SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 106
Baixar para ler offline
A FAMÍLIA E SEU CICLO
VITAL
FISIOTERAPIA PREVENTIVA E
SAÚDE DA COMUNIDADE II
A FAMÍLIA E SUAS
NECESSIDADES BÁSICAS
 A família é entendida como uma unidade epidemiológica,
social e administrativa de trabalho.
 As necessidades básicas da família estão relacionadas
com o meio ambiente, a vida e a reprodução,
alimentação, vestuário, habitação, educação, transporte,
segurança, profissionalização, visão do mundo e saúde.
 A consciência coletiva da família e da sociedade deve ser
despertada para a relação tamanho da família/condições
de vida para que crianças cresçam num ambiente sadio e
com chance de ter educação e profissionalização para
exercer alguma atividade especializada.
CUIDANDO DO BEBÊ
CUIDANDO DO BEBÊ
•A vida das crianças é
profundamente influenciada por
seu ambiente social, cultural,
psicológico e físico.
QUADRO COMPARATIVO ENTRE OS PRINCIPAIS
PROBLEMAS DE SAÚDE INFANTIL NOS PAÍSES
DESENVOLVIDOS E EM DESENVOLVIMENTO
PAÍSES EMPAÍSES EM
DESENVOLVIMENTODESENVOLVIMENTO
SANEAMENTO
POBREZA
ASSISTÊNCIA MÉDICA
ALTA TAXA DE
NATALIDADE DESNUTRIÇÃO
INFECÇÃO
DISTÚRBIOS DE
APRENDIZAGEM
QUADRO COMPARATIVO ENTRE OS PRINCIPAIS
PROBLEMAS DE SAÚDE INFANTIL NOS PAÍSES
DESENVOLVIDOS E EM DESENVOLVIMENTO
PAÍSESPAÍSES
DESENVOLVIDOSDESENVOLVIDOS
AUSÊNCIA DE COESÃO
FAMILIAR
DESIGUALDADE DE
ACESSO
CONSUMO
EXCESSIVO
ABUSO DE DROGAS
REDUÇÃO DA MORBIMORTALIDADE
POR ACIDENTE
DISTÚRBIOS DO
NEURODESENVOLVIMENTO
TRANSTORNOS
COMPORTAMENTAIS
DOENÇAS CRÔNICAS
A FAMÍLIA E SEU CICLO
VITAL
SAÚDE DA CRIANÇA ESAÚDE DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTEDO ADOLESCENTE
CUIDANDO DO BEBÊ
 A VIDA DE UMA CRIANÇA NOS DOIS
PRIMEIROS ANOS DE VIDA É
DETERMINADA PELO AMBIENTE
DOMÉSTICO.
 A VIDA DA CRIANÇA PEQUENA É
DETERMINADA PELA ESCOLA E AMIGOS.
 O ADOLESCENTE É INFLUENCIADO PELOS
AMIGOS E PELO MUNDO.
CUIDANDO DO BEBÊ
 O grande número de pais que trocam de
parceiros e o aumento de famílias
reconstruídas significam que as crianças
têm de lidar com uma gama de relações
novas e complexas com pais e irmãos.
 Isto pode acarretar dificuldades
emocionais, comportamentais, motoras
e sociais.
CUIDANDO DO BEBÊ
 A POBREZA É UM
DETERMINANTE FUNDAMENTAL
DA SAÚDE E DO BEM-ESTAR
DAS CRIANÇAS.
E A CRIANÇA CRESCE...
 LACTENTE: neonato: < 4 semanas
lactente: < 1 ano
 SEGUNDO ANO: entre 1 e 2 anos
 PRÉ-ESCOLA: entre 1 e 4 anos
 ESCOLAR: entre 5 e 9 anos
 ADOLESCENTES: entre 10 e 19 anos.
A OMS E O UNICEF ESTABELECERAM, EM 1989, OS
10 PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO
MATERNO, QUE SÃO:
1. Toda unidade de saúde deve ter uma norma escrita
sobre aleitamento, devendo ser transmitida a toda
equipe de saúde;
2. Toda a equipe deve ser treinada e capacitada para
utilizar essa norma;
3. Todas as gestantes devem ser informadas sobre as
vantagens do aleitamento materno e como efetuá-lo;
4. Deve-se ajudar as mães a iniciar o aleitamento logo na
primeira meia hora após o nascimento;
5. É importante ensinar as mães a amamentar e a manter
a lactação;
6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento
diferente do leite materno, a não ser por ordens
médicas;
A OMS E O UNICEF ESTABELECERAM, EM 1989, OS
10 PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO
MATERNO, QUE SÃO:
7. Exigir o alojamento conjunto sempre
que possível;
8. Amamentar sob o regime de livre
demanda;
9. Evitar bicos artificiais e chupetas;
10. Encorajar grupos de apoio ao
aleitamento.
A OMS E O UNICEF ESTABELECERAM, EM 1989, OS
10 PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO
MATERNO, QUE SÃO:
OFEREÇA O PEITO ASSIM QUE
PUDER, SE POSSÍVEL NA SALA
DE PARTO.
A AMAMENTAÇÃO PRECOCE:
 FACILITA A SAÍDA DA PLACENTA;
 EVITA HEMORRAGIAS;
 ESTABELECE O VÍNCULO
MÃE/FILHO.
CERTIDÃO DE NASCIMENTO
 ATENÇÃO!ATENÇÃO! É direito do
recém-nascido ser registrado o
quanto antes. A Certidão de
Nascimento é um documento
oficial obrigatório para se
obterem os direitos de
cidadania.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
PAIS CASADOS:
 Declaração de Nascido Vivo fornecida
pelo hospital;
 Certidão de casamento;
 Duas testemunhas maiores de 21 anos
de idade;
 É necessário a presença do pai ou da
mãe da criança.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
PAIS NÃO CASADOS:
 Declaração de Nascido Vivo fornecida pelo
hospital;
 Duas testemunhas maiores de 21 anos;
 A filiação paterna somente poderá ser
registrada se houver autorização escrita do pai
ou se ele for o declarante;
 Na certidão constará somente o nome da mãe,
no caso de apenas ela ser a declarante e não
ter a autorização do pai.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
 E se a criança não nascer em hospital?
São necessárias também duas
testemunhas que assistiram ao parto ou
possam confirmar a gravidez.
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
 E se os pais tiverem menos de 16 anos?
É necessária a presença dos avós ou um
responsável maior de 21 anos.
O QUE UM BEBÊ NECESSITA?
AMORAMOR CARINHOCARINHO
TRANQUILIDADETRANQUILIDADELEITE MATERNOLEITE MATERNO
HIGIENEHIGIENE
VACINASVACINAS
AQUECIMENTOAQUECIMENTO ESTIMULAÇÃOESTIMULAÇÃO
CONTROLECONTROLE
PEDIÁTRICOPEDIÁTRICO
ATENÇÃO: NÃO SE ESQUEÇA DO TESTE DO PEZINHO!ATENÇÃO: NÃO SE ESQUEÇA DO TESTE DO PEZINHO!
TESTE DO PEZINHO
• HIPOTIROIDISMO
• HIPERPLASIA ADRENAL
• FENILCETONÚRIA
• AMINOACIDOPATIAS
• FIBROSE CÍSTICA
• GALACTOSEMIA
PREVALÊNCIAPREVALÊNCIA
Para cada 20.000 nascidos vivos:
 1 fenilcetonúria;
 6 hipotireoidismo;
 2 anemia falciforme;
 5 fibrose cística.
HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITOHIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO
 Falta total ou parcial de
hormônios;
 Geralmente não é de
causa hereditária;
 Tratamento.
FIBROSE CÍSTICAFIBROSE CÍSTICA
 Mucoviscidose;
 Autossômica
Recessiva;
HEMOGLOBINOPATIASHEMOGLOBINOPATIAS
 Problema na formação da Hb;
 Anemia falciforme.
 Hb diferente = Hb S;
 Hb S, forma de foice após a liberação do O2.
ANEMIA FALCIFORMEANEMIA FALCIFORME
ANEMIA FALCIFORMEANEMIA FALCIFORME
 População negra e seus descendentes;
 Também em brancos;
 Autossômica recessiva.
QUANDO EFETUAR A COLETA DOQUANDO EFETUAR A COLETA DO
SANGUE?SANGUE?
 Tempo ideal = 48 hs;
 Sempre = alta hospitalar;
 Alta < 48 horas.
LOCAL DE PUNÇÃO PARA A COLETA DOLOCAL DE PUNÇÃO PARA A COLETA DO
SANGUESANGUE
MATERIAL UTILIZADO PARA A COLETAMATERIAL UTILIZADO PARA A COLETA
