Grécia antiga

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Grécia antiga

  1. 1. Antiguidade Clássica Grécia Modo de produção escravista
  2. 2. Modo de produção escravista • Formação/Consolidação da propriedade privada (durante a Antiguidade Oriental existia, mas era exceção) – minoria com terra. • Base da mão de obra é a escravidão (na Antiguidade Oriental a mão de obra é o servo) • Nova sociedade com mobilidade social, chamada de Censitária (critério censitário de divisão social, ou seja, RENDA) – Aqueles que têm mais renda (proprietários de terra), têm mais direitos. O homem livre torna-se escravo por dívida. Seria possível que um escravo pagasse sua dívida e conseguisse liberdade, terra, tornando-se um proprietário, porém era muito difícil, mas não impossível.
  3. 3. Grécia Antiga Os Helenos Séculos XX a.C. ao I a.C. Local: Península Balcânica (Sul da Europa; litoral recortado e relevo montanhoso).
  4. 4. Do ponto de vista mitológico, a origem dos povos gregos remonta à Heleno, ancestral comum, filho de Deucalião e Pirra e neto de Prometeu, gigante mitológico, responsável pela criação da humanidade. Assim os gregos passaram a ser chamados de Helenos e sua terra de Hélade, gregos e Grécia foi uma denominação posterior, dada pelos Romanos.
  5. 5. Períodos: • Pré-Homérico: XX a.C. – XII a.C. – Civilização Creto-Micênica/ Lenda do Minotauro • Homérico: XII a.C.-VIII a.C. – Sistema gentílico/ Obras de Homero (Ilíada e Odisseia) • Arcaico: VIII a.C. – V a.C. – Formação das cidades-estado (POLIS) • Clássico: V a.C. – IV a.C. – Guerras de Hegemonia • Helenístico: IV a.C – I a.C. – Domínio Macedônico – Contato com Oriente
  6. 6. Sobre CRETA: Localizada ao sul da Grécia Continental, desenvolveu intenso comércio marítimo com povos egípcios, fenícios, e mesopotâmicos. Desenvolveu a Talassocracia (governo da elite marítimo-comercial) Sociedade marcada pela religião matriarcal – culto à deusa mãe. *Valorização da mulher.
  7. 7. Período Pré-Homérico • Desenvolvimento da civilização creto- micênica. (CRETENSES + AQUEUS: desenvolvem Micenas) • Formação da cultura – língua e mitologia grega. • Lenda do Minotauro (domínio dos aqueus sobre a civilização cretense) • Invasão dos Dórios (povo militarizado). • Fuga da população: do litoral sul da península balcânica para o norte (interior da península – região montanhosa) – 1ª Diáspora grega.
  8. 8. Ruínas do Palácio de Cnossos em Creta
  9. 9. Período Homérico (Homenagem ao poeta grego Homero) • Obras de Homero para compreender este período: Ilíada (Guerra de Troia) e Odisseia (Volta de Odisseu ou Ulisses – para os romanos – para a ilha de Ítaca) • Desenvolvimento do sistema gentílico - GENOS: primeiras comunidades familiares, surgidas após a primeira diáspora. Propriedade coletiva da terra, agricultura de subsistência, porém, com o crescimento demográfico surgem momentos de crise: falta de alimentos e falta de terra.
  10. 10. • Conflito pela terra que passa para as mãos dos líderes – patriarca – a terra fica para o filho mais velho – EUPÁTRIDA – Ou seja, a divisão da terra se dava por grau de parentesco. • Aqueles que não tinham terra trabalhavam com artesanato, comércio, trabalhavam alugando a terra dos eupátridas ou se tornavam trabalhadores assalariados. Havendo dívidas não pagas, tornavam-se escravos: escravidão por dívidas.
  11. 11. Aqueles que não têm terra se descolam para outras terras: 2ª Diáspora Grega. Da região balcânica para terras ao longo do mar Mediterrâneo e Egeu, além do sul da Península Itálica (Magna Grécia). Com isso diminuem os conflitos dentro dos genos, que se reorganizam formando a PÓLIS (ciade-estado grega): Possuíam autonomia política, econômica, militar, isolamento geográfico; possuem a mesma origem: povos creto-micênicos – portanto, têm a mesma língua e a mesma religião/ cutura/mitologia. O desenvolvimento da Pólis leva ao período ARCAICO.
