Primeira guerra mundial

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Aula sobre a primeira guerra mundial.

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Primeira guerra mundial

  1. 1. Primeira Guerra Mundial 1914-1918
  2. 2. Fins do século XIX e início do XX
  3. 3. A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL É O MARCO DO SÉCULO XX. PONDO FIM À CHAMADA BÉLLE EPOQUE – 1871-1914; PERÍODO EM QUE AS GRANDES POTÊNCIAS EUROPÉIAS NÃO ENTRARAM EM GUERRA ENTRE SI E A BURGUESIA VIVEU SUA ÉPOCA DE MAIOR FASTÍGIO, GRAÇAS À EXPANSÃO DO CAPITALISMO IMPERIALISTA E À EXPLORAÇÃO IMPOSTA AO PROLETARIADO. <ul><li>Por volta do final do século XIX e da primeira década do século XX, a Europa vivia um clima de otimismo e confiança, ao mesmo tempo em que o avanço da industrialização (Segunda Revolução Industrial – Difusão) e da corrida imperialista (neocolonialismo) denotavam uma fase do capitalismo capaz de gerar crises. </li></ul><ul><li>A constante disputa por mercados fornecedores e consumidores trazia uma forte inquietação e o prenúncio de um conflito iminente entre as potências européias. Esse embate, conhecido como Primeira Guerra Mundial (1914/18), ocorreu como resultado de um conjunto de fatores determinantes que, em nível conjuntural e estrutural, passaremos a analisar. </li></ul><ul><li>O imperialismo resultante da evolução do sistema capitalista para o chamado capitalismo monopolista, do qual teve origem a expansão colonialista em direção à África e Ásia, culminou num clima de disputas territoriais entre os países industrializados, contribuindo sobremaneira para o agravamento das tensões mundiais. </li></ul>
  4. 4. PAZ ARMADA <ul><li>O período que antecedeu a eclosão da </li></ul><ul><li>I Guerra Mundial é conhecido pelo nome de Paz Armada , pois as grandes potências, convencidas da inevitabilidade do conflito e até mesmo desejando-o, aceleraram seus preparativos bélicos (exceto a Itália, que não estava bem certa do que iria fazer). Por duas vezes, em 1905 e 1911, a Alemanha provocou a França a respeito do Marrocos, mas as crises foram contornadas. </li></ul>
  5. 5. Nacionalismos <ul><li>O nacionalismo crescente nas múltiplas minorias nacionais, que foram englobadas às grandes monarquias européias (Congresso de Viena, 1814/15), contribuiu para acentuar as tensões no continente europeu. O Império austro-húngaro pode ser lembrado como o exemplo mais claro desse momento. </li></ul><ul><li>O Império era composto por um conjunto de pequenas nacionalidades ( húngaros, croatas, romenos, tchecos, eslovacos, bósnios etc.) que não conseguiam manter laços de unidade e organizavam-se para questionar, por meio de movimentos nacionalistas , a monarquia dual austro-húngara e lutar contra ela. </li></ul>
  6. 6. FATORES GERAIS: <ul><li>Disputa dos mercados internacionais pelos países industrializados, que não conseguiam mais escoar toda a produção de suas fábricas. Tal concorrência era particularmente acirrada entre a Grã-Bretanha e a Alemanha. </li></ul><ul><li>Atritos entre as grandes potências devido a questões coloniais. Alemanha, Itália e Japão participaram com atraso da corrida neocolonialista e estavam insatisfeitos com as poucas colônias que haviam adquirido. </li></ul><ul><li>Exacerbação dos nacionalismos europeus, manipulados pelos respectivos governos como um meio de obter a adesão popular à causa da guerra. Há que considerar ainda o nacionalismo das populações que se encontravam sob o jugo do Império Austro-Húngaro ou do Império Russo e ansiavam pela independência. </li></ul>
