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ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS
ALMIRANTE TAMANDARÉ

PROFETAS
MENORES

Prof. Ms. Natalino das Neves
www.
natalinodasneves.
blogspot.com.br
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
• Profeta menores X grau de importância.
• Serão abordados os seguintes assuntos:
•

A figura do profeta;

•

O contexto e principais mensagens de cada livro
dos profetas menores.

• Despertar um senso + crítico da interpretação
dos livros.
• Aplicação prática do conteúdo estudado.
I – A FIGURA
DO PROFETA
JUDAÍSMO

CRISTIANISMO

TORÁ

NOVO TESTAMENTO

PENTATEUCO – 67%

PENTATEUCO – 32%

PROFETAS – 11%

PROFETAS 34%

RELAÇÃO = 1/6

RELAÇÃO = 1/1
A SOCIEDADE TRIBAL
ISRAELITA

A ORGANIZAÇÃO
MONÁRQUICA
•

•

Baseada nas
relações de
parentesco;

Baseava-se na centralização do
poder nas mãos do governante
dinástico;

•

Oposição cidade x campo e
minando a solidariedade;

•

Forte vínculos
sociais entres seus
membros

•

Ética javista vai sendo
progressivamente substituída
pela baalização;

•

Solidariedade mútua
de modo muito
rigoroso.

•

Exploração do camponês;

•

Denunciam o mau
funcionamento das instituições
do Estado monárquico .
Sacerdote
• Relação do sacerdote com a
(adivinhação) (urim e tumim – éfode):

profecia

• Jz 1:1-2; 20:18-28;
• Jz 18:5-6,20 – Éfode e terafim;
• 1 Sm 14:36-37 - LXX indica urim e tumim);
• 1 Sm 23:9-12; 1 Sm 30:7-8 – Éfode;
• Js 9:14 – autoridades são repreendidas por não
consultarem a Deus (sacerdote);

• Séc. V – Não há sacerdotes especializados em
consultar o urim e tumim (Ed 2:63; Ne 7:65).
TÍTULOS
“Grande intermediário” – Dt 18:14-18:

1. Homem de Deus (‘is’ ‘elohîm) – 1 Sm 9:6-9
2. Vidente (ro’eh) – 1 Sm 9:6-9;
3. Profeta (nabî) – 1 Sm 9:6-9

4. Visionário (hozeh) – 1 Cr 29:29

Obs: ver Dt 18:10-12; 1 Sm 14;41.
CÂNON JUDAICO

• Profetas anteriores (Josué, Juízes, 1 e 2
Samuel, 1 e 2 Reis);
• Profetas posteriores
Ezequiel e os Doze)

(Isaías,

Jeremias,
MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Palavra e visão são dois meios de comunicação

divina aos profetas (Os 12:11; Gn 15:1; Is
21:1-10).
FINALIDADE DO MOVIMENTO
PROFÉTICO
• Restaurar o monoteísmo hebreu;

• Combater a idolatria;
• Denunciar as injustiças sociais;
• Proclamar o Dia do Senhor;
• Reacender a esperança messiânica.
Século VIII Século VII a. C. Século VI-V
a.C.
a. C.

Oseias
Amós
Miqueias

Naum
Habacuque
Sofonias

Data
incerta

Joel
Jonas
Obadias
Ageu
Zacarias
Malaquias

Fonte: ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio
de Janeiro: CPAD, 2009, p. 429-430).
SÉCULO VIII - CONTEXTO
SÉCULO VIII - CONTEXTO
• Jeroboão II foi uma grande figura militar. Levou as
fronteiras de seu país ao extremo norte da região.
Submeteu a Síria ao seu poder, incluindo as
regiões disputadas da Transjordânia, chegando, no
sul, até Moabe;
• Uzias, rei de Judá, e contemporâneo de Jeroboão II,
na época em paz com Israel, participou plenamente
deste programa de conquistas na região;
• Somadas as conquistas, os dois reinos irmãos
chegaram bem perto das mesmas dimensões que
tivera na época de Davi e Salomão, a era áurea de
Israel;
SÉCULO VIII - CONTEXTO
• Mas todo mundo prosperou nesta época de
"milagre israelita"?
• Que nada! Se olhada menos superficialmente, a situação de
Israel não era tão brilhante assim para toda a população;

• O sistema administrativo adotado por Jeroboão provocou a
concentração da renda nas mãos de poucos privilegiados
com o consequente empobrecimento da maioria da
população;
• Os pequenos agricultores ficavam tão endividados que
chegavam à escravidão para pagar suas dívidas;
• Os tribunais, que teoricamente deveriam defendê-los da
exploração dos mais poderosos, bem pagos por quem podia,
decidiam sempre a favor dos ricos.
SÉCULO VIII - CONTEXTO
• O Estado alargou suas fronteiras geográficas,
políticas e comerciais e aprofundou a divisão
campo/cidade, típica do regime tributário.
• A opressão contra os pobres era intensa (Am 2:6s),
os famintos eram desprezados (Am 6:3-6), os
membros judiciais eram subornáveis (Am 2:6 e
8:6), os agiotas exploravam os menos favorecidos
(Am 5:11s;8:4-6);

• Os sacerdotes ficaram do lado do poder.
• A religião não era negligenciada, mas havia sido
pervertida (Am 3:4; 4:4 e 7:9);
• Por tudo isso, o julgamento divino era iminente.
PROFETAS MENORES DO
SÉCULO VIII

OSÉIAS, AMÓS E MIQUÉIAS
O LIVRO
DE OSÉIAS
Prof. Ms. Natalino das Neves
TEMA

“O POVO AFASTOU DE JAVÉ”
03 TEMAS TÍPICOS EM OSÉIAS

1. As relações entre Iahweh e Israel são ditas
pela imagem do matrimônio;
2. A imagem paterna para mostrar a relação
Iahweh-povo
(misericórdia
e
perdão
paternos, apesar da rebeldia do filho);

3. A noção de que Iahweh prefere o amor
sincero aos sacrifícios cultuais, que está
em Os 6:6.
DATA

• Contemporâneo de Amós, parece que Oseias
atuou durante os últimos dias de Jeroboão II
e durante o governo dos 6 reis que o
sucederam.
• Ao que tudo indica, Oseias não viu a queda de
Samaria em 721 a.C., pois não faz qualquer
menção ao grande desastre.
• Portanto, a data aproximada, provável, da
atuação de Oséias é de 755 a 725 a.C.
VERSÍCULOS-CHAVE

“Eu te desposarei a mim para sempre,
eu te desposarei a mim na justiça e no
direito, no amor e na ternura.
Eu te desposarei a mim na fidelidade
e conhecerás a Iahweh" (Os 2:21-22).
"Eu curarei a sua apostasia,
eu os amarei com generosidade,
pois a minha ira afastou-se dele" (Os 14:5).
O PROTAGONISTA

• Pouco se sabe sobre a sua vida, a menos que os
capítulos 1-3 sejam biográficos.
• O seu nome significa
"salvação"
ou
"livramento" e é aproximadamente equivalente
a "Josué" no AT e "Jesus" no NT.

