Idade média ocidental reinos bárbaros - feudalismo

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Resumo sobre a formação dos reinos bárbaros e o feudalismo na Europa Ocidental.

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Idade média ocidental reinos bárbaros - feudalismo

  1. 1. Idade Média Ocidental Da queda do Império Romano do Ocidente (476) à queda do Império Romano do Oriente (1453) e o fim da Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453) entre Inglaterra e França Alta Idade Média Formação dos reinos bárbaros Feudalismo
  2. 2. Reinos germânicos: • Eram povos guerreiros, valorizavam a luta, a coragem e a fidelidade. • Formavam um bando comandado por um chefe guerreiro, ao qual prestavam um juramento de fidelidade. [COMITATUS]. Ao se envolverem em guerras, os chefes foram ganhando riqueza e poder, tornando-se reis. • Ausência de leis escritas: baseado nos costumes, ou seja consuetudinário.
  3. 3. Francos (479 – 843) • Estabeleceram-se na Gália • Primeira dinastia: Merovíngia (479 – 751) • Rei Clóvis (481-511) – Capital do reino onde hoje é Paris. Unificação das tribos. • Conquistou o reino da Burgúndia e tomou terras dos visigodos e ostrogodos. • Para contar com a força dos burgúndios, casou-se com Clotilde, diminuindo a resistência desta população. [casamento político] • EXÉRCITO: Controlado pela nobreza (condes), sendo assim, o rei não controla o exército (ausência do monopólio do uso da força) • Expansão do reino Franco. • Aliança do rei com a Igreja – Conversão ao cristianismo 496 [apoio político e moral dos dirigentes da Igreja, que passou a contar com o poder das armas da monarquia franca. Batismo de Clóvis em Reims com 300 de seus guerreiros.
  4. 4. Pintura de 1500. Escultura de 1896. BATISMO DE CLOVIS
  5. 5. • Divisões do Reino Franco: • 511 morte de Clóvis. O reino foi dividido entre seus 4 filhos: enfraquece a monarquia. Os herdeiros passaram a lutar entre si. • Reis indolentes: deixam de governar, vivam em festas, passeios, torneios de esgrima e caçadas, assim a administração sai das mãos do rei e passa para as mãos do prefeito do palácio, major domus ou mordomo do paço (alto funcionário da monarquia com poderes de chefe de governo). • *Pepino de Heristal torna o cargo vitalício e hereditário. • Carlos Martel, major domus, juntamente com seus guerreiros, conseguiu barrar o avanço dos árabes, vencendo-os na batalha de Poitiers, 732. *Controla o exército. • Com a morte de Carlos Martel, seu filho, Pepino, o Breve, deu um golpe, aprisionou o rei legítimo e proclamou-se rei dos francos, iniciando uma nova dinastia, chamada posteriormente de Dinastia Carolíngia, em homenagem a Carlos Magno.
  6. 6. • Pepino, o Breve, foi coroado pelo papa (ideia da origem divina do rei), que tinha a intenção de receber apoio militar contra os bizantinos e os lombardos, que atacaram a Península Itálica, ameaçando tomar a sede do papado, em Roma. • Após vencer lombardos e bizantinos, em 756, Pepino, o breve, doou à Igreja parte das terras conquistadas, dessa doação originou-se o Patrimônio de São Pedro, também chamado de Estados da Igreja. • O atual Estado do Vaticano originou-se das terras doadas pelos reis da dinastia carolíngia.
  7. 7. Dinastia Carolíngia (751 – 841)• 768: Carlos Magno, filho de Pepino, o breve, subiu ao poder, ampliou e consolidou a aliança com a Igreja. • Ampliação territorial, guerra contra lombardos e árabes. • 800: Coroação de Carlos Magno no Natal pelo papa Leão III, como Imperador dos romanos. *Novo Império Romano do Ocidente. Objetivo: ampliar o domínio sobre a cristandade e até retomar as antigas fronteiras do Império Romano do Ocidente. • Divisão do território para melhor administração: • Marcas – marqueses: territórios situados nas fronteiras do império. • Ducados – duques: territórios próximos à fronteira, incumbidos de formar e liderar exércitos. • Condados – condes: demais territórios. Os condes deveriam cobrar impostos e fazer valer as decisões do rei. • Para ter mais controle sobre esses territórios, Carlos Magno ampliou os poderes dos missi dominici, enviados do senhor: funcionários reais, que fiscalizavam os territórios. • Capitulares: leis escritas. Comunicados do rei.
