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20/02/2017 Aula 7 ­ Conteúdo da Aula
http://200.156.70.12/sme/cursos/PED/PACF/modulo1/aula7/conteudo02.htm 1/3
Para  o  associacionismo,  a  aprendizagem  se  dá  através  de  conexões  progressivas  de  estímulo  (E)
resposta (R). Tais conexões se produzem a partir de uma cadeia de estímulos que, partindo do mais
simples,  vai  progressivamente  atingindo  níveis  de  complexidade  cada  vez  maiores.  Isso  explica  a
forma de organização das cartilhas.
Barbosa nos alerta para os perigos da abordagem associacionista:
Subjacente a essa concepção, transparece um modelo específico de leitura: ler é sonorizar a escrita
e,  para  tanto,  o  leitor  deve  mobilizar  um  dispositivo  desenvolvido  no  processo  de  alfabetização  que
permite  a  transformação  de  sinais  gráficos  em  sinais  sonoros:  de  posse  dessa  estratégia,  o
alfabetizado  consegue  identificar  cada  palavra  escrita,  mesmo  aquelas  cujos  significados  ele  não
conheça (1990, p. 70).
A  abordagem  associacionista  da  alfabetização  traduz­se  metodologicamente  na  chamada  pedagogia
tradicional  de  alfabetização,  que  reduz  os  processos  de  aprendizagem  aos  métodos  de  ensino.  Ao
enfatizar os domínios perceptivos da aprendizagem, o associacionismo estabelece, como pré­requisito
para a alfabetização, a maturidade (psicológica) e a prontidão (viso­motora).
Dessa  forma,  o  associacionismo  nega  todo  um  repertório  de  conhecimento  produzido,  acumulado  e
organizado pelo sujeito aprendiz – o conhecimento oriundo de sua experiência de vida – reduzindo a
aprendizagem e o ensino a uma questão de método.
As  metodologias  tradicionais  da  alfabetização  de  base  associacionista  concebem  a  aprendizagem  da
escrita  como  transcrição  linear  de  sinais  sonoros  (fala)  em  sinais  gráficos  (escrita),  reduzindo  a
alfabetização  aos  aspectos  de  codificação  do  oral  (para  escrever)  e  decodificação  da  escrita  (para
ler).  Ao  “confundir”  MÉTODOS  de  ensino  com  PROCESSOS  de  aprendizagem,  tal  prática
alfabetizadora  enfatiza  o  ensino  em  detrimento  da  aprendizagem  –  que,  neste  caso,  se  efetiva  por
meio  da  memorização  e  da  repetição.  Na  abordagem  associacionista  aprender  a  ler  e  a  escrever  é
dominar a técnica de codificação e decodificação.
Como a professora ensina? Como as crianças aprendem? Impasses e contradições no ensinar e
no aprender
Historicamente, a prática alfabetizadora tem privilegiado a questão do método. Ao eleger o método
como  conteúdo  da  alfabetização,  a  prática  pedagógica  restringe­se  a  uma  concepção
associacionista,  que  vê  o  conhecimento  da  leitura  e  da  escrita  como  associação  mecânica  de
estímulos visuais e respostas sonoras.
A  concepção  associacionista  de  alfabetização  reduz  o  ato  de  ler  e  escrever  a  uma  questão  de
percepção. Assim sendo, o ensino se fundamenta no jogo combinatório e mecânico grafia­som, som­
grafia e no treino da percepção auditivo­visual.
O rinoceronte Quindim, ao conduzir as crianças do Sítio do Pica­pau Amarelo pelo País da Gramática,
alerta e insiste muito para que seus alunos não confundam letra e som.
Trotou, trotou e, depois de muito trotar, deu com eles numa região onde o ar chiava de modo
estranho.
–  Que  zumbido  é  este  –  indagou  a  menina  [Narizinho]?  –  parece  que  andam  voando  por  aqui
milhões de vespas invisíveis.
– É que já entramos em terras do País da Gramática – explicou o rinoceronte – Estes zumbidos
20/02/2017 Aula 7 ­ Conteúdo da Aula
http://200.156.70.12/sme/cursos/PED/PACF/modulo1/aula7/conteudo02.htm 2/3
são os Sons Orais, que voam soltos no espaço.
– Não comece a falar difícil que nós ficamos na mesma – falou Emília.
– Sons Orais, que pedantismo é esse? 
– Som Oral quer dizer som produzido pela boca. A, E, I, O, U são Sons Orais, como dizem os
senhores gramáticos.
– Pois diga logo que são letras! – gritou Emília.