• Sua pátria era Efraim (Reino Norte).
• Dos chamados "profetas clássicos", ele é o
único oriundo do Reino Norte.
DESTAQUES EM OSÉIAS
• A crítica e a condenação da idolatria,
cultual e política: os ritos da fertilidade, a
adoração dos baalim e a sacralização da natureza
em geral deviam estar em pleno florescimento na
sua época, a julgar pela intensidade de sua
crítica.
• Visão crítica do passado. Para o profeta do
norte, toda a história passada do povo israelita é
uma história de transgressão e rebeldia e não
uma "história de salvação".
• Atitude de Iahweh para com Israel
(relacionado à figura do casamento de Oséias) –
GT.
CONTEXTO
• Após a morte de Jeroboão II, em 753 a.C.,
Israel do norte entrou em grande crise, época
em que atuou Oseias.
• De 753 a 721 a.C., seis reis de sucederam no
trono de Samaria, abalado por assassinatos e
golpes sangrentos.

• A Assíria passou a constituir-se na grande
ameaça internacional a partir da política
expansionista do rei Tiglat-Pileser III, inaugurada
em 745 a.C.;
CONTEXTO

• Neste período começaram os golpes de
Estado em Israel. As alianças com a Assíria ou
contra a Assíria se sucediam.
• Sem legitimidade perante o povo, a maioria
dos reis de Israel abandonou o javismo, e por
interesse, se apoiou na crescente adoração à
Baal.
• Cúmplices seus são também os profetas,
talvez os profetas oficiais da corte.
CONTEXTO

• Em 721 a.C., Samaria foi destruída pelas
tropas assírias de Salmanasar V e Sargão II.
• Conforme os anais de Sargão II, foram
deportados para a Mesopotâmia e a Média
27.290 samaritanos (Silva, 1998, p. 58).

• Outros povos foram trazidos para o território de
Israel e ocorre uma grande mistura e perda de
identidade (Ver 2 Rs 17:5-6, 24).
ESTRUTURA DO LIVRO

TEXTO

TEMAS

Capítulos O casamento de Oseias como figura do
relacionamento de Israel com seu Deus
1-3

Capítulos O povo se afasta de Iahweh, quando O busca,
busca de forma errada
4-11

Capítulos
12-14

Volta Israel para Iahweh, teu Deus!
TEMA DO MOVIMENTO
TEXTO

TEMAS

4:1-5,7

Israel não volta para Iahweh: é a
constatação da impenitência

5:8-7,16

Israel volta, mas volta mal: é a
constatação da falsa penitência

8:1-14

Como castigo, o povo irá para o Egito: é
o rompimento da aliança, pelo bezerro
de ouro e pela monarquia sem
fidelidade a Iahweh

9:1-11; 11

As etapas deste exílio são: a expulsão
da terra; a volta à terra: é o anúncio da
cura que consiste em novo êxodo para
Israel.

Fonte: (SILVA, 1998, p. 59) – Adaptado
MULHER DE OSÉIAS –
FORMAS DE INTERPRETAÇÃO
• A interpretação literal - Ela foi prostituta
desde o início.

• A interpretação alegórica - O casamento do
profeta com a prostituta é tido como não
realizado, mas simplesmente era uma alegoria,
em que o profeta ilustrava as relações de
Iahweh com Israel. Calvino defendia essa
interpretação.
• A interpretação dupla - A mulher do capítulo
3 não é Gômer do capítulo 1. Trata-se de uma
mulher separada dos seus amantes a fim de
mostrar como Iahweh separaria Israel dos
seus ídolos.
MULHER DE OSÉIAS –
FORMAS DE INTERPRETAÇÃO
• A interpretação retrospectiva - escrita
depois dos acontecimentos e o mandamento
descrito (moça casta que tinha se tornado uma
adúltera). Um fato contato depois do ocorrido,
de forma que, quando se lê se tem a
impressão de que na época da escrita já era
uma realidade.

• A interpretação espiritualizada - Gômer era
idólatra, o que a constituía em prostituta no
sentido espiritual ou religioso. Pelas influências
da religião popular ela foi levada a prostituição
depois do casamento (cf. 4.13).
TRABALHO
EM
GRUPO
TRABALHO EM GRUPO

QUAL FORMA DE INTERPRETAÇÃO VOCÊ
ENTENDE SER A MAIS CORRETA?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Polêmica sobre o casamento de Oséias, símbolo
do relacionamento de Israel com Iahweh.
• Israel passava por grandes dificuldades após a
morte de Jeroboão II, a decadência espiritual foi
maior do que nos dias de Amós.
• Mesmo quando o povo buscava a Deus, não era
da forma adequada, mas dissimuladamente.
• O povo não se arrepende e o castigo ocorreu
com a destruição pelos Assírios em 721/2 a.C.;

• O livro finaliza com promessa de perdão e de
futura restauração.
O LIVRO DO PROFETA AMÓS

Prof. Ms. Natalino das Neves
PROPÓSITO DO LIVRO

“Anunciar o juízo de Deus sobre Israel, o Reino do
Norte, por sua complacência, idolatria e opressão

aos pobres”

(BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL)
VERSÍCULO CHAVE

“Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça,

como ribeiro perene.” (5:24)

(BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL)
PROFETA AMÓS
• Um dos mais clássicos exemplos de atuação
profética.
• As chamadas "visões simbólicas" de seu
livro apresentam esta maturação vocacional do
pastor de Técua.
• Época = aparente prosperidade criada pelo
governo de Jeroboão II em Israel.
• Amós não era sacerdote, nem filho de
profeta. Era um boiadeiro e colhedor de
sicômoros.
PROFETA AMÓS
• Dirigindo-se aos seus ouvintes do norte,
Amós acusa-os de espoliar o pequeno
camponês, que está perdendo sua herança e
sua liberdade.
• Ele era um homem culto e conhecedor da
região e seus problemas cotidianos.

