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LIÇÃO 2 - O NASCIMENTO DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE MATEUS_Lições Bíblicas Jovens 1 TRI 2018

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Subsídios para lições bíblicas da CPAD elaborados pelo Pastor Natalino das Neves (IEADC-Sede).
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LIÇÃO 2 - O NASCIMENTO DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE MATEUS_Lições Bíblicas Jovens 1 TRI 2018

  1. 1. Adquira o livro de apoio para subsidiar seus estudos, no site da CPAD (www.cpad.com.br) ou nas melhores livrarias.
  2. 2. TEXTO DO DIA “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco)”. (Mt 1.23).
  3. 3. SÍNTESE A concepção de Jesus se deu por uma ação divina. Foi resultado da ação direta do Espírito Santo sobre Maria, a serva do Senhor.
  4. 4. LEITURA BÍBLICA Mt 1.18-25
  5. 5. 18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. 19 Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. 20 E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. 21 E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. 22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco). 24 E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, 25 e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.
  6. 6. • O Evangelho de Mateus se constitui uma tentativa de diálogo entre judeu-cristãos e cristãos gentios. • Os judeus tinham dificuldades sérias de aceitar Jesus como o messias prometido. • Mateus demonstra a relação entre Jesus e a figura messiânica que implantaria o Reino dos céus. • Por isso, a organização que se inicia com a genealogia de Jesus e a narrativa de seu nascimento de origem sobrenatural. INTRODUÇÃO
  7. 7. I. MARIA, A MULHER DA QUAL NASCEU JESUS (MT 1.18)
  8. 8. • Desde o início da vida humana de Jesus a obra de Deus foi se manifestando. • Na descrição genealógica de Jesus o termo usado para demonstrar a descendência é utilizado o verbo gerar. Fulano gerou beltrano. • No entanto, quando chega em José o padrão muda. A ele não é atribuído essa ação de gerar, mas sim é citada a relação dele com Maria (marido). • Jesus não foi gerado por ação humana, mas divina. Introdução ao tópico
  9. 9. • Jesus nasce em um momento turbulento para o povo judeu (sob o domínio do Império Romano). • Desde a destruição do templo, da cidade e dos muros de Jerusalém em 587 a.C. o povo judeu aguardava por uma libertação sobrenatural. • A cultura judaica da época do nascimento de Jesus era profundamente influenciada pela expectativa messiânica. a) Uma mulher daria a luz ao messias prometido
  10. 10. • As mulheres judaicas, dentro dessa cultura, almejavam ser a escolhida para tamanha honra de ser mãe da figura mais esperada de seu povo. • Maria seria a realização de uma das mais profundas promessas de Deus. • Os textos messiânicos mais expressivos para demonstrar essa realidade é Is 7.10-17 e 9.1-6. • Os textos tem um significado histórico que não pode ser ignorado ao se comentar sobre eles. a) Uma mulher daria a luz ao messias prometido
  11. 11. • O sinal era o fato de uma moça bem jovem que engravidaria e teria um filho, fruto do relacionamento sexual como todo ser humano (Acaz e sua esposa). • Esse filho prometido seria Ezequias, considerado pelos judeus como um rei justo e bom. • Um rei justo e bom que tratasse o povoado com justiça era sinal da presença de Deus junto ao seu povo. • Cumprimento original da promessa: nascimento do rei Ezequias (figura do messias). a) Uma mulher daria a luz ao messias prometido
  12. 12. • Na época de Acaz uma jovem moça teve o privilégio de dar à luz ao rei Ezequias, figura de liderança justa e boa que trouxe esperança em um momento difícil da história de Israel. • No entanto, Maria teve ainda um privilégio maior, pois deu a luz ao menino Jesus, o verdadeiro messias que Israel esperava. a) Uma mulher daria a luz ao messias prometido
  13. 13. • A igreja católica usa o termo imaculada conceição de Nossa Senhora, quando se refere à sua própria concepção. • Portanto, não se tem a intenção de afirmar que a sua concepção foi virginal como a de Jesus. • Seu nascimento é considerado normal, fruto da relação conjugal de um casal conhecido pelos católicos como “São Joaquim” e “Santa Ana”. b) Uma mulher escolhida para ser agraciada
  14. 14. • Segundo a crença católica, ela foi liberada da mancha do pecado desde a sua concepção. • “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38). • Os católicos entendem que esta entrega incondicional de Maria à vontade de Deus não seria possível sem a ação sobrenatural de Deus em sua concepção. b) Uma mulher escolhida para ser agraciada
  15. 15. • Maria realmente foi agraciada em ser escolhida para ser a mãe de Jesus Cristo. • Todavia, ela estava na mesma condição de qualquer outro pecador (inimizade e separada de Deus), sendo totalmente dependente do ato salvífico de Cristo na Cruz (Rm 3-5). • Portanto, Maria teve um nascimento como qualquer outro ser humano, era pecadora e carente da misericórdia de Deus e dependente da intervenção da obra de Cristo para sua justificação. b) Uma mulher escolhida para ser agraciada
  16. 16. PENSE José e Maria tinham uma disciplina exemplar para manter o segredo de Deus e andar na vontade de Deus. Jovem, você tem essa disciplina?
