Relatório - Reforço contínuo e extinção de um comportamento

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Reforçamento contínuo e Extinção da resposta de pressão à barra em Rattus norvegicus

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Relatório - Reforço contínuo e extinção de um comportamento

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE TEORIA E PESQUISA DO COMPORTAMENTO LABORATÓRIO DE PSICOLOGIA EXPERIMENTAL Liandra Picanço da Costa Rodrigues Narayane Ellen dos Anjos Farias Reforçamento Contínuo e Extinção da Resposta de Pressão à Barra em Rattus norvegicus Belém Novembro - 2013
  2. 2. 2 Liandra Picanço da Costa Rodrigues Narayane Ellen dos Anjos Farias Reforçamento Contínuo e Extinção da Resposta de Pressão à Barra em Rattus norvegicus Relatório apresentado como requisito avaliativo da disciplina Behaviorismo I, do 2° período de 2013, orientado pelos Docentes Ana Leda de Faria Brino e Paulo R. K. Goulart, do curso de Psicologia da Universidade Federal do Pará. Belém Novembro - 2013
  3. 3. 3 SUMÁRIO 1. RESUMO....................................................................................................................04 2. INTRODUÇÃO.........................................................................................................05 3. MÉTODO...................................................................................................................06 3.1 PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS....................................................................07 3.1.1 MEDIDAS DO NÍVEL OPERANTE..............................................................................07 3.1.2 TREINO AO BEBEDOURO............................................................................................08 3.1.3 MODELAGEM DA RESPOSTA DE PRESSÃO À BARRA........................................09 3.1.4 REFORÇAMENTO CONTÍNUO (CRF) DA RPB........................................................10 3.1.5 EXTINÇÃO DA RPB........................................................................................................11 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO...............................................................................12 4.1 MEDIDA DO NÍVEL OPERANTE....................................................................................12 4.2 TREINO AO BEBEDOURO...............................................................................................13 4.3 MODELAGEM DA RESPOSTA DE PRESSÃO À BARRA...........................................15 4.4 REFORÇAMENTO CONTÍNUO DA RPB......................................................................17 4.5 EXTINÇÃO DA RPB...........................................................................................................22 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................26 6. ANEXOS.....................................................................................................................27
  4. 4. 4 1. RESUMO Este relatório enfatiza a importância da realização de experimentos na construção de conhecimentos na disciplina de Behaviorismo, pôr em prática o que se aprende nas teorias dos grandes protagonistas desta ciência, como Skinner e Thorndike, por exemplo. Utilizamos o sujeito experimental (Rattus norvegicus), para aplicar os conceitos de Reforçamento contínuo e Extinção de uma resposta, o objetivo foi condicioná-lo a resposta de pressão à barra e receber como reforço desta resposta uma gota d’água, após realizada esta aprendizagem incluir a extinção deste reforço e analisar como este procedimento afeta seu comportamento. Realizamos este procedimento por meio de cinco exercícios: sessões de Nível Operante, Treino ao Bebedouro, Modelagem da Resposta de Pressão à Barra, Reforçamento Contínuo e, por fim, a Extinção da Resposta de Pressão à Barra. Notamos que mesmo com uma considerável dificuldade em condicionar o animal é possível estabelecer a aprendizagem através dos conceitos behavioristas nos transmitido.
  5. 5. 5 2. INTRODUÇÃO Em análise do comportamento a realização de pesquisa experimental é peça fundamental para comprovar e mensurar suas teorias. Este relatório, portanto, objetiva pôr em prática os conhecimentos que obtivemos durante a disciplina de Behaviorismo I, para isso, tivemos acesso ao Laboratório de Psicologia experimental, onde realizamos cinco exercícios evolutivos para condicionar o sujeito experimental (Rattus norvegicus) a um reforçamento contínuo à resposta de pressão à barra para, posteriormente, observar o que a extinção desta resposta causará no comportamento do animal. Segundo Kantowitz, todo experimento requer pelo menos duas características essenciais, a manipulação das Variáveis Dependente (representa a medida da resposta de um experimento que dependente do sujeito em estudo) e Independente (é a manipulação do ambiente controlado pelo experimentador). A principal vantagem da experimentação é o controle das variáveis externas ao foco principal da pesquisa. Estes experimentos são