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ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO,
INTEGRANDO DIFERENTES ÁREAS DO
CONHECIMENTO: PROJETOS E SEQUÊNCIAS
DIDÁTICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO,
INTEGRANDO DIFERENTES ÁREAS DO
CONHECIMENTO: PROJETOS E SEQUÊNCIAS
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CONHECIMENTOSCONHECIMENTOS
• Planejamento: diferentes formas de
organização do trabalho pedagógico:
sequências didáticas e projetos didáticos.
Desde o final dos anos 90, a concepção de
currículo e seus desdobramentos têm se
constituído a maior finalidade das orientações
curriculares nacionais.
Com a implantação do Ensino Fundamental de
nove anos, as indagações sobre o currículo se
aprofundaram tendo em vista a necessidade de
olhar para a escola em toda a sua complexidade,
o que implica pensar nos sujeitos envolvidos, nos
modos como são organizados os diversos
espaçostempos de aprendizagem, dentre outros
aspectos.
Nesse sentido, cabe à escola, enquanto espaço de
socialização do conhecimento historicamente
produzido, ampliar as experiências cotidianas das
crianças, trazendo novos conhecimentos e
metodologias que problematizam o saber produzido
pelas crianças, levando à aprendizagens cada vez
mais significativas.
“Nem toda proposta ou intenção em sala de aula
promovem a aprendizagem. As atividades a serem
propostas precisam ter objetivos claros, intenções bem
delineadas ,não só para o professor, mas também para os
alunos (SOUZA, p. 7, 2013).
“Nem toda proposta ou intenção em sala de aula
promovem a aprendizagem. As atividades a serem
propostas precisam ter objetivos claros, intenções bem
delineadas ,não só para o professor, mas também para os
alunos (SOUZA, p. 7, 2013).
SOUZA (2013) ainda nos traz considerações a
respeito do cuidado com os propósitos
educativos a fim de se evitar que “[...] os
saberes a serem comunicados não sejam
descaracterizados [...]” e, com isso, haja um
“[...] distanciamento entre o objeto de ensino e
o objeto social de referência [...]” (p. 8).
Acreditamos que tais discussões emergem de
questionamentos a práticas educativas
historicamente constituídas que artificializam
os conhecimentos por meio de um ensino
desarticulado e desvinculado da vida.
Nessa corrente discursiva, a autora aponta a
abordagem interdisciplinar como uma
possibilidade de supressão da divisão do tempo
escolar na medida em que propõe a integração
entre diferentes áreas.
Essa ideia coaduna com nossa constante
reiteração de que é preciso um trabalho
educativo que articule as dimensões do trabalho
com a língua, bem como os diferentes saberes.
INTERDISCIPLINARIDADE...INTERDISCIPLINARIDADE...
Quando o foco é a cultura escrita, faz-se necessário
propiciar condições para que as crianças se tornem
leitoras e capazes de produzir textos em contextos
discursivos que colaborem para ampliação dos
conhecimentos científicos, culturais, históricos,
geográficos.
Além disso, é preciso pensar a organização dos tempos
pedagógicos “de forma a se estabelecer prioridades que
atendam às crianças, seus interesses e curiosidades em
torno dos diversos campos do saber” (SOUZA, p. 10,
2013), reafirmando a escola como espaço de socialização
do conhecimento formal historicamente constituído.
Nesse sentido...Nesse sentido...
A conclusão das discussões anteriores é de
que o professor precisa planejar o tempo que
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organização do trabalho pedagógico por meio
de projetos didáticos e sequências didáticas.
Pensando os tempos pedagógicos...Pensando os tempos pedagógicos...
O ingresso das crianças de 6 anos no Ensino
Fundamental trouxe contornos importantes
para pensarmos as propostas e organização do
trabalho pedagógico em sala de aula.
Nessa direção Dubeux e Teles (Unidade 6, 1º
ano, p. 12, 2013), retomam algumas reflexões
apresentadas no documento Ensino
Fundamental de nove anos: orientações para
inclusão da criança de seis anos de idade:
II- DIFERENTES FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO
TRABALHO PEDAGÓGICO: SEQUÊNCIAS
DIDÁTICAS E PROJETOS DIDÁTICOS
II- DIFERENTES FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO
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DIDÁTICAS E PROJETOS DIDÁTICOS
• O que ensinar?
• Como o currículo para esse ano se diferencia
da educação infantil e o que ele tem em
comum?
(BEAUCHAMP, PAGEL, NASCIMENTO, 2007)
• O que ensinar?