DO SANGUEDO SANGUE
MATERIAL FORNECIDO PELAMATERIAL FORNECIDO PELA
FEPE - SRTNFEPE - SRTN
TESTE DO PEZINHOTESTE DO PEZINHO
TÉCNICA DE COLETATÉCNICA DE COLETA
I - PREENCHIMENTO DA FICHA
TÉCNICA INCORRETATÉCNICA INCORRETA
MÁS COLETASMÁS COLETAS
SUPER SATURADA
HEMÓLISE
AMOSTRAS CONTAMINADAS
SANGUE INSUFICIENTE
SANGUE EM EXCESSO HEMÓLISE
RESSECAMENTO
AMOSTRA ÚMIDA INCOMPLETA
ADEQUADAADEQUADA
HISTÓRICO da FENILCETONÚRIAHISTÓRICO da FENILCETONÚRIA
 Inicialmente estudada por Fölling;
 Jervis em 1947, inabilidade de converter fenilalanina em tirosina;
 Em 1953, Bickel et al., observaram que uma dieta pobre em
fenilalanina, pode prevenir o retardo mental;
 No Brasil, programa foi iniciado em São Paulo, no ano de 1976
pelo médico Benjamin Schmit.
METABOLISMO DA FENILALANINAMETABOLISMO DA FENILALANINA
 Fenilcetonúrico tem dificuldade para metabolizar a
fenilalanina, este aminoácido acaba acumulando-se no
sangue e em todo o corpo.
 Como a fenilalanina não se transforma, acaba ocorrendo
falta de tirosina e de neurotransmissores. O excesso de
fenilalanina e a falta de tirosina e neurotransmissores podem
causar deficiência mental.
HERANÇA AUTOSSÔMICAHERANÇA AUTOSSÔMICA
RECESSIVARECESSIVA
Fonte: www.pkup.com.br
 Um dos pais é
FENILCETONÚRICO (tem os dois
genes alterados) e o outro é
PORTADOR (não tem a doença,
mas carrega um gene alterado):
a cada gestação o bebê terá
50% de chance de nascer
FENILCETONÚRICO e 50% de
chance de nascer PORTADOR
(sem fenilcetonúria, mas
carregando um gene alterado).
Fonte: www.pkup.com.br
 Um dos pais é
FENILCETONÚRICO (tem
os dois genes alterados)
e o outro é NORMAL (não
tem a doença e não
carrega gene alterado):
todos os filhos nascerão
PORTADORES (sem
fenilcetonúria, mas
carregando um gene
alterado).
Fonte: www.pkup.com.br
 Pai e mãe são
FENILCETONÚRICOS
(têm os dois genes
alterados): todos os
filhos nascerão
FENILCETONÚRICOS.
Fonte: www.pkup.com.br
FENILCETONÚRIA MATERNAFENILCETONÚRIA MATERNA
 A fenilcetonúria materna é uma aminoacidopatia caracterizada por
níveis elevados de fenilalanina plasmática na gestante.
 Pode provocar anormalidades graves no desenvolvimento do feto.
 A fenilalanina materna atravessa a barreira placentária, atingindo
níveis no sangue do feto de até 1,2 a 1,9 vezes mais elevados que no
sangue materno.
 Dosagens de fenilalanina frequentes.
 Planejamento da gravidez.
FENILCETONÚRIA MATERNAFENILCETONÚRIA MATERNA (cont.)(cont.)
 Segundo Lenke e Levy
 Retardo mental em 92% dos RN de mães com PKU clássica.
 73% demonstraram microcefalia.
 12% malformações cardíacas congênitas
 40% baixo peso ao nascer (<2.500 g).
 24% das gestações ocorrem abortos espontâneos
 Retardo mental em 21% dos RN de mães com PKU transitória.
FISIOPATOLOGIAFISIOPATOLOGIA
 A hiperfenilalaninemia é acompanhada por uma redução
dos níveis cerebrais da tirosina, causando distúrbio no
sistema de síntese protéica (Hommes, 1989) e alterações
no processo de mielinização (Berger et al., 1980);
 A redução de mielina tem sido amplamente documentada
em pacientes fenilcetonúricos não-tratados.
QUADRO CLINÍCOQUADRO CLINÍCO
 Tanto o defeito da enzima, quanto o defeito em seu co-
fator, promoverão aumento da FAL e seus metabólitos
no sangue e tecidos, levando aos principais sinais e
sintomas da doença que podem se manifestar em maior
ou menor intensidade.
SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇASINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA
 Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor,
 hiperatividade,
 convulsões,
 alterações cutâneas como eczema,
 comportamento agressivo (auto e heteroagressão) ou tipo autista,
 tremores,
 microcefalia,
 descalcificação de ossos longos,
 retardo de crescimento,
 odor característico na urina e suor.
SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇASINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA (cont.)(cont.)
 Pacientes adultos que não fazem restrição dietética de FAL,
apresentam alguns sintomas psiquiátricos, não relacionados
com o controle dos níveis de FAL.
 O QI e as medidas de funções executivas, que representam
características cognitivas, apresentam correlação com o
controle metabólico.
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO
 O diagnóstico deve ser preferencialmente realizado
no período neonatal, antes do aparecimento dos
sintomas, já que a lesão neurológica é irreversível.
TRATAMENTOTRATAMENTO
 O tratamento da fenilcetonúria é por toda a vida;
 Consiste em uma dieta, que ofereça alimentos com
baixo teor de fenilalanina.
 Frutas, vegetais e outros alimentos com baixo teor
de proteína são mantidos;
 Proteínas naturais contém de 2,4% a 9% de
fenilalanina
ALIMENTOS PROIBIDOS E PERMITIDOSALIMENTOS PROIBIDOS E PERMITIDOS
PROIBIDOPROIBIDO
QUANTIDADE
CONTROLADA
QUANTIDADE
CONTROLADA
QUANTIDADE CONTROLADA
LIVRE
TESTE DO PEZINHO,TESTE DO PEZINHO,
GRATUITO, MAS OBRIGATÓRIOGRATUITO, MAS OBRIGATÓRIO.
O QUE FAZ O BEBÊ CHORAR?
 FOME;
 FRIO;
 CALOR;
 FRALDAS SUJAS;
 NECESSIDADE DE ACONCHEGO;
 NECESSIDADE DE MOVIMENTO;
 CÓLICAS;
 DOENÇAS (Como obstrução nasal, dor de
ouvido, etc.).
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
 AS CRIANÇAS SÃO VÍTIMAS CONSTANTES
DE ACIDENTES NO DOMICÍLIO E O RISCO
AUMENTA QUANDO ELA ADQUIRE A
CAPACIDADE DE ENGATINHAR.
 COM O OBJETIVO DE PREVENIR
ACIDENTES, TODOS OS PROFISSIONAIS
DE SAÚDE DEVEM ORIENTAR PAIS E
ACOMPANHANTES, DE ACORDO COM A
FAIXA ETÁRIA DAS CRIANÇAS.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
A Sociedade Brasileira de Pediatria –SBP
recomenda atenção aos seguintes riscos:
Até os 6 meses:
 Queimaduras
1. Cuidado com a temperatura da água do banho;
2. Não descuide da temperatura dos líquidos que
der ao seu bebê;
3. Não cozinhe, mexa no fogão ou carregue
coisas quentes com o bebê ao colo;
4. Cuidado com o ferro de passar roupas.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
Até 6 meses.
 QUEDAS:
1. Não deixe o bebê sozinho em camas,
sofás, etc. Prefira berços e cercadinhos
seguros.
 BRINQUEDOS:
1. Devem ser grandes o bastante para
não serem engolidos, resistentes, sem
quinas e pintados com tinta atóxica.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
Até 6 meses.
 OBJETOS PEQUENOS:
1. Mantenha alfinetes, moedas, botões,
etc., longe do alcance das crianças.
 TRANSPORTE EM AUTOMÓVEIS:
1. O bebê deve ser transportado no
banco de trás do veículo, em cadeira
de transporte de acordo com a idade.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
