulo Metodologia da Pesquisa Científica, autora: Tatiane de Lucena 42

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