importantes, pois testam as teorias e fornecem banco de dados para explicações do comportamento, que no desenvolver deste trabalho serão apresentados. Antes de explicitar como este processo experimental foi realizado é importante salientar os termos específicos mais empregados nesta pesquisa, para que haja maior compreensão deste relatório. O princípio básico do Reforço que será por muitas vezes mencionado é considerado um estímulo, onde o responder aumenta quando produz reforços. Contudo, com a Lei do Efeito de Thorndike este conceito foi aperfeiçoado. O termo reforço é descritivo, não explicativo. Ele nomeia uma relação entre o comportamento e o ambiente. A relação inclui, pelo menos, três componentes. Primeiro, as respostas devem ter conseqüências. Segundo, sua probabilidade deve aumentar (isto é, as respostas devem-se tornar mais prováveis do que quando não tinham essas conseqüências). Terceiro, o aumento da probabilidade deve ocorrer porque a resposta tem essa conseqüência e não por outra razão qualquer. (Catania, 1999, p.91)
  6. 6. 6 Já a Extinção, que será a última etapa deste experimento representa a suspensão do reforço, são contingências que produzem a diminuição na frequência da classe de resposta antes reforçada. O delineamento desta pesquisa foi desenvolvido em cinco etapas: a primeira foi a Medida do Nível Operante, onde observarmos o primeiro contato do sujeito com a Caixa de Skinner; a segunda sessão é a de Treino ao Bebedouro, nesta sessão habilitamos a relação funcional do sujeito com o bebedouro; na terceira etapa iniciamos a Modelagem da Resposta de Pressão à Barra - RPB, a modelagem consiste em reforçar diferencialmente uma classe de respostas até que, gradualmente, se tornem mais próximas da resposta final programada; depois de instalada a resposta desejada iniciamos a quarta sessão de Reforçamento contínuo da RPB, é uma contingência de reforçamento, onde uma única resposta é reforçada, ocorre também por conta desta aprendizagem uma taxa de respostas (é uma medida comportamental referente à quantidade numérica de respostas emitidas por unidade de tempo) moderadamente alta que posteriormente será importante à análise; a última sessão é a de Extinção da RPB, aqui observamos o que acontece com a frequência de RPB, assim como vemos as classes de respostas emitidas, inclusive as respostas emocionais, como esta mudança modifica o seu comportamento. 3. MÉTODO O sujeito que trabalhamos para realizar os estudos de análise do comportamento no laboratório pertence à espécie Rattus norvegicus de linhagem Wistar (rato albino), é oriundo de uma linhagem genética selecionada, o que nos permitiu trabalhar com um animal homogêneo quanto à sua filogênese e ontogênese. Tinha aproximadamente três meses de vida no início do experimento, do sexo masculino proveniente do Biotério do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA. O mesmo estava com alimentação disponível, ou seja, “ad libtum”, com privação de água por 24 horas e alojamento adequado. O equipamento e material utilizados para as observações foram a Caixa de Skinner (uma caixa de condicionamento operante com dimensões de 20,6 x 33 x 26
  7. 7. 7 cm), caneta esferográfica azul, folha de registro para as eventuais anotações e câmera digital. O ambiente Experimental é subdividido em um Laboratório de Condicionamento Operante (com dimensões de 5,4m x 5,3m x 3,5 m) com duas bancadas, uma medindo 0,82m x 0,70m x 2,20m, e a outra 4,40m x 0,69m x 0,82 m. Além disso, há também o Biotério de Ratos com dois compartimentos divididos por uma porta de alumínio, sendo que a primeira sala tinha dimensões de 3,05m x 2,48m x 2,87m, mais as Gaiolas-viveiro (dimensões de 1,5m x 0,46m x 1,53m cada uma) alojando os sujeitos. E no segundo compartimento a sala higienizadora (dimensões de 2,48m x 3,05m x 1,98 m). É de praxe aos entrarmos no laboratório dirigirmo-nos ao Biotério para realizar a pesagem do sujeito, tal procedimento requer cautela e sutileza nos movimentos para não assustá-los. Primeiramente, é fundamental fazer a assepsia das mãos com água e sabão, enxugá-las e higienizar com álcool em gel. Em seguida, dirigir-se ao compartimento onde está, pegar a gaiola-viveiro levando-a próximo da balança (é importante fazer a pesagem individual da gaiola de transporte e tarar este peso antes de pesar o sujeito) para realizar a pesagem do mesmo. Como todo o método é feito em dupla, um integrante manuseia o sujeito e o outro registra o peso, depois temos que retorná-lo para a gaiola-viveiro e deixá-lo nas condições que o encontramos. 3.1 PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS 3.1.1 MEDIDAS DO NÍVEL OPERANTE Este exercício foi realizado no dia 03.10.2013 e tem por objetivo estabelecer o repertório da classe de respostas do Sujeito (Ronny), e assim poder comparar a mudança na taxa de resposta com a manipulação da variável independente. Para tal, o sujeito, privado de água por um período de 24 horas, foi colocado na câmara experimental, que estava com a chave geral da câmara ligada e de liberação do reforço desligada.
