Roma: Monarquia/ República/ Império

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Roma: Monarquia/ República/ Império

  1. 1. ROMA Antiguidade Clássica Modo de produção escravista
  2. 2. Formação: • Península Itálica (Região do Lácio) • Teorias: – Mitológica: Eneida (Virgílio) – Histórica: Migração de povos indo-europeus (fusão entre os povos) • Século XI para o XVIII a.C.: – Ao Norte: Etruscos (militarizados) – Ao Centro: Latinos (culturalmente desenvolvidos) – Ao Sul: Gregos (2ª diáspora grega – Magna Grécia)
  3. 3. Sec. XVIII a.C.: Expansão etrusca para o Sul, já que para o norte seria mais complicado devido à geografia – Alpes. Conquistaram uma fortificação latina conhecida como cidade do rio (rio Tibre) – Roma. A partir daí se unem com os latinos e com os gregos. Este período seria o da MONARQUIA (1º período da História Romana). Etapas: – Monarquia 753 a.C. – 509 a.C. – República 509 a.C. – 27 a.C. – Império 27 a.C. – 476 d. C.
  4. 4. MONARQUIA • Carência de fontes históricas • Sociedade censitária (divisão por renda), com pequena mobilidade social, pautada na propriedade da terra. Patrícios Plebeus Clientes Escravos
  5. 5. Por ser um sistema censitário, as camadas sociais com mais terra tinham maior poder, mais direitos. *Semelhante à Grécia: quando os povos indo europeus chegaram à região, formaram o genos, que com o crescimento populacional foi se desintegrando (escassez de terra, luta por terra: gerando a propriedade privada da terra, assim os grupos tiveram sua posse e maior poder político-econômico, enquanto os grupos que não tiveram acesso passaram a ser dominados.
  6. 6. • Patrícios: Latifundiários (era necessário ter a terra por pelo menos duas gerações na família. Portanto os romanos valorizavam a hereditariedade – família tradicional). • Plebeus: homens livres – Clientes: homens livres agregados das famílias patrícias. Tinham privilégios, mas eram dependentes dos patrícios. – Escravos: pequena parcela da população em relação aos homens livres. Não é pela quantidade de escravos que Roma é considerada escravista, mas pela divisão social bem marcada: Homens livres e não livres!
  7. 7. • Economia: pastoril • DINASTIAS (Reis com função: executiva, judiciária, legislativa e religiosa) *Legislativa: aconselhada pelo SENADO (veto e sansão de leis) 1. Rômulo 2. Numa Pompílio 3. Túlio Hostílio 4. Anco Márcio 5. Tarquínio Prisco 6. Sérvio Túlio 7. Tarquínio, o soberbo
  8. 8. O último rei, Tarquínio, o soberbo, de origem etrusca, aproximou-se da plebe com finalidade de anular a força do Senado; por esta razão, os patrícios depuseram-no e implantaram a República, órgão essencialmente aristocrático, em 509 a.C.
  9. 9. República República Romana: Sistema administrativo do Estado, rompe com a noção de que o Estado é uma propriedade do governante, como acontecia com a monarquia. RES = COISA PUBLICUS = DO POVO O Estado é propriedade do povo e deve gerar o bem coletivo e aquele que está incumbido do poder público não pode exercê-lo de forma a obter benefícios privados.
  10. 10. Diferença entre República Romana e Democracia Grega: A Democracia grega preocupa-se com a participação política do cidadão. É igualitária (ao cidadão ateniense). Uma vez cidadão, rico ou pobre, tem os mesmos direitos. A República Romana não se preocupava com a igualdade. A participação política era censitária. Aquele que vinha de família patrícia tinha mais direitos políticos que aquele que era de origem plebeia.
  11. 11. A democracia se preocupa em criar igualdade entre os CIDADÃOS; a República se preocupa principalmente com a administração do Estado e com os limites do poder público em relação aos interesses privados.
