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Aula controle de qualidade 1 copia (1)

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Controle de qualidade

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Aula controle de qualidade 1 copia (1)

  1. 1. UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP) Controle de Qualidade de Produtos Farmacêuticos e Cosméticos Professor: André Luís Máximo Daneluti Msc Curso de Fármacia 7º Semestre 2012
  2. 2. INTRODUÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE Controle de Qualidade Controlar a qualidade  Fazer o que deve ser feito dentro da empresa, em todos os setores para obter o controle de todas as etapas de produção, incluindo as etapas que precedem a produção propriamente dita.  Controle de qualidade total: é necessário que haja educação contínua para todos os funcionários (operários até o presidente).  Controle de qualidade faz surgir o melhor de cada um.  Os produtos devem apresentar características de adequação ao uso (consumidor), disponíveis em prazo e preço acessíveis.  Inicialmente: artesão e consumidor
  3. 3. INTRODUÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE  O produto apresentava as características que o consumidor desejava, o artesão preparava o produto de acordo com o que era exigido pelo comprador  Comércio: Produto e Consumidor Produtor elaborava os produtos para expor à venda ao consumidor. Revolução Industrial: surgiram novas etapas de produção, como a divisão dessas etapas de produção. Cada funcionários trabalhava em um setor e era responsável por determinada etapa de produção. Com o passar do tempo:
  4. 4. INTRODUÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE  Surgiu o controle estatístico de qualidade (noções de amostragem);  GMP ( Good Manufacturing Pratice): BPF (Boas Práticas de Fabricação); e controle de qualidade total;  Garantia da Qualidade;  No pós-gerra: administração japonesa, cujo segredo era: utilizar a energia dos trabalhadores de forma mais eficaz.  Houve grande investimento em tecnologia nas fábricas que melhorou a produção e facilitou a implantação do controle de qualidade, que dependeu muito da colaboração dos trabalhadores.
  5. 5.  A qualidade é algo que se obtém como resultado da consideração de todos os fatores que, de uma maneira ou de outra, entram na concepção, desenvolvimento, produção, distribuição e uso de fármacos. Atualmente e cada vez maior a preocupação de asegurar-se administração de medicamentos eficazes e inócuos.  Dentro do conceito de qualidade, devem ser considerados alguns parâmetros:  Contéudo do principio ativo dentro dos limites experimentais;  Uniformidade do contéudo do cada dose;  Ausência de contaminantes incluindo a contaminação de outros fármacos;  Manutenção da potência e eficácia terapêutica e aspecto até o momento do uso;  Liberação do ingrediente ativo de tal maneira que seja exercida a máxima disponibilidade biológica;  Na especificação do produto é determinado o objetivo desse produto e como deve ser apresentado
  6. 6.  Uma boa especificação, tanto do produto que da manufatura, deverá conter a seguintes informações:  Finalidade: objetivo, uso e condicões;  Caracterização: definição, desenhos, materiais;  Desempenho: confiabilidade, vida prevista;  Controle de qualidade: amostragem;  Acondicionamento e embalagem;  Armazenagem.
  7. 7. OBJETIVOS  Dentre os objetivos do controle de qualidade está a obtenção de medicamentos cada vez melhores e mais eficazes e seguros, menos tóxicos e mais estáveis;  Os problemas mais importantes do controle de qualidade de medicamentos são:  Identificação  Pureza  Estabilidade  A legitimidade  Dosagem  Absorção  Aparecimento de novas substâncias ativas “Tentar resolver todos estes problemas referentes a esses itens é a missão do farmacêutico atual”
  8. 8. OBJETIVOS  Necessidade de padronização de produtos que podem afetar a nossa vida de várias maneiras, é fato muito bem estabelecido;  O objetivo que tanto perseguimos no controle de qualidade de medicamentos pode ser expresso de maneira muito clara;  Na afirmação: NOT TOO LITLE, NOT TOO MUCH, BUT JUST RIGHT; em alguns casos a margem entre o:  “too little” → dose eficaz  “too much” → dose tóxica  pode ser muito pequena;  Por outro lado doses altas não necessárias e não tóxicas → podem causar problemas econômicas.
  9. 9. INTRODUÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE  CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL (CQT)  Seria controlar todas as etapas que precedem e as que estão diretamente ligadas ao processo produtivo.  Toda empresa pode fornecer produtos ou serviços melhores com um preço acessível.  Trata-se de um movimento dentro da empresa que deve ser continuamente divulgado e renovado.  Vantagens:  Proporciona produção 100% livre de defeitos. A qualidade deve estar presente em cada etapa do processo produtivo. As causas de defeitos e falhas devem ser encontradas e corrigidas.
  10. 10. INTRODUÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE  O CQT consegue acompanhar as mudanças nos gostos e nas atitudes dos clientes em relação aos produtos;  Conhecendo o perfil dos clientes evita-se o disperdício em relação à produção;  O CQT possui um grande foco no cliente, fazendo com que se estabeleça uma relação de confiança mútua. GERENCIAMENTO DA QUALIDADE  É aspecto da função de gerenciamento que determina e implementa a “Política de Qualidade”, ou seja, as intenções e direções globais relativas à qualidade, formalmente expressa e autorizada pela administração superior da empresa.