Até 6 meses.
 SUFOCAMENTO (ASFIXIA):
1. Sacos plásticos, travesseiros,
cobertores, talcos e qualquer outra
coisa que possa ser engolida, aspirada
ou se enrolar no rosto do bebê não
devem ficar próximos a ele;
2. Cuidado com bolas de soprar (balões)
e prefira deixar o bebê deitado sempre
de lado.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 7 a 12 meses.
Agora os lactentes já engatinham, ficam
de pé, andam e colocam tudo na boca.
 AFOGAMENTO:
1. Não deixe o bebê sozinho na banheira
ou brincando próximo a um balde.
 BRINQUEDOS:
1. Devem ser grandes para não serem
engolidos, não terem partes soltas e
nem arestas.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 7 a 12 meses.
 QUEIMADURAS:
1. Cuidado com a cozinha e com a tábua
de passar roupas;
2. Atenção à temperatura da água do
banho.
 ELETRICIDADE:
1. Use protetores nas tomadas.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 7 a 12 meses.
 MEDICAMENTOS:
1. Remédios e venenos devem ficar fora
do alcance das crianças;
2. Cuidado com a dose certa dos
medicamentos;
3. Não dê remédios no escuro, sonolenta
ou sem óculos (se você os usa) porque
você pode errar a dose ou o
medicamento.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 7 a 12 meses.
 ESTRANGULAMENTO:
1. Não use cordões de chupeta ou enfeite
em volta do pescoço da criança;
2. Não dê ao bebê alimentos duros ou em
pedaços grandes (cuidado com balas,
carnes, pedaços de frutas, etc.).
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 7 a 12 meses.
 QUEDAS:
1. Use portas nas escadas;
2. Cuidado com a altura da grade do
berço;
3. Atenção com “andadores”.
 AUTOMÓVEIS:
1. Crianças devem ser transportadas no
banco de trás e em cadeiras
apropriadas.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 1 a 2 anos.
Estas crianças gostam de escalar, abrem portas
e gavetas e adoram brincar com água.
 QUEIMADURAS E CHOQUES ELÉTRICOS:
1. A cozinha continua sendo lugar perigoso;
não deixe os cabos das panelas para fora e
cuidado com o forno;
2. Atenção para fósforos e tomadas elétricas.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 1 a 2 anos.
 QUEDAS E CORTES:
1. Portas para escadas, rua ou lugares
perigosos devem ser bem trancadas;
2. Use tapetes antiderrapantes;
3. Coloque grades nas janelas.
 AFOGAMENTO:
1. Não deixe seu filho sozinho na
banheira. Cuidado com piscinas, rios,
praias, lagos, etc.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 1 a 2 anos.
 SUFOCAMENTO:
1. Brinquedos devem ser inquebráveis e
não ter partes pequenas. Cuidado com
alimentos como pipocas, bala e goma
de mascar. Cuidado com balões.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 1 a 2 anos.
 AUTOMÓVEIS E TRÁFEGO:
1. Não permita que as crianças brinquem na
rua, pois elas são imprevisíveis;
2. Atravesse as ruas com as crianças bem
seguras pela mão;
3. Use cadeiras apropriadas para transportar as
crianças nos automóveis;
4. Cuidado com as crianças nos velocípedes.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 2 a 3 anos.
 ACIDENTES EM JOGOS:
1. Cuidado com brinquedos dos playgrounds;
2. Supervisione os jogos infantis.
 AFOGAMENTO:
1. Nunca deixe a criança sozinha na banheira;
2. Nas brincadeiras aquáticas use sempre
bóias;
3. Cuidado com piscinas, rios, lagos, etc.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 2 a 3 anos.
 QUEIMADURAS:
1. Cuidado com o fogão;
2. Não deixe panelas com
o cabo para fora;
3. Não cozinhe com a
criança no colo;
4. Cuidado com alimentos
quentes.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
De 2 a 3 anos.
 TRAUMA:
1. Grandes facas e tesouras devem ficar
longe das crianças;
2. Use grades nas janelas.
 ENVENENAMENTOS:
1. Cuidado com remédios e produtos de
limpeza e venenos. Não os troque de
embalagem.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES –
Todas as idades.
Observe o dia-a-dia de sua criança e os
ambientes que ela frequenta. Existem
riscos especiais em cada lugar.
 Cuidado com atropelamentos;
 Não tenha armas de fogo.
Os tipos de acidente que uma
criança pode sofrer dependem:
 Tipo de casa;
 Nível socioeconômico;
 Das pessoas que lidam com criança;
 Trajeto para a escola.
CUIDADOS ESPECIAISCUIDADOS ESPECIAIS
 Nunca diga que remédio é bala ou doce!
 Não dê bebidas alcoólicas a crianças.
 Não mude as embalagens dos produtos!
 Não guarde remédios com datas
vencidas!
ATENÇÃO:ATENÇÃO: todos os acidentes podem ser
prevenidos.
CONSULTA PEDIÁTRICA
SÃO IMPORTANTES FUNÇÕES DA
CONSULTA PEDIÁTRICA:
 Vigilância do crescimento e desenvolvimento;
 Orientação alimentar;
 Prevenção de doenças imunopreveníveis;
 Atenção psicossocial e pedagógica;
 Prevenção de acidentes;
 Cuidados com a audição e a visão;
 Conquistar a confiança e a colaboração da
família.
ROTEIRO PARA A CONSULTA
 Anamnese;
 Exame físico;
 Hipóteses diagnósticas;
 Exames complementares;
 Diagnósticos: nutricional, desenvolvimento e
imunizações;
 Diagnóstico nosológico;
 Terapêutica;
 Prognóstico;
 Orientações: vacinas, alimentação, prevenção
de acidentes, intoxicações, etc.
AÇÕES
 Puericultura;
 Consulta pediátrica: infecção respiratória
aguda – IRA; doença diarréica.
 Vacinação.
 Triagem neonatal.
 Baixo peso: SISVAN.
 Prevenção de acidentes e violência.
AÇÕES DE SAÚDE DA CRIANÇA
 VIGILÂNCIA NUTRICIONAL:
1. Acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento;
2. Promoção do aleitamento materno;
3. Realização ou referência para exames
laboratoriais;
4. Combate às carências nutricionais;
5. Implantação e alimentação regular do
SISVAN
AÇÕES DE SAÚDE DA CRIANÇA
 IMUNIZAÇÕES
1. Realização do esquema vacinal básico
de rotina;
2. Realização de campanhas e
intensificação;
3. Alimentação e acompanhamento do
sistema de informação.
AÇÕES DE SAÚDE DA CRIANÇA
 ASSISTÊNCIA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA
INFÂNCIA:
1. Assistência às IRA em menores de 5 anos;
2. Assistência às doenças diarréicas em crianças
menores de 5 anos;
3. Assistência a outras doenças prevalentes;
4. Atividades educativas de promoção da saúde e
prevenção das doenças;
5. Garantia de acesso à referência hospitalar e
ambulatorial especializada, quando necessário;
6. Realização ou referência para exames laboratoriais.
OBRIGADA!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Alojamento conjunto e enfermagem
Alojamento conjunto e enfermagemAlojamento conjunto e enfermagem
Alojamento conjunto e enfermagemjusantos_
 