  12. 12. República Romana: • Senado (poder legislativo): órgão mais importante da República. Poderia convocar uma ditadura. Composto por 300 patrícios, cujos mandatos eram vitalícios. Dirigia a política externa, o comando dos exércitos, recrutamento de tropas, autorizava as despesas e preparava as leis junto aos cônsules. • Consulado (poder executivo): Eram eleitos dois cônsules. Um permanecia dentro de Roma, exercendo o poder civil e outro fora de Roma, com o poder militar (imperium). Em casos de crise eram substituídos por um ditador (com poderes absolutos) por um período de 06 meses (teoricamente).
  13. 13. Cargos Magistrados: cargos eleitos Pretores: poder judiciário Censores: Censo/ Divisão por renda- classificam a sociedade Edis: Administradores municipais Questores: Tesoureiros Assembleias centuriais: (agrupamento militar de patrícios e plebeus). Dividida em centúrias (grupos de centuriões – 100). Composta por 98 centúrias patrícias e 95 plebeias. *Como o voto era por centúria, os patrícios mantinham o controle das decisões.
  14. 14. Cargos Magistrados Questores Censores Edis Pretores Cônsules
  15. 15. Surgem os EQUESTRES: comerciantes que por não terem terras, estavam abaixo dos patrícios Sociedade na República: Patrícios Equestres Plebeus Clientes Escravos (aumento significativo de escravos, explicado pela expansão militar durante a República)
  16. 16. • Homens livres: nasceram livres ou foram libertos ou foros: têm direitos. • Homens não livres: não têm direitos. Além de ser uma sociedade censitária, era Patriarcal (figura do pai): um cidadão completo constitui família, tem domínio sobre a mulher e sobre o filho (que é como propriedade, o pai pode rejeitá-lo ou não colocá-lo no testamento). Era normal um patrício afeiçoar-se a um filho de escravo e colocá-lo no testamento, tendo todos os direitos tanto quanto um filho legítimo.
  17. 17. A República foi marcada pela luta social entre patrícios e plebeus pela distribuição de terras. (*luta de classe). Os plebeus queriam mais terras, mas não apenas para enriquecerem e sim para terem direitos políticos. Questão agrária – Reformas legislativas: levará a formação das primeiras leis escritas de Roma. 494 a.C.: Greve. Os plebeus retiram-se de Roma (eram importantes na economia e no exército). Através desse pressão a aristocracia busca atendê-los criando o cargo de Tribuno da plebe (tribunato da plebe: órgão ocupado por 2 plebeus e depois por 10, com poder de veto sobre o Senado).
  18. 18. Em uma República Federativa: Senado: interesse dos estados. Câmara dos deputados: Representa diretamente o povo. Em Roma: Senado: Câmara alta = câmara dos patrícios (equivale ao Senado da República Federativa). Tribunato da plebe (494 a.C.): Câmara baixa = “casa do povo”. Equivale a câmara dos deputados. / Os plebeus ganharam o direito de eleger o tribuno da plebe, magistrado que tinha o poder de anular leis contrárias aos plebeus.
  19. 19. 1º Código de Leis Romanas: Lei das XII Tábuas: Código que inicia um processo de igualdade entre patrícios e plebeus e que serve de base até hoje. 1ªs leis escritas (na verdade eram inscrições em placas de bronze). Com as leis escritas ficava muito difícil para os patrícios interpretá-las segundo seus interesses. (450 a.C.) Lei Canuleia: Permite o casamento entre patrícios e plebeus. (445 a.C.) Leis Licínias Sextias: Permitia que as terras conquistadas fossem divididas entre os plebeus;. E que um dos cônsules deveria ser plebeu. (367 a.C.) Lei Poetélia Papiria: acabou com a escravidão por dívidas. (367 a.C.) Lei Hortência: Todas as decisões tomadas pelos plebeus em suas assembleias passaram a valer para todos os cidadãos. Uma coisa é a lei ser aprovada, outra, praticada!
  20. 20. Com o fim da escravidão por dívidas, houve a necessidade de conquistar mais escravos. Sendo assim, o estrangeiro, o bárbaro prisioneiro de guerra, tornou-se a principal mão de obra. Roma não pode parar de expandir, pois se parar, não terá mais escravos e sem escravos terá uma crise econômica. Lei Hortência: Cria plebiscitos: consultas populares que se aprovassem algo, seriam validas como uma lei.