  17. 17. PONTO IMPORTANTE Maria foi agraciada e escolhida para ser a mãe de Jesus Cristo. No entanto, não recebeu nenhuma autoridade de mediadora entre o ser humano e Deus.
  18. 18. II. JOSÉ, ESPOSO DA MULHER DA QUAL NASCEU JESUS (MT 1.19-25)
  19. 19. • Para o cumprimento da promessa de Deus não bastava um mulher agraciada, era preciso um casal com características específicas. • Maria era uma jovem virgem e obediente à vontade de Deus, enquanto José era um homem honrado, de bom caráter e que temia a Deus. • Ele passa a ser conhecido como o “esposo da mulher da qual nasceu Jesus”. Introdução ao tópico
  20. 20. • Maria também foi agraciada com um esposo honrado e de bom caráter. • Nos dia de José, na cultura local, era comum casamentos arranjados. • Homens mais velhos combinavam casamentos, por meio de pagamento, com meninas com idades até inferior à 10 anos (proteção dos direitos de propriedade). • Tratava-se de um contrato de casamento judeu que difere muito do noivado moderno. a) José um homem honrado e de bom caráter
  21. 21. • O marido tinha o direito de anular o casamento e receber o dinheiro de volta, caso fosse comprovado que a jovem moça não fosse mais virgem. • O fato de Maria ter engravidado antes de o casamento ter sido consumado, José seria obrigado a tornar público o assunto e Maria seria envergonhada e punida. • Para proteger Maria, José teve a intenção de deixá-la secretamente, mas mesmo assim, ela ficaria desprotegida. a) José um homem honrado e de bom caráter
  22. 22. • Ele vai além, aceita a vontade divina e assume a paternidade do filho que Maria esperava. • José toma Maria como esposa. Levando-a para sua casa, no entanto sem ter relações sexuais com ela até que o filho nascesse. • Essa atitude demonstra a honradez de José, principalmente na cultura de sua época. a) José um homem honrado e de bom caráter
  23. 23. • José também recebe um papel próprio e importante no plano divino de salvação. • Da mesma forma que Maria, ele é privilegiado de cuidar e conduzir o Filho de Deus em sua missão única e salvadora. • No entanto, isso não o torna Santo e com autoridade de intermediar diante de Deus em benefício dos seres humanos. • É por meio da paternidade de José que Jesus será conectado à tradição messiânica davídica”. b) José liga Jesus à tradição messiânica davídica
  24. 24. • Na crucificação, essa relação de Jesus com a descendência real é lembrada, porém na forma de acusação. • O reinado/império de Jesus não visava a glória humana semelhante ao reino de Davi, mas sim o reino de justiça e bondade. b) José liga Jesus à tradição messiânica davídica
  25. 25. • Os impérios que se levantaram ao longo da história de Israel eram autoritários, dominadores e opressores. • Jesus propõe um governo com estruturas mais igualitárias. • Um reino com governo comunitário com base na vontade de Deus (Mt 1.21; 11.25-27; 12.46- 50). c) O filho de José é um rei de justiça e bondade
  26. 26. • Jesus faz advertências rígidas contra o abuso de poder, a luxúria, o adultério, o poder masculino no divórcio que era prática comum na época, a avareza e exploração dos pobres (Mt 5.27-32; 19.3-12, 16-30; 6.19-34). • Jesus se coloca no lugar dos oprimidos e pessoas que não tinham quem intercedesse por eles. • Ele questiona a falsa religiosidade e as práticas religiosas opressoras. c) O filho de José é um rei de justiça e bondade
  27. 27. • Nos ensinos de Jesus, principalmente nas parábolas, os heróis e heroínas são os excluídos da sociedade (samaritanos, prostitutas e pecadores). • Assim, a ascendência de Jesus por meio de José, seu pai terreno, era real, mas seu reino era diferente, um rei que deu sua vida em prol da justiça e para a justificação de toda humanidade. c) O filho de José é um rei de justiça e bondade
  28. 28. PENSE José ao receber Maria grávida, ele a honrou e teve relações sexuais com ela somente após o nascimento de Jesus. Jovem, você teria essa disciplina?