• Passou de uma vida tranquila de boiadeiro
para uma vida de visões que indicavam que
Israel estava prestes a ser aniquilada como
nação.
PROFETA AMÓS
• A mensagem da destruição foi proferida pelo
profeta aproximadamente umas 03 décadas
antes da derrota aos Assírios.
• Foi acusado de conspiração contra Jeroboão
e foi ameaçado por Amazias, sumo
sacerdote de Betel (7:10b-11a).
• Após cumprir sua breve missão (- 1 ano),
retornou a Judá;
• Permanecem desconhecidos o tempo e a
maneira de sua morte, bem como quaisquer
detalhes subsequentes ao termino da
missão.
ESTRUTURA DO LIVRO
TEXTO

TEMAS
Juízos proferidos contra várias nações:
a) Damasco, Filístia, Fenícia, Edom, Amom e Moabe (1:1-2:3);
Capítulo 1 e 2
b) Israel (2:6-16); e
c) Judá (2:4,5).
Acusação e denúncias contra Israel:
a) Os sermões de denúncia (3:1 – 6:15)
b) Cinco visões simbólicas (7:1 – 9:10)
• Visão dos Gafanhotos Devoradores (7.1-3)
Capítulo 3 a 9:10
• Visão do Fogo Consumidor (7.4-6)
• Visão do Prumo (7.7-9)
• Visão de um Cesto de Frutos (8.1-14)
• Visão do Senhor Julgando (9.1-10)
Restauração futura de Israel:
a) O reinado do Messias (9;11,12)?
Capítulo 9:11-15
b) A prosperidade do milênio (9:13)?
c) A nação judaica restaurada (9:14,15)?
TRABALHO
EM
GRUPO
TRABALHO EM GRUPO

Cinco visões simbólicas (7:1 – 9:10):
1) Visão dos Gafanhotos Devoradores (7.1-3)
2) Visão do Fogo Consumidor (7.4-6)
3) Visão do Prumo (7.7-9)

4) Visão de um Cesto de Frutos (8.1-14)
5) Visão do Senhor Julgando (9.1-10)
AS 05 VISÕES DE AMÓS - INTERPRETAÇÃO
1.

O que conta a 1a visão (7:1-3)? O que Amós
fez? Qual o resultado?

2.

E a 2a visão, que está em Am 7:4-6? O que
mostra da realidade de Amós?

3.

A 3a visão (7:7-9) trata do mesmo assunto?
Qual o significado?

4.

Será que a 4a visão (8:1-3) forma um par
com a 3a? O que difere das duas primeiras
visões?

5.

E o que nos conta a 5ª visão (9:1-4)? Qual é
o alvo principal da destruição de Javé?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Ficou evidenciado que o tema central de Amós é o
fim de Israel, porque os ricos oprimem os pobres,
os poderosos deturpam a justiça (tsedhâqâh) e o
direito (mishpât), subornam os juízes nos
tribunais e cometem muitas outras barbaridades;
• Como se não bastasse, também vão aos santuários
e ali oferecem custosos sacrifícios e participam de
grandes celebrações, ocultando a opressão
que se comete sistematicamente;
• Deus entra em defesa dos oprimidos, quer
seja pelas nações pagãs, quer seja por Israel, “o povo
de Deus”.
Prof. Ms. Natalino das Neves
VII – PROFETA MIQUEIAS
• Na mesma época em que Isaías pregava em
Jerusalém surgiu outro importante profeta,
Miqueias.
• O seu livro, de sete capítulos, parece ser um
debate constante com falsos profetas que
discordam de suas severas palavras de
julgamento para Judá.
• Na sua franca linguagem camponesa
denuncia duramente as autoridades de
Jerusalém como responsáveis pela crise
imensa porque passa o país (desprezo pela
justiça e respeito ao direito do pobre
“cozinhado pelos poderosos”).
VII – PROFETA MIQUEIAS
• Sicre (2008, p. 276) apresenta o seguinte
contexto para o livro de Miqueias:
"A presença de militares e funcionários reais devia ser

frequente na região e, pelo que diz Miqueias, não
muito benéfica. Além dos impostos, é provável que
requisitassem

trabalhadores

para

conduzi-los

a

Jerusalém (cf. 3,10). Latifundismo, impostos, roubo a
mão armada, trabalhos forçados: este é o ambiente

que cerca o profeta”.
ESTRUTURA DO LIVRO
TEXTO

Capítulo 1-5:

•
•
•
•
•
•

Capítulo 6-7:

•
•
•

TEMAS
O profeta anuncia e denuncia generalidades (1);
O profeta passa à denúncia de pecados concretos
(2-3);
A restauração do país (4-5)
Convocação da assistência do julgamento de Deus
pela (6:1-5);
O culto é rechaçado (6:6-7)
O caminho certo passa pela justiça e pela lealdade
(6:8-9);
Duro ataque à cidade que se enriqueceu à custa
de injustiças (6:9b-16);
Confiança somente em Iahweh (7:1-7);
Reconhecimento da culpa e reconciliação (7:8-20).
VERSÍCULOS-CHAVE
"Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó terra e tudo o que
ela contém, e seja o SENHOR Deus testemunha contra vós
outros, o Senhor desde o seu santo templo.“
(Mq 1:2)
"E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como

grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar
em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos,
desde os dias da eternidade.“
(Mq 5:2)
VERSÍCULOS-CHAVE
"Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede
de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes

humildemente com o teu Deus.“
(Mq 6:8)

"Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te
esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não
retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.
Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e

lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.“
(Mq 7:18-19)
PROPÓSITO DO LIVRO
• A exemplo da maioria dos livros proféticos,
Miquéias é uma mistura complexa de
julgamento e esperança.
• Por um lado, as profecias anunciam o juízo
sobre Israel pelos males sociais, liderança
corrupta
e
idolatria.
O
julgamento
culminaria com a destruição de Samaria e
Jerusalém.
• Por outro lado, o livro proclama não apenas a
restauração
da
nação,
mas
a
transformação e exaltação de Israel e
Jerusalém.
O PROTAGONISTA

• Miqueias - um grande defensor dos camponeses
e dos direitos dos oprimidos de seu tempo.
• Atuou durante os anos que se seguiram à
guerra siro-efraimita (reinado de Acaz e de
Ezequias) até a grande derrota de Judá e o
castigo imposto ao país pela Assíria.
• As pessoas acusadas por Miqueias não são os

"marginais" da sociedade israelita. São pessoas
“honradas e respeitadas” (2:1-5).
O PROTAGONISTA

• Uma de suas características mais marcantes é a
denúncia da teologia oficial que se elaborava
em Jerusalém para sustentar a opressão
enquanto a maior parte da população passava
necessidades.