  21. 21. Projeto Mare Nostrum Expansão Romana Após a Lei das XII Tábuas, Roma faz sua expansão pelo Mar Mediterrâneo. Guerras Púnicas: Guerras contra Cartago (antiga colônia fenícia) 1ª Guerra Púnica: 264 – 241 a.C. Ataque dos romanos à Sicília (1ª província romana). Entre guerras: 241-219 a.C. Roma apodera-se de Córsega e Sardenha (2ª província romana)
  22. 22. Segunda Guerra Púnica: 218-201 a.C. Conquista da Espanha, controle sobre o norte da África. • Segunda Guerra Púnica; • 218-202 a.C. Amilcar, general de Cartado dominou o sul da Espanha e seu filho Aníbal Barca –partiu da Espanha com elefantes para atacar a Itália pelo norte; Mas, ao final, o general Cipião consegue derrotar os cartagineses e dominar a Espanha; Terceira Guerra Púnica: 148-146 a.C. Cipião Emiliano invadiu Cartago e a incendiou, escravizando seus habitantes. Joga sal na terra (produto caro: mostra o poder econômico) para que nada pudesse brotar ali. Deixando a seguinte mensagem: quem enfrentar Roma, terá o mesmo fim de Cartago.
  23. 23. Após a 3ªGP, Cartago e seus territórios tornaram-se província romana.
  24. 24. Consequências: • Roma passou a dominar o Mediterrâneo • Concentração das novas terras nas mãos dos patrícios e militares (aumento do latifúndio). Generais transformam-se em patrícios ao manter a terra em sua família por mais de 2 gerações. Se os generais são patrícios, podem participar da política, tornando-se senadores. Militarização da política romana • Aumento da escravidão por guerra. Aumentando o número de escravos, diminuem as ofertas de emprego para os homens livres. Quanto mais escravos, menos emprego. Consequentemente, este camponês deixa o campo e vai para a cidade. • Êxodo rural: proletarização da plebe – urbanização
  25. 25. • Colonialismo: maior oferta de matéria-prima e escravos, consequentemente menos preço dos produtos em Roma e maior consumo. • ROMA NÃO PODE PARAR DE EXPANDIR PORQUE PRECISA DE ESCRAVOS, MATÉRIA-PRIMA, PRODUTOS AGRÍCOLAS. SE PARAR, SUA ECONOMIA CAIRÁ. • Empobrecimento dos plebeus, impossibilitado de concorrer com o latifundiário). Não ganham terra, não têm empregos e não podem ser escravos. Surgem os Tribunos da Plebe com a tentativa de Reforma Agrária (131 – 121 a.C.) • Política do pão e circo: para evitar revoltas
  26. 26. Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Síria e a Palestina. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos e a enviar produtos para Roma; O PROBLEMA é que sem conseguir competir com os produtos externos e a entrada de grande número de escravos os CAMPONESES vendiam suas terras e partiam para ROMA para engrossar as fileiras dos DESOCUPADOS.
  27. 27. Os irmãos Graco: Tibério e Caio Tentativas de Reforma: 133 a.C.: Tibério: Lei Agrária: as terras do Estado, em posse de latifundiários, deveriam ser divididas em pequenos lotes e distribuídas entre os pobres. A lei foi aprovada, mas os patrícios conseguiram anular todos os seus efeitos. Cercado no Capitólio pelos senadores e patrícios, Tibério foi assassinado.
  28. 28. 123 a.C.: Caio tenta levar adiante os projetos do irmão. Foi encurralado fora da cidade e pediu para seu escravo o matar. Lei Frumentária: subsídios para o trigo: para que os romanos pudessem comprar trigo por um preço mais baixo. O trigo é a base da alimentação dos plebeus., romanos comiam cerca de 1kg de pão por dia. Mas choca-se com o interesse dos produtores – patrícios. *O enfraquecimento das instituições republicanas e o fortalecimento de líderes militares colaboraram para o fim do período republicano.