Atraso do crescimento intra uterino (aciu) - tema
Atraso do crescimento intra uterino (aciu) - temaAtraso do crescimento intra uterino (aciu) - tema
Atraso do crescimento intra uterino (aciu) - temaUEM - Faculity of Medicine
 
Pre natal de baixo risco parte 2 Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 2  Uesc MedicinaPre natal de baixo risco parte 2  Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 2 Uesc MedicinaAuro Gonçalves
 
Disturbios puerperais
Disturbios puerperaisDisturbios puerperais
Disturbios puerperaisHIAGO SANTOS
 
AMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃOAMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃOblogped1
 
Atenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana Paula
Atenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana PaulaAtenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana Paula
Atenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana PaulaProf Ana Paula Gonçalves
 
Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)
Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)
Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)Neto Pontes
 
Morbidade puerperal curto
Morbidade puerperal curtoMorbidade puerperal curto
Morbidade puerperal curtotvf
 
Teste do pezinho psmaa
Teste do pezinho psmaaTeste do pezinho psmaa
Teste do pezinho psmaazenifernandes
 
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesIntercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesJuan Figueiredo
 
Enfermagem ObstéTrica Parte 1
Enfermagem ObstéTrica Parte 1Enfermagem ObstéTrica Parte 1
Enfermagem ObstéTrica Parte 1guest692575
 
Pré natal-e-recém-nascido
Pré natal-e-recém-nascidoPré natal-e-recém-nascido
Pré natal-e-recém-nascidoAstra Veículos
 
Aleitamento Materno
Aleitamento Materno Aleitamento Materno
Aleitamento Materno blogped1
 
Assistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele Spindler
Assistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele SpindlerAssistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele Spindler
Assistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele SpindlerJesiele Spindler
 

Mais procurados (20)

Gravidez
GravidezGravidez
Gravidez
 
Alojamento conjunto e enfermagem
Alojamento conjunto e enfermagemAlojamento conjunto e enfermagem
Alojamento conjunto e enfermagem
 
Puericultura
PuericulturaPuericultura
Puericultura
 
Atraso do crescimento intra uterino (aciu) - tema
Atraso do crescimento intra uterino (aciu) - temaAtraso do crescimento intra uterino (aciu) - tema
Atraso do crescimento intra uterino (aciu) - tema
 
Desenvolvimento prénatal
Desenvolvimento prénatalDesenvolvimento prénatal
Desenvolvimento prénatal
 
Pre natal de baixo risco parte 2 Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 2  Uesc MedicinaPre natal de baixo risco parte 2  Uesc Medicina
Pre natal de baixo risco parte 2 Uesc Medicina
 
Disturbios puerperais
Disturbios puerperaisDisturbios puerperais
Disturbios puerperais
 
AMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃOAMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃO
 
Atenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana Paula
Atenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana PaulaAtenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana Paula
Atenção à Saúde da Puérpera Profa. Ana Paula
 
Amamentação selo unicef
Amamentação selo unicefAmamentação selo unicef
Amamentação selo unicef
 
Aula 8 _-_pos_parto
Aula 8 _-_pos_partoAula 8 _-_pos_parto
Aula 8 _-_pos_parto
 
Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)
Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)
Informações Básicas (Cuidados com o RN e Amamentação)
 
Puerpério
PuerpérioPuerpério
Puerpério
 
Morbidade puerperal curto
Morbidade puerperal curtoMorbidade puerperal curto
Morbidade puerperal curto
 
Teste do pezinho psmaa
Teste do pezinho psmaaTeste do pezinho psmaa
Teste do pezinho psmaa
 
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesIntercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
 
Enfermagem ObstéTrica Parte 1
Enfermagem ObstéTrica Parte 1Enfermagem ObstéTrica Parte 1
Enfermagem ObstéTrica Parte 1
 
Pré natal-e-recém-nascido
Pré natal-e-recém-nascidoPré natal-e-recém-nascido
Pré natal-e-recém-nascido
 
Aleitamento Materno
Aleitamento Materno Aleitamento Materno
Aleitamento Materno
 
Assistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele Spindler
Assistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele SpindlerAssistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele Spindler
Assistencia Enfermagem Neonatal - Enf Jesiele Spindler
 

Destaque (20)

Saude do idoso
Saude do idosoSaude do idoso
Saude do idoso
 
Kabat aula pratica cintura pelvica
Kabat   aula pratica cintura pelvicaKabat   aula pratica cintura pelvica
Kabat aula pratica cintura pelvica
 
Quebra de padroes
Quebra de padroesQuebra de padroes
Quebra de padroes
 
Coluna cervical
Coluna cervicalColuna cervical
Coluna cervical
 
Cotovelo
CotoveloCotovelo
Cotovelo
 
Shantala
ShantalaShantala
Shantala
 
Semiologia ortopedica exame
Semiologia ortopedica   exameSemiologia ortopedica   exame
Semiologia ortopedica exame
 
Postura
PosturaPostura
Postura
 
Aprendizado motor
Aprendizado motorAprendizado motor
Aprendizado motor
 
Atendimento domiciliar do idoso
Atendimento domiciliar do idosoAtendimento domiciliar do idoso
Atendimento domiciliar do idoso
 
Kabat introdução e conceito
Kabat   introdução e conceitoKabat   introdução e conceito
Kabat introdução e conceito
 
Kabat aula pratica cabeça e pescoço
Kabat   aula pratica cabeça e pescoçoKabat   aula pratica cabeça e pescoço
Kabat aula pratica cabeça e pescoço
 
Kabat aula pratica cintura escapular
Kabat   aula pratica cintura escapularKabat   aula pratica cintura escapular
Kabat aula pratica cintura escapular
 
Coluna lombar
Coluna lombarColuna lombar
Coluna lombar
 
Dnpm
DnpmDnpm
Dnpm
 
Ausculta cardiaca
Ausculta cardiacaAusculta cardiaca
Ausculta cardiaca
 
Quadril
QuadrilQuadril
Quadril
 
Fisioterapia no Volume Pulmonar Reduzido
Fisioterapia no Volume Pulmonar ReduzidoFisioterapia no Volume Pulmonar Reduzido
Fisioterapia no Volume Pulmonar Reduzido
 
Aula 6 Prescricao De Exercicio E Treinamento Fisico
Aula 6   Prescricao De Exercicio E Treinamento FisicoAula 6   Prescricao De Exercicio E Treinamento Fisico
Aula 6 Prescricao De Exercicio E Treinamento Fisico
 
Joelho
JoelhoJoelho
Joelho
 

Semelhante a Saúde da criança e do adolescente

NASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBP
NASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBPNASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBP
NASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBPProf. Marcus Renato de Carvalho
 
Cuidados ao RN no AC.pptx
Cuidados ao RN no AC.pptxCuidados ao RN no AC.pptx
Cuidados ao RN no AC.pptxAloisio Amaral
 