  8. 8. 8 Antes de iniciarmos a sessão, um membro da dupla responsabilizou-se em ligar e limpar a Caixa de Skinner, pôr um papel sob a bandeja, pois eventualmente o sujeito poderá urinar e defecar na mesma. Enquanto o segundo membro dirige-se ao Biotério para realizar a pesagem do animal e em seguida encaminhá-lo ao laboratório para começar a sessão. Além disso, é importante, ao término da sessão, limpar e desligar a caixa de Skinner, deixá-la como encontramos. Vale ressaltar que este procedimento é realizado em todos os exercícios que posteriormente virão. Na folha de registro apropriada foram anotadas, de minuto a minuto, as classes de respostas apresentadas pelo sujeito. Como foi determinada, a sessão teve duração de 20 minutos. Após a sessão, o rato foi transferido para a gaiola de transporte e o disponibilizamos água por 30 minutos, enquanto foi feita a devida assepsia na Caixa de Skinner. Decorrido os 30 minutos regressamos com Ronny ao biotério, o qual ficou novamente privado de água. 3.1.2 TREINO AO BEBEDOURO Nesta sessão nosso objetivo é treinar o sujeito a aproximar-se do bebedouro após o acionamento do clic do micro-interruptor, o qual funcionalmente é o nosso estímulo discriminativo, ou seja, ao ouvir o clic ele poderá beber água e, gradualmente esta prática tornar-se-á um estímulo reforçador. Realizada no dia 04.10.2013, às 16h11min, iniciamos a sessão. Anteriormente, enchemos a cuba de água comportando em seu lugar; ligamos o conjunto experimental e deixamos a chave de controle do bebedouro em Manual; acionamos o bebedouro pressionando o botão na área de controle do bebedouro; abrimos a caixa para certificar que o acionamento do bebedouro disponibilizou água na concha. Alocamo-nos nas laterais da caixa experimental junto com a câmera e a folha de registro evitando movimentos bruscos para não interferir no comportamento do animal. Ronny estava em privação de água por 24 horas, com seu olfato aguçado deveras farejar a água e direcionar-se até o bebedouro o mais breve possível, onde uma gota de água já estava disponível. A primeira tentativa é registrada quando ele encontrar a
  9. 9. 9 primeira gota d’água (isto foi percebido quando ele lambeu a concha do bebedouro repetidamente). O critério para encerrar a sessão não foi alcançado, ou seja, Ronny não apresentou dez respostas consecutivas com tempo de reação igual ou menor que um segundo, seguida de cinco respostas consecutivas com tempo de reação menor ou igual a três segundos. Deste modo, transcorridos trinta minutos concluímos a sessão. Como na primeira sessão de treino a bebedouro o sujeito não respondeu ao clic de acionamento do bebedouro da forma esperada, no dia 08.10.2013 realizamos uma nova sessão. Seguindo as orientações do professor, utilizamos critérios diferentes: o primeiro acionamento do bebedouro foi feito apenas quando Ronny se aproximou do mesmo, as seguintes tentativas foram realizadas quando o sujeito tinha um maior afastamento em relação ao bebedouro, por exemplo, quando se erguia sobre as duas patas ou farejava os cantos da câmara experimental, alcançando o critério de cinco respostas consecutivas ao clic com tempo de reação menor ou igual a três segundos, encerramos a sessão que durou três minutos, e imediatamente iniciamos a sessão de modelagem. 3.1.3 MODELAGEM DA RESPOSTA DE PRESSÃO À BARRA Neste exercício desejamos introduzir ao repertório do sujeito a resposta de pressionar a barra (RPB), como observamos no nível operante a freqüência de RPB’s é igual a zero. Para alcançarmos nosso objetivo é necessário realizarmos a modelagem, este procedimento consiste em reforçar diferencialmente de forma gradual as respostas que se aproximem da resposta final desejada, no nosso caso a RPB. Primeiro colocamos a chave de acionamento do bebedouro na posição automática, já que dessa forma o sujeito pode pressionar a barra acidentalmente sendo uma maneira de reforço para que este comportamento se repita; também definimos as classes de respostas a serem reforçadas (com a gota d’água) que foram: direcionar-se à barra, farejar a barra, tocar a barra, e pressionar a barra, nesta ordem. E enquanto uma integrante da dupla preenchia a folha de registro, a outra controlava o equipamento
  10. 10. 10 acompanhando a passagem do tempo no cronômetro, indicando a quem registra o momento de cada liberação de reforço para cada ocorrência de uma resposta de dada classe intermediária e da RPB. Vale ressaltar que foram necessárias três sessões de modelagem para que a RPB fosse de fato inclusa no repertório do animal. Na primeira sessão que ocorreu também no dia 08.10.13, logo após o exercício de Treino ao bebedouro, o sujeito não alcançou o critério de cinco RPB’s consecutivas no intervalo de tempo estimado e tivemos que encerrar a modelagem. Concluímos que o sujeito ficou saciado, já que é de porte pequeno e foi submetido a duas sessões em um mesmo dia. No dia 10.10.2013 realizamos a segunda sessão de modelagem, tendo a resposta de pressão à barra ocorrido cinco vezes consecutivas entre pequenos intervalos de tempos, demos a sessão de modelagem por encerrada e imediatamente iniciamos o reforçamento continuo (CRF). Porém durante os 15 min. da sessão de CRF não houve resposta de pressionar a barra (RPB). Concluímos que o rato estava saciado, como citado anteriormente, devido seu pequeno porte. No dia seguinte 11.10.2013 vimos à necessidade de uma nova sessão de modelagem para confirmar que a resposta desejada (RPB) realmente tinha sido introduzida na sessão anterior. Deste modo, iniciamos o procedimento de reforçamento diferencial com a classe tocar a barra, seguido da classe pressionar a barra, quando Ronny pressiona a barra mais de cinco vezes concluímos a sessão de modelagem e iniciamos o CRF. 3.1.4 REFORÇAMENTO CONTÍNUO (CRF) DA RPB Ao alcançar o objetivo da modelagem, ou seja, a introdução da resposta de pressão a barra no repertório do animal, iniciamos o CRF, e este, por sua vez, consiste em reforçar continuamente as RPB’s – em cada pressão à barra há a liberação de uma gota d’água (reforço). Para isto, mantivemos a chave de controle de liberação de reforço na posição automática, para que não seja necessário o acionamento manual do bebedouro, e todos os eventos sejam registrados.