  29. 29. Crise na República A partir das revoltas republicanas (121-110 a.C.) Guerra civil: convocação de ditadura: um general assume o poder no lugar do consulado, concentrado todo o poder em suas mãos. Ao final da ditadura, o ditador seria avaliado pelo Senado e, caso alguma de suas medidas fosse contrário ao espírito da República (o bem comum), ele seria punido (teoria). Na prática isso nunca acontecia, geralmente os generais escolhidos eram ligados aos patrícios, fazendo aquilo que o Senado queria.
  30. 30. Ditadura: 110-79 a.C. • Gal. Mário (tio de Júlio César) – 24 anos de ditadura. – Retira o poder do Senado – Reforma militar – reestrutura o exército (pagamento de salários, participação dos legionários nos espólios de guerra e aposentadoria) – Tenta resolver questões sociais relacionadas aos plebeus. *Vínculo general-soldado: controle sobre a plebe. – Abertura do exército à plebe: possibilidade de carreira militar. Este soldado ganharia um soldo (salário – remuneração em sal), pagos pelos próprios generais que aumentam seu poder, dão ordens aos subalternos, que os obedecem, pois dependem deles. (Maior parte de soldados = plebeus. – Ao final da carreira militar, ganhava-se um pedaço de terra – Ampliação da militarização da sociedade – Oposição do Senado que o perseguirá – Júlio César abandona Roma. – Morte de Mário (assassinato)
  31. 31. • Gal Sila: 82-79 a.C. (3 anos de ditadura) – Era mais conservador que o gal. Mário – Ligado aos patrícios – devolveu o poder ao senado – Perseguiu os seguidores de Mário – Em 79 a.C. Sila abdica Surgem novos líderes como Pompeu (abafou revolta popular na Espanha), Crasso (abafou a famosa revolta de escravos liderada por Spartacus em Cápua) e Júlio César (general de destaque, sobrinho do gal. Mário).
  32. 32. Espartaco e a Revolta dos escravos Nascido na Trácia (N da Grécia), Espartaco foi um soldado capturado e escravizado pelos romanos para tornar-se gladiador. 73 a.C.: dirigiu-se ao monte Vesúvio onde formou um exército com 60 mil soldados, mas foram vencidos em 71 a.C.
  33. 33. Os generais são vistos como responsáveis pela manutenção da ordem. Controlam revoltas. A impressão que se passa é que somente os generais conseguem manter a ordem dentro de Roma. 60 a.C.: Eleições. Dois generais ganham: Crasso e Pompeu Eleição para o consulado. Segundo a Lei Licínia Sextia 1 cônsul deveria ser patrício e o outro plebeu, mas nessas eleições, os dois cônsules são generais: Ruptura da lei = golpe.
  34. 34. Pompeu e Crasso chegam ao poder de forma ilegal, pois nenhum era plebeu. Para conseguirem legitimidade procuram o apoio do povo, da massa. Resolveram chamar o general Júlio César, que era adorado pela população. Nesta época, Júlio César começava a desenvolver a prática do Pão e Circo (distribuía $ e trigo entre os mais pobres) e também costumava realizar espetáculos para entreter os mais pobres. Ao invés de um Consulado, teremos um TRIUNVIRATO (60-31 a.C.) – 3 generais no poder.
  35. 35. O triunvirato dividiu o território romano em três partes: são 3 generais comandando a República, o Senado é deixado de lado. Foi aprovada lei onde um triunviro não poderia invadir as terras do outro. Houve disputa entre os generais. O 1º a sair foi Crasso em 54 a.C. Pompeu declara Júlio César fora da lei e o proíbe de entrar na região da Itália. Foi neste “momento” que Júlio César pronunciou a famosa frase: A sorte está lançada. Júlio César vence Pompeu, entrando em Roma como um vencedor, assumindo o poder.
  36. 36. JÚLIO CÉSAR começou a receber apoio da PLEBE. O senado, com medo, tentou nomear POMPEU como único CÔNSUL. Sentindo-se traído, Júlio César e suas tropas saíram da GÁLIA e marcharam sobre ROMA em 49 a.C.; POMPEU fugiu para o Egito, onde foi morto. JÚLIO CÉSAR depôs o Faraó e colocou em seu lugar CLEÓPATRA, que se tornaria sua amante; JÚLIO CÉSAR foi recebido em ROMA como ditador vitalício, como sumo sacerdote e comandante do exército.