  7. 7. FATORES ESPECÍFICOS: <ul><li>A França alimentava em relação à Alemanha um forte sentimento de revanchismo, por causa da humilhante derrota sofrida na Guerra Franco-Prussiana de 1870-71, e desejava recuperar a região da Alsácia-Lorena, perdida para os alemães naquele conflito. </li></ul><ul><li>A Itália, cujo processo de unificação política ocorrera no século XIX, desejava incorporar as cidades “irredentas” (não-redimidas) de Trento e Trieste, que continuavam em poder da Áustria-Hungria. </li></ul><ul><li>O Reino da Sérvia aspirava à formação de uma Grande Sérvia; para tanto, pretendia anexar o vizinho Reino do Montenegro e as regiões da Bósnia-Herzegovina, Croácia e Eslovênia, pertencentes ao Império Austro-Húngaro. As ambições sérvias eram respaldadas pela Rússia, desejosa de consolidar sua influência nos Bálcãs para ter acesso ao Mar Mediterrâneo. </li></ul><ul><li>O decadente Império Otomano (Turquia), apelidado O Homem Doente da Europa , vinha sofrendo uma dupla pressão: da Rússia, que tencionava apossar-se dos estreitos do Bósforo e dos Dardanelos, e da Grã-Bretanha, que desejava libertar as populações árabes do domínio turco, a fim de poder explorar o petróleo do Oriente Médio. Tal situação levou o governo otomano a se aproximar da Alemanha, em busca de ajuda técnica e militar. </li></ul>
  8. 8. ANTECEDENTES <ul><li>Depois de unificar a Alemanha em torno do Reino da Prússia, dando origem ao II Reich (Império Alemão, 1871-1918), o chanceler (primeiro-ministro, nos países de língua alemã) Bismarck procurou tecer uma Política de Alianças com as demais potências européias, a fim de manter a França isolada e neutralizar o revanchismo francês. Essa política teve sucesso (exemplo: a União dos Três Imperadores, celebrada entre Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia), mas foi abandonada após 1890, quando Bismarck se afastou da vida política. </li></ul><ul><li>O novo imperador da Alemanha, Guilherme II (conhecido como o Kaiser, 1888-1918), adotou uma política militarista que minou as relações com a Rússia e a Grã-Bretanha: a primeira irritou-se com o estreitamento da aliança entre Alemanha e Áustria-Hungria, além do apoio dado pelos alemães à Turquia; a Grã-Bretanha, já prejudicada com a concorrência industrial e comercial alemã, inquietou-se com os planos do Kaiser no sentido de criar uma poderosa marinha de guerra e construir uma ferrovia ligando Berlim a Bagdá (cidade do Império Otomano relativamente próxima do Golfo Pérsico). </li></ul><ul><li>Em consequência, houve um remanejamento de posições das potências européias. O resultado foi a formação de dois blocos opostos: </li></ul>
  9. 9. POLÍTICA DE ALIANÇAS: Em decorrência do clima de rivalidade e crescente hostilidade que envolvia a Europa, acentuou-se a &quot; Política de Alianças &quot;, que teve em Bismarck, ao final da unificação alemã, o seu precursor. <ul><li>Tríplice Aliança: </li></ul><ul><li>Alemanha, Áustria-Hungria e Itália. Esta uniu-se à Alemanha em represália à França, que frustrara a pretensão italiana de conquistar a Tunísia. Mas o fato de a Áustria-Hungria fazer parte do bloco incomodava os italianos, devido à questão das “cidades irredentas”. </li></ul><ul><li>Tríplice Entente: </li></ul><ul><li>Inglaterra (ou melhor, Grã-Bretanha), França e Rússia. Esse nome vem de Entente Cordiale (“Entendimento Cordial”) – forma como o governo francês definiu sua aproximação com a Inglaterra, de quem a França era adversária tradicional. </li></ul>
