Lição 8 - Autoavaliação e discernimento, sim, julgar, não

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Subsídios para lições bíblicas da CPAD elaborados pelo Pastor Natalino das Neves (IEADC-Sede).
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Lição 8 - Autoavaliação e discernimento, sim, julgar, não

  1. 1. TEXTO DO DIA "Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso." (Lc 6.36)
  2. 2. SÍNTESE A nossa natural disposição em sentenciar as pessoas, coloca- nos em uma posição que não nos cabe.
  3. 3. TEXTO BÍBLICO Mateus 7.1-6
  4. 4. 1 Não julgueis, para que não sejais julgados, 2 porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. 3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. 6 Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem.
  5. 5. INTRODUÇÃO
  6. 6. INTRODUÇÃO • O relacionamento interpessoal é um dos grandes desafios da vida em sociedade. • Os conflitos nos relacionamentos devem ser devidamente tratados para que não se tornem raízes de amargura (Hb 12.15) ou formação grupos que se transformam em juízes de condenação uns dos outros (1 Co 3.1-8; Rm 14.1-12). • Se cada um de nós exercesse um autoexame perfeito, não haveria o perigo de sermos julgados (1 Co 11.31-32), bem como de julgar aos outros.
  7. 7. I - JULGANDO O PRÓXIMO OU OCUPANDO O LUGAR DE DEUS
  8. 8. 1. Não podemos julgar • Jeus é enfático: "Não julgueis" (v.1). • A sociedade era estratificada e tinha como corriqueira a disputa pela "verdade" (Mt 22.15,23; Mc 3.18; Lc 7.18; 20.1; Jo 12.20-22; At 5.36,37). • “O dono da verdade” se acha capaz de julgar as demais pessoas, tendo a si mesmo como base e referência. • Até os discípulos de Jesus disputavam entre si (Mc 9.33,34; Lc 9.46). • Infelizmente, quem se acostuma com essa prática, faz do costume de julgar os outros seu estilo de vida. AP – Você se acha em condição de julgar as outra pessoas? Qual sua referência?
  9. 9. 2. A consequência para quem se comporta como juiz • O Mestre adverte que o discípulo não deve julgar para que não venha a ser julgado (v.1). • Ele ensina que da mesma forma que a pessoa julga, a pessoa será julgada, e que a medida utilizada para medir será também a mesma com que ela também será medida (v.2). • A pergunta inevitável é: Se tal for feito, qual será o destino de todos? • Ninguém é perfeito em tudo. Todas as pessoas tem seus pontos fracos e carece da graça divina. AP – Você se considera uma pessoa perfeita?
  10. 10. 3. Por que não podemos julgar? • O contexto deixa claro que este julgar tem o objetivo de "sentenciar", condenar e proferir um castigo à altura. • Todavia, nesse sentido, o julgamento só cabe a Deus, que conhece perfeitamente a tudo. • Nem mesmo Jesus colocou-se na condição de juiz sobre o próximo (Lc 12.14; Jo 12.47,48). • Os seguidores de jesus também não devem sentenciar a ninguém, pois não têm prerrogativa para tal. • No entanto, biblicamente, Jesus e os salvos, no dia determinado pelo Pai, irão exercer esta prerrogativa (Jo 5.22,23; 1 Co 6.2,3). AP – Você tem se considerado no direito de julgar alguém?
  11. 11. PENSE Qual seria o seu destino se as pessoas exercessem um juízo sobre sua vida da mesma maneira que você exerce sobre a vida dos outros?
  12. 12. PONTO IMPORTANTE Não tendo possibilidade de conhecer os motivos - que vão além das atitudes -, não cabe a nós sentenciarmos ninguém.
  13. 13. II - AUTOAVALIAÇÃO, AUTOCORREÇÃO E O AUXÍLIO A TERCEIROS
  14. 14. 1. A disposição natural para corrigir aos outros • O ser humano, mesmos discípulo, é tentado a observar a conduta alheia e apontar o erro do próximo sob a desculpa de estar sendo cuidadoso (v.3). • Quem enxerga um pequeno "cisco" no olho de alguém deveria ser capaz de enxergar uma tábua na frente dos seus próprios olhos! • Muitos se achavam justos aos seus próprios olhos, mas não "conseguiam" ver os sinais que Ele fazia como sendo provenientes de Deus (Lc 12.54-57; Jo 7.19-24). • Somos ávidos para corrigir e avaliar os outros, mas lentos corrigir os próprios erros. AP – Controle sua disposição natural para corrigir aos outros!
  15. 15. 2. Autoavaliação • Quem é competente para perceber um pequeno defeito nos demais, deve ser suficientemente capaz para perceber os seus grandes erros e mudar de atitude (v.4). • Na verdade, querer consertar os outros antes de fazer o mesmo consigo é hipocrisia (Rm 2.1-16). • Mesmo porque, a correção alheia não redime os meus defeitos e pecados. • Algumas pessoas tentam esconder suas fraquezas na condenação/controle de outras. Fique atento! AP – Prefira a autoavalição do que julgar um terceiro?
