Interpretação teológica de
Israel a partir do exílio
babilônico
Prof. Ms. Natalino das Neves
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INTRODUÇÃO
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• A história do povo de Israel é construída por
meio da crença em um Deus presente na rotina
diária da nação e ...
I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL
NO PERÍODO PRÉ-EXÍLICO
I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ-
EXÍLICO
• A história do povo de Israel é baseada na
esperança:
• Em um De...
I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ-
EXÍLICO
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• Após um período de opress...
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EXÍLICO
• O reino de Deus com o seu povo escolhido =
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I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ-
EXÍLICO
• A queda do Estado de Judá foi o evento que teve
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O futuro da Babilônia é vosso futuro: Jr 29.4-7
4 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, a
todos os que for...
II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA
ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL
II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE
ISRAEL
• O episódio do exílio babilônico, no entendimento
dos judeus, põ...
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ISRAEL
• Profetas - A realização do projeto de Deus não é
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II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE
ISRAEL
• Todavia, a cultura que passa a predominar é a da
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II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE
ISRAEL
• O sincretismo e a multiplicidade de cultos floresce
na Palestin...
II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE
ISRAEL
• Momentos de crise são momentos de
questionamentos, bem como opo...
II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE
ISRAEL
• No entanto esses profetas, no período do exílio,
continuam enfa...
II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-
EXÍLICA E O SURGIMENTO DO
JUDAISMO
RESUMO CRONOLÓGICO PERÍODO PÓS-EXÍLIO
• 538 a.C. – inicio do regresso dos exilados;
• 520 a.C – início da reconstrução do ...
II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• Nos primeiros dois séculos após o exílio formou-
se o j...
II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
“[...] eu devolvi a seus respectivos lugares os deuses qu...
II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• De início Judá era governado por um sumo
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SURGIMENTO DO JUDAISMO
• Entretanto, a realidade da Judéia estava bem
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SURGIMENTO DO JUDAISMO
• Entretanto, migra de sua dimensão escatológica
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II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• Essa nova fase é importantíssima para o estudo,
pois es...
II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• Neemias:
• Contribui com a manutenção externa (muro); e...
II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• Esdras:
• Contribui para a reforma religiosa;
• Ampla a...
II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• Após o exílio babilônico as reuniões nas casas e
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II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• A obra de Esdras contribuiu para que o judaísmo
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II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O
SURGIMENTO DO JUDAISMO
• “Os textos formam cada vez mais o centro da
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CONSIDERAÇÕES
FINAIS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O entendimento da transformação do
pensamento teológico a partir da
evolução histórica do povo de Isr...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No pós-exílio, muitos textos foram
elaborados e complementaram a
tradição oral e textos escritos
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os acontecimentos durante a história
do povo da Bíblia influenciaram na
maneira de se relacionar e ve...
BLANK, Reinol J. Escatologia do mundo: o projeto cósmico de Deus
(Escatologia II). São Paulo: Paulus, 2001.
CAZELLES, Henr...
Lienemann-perrin, Christine. Missão e diálogo inter-religioso. São
Leopoldo: Sinodal; CEBI, 2005.
PIXLEY, Jorge. A Históri...
GRATO PELA ATENÇÃO.
NATALINO DAS NEVES
BLOG
www.natalinodasneves.blogspot.com.br
E-mail
natalino6612@gmail.com
natalinonev...
APÊNDICE
• Sistema teológico par explicar a história do povo: Is
41.8-16; 42.18-25; ... Monoteísmo Is 44.24ss e Is
52.1;
•...
APÊNDICE
• Lamentações: confissões de pecado (1.18,20,22;
3.42; 5.7,16) ao contrário de Jr 31.29-30; Ez 18.2; e sl
44.18; ...