  11. 11. 11 A primeira sessão foi realizada no dia 10.10.2013, sendo que nesta não houve resposta de pressão a barra. Registramos todas as suas classes de respostas durante 15 min., e este foi o critério para encerrar a sessão. No dia 11.10.2013 antes da segunda sessão de CRF fizemos uma pequena modelagem, para confirmar a introdução da RPB em seu anexo, pois na primeira sessão de CRF não houve RPB. A terceira e última sessão foi realizada no dia16.10.2013. Em todas registramos os comportamentos do sujeito e as RPB’s acumuladas a cada minuto, até alcançar os 20 min. estimados de cada sessão, exceto na primeira sessão onde durou apenas 15 min. 3.1.5 EXTINÇÃO DA RPB Depois de realizadas três sessões de CRF, iniciamos o procedimento de extinção da resposta de pressão à barra, nesta fase o objetivo é observar o que acontece com a frequência da resposta de pressionar a barra ao suspender a condição de reforço da mesma. Diferencialmente nesta primeira sessão de extinção, no dia 17.10.2013, começamos com a chave de liberação do bebedouro na posição automática e ligada até que o sujeito emitisse 15 RPB’s, ocorrido isso, desligamos a chave e passamos a registrar a cada minuto as RPB’s e RCB’s acumuladas e os outros comportamentos. Ressaltando que nas duas últimas sessões, dos dias 18.10.2013 e 21.10.2013, apenas continuamos com os registros.
  12. 12. 12 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 MEDIDA DO NÍVEL OPERANTE Nesta sessão observamos que o sujeito tem uma pequena atividade exploratória. Notamos que as classes de respostas que o animal emitiu com mais frequência foi farejar, sucedido de andar, erguer-se, limpeza e ficar parado. Enquanto as respostas menos comuns foram: a defecação, coçar-se, roer, tocar a barra, e ter contato com o bebedouro. Figura 1. Taxas das classes de respostas observadas em Nível Operante, de duração de 20 minutos. A=andar; E=erguer-se; F=farejar; L=Respostas de limpeza; Def=Defecação; P=Ficar parado; C= Coçar-se; R=Roer; RCB=Resposta de contato a barra; RCBe=Resposta de contato com o bebedouro.
  13. 13. 13 4.2 TREINO AO BEBEDOURO Na primeira sessão percebemos como o contato com o bebedouro era uma classe de resposta totalmente indiferente em seu comportamento, apesar de que na sessão de nível operante emitiu contato com o mesmo em três momentos. Consideramos esta emissão parte integrante do reconhecimento inicial que o animal estava obtendo com a caixa de Skinner. Passou-se dezesseis minutos e ele não encontrou a água - tempo esse que registramos as classes de respostas emitidas e para ilustrar este relato na figura 2, há um gráfico que aponta a taxa de classes de respostas emitidas neste período - ressaltando que a cada minuto transcorrido liberávamos um reforço da água, o clic não alterava suas classes de respostas durante este período. Por meio de uma intervenção, autorizada pelo professor, no instante do cronometro 17min o professor abriu a porta da caixa de Skinner e o direcionou até o bebedouro com auxílio da garrafa de água. Dessa forma, o sujeito encontrou a água e logo acionamos o cronômetro esperando por alguns segundos até ele beber a água. Depois que parava de beber afastava-se ligeiramente do bebedouro levantando a cabeça, então passamos a reforçar com um clic exatamente neste momento, para que ele retornasse à concha, assim demos Figura 2. Taxa de classe de respostas observadas nos 16 minutos, enquanto o sujeito não teve contato com o bebedouro. A=andar; E=erguer-se; F=farejar; L=Respostas de limpeza; P=Ficar parado; Def=defecação; RCB=Resposta de
  14. 14. 14 inicio à primeira tentativa do treino. Após a intervenção do professor, o sujeito encontrou o bebedouro e pudemos iniciar os registros, como denota na figura 3. Na segunda sessão, observamos que nas duas primeiras tentativas o tempo de reação manteve-se constante, igual a dois segundos; já na terceira tentativa o tempo de reação aumentou para três segundos; novamente, o tempo de reação voltou a ser Figura 4. Taxas do tempo de reação observadas no Treino ao bebedouro, de duração de 30 minutos. Figura 3. Taxas do tempo de reação observadas no Treino ao bebedouro, de duração de 30 minutos. TR=Tempo decorrido entre o acionamento do bebedouro e a ocorrência da resposta de beber água.