  11. 11. INTRODUÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE  É necessário:  Infra estrutura adequada ou “sistema da qualidade”;  Ações precisas que assegurem que um produto (ou serviço) satisfaça às exigências quanto a qualidade.
  12. 12. INTRODUÇÃO AO CONTROLE DE QUALIDADE CONTROLE DE QUALIDADE  Conjunto de operações (programação, coordenação execução) com o objetivo de verificar a conformidade das preparações com as especificações. GARANTIA DA QUALIDADE  É totalidade das providências tomadas com objetivo de garantir que os produtos estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos, podendo ser utilizados para os fins propostos.  Esforço organizado e documentado dentro de uma empresa para assegurar as características do produto de modo que cada unidade do mesmo esteja de acordo com suas especificações.
  13. 13. LEGISLAÇÃO NO CONTROLE DE QUALIDADE  Sob o punto de vista legal, a qualidade de um medicamento é o resultado do confronto das características declaradas oficialmente pelo fabricante con aquelas o medicamento realmente apresenta.  A fiscalização exercida no decorrer e da fabricação e da dispensação é feita considerando-se os aspectos qualitativos dos princípios ativos declarados.  Variações destas características como a ausência ou substituição de qualquer componente da formulação:  Alteração das características físicas e organolépticas  Falhas no acondicionamento e embalagem → proceso de falsificação (tolerado pela fiscalização intervalo de 10% mais ou menos do teor declarado do pa)
  14. 14. LEGISLAÇÃO NO CONTROLE DE QUALIDADE  Sob o aspecto da legislação os medicamentos no Brasil estão sob a ordem do Ministério da Saúde:  ANVISA  DINAL (Divisão Nacional de Alimentos)  DICOP (Divisão de Cosméticos)  DISAD (Divisão de Substâncias Domésticos)  DIMED (Divisão de Medicamentos)  Produto para ser comercializado a necesidade de que se efetue un pedido para o licenciamento
  15. 15. ESPECIFICAÇÕES FARMACÊUTICAS  Com o desenvolvimento das sínteses orgânicas o dos métodos analíticos, surgiram as primeiras especificações analíticas;  Foram estabelecidos os primeiros padrões de qualidade para produtos quimicos e biológicos;  Se empregavam como fármacos. Neste período, as farmacopéias, que eram constituidas por coleções de normas para preparação de fármacos → transformaram-se em especificações para determinação da qualidade dos mesmos;  Principais farmacopeias utilizadas no Brasil: Farmacopeia Brasileira, Farmacopeia Americana (USP), e Farmacopeia Britanica.
  16. 16. ESPECIFICAÇÕES FARMACÊUTICAS  As especificações de qualidade compreendem um conjunto de normas selecionadas, asociadas a métodos de análise e que são usadas para valear a integridade dos medicamentos e materias primas  Certos princípios importantes regem a seleção de normas incluídas nas especificações  Em primero lugar, esas normas devem abarcar as propriedades características observadas em amostras de eficácia e inocuidade demonstradas;  Em segundo lugar devem identificar e limitar impurezas, compreendidos os produtos de degradação, que possam ser nocivos ou estar presentes em concentrações inaceitáveis;
  17. 17. ESPECIFICAÇÕES FARMACÊUTICAS  Em terceiro lugar, devem fundamentar-se métodos analíticos que permitam diferenciar e medir componentes importantes ao medicamento.  Os jugamentos relativos à qualidade dos medicamentos podem basear-se em criterios objetivos o subjetivos;  Critérios tais como: aparência geral dos medicamentos, cor o dor e sabor são importantes no que diz respeito à sua integridade e qualidade → não seguem nenhum proceso analítico = natureza subjetiva  Criterio objetivo estabelece valores definidos o que podem ser expressos como resposta sob condições especifícos de exame. Tal tipo de critério é geralmente chamado de padrão e é asociado ao teste e ao ensaio complementar.
  18. 18. ESPECIFICAÇÕES FARMACÊUTICAS  Legislação moderna exige que os medicamentos possuam correta identidade, pureza, qualidade, potência e outras características, conforme indicação das especificações oficiais (métodos físicos quimicos);  Estes métodos apresentam diferenças essenciais entre si, assim, testes de identificação são qualitativos e devem ser o mais específicos possível;  Enquanto análises de pureza são quantitativas, devem ser precisas e sensíveis. Os ensaios de qualidade potência requerem o mais alto poder de precisão;  É ainda indispensável a especificidade e o testes de uniformidade exigem elevada sensibilidade;
  19. 19. ESPECIFICAÇÕES FARMACÊUTICAS  Estudos de degradação e estabilidade de medicamentos, ensaios en vitro com medicamentos de liberação prolongada, tempo de desintegração de comprimidos, dissolução e biodisponibilidade do medicamento;  Em resumo: de acordo com a legislação, os medicamentos devem ter as suas características especificadas claramente. As especificações devem incluir dados exatos sobre a preparação, análise, armazenamento e conservação. Para controle de todas as fases, há necessidades de padrões farmacêuticos.  Características importantes não são exigidas pela legislação, tais como dureza, viscosidade, cor, sabor, odor. Apesar disto, elas são controladas por algumas indústrias farmacêuticas.
