ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS
ALMIRANTE TAMANDARÉ

PROFETAS
MENORES

Prof. Ms. Natalino das Neves
Século VIII Século VII a. C. Século VI-V
a.C.
a. C.

Oseias
Amós
Miqueias

Naum
Habacuque
Sofonias

Data
incerta

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SÉCULO VII - CONTEXTO
CITAÇÕES SOBRE OS ASSÍRIOS

“Muitos prisioneiros queimei a fogo, muitos capturei
vivos: a uns amputei as mãos e os dedos, ...
CITAÇÕES SOBRE OS ASSÍRIOS
“[...] E, mesmo quando a realeza é representada em
pleno descanso, não há como não perceber os
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SÉCULO VII - CONTEXTO
•

A “habitação de Deus” havia sido ultrajada: o culto a
Iahweh foi completamente abandonado ou dist...
PROFETAS MENORES DO
SÉCULO VII

NAUM, HABACUQUE E SOFONIAS
PROFETA NAUM
TEMA

Sugestão de tema para o livro:

“A HISTÓRIA PERTENCE A JAVÉ”
(ROSSI, 2007)

.
VERSÍCULOS-CHAVE
“Iahweh é lento para a ira, mas grande em poder. Mas a
nada deixa Iahweh impune. Na tormenta e na
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PROPÓSITO

O livro de Naum tem, basicamente, um duplo
propósito:
1. Profetizar sobre o julgamento de Nínive
mediante a pro...
ESTRUTURA DO LIVRO
TEXTO

Capítulo
1:1-2:1

Capítulo
2:2-3:19

TEMAS
Deus age na história:
• Abertura do livro (1:1)
• O s...
CONTEXTO
• A cidade de Nínive foi destruída em 612 A.C., graças
aos esforços combinados dos medos, babilônios e
citas. Mas...
CONTEXTO

• Foi nos dias do rei Manassés que o poder assírio
começou a declinar.
• Faraó Neco, temendo a Babilônia, que ca...
PROFETA NAUM
• Naum é uma abreviatura de Neemias e
significa “Consolado por Iahweh”.
• No
livro
do
Jonas,
Deus
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O poder opressor em queda
(2:2-3:7)
• Aquele

que
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atemorizado. Teme a derrota e a humilhação.

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O poder opressor em queda
(2:2-3:7)
• A cidade considerada indestrutível se vê vazia,
solitária, arruinada e pobre.
• Naum...
Nenhum império é indestrutível
(3:8-17)
• Tebas,
cidade
egípcia,
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considerada
indestrutível (cercada de rios), entretan...
Os oprimidos celebram a queda dos
opressores (3:18-19)
• Enquanto o rei cochila , os oprimidos preparam a
festa (3:18-19)....
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• O profeta possui uma ótima intuição: reino que se
baseia na opressão não pode ser duradouro.
• Mana...
CONSIDERAÇÕES FINAIS

• Potências mundiais que fazem uso de práticas
déspotas e opressoras podem se constituir como
inimig...
PROFETA HABACUQUE
TEMA

Sugestão de tema para o livro:

“DEUS ESTÁ NO CONTROLE DA HISTÓRIA

APESAR DO APARENTE TRIUNFO DOS
OPRESSORES”.
VERSÍCULOS-CHAVE
“O justo viverá por sua fé/fidelidade”

(Hb 2:4*)

“Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó
SENHOR, ...
CONTEXTO
• Versão durante o reinado de Jeoaquim:
• Por volta de 625 a.C. o império babilônico estava em
ascendência, ganha...
ESTRUTURA DO LIVRO
TEXTO

Capítulo
1:1-1:11

Capítulo
1:12-2:20

Capítulo
3:1-19

TEMAS
A aparente impiedade sem punição e...
PROFETA HABACUQUE
• Os poucos judeus que haviam sido deixados em
Judá acabaram sendo deportados para a
Babilônia, em 597 e...
A aparente punição excessiva e a
resposta de Iahweh (1:12-2:20)
• A passagem de 2:6b-20 é o pronunciamento de cinco
“ais”,...
O salmo de Habacuque (3:1-19)

• A resposta do profeta é uma oração (salmo):
• V. 2-4: glorifica a Deus por sua pessoa;
• ...
CONSIDERAÇÕES FINAIS

• Deus utiliza uma nação inimiga como vara de castigo
para o povo de Judá.
• Entretanto, ela também ...
PROFETA SOFONIAS
TEMA

Sugestão de tema para o livro:

“A SALVAÇÃO VEM DOS POBRES”
(BALANCIN; STORNIOLLO, 2011).
VERSÍCULO-CHAVE

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pondes por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai...
O PROTAGONISTA

• Sofonias = “Javé Escondeu” – Apelido?
• Era tataraneto de Ezequias (1:1).