  8. 8. Carlos Magno se submete ao poder do papa, ou seja, submissão do poder imperial ao poder da Igreja. O ato de ajoelhar-se e receber de alguém que está em pé algum símbolo é chamado de investidura.
  9. 9. Império Carolíngio ou Novo Império Romano do Ocidente. Renascimento Carolíngio •Desenvolvimento cultural (monastérios: monges copistas de manuscritos da antiguidade, escolas nos mosteiros, no palácio, canto gregoriano) •Escola do palácio: escola palatina, frequentada apenas pelos filhos dos altos funcionários, aprendiam latim, religião, gramática, aritmética, música e geometria. •Objetivo: preparar seus funcionários para a administração do reino
  10. 10. • Os monges copistas passavam muitas horas nas bibliotecas dos mosteiros copiando textos que os colegas lhes ditavam em voz alta. Foi graças ao trabalho paciente desses monges que as obras de importantes autores gregos e romanos chegaram até nós. • Carlos Magno incumbe a Igreja de retomar/recuperar o patrimônio cultural greco-romano [Renascimento Carolíngio] => Monopólio da Igreja Católica sobre a produção de conhecimento durante a Idade Média, adoção do latim como idioma oficial para a produção de conhecimentos.
  11. 11. Desintegração do Império Carolíngio • Carlos Magno foi sucedido por seu filho Luís, o piedoso, (814) o qual faleceu em 840. Foi tão submisso ao poder papal a ponto de o imperador perder sua importância. • Invasões bárbaras: vikings (norte), magiares (leste) e sarracenos (sul – piratas muçulmanos) • Sua morte marca o início da desintegração do império, já que o trono foi disputado por seus filhos. • Tratado de Verdun, 843: por esse acordo de paz, o Império Carolíngio ficava dividido em três partes:
  12. 12. • Reino de Carlos, o Calvo (parte ocidental) – França Oriental (França) • Reino de Lotário – Lotaríngia *Após sua morte o reino foi dividido entre seus irmãos. • Reino de Luís, o germânico (parte oriental) – França Oriental (Alemanha) • A única que não teve suas terras divididas foi a Igreja.
  13. 13. • França Ocidental: fortalecimento do poder dos condes. • 987: morre o último rei carolíngio, sendo aclamado como rei, o conde de Paris, Hugo Capeto – Dinastia Capetíngea. • França Oriental: o poder dos duques era muito grande. Fundação do Reino da Germânia: monarquia eletiva e não hereditária. Os duques se sucederam no trono: unidade nacional entre as populações germânicas. Sacro Império Romano Germânico.
  14. 14. Especificando o nascimento do Ocidente Medieval: • Heranças Romanas: • Caráter sagrado da monarquia; • Colonato (o trabalhador entrega ao proprietário parte do que produziu em troca da utilização de uma parcela da terra); • Cristianismo: ligação entre romanos e germanos, dando unidade à civilização medieval. • Heranças Germânicas: • Comitatus: bando formado por jovens guerreiros que juravam fidelidade a um chefe. • Direito Consuetudinário: baseado na tradição e nos costumes
  15. 15. O feudalismo • Para montar expedições os reis pediram auxilio militar aos nobres (condes, duques, marqueses) que, em troca recebiam do rei um feudo (palavra de origem germânica que significa Bem de importância), podendo ser uma área de terra, um direito de cobrar impostos ou um cargo de prestígio. Ao receberem as terras, os nobres se fortaleciam, enquanto os monarcas enfraqueciam. • Feudalismo: sistema de organização social, econômica e política baseado nos laços de fidelidade e de dependência entre o suserano e o vassalo.
  16. 16. • Características: • Poder político descentralizado • Produção voltada para a subsistência • Forte presença do cristianismo • Este modelo clássico existiu principalmente onde hoje localizam-se França e Alemanha • Relações de Suserania e Vassalagem • Suserano: aquele que doa a terra. • Vassalo: aquele que recebe a terra. Esta relação se dava entre a nobreza, por meio da qual um se comprometia a ajudar o outro. A doação do feudo se dava pelo juramento de fidelidade, que acontecia durante uma cerimônia chamada homenagem. Trecho de um juramento: “Prometo, por minha fé, ser, a partir deste instante, fiel ao conde (...) e guardar- lhe contra todos e inteiramente a minha homenagem, de boa fé e sem engano.”