  20. 20. Introdução ao controle de qualidade de produtos não estéreis:critérios de estabilidade e segurança de medimentos e cosméticos não estéreis 1) INTRODUÇÃO  Produtos não estéreis são aqueles nos quais se admite conceitualmente a presença de carga microbiana, de forma limitada.  Os produtos farmacêuticos e cosméticos, dependendo do seu uso tópico ou oral, terão contato com a flora microbiana natural , que muitas vezes pode ser elevada.  O controle de produtos não estéreis é importante por assegurar que a carga microbiana presente no produto, não irá comprometer a qualidade do mesmo nem a segurança do paciente.
  21. 21. Objetivo → comprovar a ausência de microrganismos patogênicos e determinar o número de microrganismos viáves, de acordo com o tipo de utilização do produto.  Deve-se ter uma noção no que diz respeito aos aspectos quali e quantitativos dos microrganismos prresentes no produtos farmacêuticos e cosméticos.  A segurança do usuário desses produtos está relacionada com o aspecto quantitativo dos microganismos saprófitas, pois estes podem se tornar agentes infectantes opurtunistas.  A presença de cepas patogênicas é proibida, pois pode gerar um quadro clínico infecicoso.  Deve ser levado em consideração, em relação à qualidade microbiológica de um produto farmacêutico ou cosmético, que estes podem ser utilizados por pessoas debilitadas, imunodeprimidas, além de pessoas com peles sensívies (bebês) ou pacientes com peles acnéicas.
  22. 22.  Cargas microbianas elevadas podem comprometer a estabilidade do produto, podendo gerar: perda da atividade terapêutica.  Contaminação microbiana nos produtos farmacêuticos e cosméticos pode levar a alterações nas propriedades físico- químicas, podendo afetar a ação terapêutica bem como a biodisponibilidade do produto e a sua aceitação pelo consumidor.
  23. 23. CONSEQUÊNCIA DA CONTAMINAÇÃO MICROBIANA  Alteração do pH, podendo levar o aparecimento de faixas de coloraçãos distintas de corantes ou precipitação do mesmo.  Produção de gases, levando a odor desagradável  Ação enzimática levando a degradação de tensoativos ou de macromoléculas, provocando quebra de emulsões ou alteração de viscosidade de géis.  Para que um produto apresente níveis adequados de qualidade microbiana devemos ter atenção às fontes diretas de contaminação como água, matérias primas e a materiais de acondicionamento., assim como a forma no qual foi produzido.
  24. 24. FONTES INDIRETAS DE CONTAMINAÇÃO  Decorrentes de procedimentos de limpeza (utilização de água contaminada)  Instalações inadequadas (fluxo de pessoal e material, barreiras sanitárias contra roedores e insetos).  Pessoal não paramentado.  Equipamentos com limpeza inadequada. Durante a manipulação, após o enchimento e mesmo durante a estocagem do produto existem diversos fatores que podem interferir em sua qualidade microbiana, elevando ou reduzindo a sua carga:
  25. 25.  Fórmula: a presença de nutrientes comuns nos cosméticos como proteínas e carboidratos contribui para elevação da carga microbiana. Etanol, sacarose, sorbitol e PEG, em formas líquidas tendem a favorecer cargas microbianas mais baixas. Conservantes devem der utilizados com critério pois podem interagir com outros componentes da formulação e ter a sua atividade reduzida.  pH: mcirorganismos crescem em pH neutro, em geral, não são resistentes a valores extremos (ácidos ou alcalinos).  Atividade de água: a utilização de preparações extemporâneas (baixa atividade de água) contribui para que haja menor carga microbiana.
  26. 26.  Processo: empregar temperaturas elevadas contribui para redução da carga microbiana.  Temperatura intermediária (40 oC) contribuem para proliferação microbiana. Produto com excipiente lipófilo homogeinizado sob aquecimento, pode gerar água de condensção que se forma na superfície interna da tampa de equipamentos onde foi manipulada, promovendo o crescimento microbiano.  O resfriamento do produto pode levar ao desenvolvimento de microrganismos devido às gotículas de água formadas.
  27. 27. CRITÉRIOS A SEREM CONSIDERADOS PARA PRODUTOS NÃO ESTÉREIS  A presença de certos microrganismos em preparações não estéreis pode provocar redução ou inativação da atividade terapêutica do produto e possui um potencial muito grande para afetar a saúde do paciente.  O fabricante desses produtos devem ter certeza de que os mesmos apresentam baixa carga microbiana, adotando BPF durante as etapas de fabricação, estocagem e distribuição das preparações farmacêuticas.  Os testes de segurança biológica em produtos não estéreis avalia o número total de microrganismos (bactérias e fungos) presentes em preparações farmacêuticas não estéries.  Esses produtos devem apresentar um número de unidades formadoras de colônia (UFC) inferior ao limite estabelecido na farmacopéia
  28. 28. CRITÉRIOS A SEREM CONSIDERADOS PARA PRODUTOS NÃO ESTÉREIS  Deve ser feito um controle quantitativo que evidencia o número de microrganismos, além de um qualitativo para identificar patógenos.  Havendo desenvolvimento microbiano (mesmo com o número de UFC abaixo dos limites estabelecidos) é necessário fazer a identificação dos microrganismos, devendo estar ausentes os microrganismos patogênicos: Staphylococcus aureus Escherichia coli Salomonela sp Pseudomonas aeruginosa Ou outro citado na monografia.