Cuidados DE ENFERMAGEM RECEM NASCIDO no AC.pptx
Cuidados DE ENFERMAGEM  RECEM NASCIDO no AC.pptxCuidados DE ENFERMAGEM  RECEM NASCIDO no AC.pptx
Cuidados DE ENFERMAGEM RECEM NASCIDO no AC.pptxMarcosRicardoLeite
 
Puericultura - Roteiro de Consulta
Puericultura - Roteiro de ConsultaPuericultura - Roteiro de Consulta
Puericultura - Roteiro de Consultablogped1
 
SAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA
SAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIASAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA
SAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIACentro Universitário Ages
 
3 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-2012
3 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-20123 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-2012
3 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-2012Denise Andrade
 
ALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptx
ALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptxALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptx
ALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptxFranciscoFlorencio6
 
Alimentacao Saudavel Criancas Ate 2 Anos
Alimentacao Saudavel Criancas Ate 2 AnosAlimentacao Saudavel Criancas Ate 2 Anos
Alimentacao Saudavel Criancas Ate 2 AnosV.X. Carmo
 
Saúde da criança e do adolescente.pptx
Saúde da criança e do adolescente.pptxSaúde da criança e do adolescente.pptx
Saúde da criança e do adolescente.pptxWellingtonTeixeira24
 
Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição
Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição
Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Apostila Saúde da Criança
Apostila Saúde da CriançaApostila Saúde da Criança
Apostila Saúde da CriançaCândida Mirna
 
Apostila2012 140409201855-phpapp02
Apostila2012 140409201855-phpapp02Apostila2012 140409201855-phpapp02
Apostila2012 140409201855-phpapp02Flavia Oliveira
 
Cuidados com o recém-nascido no pós-parto
Cuidados com o recém-nascido no pós-partoCuidados com o recém-nascido no pós-parto
Cuidados com o recém-nascido no pós-partoAmanda Thomé
 

Semelhante a Saúde da criança e do adolescente (20)

Triagem neonatal
Triagem neonatalTriagem neonatal
Triagem neonatal
 
NASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBP
NASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBPNASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBP
NASCER PREMATURO: Manual de Orientação aos Pais, Familiares e Cuidadores - SBP
 
Cuidados ao RN no AC.pptx
Cuidados ao RN no AC.pptxCuidados ao RN no AC.pptx
Cuidados ao RN no AC.pptx
 
Cuidados DE ENFERMAGEM RECEM NASCIDO no AC.pptx
Cuidados DE ENFERMAGEM  RECEM NASCIDO no AC.pptxCuidados DE ENFERMAGEM  RECEM NASCIDO no AC.pptx
Cuidados DE ENFERMAGEM RECEM NASCIDO no AC.pptx
 
Puericultura - Roteiro de Consulta
Puericultura - Roteiro de ConsultaPuericultura - Roteiro de Consulta
Puericultura - Roteiro de Consulta
 
O leite ideal para o recém-nascido pré-termo e a transição da sonda para o peito
O leite ideal para o recém-nascido pré-termo e a transição da sonda para o peitoO leite ideal para o recém-nascido pré-termo e a transição da sonda para o peito
O leite ideal para o recém-nascido pré-termo e a transição da sonda para o peito
 
SAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA
SAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIASAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA
SAÚDE DA CRIANÇA E A SAÚDE DA FAMÍLIA DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA
 
3 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-2012
3 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-20123 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-2012
3 protocolo-consulta-enfermagem-saude-da-crianca-versao-2012
 
O que não pode faltar na Primeira Visita Domiciliar ao Recém Nascido e à sua ...
O que não pode faltar na Primeira Visita Domiciliar ao Recém Nascido e à sua ...O que não pode faltar na Primeira Visita Domiciliar ao Recém Nascido e à sua ...
O que não pode faltar na Primeira Visita Domiciliar ao Recém Nascido e à sua ...
 
ALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptx
ALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptxALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptx
ALIMENTACAO.E.ALEITAMENTO.MATERNO.pptx
 
Alimentacao Saudavel Criancas Ate 2 Anos
Alimentacao Saudavel Criancas Ate 2 AnosAlimentacao Saudavel Criancas Ate 2 Anos
Alimentacao Saudavel Criancas Ate 2 Anos
 
Saúde da criança e do adolescente.pptx
Saúde da criança e do adolescente.pptxSaúde da criança e do adolescente.pptx
Saúde da criança e do adolescente.pptx
 
Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição
Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição
Sites de Aleitamento - critérios e resultados de avalição
 
Apostila Saúde da Criança
Apostila Saúde da CriançaApostila Saúde da Criança
Apostila Saúde da Criança
 
Apostila2012 140409201855-phpapp02
Apostila2012 140409201855-phpapp02Apostila2012 140409201855-phpapp02
Apostila2012 140409201855-phpapp02
 
Caderno de coco ped
Caderno de coco pedCaderno de coco ped
Caderno de coco ped
 
Cuidados com o recém-nascido no pós-parto
Cuidados com o recém-nascido no pós-partoCuidados com o recém-nascido no pós-parto
Cuidados com o recém-nascido no pós-parto
 
Caso Clinico NR pré-termo
Caso Clinico NR pré-termoCaso Clinico NR pré-termo
Caso Clinico NR pré-termo
 
Rede Cegonha SP
Rede Cegonha SPRede Cegonha SP
Rede Cegonha SP
 
Atresia do Esôfago
Atresia do Esôfago Atresia do Esôfago
Atresia do Esôfago
 

Mais de Natha Fisioterapia (20)

Semiologia ortopedica 0
Semiologia ortopedica 0Semiologia ortopedica 0
Semiologia ortopedica 0
 
Paralisia cerebral
Paralisia cerebralParalisia cerebral
Paralisia cerebral
 
Manuseios
ManuseiosManuseios
Manuseios
 
Fisio pediatria enfermidades-infano_juvenis
Fisio pediatria   enfermidades-infano_juvenisFisio pediatria   enfermidades-infano_juvenis
Fisio pediatria enfermidades-infano_juvenis
 
Avaliaçao neo
Avaliaçao neoAvaliaçao neo
Avaliaçao neo
 
Avaliacao fisica completa do neonato
Avaliacao fisica completa do neonatoAvaliacao fisica completa do neonato
Avaliacao fisica completa do neonato
 
Internação
InternaçãoInternação
Internação
 
Exercicios de fortalecimento em idosos
Exercicios de fortalecimento em idososExercicios de fortalecimento em idosos
Exercicios de fortalecimento em idosos
 
Estatudo do idoso
Estatudo do idosoEstatudo do idoso
Estatudo do idoso
 
Dor no idoso
Dor no idosoDor no idoso
Dor no idoso
 
Atendimento domiciliar ao idoso problema ou solucao
Atendimento domiciliar ao idoso  problema ou solucaoAtendimento domiciliar ao idoso  problema ou solucao
Atendimento domiciliar ao idoso problema ou solucao
 
Sarcopenia
SarcopeniaSarcopenia
Sarcopenia
 
Escoliose
EscolioseEscoliose
Escoliose
 
Complexo articular do ombro
Complexo articular do ombroComplexo articular do ombro
Complexo articular do ombro
 
Articulação têmporomandibular
Articulação têmporomandibularArticulação têmporomandibular
Articulação têmporomandibular
 
Ventiladores pulmonares
Ventiladores pulmonaresVentiladores pulmonares
Ventiladores pulmonares
 
Tep
TepTep
Tep
 
Regulacao.fisiol.respiracao
Regulacao.fisiol.respiracaoRegulacao.fisiol.respiracao
Regulacao.fisiol.respiracao
 
