Absolutismo conceitos e teóricos

580 visualizações

Publicada em

Resumo sobre o Absolutismo na Europa (XV - XVIII) e seus teóricos.

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
580
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
18
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Absolutismo conceitos e teóricos

  1. 1. Idade Moderna ABSOLUTISMO
  2. 2. Absolutismo: Séculos XV e XVIII • Séc. XIV: Transformações europeias desencadeadas pela crise afetando as estruturas do feudalismo, principalmente, a Igreja Católica, que perde seu poder. • Grande Fome (1315-1351) • Guerra dos Cem Anos (1337-1453) • Peste Negra (1347-1351) • Do séc. XIV para o XV: ascensão da burguesia (poder econômico/capitalismo comercial) – porém, sem poder político. Assim, começa a pagar impostos para o rei, que paga exército (normalmente nobres que lutam por dinheiro). • Rei: controle da força, controle político: ESTADO MODERNO (ou nacional ou moderno absolutista).
  3. 3. Impostos => Exército (monopólio do força) Clero Privilegiado REI Burguesia: Capitalismo comercial Mercantilismo Padronizações: moedas, leis, pesos, medidas, idioma.
  4. 4. • Centralização do poder político nas mãos do rei. • Padronizações exigidas pela burguesia: • Moedas – ouro e prata (comércio) • Pesos • Medidas • Legislação (Não há capitalismo sem contrato) • Idioma – abandono do uso do latim, crescimento das línguas nacionais. • Este capitalismo primitivo depende do ESTADO. • Intervenção do Estado • Com as padronizações = balança comercial favorável (exportar + e importar -); • Medidas protecionistas (tarifas alfandegárias encarecem produtos estrangeiros); • Metalismo (busca de ouro e prata) • MERCANTILISMO: nome dado a esta política econômica (nome dado pelos liberais (Versão marxista para o surgimento do absolutismo. Materialismo histórico)
  5. 5. Teoria de Perry Anderson • Em vez de aliança entre nobreza e burguesia, Anderson define o Absolutismo como uma monarquia feudal, não um período de transição ou ruptura, mas sim de acomodação das forças feudais diante do capitalismo e da burguesia (nova classe social). • Para o mesmo, o rei não dará todo o poder à burguesia, pois percebe que pode ser descartável para ela; sendo assim, este rei também se alia à nobreza e ao clero, propondo a este que diga que seu poder vem de Deus (poder inquestionável) em troca de privilégios (isenção de impostos). • Convoca a nobreza para cargos burocráticos, oferecendo a ela também privilégios; surgindo o que chamamos de 1º e 2º Estado. • O clero dará legitimidade ao rei e a nobreza o auxiliará na administração.
  6. 6. • Logo, para Anderson, aconteceu uma redefinição do poder político dentro da mesma camada social que exercia o poder no feudalismo, a aristocracia (rei, clero, nobreza). • OBS.: Séc. XVIII revoluções burguesas para controlar o poder político. Rei Primeiro Estado (Clero) Segundo Estado (nobreza) Terceiro Estado (burguesia e povo)
  7. 7. Características gerais do absolutismo • Centralização do poder político; • Controle do poder pelo rei (Executivo, Judiciário, Legislativo) • Formação dos Estados Nacionais • Personificação do poder (REI) • Sociedade Estamental (sem mobilidade/ ou quase nenhuma) • 1º Estado: clero • 2º Estado: nobreza • 3º Estado: burguesia + povo (95% da população) = sem privilégios. Bancam o 1º e 2º Estados.
  8. 8. Economia: • Capitalismo comercial (primitivo) • Mercantilismo (política econômica) • Balança comercial favorável • Protecionismo • Intervenção Estatal • Metalismo (colônias)
  9. 9. Teóricos do Absolutismo • Nicolau Maquiavel (1469-1527) • Renascentista, visão antropocêntrica = homem como agente produtor de todas as ações. Fala do equilíbrio na política). • Obra: O príncipe (dedicado a Lorenzo de Médici) – 1513. • Teoria: Separação entre política e religião. • É fácil chegar ao poder, difícil é permanecer. • Política se faz com resultados, a partir de condições que podem ou não incluir a religião. Esta, por sua vez, é uma estrutura de pensamento moral.
  10. 10. • Conceitos de Maquiavel: • Virtú (virtude): o que fazer. • Fortuna: quando fazer – acontece independentemente do príncipe. • Força + Astúcia: para cada fim, há um meio adequado. • O que seria melhor? Ser amado ou temido? Equilíbrio O senso comum errou na interpretação: príncipe não faz o que quer, faz o que é necessário, isso em cada contexto. O príncipe deve estar sempre preparado.
  11. 11. • Thomas Hobbes – 1588-1679 • Obra: O leviatã (1651) • Teoria contratualista • Estado de natureza • Principal característica do homem no estado de natureza: egoísmo (satisfação dos desejos) • Guerra de todos contra todos. O homem é lobo do homem. • Contrato social: acordo onde abriríamos mão de uma parte de nossos direitos, principalmente do uso da força, e os transferiríamos ao Estado, que teria um poder absoluto de controle da sociedade. • Portanto, para Hobbes, é justo que o rei use a força para evitar que a humanidade se destrua, para que não volte ao estado de natureza (caos) • Logo, justifica o uso da força pelo Estado, personificado no rei. *Luis XIV (1638-1715) – O Estado sou eu.
  12. 12. Jean Bodin – 1530 – 1596 Obra: A República: o Rei é um soberano, seu poder também o é, logo, é inquestionável e ilimitado. Princípio da soberania não partilhada. Jacques Bossuet – 1627 – 1704 – Direito Divino do Rei / Está acima do papa. Bispo da corte de Luís XIV (França) O poder do Rei é concedido por Deus. Aquele é ministro de Deus na Terra, portanto ó único que poderia questioná-lo seria o próprio Deus.

×