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PROFETA SOFONIAS
• Sofonias é um dos profetas do AT mais
desconhecido (1 citação no NT – Mt 13:41).
• Período provável de ...
PROFETA SOFONIAS
• Adesão crescente de práticas e costumes
estrangeiros e pagãos.
• Manasses
(698
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PROFETA SOFONIAS
• Amon foi substituído por Josias, que teve
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disputavam o poder:
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CONTEXTO
• Sofonias se coloca como porta voz do “povo da terra”.
Segundo Balancin e Storniollo (2011, p. 10):
“[...] ele c...
ESTRUTURA DO LIVRO
TEXTO

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TEMAS
Iahweh desmascara a corrupção:
• A co...
A amplitude do julgamento (2:4-3:8)
NORTE
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OESTE
Filisteus
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Jerusalém
(3:1-8)
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A amplitude do julgamento (2:4-3:8)
• Filisteus (2:4-7): originários da ilha de Creta, sempre
foram tradicionais inimigos ...
A amplitude do julgamento (2:4-3:8)
• Jerusalém, a corrupta ( 3:1-8): recebe o ápice da
crítica profética – capital rebeld...
O remanescente preservado(3:11-13)
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(política)

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
• O livro de Sofonias nos traz um desafio á nossa
visão sobre a história, muitas vezes, ingênua.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

“A história da humanidade espera, com paciência, o
triunfo do homem humilhado”

(R. Tagore, Pássaros...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAKER, David W.; ALEXANDER, T. Desmond; STURZ,
Richard J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habac...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RENDTORFF, Rolf. Antigo Testamento: uma introdução.
Santo André-SP: Academia Cristã, 2009.
ROSS...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SHREINER, J. Palavra e mensagem
Testamento. São Paulo: Teológica, 2004.

do

Antigo

SICRE, Jos...
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Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves
Na 6ª Escola Bíblica de Obreiros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Almirante Tamandaré, presidida pelo Pr. Samuel Moreira - 29 a 31 de janeiro de 2014.

Veja também as partes 1 e 3 também, para concluir os estudos.

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Profetas menores parte 2 natalino das neves