Postura de drenagem
Postura de drenagemPostura de drenagem
Postura de drenagem
 
Pneumotorax tbc
Pneumotorax   tbcPneumotorax   tbc
Pneumotorax tbc
 

Saúde da criança e do adolescente

  • 1. A FAMÍLIA E SEU CICLO VITAL FISIOTERAPIA PREVENTIVA E SAÚDE DA COMUNIDADE II
  • 2.
  • 3. A FAMÍLIA E SUAS NECESSIDADES BÁSICAS  A família é entendida como uma unidade epidemiológica, social e administrativa de trabalho.  As necessidades básicas da família estão relacionadas com o meio ambiente, a vida e a reprodução, alimentação, vestuário, habitação, educação, transporte, segurança, profissionalização, visão do mundo e saúde.  A consciência coletiva da família e da sociedade deve ser despertada para a relação tamanho da família/condições de vida para que crianças cresçam num ambiente sadio e com chance de ter educação e profissionalização para exercer alguma atividade especializada.
  • 5. CUIDANDO DO BEBÊ •A vida das crianças é profundamente influenciada por seu ambiente social, cultural, psicológico e físico.
  • 6. QUADRO COMPARATIVO ENTRE OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE INFANTIL NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS E EM DESENVOLVIMENTO PAÍSES EMPAÍSES EM DESENVOLVIMENTODESENVOLVIMENTO SANEAMENTO POBREZA ASSISTÊNCIA MÉDICA ALTA TAXA DE NATALIDADE DESNUTRIÇÃO INFECÇÃO DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11. QUADRO COMPARATIVO ENTRE OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE INFANTIL NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS E EM DESENVOLVIMENTO PAÍSESPAÍSES DESENVOLVIDOSDESENVOLVIDOS AUSÊNCIA DE COESÃO FAMILIAR DESIGUALDADE DE ACESSO CONSUMO EXCESSIVO ABUSO DE DROGAS REDUÇÃO DA MORBIMORTALIDADE POR ACIDENTE DISTÚRBIOS DO NEURODESENVOLVIMENTO TRANSTORNOS COMPORTAMENTAIS DOENÇAS CRÔNICAS
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15. A FAMÍLIA E SEU CICLO VITAL SAÚDE DA CRIANÇA ESAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTEDO ADOLESCENTE
  • 16. CUIDANDO DO BEBÊ  A VIDA DE UMA CRIANÇA NOS DOIS PRIMEIROS ANOS DE VIDA É DETERMINADA PELO AMBIENTE DOMÉSTICO.  A VIDA DA CRIANÇA PEQUENA É DETERMINADA PELA ESCOLA E AMIGOS.  O ADOLESCENTE É INFLUENCIADO PELOS AMIGOS E PELO MUNDO.
  • 17.
  • 18. CUIDANDO DO BEBÊ  O grande número de pais que trocam de parceiros e o aumento de famílias reconstruídas significam que as crianças têm de lidar com uma gama de relações novas e complexas com pais e irmãos.  Isto pode acarretar dificuldades emocionais, comportamentais, motoras e sociais.
  • 19. CUIDANDO DO BEBÊ  A POBREZA É UM DETERMINANTE FUNDAMENTAL DA SAÚDE E DO BEM-ESTAR DAS CRIANÇAS.
  • 20. E A CRIANÇA CRESCE...  LACTENTE: neonato: < 4 semanas lactente: < 1 ano  SEGUNDO ANO: entre 1 e 2 anos  PRÉ-ESCOLA: entre 1 e 4 anos  ESCOLAR: entre 5 e 9 anos  ADOLESCENTES: entre 10 e 19 anos.
  • 21.
  • 22. A OMS E O UNICEF ESTABELECERAM, EM 1989, OS 10 PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO MATERNO, QUE SÃO: 1. Toda unidade de saúde deve ter uma norma escrita sobre aleitamento, devendo ser transmitida a toda equipe de saúde; 2. Toda a equipe deve ser treinada e capacitada para utilizar essa norma; 3. Todas as gestantes devem ser informadas sobre as vantagens do aleitamento materno e como efetuá-lo; 4. Deve-se ajudar as mães a iniciar o aleitamento logo na primeira meia hora após o nascimento; 5. É importante ensinar as mães a amamentar e a manter a lactação; 6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento diferente do leite materno, a não ser por ordens médicas;
  • 23.
  • 24. A OMS E O UNICEF ESTABELECERAM, EM 1989, OS 10 PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO MATERNO, QUE SÃO: 7. Exigir o alojamento conjunto sempre que possível; 8. Amamentar sob o regime de livre demanda; 9. Evitar bicos artificiais e chupetas; 10. Encorajar grupos de apoio ao aleitamento.
  • 25. A OMS E O UNICEF ESTABELECERAM, EM 1989, OS 10 PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO MATERNO, QUE SÃO: OFEREÇA O PEITO ASSIM QUE PUDER, SE POSSÍVEL NA SALA DE PARTO.
  • 26. A AMAMENTAÇÃO PRECOCE:  FACILITA A SAÍDA DA PLACENTA;  EVITA HEMORRAGIAS;  ESTABELECE O VÍNCULO MÃE/FILHO.
  • 27.
  • 28.
  • 29. CERTIDÃO DE NASCIMENTO  ATENÇÃO!ATENÇÃO! É direito do recém-nascido ser registrado o quanto antes. A Certidão de Nascimento é um documento oficial obrigatório para se obterem os direitos de cidadania.
  • 30. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS: PAIS CASADOS:  Declaração de Nascido Vivo fornecida pelo hospital;  Certidão de casamento;  Duas testemunhas maiores de 21 anos de idade;  É necessário a presença do pai ou da mãe da criança.
  • 31. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS: PAIS NÃO CASADOS:  Declaração de Nascido Vivo fornecida pelo hospital;  Duas testemunhas maiores de 21 anos;  A filiação paterna somente poderá ser registrada se houver autorização escrita do pai ou se ele for o declarante;  Na certidão constará somente o nome da mãe, no caso de apenas ela ser a declarante e não ter a autorização do pai.
  • 32. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:  E se a criança não nascer em hospital? São necessárias também duas testemunhas que assistiram ao parto ou possam confirmar a gravidez.
  • 33. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:  E se os pais tiverem menos de 16 anos? É necessária a presença dos avós ou um responsável maior de 21 anos.
  • 34. O QUE UM BEBÊ NECESSITA? AMORAMOR CARINHOCARINHO TRANQUILIDADETRANQUILIDADELEITE MATERNOLEITE MATERNO HIGIENEHIGIENE VACINASVACINAS AQUECIMENTOAQUECIMENTO ESTIMULAÇÃOESTIMULAÇÃO CONTROLECONTROLE PEDIÁTRICOPEDIÁTRICO ATENÇÃO: NÃO SE ESQUEÇA DO TESTE DO PEZINHO!ATENÇÃO: NÃO SE ESQUEÇA DO TESTE DO PEZINHO!
  • 35. TESTE DO PEZINHO • HIPOTIROIDISMO • HIPERPLASIA ADRENAL • FENILCETONÚRIA • AMINOACIDOPATIAS • FIBROSE CÍSTICA • GALACTOSEMIA
  • 36.
  • 37.
  • 38. PREVALÊNCIAPREVALÊNCIA Para cada 20.000 nascidos vivos:  1 fenilcetonúria;  6 hipotireoidismo;  2 anemia falciforme;  5 fibrose cística.
  • 39. HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITOHIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO  Falta total ou parcial de hormônios;  Geralmente não é de causa hereditária;  Tratamento.
  • 40. FIBROSE CÍSTICAFIBROSE CÍSTICA  Mucoviscidose;  Autossômica Recessiva;
  • 41. HEMOGLOBINOPATIASHEMOGLOBINOPATIAS  Problema na formação da Hb;  Anemia falciforme.
  • 42.  Hb diferente = Hb S;  Hb S, forma de foice após a liberação do O2. ANEMIA FALCIFORMEANEMIA FALCIFORME
  • 43.