  12. 12. Período Arcaico • Formação da Polis: – Península Ática: Atenas. – Península do Peloponeso: Esparta. Nos terrenos mais altos (Acrópole) localizava-se a sede do poder político, ao redor o meio urbano. Havia também um centro comum chamado Ágora, onde se realizavam transações comerciais, ginásios de esportes, teatros e reservatório de água. “Toda polis é uma cidade-estado, mas nem toda cidade- estado é uma polis”.
  13. 13. ATENAS • Localizada na Península Ática – Recortada e litorânea (possuía bons portos naturais). • A polis ateniense cresceu devido às suas relações mercantis e comerciais. • Evoluiu da monarquia para a oligarquia (interesse de um grupo minoritário) e para a democracia (interesse da maioria dos cidadãos) • Mulheres sem participação. A democracia as banira para a casa.
  14. 14. • Regime Monárquico (XI – VIII a.C.) – Governo do Basileu (rei) que se subordinava a um aerópago (conselho dos nobres). • Regime Oligárquico: Governo dirigido pelo Arcontado, representantes das famílias mais ricas. Legisladores: – Drácon (621 a.C.): 1º Código de Leis (até então as leis eram consuetudinárias). Leis conservadoras e impostas (sem mudança reformista, privilegiando a elite ateniense)
  15. 15. – Sólon (594 a.C.): Reformista. Fim da escravidão por dívidas. Dividiu a sociedade com base na renda. – Para Atenas ter mais escravos, precisa agora de prisioneiros de guerras (expansão territorial). *Desagradou os EUPÁTRIDAS (bem nascidos, latifundiários) – REVOLTA SOCIAL – TIRANIA OU DITADURA (560 – 530): governadores que chegaram ao poder sem eleição. *Apoio popular.
  16. 16. TIRANIAS (governo tomado pela força e exercido de forma individual. –Psístrato: (561 – 527 a.C.): redistribuição de terras férteis e de crédito agrícola aos camponeses. –Hípias e Hiparco (527 – 510 a.C.): filhos e sucessores de Psístrato, não conseguiram dar continuidade aos projetos do pai. Hípias foi assassinado e Hiparco expulso de Atenas.
  17. 17. Regime Democrático (VI – IV a.C.) Clístenes, começa uma reforma, estabelecendo a Lei democrática: divide Atenas em Demos (grupos de habitantes com participação igualitária, que se faziam representar na Bulé (Conselho dos 500 membros), responsáveis pela elaboração de projetos de leis. Junto a Bulé foi criada a Eclésia (Assembleia popular) da qual poderiam participar todos os cidadãos, com função de aprovar os projetos de leis encaminhados pela Bulé, além de eleger 10 estrategos, responsáveis pela execução das leis. Também foram criadas as HELIAES, tribunais de justiça. Ostracismo: exílio de dez anos para os cidadãos que ameaçassem a ordem democrática. Isonomia: Igualdade. Não importava a camada social, qual a renda, todos os CIDADÃOS têm o mesmo direito: todo cidadão é igual perante a lei.
  18. 18. Cidadão: apenas homens, descendentes dos fundadores de Atenas, com mais de 18 anos. Não eram cidadãos: metecos (estrangeiros), mulheres, crianças e escravos. (80% da sociedade). DEMOCRACIA ATENIENSE QUER DIZER GOVERNO DOS CIDADÃOS, NÃO GOVERNO DE TODOS. Como em Atenas eram poucos os cidadãos, a participação política se dava de forma direta, sem necessidade de representatividade. Os cidadãos criavam e votavam as leis. A prática democrática requeria debate, consenso, retórica.
  19. 19. Pirâmide social Eupátridas (40 mil) Mulheres livres e crianças (60 mil) Metecos (100 mil) Escravos (200 mil)
  20. 20. ESPARTA • Localizada na Península do Peloponeso, na Planície da Lacônia. • Fundada pelos dórios (povo militarizado). Os dórios dominaram os aqueus e se estabeleceram em Esparta. Aqueles que resistiram foram escravizados, os que não se opuseram tornaram-se livres, mas sem direitos, muitos fugiram (período pré- homérico, primeira diáspora)
  21. 21. • Estado militarista e oligárquico: seus CIDADÃOS são soldados perfeitos: fortes, corajosos, obedientes e lacônicos. A sociedade era hierarquizada e rígida. Estamental (posição social não muda e é determinada pelo nascimento/hereditariedade). – Esparciatas: cidadãos, descendentes dos antigos dórios. Latifundiários, militares. *Para ser cidadão: descender dos dórios, militares e proprietários de terras. (Hoplita: soldado cidadão) – Periecos: homens livras (descendentes dos aqueus que não resistiram aos dórios) Pequenos proprietários de terras periféricas. Dedicavam-se ao comércio. Embora não fossem cidadãos, poderiam ser convocados para o exército. – Hilotas: escravos (em geral, prisioneiros de guerra). Eram propriedade do Estado, doados (juntamente com lotes de terra para os esparciatas). *Eram a maioria da população. Serviam de instrumentos para treino dos militares. *Controle Demográfico. Cerimômia de assassinato dos hilotas: Kripteia
  22. 22. Pirâmide Social Esparciatas (9 mil) Periecos (30 mil) Hilotas (200 mil)
  23. 23. Cultura Espartana: • Valorização da mulher (treinamento militar limitado). Dá à luz ao espartano. • Eugenia: Limpeza étnica *pureza racial • Lacônicos: calados, sem desenvolvimento crítico (como em Atenas) • Cidadão é aquele que é militar! • Xenofobia: aversão a estrangeiro • Educação para a guerra (07-30 anos): educação militar: preparo para a guerra. • Aos 30 anos tornavam-se cidadãos. • Aos 60 anos aposentavam-se.