• Denunciava os profetas que defendiam essa
teologia (“não há o que temer, os filhos de
Israel são abençoados” 2:6-11).
CONSIDERAÇÕES FINAIS

• Miqueias faz desfilar diante de nós as vítimas
da exploração de seu tempo.
• Ele vê a sociedade dividida entre:
•

De um lado: donos de terra, autoridades civis e militares,
juízes, sacerdotes e falsos profetas;

•

Do outro lado: "o povo de Iahweh”, as vítimas da opressão.

• Miqueias denuncia a "teologia da opressão"
que se elabora em Jerusalém e que serve para
ocultar e/ou legitimar as injustiças.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAKER, David W.; ALEXANDER, T. Desmond; STURZ,
Richard J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque
e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida
Nova, 2008.
BALANCIN, Euclides M.; STORNIOLO, Ivo. Como ler o livro
de Sofonias. 3ª Edição. São Paulo: Paulus, 2011.
CROATTO, J. S. Isaías. Vol I: 1-39. O profeta da justiça e
da fidelidade. Petrópolis: Vozes, 1989.
FEINBERG, Charles L. Os profetas menores. São Paulo:
Vida, 1988.

LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de
Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RENDTORFF, Rolf. Antigo Testamento: uma introdução.
Santo André-SP: Academia Cristã, 2009.
ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de
Abdias. 2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2006.

ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de Naum.
2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2007.
SCHOKEL, Alonso Luís; SICRE. José Luís. Os profetas.
São Paulo: Paulus, 2004.
SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas
palavras (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São
Paulo: Paulinas, 2004.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SHREINER, J. Palavra e mensagem
Testamento. São Paulo: Teológica, 2004.

do

Antigo

SICRE, José Luís. Profetismo em Israel. 3ª Edição.
Petrópolis: Vozes, 2008.
SILVA, Airton José. A voz necessária: encontro com os
profetas do século VIII a.C. São Paulo: Paulus, 1998.

ZABATIERO, Júlio Paulo Tavares. Miquéias: voz dos semterra. Petrópolis-RJ: Vozes, 1996.
ZENGER, E. et al. Introdução ao Antigo Testamento. São
Paulo: Loyola, 2003.
Ev. Natalino das Neves

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(41) 8409 8094 / 3076 3589
AS CINCO VISÕES (CAP. 7 a 9)
O que significam as "visões simbólicas"?
"Trata-se de uma trajetória vocacional. Amós percorre
todo um caminho visionário. As próprias visões deixam
entrever isso, com bastante nitidez.
A visão dos gafanhotos (cf. 7,1-3) cabe no início do ano
agrícola. A da seca (cf. 7,4-6), em pleno verão. A do
cesto (cf. 8,1-3), dá-se no outono.
Estas visões cobrem, no mínimo, meio ano.
Talvez seja o período em que Amós é preparado, de
modo incisivo, para seu ministério.”

(SCHWANTES, 2004, p. 38);
O que significam as "visões simbólicas"?
•

Estas visões parecem ser sinais que o profeta
percebe no cotidiano da vida e simbolizam a
situação da nação israelita;

•

Elas vão fazendo nascer em Amós uma
conscientização do que está acontecendo e acabam
determinando sua decisão de deixar sua casa e seu
trabalho e ir anunciar o castigo e a ruína do país;

•

As visões cumprem, em Amós, o mesmo papel dos
textos de vocação em Isaías, Jeremias ou Ezequiel;
O que significam as "visões simbólicas"?

•

Amós via, certamente, coisas absolutamente
comuns na região (exceto última visão), como uma
praga de gafanhotos, uma seca, um cesto de frutas
maduras e coisas;

•

Mas, como ele estava preocupado com o destino do
país, "antenado" na situação do povo, estas coisas
viravam símbolos do que estava acontecendo ou por
acontecer com Israel.
O que conta a 1a visão?
• Fala de uma praga de gafanhotos que destrói as
plantações dos camponeses.
• Ocorre depois do corte do feno para o pagamento do
tributo ao palácio.
• Amós apela a Javé, argumentando que os
camponeses são frágeis demais para sofrer tal ameaça
de fome.
• Javé revoga o castigo.
2ª visão - Incêndio
• Nesta visão o profeta Amós vê um incêndio terrível
que, de tão forte, consome até as fontes subterrâneas
de água depois de ter acabado com os campos;

• Novamente Amós apela a Javé para que suspenda a
praga, porque a ameaça agora é de grande seca,
penalizando os fracos agricultores de sua época;

• Esta visão se parece muito, no seu jeito, com a dos
gafanhotos. Elas formam um par;
2ª visão - Incêndio
• Mostram a realidade da roça na época de Amós,
quando os pequenos agricultores sofrem muitas
ameaças, sejam naturais, sejam da exploração que
vinha lá de cima, do governo;

• Javé tem compaixão dos pequenos e retira os castigos
que os ameaçam.
• Mas e os mecanismos sociais que provocam fome e
sede no campo? Estes permanecem...
• Estas duas visões são indicadores do nível de
consciência profética de Amós (campo).
3ª visão – Mesmo assunto?
• Não! A 3ª visão é um pouco diferente.
• Nesta visão o profeta vê Javé verificando
alinhamento de um muro com um fio de prumo;

o

• O muro simboliza Israel que está torto e deverá ser
demolido para ser realinhado, porque muro torto não
tem conserto. Só derrubando;
• Desta vez Amós não intercede e a certeza do castigo
torna-se mais forte.
4ª visão – Forma par com a 3ª?
• Forma!

• Na 4ª visão Amós vê um cesto de frutas maduras e
isto simboliza para ele o fim de Israel. Também desta
vez Amós não pede nada a Javé;

• E ela forma, sim, um par com a 3ª, porque estas duas
avançam em relação às duas primeiras, chamando a
atenção para a gravidade da situação e para a
proximidade do fim de Israel;
4ª visão – Forma para com a 3ª?
• O contexto muda, não é mais a situação da roça.

• As duas visões (3ª e 4ª) tratam de realidades urbanas:
sofrem com os castigos a cidade, os santuários, o
palácio.

• Para este grupo não há intercessão de Amós.

• É uma realidade corrupta que não tem conserto.
5ª visão – Forma para com a 3ª?
• O próprio Javé quem atua e de modo dramático. De pé
sobre o altar dos holocaustos - portanto, diante do
edifício do santuário - ele bate nos capitéis, provocando
um terremoto que destrói o santuário e mata as pessoas
que estão ali dentro;

• Não há possibilidade de fuga, garante o texto;

• Esta visão é o ponto máximo deste ciclo. O próprio
Javé volta-se contra o local no qual se lhe presta culto;
5ª visão – Forma para com a 3ª?