  • 44.
  • 45. ANEMIA FALCIFORMEANEMIA FALCIFORME  População negra e seus descendentes;  Também em brancos;  Autossômica recessiva.
  • 46. QUANDO EFETUAR A COLETA DOQUANDO EFETUAR A COLETA DO SANGUE?SANGUE?  Tempo ideal = 48 hs;  Sempre = alta hospitalar;  Alta < 48 horas.
  • 47. LOCAL DE PUNÇÃO PARA A COLETA DOLOCAL DE PUNÇÃO PARA A COLETA DO SANGUESANGUE
  • 48. MATERIAL UTILIZADO PARA A COLETAMATERIAL UTILIZADO PARA A COLETA DO SANGUEDO SANGUE
  • 49. MATERIAL FORNECIDO PELAMATERIAL FORNECIDO PELA FEPE - SRTNFEPE - SRTN
  • 50. TESTE DO PEZINHOTESTE DO PEZINHO TÉCNICA DE COLETATÉCNICA DE COLETA I - PREENCHIMENTO DA FICHA
  • 51.
  • 52.
  • 54. MÁS COLETASMÁS COLETAS SUPER SATURADA HEMÓLISE
  • 57. HISTÓRICO da FENILCETONÚRIAHISTÓRICO da FENILCETONÚRIA  Inicialmente estudada por Fölling;  Jervis em 1947, inabilidade de converter fenilalanina em tirosina;  Em 1953, Bickel et al., observaram que uma dieta pobre em fenilalanina, pode prevenir o retardo mental;  No Brasil, programa foi iniciado em São Paulo, no ano de 1976 pelo médico Benjamin Schmit.
  • 58. METABOLISMO DA FENILALANINAMETABOLISMO DA FENILALANINA  Fenilcetonúrico tem dificuldade para metabolizar a fenilalanina, este aminoácido acaba acumulando-se no sangue e em todo o corpo.  Como a fenilalanina não se transforma, acaba ocorrendo falta de tirosina e de neurotransmissores. O excesso de fenilalanina e a falta de tirosina e neurotransmissores podem causar deficiência mental.
  • 60.  Um dos pais é FENILCETONÚRICO (tem os dois genes alterados) e o outro é PORTADOR (não tem a doença, mas carrega um gene alterado): a cada gestação o bebê terá 50% de chance de nascer FENILCETONÚRICO e 50% de chance de nascer PORTADOR (sem fenilcetonúria, mas carregando um gene alterado). Fonte: www.pkup.com.br
  • 61.  Um dos pais é FENILCETONÚRICO (tem os dois genes alterados) e o outro é NORMAL (não tem a doença e não carrega gene alterado): todos os filhos nascerão PORTADORES (sem fenilcetonúria, mas carregando um gene alterado). Fonte: www.pkup.com.br
  • 62.  Pai e mãe são FENILCETONÚRICOS (têm os dois genes alterados): todos os filhos nascerão FENILCETONÚRICOS. Fonte: www.pkup.com.br
  • 63. FENILCETONÚRIA MATERNAFENILCETONÚRIA MATERNA  A fenilcetonúria materna é uma aminoacidopatia caracterizada por níveis elevados de fenilalanina plasmática na gestante.  Pode provocar anormalidades graves no desenvolvimento do feto.  A fenilalanina materna atravessa a barreira placentária, atingindo níveis no sangue do feto de até 1,2 a 1,9 vezes mais elevados que no sangue materno.  Dosagens de fenilalanina frequentes.  Planejamento da gravidez.
  • 64. FENILCETONÚRIA MATERNAFENILCETONÚRIA MATERNA (cont.)(cont.)  Segundo Lenke e Levy  Retardo mental em 92% dos RN de mães com PKU clássica.  73% demonstraram microcefalia.  12% malformações cardíacas congênitas  40% baixo peso ao nascer (<2.500 g).  24% das gestações ocorrem abortos espontâneos  Retardo mental em 21% dos RN de mães com PKU transitória.
  • 65. FISIOPATOLOGIAFISIOPATOLOGIA  A hiperfenilalaninemia é acompanhada por uma redução dos níveis cerebrais da tirosina, causando distúrbio no sistema de síntese protéica (Hommes, 1989) e alterações no processo de mielinização (Berger et al., 1980);  A redução de mielina tem sido amplamente documentada em pacientes fenilcetonúricos não-tratados.
  • 66. QUADRO CLINÍCOQUADRO CLINÍCO  Tanto o defeito da enzima, quanto o defeito em seu co- fator, promoverão aumento da FAL e seus metabólitos no sangue e tecidos, levando aos principais sinais e sintomas da doença que podem se manifestar em maior ou menor intensidade.
  • 67. SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇASINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA  Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor,  hiperatividade,  convulsões,  alterações cutâneas como eczema,  comportamento agressivo (auto e heteroagressão) ou tipo autista,  tremores,  microcefalia,  descalcificação de ossos longos,  retardo de crescimento,  odor característico na urina e suor.
  • 68. SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇASINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA (cont.)(cont.)  Pacientes adultos que não fazem restrição dietética de FAL, apresentam alguns sintomas psiquiátricos, não relacionados com o controle dos níveis de FAL.  O QI e as medidas de funções executivas, que representam características cognitivas, apresentam correlação com o controle metabólico.
  • 69. DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO  O diagnóstico deve ser preferencialmente realizado no período neonatal, antes do aparecimento dos sintomas, já que a lesão neurológica é irreversível.
  • 70. TRATAMENTOTRATAMENTO  O tratamento da fenilcetonúria é por toda a vida;  Consiste em uma dieta, que ofereça alimentos com baixo teor de fenilalanina.  Frutas, vegetais e outros alimentos com baixo teor de proteína são mantidos;  Proteínas naturais contém de 2,4% a 9% de fenilalanina
  • 71. ALIMENTOS PROIBIDOS E PERMITIDOSALIMENTOS PROIBIDOS E PERMITIDOS
  • 73.
  • 74. TESTE DO PEZINHO,TESTE DO PEZINHO, GRATUITO, MAS OBRIGATÓRIOGRATUITO, MAS OBRIGATÓRIO.
  • 75.
  • 76. O QUE FAZ O BEBÊ CHORAR?  FOME;  FRIO;  CALOR;  FRALDAS SUJAS;  NECESSIDADE DE ACONCHEGO;  NECESSIDADE DE MOVIMENTO;  CÓLICAS;  DOENÇAS (Como obstrução nasal, dor de ouvido, etc.).
  • 77. PREVENÇÃO DE ACIDENTES  AS CRIANÇAS SÃO VÍTIMAS CONSTANTES DE ACIDENTES NO DOMICÍLIO E O RISCO AUMENTA QUANDO ELA ADQUIRE A CAPACIDADE DE ENGATINHAR.  COM O OBJETIVO DE PREVENIR ACIDENTES, TODOS OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DEVEM ORIENTAR PAIS E ACOMPANHANTES, DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA DAS CRIANÇAS.
  • 78. PREVENÇÃO DE ACIDENTES A Sociedade Brasileira de Pediatria –SBP recomenda atenção aos seguintes riscos: Até os 6 meses:  Queimaduras 1. Cuidado com a temperatura da água do banho; 2. Não descuide da temperatura dos líquidos que der ao seu bebê; 3. Não cozinhe, mexa no fogão ou carregue coisas quentes com o bebê ao colo; 4. Cuidado com o ferro de passar roupas.
  • 79. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – Até 6 meses.  QUEDAS: 1. Não deixe o bebê sozinho em camas, sofás, etc. Prefira berços e cercadinhos seguros.  BRINQUEDOS: 1. Devem ser grandes o bastante para não serem engolidos, resistentes, sem quinas e pintados com tinta atóxica.