  1. 1. ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS ALMIRANTE TAMANDARÉ PROFETAS MENORES Prof. Ms. Natalino das Neves
  2. 2. Século VIII Século VII a. C. Século VI-V a.C. a. C. Oseias Amós Miqueias Naum Habacuque Sofonias Data incerta Joel Jonas Obadias Ageu Zacarias Malaquias Fonte: ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 429430).
  3. 3. SÉCULO VII - CONTEXTO
  4. 4. CITAÇÕES SOBRE OS ASSÍRIOS “Muitos prisioneiros queimei a fogo, muitos capturei vivos: a uns amputei as mãos e os dedos, a outros cortei o nariz e as orelhas, a muitos vazei os olhos. Fiz um montão de vivos e um montão de cabeças; até as cabeças enfiadas em paus em torno da cidade. Queimei seus filhos e filhas no fogo. Destruí, devastei a cidade, queimei-a no fogo e a arrasei completamente”. (ANAIS DE UM DOS REIS ASSÍRIOS)
  5. 5. CITAÇÕES SOBRE OS ASSÍRIOS “[...] E, mesmo quando a realeza é representada em pleno descanso, não há como não perceber os requintes de crueldade presentes: numa dessas cenas, o rei Assurbanipal está descansando num jardim acompanhado pela rainha. Aí bebem e escutam música. E a poucos passos do rei, que estava sentado embaixo de uma parreira, podia ser observada, presa a uma árvore, a cabeça de Teuman, vencido na última expedição contra Elam”. (ROSSI, 2007, p.12)
  6. 6. SÉCULO VII - CONTEXTO • A “habitação de Deus” havia sido ultrajada: o culto a Iahweh foi completamente abandonado ou distorcido: • Cultos a Baal: prática favorecida por Manassés e mantida por seu filho Amon. • Culto aos astros: influência política e religiosa da Assíria. • Culto à Melcom/Moloc: divindade amonitas, à qual era oferecidos sacrifícios humanos. Ver exemplo de Manassés (2Rs 21:6). • Reforma temporária implementada pelo rei Josias. • Surgimento da nova potência mundial: os babilônicos, que derrotam o poderoso Império Assírio e seu aliado, o Egito.
  7. 7. PROFETAS MENORES DO SÉCULO VII NAUM, HABACUQUE E SOFONIAS
  8. 8. PROFETA NAUM
  9. 9. TEMA Sugestão de tema para o livro: “A HISTÓRIA PERTENCE A JAVÉ” (ROSSI, 2007) .
  10. 10. VERSÍCULOS-CHAVE “Iahweh é lento para a ira, mas grande em poder. Mas a nada deixa Iahweh impune. Na tormenta e na tempestade é o seu caminho, a nuvem é a poeira de seus pés”. (1:3) “Que meditais sobre Iahweh? É ele que reduz ao nada; a opressão não se levanta duas vezes”. (1:9) “Mas agora eu quebrarei o seu jugo, que pesa sobre ti, e romperei as tuas cadeias”. (1:13)
  11. 11. PROPÓSITO O livro de Naum tem, basicamente, um duplo propósito: 1. Profetizar sobre o julgamento de Nínive mediante a providência vingadora de Deus; e 2. Poderoso alento consolador à nação de Judá, que seria libertada da opressão assíria.
  12. 12. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO Capítulo 1:1-2:1 Capítulo 2:2-3:19 TEMAS Deus age na história: • Abertura do livro (1:1) • O senhorio de Deus sobre a história (1:2-8) • Deus está atento às tramas dos opressores (1:9-2:1) A ruina do opressor e a celebração dos oprimidos: • O poder opressor em queda (2:2-3:7) • Nenhum império é indestrutível (3:8-17) • Os oprimidos celebram a queda dos opressores (3:18-19)
  13. 13. CONTEXTO • A cidade de Nínive foi destruída em 612 A.C., graças aos esforços combinados dos medos, babilônios e citas. Mas só caiu por causa das brechas feitas em suas muralhas defensivas pelas águas de enchente (Na 2:6-8). • Naum descreveu vívida e profeticamente a queda da cidade. • No auge de sua prosperidade era cercada por uma muralha interior cuja circunferência era de cerca de doze quilômetros. • Sua população era de 175.000 pessoas.
  14. 14. CONTEXTO • Foi nos dias do rei Manassés que o poder assírio começou a declinar. • Faraó Neco, temendo a Babilônia, que cada vez mais avultava em potência, aliou-se à Assíria e obteve por consentimento, o controle de Judá e da Síria. • Entretanto, os babilônios gradualmente obtiveram o predomínio, culminando com a derrota sobre os egípcios e assírios.
  15. 15. PROFETA NAUM • Naum é uma abreviatura de Neemias e significa “Consolado por Iahweh”. • No livro do Jonas, Deus revela a sua longanimidade com o povo Nínive, entretanto em Naum, Deus revela sua ira sobre as práticas opressoras e desumanas. • Naum nos fala sobre o poder de Deus sobre a natureza e os seres humanos e que libertaria a nação de Judá (1:13).