  37. 37. Principado de César – 49-44 a.C. César foi um autocrata (concentrou os poderes em sua mão) e começou a acumular títulos: Ditador perpétuo Cônsul vitalício Princeps 1º Cônsul Queria mais dois títulos: Imperator (chefe supremo de todo exército) e Augustus (divindade/ deus vivo), esta ideia foi influencia egípcia (FARAÓ).
  38. 38. Júlio César promoveu um amplo programa de reformas: • Distribuiu terras a milhares de ex-soldados; • Coibiu abusos dos governadores de províncias e dos cobradores de impostos; • Melhorou a distribuição de tribo à plebe romana; • Introduziu o calendário Juliano, que divide o ano em 365 dias; • Promoveu a construção do fórum.
  39. 39. César estava submetendo todo o Senado a seu poder. Sendo assim, a solução encontrada foi matá-lo. Por volta de Março de 44 a.C. Júlio César foi assassinado por 40 senadores liderados por seu filho Caio Brutus (Até tu, Brutus?) Júlio César NUNCA FOI IMPERADOR ROMANO. Assim que César foi assassinado, houve comoção social, já que ele era adorado pela população (plebeus) e quase uma guerra civil em Roma. Para acalmar os ânimos, o Senado prende e executa os 40 assassinos e os executa, inclusive Brutus. *Descobriu-se que ele havia deixado em seu testamento uma quantia em dinheiro a cada romano, o que aumentou ainda mais a sua popularidade e motivou uma violenta perseguição aos seus assassinos. Em sua homenagem foi criado o título de César: amigo do povo. Saudação: Ave, César. (Salve amigo do povo). *A Alemanha nazista inspirou-se nesta saudação.
  40. 40. Assassinato de César. Tela de Karl Theodor -1865 -Museu de Hanôver.
  41. 41. 2º Triunvirato Com a morte de César, o senado continuou a perder força e outros três militares formaram o segundo triunvirato, eram eles: Caio Otávio (filho adotivo de César), Marco Antônio (braço direito de César) e Lépido. Otávio ficou com o ocidente, Marco Antônio, com o oriente e Lépido com a África.
  42. 42. Marco Antônio, seguindo os passos de Júlio César, vai até o Egito (*César conquistou o Egito devido às plantações de trigo – aplacar a fome em Roma. Lá, César apaixona-se por Cleópatra e tem um filho, Cesário, nomeado seu herdeiro). Marco Antônio também se apaixona por Cleópatra, coloca em seu testamento Cesário, p que gera a Questão do Egito (Lépido o acusa de traição por se casar com Cleópatra). Otávio divulga que Marco Antônio declarou Cesário, um egípcio, como seu herdeiro.
  43. 43. Marco Antônio utiliza-se da xenofobia sentida pelos romanos, afirmando que Cesário era egípcio, um estrangeiro, um bárbaro. Levanta, inclusive, dúvidas sobre a paternidade de Cesário, difundindo a ideia de que Cleópatra era promíscua ( a mulher dos 100 homens por noite). Também difunde que Marco Antônio dará o poder aos egípcios, causando revolta e medo em Roma, assim, o exército deixou de apoiar M.A. 31 a.C. : Caio Otávio venceu Marco Antônio na Batalha do Ácio (Actium). Cesário foi morto por Cleópatra. Marco Antônio e Cleópatra cometem suicídio.
  44. 44. Principado de Otávio 31-27 a.C. Ao assumir o poder, Otávio se apresentou como defensor da paz e conservou a instituições republicanas, procurando dar aparência de legalidade ao regime. Teoria de Maquiavel: para se manter no poder, o príncipe ou governante tem que ter o apoio de um tripé: 1- poder militar; 2- poder político e econômico e 3- poder religioso. Otávio se apoia no Senado, não se nomeará prínceps ou ditador perpétuo, mas sim PRÍNCEPS SENATUS: 1º senador.