  • 80. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – Até 6 meses.  OBJETOS PEQUENOS: 1. Mantenha alfinetes, moedas, botões, etc., longe do alcance das crianças.  TRANSPORTE EM AUTOMÓVEIS: 1. O bebê deve ser transportado no banco de trás do veículo, em cadeira de transporte de acordo com a idade.
  • 81. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – Até 6 meses.  SUFOCAMENTO (ASFIXIA): 1. Sacos plásticos, travesseiros, cobertores, talcos e qualquer outra coisa que possa ser engolida, aspirada ou se enrolar no rosto do bebê não devem ficar próximos a ele; 2. Cuidado com bolas de soprar (balões) e prefira deixar o bebê deitado sempre de lado.
  • 82. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 7 a 12 meses. Agora os lactentes já engatinham, ficam de pé, andam e colocam tudo na boca.  AFOGAMENTO: 1. Não deixe o bebê sozinho na banheira ou brincando próximo a um balde.  BRINQUEDOS: 1. Devem ser grandes para não serem engolidos, não terem partes soltas e nem arestas.
  • 83.
  • 84. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 7 a 12 meses.  QUEIMADURAS: 1. Cuidado com a cozinha e com a tábua de passar roupas; 2. Atenção à temperatura da água do banho.  ELETRICIDADE: 1. Use protetores nas tomadas.
  • 85.
  • 86. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 7 a 12 meses.  MEDICAMENTOS: 1. Remédios e venenos devem ficar fora do alcance das crianças; 2. Cuidado com a dose certa dos medicamentos; 3. Não dê remédios no escuro, sonolenta ou sem óculos (se você os usa) porque você pode errar a dose ou o medicamento.
  • 87. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 7 a 12 meses.  ESTRANGULAMENTO: 1. Não use cordões de chupeta ou enfeite em volta do pescoço da criança; 2. Não dê ao bebê alimentos duros ou em pedaços grandes (cuidado com balas, carnes, pedaços de frutas, etc.).
  • 88. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 7 a 12 meses.  QUEDAS: 1. Use portas nas escadas; 2. Cuidado com a altura da grade do berço; 3. Atenção com “andadores”.  AUTOMÓVEIS: 1. Crianças devem ser transportadas no banco de trás e em cadeiras apropriadas.
  • 89.
  • 90. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 1 a 2 anos. Estas crianças gostam de escalar, abrem portas e gavetas e adoram brincar com água.  QUEIMADURAS E CHOQUES ELÉTRICOS: 1. A cozinha continua sendo lugar perigoso; não deixe os cabos das panelas para fora e cuidado com o forno; 2. Atenção para fósforos e tomadas elétricas.
  • 91. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 1 a 2 anos.  QUEDAS E CORTES: 1. Portas para escadas, rua ou lugares perigosos devem ser bem trancadas; 2. Use tapetes antiderrapantes; 3. Coloque grades nas janelas.  AFOGAMENTO: 1. Não deixe seu filho sozinho na banheira. Cuidado com piscinas, rios, praias, lagos, etc.
  • 92. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 1 a 2 anos.  SUFOCAMENTO: 1. Brinquedos devem ser inquebráveis e não ter partes pequenas. Cuidado com alimentos como pipocas, bala e goma de mascar. Cuidado com balões.
  • 93. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 1 a 2 anos.  AUTOMÓVEIS E TRÁFEGO: 1. Não permita que as crianças brinquem na rua, pois elas são imprevisíveis; 2. Atravesse as ruas com as crianças bem seguras pela mão; 3. Use cadeiras apropriadas para transportar as crianças nos automóveis; 4. Cuidado com as crianças nos velocípedes.
  • 94. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 2 a 3 anos.  ACIDENTES EM JOGOS: 1. Cuidado com brinquedos dos playgrounds; 2. Supervisione os jogos infantis.  AFOGAMENTO: 1. Nunca deixe a criança sozinha na banheira; 2. Nas brincadeiras aquáticas use sempre bóias; 3. Cuidado com piscinas, rios, lagos, etc.
  • 95. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 2 a 3 anos.  QUEIMADURAS: 1. Cuidado com o fogão; 2. Não deixe panelas com o cabo para fora; 3. Não cozinhe com a criança no colo; 4. Cuidado com alimentos quentes.
  • 96. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – De 2 a 3 anos.  TRAUMA: 1. Grandes facas e tesouras devem ficar longe das crianças; 2. Use grades nas janelas.  ENVENENAMENTOS: 1. Cuidado com remédios e produtos de limpeza e venenos. Não os troque de embalagem.
  • 97. PREVENÇÃO DE ACIDENTES – Todas as idades. Observe o dia-a-dia de sua criança e os ambientes que ela frequenta. Existem riscos especiais em cada lugar.  Cuidado com atropelamentos;  Não tenha armas de fogo.
  • 98. Os tipos de acidente que uma criança pode sofrer dependem:  Tipo de casa;  Nível socioeconômico;  Das pessoas que lidam com criança;  Trajeto para a escola.
  • 99. CUIDADOS ESPECIAISCUIDADOS ESPECIAIS  Nunca diga que remédio é bala ou doce!  Não dê bebidas alcoólicas a crianças.  Não mude as embalagens dos produtos!  Não guarde remédios com datas vencidas! ATENÇÃO:ATENÇÃO: todos os acidentes podem ser prevenidos.
  • 100. CONSULTA PEDIÁTRICA SÃO IMPORTANTES FUNÇÕES DA CONSULTA PEDIÁTRICA:  Vigilância do crescimento e desenvolvimento;  Orientação alimentar;  Prevenção de doenças imunopreveníveis;  Atenção psicossocial e pedagógica;  Prevenção de acidentes;  Cuidados com a audição e a visão;  Conquistar a confiança e a colaboração da família.
  • 101. ROTEIRO PARA A CONSULTA  Anamnese;  Exame físico;  Hipóteses diagnósticas;  Exames complementares;  Diagnósticos: nutricional, desenvolvimento e imunizações;  Diagnóstico nosológico;  Terapêutica;  Prognóstico;  Orientações: vacinas, alimentação, prevenção de acidentes, intoxicações, etc.
  • 102. AÇÕES  Puericultura;  Consulta pediátrica: infecção respiratória aguda – IRA; doença diarréica.  Vacinação.  Triagem neonatal.  Baixo peso: SISVAN.  Prevenção de acidentes e violência.
  • 103. AÇÕES DE SAÚDE DA CRIANÇA  VIGILÂNCIA NUTRICIONAL: 1. Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento; 2. Promoção do aleitamento materno; 3. Realização ou referência para exames laboratoriais; 4. Combate às carências nutricionais; 5. Implantação e alimentação regular do SISVAN
  • 104. AÇÕES DE SAÚDE DA CRIANÇA  IMUNIZAÇÕES 1. Realização do esquema vacinal básico de rotina; 2. Realização de campanhas e intensificação; 3. Alimentação e acompanhamento do sistema de informação.
  • 105. AÇÕES DE SAÚDE DA CRIANÇA  ASSISTÊNCIA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA: 1. Assistência às IRA em menores de 5 anos; 2. Assistência às doenças diarréicas em crianças menores de 5 anos; 3. Assistência a outras doenças prevalentes; 4. Atividades educativas de promoção da saúde e prevenção das doenças; 5. Garantia de acesso à referência hospitalar e ambulatorial especializada, quando necessário; 6. Realização ou referência para exames laboratoriais.