• Como o currículo para esse ano se diferencia
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(BEAUCHAMP, PAGEL, NASCIMENTO, 2007)
Chamam atenção, portanto, para a
necessidade de construirmos propostas que
sejam coerentes com as especificidades das
crianças, cuidando do que lhes é peculiar e
garantindo a continuidade de suas
aprendizagens, conforme históricos que
trazem da Educação Infantil ou de outros
contextos sociais.
(Dubeux e Teles ,Unidade 6, 1º ano, p. 12, 2013),
Nesse sentido, defendem que a organização
do trabalho pedagógico por projetos não só se
mostra apropriado para a integração
curricular, como também, auxiliam o
professor no atendimento às necessidades das
crianças de seis anos de idade, uma vez que se
caracterizam como:
“[...] um conjunto de atividades que trabalham com
conhecimentos específicos, construídos a partir de
um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor
de um problema para resolver um produto final que
se quer obter.” (RCNEI, 1998, p. 57, v. 1)
“[...] um conjunto de atividades que trabalham com
conhecimentos específicos, construídos a partir de
um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor
de um problema para resolver um produto final que
se quer obter.” (RCNEI, 1998, p. 57, v. 1)
O conceito de projetos
é retomado por Nery
(2007, p. 114) na obra
Ensino Fundamental
de Nove Anos:
orientações para a
inclusão da
criança de seis anos
de idade:
Mas, o que distingue essa forma de organização do
trabalho pedagógico das sequências didáticas?
• Para Dubeux e Souza (2013, p. 27), “[...] a
sequência didática consiste em um
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conteúdo específico é focalizado em
passo ou etapas encadeadas, tornando
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SEQUÊNCIA DIDÁTICASEQUÊNCIA DIDÁTICA
Observemos, o que
Nery (2007, p. 119)
enuncia sobre
Sequências Didáticas
na obra Ensino
Fundamental de Nove
Anos: orientações
para a inclusão da
criança de seis anos
de idade:
Entendemos que uma sequência didática
compreende
“Um conjunto de atividades interligadas entre si,
planejadas para ensinar conteúdos escolares e
organizadas de acordo com a finalidade de garantir
a aprendizagem, ou seja, o alcance de objetivos
definidos previamente.” (GONTIJO, 2010, Reunião do
Comitê Estadual de Alfabetização).
E
“Para que elas [as crianças] se apropriem dos
conhecimentos e, em particular, da linguagem escrita, é
necessária uma mediação qualificada dos professores
que, por sua vez, só é possível se há planejamento,
organização intencional e sistemática do trabalho a ser
realizado com as crianças na sala de aula” (GONTIJO,
2006, p. 8).
De acordo com SCHWARTZ (mimeo), a organização
do trabalho educativo por meio de sequências
didáticas nos permite:
• o distanciamento de um planejamento
meramente tecnicista que leva em conta
enfaticamente o registro das partes que
compõem um plano de ensino;
• a aproximação de um planejamento que enfatiza
a organização de atividades articuladas entre si
em torno de um determinado conteúdo a ser
trabalhado.
Por isso, concordamos com essa autora que
“[...] no que diz respeito ao ensino da língua
portuguesa [...] estamos considerando que
uma sequência didática agregue um conjunto
de atividades escolares organizadas, pelo
professor, de maneira sistemática, para se
trabalhar conhecimentos relacionados à língua
materna, a fim de proporcionar ao aluno o
desenvolvimento de capacidades de leitura, de
produção de texto e de compreensão de
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indivíduos em situações de interação verbal”
(SCHWARTZ, mimeo).
Após a leitura desses enunciados, analise:
Em que as Sequências Didáticas e os
Projetos Didáticos se aproximam e em
que se distanciam?
É possível um trabalho interdisciplinar por
meio dessas organizações didáticas?
SISTEMATIZANDO...SISTEMATIZANDO...
DUBEUX, M. H. S.; TELES, R. Organização do Trabalho Pedagógico por
Projetos Didáticos. In: BRASIL, PACTO NACIONAL PARA
ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA, UNIDADE 6, ANO 1, 2012.
DUBEUX, M. H. S.; SOUZA, I. P. de. Organização do Trabalho
Pedagógico por Sequências Didáticas. In: BRASIL, PACTO
NACIONAL PARA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA, UNIDADE
6, ANO 1, 2012.
NERY, A. Modalidades organizativas do trabalho pedagógico: uma
possibilidade. In: Ensino Fundamental de nove anos: orientações para
a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: MEC, 2007.
SCHWARTZ, C. M. Sequência didática (mimeo).