  45. 45. Cria a lei de que todo e qualquer título dado a um cidadão romano, deverá ser aprovado pelo Senado (mantém a aparência de poder do senado). 2º Título: Tribuno da plebe: como a maior parte dos soldados vêm da plebe, estes apoiam Otávio. 3º Título: Sumo Pontífice: 1º Sacerdote Tendo este tripé de apoio, consegue o que Júlio César almejou: os títulos de Imperator (chefe supremo do exército) e Augustus (divino).
  46. 46. O IMPÉRIO ROMANO Otávio Augustus vira IMPERADOR e CÉSAR 27 a.C.: Império romano. Mantém o Senado aberto e a ideia de que tudo o que o imperador fizesse, o senado deveria aprovar (manter a aparência de poder do Senado, embora o poder, de fato, estivesse nas mãos do imperador). Seus atos passam a ser encarados como divinos e não como de um ditador! Só Augusto tinha o poder de mandar emitir moedas de ouro e prata; Augusto criou uma guarda pessoal –a GUARDA PRETORIANA.
  47. 47. Alto império: 1 a.C. – 3 d.C. Características: • Militarização de Roma – Hierarquia militar = hierarquia social – Verticalização da sociedade – Exército: principal instituição social – Personificação do poder. *Com um general no poder, há transformação da estrutura social como a de um exército.
  48. 48. EXÉRCITO ROMANO Imperador Generais Soldados (Chefe supremo do exército) Civis (controlados por toda a estrutura militar)
  49. 49. SOCIEDADE ROMANA SENATORIAIS EQUESTRES (MUITAS VEZES LIGADOS DIRETAMENTE AO EXÉRCITO) (COMERCIANTES) INFERIORES (SEM PODER)
  50. 50. Na República Romana há uma divisão clara entre homens livres e não livres, já no Império, ainda há escravos, entretanto o que acontece é que nos inferiores há uma mistura entre homens livres e escravos, portanto, apesar da continuação do escravismo, na estrutura social se diluiu um pouco a separação entre homens livres e não livres. Há uma cultura militar (vestimentas, corte de cabelo, comportamento, ainda que não se participe do exército).
  51. 51. Para alguns autores, o Império romano é o embrião do Estado totalitário, onde não há separação entre Estado e governante, há sim uma personificação do poder pelo imperador. A vontade do imperador é vista como a vontade do Estado. Símbolos: Águia.
  52. 52. • Tibério(14-37), genro de Otávio Augusto era o Imperador – Herodes governava Jerusalém mas a região foi dividida entre outros governadores como – Pôncio Pilatos que era governador da Judéia, época em que Jesus Cristo foi crucificado; • Calígula(37-41), com problemas mentais, nomeou como cônsul seu cavalo incitatus; manteve relacionamento incestuoso com sua irmã Drusila; acabou assassinado por um complô da guarda pretoriana; • Cláudio (41-54) morto pela esposa que queria fazer imperador seu filho que teve com outro marido; • Nero (54-68),mandou matar a mãe, o irmão e as duas primeiras esposas; colocou fogo em Roma e culpou cristãos;
  53. 53. • Vespasiano (69 –72) –começou a construir o COLISEU –anfiteatro flaviano; • Tito (80 d.C.) filho de Vespasiano inaugurou o COLISEU; • Marco Aurélio(161-180) Época em que se passa o filme (GLADIADOR) • Comodus(180-192). (Época do filme GLADIADOR –início crise de ROMA);
  54. 54. Até o século II d.C.: Expansão (exército forte). Guerras de conquista/Ampliação do território; Ampliação do nº de escravos (prisioneiros) Diminuição da oferta de emprego para a plebe Maior oferta de produtos, logo estes têm menor preço. Controle da inflação e aumento do comércio. Quanto menor a inflação, maior poder de compra da moeda romana.