  15. 15. 15 constante igual a dois segundos entre a quarta e quinta tentativas; entre a sexta e sétima tentativa o tempo de reação aumentou para três segundos, e o gráfico permaneceu constante; nas duas últimas tentativas o tempo de reação diminuiu para dois segundos. 4.3 MODELAGEM DA RESPOSTA DE PRESSÃO À BARRA Na primeira sessão de modelagem (realizado logo após a segunda sessão de treino ao bebedouro) iniciamos o reforço da resposta direcionar-se para barra, após 3 reforços, no instante 12:08 houve uma RPB, então passamos a reforçar a classe pegar na barra (tocar com uma ou as duas patas dianteiras), houve 2 reforços e no instante 14:46 outra RPB, mas seguiu um longo período sem resposta, então voltamos a reforçar a classe direcionar-se para barra, após 5 reforços mudamos o critério para o de farejar a barra (aproximar o focinho enrugando e movimentando as vibrissas da barra), depois de 7 reforços voltamos a reforçar a classe pegar na barra, com 2 reforços desta classe, no instante 24:30 houve outra ocorrência de RPB, porém o sujeito não bebeu a água, para confirmar que o bebedouro estava funcionando adequadamente, no instante 28 min. abrimos a caixa de Skinner para verificar se havia a gota d’água na concha do bebedouro, confirmado isso, tivemos que reforçar novamente o pegar na barra, houve 2 reforços, e o tempo total da sessão chegou a 30min, portanto a encerramos. Como ilustrado na tabela 1. Modelagem 1 Tempo total gasto na modelagem: 26 minutos (encerrada sem sucesso) Número total de reforços: 21 Respostas intermediárias Número de reforços Tempo gasto reforçando Direcionar á barra 3 6:55 Pegar na barra 2 2:58 Direcionar para barra 5 1:15 Farejar a barra 7 7:44 Pegar na barra 2 00:25 RPB 0 (pressionou, mas não bebeu água) 2:56 Pegar na barra 2 2:47 TABELA 1
  16. 16. 16 Na sessão seguinte, ilustrada na Tabela 2, no dia 10.10.2013, a iniciamos reforçando a classe farejar a barra, após 9 reforços, passamos a reforçar a classe pegar na barra, depois de 8 reforços, o rato acidentalmente pressiona barra, então reforçamos esta classe, que ocorreu por 3 vezes, como houve um longo intervalo de tempo sem RPB, voltamos a reforçar o pegar na barra, e depois de 8 reforços novamente passamos a reforçar a RPB, a qual ocorreu por 5 vezes em um curto intervalo de tempo, então consideramos que a modelagem foi bem sucedida e iniciamos a sessão de CRF. Modelagem 2 Tempo total gasto na modelagem: 15 minutos Número total de reforços: 33 Respostas intermediárias Número de reforços Tempo gasto reforçando Farejar a barra 9 2:29 Pegar na barra 8 1:59 RPB 3 3:14 Pegar na barra 8 2:32 RPB 5 4:46 Contudo durante 15min da primeira sessão de CRF não houve RPB, ainda tentamos dar seguimento ao exercício reforçando em mais dois momentos (nos minutos 6 e 10 ) a classe pegar na barra, encerramos a sessão, pois devido ao pequeno porte do sujeito ele estava saciado. Deste modo, no dia 11.10.2013, antes de dar continuidade com a segunda sessão de CRF, realizamos mais uma modelagem, como denota na Tabela 3. Reforçamos apenas 2 vezes o pegar na barra, e aguardamos a ocorrência da RPB, visto que já havia sido introduzida ao seu repertório e também nos preocupamos em não reforçar mais vezes a resposta de pegar a barra, para evitar o retrocesso topográfico. Após 7’17’’ ele emitiu 6 RPB’s consecutivas em um curto intervalo de tempo. Posteriormente iniciamos a segunda sessão de CRF. Modelagem 3 Tempo total gasto na modelagem: 10 minutos Número total de reforços: 8 Respostas intermediárias Número de reforços Tempo gasto reforçando Pegar na barra 2 7:17 RPB 6 2:43 TABELA 2 TABELA 3
  17. 17. 17 Notamos que esta etapa não foi tão simples de realizar, visto que foram necessárias 3 sessões para que de fato o objetivo final fosse alcançado, ressaltando que deve-se levar em consideração a estrutura física do animal, ponto este que o diferenciou do procedimento de praxe para estabelecer a RPB em apenas uma modelagem. 4.4 REFORÇAMENTO CONTÍNUO DA RPB Na primeira sessão de CRF o tempo gasto foi de 15 min. onde não ocorreu nenhuma RPB, ou seja, taxa igual a 0; já na segunda e terceira sessão as taxas de RPB’s foram 2,74 e 3,7 respectivamente, e ambas duraram 20 min. Na figura acima é nítido a distinção da primeira sessão para as duas últimas. Houve um salto evolutivo no desempenho do sujeito em relação à resposta de pressão a barra. Vale ressaltar que a primeira sessão ocorreu em menor tempo, em virtude de o sujeito ter se saciado, como relatamos na sessão de modelagem. Ainda é possível observar um aumento de RPB’s na CRF3 em relação a CRF2. Figura 5. Respostas acumuladas de pressão a barra emitidas pelo sujeito por minuto, no intervalo de 20 min.
  18. 18. 18 Aparentemente não houve mudança entre as sessões de NO e CRF1, porém como relatado em tópicos acima, tivemos dificuldade em condicionar Ronny, fica nítido que seu comportamento foi alterado, e isto é confirmado nas sessões seguintes de CRF observando a grande taxa de RPB. Figura 6. Taxa de RPB’s em intervalos de 10 minutos Figura 7. Taxa de RPB’s observadas na sessão de Nível Operante e em cada uma das sessões de Reforçamento Continuo.
  19. 19. 19 No gráfico da figura 8 podemos analisar a variedade de comportamento emitidos pelo sujeito nas sessões de CRF comparando-as entre elas e com o Nível Operante, deste modo observamos que a atividade exploratória, representada pelas respostas de Andar, Farejar e Ergue-se, aumentou, quando comparamos os CRF’s com o NO, porém entre os CRF’s há uma queda gradativa destes comportamentos, sendo o de Farejar o mais acentuado. O aumento da atividade do sujeito também é visto na queda do comportamento de Ficar parado, o que indica a intensificação de outros comportamentos, como além das respostas esperadas de RPB’s; RCB’s RCBe’s, notamos também um aumento na taxa da Resposta Limpeza, o que será analisado mais detalhadamente a seguir. Figura 8. Taxa de RPB’s e de outros comportamentos emitidos pelo sujeito para cada sessão. RPB=resposta de pressão a barra; A=andar; E=erguer-se; F=farejar; L=Respostas de limpeza; Def=Defecação; P=Ficar parado; C= Coçar-se; R=Roer; RCB=Resposta de contato a barra; RCBe=Resposta de contato com o bebedouro; M=micção; NO=nível operante; CRF=sessão de reforçamento continuo.