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Organização do trabalho pedagógico por projetos e sequências didáticas

  • 1. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO, INTEGRANDO DIFERENTES ÁREAS DO CONHECIMENTO: PROJETOS E SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO, INTEGRANDO DIFERENTES ÁREAS DO CONHECIMENTO: PROJETOS E SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL
  • 2. CONHECIMENTOSCONHECIMENTOS • Planejamento: diferentes formas de organização do trabalho pedagógico: sequências didáticas e projetos didáticos.
  • 3. Desde o final dos anos 90, a concepção de currículo e seus desdobramentos têm se constituído a maior finalidade das orientações curriculares nacionais. Com a implantação do Ensino Fundamental de nove anos, as indagações sobre o currículo se aprofundaram tendo em vista a necessidade de olhar para a escola em toda a sua complexidade, o que implica pensar nos sujeitos envolvidos, nos modos como são organizados os diversos espaçostempos de aprendizagem, dentre outros aspectos.
  • 4.
  • 5. Nesse sentido, cabe à escola, enquanto espaço de socialização do conhecimento historicamente produzido, ampliar as experiências cotidianas das crianças, trazendo novos conhecimentos e metodologias que problematizam o saber produzido pelas crianças, levando à aprendizagens cada vez mais significativas. “Nem toda proposta ou intenção em sala de aula promovem a aprendizagem. As atividades a serem propostas precisam ter objetivos claros, intenções bem delineadas ,não só para o professor, mas também para os alunos (SOUZA, p. 7, 2013). “Nem toda proposta ou intenção em sala de aula promovem a aprendizagem. As atividades a serem propostas precisam ter objetivos claros, intenções bem delineadas ,não só para o professor, mas também para os alunos (SOUZA, p. 7, 2013).
  • 6. SOUZA (2013) ainda nos traz considerações a respeito do cuidado com os propósitos educativos a fim de se evitar que “[...] os saberes a serem comunicados não sejam descaracterizados [...]” e, com isso, haja um “[...] distanciamento entre o objeto de ensino e o objeto social de referência [...]” (p. 8). Acreditamos que tais discussões emergem de questionamentos a práticas educativas historicamente constituídas que artificializam os conhecimentos por meio de um ensino desarticulado e desvinculado da vida.
  • 7.
  • 8. Nessa corrente discursiva, a autora aponta a abordagem interdisciplinar como uma possibilidade de supressão da divisão do tempo escolar na medida em que propõe a integração entre diferentes áreas. Essa ideia coaduna com nossa constante reiteração de que é preciso um trabalho educativo que articule as dimensões do trabalho com a língua, bem como os diferentes saberes. INTERDISCIPLINARIDADE...INTERDISCIPLINARIDADE...
  • 9. Quando o foco é a cultura escrita, faz-se necessário propiciar condições para que as crianças se tornem leitoras e capazes de produzir textos em contextos discursivos que colaborem para ampliação dos conhecimentos científicos, culturais, históricos, geográficos. Além disso, é preciso pensar a organização dos tempos pedagógicos “de forma a se estabelecer prioridades que atendam às crianças, seus interesses e curiosidades em torno dos diversos campos do saber” (SOUZA, p. 10, 2013), reafirmando a escola como espaço de socialização do conhecimento formal historicamente constituído. Nesse sentido...Nesse sentido...
  • 10. A conclusão das discussões anteriores é de que o professor precisa planejar o tempo que envolverá o ensino. E nessa direção propõe a organização do trabalho pedagógico por meio de projetos didáticos e sequências didáticas. Pensando os tempos pedagógicos...Pensando os tempos pedagógicos...
  • 11. O ingresso das crianças de 6 anos no Ensino Fundamental trouxe contornos importantes para pensarmos as propostas e organização do trabalho pedagógico em sala de aula. Nessa direção Dubeux e Teles (Unidade 6, 1º ano, p. 12, 2013), retomam algumas reflexões apresentadas no documento Ensino Fundamental de nove anos: orientações para inclusão da criança de seis anos de idade: II- DIFERENTES FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO: SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS E PROJETOS DIDÁTICOS II- DIFERENTES FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO: SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS E PROJETOS DIDÁTICOS
  • 12. • O que ensinar? • Como o currículo para esse ano se diferencia da educação infantil e o que ele tem em comum? (BEAUCHAMP, PAGEL, NASCIMENTO, 2007) • O que ensinar? • Como o currículo para esse ano se diferencia da educação infantil e o que ele tem em comum? (BEAUCHAMP, PAGEL, NASCIMENTO, 2007)
  • 13. Chamam atenção, portanto, para a necessidade de construirmos propostas que sejam coerentes com as especificidades das crianças, cuidando do que lhes é peculiar e garantindo a continuidade de suas aprendizagens, conforme históricos que trazem da Educação Infantil ou de outros contextos sociais.