–  Mas  não  são  letras!  –  protestou  o  rinoceronte.  –  Quando  você  diz  A  ou  O,  você  está
produzindo  um  som,  não  está  escrevendo  uma  letra.  Letras  são  sinaizinhos  que  os  homens
usam para representar esses sons. Primeiro há os Sons Orais, depois é que aparecem as letras
para marcar esses sons orais. Entendeu?
O ar continuava num zunzum cada vez maior. Os meninos pararam, muito atentos a ouvir.
–  Estou  percebendo  muitos  sons  que  conheço  –  disse  Pedrinho,  com  a  mão  em  concha  ao
ouvido.
– Todos os sons que andam zumbindo por aqui são velhos conhecidos seus, Pedrinho.
–  Querem  ver  que  é  o  tal  alfabeto?  –  Lembrou  Narizinho  –  E  é  mesmo!...  Estou  distinguindo
todas as letras do alfabeto...
– Não, menina; você está apenas distinguindo todos os sons das letras do alfabeto – corrigiu o
rinoceronte com uma pachorra igual a de Dona Benta – se você escrever cada um desses sons,
então, sim, então surgem as letras do alfabeto.... (LOBATO, 1934)
Sabemos  que  o  processo  de  codificação­decodificação  faz  parte  da  aprendizagem  da  leitura  e  da
escrita. No entanto, a alfabetização, por sua multidimensionalidade, envolve outros aspectos que se
relacionam à codificação­decodificação. Estamos falando dos processos de significação e de atribuição
de sentidos: a apropriação da leitura e da escrita é um processo complexo de codificação do oral e de
decodificação  do  escrito  que  se  desenvolve  não  pela  memorização  e  repetição,  mas  sim  através  da
elaboração  de  significados  e  da  produção  de  sentidos.  Para  exemplificar  o  que  estamos  falando,
apresentamos a seguir duas situações:
Situação 1:
Numa cartilha, encontramos o seguinte texto:
Edu deu o bebê a Dadá.
Dadá é a babá do bebê.
Fábio é o bebê.
Dadá deu cocada ao bebê.
Dadá deu bife ao bebê.
Após a leitura deste texto, Douglas, aluno do primeiro ano do ciclo, comenta:
– A babá é doida!
– Por que você acha isso Douglas? ­ pergunta a professora.
– Onde  já  se  viu  dar  bife  ao  bebê!  Ele  não  tem  dente,  não  sabe  mastigar.  Vai  engasgar,  vomitar  e
morrer.
Situação 2:
Smolka  (1991,  p.  59),  em  seu  livro  A  criança  na  fase  inicial  da  escrita:  a  alfabetização  como  um
processo discursivo, nos traz a seguinte situação:
A professora escreve na lousa:
A mamãe afia a faca
e pede para uma criança ler. A criança lê corretamente.
Um adulto pergunta à criança:
– Quem que é a mamãe?
– É a minha mãe, né?
– E o que é “afia”?
20/02/2017 Aula 7 ­ Conteúdo da Aula
http://200.156.70.12/sme/cursos/PED/PACF/modulo1/aula7/conteudo02.htm 3/3
A criança hesita, pensa e responde:
– Sou eu, porque ela (a mamãe) diz: “vem cá, minha fia”.
A professora, desconcertada, intervém:
– Não, afia é amola a faca!
Nas duas situações vimos que as crianças codificam e decodificam a partir do sentido e do significado
que atribuem ao texto lido/escrito. Tanto Douglas quanto a outra criança se valem dos conhecimentos
disponíveis  para  compreender  e  “traduzir”  as  novas  informações  que  recebem  do  meio.  Barbosa
(1990), fundamentado em Piaget, afirma que:
(...)  nem  sempre  um  novo  estímulo  apresentado  pelo  adulto­professor  através  do  ensino  é
idêntico  ao  estímulo  percebido  pela  criança­aprendiz  no  seu  processo  de  aprendizagem.  Toda
criança  tem  um  repertório  de  conhecimentos  (...)  que  funciona  como  um  esquema  de
assimilação,  como  uma  teoria  explicativa  do  mundo.  Diante  de  um  novo  objeto,  a  criança  se
mobiliza,  estabelecendo  uma  relação  entre  o  seu  acervo  de  conhecimentos  –  a  estrutura
cognitiva – e o novo estímulo a ser apreendido ( p. 71).
Como vimos, as crianças das duas situações anteriores se valem de seus conhecimentos disponíveis
(construídos  oralmente  na  sua  experiência  do  mundo)  para  compreender  o  novo  objeto  de
conhecimento, a leitura e a escrita.