  16. 16. O poder opressor em queda (2:2-3:7) • Aquele que atemorizava, agora atemorizado. Teme a derrota e a humilhação. está • Rica descrição da cena: • Escudos cobertos de bronze e cobre pareciam vermelhos. • Carros de guerra ornamentados. • Armas do soldado contra o sol reluziam como fogo. • Alguns soldados da época pintavam o corpo em branco e vermelho. • Pânico geral: • Chefes militares tropeçam por causa da pressa (v. 6). • Rainha e suas escravas seguem cativas para o exílio (v. 8). • Confusão na hora da fuga (v. 9-10)
  17. 17. O poder opressor em queda (2:2-3:7) • A cidade considerada indestrutível se vê vazia, solitária, arruinada e pobre. • Naum descreve a marca de medo e terror dos temidos assírios: • Coração definha; • Joelhos vacilam; • Rins – calafrios; • Face perde cor.
  18. 18. Nenhum império é indestrutível (3:8-17) • Tebas, cidade egípcia, era considerada indestrutível (cercada de rios), entretanto, foi destruída pelos assírios em 668 a.C. • Da mesma forma que Assíria destruiu Tebas, também seria destruída. • O exército considerado indestrutível é comparado à falta de destreza das mulheres para a guerra (v. 1215) – comparar com Is 19:16 e Jr 51:30. • Os exploradores e fontes de exploração econômica são implodidos (comerciantes, exército e funcionários da corte).
  19. 19. Os oprimidos celebram a queda dos opressores (3:18-19) • Enquanto o rei cochila , os oprimidos preparam a festa (3:18-19). • Iahweh não cochila, intervém na história para a alegria dos fracos e oprimidos. • Para os assírios não há esperança de cura, cai para nunca mais se levantar. • A derrota do grande opressor é saudada com grande festa pelos oprimidos. • Alegria e alívio das vítimas do tirano opressor.
  20. 20. CONSIDERAÇÕES FINAIS • O profeta possui uma ótima intuição: reino que se baseia na opressão não pode ser duradouro. • Manassés, exemplo de líderes que fazem alianças para tirar proveito, em detrimento da exploração dos mais fracos. • O livro de Naum exalta o caráter de Deus, sua santidade e o exercício da justiça. • Deus é apresentado como aquele que age por meio da história e se faz presente entre os humanos. • Deus, em seu amor, é paciente, mas também estabelece limites para a tolerância.
  21. 21. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Potências mundiais que fazem uso de práticas déspotas e opressoras podem se constituir como inimigas de Deus. • As razões do julgamento de Nínive traz para nosso dias uma séria reflexão sobre o comportamento dos seres humanos alo longo do tempo, principalmente, para nossos dias. • A opressão tem um tempo para acabar. Deus está de olho!
  22. 22. PROFETA HABACUQUE
  23. 23. TEMA Sugestão de tema para o livro: “DEUS ESTÁ NO CONTROLE DA HISTÓRIA APESAR DO APARENTE TRIUNFO DOS OPRESSORES”.
  24. 24. VERSÍCULOS-CHAVE “O justo viverá por sua fé/fidelidade” (Hb 2:4*) “Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na tua ira lembra-te da misericórdia” (Hb 3:2) *Citações: Rm 1:17; Gl 3:11 e Hb 10:38-39
  25. 25. CONTEXTO • Versão durante o reinado de Jeoaquim: • Por volta de 625 a.C. o império babilônico estava em ascendência, ganhando mais força em 612 a.C. com a destruição dos Assírios. • Chega ao apogeu em 605 a.C. com a derrota da última grande força inimiga, os egípcios, na batalha de Carquêmis (Faraó Neco), e parte em direção à Judá (reinado de Jeoaquim). • Versão de Habacuque no exílio (455 e 445 A.C.): • Pérsia se apresenta como inimigo como potência para derrotar a Babilônia. • Justiça divina sobre o império brutal e opressor de Israel.
  26. 26. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO Capítulo 1:1-1:11 Capítulo 1:12-2:20 Capítulo 3:1-19 TEMAS A aparente impiedade sem punição e a resposta de Iahweh: • O aparente silêncio de Deus, apesar da iniquidade de Israel (1:2-4). • Deus responde que uma nação inimiga julgará Israel (1:511). A aparente punição excessiva e a resposta de Iahweh: • A crueldade dos caldeus e o silêncio de Deus (1:12-2:1) • Deus responde que Israel será salvo e a Babilônia destruída (2:2-20) O salmo de Habacuque: • A teofania do poder (3:2-15) • A persistência da fé (3:16-19)