  20. 20. 20 Na figura 9 observamos a maior taxa da resposta de Limpeza no CRF comparando com as outras sessões. É plausível o questionamento a respeito desse aumento, não seria contraditório o aumento das respostas de RPB; RCB e RCBe? Com o gráfico abaixo esclareceremos esta duvida. Figura 9. Taxa da Resposta de Limpeza nas sessões de Nível Operante (NO), Reforçamento Continuo (CRF) e Extinção (EXT).
  21. 21. 21 Como não houve RBP na primeira sessão de CRF achamos mais relevante em representar nos gráficos da figura 10 apenas a segunda e terceira sessão de CRF. Nestes além de observamos o decaimento das RPB’s no decorrer das sessões devido à saciação do sujeito, podemos analisar que enquanto há uma queda da RPB, há também a elevação da resposta de limpeza, ou seja, uma resposta não anula a outra, elas ocorrem em momento distintos. Com isso podemos concluir que quando o animal tiver fácil acesso a água, ele a utilizará para as suas necessidade higiênicas e saciar a sede. Figura 10. Respostas de Pressão a Barra (RPB) e Limpeza (L) apresentadas por minuto nas sessões de reforçamento continuo (CRF).
  22. 22. 22 4.5 EXTINÇÃO DA RPB Figura 11. Frequência acumulada de Respostas de Pressão a Barra (RPB) em extinção, e frequência de Contato Com a Barra (RCB) nas mesmas sessões. EXT=sessão de extinção.
  23. 23. 23 Como demonstra os gráficos acima, quando paramos de reforçar com a gota d’água a RPB, a frequência da mesma cai gradativamente em cada sessão, juntamente com a frequência de RCB, podemos observar que na última sessão as ocorrências destas respostas reduziram bastante, a ponto de nos últimos minutos chegar a nível zero. Isso também é verificado no gráfico da figura 12. Além disso, podemos observar a pequena diferença na taxa de RPB entre a última sessão de CRF e a primeira de Extinção, isto demonstra a resistência do sujeito a se adequar à mudança que foi submetido. E isso se estende as duas últimas sessões de Extinção, pois ele não deixou de emitir RPB, ressaltando, porém que a taxa de resposta diminuiu consideravelmente na últimas sessões. Com está mudança a freqüência de outros comportamentos, até mesmo emocionais ficou mais evidente durante as sessões de Extinção. Nas sessões de Extinção, além do aumento da variedade comportamental do animal, notamos também a ocorrência de Respostas Emocionais (RE). Comparado com outros comportamentos esse tipo de resposta possui uma taxa (resp/min) pequena, na primeira sessão sendo de 0,3 e na segunda e terceira 0,25 e 0,15 respectivamente. Importante analisar sua topografia, a qual foi predominantemente de três tipos: ficar de Figura 12. Taxas de RPB das sessões de Nível Operante (NO); Reforçamento Continuo (CRF) e Extinção (EXT).
  24. 24. 24 frete para a porta da câmara experimental o rato ergue-se sobre as duas patas traseiras, usa a fresta entre a porta e o teto da caixa como apoio, com as patas dianteiras firmes na fresta, passa a apoiar as patas traseiras na porta da caixa, escalando-a; o outro tipo é lamber a porta da caixa de Skinner; e ocorreu também farejar a fresta entre a porta e o teto da caixa. Notamos que estes tipos de RE ocorreram com a finalidade de sair da câmara experimental, sendo que a primeira RE especificada aconteceu com mais frequência. No gráfico acima podemos observar a grande queda na taxa de RPB na primeira sessão de Extinção, o que se repetiu (de forma menos drástica) nas sessões seguintes. Sendo a taxa dos últimos 10 min. menor que 1 nas sessões dois e três. Figura 13. Taxas de Resposta de Pressão a Barra (RPB) em intervalos de dez minutos, nas sessões de Extinção (EXT).
  25. 25. 25 No gráfico da figura 14 é notória como a atividade exploratória do sujeito aumenta, em comparação com as sessões de Nível Operante e de CRF’s. Ao analisar as elevadas taxas das classes Farejar, Andar e Ergue-se observamos também a variedade do repertório do sujeito, além das Respostas Emocionais descritas anteriormente. Notamos ainda, que a taxa da Resposta de limpeza cai consideravelmente em relação as sessões de CRF, como já foi visto anteriormente. Figura 14. Todos os comportamentos apresentados pelo sujeito, sessão por sessão de extinção. RPB=resposta de pressão a barra; A=andar; E=erguer-se; F=farejar; L=Respostas de limpeza; Def=Defecação; P=Ficar parado; C= Coçar-se; R=Roer; RCB=Resposta de contato a barra; RCBe=Resposta de contato com o bebedouro; M=micção; RE=Resposta emocional; La=lamber.