• Na visão de Amós, o santuário (de Betel) traiu seu
papel de conduzir o povo a Javé e à vida;

• Tornou-se um lugar de culto sem sentido, amparando e
ocultando as múltiplas opressões e injustiças que se
cometem no país.

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Profetas menores parte 1 natalino das neves

  • 1. ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS ALMIRANTE TAMANDARÉ PROFETAS MENORES Prof. Ms. Natalino das Neves
  • 3.
  • 5. INTRODUÇÃO • Profeta menores X grau de importância. • Serão abordados os seguintes assuntos: • A figura do profeta; • O contexto e principais mensagens de cada livro dos profetas menores. • Despertar um senso + crítico da interpretação dos livros. • Aplicação prática do conteúdo estudado.
  • 6. I – A FIGURA DO PROFETA
  • 7. JUDAÍSMO CRISTIANISMO TORÁ NOVO TESTAMENTO PENTATEUCO – 67% PENTATEUCO – 32% PROFETAS – 11% PROFETAS 34% RELAÇÃO = 1/6 RELAÇÃO = 1/1
  • 8.
  • 9. A SOCIEDADE TRIBAL ISRAELITA A ORGANIZAÇÃO MONÁRQUICA • • Baseada nas relações de parentesco; Baseava-se na centralização do poder nas mãos do governante dinástico; • Oposição cidade x campo e minando a solidariedade; • Forte vínculos sociais entres seus membros • Ética javista vai sendo progressivamente substituída pela baalização; • Solidariedade mútua de modo muito rigoroso. • Exploração do camponês; • Denunciam o mau funcionamento das instituições do Estado monárquico .
  • 10. Sacerdote • Relação do sacerdote com a (adivinhação) (urim e tumim – éfode): profecia • Jz 1:1-2; 20:18-28; • Jz 18:5-6,20 – Éfode e terafim; • 1 Sm 14:36-37 - LXX indica urim e tumim); • 1 Sm 23:9-12; 1 Sm 30:7-8 – Éfode; • Js 9:14 – autoridades são repreendidas por não consultarem a Deus (sacerdote); • Séc. V – Não há sacerdotes especializados em consultar o urim e tumim (Ed 2:63; Ne 7:65).
  • 11.
  • 12.
  • 13. TÍTULOS “Grande intermediário” – Dt 18:14-18: 1. Homem de Deus (‘is’ ‘elohîm) – 1 Sm 9:6-9 2. Vidente (ro’eh) – 1 Sm 9:6-9; 3. Profeta (nabî) – 1 Sm 9:6-9 4. Visionário (hozeh) – 1 Cr 29:29 Obs: ver Dt 18:10-12; 1 Sm 14;41.
  • 14. CÂNON JUDAICO • Profetas anteriores (Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis); • Profetas posteriores Ezequiel e os Doze) (Isaías, Jeremias,
  • 15. MEIOS DE COMUNICAÇÃO Palavra e visão são dois meios de comunicação divina aos profetas (Os 12:11; Gn 15:1; Is 21:1-10).
  • 16. FINALIDADE DO MOVIMENTO PROFÉTICO • Restaurar o monoteísmo hebreu; • Combater a idolatria; • Denunciar as injustiças sociais; • Proclamar o Dia do Senhor; • Reacender a esperança messiânica.
  • 17. Século VIII Século VII a. C. Século VI-V a.C. a. C. Oseias Amós Miqueias Naum Habacuque Sofonias Data incerta Joel Jonas Obadias Ageu Zacarias Malaquias Fonte: ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 429-430).
  • 18. SÉCULO VIII - CONTEXTO
  • 19. SÉCULO VIII - CONTEXTO • Jeroboão II foi uma grande figura militar. Levou as fronteiras de seu país ao extremo norte da região. Submeteu a Síria ao seu poder, incluindo as regiões disputadas da Transjordânia, chegando, no sul, até Moabe; • Uzias, rei de Judá, e contemporâneo de Jeroboão II, na época em paz com Israel, participou plenamente deste programa de conquistas na região; • Somadas as conquistas, os dois reinos irmãos chegaram bem perto das mesmas dimensões que tivera na época de Davi e Salomão, a era áurea de Israel;
  • 20. SÉCULO VIII - CONTEXTO • Mas todo mundo prosperou nesta época de "milagre israelita"? • Que nada! Se olhada menos superficialmente, a situação de Israel não era tão brilhante assim para toda a população; • O sistema administrativo adotado por Jeroboão provocou a concentração da renda nas mãos de poucos privilegiados com o consequente empobrecimento da maioria da população; • Os pequenos agricultores ficavam tão endividados que chegavam à escravidão para pagar suas dívidas; • Os tribunais, que teoricamente deveriam defendê-los da exploração dos mais poderosos, bem pagos por quem podia, decidiam sempre a favor dos ricos.
  • 21. SÉCULO VIII - CONTEXTO • O Estado alargou suas fronteiras geográficas, políticas e comerciais e aprofundou a divisão campo/cidade, típica do regime tributário. • A opressão contra os pobres era intensa (Am 2:6s), os famintos eram desprezados (Am 6:3-6), os membros judiciais eram subornáveis (Am 2:6 e 8:6), os agiotas exploravam os menos favorecidos (Am 5:11s;8:4-6); • Os sacerdotes ficaram do lado do poder. • A religião não era negligenciada, mas havia sido pervertida (Am 3:4; 4:4 e 7:9); • Por tudo isso, o julgamento divino era iminente.
  • 22. PROFETAS MENORES DO SÉCULO VIII OSÉIAS, AMÓS E MIQUÉIAS
  • 23. O LIVRO DE OSÉIAS Prof. Ms. Natalino das Neves
  • 24. TEMA “O POVO AFASTOU DE JAVÉ”
  • 25. 03 TEMAS TÍPICOS EM OSÉIAS 1. As relações entre Iahweh e Israel são ditas pela imagem do matrimônio; 2. A imagem paterna para mostrar a relação Iahweh-povo (misericórdia e perdão paternos, apesar da rebeldia do filho); 3. A noção de que Iahweh prefere o amor sincero aos sacrifícios cultuais, que está em Os 6:6.
  • 26. DATA • Contemporâneo de Amós, parece que Oseias atuou durante os últimos dias de Jeroboão II e durante o governo dos 6 reis que o sucederam. • Ao que tudo indica, Oseias não viu a queda de Samaria em 721 a.C., pois não faz qualquer menção ao grande desastre. • Portanto, a data aproximada, provável, da atuação de Oséias é de 755 a 725 a.C.
  • 27. VERSÍCULOS-CHAVE “Eu te desposarei a mim para sempre, eu te desposarei a mim na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei a mim na fidelidade e conhecerás a Iahweh" (Os 2:21-22). "Eu curarei a sua apostasia, eu os amarei com generosidade, pois a minha ira afastou-se dele" (Os 14:5).