  27. 27. PROFETA HABACUQUE • Os poucos judeus que haviam sido deixados em Judá acabaram sendo deportados para a Babilônia, em 597 e 598 A. C. • A terra fica vazia de hebreus é reocupada por estrangeiros. • O trecho de Habacuque 1:2-4 descreve a depravação que se instalara ali. • Entretanto, como Deus poderia fazer da Babilônia, exemplo máximo de corrupção, como instrumento para punição de Judá. E os inocentes?
  28. 28. A aparente punição excessiva e a resposta de Iahweh (1:12-2:20) • A passagem de 2:6b-20 é o pronunciamento de cinco “ais”, zombando da desgraça da poderosa Babilônia: • 1º “AI” (6-8): contra aqueles que adquirem bens desonestamente (bens de outros, extorsão/dívidas, saques); • 2º “AI” (9-11): contra aqueles que exploram para benefício pessoal como para o engrandecimento nacional e dinástico; • 3º “AI” (12-14): contra aqueles que promovem a violência. Riquezas oriundas de sangue inocente derramado. Ver Jr 51:58. V. 14 – escatológico? Ver Is 11:9; • 4º “AI” (15-17): contra os depravados que promovem a bebedeira e a exploração sexual. V.17: crimes ecológicos; • 5º “AI” (18-20): contra aqueles que praticavam a idolatria pagã. Imagens esculpidas em madeira ou pedra, outras em metal.
  29. 29. O salmo de Habacuque (3:1-19) • A resposta do profeta é uma oração (salmo): • V. 2-4: glorifica a Deus por sua pessoa; • V. 3-15: glorifica a Deus por seus atos na criação e presença poderosa na história; • V. 16-19: a experiência da presença de Iahweh conduz a uma das mais profundas declarações de fé.
  30. 30. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Deus utiliza uma nação inimiga como vara de castigo para o povo de Judá. • Entretanto, ela também iria experimentar a humilhação na mesma medida aplicada sobre Judá. • Por fim, a experiência do profeta com Deus, resulta em uma das mais sublimes declarações de fé da Bíblia. • O livro nos adverte a confiar em Deus, mesmo nas situações mais adversas incompreensíveis de opressão.
  31. 31. PROFETA SOFONIAS
  32. 32. TEMA Sugestão de tema para o livro: “A SALVAÇÃO VEM DOS POBRES” (BALANCIN; STORNIOLLO, 2011).
  33. 33. VERSÍCULO-CHAVE “Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, sereis escondidos no dia da ira do Senhor” (Sofonias 2:3)
  34. 34. O PROTAGONISTA • Sofonias = “Javé Escondeu” – Apelido? • Era tataraneto de Ezequias (1:1). • Único profética com apresentação de genealogia até a 3ª geração. • Porquê essa preocupação? • Origem judaíta; • Descendência real.
  35. 35. PROFETA SOFONIAS • Sofonias é um dos profetas do AT mais desconhecido (1 citação no NT – Mt 13:41). • Período provável de atuação do profeta: 640 a 630 a.C. • A contextualização das atividades durante a menoridade de Josias ajuda a entender os oráculos de Sofonias. • Embora Ezequias (727 a 698 a.C.) buscou a independência de Judá, na realidade não conseguiu.
  36. 36. PROFETA SOFONIAS • Adesão crescente de práticas e costumes estrangeiros e pagãos. • Manasses (698 a 643) contribuiu sensivelmente para esse crescimento (2Rs 21:3-9) e derramamento de sangue inocente (2Rs 21:16). • Amon (643 a 640), descendente de Manassés, deu seguimento às políticas do pai, mas sua tendência anti-assíria causou seu assassinato pelos membros da corte.
  37. 37. PROFETA SOFONIAS • Amon foi substituído por Josias, que teve dois grupos que durante sua menoridade disputavam o poder: 1. O povo da terra – camponeses proprietários que haviam colocado Josias no poder (2Rs 21:24) – defendiam a tradição judaísta e favoráveis à dinastia davídica. 2. Nobres e príncipes (1:8) – buscavam a manutenção da situação social e religiosa por meio de alianças estrangeiras (Egito ou Assíria = grupos).
  38. 38. CONTEXTO • Sofonias se coloca como porta voz do “povo da terra”. Segundo Balancin e Storniollo (2011, p. 10): “[...] ele claramente se coloca como porta voz do ‘povo da terra’, denunciando toda a corrupção política, social e religiosa, mostrando a necessidade de profundas reformas. Podemos até dizer que foi ele quem inspirou a grande reforma iniciada por Josias, que, em 622 a.C, toma um rumo decidido com a descoberta do ‘Livro da Lei”, isto é, o núcleo central de Deuteronômio (cf. 2Rs 22). Como a autenticidade do ‘Livro da Lei’ é confirmada pela profetisa Hulda e não por Sofonias, é provável que em 622 a. C. ele já tivesse morrido.”