  10. 10. Durante a I Guerra Mundial, os blocos em conflito mudaram de denominação, passando a ser conhecidos como: Impérios Centrais:  Alemanha, Áustria-Hungria, Turquia e Bulgária. Aliados:  Sérvia, Rússia, França, Bélgica, Grã-Bretanha, Japão, Itália, Romênia, EUA, Brasil etc. <ul><li>Em uma semana, o que deveria ser mais um conflito balcânico transformara-se em uma guerra européia. A Itália somente entrou na luta em 1915; mas fê-lo contra a Alemanha e Áustria-Hungria, porque Grã-Bretanha e França lhe prometeram – e depois não cumpriram – que os italianos ganhariam algumas colônias alemãs na África (além de Trento e Trieste, naturalmente). </li></ul>Rosa: Tríplice Entente Cinza: Tríplice Aliança Amarelo: Países neutros
  11. 11. Principais Conflitos: <ul><li>Conflito Franco-Alemão –  A França queria o revanchismo sobre a Alsácia e Lorena, esta última extremamente rica em minério de ferro. Os alemães tomaram esses territórios após vitória sobre os franceses na guerra de 1870. A partir daí, a burguesia francesa alimentou na imprensa, igrejas, escolas e quartéis, cada vez mais, o espírito de revanche, que foi largamente responsável pela Grande Guerra. Esse conflito tornou-se mais agudo à medida que os dois países disputavam, na África, o Marrocos. </li></ul><ul><li>Conflito Anglo-Alemão –  O crescimento industrial alemão criou a concorrência comercial anglo-alemã; paralelamente a isso, crescia também a rivalidade naval. O desenvolvimento da Marinha alemã abalou o domínio inglês nos mares. Por outro lado, a Alemanha penetrava comercialmente no Império turco, e a prova disso foi o plano de construir a estrada de ferro Berlim – Bagdá. Esse empreendimento tornava mais fácil o acesso ao petróleo existente naquela região (Oriente Médio). </li></ul><ul><li>Conflito Germano-Russo –   Devido à disputa dos dois imperialismos no Leste europeu, sobretudo na Turquia. </li></ul>
  12. 12. Principais Conflitos: <ul><li>IV. Conflito Austro-Russo –  Esse conflito girou em torno da Sérvia (região que,  em 1830,  tornou-se independente  do Império turco). Havia o pan-eslavismo da Rússia, política pela qual essa nação procurava proteger os povos eslavos, presentes na Europa Central e nos Bálcãs, subjugados aos impérios turco e austríaco. O  crescimento da Sérvia  se colocava em função da independência e do agrupamento de uma série de povos eslavos, como os bosnianos, os croatas e os montenegrinos. Dessa forma, criava-se a Grande Sérvia ou atual Iugoslávia; entretanto, esse anseio chocava-se com os domínios dos impérios turco e austríaco. A guerra foi antecedida por uma corrida armamentista desenvolvida pelos países europeus a partir das crises do Marrocos e dos Bálcãs. </li></ul><ul><li>V. As Crises do Marrocos  –  A disputa entre França e Alemanha pelo domínio daquele país quase levou à guerra, que só foi evitada graças à diplomacia de vários países. A questão marroquina foi resolvida em 1911, quando a França tomou o Marrocos e a Alemanha apoderou-se de uma parte do Congo Francês. </li></ul>
  13. 13. Principais Conflitos: <ul><li>VI. As Crises Balcânicas  – Essas crises foram marcadas pelo crescimento da Sérvia e pelas rivalidades entre Rússia, Áustria e Turquia. Os planos de crescimento da Sérvia foram frustrados quando a Áustria, no ano de 1906, anexou os territórios da Bósnia e Herzegovina. Desse modo, os sérvios expandiram-se para o sul, onde desenvolveram vários conflitos contra a Turquia, sobretudo nos anos de 1911 e 1913. As  Guerras Balcânicas (nome dado aos conflitos travados na região dos Bálcãs) fortaleceram a Sérvia, que agora se voltava com maior força contra a Áustria. Os sérvios au- mentavam cada vez mais a propaganda nacionalista entre os eslavos dominados pela Áustria-Hungria. </li></ul><ul><li>Pensando em minimizar a agitação antiaustríaca, o arquiduque Francisco Ferdinando , futuro imperador do Império austro-húngaro, pretendia incluir um reino eslavo. Isso criaria uma monarquia tríplice e dificultaria a independência dos eslavos daquele império </li></ul>