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Associacionismo

  • 1. 20/02/2017 Aula 7 ­ Conteúdo da Aula http://200.156.70.12/sme/cursos/PED/PACF/modulo1/aula7/conteudo02.htm 1/3 Para  o  associacionismo,  a  aprendizagem  se  dá  através  de  conexões  progressivas  de  estímulo  (E) resposta (R). Tais conexões se produzem a partir de uma cadeia de estímulos que, partindo do mais simples,  vai  progressivamente  atingindo  níveis  de  complexidade  cada  vez  maiores.  Isso  explica  a forma de organização das cartilhas. Barbosa nos alerta para os perigos da abordagem associacionista: Subjacente a essa concepção, transparece um modelo específico de leitura: ler é sonorizar a escrita e,  para  tanto,  o  leitor  deve  mobilizar  um  dispositivo  desenvolvido  no  processo  de  alfabetização  que permite  a  transformação  de  sinais  gráficos  em  sinais  sonoros:  de  posse  dessa  estratégia,  o alfabetizado  consegue  identificar  cada  palavra  escrita,  mesmo  aquelas  cujos  significados  ele  não conheça (1990, p. 70). A  abordagem  associacionista  da  alfabetização  traduz­se  metodologicamente  na  chamada  pedagogia tradicional  de  alfabetização,  que  reduz  os  processos  de  aprendizagem  aos  métodos  de  ensino.  Ao enfatizar os domínios perceptivos da aprendizagem, o associacionismo estabelece, como pré­requisito para a alfabetização, a maturidade (psicológica) e a prontidão (viso­motora). Dessa  forma,  o  associacionismo  nega  todo  um  repertório  de  conhecimento  produzido,  acumulado  e organizado pelo sujeito aprendiz – o conhecimento oriundo de sua experiência de vida – reduzindo a aprendizagem e o ensino a uma questão de método. As  metodologias  tradicionais  da  alfabetização  de  base  associacionista  concebem  a  aprendizagem  da escrita  como  transcrição  linear  de  sinais  sonoros  (fala)  em  sinais  gráficos  (escrita),  reduzindo  a alfabetização  aos  aspectos  de  codificação  do  oral  (para  escrever)  e  decodificação  da  escrita  (para ler).  Ao  “confundir”  MÉTODOS  de  ensino  com  PROCESSOS  de  aprendizagem,  tal  prática alfabetizadora  enfatiza  o  ensino  em  detrimento  da  aprendizagem  –  que,  neste  caso,  se  efetiva  por meio  da  memorização  e  da  repetição.  Na  abordagem  associacionista  aprender  a  ler  e  a  escrever  é dominar a técnica de codificação e decodificação. Como a professora ensina? Como as crianças aprendem? Impasses e contradições no ensinar e no aprender Historicamente, a prática alfabetizadora tem privilegiado a questão do método. Ao eleger o método como  conteúdo  da  alfabetização,  a  prática  pedagógica  restringe­se  a  uma  concepção associacionista,  que  vê  o  conhecimento  da  leitura  e  da  escrita  como  associação  mecânica  de estímulos visuais e respostas sonoras. A  concepção  associacionista  de  alfabetização  reduz  o  ato  de  ler  e  escrever  a  uma  questão  de percepção. Assim sendo, o ensino se fundamenta no jogo combinatório e mecânico grafia­som, som­ grafia e no treino da percepção auditivo­visual. O rinoceronte Quindim, ao conduzir as crianças do Sítio do Pica­pau Amarelo pelo País da Gramática, alerta e insiste muito para que seus alunos não confundam letra e som. Trotou, trotou e, depois de muito trotar, deu com eles numa região onde o ar chiava de modo estranho. –  Que  zumbido  é  este  –  indagou  a  menina  [Narizinho]?  –  parece  que  andam  voando  por  aqui milhões de vespas invisíveis. – É que já entramos em terras do País da Gramática – explicou o rinoceronte – Estes zumbidos