  29. 29. PONTO IMPORTANTE As atitudes de José demonstravam que ele era um homem honrado e, junto com a jovem Maria, recebeu a honra e responsabilidade de criar o Filho de Deus.
  30. 30. III. O NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS CRISTO (MT 1.18-23)
  31. 31. • O nascimento virginal de Jesus tem sido contestado ao longo de séculos, mas o cristianismo continua firme na defesa desta doutrina. • Ela é fundamental para demonstrar a divindade de Jesus e o propósito de sua missão: doação do Deus encarnado para a redenção da humanidade. Introdução ao tópico
  32. 32. • Em 2007 foi disponibilizado no site http://www.zeitgeistmovie.com um vídeo com mais de 2 horas de duração com o título “ZEITGEIST - THE MOVIE” para contestar a divindade de Jesus, comparando com mitos gregos, persas, indus e outros, que surgiram pelo menos um século antes de Jesus. • Dentre as contestações está a doutrina cristã e a crença no nascimento virginal e na ressurreição de Jesus. • seis meses depois já tinha quase 10 milhões de acessos. a) Um nascimento diferente dos relatos míticos
  33. 33. • Quando se fala do nascimento virginal, tecnicamente, o que está em questão é a preservação da virgindade no processo da concepção. • Relatos míticos – “nascimento virginal” oriundos de do relacionamento de deuses mitológicos (Zeus e Perséfone) e uma mulher mortal. • Para comprovar o plano divino do nascimento virginal, Mateus não recorre à mitologia e sim ao profeta Isaias (Is 7.14). a) Um nascimento diferente dos relatos míticos
  34. 34. • Maria estava comprometida com José e aguardava a data da formalização do casamento. • O evangelista afirma que ela simplesmente achou-se grávida pelo Espírito Santo (Mateus 1:18). • Como isso é possível? b) O nascimento virginal segundo Mateus
  35. 35. • Mateus evidencia a origem divina de Jesus, dentre outras evidências, por meio da narrativa do nascimento virginal. • Uma concepção sem ação humana e unicamente pela ação divina, independente do casal judaico escolhido para a missão de criar e educar o messias prometido. b) O nascimento virginal segundo Mateus
  36. 36. PENSE Jovem, você já parou para pensar na humildade de Jesus, como Deus Criador, ao se submeter ser gerado na barriga de uma de suas criaturas?
  37. 37. PONTO IMPORTANTE A rede social têm sido um meio eficaz utilizado por pessoas incrédulas, para contestar as doutrinas cristãs. Todavia, também pode ser usada para evangelizar, se usada com sabedoria.
  38. 38. Nesta lição aprendemos que: 1. Maria e José eram justos e foram agraciados por Deus para serem os pais terrenos de Jesus; 2. No entanto, eram pessoas comuns, pecadoras e desprovidas de poder para intermediação diante de Deus; 3. A concepção de Jesus não está baseada em mitos, mas foi uma ação divina. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  39. 39. LIÇÕES BÍBLICAS DE JOVENS. Seu Reino não Terá Fim: vida e obra de Jesus, segundo o Evangelho de Mateus. 1 TRI 2018. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. NEVES, Natalino das. Seu Reino não terá Fim: vida e obra de Jesus, segundo o Evangelho de Mateus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. REFERÊNCIAS
  40. 40. Pr. Natalino das Neves www.natalinodasneves.blogspot.com.br Facebook: www.facebook.com/natalino.neves Contatos: natalino6612@gmail.com (41) 98409 8094 (TIM)

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