  26. 26. 26 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CATANIA, A. C. (1999). Aprendizagem: Comportamento, linguagem e cognição. 4ª edição. Porto Alegre: Artmed. KANTOWITZ, B. H. Psicologia Experimental: psicologia para compreender a pesquisa em psicologia. São Paulo: Thomson Learning Edições, 2006. MILLENSON, J. R. (1975). Princípios de análise do comportamento. Brasília: Coordenada.
  27. 27. 27 6. ANEXOS ANEXO 1 FOLHA DE REGISTRO FASE 1 – MEDIDA DO NÍVEL OPERANTE Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 03.10.2013 Horário de início: 15:10 Término: 15:30 Minutos RPB’s acumuladas Outras classes de respostas 1 A, E, A, E, E, A, F, E, A, E, A, F, F, E 2 E, F, F, F, P, L, P, D, L, L 3 L, L, E, Def, F, F, P, F, A, F, A 4 P, Def, R, F, A, F, P, A, E, E 5 A, F, E, F, E, A, F, E, F, E, E, E, E, A, F 6 F, A, F, F, F, F, F, A, F, RCB, E, A, F, E 7 F, A, L, P, F, L, F, E, F, P 8 A, F, L, L, L, L, L, E, F 9 1 F, F, R, RCBe, RCB, E, A, E, F, A 10 F, E, A, E, P, L, L, E, P, A, F, E, A, F 11 F, E, E, A, F, A, F, P, A, F, P 12 A, P, A, F, P, F, A, C 13 F, L, A, F, A, F, A, F, L, L, E, A 14 E, F, L, F, L, P, F, F, F 15 A, F, RCBe, F, F, A, F, A, F, P, A, P 16 2 A, E, F, A, C, RCBe, A, F, RCB, RCBe, A, E, A 17 L, P, A, P, F, A, F, A, L, E, L, L, P, E 18 A, F, P, A 19 P, F, P, A, F, P 20 P, F, A, F, C
  28. 28. 28 ANEXO 2 FOLHA DE REGISTRO FASE 2 – TREINO AO BEBEDOURO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 04.10.2013 Horário de início: 16:11 Término: 16:41 Tentativas TR Min. Outras respostas 1 11 1 F A E A F E A F F E A A E A F F E A Def E F F D 2 7 2 E A E F A F E RCB E A F F P Def L F P F P 3 2 3 P F A F A P A F E A F F F P 4 2 4 P F A F A P F A F E A F P F L L 5 3 5 L L L P L E F A F A F F P 6 3 6 E F A F F F S F E F A F E P F 7 4 7 P F P F F A F E R A F E 8 2 8 F P F P 9 1 9 P 10 1 10 F P A F F F E F A F A F F F F 11 1 11 E F F F E F F L E F A F F 12 2 12 E A F A F A F F RCB E E A F P L F F 13 1 13 E A F P F P F E A F P 14 1 14 F P A F P 15 1 15 P 16 2 16 F P F F P 17 5 17 * P F P F A F F F L F 18 1 18 19 3 19 20 2 20 21 1 21 L 22 2 22 23 1 23 L 24 1 24 L A F L L L L L E 25 2 25 RCBe E RCB A L E 26 1 26 F RCBe L E 27 1 27 A E F L F RCBe E A F L L L L
  29. 29. 29 28 1 28 L L L L L L 29 1 29 L L F E E A E F RCB 30 2 30 E A F L E A E A F E F A F P 31 3 32 2 33 2 34 1 35 1 36 1 37 1 38 2 39 10 40 10 41 1 42 2 43 3 44 5 45 1 46 1 FASE 2 – TREINO AO BEBEDOURO – II SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 08.10.2013 Horário de início: 16:01 Término: 16:04 Tentativas TR Min. Outras respostas 1 2 1 2 2 2 3 3 3 4 2 5 2 6 3 7 3 8 2 9 2
  30. 30. 30 ANEXO 3 FOLHA DE REGISTRO FASE 3 - MODELAGEM - I SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 08.10.2013 Horário de início: 16:05 Término: 16:31 Resposta reforçada Instante (cronômetro) Número e sequências de Reforços (1, 2...) Observações Direcionar para barra 5:14 1 2 3 No instante 12:08 houve RPB Pegar na barra 12:09 1 2 RPB no instante 14:46, longo tempo sem responder Direcionar para barra 15:07 1 2 3 4 5 Farejar a barra 16:22 1 2 3 4 5 6 7 Pegar na barra 24:06 1 2 RPB no instante 24:30 RPB 24:31 Pressionou a barra, mas não bebeu a água Pegar na barra 27:27 1 2 Intervenção no instante 28:00
  31. 31. 31 FASE 3 - MODELAGEM - II SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 10.10.2013 Horário de início: 15:15 Término: 15:30 Resposta reforçada Instante (cronômetro) Número e sequências de Reforços (1, 2...) Observações Farejar a barra 00:01 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Pegar na barra 2:29 1 2 3 4 5 6 7 8 RPB 4:28 1 2 3 Longo intervalo de tempo sem responder Pegar na barra 7:42 1 2 3 4 5 6 7 8 RPB 10:14 1 2 3 4 5 FASE 3 - MODELAGEM - III SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 11.10.2013 Horário de início: 15:05 Término: 15:15 Resposta reforçada Instante (cronômetro) Número e sequências de Reforços (1, 2...) Observações Pegar na barra 00:01 1 2 RPB 7:17 1 2 3 4 5 6