  55. 55. Fins do século II a.C.: Roma para de expandir: PAX ROMANA: muitos generais começam a ter mais terras do que poderiam ocupar. As guerras eram bancadas pelos generais, o imperador dava a ordem e os generais as bancavam. *A guerra era um investimento (terras, escravos). Roma não é capitalista. Ainda não existe capitalismo. Então não está preocupada em expandir o capital; com isso, muitos generais afirmam: não vale mais a pena a expansão, já temos terras suficientes, é hora de parar. Problema: I d.C.: Nasce Jesus => Cristianismo 30 d.C.: A pregação de Cristo se opõe ao Império. Ideologia de subversão à ordem imperial. MONOTEÍSMO CRISTÃO X POLITEÍSMO PAGÃO
  56. 56. A César o que é de César. Ao homem o que é do homem. Cristo prega que o imperador não é um deus vivo e sim um homem e que o único deus é seu pai que está no reino dos céus, opondo-se ao paganismo romano, que era extremamente materialista. Se a pessoa era rica em vida, seria rica após a morte, por toda a eternidade, Cristo inverte isso (vida eterna de paz). De materialista para espiritualista (filosofia platônica/plotina: mundo da luz e mundo da treva). Oposição de valores. Valores positivos em Roma: gula, luxúria (bacanais), ócio (preguiça/ escravos), ira (expansão).
  57. 57. O império passa a perseguir estes cristãos. Quanto mais cristãos morriam, mais o cristianismo se expandia. Pão e Circo: Solução para o grande número de desocupados. Controle social. Realização de grandes eventos, feriados longos, distribuição de pão e vinho àqueles que iam aos circos. *Comparação com a Copa do Mundo/Olimpíadas Política de controle social que evitava revoltas na medida em que dava diversão, comida, vinho. O que o Estado fazia era um paternalismo/populismo (diminuía a sensação de pobreza daqueles que eram mais carentes; mas não resolvia a origem desses problemas, pelo contrário, o mecanismo em si era a manutenção desta pobreza. Enquanto essa população for pobre, haverá uma forma muito simples de controlá-la, assim os mais pobres tornam-se dependentes do Estado.
  58. 58. A prática do pão e circo dava aos cidadãos romanos a noção de superioridade: quem morria no coliseu eram os gladiadores, que eram estrangeiros, escravos, bárbaros; ou seja, eles não eram romanos, ou pelo menos não eram cidadãos romanos. O coliseu decide quem vive e quem morre; assim, a plebe se sente superior. (ópio do povo. Alienante?)
  59. 59. Diocleciano (284-305) Divisão do império Perseguiu Cristãos Criou a TETRARQUIA: O governo do Ocidente ficou, assim, dividido entre Maximiano, a quem coube a Itália e a África, e Constâncio Cloro, que recebeu a Bretanha, a Gália e a Espanha. Enquanto no Oriente, a maior parte, inclusive o Egito, ficava com o próprio Diocleciano, e as regiões do Danúbio e Ilíria –Grécia -eram confiadas a Galério.
  60. 60. Baixo Império Período de crise: III d.C. até V d.C. Crise estrutural: anarquia militar: o Império é marcado pela hierarquia militar, pelo respeito a ordem, entretanto, os generais passaram a desrespeitar ordens. Ao tornarem-se grandes latifundiários, começaram a desrespeitar tais hierarquias: colocavam em cheque a posição do próprio imperador. Fragmentação do exército que deixa de expandir.
  61. 61. Muitos generais, descumprindo a ordem do imperador, retiraram os soldados das fronteiras (onde ficavam para evitar as invasões dos bárbaros) e os colocaram dentro de suas terras. Os generais começaram a dividir suas terras em pequenas propriedades ofertadas aos militares que seriam incumbidos de protegê-las e de produzir nelas em troca de um aumento de fidelidade. Enfraquecimento das fronteiras – abertura.
  62. 62. A consequência imediata foi o declínio do expansionismo e a perda de alguns territórios: os bárbaros que viviam além das fronteiras começaram a entrar no Império. Com menor quantidade de colônias, menos oferta de produtos dentro de Roma, assim os preços aumentaram – inflação – menor poder de compra pela moeda romana. Entretanto, as trocas continuaram em Roma, mas não pelas moedas. A este tipo de troca feita por produtos chamamos de Escambo. Declínio do comércio = troca natural de produtos.