  • 28. O PROTAGONISTA • Pouco se sabe sobre a sua vida, a menos que os capítulos 1-3 sejam biográficos. • O seu nome significa "salvação" ou "livramento" e é aproximadamente equivalente a "Josué" no AT e "Jesus" no NT. • Sua pátria era Efraim (Reino Norte). • Dos chamados "profetas clássicos", ele é o único oriundo do Reino Norte.
  • 29. DESTAQUES EM OSÉIAS • A crítica e a condenação da idolatria, cultual e política: os ritos da fertilidade, a adoração dos baalim e a sacralização da natureza em geral deviam estar em pleno florescimento na sua época, a julgar pela intensidade de sua crítica. • Visão crítica do passado. Para o profeta do norte, toda a história passada do povo israelita é uma história de transgressão e rebeldia e não uma "história de salvação". • Atitude de Iahweh para com Israel (relacionado à figura do casamento de Oséias) – GT.
  • 30. CONTEXTO • Após a morte de Jeroboão II, em 753 a.C., Israel do norte entrou em grande crise, época em que atuou Oseias. • De 753 a 721 a.C., seis reis de sucederam no trono de Samaria, abalado por assassinatos e golpes sangrentos. • A Assíria passou a constituir-se na grande ameaça internacional a partir da política expansionista do rei Tiglat-Pileser III, inaugurada em 745 a.C.;
  • 31. CONTEXTO • Neste período começaram os golpes de Estado em Israel. As alianças com a Assíria ou contra a Assíria se sucediam. • Sem legitimidade perante o povo, a maioria dos reis de Israel abandonou o javismo, e por interesse, se apoiou na crescente adoração à Baal. • Cúmplices seus são também os profetas, talvez os profetas oficiais da corte.
  • 32. CONTEXTO • Em 721 a.C., Samaria foi destruída pelas tropas assírias de Salmanasar V e Sargão II. • Conforme os anais de Sargão II, foram deportados para a Mesopotâmia e a Média 27.290 samaritanos (Silva, 1998, p. 58). • Outros povos foram trazidos para o território de Israel e ocorre uma grande mistura e perda de identidade (Ver 2 Rs 17:5-6, 24).
  • 33. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO TEMAS Capítulos O casamento de Oseias como figura do relacionamento de Israel com seu Deus 1-3 Capítulos O povo se afasta de Iahweh, quando O busca, busca de forma errada 4-11 Capítulos 12-14 Volta Israel para Iahweh, teu Deus!
  • 34. TEMA DO MOVIMENTO TEXTO TEMAS 4:1-5,7 Israel não volta para Iahweh: é a constatação da impenitência 5:8-7,16 Israel volta, mas volta mal: é a constatação da falsa penitência 8:1-14 Como castigo, o povo irá para o Egito: é o rompimento da aliança, pelo bezerro de ouro e pela monarquia sem fidelidade a Iahweh 9:1-11; 11 As etapas deste exílio são: a expulsão da terra; a volta à terra: é o anúncio da cura que consiste em novo êxodo para Israel. Fonte: (SILVA, 1998, p. 59) – Adaptado
  • 35. MULHER DE OSÉIAS – FORMAS DE INTERPRETAÇÃO • A interpretação literal - Ela foi prostituta desde o início. • A interpretação alegórica - O casamento do profeta com a prostituta é tido como não realizado, mas simplesmente era uma alegoria, em que o profeta ilustrava as relações de Iahweh com Israel. Calvino defendia essa interpretação. • A interpretação dupla - A mulher do capítulo 3 não é Gômer do capítulo 1. Trata-se de uma mulher separada dos seus amantes a fim de mostrar como Iahweh separaria Israel dos seus ídolos.
  • 36. MULHER DE OSÉIAS – FORMAS DE INTERPRETAÇÃO • A interpretação retrospectiva - escrita depois dos acontecimentos e o mandamento descrito (moça casta que tinha se tornado uma adúltera). Um fato contato depois do ocorrido, de forma que, quando se lê se tem a impressão de que na época da escrita já era uma realidade. • A interpretação espiritualizada - Gômer era idólatra, o que a constituía em prostituta no sentido espiritual ou religioso. Pelas influências da religião popular ela foi levada a prostituição depois do casamento (cf. 4.13).
  • 38. TRABALHO EM GRUPO QUAL FORMA DE INTERPRETAÇÃO VOCÊ ENTENDE SER A MAIS CORRETA?
  • 39. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Polêmica sobre o casamento de Oséias, símbolo do relacionamento de Israel com Iahweh. • Israel passava por grandes dificuldades após a morte de Jeroboão II, a decadência espiritual foi maior do que nos dias de Amós. • Mesmo quando o povo buscava a Deus, não era da forma adequada, mas dissimuladamente. • O povo não se arrepende e o castigo ocorreu com a destruição pelos Assírios em 721/2 a.C.; • O livro finaliza com promessa de perdão e de futura restauração.
  • 40. O LIVRO DO PROFETA AMÓS Prof. Ms. Natalino das Neves
  • 41. PROPÓSITO DO LIVRO “Anunciar o juízo de Deus sobre Israel, o Reino do Norte, por sua complacência, idolatria e opressão aos pobres” (BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL)
  • 42. VERSÍCULO CHAVE “Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.” (5:24) (BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL)
  • 43. PROFETA AMÓS • Um dos mais clássicos exemplos de atuação profética. • As chamadas "visões simbólicas" de seu livro apresentam esta maturação vocacional do pastor de Técua. • Época = aparente prosperidade criada pelo governo de Jeroboão II em Israel. • Amós não era sacerdote, nem filho de profeta. Era um boiadeiro e colhedor de sicômoros.
  • 44. PROFETA AMÓS • Dirigindo-se aos seus ouvintes do norte, Amós acusa-os de espoliar o pequeno camponês, que está perdendo sua herança e sua liberdade. • Ele era um homem culto e conhecedor da região e seus problemas cotidianos. • Passou de uma vida tranquila de boiadeiro para uma vida de visões que indicavam que Israel estava prestes a ser aniquilada como nação.
  • 45. PROFETA AMÓS • A mensagem da destruição foi proferida pelo profeta aproximadamente umas 03 décadas antes da derrota aos Assírios. • Foi acusado de conspiração contra Jeroboão e foi ameaçado por Amazias, sumo sacerdote de Betel (7:10b-11a). • Após cumprir sua breve missão (- 1 ano), retornou a Judá; • Permanecem desconhecidos o tempo e a maneira de sua morte, bem como quaisquer detalhes subsequentes ao termino da missão.