  14. 14. CAUSA IMEDIATA <ul><li>A crise diplomática surgiu com o assassinato do arquiduque da Áustria, Francisco Ferdinando (28/7/1914) em Sarajevo (Bósnia), por um patriota sérvio da sociedade secreta &quot;Mão Negra“. </li></ul><ul><li>Em Viena, decidiu-se eliminar, por uma humilhação diplomática ou guerra, a Sérvia, que era sempre fator de agitação antiaustríaca. Berlim concordou, mas a Rússia não aceitou a repressão, pois a Sérvia era instrumento do pan-eslavismo. </li></ul><ul><li>Em 23 de julho, um ultimato austríaco à Sérvia exigia que se desfizessem todas as agitações sérvias e que aceitassem a participação de funcionários austríacos nas perícias sobre o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando. </li></ul><ul><li>Sob o conselho da Rússia, a Sérvia rejeitou as imposições, alegando que o ultimato atentava contra a sua soberania. A Áustria declarou guerra à Sérvia, a Rússia mobilizou suas tropas destinadas a operar sobre as fronteiras austro-russas. </li></ul><ul><li>A Alemanha exigiu a desmobilização da Rússia e, como não obteve resposta, mobilizou-se. Quando a Alemanha invadiu a Bélgica para atacar a França, esta lhe declarou guerra. </li></ul>
  15. 15. A Primeira Grande Guerra apresentou três frentes de batalha: – a frente ocidental, onde belgas, ingleses e franceses combatiam os alemães. – a frente oriental, onde os russos combatiam os alemães. – a frente dos Bálcãs, onde os sérvios combatiam os austríacos. Na execução do plano, os alemães não contavam com um imprevisto: o avanço russo sobre a Alemanha. Isso exigiu da Alemanha a criação de uma frente oriental de combate, o que enfraqueceu a frente ocidental. Dessa forma, seu avanço sobre a França foi detido na batalha sobre o rio  Marne , em setembro ( Batalha do Marne ). O primeiro momento do conflito foi marcado pela Guerra de Movimento  (de agosto a novembro de 1914). No ano de 1914, o exército alemão tratou de colocar em prática seu plano de guerra chamado Plano Schlieffen  (do general Von Schlieffen). Esse plano mostrava que a Alemanha deveria invadir primeiro a Bélgica, para facilitar depois a invasão da França e, em seguida, investir sobre a Rússia.
  16. 16. Ainda no final de 1914, a guerra ganharia outra característica: a guerra de movimento seria substituída pela guerra de posições, isto é, uma  Guerra de Trincheiras . (novembro de 1914/março de 1918). Foram abertas trincheiras de ambos os lados (Aliados e Ententes) que iam desde o mar do Norte até a Suíça. Durante quase dois anos e meio, as linhas de combate estabilizaram-se e os exércitos adversários procuraram abrigar-se em um complexo sistema de trincheiras onde passaram praticamente a morar – convivendo com ratos, parasitas e ainda com a lama ou o pó, o frio ou o calor, conforme a estação do ano. Protegidas por intrincadas redes de arame farpado e por ninhos de metralhadora, eram posições muito difíceis de conquistar. Os comandantes de ambos os lados, não preparados para essa nova realidade, continuaram durante muito tempo a ordenar ataques frontais de infantaria, perdendo dezenas de milhares de homens para avançar alguns quilômetros. O exemplo mais dramático desse inútil sacrifício de vidas foi a luta pelas posições fortificadas francesas de Verdun. A luta, que se arrastou por dez meses em 1916, provocou mais de um milhão de mortes e, no final, as posições eram as mesmas quando do início da batalha.