  29. 29. MÉTODOS DE ANÁLISE  Produto terminado: toma-se duplicata ou triplicata da amostra, de forma a contemplar início, meio e fim do processo de enchimento;  Admite-se que após o fechamento do material de acondicionamento não haverá introdução de contaminantes;  A amostragem deve ser feita em um lugar limpo, por operador treinado, utilizando recipientes e dispositivos auxiliares, espátulas ou pipetas esterelizadas;  Os recipientes devem ser de boca larga com capacidade para 100 g(mL) e transporte deve ser em condiçoes adequadas de temperatura;  A quantidade de amostra a ser coletada depende das análises, inclusive com o reteste;  Patogênicos especifícos a serem pesquisados exijem tratamento especifíco;
  30. 30. MÉTODOS DE ANÁLISE  Farmacopéias principais recomendam no enriquecimento na pesquisa de patogênicos é:  10 g(mL) além da contagem total em igual quantidade, no caso do volume total da amostra ser de 10 g(mL), ou inferior, este total deve ser analisado;  TE pode ser reduzida para produto de alto valor agregado = 1 g(mL) 1.1. Preparação da amostra  O que deve-se considerar primeiro em relação à amostra é a presença de conservantes inativação;  Ex: Formaldeído (Conservante) - 0,1% de histidina (inativante);  Clorados- 0,5% de tiossulfato de sódio;  Sais de amônio quaternário 3% de polissorbato + 0,3% de lecitina
  31. 31. MÉTODOS DE ANÁLISE  É importante lembrar que deve ser feito um ajuste de pH do produto líquido para a faixa de neutralidade. Por quê?  Homogeinização da amostra é fundamental para a correta transferência para etapas subsequentes de forma representativa.  Homogeinização poderá ser mecânica (não em altas velocidades) ou manuais empregando gral e pistilo previamente esterelizados;  Algumas formas farmacêutica poderão exigir tratamento especifíco → permitir contato íntimo da amostra com o meio diluente;
  32. 32. CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO PARA PRODUTOS NÃO ESTÉRIES  É importante lembrar que deve ser feito um ajuste de pH do produto líquido para afaixa de neutralidade. Por quê?  Homogeinização da amostra é fundamental para correta transferência para etapas subsequentes de forma representativa.  Os critérios de aceitação de produtos não estéreis é baseado na: TAMC (contagem de micorganismos aérobios totais) TYMC (contagem total combinada de leveduras e bolores); Os critérios de aceitação devem ser interpretados da seguinte forma: 101 UFC: contagem máxima aceitável = 20 102 UFC: contagem máxima aceitável = 20 103 UFC: contagem máxima aceitável = 2000
  33. 33. CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO PARA PRODUTOS NÃO ESTÉRIES Substâncias para uso farmacêutico Contagem total de aeróbios (UFC/g ou UFC/mL): 103 Contagem total combinada de leveduras e bolores (UFC/g ou UFC/mL):102 Vias de adminsitração Contagem total de aeróbios (UFC/g ou UFC/mL) Contagem total combinada de leveduras e bolores (UFC/g ou UFC/mL) Micorganismos especificados Uso oral não aquosas 103 102 Ausência de E. coli Uso oral aquosa 102 101 Ausência de E. coli Uso vaginal 102 101
  34. 34. Revisando  O oxigênio pode ser indispensável, letal ou inócuo para as bactérias, permitindo classificá-las em:  Aeróbias  Estritas: exigem a presença de oxigênio (Acnetobacter);  Microaerófilas: necessitam de baixos teores de oxigênio (Campylobacter);  Faculativas: apresentam mecanismos que as capacitam a utilizar o oxigênio quando disponível, mas desenvolver-se também em sua ausência (E.coli).  Aerotolerantes: suportam a presença de oxigênio, apesar de não o utilizarem (Lactobacillus).
  35. 35. Revisando  Anaeróbias  Anaérobias estritas: não toleram oxigênio (Clostridium tetani e Clostridium botulinum) bactérias que só se desenvolvem, respectivamente, em tecidos necrosados e alimentos protéicos enlatados, ambos carentes em oxigênio.  Fungos Leveduras: seres vivos eucarióticos com um só núcleo; Bolores: fungos filamentosos, multinucleados.