  63. 63. 287 d.C.: Imperador Dioclesiano Para controlar a inflação, cria o Édito Máximo: tabelamento de preços. Impõe preços máximos aos produtos para controlar a inflação. O que não funcionou. Cada vez mais o comércio declina e a agricultura de subsistência se estabelece. Sem expansão não há escravos. Crise. Para isso Roma toma duas atitudes: 1. Patrocínio 2. Colonato
  64. 64. Patrocínio Os pequenos proprietários de terra, que viviam na zona rural, arruinados, podem trabalhar nas terras dos grandes proprietários mediante pagamento de impostos. Colonato Em troca do uso da terra (usufruto) – não da posse – e da proteção militar, os latifundiários ofereceram àqueles que moravam nas cidades, que não tinham terra, que trabalhassem em suas fazendas, assim receberiam parte da produção e pagariam uma outra parte em impostos.
  65. 65. O colonato dará origem à servidão: quando Roma deixar de existir, a escravidão no ocidente também deixará, dando origem à servidão (origem do colonato romano). Ruralização da economia/ ruralização da sociedade (êxodo urbano) Roma: Crise econômica/ Sensação de pobreza. CRISTIANISMO: expandiu muito mais entre os pobres que entre os ricos, havia entre os pobres (plebeus) muitos soldados. Com o aumento da crise econômica, aumentou o número de cristãos – consequentemente entre os próprios soldados. Com isso grande parte do exército deixa de acreditar na autoridade do imperador como divina.
  66. 66. 315 d.C. Constantino: Édito de Milão Liberdade de culto ao cristianismo. Para ganhar apoio do exército, Constantino permitiu a ampliação da fé cristã. Aboliu a TETRARQUIA e transferiu a capital do Império para CONSTANTINOPLA (hoje Istambul) Capital : Bizâncio
  67. 67. Teodósio (Sec. IV d.C.) Édito Tessalônico Cria oficialmente a Igreja Católica Apostólica Romana como religião oficial do Estado. Tirou a função de “divino” do Imperador. Surge em Roma uma divisão entre o cristianismo e o catolicismo. Assim, Teodósio trouxe para si o exército e ele tornou-se chefe da igreja também: CESAROPAPISMO: César = poder político / Papa = poder religioso • Império Oriental (Constantinopla) • Império Ocidental (Roma)
  68. 68. Invasão dos bárbaros. HUNOS: Expandem-se do leste para o oeste, pressionando outros bárbaros a invadirem Roma. As invasões começam na verdade como uma migração. Germânicos: fogem dos hunos e entram no Império Romano, já que as fronteiras estavam enfraquecidas. Parte destes bárbaros se alia ao exército contra os hunos, mas sem grandes efeitos e acontece então a invasão dos bárbaros (alamanos, francos, anglos e saxões = germânicos). São eles que darão origem ao feudalismo, deixando algumas características:
  69. 69. Características dos bárbaros: 1. Maior ruralização da economia 2. Fragmentação política (tinham estrutura tribal, sem noção de ESTADO) 3. Relação de COMITATUS: entre o líder bárbaro e os guerreiros. O líder ofertava terra e os guerreiros ofereciam fidelidade militar. Em Roma: no lugar do líder bárbaro aparece o rei, o grande nobre, proprietário de terras e os guerreiros serão a nobreza. Os reis darão terra aos nobres e os nobres prestarão fidelidade militar. Suserania e Vassalagem.
  70. 70. 476 d.C.: O último grande líder bárbaro, Odoaclo, invade Roma, que acaba ruindo. Era governada por Rômulo Augusto. O Império Romano havia se dividido em 395 a.C. Império Romano do Ocidente Império Romano do Oriente (que continuará a existir como Império Bizantino) No lugar do Império Romano do Ocidente surgirá o feudalismo (síntese dialética entre romanos e bárbaros germânicos). ROMANOS: Latim, catolicismo, militarismo, colonato (servidão) e a Lei das 12 Tábuas BARBAROS: Fragmentação política, ruralização da economia (agricultura de subsistência), militarismo, comitatus (suserania e vassalagem) e o direito consuetudinário.

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