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Interpretação teológica a partir do exílio babilônico_Pr Natalino

  1. 1. Interpretação teológica de Israel a partir do exílio babilônico Prof. Ms. Natalino das Neves www.natalinodasneves.blogspot.com.br
  2. 2. INTRODUÇÃO
  3. 3. INTRODUÇÃO • A história do povo de Israel é construída por meio da crença em um Deus presente na rotina diária da nação e com promessas para um mundo real. • A perda da independência e as várias diásporas desse povo mudaram a forma de pensar e de registrar por meio dos escritos. • Conflitos com a influência estrangeira. • Influência que vai impactar também na formação do cristianismo.
  4. 4. I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ-EXÍLICO
  5. 5. I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ- EXÍLICO • A história do povo de Israel é baseada na esperança: • Em um Deus presente na história e não um Deus espiritualizado e inatingível. • Concreta e histórica. • Em um Deus presente que se interessa em atender seus anseios concretos. • Dinâmica da esperança que começa com a revelação de um Deus que promete terra e um lugar para viver a um homem chamado Abraão e sua descendência.
  6. 6. I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ- EXÍLICO • Transmissão da fé pelos patriarcas. • Após um período de opressão em terra estrangeira (Egito) surge a promessa que desperta a esperança numa libertação sociopolítica, que se concretiza com a libertação da opressão (Ex 3,6-10). • Na caminhada pelo deserto, o povo tem a convicção da presença de Deus, caminhando junto ao seu povo.
  7. 7. I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ- EXÍLICO • O reino de Deus com o seu povo escolhido = formação de um sistema igualitário das doze tribos. • Esperança que “baseada nas promessas de Deus, ela se torna o motor que incentiva o agir”. Não é uma fé inativa. • Reinado de Davi = promessas são concretizadas. O povo se torna grande e respeitado e vivem em certa liberdade e paz. • Situação que passa a ser lembrada em várias oportunidades na história futura deste povo.
  8. 8. I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ- EXÍLICO • A dinâmica da esperança cede lugar à instituição que se julga cada vez mais independente, a realeza (monarquia). • O fracasso desta instituição culmina com: • A destruição dos muros da grande cidade de Jerusalém; • A destruição de seu majestoso templo; • Na dispersão do povo; • Na deportação da elite judaica para a Babilônia em 587 a.C.; • O fim da monarquia; • A cessação do oferecimento de sacrifícios.
  9. 9. I. ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL NO PERÍODO PRÉ- EXÍLICO • A queda do Estado de Judá foi o evento que teve maior efeito de transformação sobre o javismo. • Os impactos são explicitados na literatura da época, como exemplos: • Livro de Lamentações (05 lamentações – ver Lm 2.1- 8s; ); e • Alguns salmos: LC – 44, 60, 74, 79, 123; LI – 77, 1-15, 102). • Até o exílio a teologia preponderante é de um Deus que age e controla a história, um senhor absoluto, cujo projeto escatológico é construído dentro do próprio tempo contínuo do mundo.
  10. 10. O futuro da Babilônia é vosso futuro: Jr 29.4-7 4 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os que foram transportados, que eu fiz transportar de Jerusalém para a Babilônia: 5 - Edificai casas e habitai-as; plantai jardins e comei o seu fruto. 6 - Tomai mulheres e gerai filhos e filhas; tomai mulheres para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos ali e não vos diminuais. 7 - Procurai a paz da cidade para onde vos fiz transportar; e orai por ela ao SENHOR, porque, na sua paz, vós tereis paz. Advertência contra os falsos profetas Jr 29.7-8
  11. 11. II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL
  12. 12. II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL • O episódio do exílio babilônico, no entendimento dos judeus, põe em prova o poder de Iahweh e a fidelidade com seu povo. • Onde está o Deus presente, que caminha e protege seu povo? • Os profetas têm um papel importante para apresentar respostas. • Projeto de Deus Vs comportamento do povo.