  36. 36. CONSIDERAÇÕES SOBRE SEGURANÇA DE PRODUTOS COMÉTICOS  O fabricante do produto possui total responsabilidade sobre o produto, devendo garantir sua segurança para os consumidores;  Os fabircantes desses produtos deve:  Formular o produto com ingredientes seguros;  Informar o consumidor de forma clara, para evitar o mau uso do produto;  Seguir as Boas Práticas de Fabricação e Controle de Qualidade.  Dano e risco  Dano é o prejuízo à saúde em função de uma propriedade inerente de uma substância  Risco é a probabilidade de ocorrência de um dano
  37. 37.  Tratando-se de ingredientes para uso em cosméticos devem ser avaliados em relação ao risco e não ao dano.  A avaliação do risco deve relacionar o dano com o nível de exposição.  A avaliação da segurança deve ser baseada em parâmetros toxicológicos como dados correntes, condição de uso do produto e perfil do consumidor. Noções de risco cosmético O risco cosmético deve ser avaliado sob diferentes abordagens:  Condição de uso  Aplicação regular ou prolongada (produto para cuidados pessoais);  Aplicação ocasional (produtos com função específica – tintura capilar, depilatório, esfoliantes);  Aplicação regular por tempo limitado
  38. 38.  Aplicação regular por tempo limitado (de acordo com frequência – produtos enxaguáveis). Área de contato  Aplicação em áreas específicas e limitadas da pele (perfumes e esmaltes);  Apliacção extensa sobre a pele (produto para o rosto e corpo);  Aplicação sobre as mucosas (batons, dentifrícios, sabonetes íntimos;  Aplicação na área dos olhos (combras e cremes)  Aplicação no cabelo com ou sem enxágue (xampus, condicionadores, tintiras capilares)
  39. 39. TIPOS DE REAÇÕES QUE PODEM SER OBSERVADAS  Irritação :  intolerância local podendo corresponder a reações de desconforto menores ou a reaçãoes agudas como ardor, coceira.  Todas as reações se restringem à área em contato direto com o produto;  Sensibilização:  alergia, reações de efeito imediato (contato) ou tardia (hipersensibilidade).  Deve ser verificado se o produto é capaz de provocar uma reação alérgica no consumidor;
  40. 40. TIPOS DE REAÇÕES QUE PODEM SER OBSERVADAS  Efeito sistêmico:  resultante da passagem de um dos componentes do produto para a circulação geral por via oral, inalatória ou transdérmica etc  É necessário avaliar esse risco. Componentes da formulação cosmética  Os efeitos observados resultantes de um produto acabado são dependentes dos seus componentes;  É importante conhecer o perfil toxicológicos desses componentes;
  41. 41. Devem ser conhecidas:  As especificações físico-químicas, microbológicas e de estabilidade;  Condições particulares de estocagem e manuseio;  Concentração de uso indicados pelo fornecedor; AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA EM PRODUTOS ACABADOS 1. Avaliação do potencial irritante  Produto de risco desconhecido: feita a triagem com métodos in vitro e in vivo, seguido de teste clínico.  Produto com ausência presumida de risco: teste clínico
  42. 42. AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA EM PRODUTOS ACABADOS 2. Avaliação do potencial alergênico  Nível de absorção do ingrediente desconhecido. Teste in vivo em animais  Produto com ausência presumida de risco. Teste clínico ESTABILIDADE E SEGURANÇA  A estabiliade de uma forma farmacêutica está diretamente realcionada com a sua composição, método de fabricação do produto e condições de armazenamento;  As matérias-primas utilizadas na elaboração de uma formulação farmacêutica podem ser fontes de contaminação microbiana, principalmente aquelas de origem vegetal;
  43. 43. ESTABILIDADE E SEGURANÇA  Além disso, processos de obtenção de água purificada devem ter manutenção para que seja obtida com qualidade desejada;  A presença de microrganismos em medicamentos (não estéreis) e cosméticos, em excesso, pode provocar problemas de estabilidade;  Além disso a segurança fica comprometida;  Os microrganismos podem produzir substâncias tóxicas ou utilizar os componentes da formulação como nutrientes para o seu desenvolvimento;  Isso leva à deterioração do produto, comprometendo a sua eficácia, segurança e estabiliade da formulação;  Um componente muito utilizado para previnir esse processo é CONSERVANTE .
  44. 44. ESTABILIDADE E SEGURANÇA  Um componente muito utilizado para previnir esse processo é CONSERVANTE .  A produção de medicamentos e cosméticos de forma higiênica tem suprimido e necessidade de sua utilização, porém ainda é usado para proteger esses produtos durante o uso.