  24. 24. Período Clássico • Apogeu do modelo ateniense (filosofia, democracia). Reduz a diversidade a este modelo ateniense. • Período marcado por duas guerras, uma externa entre Grécia e Pérsia e outra interna, entre Atenas e Esparta, marcando o declínio da Grécia, que seria invadida por outro povo.
  25. 25. • Guerras Médicas 490 a.C. – 470 a.C. – Grécia X Persas Enquanto a Grécia era um conjunto de cidades-estado, sem poder militar unificado, os persas eram um império com um gigantesco exército. – DARIO I, rei da Pérsia começa seu ataque pelo Norte, em Atenas, e um ataque pelo mar. Como Atenas tinha muito conhecimento do porto, por seu desenvolvimento comercial marítimo, consegue deter a invasão persa. Vitória ateniense na Batalha de Maratona (490 a.C.) – Xerxes I, filho de Dario I, inicia a Segunda Guerra Médica, derrotando incialmente Atenas. Seguidamente do ataque pelo sul, na península do Peloponeso, onde localizava-se Esparta, cujo poder militar não era naval e sim, terrestre. Derrota espartana.
  26. 26. • Confederação de Delos: Atenas convoca as cidades gregas para formarem uma aliança militar: cobrança de imposto de guerra para financiar um exército assalariado. – Derrota dos Persas. Hegemonia Ateniense. Aproveita-se da vitória e estabelece medidas tirânicas, continua cobrando os impostos mesmo ao fim da guerra, transfere o tesouro de Delos para si e o exército de Delos passa a ser ateniense.
  27. 27. • Entre 460-430: Século de Péricles ou Século de Ouro. – Reformas políticas que possibilitaram maior participação dos cidadãos – Celebração da paz com os persas – Crescimento econômico – Crescimento territorial – expansionista: conquistas territoriais = mais prisioneiros de guerra = mais escravos. – Quanto mais escravo, mais trabalho escravo, mais tempo livre para os cidadãos, menos oferta de emprego assalariado: tempo livre => condição para que o ateniense se dedique à política. – Quanto mais imperialista, mais democrática (liberdade de seus cidadãos) – “Amadurecimento” da Filosofia (Sócrates, Platão, Aristóteles)
  28. 28. • Guerra do Peloponeso (431 a.C. – 404 a.C.) Esparta se recupera e convoca uma aliança militar entre cidades opositoras à Atenas, formando a Liga do Peloponeso. Vitória espartana, assim, Esparta tenta dominar as demais cidades gregas, o que gera mais revoltas – Liga Tebana (Tebas X Esparta). Este conflito interno enfraquece a Grécia, começam as invasões macedônicas com o Rei Filipe e terminam com seu filho, Alexandre, o grande.
  29. 29. Período Helenístico -356 a.C.: Filipe II (Macedônia) inicia a invasão à Grécia. -336 a.C.: Alexandre, o Grande inicia a expansão do Império Macedônico. • Superioridade militar macedônica. • Tolerância cultural com os povos conquistados. • Formação da cultura helenística.
  30. 30. CULTURA HELENÍSTICA • Universalismo = uso da razão. • Antropocentrismo. • Fusão: ocidente (Grécia) e oriente (Pérsia). • Expansão do pensamento grego por todo Império Macedônico. Após a morte de Alexandre, seu império foi dividido por seus generais: Síria, Egito e Macedônia. Durante os séculos II e I a.C. estes territórios seriam incorporados pelo Império Romano.

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