  • 46. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO TEMAS Juízos proferidos contra várias nações: a) Damasco, Filístia, Fenícia, Edom, Amom e Moabe (1:1-2:3); Capítulo 1 e 2 b) Israel (2:6-16); e c) Judá (2:4,5). Acusação e denúncias contra Israel: a) Os sermões de denúncia (3:1 – 6:15) b) Cinco visões simbólicas (7:1 – 9:10) • Visão dos Gafanhotos Devoradores (7.1-3) Capítulo 3 a 9:10 • Visão do Fogo Consumidor (7.4-6) • Visão do Prumo (7.7-9) • Visão de um Cesto de Frutos (8.1-14) • Visão do Senhor Julgando (9.1-10) Restauração futura de Israel: a) O reinado do Messias (9;11,12)? Capítulo 9:11-15 b) A prosperidade do milênio (9:13)? c) A nação judaica restaurada (9:14,15)?
  • 48. TRABALHO EM GRUPO Cinco visões simbólicas (7:1 – 9:10): 1) Visão dos Gafanhotos Devoradores (7.1-3) 2) Visão do Fogo Consumidor (7.4-6) 3) Visão do Prumo (7.7-9) 4) Visão de um Cesto de Frutos (8.1-14) 5) Visão do Senhor Julgando (9.1-10)
  • 49. AS 05 VISÕES DE AMÓS - INTERPRETAÇÃO 1. O que conta a 1a visão (7:1-3)? O que Amós fez? Qual o resultado? 2. E a 2a visão, que está em Am 7:4-6? O que mostra da realidade de Amós? 3. A 3a visão (7:7-9) trata do mesmo assunto? Qual o significado? 4. Será que a 4a visão (8:1-3) forma um par com a 3a? O que difere das duas primeiras visões? 5. E o que nos conta a 5ª visão (9:1-4)? Qual é o alvo principal da destruição de Javé?
  • 50. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Ficou evidenciado que o tema central de Amós é o fim de Israel, porque os ricos oprimem os pobres, os poderosos deturpam a justiça (tsedhâqâh) e o direito (mishpât), subornam os juízes nos tribunais e cometem muitas outras barbaridades; • Como se não bastasse, também vão aos santuários e ali oferecem custosos sacrifícios e participam de grandes celebrações, ocultando a opressão que se comete sistematicamente; • Deus entra em defesa dos oprimidos, quer seja pelas nações pagãs, quer seja por Israel, “o povo de Deus”.
  • 51. Prof. Ms. Natalino das Neves
  • 52. VII – PROFETA MIQUEIAS • Na mesma época em que Isaías pregava em Jerusalém surgiu outro importante profeta, Miqueias. • O seu livro, de sete capítulos, parece ser um debate constante com falsos profetas que discordam de suas severas palavras de julgamento para Judá. • Na sua franca linguagem camponesa denuncia duramente as autoridades de Jerusalém como responsáveis pela crise imensa porque passa o país (desprezo pela justiça e respeito ao direito do pobre “cozinhado pelos poderosos”).
  • 53. VII – PROFETA MIQUEIAS • Sicre (2008, p. 276) apresenta o seguinte contexto para o livro de Miqueias: "A presença de militares e funcionários reais devia ser frequente na região e, pelo que diz Miqueias, não muito benéfica. Além dos impostos, é provável que requisitassem trabalhadores para conduzi-los a Jerusalém (cf. 3,10). Latifundismo, impostos, roubo a mão armada, trabalhos forçados: este é o ambiente que cerca o profeta”.
  • 54. ESTRUTURA DO LIVRO TEXTO Capítulo 1-5: • • • • • • Capítulo 6-7: • • • TEMAS O profeta anuncia e denuncia generalidades (1); O profeta passa à denúncia de pecados concretos (2-3); A restauração do país (4-5) Convocação da assistência do julgamento de Deus pela (6:1-5); O culto é rechaçado (6:6-7) O caminho certo passa pela justiça e pela lealdade (6:8-9); Duro ataque à cidade que se enriqueceu à custa de injustiças (6:9b-16); Confiança somente em Iahweh (7:1-7); Reconhecimento da culpa e reconciliação (7:8-20).
  • 55. VERSÍCULOS-CHAVE "Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó terra e tudo o que ela contém, e seja o SENHOR Deus testemunha contra vós outros, o Senhor desde o seu santo templo.“ (Mq 1:2) "E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.“ (Mq 5:2)
  • 56. VERSÍCULOS-CHAVE "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.“ (Mq 6:8) "Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.“ (Mq 7:18-19)
  • 57. PROPÓSITO DO LIVRO • A exemplo da maioria dos livros proféticos, Miquéias é uma mistura complexa de julgamento e esperança. • Por um lado, as profecias anunciam o juízo sobre Israel pelos males sociais, liderança corrupta e idolatria. O julgamento culminaria com a destruição de Samaria e Jerusalém. • Por outro lado, o livro proclama não apenas a restauração da nação, mas a transformação e exaltação de Israel e Jerusalém.
  • 58. O PROTAGONISTA • Miqueias - um grande defensor dos camponeses e dos direitos dos oprimidos de seu tempo. • Atuou durante os anos que se seguiram à guerra siro-efraimita (reinado de Acaz e de Ezequias) até a grande derrota de Judá e o castigo imposto ao país pela Assíria. • As pessoas acusadas por Miqueias não são os "marginais" da sociedade israelita. São pessoas “honradas e respeitadas” (2:1-5).
  • 59. O PROTAGONISTA • Uma de suas características mais marcantes é a denúncia da teologia oficial que se elaborava em Jerusalém para sustentar a opressão enquanto a maior parte da população passava necessidades. • Denunciava os profetas que defendiam essa teologia (“não há o que temer, os filhos de Israel são abençoados” 2:6-11).
  • 60. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Miqueias faz desfilar diante de nós as vítimas da exploração de seu tempo. • Ele vê a sociedade dividida entre: • De um lado: donos de terra, autoridades civis e militares, juízes, sacerdotes e falsos profetas; • Do outro lado: "o povo de Iahweh”, as vítimas da opressão. • Miqueias denuncia a "teologia da opressão" que se elabora em Jerusalém e que serve para ocultar e/ou legitimar as injustiças.