  45. 45. PREPARAÇÕES DE AMOSTRAS  As diversas técnicas preprativas têm a finalidade de recuperar o analito da matriz, livrando-o de comopostos que interfiram na análise concentrando-o a uma escala possível de ser analisada e tornando a matriz compatível com o sistema analítico;  Preparação da amostra é sempre realizada manualmente e a precisão e exatidão do método fiquem estritamente dependentes dos procedimentos de preparação adotados > tempo e esforço por parte do operador;  A preparação de amostras deve ser um procedimento rápido, que tenha poucas etapas, capaz de produzir recuperações quantitativas e reprodutivas do analito e ainda possibilidade de automação;  Alguns analitos em certos tipos de amostras (Ex: Análise de cromatografia gasosa) não requerem nenhum tipo de tratamento;
  46. 46. PREPARAÇÕES DE AMOSTRAS  Sendo analisados direto no equipamento analítico  Medicamentos abrangem uma vasta gama de misturas de compostos orgânicos e inorgânicos de origem sintética , natural ou biológica → preparação vai depender de cada caso em particular;  Os principais métodos de preparação de de amostras para análise de compostos orgânicos e inorgânicos em técnicas de separação como: Cromatográficas e eletroforéticas, absorção atômica, infravermelho, massas e demais técnicas relacionadas
  47. 47. TÉCNICA PRINCÍPIO CARACTERÍSTICAS Extração líquido-líquido Distribuição do analito entre dois líquidos imiscíveis em função de um coeficiente de partição. Boa reprodutibilidade, fácil manuseio, utilizada para compostos pouco voláteis. Exige solventes puros, produz grande quantidade de resíduos. Extração em fase sólida Adsorção seletiva do analito em materiais sólidos e posterior dessorção com solventes. Segue o mecanismo da cromatografia em coluna clássica. Grande disponibilidade de material adsorventes, altas recuperações baixo consumo de solventes. Cartuchos e discos extratores torna a técnica mais cara , mais complicada quando realizada manualmente. Microextração em fase sólida Distribuição do analito entre duas fases imiscíveis onde a fase extratora é um polímero que reveste uma fibra sílica. Técnica versátil, com baixo consumo de solvente e necessidade de pouca quantidade de amostra. Fibras de extração reaproveitáveis. Limites de quantificação altos, poucos materiais de extração disponíveis. Extração por fluído supercrítico Solubilização do analito por um fluido no estado supercrítico que depois de coletado em um líquido ou adsorvente. Pode ser utilizada também em amostras sólidas , semi-solidas ou líquidas. Não necessita de solventes orgânicos. O analito precisa ser solúvel no líquido supercrítico. Extração em menbrana Permeação seletiva do analito através de uma menbrana que separa duas fases líquidas. Eficiente na separação de fármacos de protéinas. Possui menor capacidade de separação e concentração do analito; separação mais demorada. Precipitação protéica Adição de sais de solventes orgâncos que competem com as protéinas pela água disponível. Técnica muito simples; baixo custo. Pouca eficiência na retirada de interferentes; baixa reprodutibilidade; perda do analito.
  48. 48. 1. Extração Líquido-líquido (LLE)  Feita pela adição e agitação de um solvente imiscível na matriz e a extração acontece pela passagem do analito para o solvente imiscível;  Após a agitação são formadas duas fases líquidas que são então separadas;  A fase contendo o analito pode ser evaporada, no caso de solventes orgânicos, ou pode ser, quando aquosa, analisada diretamente no sistema cromatográfico;  É IMPORTANTE lembrar que a LLE é mais eficiente se for realizada com duas alíquotas de um volume X/2 de solvente do que uma única alíquota X daquele memo solvente  Por outro lado, quando o analito possuir alta afinidade pelo solvente extrator o volume do mesmo pode ser reduzido sem muito prejuízo para recuperação;
  49. 49. 1. Extração Líquido-líquido (LLE)  A eficiência do LLE depende de alguns fatores como:  pH  Complexação  Concentração salina, deve ser ajustada para aumentar a solubilidade do analito na fase extratora elevando o coeficiente de partição;  As principais vantegens da LLE são:  Facilidade de operação manual;  Grande disponibilidade de solventes;  Alta reprodutibilidade em função da pureza destes solventes;  Os principais problemas apresentados são:  Necessidade de solventes graus analiticos muito caros;  Produção de resíduos orgâncios;  Formação de emulsões durente a extração;  Exaporação de volumes consideráveis de solventes ;  Dificuldades de automação.
  50. 50. 2. Extração em Fase Sólida(SPE)  É uma técnica bastante empregada em matrizes complexas;  Utiliza os mesmos mesmos adsorventes empregados em cormatografia líquida (sílica C8, C18, CN);  Mecanismos de retenção assemelham-se aqueles envolvidos na cormatografia líquida em coluna;  Dependendo do adsorvente e do modo como é empregado, a SPE é dividida em modo reverso, modo normal e troca iônica;  Na fase reversa (sílica C8, C18, CN) a retenção do analito ocorre devido às interações de Van der Waals não polares entre ligações C-H do analito com os grupos funcionais na superfície da sílica;  No modo normal as principais interações são entre os grupos poleares do analito e da fase extratora;
  51. 51. 2. Extração em Fase Sólida(SPE)  Através de ligações de hidrogênio, interações ¶-¶ e dipolo – dipolo;  No modo de troca iônica as interações eletrostáticas são responsáveis pela seleção seletiva do analito;  Após retenção do analito pelo adsrovente da coluna e eliminção dos interferentes por lavagens sucessivas, procede-se a eluição do composto de interesse com pequenos volumes de um solvente adequado;  Vários são os dispositivos empregados para SPE, entre eles os mais usados são os cartuchos e os discos;  Nos discos são empregados quantidades de amteriais extratores semelhantes aos cartuchos , porém as partículas extratoras se encontram distribuidas em uma área muito maior;  Resulta em camadas extratoras mais delagadas faciliatndo a passagem da matriz;
  52. 52. 2. Extração em Fase Sólida(SPE)  Além disso empregam geralmente partículas menores e mais homogêneas, facilitando a tranferência de massa do analito;  Deixa o leito com menos quantidades de caminhos preferenciais;  O resultado é que discos apresentam:  vazões mais altas;  necessitam de menores volumes de eluentes para dessorção;  Extrações são mais reprodutíveis;  Grande desvantagem dos discos é que sua extração é bastante dependente da etapa de condicionamento, o que torna a sua operação mais difícil, devido as suas partículas serem menores;  Os discos estão sujeitos a obstrução por macromoléculas e materiais particulados;  Possuem custos mais elevados do que os cartuchos;
  53. 53. 2. Extração em Fase Sólida(SPE)  Grande vantagem da SPE é a sua capacidade de automação. Para realizar análise simultânea de várias amostras e extrações mais rápidas, geralmente são utilizados sistemas extratores com vácuo;  As desvantagens da SPE são:  Maior tempo de excução  Complexidade operacional quando realizada de forma manual;  Custo adicional dos cartuchos e discos que são utilizados em uma única vez.