  13. 13. II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL • Profetas - A realização do projeto de Deus não é linear e constantemente progressivo, mas ocorre na história de forma dialética, podendo haver progressos e retrocessos, aceleração e estagnação. • Os resultados não são condicionais à ação de Deus, mas sim ao agir do povo. • Durante o exílio, os profetas continuam lembrando o povo da aliança com Iahweh, exigindo conversão de rumo, visando a concretização do plano de Deus.
  14. 14. II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL • Todavia, a cultura que passa a predominar é a da desconfiança, pois grandes impérios da surgem com controle mundial, inclusive sobre a Palestina. Sofonias 1,12b “[...] homens que, concentrados em sua borra, dizem em seu coração: ‘Iahweh não pode fazer nem o bem nem o mal”. ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos embotaram-se’ (Jr 31,29; Ez 18,2).” Ver afirmação de Jeremias: Jr 7.26; 16.12.
  15. 15. II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL • O sincretismo e a multiplicidade de cultos floresce na Palestina, a ponto da religião cananeia prevalecer sobre o javismo, Iahweh passa a ser mais um dos deuses a serem adorados. • Outro impacto neste período foi a queda da popularidade da teologia profética devido às mudanças no curso da história do povo judaico. • Remanescente fiel: • O que surge é o questionamento da duração deste juízo de Deus (Sl 74,9-10; 102,14). • Muitas pessoas ainda mantinham o oferecimento de sacrifícios nas ruínas do Templo (Jr 41,5-6; Zc 7,5; Zc 8,19; 2 Rs 25,18-9,25).
  16. 16. II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL • Momentos de crise são momentos de questionamentos, bem como oportunidades de crescimento e amadurecimento • Crença popular: lutas entre as nações eram conduzidas pelos deuses, portanto responsáveis pelo sucesso ou fracasso. • Os profetas agora têm a incumbência de enfatizar a fidelidade de Deus, apesar de tudo o que estava acontecendo, e resgatar a esperança do povo.
  17. 17. II. O IMPACTO DO EXÍLIO NA ESPERANÇA TEOLÓGICA DE ISRAEL • No entanto esses profetas, no período do exílio, continuam enfatizando uma esperança de concretização do projeto de Deus dentro da história concreta. • Nesta nova realidade, o modelo histórico- escatológico não poderia ser mantido como modelo predominante. • A perspectiva escatológico-histórica, que predominava no período pré-exílio, passa a ser substituída paulatinamente pela perspectiva apocalíptica.
  18. 18. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS- EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO
  19. 19. RESUMO CRONOLÓGICO PERÍODO PÓS-EXÍLIO • 538 a.C. – inicio do regresso dos exilados; • 520 a.C – início da reconstrução do Templo (Ed 5.1; Ag1.1; Zc 1.1); • 515 a.C. – término da construção do Templo (Ed 6.15), mas Jerusalém continua em condições de semi- abandono; • 458 a.C. – Chegada de mais uma caravana de repatriados chefiada por Esdras (Ed 7.7). É promulgado como lei cívil o Pentateuco (Ne 10.30); • 445 a.C. – Neemias lidera a reconstrução dos muros (Ne 1.3; 1.8-18). Jerusalém ainda com escassez de habitantes (Ne 7.4; 11.1-2). • 433 a.C. – Última data fornecida pelos textos bíblicos (Ne 13.6).
  20. 20. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • Nos primeiros dois séculos após o exílio formou- se o judaísmo a partir de Israel, passando de Estado para a comunidade, e de religião cultual a religião de escritura. • Ênfase para: Esdras e Neemias. • 538 a.C. - O império persa, diferente dos impérios anteriores, permitia que os exilados voltassem para suas terras para reconstruir as cidades e instituições religiosas.