  • 61. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAKER, David W.; ALEXANDER, T. Desmond; STURZ, Richard J. Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008. BALANCIN, Euclides M.; STORNIOLO, Ivo. Como ler o livro de Sofonias. 3ª Edição. São Paulo: Paulus, 2011. CROATTO, J. S. Isaías. Vol I: 1-39. O profeta da justiça e da fidelidade. Petrópolis: Vozes, 1989. FEINBERG, Charles L. Os profetas menores. São Paulo: Vida, 1988. LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008.
  • 62. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RENDTORFF, Rolf. Antigo Testamento: uma introdução. Santo André-SP: Academia Cristã, 2009. ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de Abdias. 2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2006. ROSSI, Luiz Alexandre Solano. Como ler o livro de Naum. 2ª Edição. São Paulo: Paulus, 2007. SCHOKEL, Alonso Luís; SICRE. José Luís. Os profetas. São Paulo: Paulus, 2004. SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas palavras (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São Paulo: Paulinas, 2004.
  • 63. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SHREINER, J. Palavra e mensagem Testamento. São Paulo: Teológica, 2004. do Antigo SICRE, José Luís. Profetismo em Israel. 3ª Edição. Petrópolis: Vozes, 2008. SILVA, Airton José. A voz necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. São Paulo: Paulus, 1998. ZABATIERO, Júlio Paulo Tavares. Miquéias: voz dos semterra. Petrópolis-RJ: Vozes, 1996. ZENGER, E. et al. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Loyola, 2003.
  • 64. Ev. Natalino das Neves www.natalinodasneves.blogspot.com.br natalino6612@gmail.com natalino.neves@ig.com.br (41) 8409 8094 / 3076 3589
  • 65. AS CINCO VISÕES (CAP. 7 a 9)
  • 66. O que significam as "visões simbólicas"? "Trata-se de uma trajetória vocacional. Amós percorre todo um caminho visionário. As próprias visões deixam entrever isso, com bastante nitidez. A visão dos gafanhotos (cf. 7,1-3) cabe no início do ano agrícola. A da seca (cf. 7,4-6), em pleno verão. A do cesto (cf. 8,1-3), dá-se no outono. Estas visões cobrem, no mínimo, meio ano. Talvez seja o período em que Amós é preparado, de modo incisivo, para seu ministério.” (SCHWANTES, 2004, p. 38);
  • 67. O que significam as "visões simbólicas"? • Estas visões parecem ser sinais que o profeta percebe no cotidiano da vida e simbolizam a situação da nação israelita; • Elas vão fazendo nascer em Amós uma conscientização do que está acontecendo e acabam determinando sua decisão de deixar sua casa e seu trabalho e ir anunciar o castigo e a ruína do país; • As visões cumprem, em Amós, o mesmo papel dos textos de vocação em Isaías, Jeremias ou Ezequiel;
  • 68. O que significam as "visões simbólicas"? • Amós via, certamente, coisas absolutamente comuns na região (exceto última visão), como uma praga de gafanhotos, uma seca, um cesto de frutas maduras e coisas; • Mas, como ele estava preocupado com o destino do país, "antenado" na situação do povo, estas coisas viravam símbolos do que estava acontecendo ou por acontecer com Israel.
  • 69. O que conta a 1a visão? • Fala de uma praga de gafanhotos que destrói as plantações dos camponeses. • Ocorre depois do corte do feno para o pagamento do tributo ao palácio. • Amós apela a Javé, argumentando que os camponeses são frágeis demais para sofrer tal ameaça de fome. • Javé revoga o castigo.
  • 70. 2ª visão - Incêndio • Nesta visão o profeta Amós vê um incêndio terrível que, de tão forte, consome até as fontes subterrâneas de água depois de ter acabado com os campos; • Novamente Amós apela a Javé para que suspenda a praga, porque a ameaça agora é de grande seca, penalizando os fracos agricultores de sua época; • Esta visão se parece muito, no seu jeito, com a dos gafanhotos. Elas formam um par;
  • 71. 2ª visão - Incêndio • Mostram a realidade da roça na época de Amós, quando os pequenos agricultores sofrem muitas ameaças, sejam naturais, sejam da exploração que vinha lá de cima, do governo; • Javé tem compaixão dos pequenos e retira os castigos que os ameaçam. • Mas e os mecanismos sociais que provocam fome e sede no campo? Estes permanecem... • Estas duas visões são indicadores do nível de consciência profética de Amós (campo).
  • 72. 3ª visão – Mesmo assunto? • Não! A 3ª visão é um pouco diferente. • Nesta visão o profeta vê Javé verificando alinhamento de um muro com um fio de prumo; o • O muro simboliza Israel que está torto e deverá ser demolido para ser realinhado, porque muro torto não tem conserto. Só derrubando; • Desta vez Amós não intercede e a certeza do castigo torna-se mais forte.
  • 73. 4ª visão – Forma par com a 3ª? • Forma! • Na 4ª visão Amós vê um cesto de frutas maduras e isto simboliza para ele o fim de Israel. Também desta vez Amós não pede nada a Javé; • E ela forma, sim, um par com a 3ª, porque estas duas avançam em relação às duas primeiras, chamando a atenção para a gravidade da situação e para a proximidade do fim de Israel;
  • 74. 4ª visão – Forma para com a 3ª? • O contexto muda, não é mais a situação da roça. • As duas visões (3ª e 4ª) tratam de realidades urbanas: sofrem com os castigos a cidade, os santuários, o palácio. • Para este grupo não há intercessão de Amós. • É uma realidade corrupta que não tem conserto.
  • 75. 5ª visão – Forma para com a 3ª? • O próprio Javé quem atua e de modo dramático. De pé sobre o altar dos holocaustos - portanto, diante do edifício do santuário - ele bate nos capitéis, provocando um terremoto que destrói o santuário e mata as pessoas que estão ali dentro; • Não há possibilidade de fuga, garante o texto; • Esta visão é o ponto máximo deste ciclo. O próprio Javé volta-se contra o local no qual se lhe presta culto;
  • 76. 5ª visão – Forma para com a 3ª? • Na visão de Amós, o santuário (de Betel) traiu seu papel de conduzir o povo a Javé e à vida; • Tornou-se um lugar de culto sem sentido, amparando e ocultando as múltiplas opressões e injustiças que se cometem no país.