  54. 54. 3. Microextração em Fase Sólida (SPME)  É uma técnica relativamente nova e apresenta vantagens como economia de solvente e tempo;  RESUMINDO: Processo de extração em um único passo;  A princípio esta técnica foi desenvolvida para análise de substâncias voláteis por CG;  Com o desenvolvimento de novos materiais foi adaptada para HPLC e ao mais diversos tipos de matrizes e classes de compostos;  Esta técnica é aplicada em análises ambientais de ar, solo, água e estudos toxicológicos, além de anaílises em alimentos, análises forenses e estudos com células e organismos vivos;  SPME utiliza-se uma fibra óptica de sílica fundida, recoberta com um adsorvente adequado;
  55. 55. 3. Microextração em Fase Sólida (SPME)  As fibras são constituídas de um ou mais polímeros sendo as mais utilizadas e de maior disponibilidade no mercado são: Polidimetilsiloxano (PSMS), poliacrilato (PA), carbowax (CW), e as combinadas polidimetilsiloxano-divinilbenzeno (PDMS-DVB), carboxen- PDMS e carbowax –DVB.  Estas fibras possuem uma espessur a que varia de 7 a 100 µm e comprimento de 1 cm.  Materiais extratores derivados de sílica porosa C8 e C18 e sílica/carbono grafitizado.
  56. 56. 3. Microextração em Fase Sólida (SPME)  A fibra se encontra dentro de uma espécie de agulha em um amostrador semelhante a uma seringa, ficando exposta no momento da extração;  O processo de extração pode ser realizado por imersão da fibra na matriz ou através da exposição no espaço confinante chamado “headspace”, onde a fibra entra em contato com os vapores do analito por aquecimento;  A extração direta é utilizada para compostos menos voláteis e termossensíveis (modo mais empregado para análises em HPLC);  Após a extração pela fibra, o soluto é dessorvido empregando aquecimento ou quantidades reduzidas de um solvente adequado;  Custos reduzidos devem-se ao fato das fibras extração serem utilizadas várias vezes antes de serem descartadas;
  57. 57. 3. Microextração em Fase Sólida (SPME)  É um processo baseado no equilibrio e a quantidade de analito extraído depende de sua concentração no estado livre;  Pode ser utilizada para determinação da ligação de fármacos às proteínas plasmáticas a LLE provoca a quebra de ligação entre fármaco e proteínas;  Desenvolvimento da interface de injeção para HPLC permitiu que a dessorção fosse realizada no próprio sistema cromatográfico;  Além disso possui interfaces para Eletroforese capilar e Cromatografia por fluído supercrítico;  As principais limitações são os limites de quantificação muito altos, especialmente na determinação de fármacos em fluidos biológicos.
  58. 58. 4. Extração por Membrana (ME)  É semelhante a LLE mas possui algumas vantagens :  de evitar a formação de emulsões ;  Ter alto poder de concentração empregando quantidades reduzidas de solventes;  Nesta técnica a solução onde encontra-se o analito (matriz) é chamado de fase doadora e a fase para onde vai se transferir de fase receptora;  Essas fases são separadas por uma membrana seletiva que irá permitir a passagem somente dos compostos que forem solúveis e tiverem tamanho adequado para passar entre os seus poros;  A passagem e a concentração do analito na fase aceptora e promovida controlando-se parâmetros como:  pH;  Concentração salina;  Temperatura;  Aditivos das fases doadora e aceptora
  59. 59. 4. Extração por Membrana (ME)  As limitações são os tempos de extração relativamente mais longos que a LLE e estabilidade reduzida das membranas mais polares;  O uso do aquecimento por microndas acoplados a diversas técnicas de extração como s sonicação e outras técncas da Farmacognosia incluindo a Percolação, maceração ou mesmo filtração simples podem ser consideradas técnicas preparativas em análise .
  60. 60. CÁLCULO DE DILUIÇÃO DE MATERIAIS  A determinação do teor de princípios ativos;  Seja em matéria-prima ou produto acabado, segue várias etapas que se iniciam na fase de amostragem seja pela preparação da amostra, tomada de ensaio , diluições, aplicação de um método validado e tratamento de estatístico e encerra-se com cálculos de dosamento;  Devem ficar bem claros alguns conceitos práticos relevantes á interpretação de problemas relacionados com mos cáculos relacionados com os cáculos de doseamento de fármacos em medicamentos.