  17. 17. Na Frente Oriental, o chamado “rolo compressor russo” (o maior exército do mundo) obteve algumas vitórias iniciais, mas depois teve de recuar diante dos alemães e austro-húngaros. O exército czarista era mal armado, mal organizado e mal comandado; mesmo assim, tentou contra-ofensivas em 1915 e 1916, sofrendo baixas terríveis. No começo de 1917, os Impérios Centrais controlavam firmemente a Polônia, a Lituânia, a Letônia e parte da Bielo-Rússia (todos esses territórios faziam parte do Império Russo). Na África e no Pacífico, a maioria das colônias alemãs caiu rapidamente em poder dos Aliados. No Oriente Médio, um exército britânico passou a operar contra os turcos a partir de 1917; foi auxiliado por um levante das tribos da Arábia, estimuladas pelo célebre agente inglês Thomas Lawrence, conhecido como “Lawrence da Arábia”. No Mar do Norte, a esquadra alemã defrontou-se com a britânica na Batalha da Jutlândia (1916), mas não conseguiu romper o bloqueio marítimo imposto pelos Aliados.
  18. 18. 1917: o ano decisivo <ul><li>A Alemanha possuía a maior frota de submarinos entre os países beligerantes. Entretanto, os comandantes dessas embarcações vinham se abstendo de torpedear navios de passageiros (ainda que de bandeira inimiga) e quaisquer navios de países neutros. A exceção foi o transatlântico inglês Lusitania, torpedeado em 1915 e que explodiu – provavelmente por estar transportando secretamente munições norte-americanas para a Inglaterra. Em janeiro de 1917, o governo alemão anunciou que iria iniciar uma campanha submarina “sem restrições”; ou seja, seus submarinos torpedeariam quaisquer navios que tentassem alcançar portos franceses ou britânicos. Essa decisão complicou a situação dos Aliados, pois a Grã-Bretanha dependia de fornecimentos marítimos para sua própria sobrevivência. </li></ul><ul><li>Em março de 1917, estourou a Revolução Russa. O czar Nicolau II foi derrubado e um governo provisório liberal (formado por aristocratas e burgueses) assumiu o poder. Oficialmente, a Rússia continuou na guerra contra a Alemanha; mas seus soldados, esgotados e desmoralizados, praticamente pararam de combater. Essa circunstância poderia permitir aos alemães deslocarem tropas para a frente ocidental, derrotando definitivamente ingleses e franceses. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>No decorrer da guerra, os Estados Unidos haviam se tornado os grandes fornecedores dos Aliados, aos quais vendiam desde alimentos até armas e munições. Grã-Bretanha, França e outros países tinham acumulado débitos enormes junto aos empresários norte-americanos, os quais não poderiam suportar o fantástico prejuízo advindo de uma possível derrota anglo-francesa. </li></ul><ul><li>Vários navios americanos foram afundados em fevereiro de 1917; os americanos romperam relações com a Alemanha e, concomitantemente à ruptura, a Rússia se retirava da Entente devido à revolução. Por outro lado, os banqueiros e industriais norte-americanos temiam que, se a Alemanha ganhasse a guerra, tornar-se-ia difícil receber as imensas dívidas que os países da Entente tinham para com os Estados Unidos. </li></ul>ENTRADA DOS ESTADOS UNIDOS
  20. 20. <ul><li>Os Estados Unidos entravam agora de fato para cobrir a retirada da Rússia, mobilizando 1 200 000 homens e uma vastíssima produção industrial. Porém, Wilson procurava restabelecer a paz, propondo os &quot;14 pontos de paz&quot;, que pregavam o retorno de Alsácia e Lorena para a França, a Independência da Bélgica, Polônia, Sérvia e Romênia, e também liberdade nos mares e a criação da Sociedade das Nações, que deveria ser árbitro internacional e fazer reinar a justiça. </li></ul><ul><li>Por essa razão, em 6 de abril de 1917, tomando como pretexto o afundamento de cinco navios norte-americanos por submarinos alemães, o presidente Wilson (o mesmo que em janeiro daquele ano divulgara seus 14 pontos para uma paz justa), declarou guerra aos Impérios Centrais. Como o país não tinha serviço militar obrigatório, foram necessários dez meses para treinar um enorme exército que pudesse operar na Europa. Mas a marinha de guerra norte-americana entrou imediatamente na luta contra os submarinos alemães, aliviando a grave situação dos ingleses. </li></ul>