  39. 39. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO Capítulo 1:2-2:3 Capítulo 2:4-3:8 Capítulo 3:9-20 TEMAS Iahweh desmascara a corrupção: • A corrupção religiosa (1:4-6) • Corrupção dos poderosos (1:7-9) • O alicerce da corrupção (1:10-11) • O julgamento e a sentença condenatória (1:14-18) • Haverá escapatória? (2:1-3) A amplitude do julgamento: • Oeste: Filisteus (2:4-7) • Leste: Moab e Amon (2:88-11) • Sul: Egito (2:12) • Norte: Assíria (2:13-15) • Jerusalém, a corrupta (3:1-8) A esperança vem dos oprimidos: • Conversão dos povos (3:9-10) • O remanescente preservado (3:11-13) • Deus no meio do povo (3:14-18a) • Promessas de Deus (3:18b-20)
  40. 40. A amplitude do julgamento (2:4-3:8) NORTE Assíria (2:13-15) OESTE Filisteus (2:4-7) Jerusalém (3:1-8) SUL Egito (2:12) LESTE Moab e Amon (2:8-11) Fonte: Balancin e Storniollo (2011, p. 22) -
  41. 41. A amplitude do julgamento (2:4-3:8) • Filisteus (2:4-7): originários da ilha de Creta, sempre foram tradicionais inimigos e opressores, uma contínua ameaça para Judá e Israel. • Moab e Amon (2:8-11): “parentes” de Israel (descendente de Ló – Gn 19), mas inimigos implacáveis. Causa principal Baal? • Egito (2:12): Lugar da escravidão. Parte da elite de Judá defendia aliança com o Egito. • Assíria ( 2:13-15): durante a menoridade de Josias Assíria ainda era uma potência ameaçadora. Derrotada pelos babilônicos em 612 a.C.
  42. 42. A amplitude do julgamento (2:4-3:8) • Jerusalém, a corrupta ( 3:1-8): recebe o ápice da crítica profética – capital rebelde, contaminada e opressora (3:1). • Critica os responsáveis pela vida do povo: chefes, juízes, profetas e sacerdotes (3:3-4). O mau exemplo vinha de “cima”. • Maior gravidade Iahweh” (v. 5). “lugar de habitação de • Aqueles que têm a função de agir em nome de Deus são responsáveis pelos seus atos. “Madrugavam para perverter suas ações” (3:6-7) • Quem sabe o certo e não faz são piores do que os que não sabem = Sofonias quer a confissão dos líderes. AP
  43. 43. O remanescente preservado(3:11-13) DEUS dá LIBERDADE (política) Ver: 1 Co 3:16; 6:16. J U S T I Ç A POVO partilha Fonte: Balancin e Storniollo (2011, p. 32) - adaptado VIDA (economia)
  44. 44. CONSIDERAÇÕES FINAIS • O livro de Sofonias nos traz um desafio á nossa visão sobre a história, muitas vezes, ingênua. • Triunfo dos ricos e poderosos em frente à impossibilidade de reação/transformação pelos fracos e pobres. • O profeta inverte a visão: depondo os poderosos e exaltando os pobres, de quem nada se espera. • Deus se apresenta no meio dos pobres, fracos e humilhados.
  45. 45. CONSIDERAÇÕES FINAIS “A história da humanidade espera, com paciência, o triunfo do homem humilhado” (R. Tagore, Pássaros perdidos)
  46. 46. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAKER, David W.; ALEXANDER, T. Desmond; STURZ, Richard J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008. BALANCIN, Euclides M.; STORNIOLO, Ivo. Como ler o livro de Sofonias. 3ª Edição. São Paulo: Paulus, 2011. CROATTO, J. S. Isaías. Vol I: 1-39. O profeta da justiça e da fidelidade. Petrópolis: Vozes, 1989. FEINBERG, Charles L. Os profetas menores. São Paulo: Vida, 1988. LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008.
  47. 47. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RENDTORFF, Rolf. Antigo Testamento: uma introdução. Santo André-SP: Academia Cristã, 2009. ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de Abdias. 2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2006. ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de Naum. 2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2007. SCHOKEL, Alonso Luís; SICRE. José Luís. Os profetas. São Paulo: Paulus, 2004. SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas palavras (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São Paulo: Paulinas, 2004.
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  49. 49. CONTATOS: www.natalinodasneves.blogspot.com.br natalino6612@gmail.com natalino.neves@ig.com.br (41) 8409 8094 / 3076 3589

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