  21. 21. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO “[...] eu devolvi a seus respectivos lugares os deuses que lá haviam residido e (0s) fiz habitar uma moradia perpétua, eu reuni todos os deuses dos povos e os devolvi às suas respectivas localidades. Quanto aos deuses da região de Sumer e de Akkad que Nabunaid introduziria na Babilônia com a ira do Senhor dos deuses, sob as ordens de Marduk, o grande Senhor, eu fiz com que encontrassem nas suas moradas uma habitação agradável com o bem-estar. Que todos os deuses que eu fiz voltar a seus lugares sagrados falem todos os dias a Bel e a Nabu do prolongamento de minha vida, que pronunciem palavras a meu favor [...]” Cilindro de argila descoberto na Babilônia, denominado pelos arqueólogos como “cilindro de Ciro”.
  22. 22. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • De início Judá era governado por um sumo sacerdote sob a supervisão do governador persa. • Em 538 a. C. a elite de Israel exilada na Babilônia retorna para Judá e traz consigo o seu próprio projeto religioso. • O regresso à “Terra Santa” não obteve o entusiasmo que muitos esperavam (adesão em massa). Muitos hebreus ficaram na Babilônia. • Colônia de hebreus na ilha de Elefantina (Egito) – existência de um templo dedicado ao Deus de Israel – relacionamento por cartas com Palestina.
  23. 23. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • Entretanto, a realidade da Judéia estava bem longe daquilo que haviam sonhado (Sl 137). • No retorno, vários problemas: • Dificuldades para reconstruir o Templo (Ed 3-4.5) e; • Reconstrução da cidade de Jerusalém (Ed 4.12-16), • Queda da monarquia e a falta de um descendente de Davi (último Zorobabel). • O grupo que retorna do exílio babilônico começa um primeiro movimento de reforma com base em uma escatologia e um mundo simbólico apocalíptico. DU
  24. 24. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • Entretanto, migra de sua dimensão escatológica apocalíptica para um movimento de controle da comunidade. • Em aproximadamente 445 a.C., Judá se torna província separada com governadores judaicos, período iniciado por Neemias. • Em 438 a.C. chega Esdras, sacerdote e escriba, aliado ao governo de Neemias, juntos reconquistam a identidade de povo comunidade organizada para Judá.
  25. 25. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • Essa nova fase é importantíssima para o estudo, pois essa nova situação trouxe novamente o desenvolvimento intelectual e literário.
  26. 26. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • Neemias: • Contribui com a manutenção externa (muro); e • interna (remissão geral das dívidas, resgate do recebimento dos dízimos aos levitas, a observância do shabbath e oposição aos casamentos mistos).
  27. 27. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • Esdras: • Contribui para a reforma religiosa; • Ampla autoridade do rei persa para organizar os negócios da comunidade em Jerusalém “com base num código de leis que Esdras tinha à mão”; • Destaca a hierarquia sacerdotal que tem forte liderança na comunidade; • Assessorado por um grupo de escribas-levitas (mestres espirituais) na leitura e interpretação da Lei.
  28. 28. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • Após o exílio babilônico as reuniões nas casas e sinagogas passaram a ser um espaço importante para a formação religiosa como nas orientações rotineiras. • A família e o espaço do lar voltam a ser valorizados. • A obra de Esdras “lançou base para o período seguinte, de modo que, mais tarde, ele chegou a ser comparado a Moisés e glorificado como o finalizador da obra de Moisés” (FOHRER, 1982, P. 448).
  29. 29. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • A obra de Esdras contribuiu para que o judaísmo primitivo fosse determinado pela lei, com posição central ao ritual cultual, tanto na Judéia como na diáspora babilônica. • No chamado “século obscuro” que, provavelmente, foram formadas partes consideráveis da literatura veterotestamentária (DONNER, 2006, P. 494). • Da tradição oral para a escrita: ‘Investigai a Escritura de Javé e lede!’ (Is 34.16)”.