  • 14. (Dubeux e Teles ,Unidade 6, 1º ano, p. 12, 2013),
  • 15. Nesse sentido, defendem que a organização do trabalho pedagógico por projetos não só se mostra apropriado para a integração curricular, como também, auxiliam o professor no atendimento às necessidades das crianças de seis anos de idade, uma vez que se caracterizam como: “[...] um conjunto de atividades que trabalham com conhecimentos específicos, construídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor de um problema para resolver um produto final que se quer obter.” (RCNEI, 1998, p. 57, v. 1) “[...] um conjunto de atividades que trabalham com conhecimentos específicos, construídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organizam ao redor de um problema para resolver um produto final que se quer obter.” (RCNEI, 1998, p. 57, v. 1)
  • 16. O conceito de projetos é retomado por Nery (2007, p. 114) na obra Ensino Fundamental de Nove Anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade:
  • 17. Mas, o que distingue essa forma de organização do trabalho pedagógico das sequências didáticas?
  • 18. • Para Dubeux e Souza (2013, p. 27), “[...] a sequência didática consiste em um procedimento de ensino, em que um conteúdo específico é focalizado em passo ou etapas encadeadas, tornando mais eficiente o processo de aprendizagem”. SEQUÊNCIA DIDÁTICASEQUÊNCIA DIDÁTICA
  • 19. Observemos, o que Nery (2007, p. 119) enuncia sobre Sequências Didáticas na obra Ensino Fundamental de Nove Anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade:
  • 20. Entendemos que uma sequência didática compreende “Um conjunto de atividades interligadas entre si, planejadas para ensinar conteúdos escolares e organizadas de acordo com a finalidade de garantir a aprendizagem, ou seja, o alcance de objetivos definidos previamente.” (GONTIJO, 2010, Reunião do Comitê Estadual de Alfabetização).
  • 21. E “Para que elas [as crianças] se apropriem dos conhecimentos e, em particular, da linguagem escrita, é necessária uma mediação qualificada dos professores que, por sua vez, só é possível se há planejamento, organização intencional e sistemática do trabalho a ser realizado com as crianças na sala de aula” (GONTIJO, 2006, p. 8).
  • 22. De acordo com SCHWARTZ (mimeo), a organização do trabalho educativo por meio de sequências didáticas nos permite: • o distanciamento de um planejamento meramente tecnicista que leva em conta enfaticamente o registro das partes que compõem um plano de ensino; • a aproximação de um planejamento que enfatiza a organização de atividades articuladas entre si em torno de um determinado conteúdo a ser trabalhado.
  • 23. Por isso, concordamos com essa autora que “[...] no que diz respeito ao ensino da língua portuguesa [...] estamos considerando que uma sequência didática agregue um conjunto de atividades escolares organizadas, pelo professor, de maneira sistemática, para se trabalhar conhecimentos relacionados à língua materna, a fim de proporcionar ao aluno o desenvolvimento de capacidades de leitura, de produção de texto e de compreensão de conhecimentos linguísticos utilizados pelos indivíduos em situações de interação verbal” (SCHWARTZ, mimeo).
  • 24. Após a leitura desses enunciados, analise: Em que as Sequências Didáticas e os Projetos Didáticos se aproximam e em que se distanciam? É possível um trabalho interdisciplinar por meio dessas organizações didáticas? SISTEMATIZANDO...SISTEMATIZANDO...
  • 25. DUBEUX, M. H. S.; TELES, R. Organização do Trabalho Pedagógico por Projetos Didáticos. In: BRASIL, PACTO NACIONAL PARA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA, UNIDADE 6, ANO 1, 2012. DUBEUX, M. H. S.; SOUZA, I. P. de. Organização do Trabalho Pedagógico por Sequências Didáticas. In: BRASIL, PACTO NACIONAL PARA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA, UNIDADE 6, ANO 1, 2012. NERY, A. Modalidades organizativas do trabalho pedagógico: uma possibilidade. In: Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: MEC, 2007. SCHWARTZ, C. M. Sequência didática (mimeo). REFERÊNCIASREFERÊNCIAS

Notas do Editor

  1. Essas questões retomam nossas discussões iniciais sobre a importância do planejamento do trabalho educativo e a necessidade de ações intencionais e de qualidade no processo ensino e aprendizagem da língua portuguesa, bem como de qualquer outra área de conhecimento.