  17. 17. • Relações de Suserania e Vassalagem Obrigações: VASSALO: •Deveria apresentar-se sempre que chamado pelo suserano; •Dar ajuda financeira para o casamento da filha de seu suserano; para armar o filho cavaleiro e pagar seu resgate, caso fosse raptado ou aprisionado; comparecer ao tribunal para depor a favor de seu senhor. SUSERANO: •Ajudar seu vassalo em caso de conflito; •Comparecer ao tribunal para depor a favor dele Cada senhor era a autoridade máxima em seu feudo, por isso se diz que o poder era descentralizado.
  18. 18. ORATORES BELATORES LABORATORES
  19. 19. • Segundo o medievalista Georges Duby, a sociedade estava dividida em três ordes: • Os que oram (oratores): papa, cardeais, abades, monges e párocos. [...] De fato, a chegada dos bárbaros não a prejudicou, pelo contrário, muitos indivíduos, diante da insegurança geral de então, entregaram suas terras ao patrocinium da Igreja. A recomendação de Santo Agostinho (354 – 430) era seguida com frequência: todo cristão deveria deixar à Igreja em testamento ‘a parte de um filho’; e caso não tivesse descendentes, deveria nomeá-la sua única herdeira. Por outro lado, graças ao celibato clerical, o patrimônio eclesiástico não era dividido ou alienado, alargado pelas conquistas de Carlos Magno, esse patrimônio representava, no século IX, uma terça parte das terras cultiváveis do Ocidente cristão. FRANCO JR., Hilário. A Idade Média: o nascimento do ocidente.
  20. 20. • Os que guerreiam (Belatores): nobres (reis, duques, condes, marqueses, cavaleiros). Estes se ligavam uns aos outros por laços de dependência. Exigia daqueles que viviam em suas terras sustentarem- no em troca de proteção. • Os que trabalham (Laboratores): principais – servos da gleba, escravos e vilões. Uma grande parte do campesinato era formada por servos da gleba: “[...]os servos eram trabalhadores dependentes. Recebiam do senhor lotes de terra, os mansos, de cujo cultivo dependia sua sobrevivência e em troca da qual realizavam o pagamento de determinadas taxas àquele senhor.” FRANCO JR., Hilário. Idade Média: o nascimento do Ocidente.
  21. 21. • Além de terem a liberdade limitada, os servos estavam sujeitos à autoridade judicial do senhor feudal. Exerciam atividades como: arar a terra, tecer, erguer casa, caçar entre outras. • Escravizados: em menor número de pessoas. Eram vistos como objetos, pertenciam ao senhor desde o nascimento até a morte. Utilizados geralmente em serviços domésticos. • Vilões: camponeses livres que cultivavam pequenos lotes de terra. Com o passar do tempo, muitos deles se tornavam dependentes, entregando seu lote de terra a um senhor em troca de proteção.
  22. 22. Economia feudal: • Baseava-se na agricultura (ervilhas, trigo, cevada), no pastoreio (carneiros, porcos e bois), sendo voltada, sobretudo, à subsistência. • SENHORIO: terra que dava a seu detentor o poder de explorá-la e cobrar tributos. [O feudo era a cessão de direitos, que podia ou não incluir o senhorio].
  23. 23. Principais impostos: • Corveia = trabalho nas terras do senhor (manso senhorial) – geralmente 3 dias. Também devia construir ou consertar caminhos, pontes, cortar e carregar madeira, entre outros. • Talha = “aluguel” da terra, obrigação de entregar parte da produção do manso servil. • Banalidades = pagamento em produtos pela utilização das facilidades do feudo (moinho, fornos, ferramentas). • Mão morta = pagamento feito pelo servo quando o pai morria, para manter o direito de utilizar a terra. • Tostão de Pedro = dízimo da Igreja. Consequência: o servo, devendo cada vez mais impostos, ficava “preso” à terra, já que só poderia sair do feudo mediante o pagamento de todos os impostos devidos.
  24. 24. Revisando conceitos • Colonato: relação de trabalho em que o trabalhador cultivava um lote de terra do proprietário e, como pagamento pelo uso da terra, entregava a ele uma parte da colheita. • Comitatus: bando formado por jovens guerreiros comandados por um chefe ao qual prestavam um juramento de fidelidade. • Feudo: benefício dado a alguém: uma terra, um direito de receber impostos, um cargo. • Suserano: aquele que doava um feudo. • Vassalo: aquele que recebia o feudo. • A relação de suserania e vassalagem se dava somente entre a NOBREZA.

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