  30. 30. II. A ESPERANÇA TEOLÓGICA PÓS-EXÍLICA E O SURGIMENTO DO JUDAISMO • “Os textos formam cada vez mais o centro da religião. Começam a ser lidos no culto”, dando início gradativo à “substituição do culto de sacrifício pelo culto da palavra, o pressuposto para o surgimento da sinagoga”. • Com o judaísmo firma-se o monoteísmo na vida religiosa de Israel.
  31. 31. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  32. 32. CONSIDERAÇÕES FINAIS O entendimento da transformação do pensamento teológico a partir da evolução histórica do povo de Israel tem muito a ver com os textos bíblicos.
  33. 33. CONSIDERAÇÕES FINAIS No pós-exílio, muitos textos foram elaborados e complementaram a tradição oral e textos escritos originalmente, uma releitura influenciada pelo contexto do último redator bíblico;
  34. 34. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os acontecimentos durante a história do povo da Bíblia influenciaram na maneira de se relacionar e ver Deus, como por exemplo, a evolução do politeísmo para o monoteísmo e num Deus universal.
  35. 35. BLANK, Reinol J. Escatologia do mundo: o projeto cósmico de Deus (Escatologia II). São Paulo: Paulus, 2001. CAZELLES, Henri. História política de Israel: desde as origens até Alexandre magno. São Paulo: Paulinas, 1986. DONNER, H. História de Israel e dos povos vizinhos: Da época da divisão do reino até Alexandre Magno. V 2. São Leopoldo: Sinodal, 1997. FOHRER, G. História da religião de Israel. São Paulo: Paulinas, 1983. GOTTWALD, N.K. Introdução sócio-literária à Bíblia Hebraica. São Paulo: Paulinas, 1988. KLEIN, Ralph W. Israel no Exílio: uma interpretação teológica. Santo André: Academia Cristã; São Paulo: Paulus, 2012. REFERÊNCIAS
  36. 36. Lienemann-perrin, Christine. Missão e diálogo inter-religioso. São Leopoldo: Sinodal; CEBI, 2005. PIXLEY, Jorge. A História de Israel a partir dos pobres. Petrópolis: Vozes, 1989. SCHWANTES, M. Breve história de Israel. São Leopoldo: Oikos, 2008. SCHWANTES, M. Sofrimento e esperança no exílio. São Leopoldo: Sinodal, 1987. STORNIOLO, Ivo. Como ler o Livro de Jó: o desafio da verdadeira religião. 5. ed. São Paulo: Paulus, 2008. REFERÊNCIAS
  37. 37. GRATO PELA ATENÇÃO. NATALINO DAS NEVES BLOG www.natalinodasneves.blogspot.com.br E-mail natalino6612@gmail.com natalinoneves@yahoo.com.br Fones contato (41) 8409 8094 (41) 3076 3589
  38. 38. APÊNDICE • Sistema teológico par explicar a história do povo: Is 41.8-16; 42.18-25; ... Monoteísmo Is 44.24ss e Is 52.1; • Promessas à descendência de Davi: 2 Sm 7.16-16; 1 Cr 17.11-14; Sl 89.27; • Tradição da legitimação do sacerdócio sadoquista: Sadoc recebe o cargo de sumo sacerdote como prémio na proclamação de Salomão como rei (1 Rs 2.35; Ez 40.46; 44.15-16). • Neemias: casamento com estrangeiras (Ed 9-10; Ne 13.23-30); exclusão de estrangeiros (Ne 13.3); fechamento das portas para guardar o sábado (Ne 13.15-22).
  39. 39. APÊNDICE • Lamentações: confissões de pecado (1.18,20,22; 3.42; 5.7,16) ao contrário de Jr 31.29-30; Ez 18.2; e sl 44.18; sl 74.19); • Jeremias afirma que a atual geração era pior do que a dos pais Jr 7.26; 16.12. • Jeremias: mensagem de submissão à Babilônia (21.9; 27.10-14; 38.19; 39.9; 42.7ss). O futuro da Babilônia é seu futuro (Jr 29.4-7)

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