  • 2. 20/02/2017 Aula 7 ­ Conteúdo da Aula http://200.156.70.12/sme/cursos/PED/PACF/modulo1/aula7/conteudo02.htm 2/3 são os Sons Orais, que voam soltos no espaço. – Não comece a falar difícil que nós ficamos na mesma – falou Emília. – Sons Orais, que pedantismo é esse?  – Som Oral quer dizer som produzido pela boca. A, E, I, O, U são Sons Orais, como dizem os senhores gramáticos. – Pois diga logo que são letras! – gritou Emília. –  Mas  não  são  letras!  –  protestou  o  rinoceronte.  –  Quando  você  diz  A  ou  O,  você  está produzindo  um  som,  não  está  escrevendo  uma  letra.  Letras  são  sinaizinhos  que  os  homens usam para representar esses sons. Primeiro há os Sons Orais, depois é que aparecem as letras para marcar esses sons orais. Entendeu? O ar continuava num zunzum cada vez maior. Os meninos pararam, muito atentos a ouvir. –  Estou  percebendo  muitos  sons  que  conheço  –  disse  Pedrinho,  com  a  mão  em  concha  ao ouvido. – Todos os sons que andam zumbindo por aqui são velhos conhecidos seus, Pedrinho. –  Querem  ver  que  é  o  tal  alfabeto?  –  Lembrou  Narizinho  –  E  é  mesmo!...  Estou  distinguindo todas as letras do alfabeto... – Não, menina; você está apenas distinguindo todos os sons das letras do alfabeto – corrigiu o rinoceronte com uma pachorra igual a de Dona Benta – se você escrever cada um desses sons, então, sim, então surgem as letras do alfabeto.... (LOBATO, 1934) Sabemos  que  o  processo  de  codificação­decodificação  faz  parte  da  aprendizagem  da  leitura  e  da escrita. No entanto, a alfabetização, por sua multidimensionalidade, envolve outros aspectos que se relacionam à codificação­decodificação. Estamos falando dos processos de significação e de atribuição de sentidos: a apropriação da leitura e da escrita é um processo complexo de codificação do oral e de decodificação  do  escrito  que  se  desenvolve  não  pela  memorização  e  repetição,  mas  sim  através  da elaboração  de  significados  e  da  produção  de  sentidos.  Para  exemplificar  o  que  estamos  falando, apresentamos a seguir duas situações: Situação 1: Numa cartilha, encontramos o seguinte texto: Edu deu o bebê a Dadá. Dadá é a babá do bebê. Fábio é o bebê. Dadá deu cocada ao bebê. Dadá deu bife ao bebê. Após a leitura deste texto, Douglas, aluno do primeiro ano do ciclo, comenta: – A babá é doida! – Por que você acha isso Douglas? ­ pergunta a professora. – Onde  já  se  viu  dar  bife  ao  bebê!  Ele  não  tem  dente,  não  sabe  mastigar.  Vai  engasgar,  vomitar  e morrer. Situação 2: Smolka  (1991,  p.  59),  em  seu  livro  A  criança  na  fase  inicial  da  escrita:  a  alfabetização  como  um processo discursivo, nos traz a seguinte situação: A professora escreve na lousa: A mamãe afia a faca e pede para uma criança ler. A criança lê corretamente. Um adulto pergunta à criança: – Quem que é a mamãe? – É a minha mãe, né? – E o que é “afia”?
  • 3. 20/02/2017 Aula 7 ­ Conteúdo da Aula http://200.156.70.12/sme/cursos/PED/PACF/modulo1/aula7/conteudo02.htm 3/3 A criança hesita, pensa e responde: – Sou eu, porque ela (a mamãe) diz: “vem cá, minha fia”. A professora, desconcertada, intervém: – Não, afia é amola a faca! Nas duas situações vimos que as crianças codificam e decodificam a partir do sentido e do significado que atribuem ao texto lido/escrito. Tanto Douglas quanto a outra criança se valem dos conhecimentos disponíveis  para  compreender  e  “traduzir”  as  novas  informações  que  recebem  do  meio.  Barbosa (1990), fundamentado em Piaget, afirma que: (...)  nem  sempre  um  novo  estímulo  apresentado  pelo  adulto­professor  através  do  ensino  é idêntico  ao  estímulo  percebido  pela  criança­aprendiz  no  seu  processo  de  aprendizagem.  Toda criança  tem  um  repertório  de  conhecimentos  (...)  que  funciona  como  um  esquema  de assimilação,  como  uma  teoria  explicativa  do  mundo.  Diante  de  um  novo  objeto,  a  criança  se mobiliza,  estabelecendo  uma  relação  entre  o  seu  acervo  de  conhecimentos  –  a  estrutura cognitiva – e o novo estímulo a ser apreendido ( p. 71). Como vimos, as crianças das duas situações anteriores se valem de seus conhecimentos disponíveis (construídos  oralmente  na  sua  experiência  do  mundo)  para  compreender  o  novo  objeto  de conhecimento, a leitura e a escrita. Fechar x