  21. 21. 1918: Cronologia do término do conflito. <ul><li>Fevereiro:  Chegada das primeiras tropas norte-americanas à França. </li></ul><ul><li>Março:  O governo bolchevique (comunista) russo, que fora instaurado em novembro de 1917, assina o Tratado de Brest-Litovsk com a Alemanha, retirando a Rússia da guerra. No mesmo mês, os alemães iniciam uma última ofensiva na frente ocidental, mas mais uma vez não conseguem tomar Paris. </li></ul><ul><li>Julho:  Contra-ofensiva aliada na França. Os alemães começam a bater em retirada. </li></ul><ul><li>Setembro:  Capitulação (rendição) da Bulgária. </li></ul><ul><li>Outubro:  Capitulação da Turquia. </li></ul><ul><li>Novembro:  O Império Austro-Húngaro desintegra-se no dia 3. Áustria e Hungria assinam armistícios (acordos de cessar-fogo) separados. No dia 9, irrompe uma revolução republicana na Alemanha; fuga do Kaiser Guilherme II. No dia 11, o novo governo alemão assina um armistício com os Aliados, na expectativa de serem observados os “14 Pontos” de Wilson (expectativa frustrada pela dureza das condições impostas pelos vencedores). </li></ul>
  22. 22. TRATADOS DE PAZ <ul><li>Em 1919, reuniu-se a Conferência de Paz de Paris, para a qual somente a Rússia não foi convidada. Todavia, em vez de discussões amplas e abertas entre todos os envolvidos na Grande Guerra (nome dado ao conflito de 1914-18 até 1939, quando começou a II Guerra Mundial), os tratados de paz foram elaborados pelos Três Grandes – Wilson, dos EUA; Lloyd George, da Grã-Bretanha; Clemenceau, da França – e impostos aos países vencidos. </li></ul><ul><li>O tratado mais importante foi o de Versalhes, que a Alemanha foi obrigada a assinar. Eis suas cláusulas mais importantes: </li></ul><ul><li>A Alemanha foi considerada a única responsável pela eclosão da guerra. Foram perdidas todas as colônias e vários territórios alemães na Europa (principais: a Alsácia-Lorena, restituída à França; o Corredor Polonês, que dividiu a Alemanha em duas partes; o porto de Danzig, transformado em cidade-livre). </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Limitações militares: proibição do serviço militar obrigatório e da produção de aviões de combate, tanques, canhões gigantes, navios de guerra de grande porte e submarinos, além da limitação do exército alemão a 100 mil homens. Pagamento de pesadíssimas reparações de guerra. </li></ul><ul><li>As duras (e injustas) condições do Tratado de Versalhes geraram entre os alemães um profundo ressentimento, responsável em grande parte pela ascensão de Hitler ao poder– o que acabaria levando à II Guerra Mundial. </li></ul><ul><li>O fim da Primeira Guerra Mundial está ligado ao início da Segunda, pois as perdas territoriais alemãs iriam servir de justificativa para o expansionismo nazista. Na foto, um desfile das unidades SS (força de elite da Alemanha Nazista). </li></ul>
  24. 24. Consequências da I Guerra Mundial <ul><li>11 milhões de mortos (destes, 8 milhões eram combatentes). </li></ul><ul><li>Fim dos impérios Russo, Austro-Húngaro, Alemão e Otomano. </li></ul><ul><li>Surgimento de novos Estados europeus: Do desmembramento do Império Austro-Húngaro: Áustria, Hungria, Checoslováquia e Iugoslávia (nome oficial da “Grande Sérvia”, criado em 1931). Do desmembramento do Império Russo: URSS, Finlândia, Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia. </li></ul><ul><li>Crise econômica generalizada, com especial gravidade na URSS, Itália e Alemanha. </li></ul><ul><li>Surgimento dos regimes totalitários, tanto de esquerda (comunismo) como de direita (fascismo). </li></ul><ul><li>Ascensão dos EUA à posição de maior potência mundial. </li></ul><ul><li>Criação da Sociedade das Nações ou Liga das Nações – um dos poucos itens dos “14 Pontos” que foram aproveitados. </li></ul><ul><li>Existência de minorias étnicas com tendência separatista em vários países da Europa Central e Oriental, criando graves focos de tensão. </li></ul>

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