  61. 61. CÁLCULO DE DILUIÇÃO DE MATERIAIS  Teor declarado (TD)  também denominado como teor téorico ou valor rotulado, diz respeito à quantidade de fármaco, ou seja de princípio ativo (p.a) teoricamente presente em cada dose posológica.  O teor declarado de fármaco deve ser apresentado no rótulo e embalagemdo medicamento. Em doseamento de medicamentos de medicamentos, o fármaco corresponde ao principal analito;  Exemplo:  Cada frasco de 15 mL de Tylenol gotas contém 200 mg de p.a por mL.  Por outro lado cada comprimido de Tylenol pode apresentar 500 ou 750 mg por peso médio.
  62. 62. CÁLCULO DE DILUIÇÃO DE MATERIAIS  Peso médio (PM): Diz respeito ao mesmo peso médio obtido em ensaios físicos oficiais, e para comprimidos corresponde à medida obtida de vinte unidades de comprimido.  Teor real (Tr): Corresponde à quantidade real de p.a obtida pelo ensaio de potência, pode ser designado como teor obtido.  Dose terapêutica (DT): Corresponde a uma dose posológica. Caso a dose seja administrada em colher de chá (5 mL), esta é expressa em mg/5 mL, se administrado em cálice, mg/30 mL. Já para soluções gotas e normalmente, expressa em mg/mL.  Tomada de ensaio (TE): Corresponde a quantidade pesada ou tomada em volume da forma farmacêutica para se efetuarem diluições ou proceder diretamente a análise.
  63. 63. CÁLCULO DE DILUIÇÃO DE MATERIAIS  Alíquota de ensaio: Corresponde à quantidade de amostra, diluída ou não, a ser utilizada diretamente no ensaio de doseamento.  Concentração de leitura: Após feitas rodas as diluições necessárias na etapa de preparação de amostra, a concentração da leitura corresponde à concentração de p.a na solução final.  Fator de diluição (FD): Corresponde ao número que multiplicado pelo teor obtido de p.a na alíquota de ensaio ou concentração de leitura nos dá o teor de p.a na tomada de ensaio.  Diluições (D): São procedimentos no sentido de adequar a concentração téorica da amostra à concentração de leitura, ou seja, a faixa de concnetração em que o método responde, linearmente, com exatidão e precisão adequados.
  64. 64. CÁLCULO DE DILUIÇÃO DE MATERIAIS  Fator titulométrico (Ft): É um fator que multiplicado o volume gasto do titulante fornece a quantidade em miligramas de analito em doseamento por volumetria.  Fator Gravimétrico (Fg): é um fator que multiplicado a massa pesada do precipitado em análises gravimétricas fornece a quantidade em mg do analito. Pa = Pr. Fg  Fator de correção: É um fator que deve ser multiplicado à cocentração teórica ou ao resultado final a fim de corrigir desvios relacionados com a concentração real de soluções volumétricas de padrões secundários, é obtido pela padronização com padrões primários.
  65. 65. CÁLCULO DE TOMADA DE ENSAIO E DILUIÇÃO  Para cada anáilise não existe uma única tomada de ensaio (TE) possível, mas uma faixa permitida dentro do bom senso;  A escolha da quantidade a ser tomada de ensaio fundamenta-se em aspectos práticos que devem ser considerados:  a) Tipo de forma farmacêutica (líquida ou sólida)  Sólidos e semissolidos são pesados em balança analítica;  Líquidos e semi-líquidos são tomados em volumes.  b) peso médio, teor declarado e dose terapêutica.  c) sensibilidade do método (concentração ususal de leitura ou alíquota do ensaio).  d) Características da amostra como higroscopicidade, consistência, estabilidade e entre outras.
  66. 66. CÁLCULO DE TOMADA DE ENSAIO E DILUIÇÃO  Em análises menos sensíveis, como as clássicas em geral, a tomada de ensaio não sofre diluição;  Integra a quantidade de p.a requerida a alíquota de ensaio;  Já para métodos instrumentais , a tomada de ensaio invariavelemente sofre uma ou mais diluições.  No caso de formas sólidas (ex: comprimidos e cápsulas) , diz respeito a porção do peso médio utilizado e deve-se respeitar aspectos como faixa de segurança da balança analítica, precisão e evitar desperdício da amostra.  Recomenda-se trabalhar na casa de dezenas a centenas de miligramas.  No caso de formas líquidas, em ensaios quantitativos, deve-se trabalahar com pipetas volumétricas de 5 a 10 mL.
  67. 67. CÁLCULO DE TOMADA DE ENSAIO E DILUIÇÃO  Em relação a problemas com doseamento : o cálculo da tomada de ensaio é o primeiro a ser determinado → seguido pelo cálculo do planejamento das diluições.  Para determinação da TE deve-se partir do pressuposto de que todos os aspectos práticos estão sendo respeitados, para viabilizar os cálculos de diluições.  As diluições são imprencidíveis à preparação de amostra no sentido de de se adequar a concentração da amsotra ao método de análise.  Ex: método espectrofotométrico no UV-visível responde bem na faixa de dezenas de microgramas, enquanto na volumetria clássica opera com alíquotas de ensaio contendo centenas de miligramas.  O número de diluições necessárias depende do tamanho da TE e do número de diluições resulta o fator de diluição.

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