  16. 16. 3. Autocorreção e auxílio ao próximo • Jesus recomenda a quem quer corrigir aos outros no intuito de "ajudá-los": Tirar a trave, ou seja, remover os seus graves desvios e se autocorrigir. • Só assim estará apto a auxiliar o próximo na remoção do "cisco do olho" (v.5). • As diferenças entre as pessoas devem ser corrigidas por quem se sentir ofendido, mas sempre buscando a melhoria mútua. Jesus descreve o procedimento (Mt 18.15-17). AP – Você tem auxiliado o próximo por meio de seu exemplo (auxilio precedido da autocorreção)?
  17. 17. PENSE ?????
  18. 18. PONTO IMPORTANTE ???
  19. 19. III - A NECESSIDADE DE DISCERNIMENTO
  20. 20. 1. Discernir é preciso (v.6) • O versículo seis demonstra que o "julgar" deve ser precedido pelo discernimento e a autoavaliação. • Todavia, é preciso que isso se dê de forma consciente, inclusive, dos nossos próprios erros e do valor das coisas sagradas. • As pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer o Evangelho e o apelo de Cristo, mas que suas atitudes demonstram que são inalteravelmente viciosa devem ser tratadas com precaução. • Elas tratam coisas preciosas (Verdade do Evangelho) com descaso.
  21. 21. 2. Cães e porcos (v. 6) • Os destinatários da justiça do Reino são os discípulos. • Judeus que pertenciam ao contexto que considerava os dois animais (cães e porcos) imundos (Lv 11.7; 2 Pe 2.22). • Cães (animais carnívoros) - a carne do sacrifício lhes era certamente atrativa, mas nem isso os impediam de satisfazerem-se. Depois de empanzinados voltavam-se contra quem lhes ofereceu. • Porcos - a comida dos porcos consistia de restos e sobras, muitas vezes estragados.
  22. 22. 3. Coisas santas e pérolas • A audiência imediata de Jesus era composta por judeus. • “Coisas sagradas" - lembram claramente o sacrifício destinado á expiação da culpa que era propriedade de Deus e do sacerdote, portanto, sagrado (Lv 7.5-38). • Pérolas - lembra-nos o que o Senhor falou em Mateus 13.45,46. • Pérola para um animal como esse só tinha um destino: ser despedaçada. • Assim, a mensagem do Reino levada a pessoas que a desprezavam, davam de ombros e desdenhavam, seria como dar coisas sagradas aos cães e pérolas ao porcos.
  23. 23. PENSE Como você tem exercido sua capacidade de discernir todas as coisas?
  24. 24. PONTO IMPORTANTE Conquanto nos seja vedado o exercício do julgamento e, por conseguinte, sentenciar os outros, é nos recomendado pelo Senhor que venhamos a discernir e nos autoavaliarmos.
  25. 25. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  26. 26. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta lição nos aprendemos que: 1. Não foi dado ao ser humano a prerrogativa de julgar as outras pessoas, no sentido de condená-las. 2. Devemos nos observar primeiro, corrigir nossas falhas, e depois auxiliar as pessoas que necessitam de ajuda. 3. Nem todas as pessoas irão aceitar as “coisas santas”, ter uma vida diferenciada e separada. Portanto, devemos ter discernimento e estratégia para a evangelização.
  27. 27. REFERÊNCIAS BORNKAMM, G. Bíblia, Novo Testamento. Introdução aos seus escritos no quadro da história do cristianismo primitivo. 3ª ed. São Paulo: Teológica, 2003. CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017 COMENTÁRIO BÍBLICO BEACON. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. DEVER, M. A Mensagem do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. CULLMANN, O. Cristo e o Tempo. Tempo e história no cristianismo primitivo. São Paulo: Custom, 2003. DICIONÁRIO BÍBLICO WYCLIFF. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. GARLOW, James L. Deus e o seu Povo: A História da Igreja como Reino de Deus.Rio de Janeiro: CPAD, 2007. GOPPELT, L. Teologia do Novo Testamento. 3ª ed. São Paulo: Teológica, 2003. LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS. O Sermão do Monte: A Justiça sob a Ótica de Jesus. 2º Trim, Edição Professor, Rio de Janeiro, 2017.
  28. 28. REFERÊNCIAS KÜMMEL, W. G. Síntese Teológica do Novo Testamento. 4ª ed. São Paulo: Teológica, 2003. KÜMMEL, W. G. Introdução ao Novo Testamento. 4ª ed. São Paulo: Paulus, 2009. NEVES, Natalino das. Educação Cristã Libertadora. São Paulo: Fonte Editorial, 2013. NEVES, Natalino das. Justiça e Graça: um estudo da doutrina da salvação na Epístola aos Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015. PAGOLA, J. A. Jesus: aproximação histórica. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2011. PALMER, Michael D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001. RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012 RICHARDS, Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. TENNEY, Merrill C. Tempos do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2010.
  29. 29. Pr. Natalino das Neves www.natalinodasneves.blogspot.com.br Facebook: www.facebook.com/natalino.neves Contatos: natalino6612@gmail.com (41) 98409 8094 (TIM)

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