  32. 32. 32 ANEXO 4 FOLHA DE REGISTRO FASE 4 - REFORÇAMENTO CONTÍNUO – I SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 10.10.2013 Horário de início: 15:30 Término: 15:45 Min RPB’s acumuladas Outras classes de respostas 1 0 F A F E A F F E F A E F E A F A RCBe F F E RCBe A F E A F AF E F E F F 2 0 E F F A F L F A F F F F A F A F E F E F F F A F A F A F F F C 3 0 C A F A F F A RCBe E F E F A F A F F F 4 0 E F F A F RCBe RCB RCBe RCB RCBe F A F F E F F F A F F E A F F F L 5 0 L L L L L F L L L L L L L F E F A F L F L 6 0 L L E F F A F E A E F E A E A F F A RCBe RCB RCBe E 7 0 RCB RCBe E RCBe F A F F F E F F A F A RCBe C C F RCBe F RCBe E RCBe E 8 0 F A F F C F F A F C F F F A F F F F F L L 9 0 L L L L F E A F L L L E F A F F F A F RCBe F RCBe F F 10 0 F F F RCBe F E A F E A F C F E F F A RCBe F RCBe 11 0 RCBe RCBe RCBe RCB RCBe F RCBe RCBe RCB A F F F F E 12 0 F A F RCBe F E F F E F RCBe L L L L L L L L L 13 0 L L L L L L L L L L L L L F F F 14 0 F F A F E F F E F F E A C F F A F F F RCBe F F 15 0 RCBe F A F F E F A F RCBe RCBe F E RCBe F A F E F E F A F F F E F 16 0 F F A F F F F A F F F A RCBe F RCBe F F A F F F 17 0 A F F E F F E F F A F A F E F RCBe F AF A F F E F F A RCBe 18 0 F F RCBe F F F F F A F F A F F A F F F A F F F E F F A F F F 19 0 F A F F F F F P F E RCBe A F F E 20 0 FA F A F F F F P A F E F A F F F
  33. 33. 33 FASE 4 - REFORÇAMENTO CONTÍNUO – II SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 11.10.2013 Horário de início: 15:17 Término: 15:37 Min RPB’s acumuladas Outras classes de respostas 1 6 RCB RCBe 2 13 L L L 3 21 RCB RCBe RCB RCBe RCB RCBe 4 26 L L L RCB RCBe RCB RCBe 5 33 F RCB RCBe RCB RCBe L L L L 6 33 L L L A L L A E A F RCBe 7 38 RCB L 8 43 L RCBe L L C A E N 9 43 A E A F F A F E A F E F A E A E F A 10 46 E F A C L C E F F A E A A E A E 11 46 F E A E F F A E A E 12 48 E A L F F A F A F F Def P F 13 48 F A C P Def F Def E F E Ca A E F F 14 48 E F A E E A F C A F A F E 15 54 A E RCBe L A F F F F P F 16 54 E A E F A C F L E A E F F F F A E A F 17 54 E F F A F F L A L L A F RCBe P E 18 55 A F F E F A F F A F F E A F E 19 55 F A E A E F A F E F F E A F F E A E 20 55 A E F F E F A E A F E F F F A E
  34. 34. 34 FASE 4 - REFORÇAMENTO CONTÍNUO – III SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 16.10.2013 Horário de início: 15:40 Término: 16:00 Min RPB’s acumuladas Outras classes de respostas 1 8 RCBe F A A F E A F RCBe RCB 2 18 RCB RCBe RCB RCBe RCB RCBe RCB RCBe RCB RCBe 3 27 RCB RCBe RCB RCBe RCB RCBe RCB RCBe 4 33 L L F RCB L RCB RCBe RCB 5 39 RCBe RCB L 6 41 L A E F A L L L L L A F RCBe RCB A F A F F E C L 7 45 E F E RCBe RCB E RCBe A C F A L E A F E REBe RCB 8 51 RCB RCBe RCB L L L L L 9 52 L L L L L L L RCBe RCB 10 58 L A L L L L L L A F E A F RCBe 11 60 F RCBe RCB C L A RCBe A F A F A F E F 12 61 F A E A F RCBe F A E F E RCBe A F F A F F E F 13 70 F A F E A RCBe F E F E RCBe F E A F F A F F E F 14 72 A F E A RCBe 15 72 A F E RCB F E 16 73 A F A F C E N F E RCBe A F C L C L L 17 73 L L L L L L L L L E F E A F E 18 73 A F E F A F F E A F E A F F E F A F RCBe E 19 74 A F A F A A E F E A E F F E A F A RECBe A 20 74 A F E A E A RCB F E RCBe F A F E RCBe A E A F
  35. 35. 35 ANEXO 5 FOLHA DE REGISTRO FASE 5 – EXTINÇÃO – I SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 17.10.2013 Horário de início: 15:50 Término: 16:12 Min RPB acum RCB acum Outros comportamentos 1 10 0 L F E F A F A EA RCBe RCBe RCBe 2 41 1 RCBe RCBe F A E F E A F RCBe F E RCBe RCBe 3 56 1 RCBe E RCBe A F RCBe RCBe RCBe A F E A RCBe F RCBe A F A F RCBe A E F RCBe 4 56 1 RCBe RCBe A F E A F E A F RCBe A A F A RCBe A E RCBe A F E A F A 5 60 3 F F E A RCBe RCBe A F A F RCBe RCBe A E A F A E AF RCBe A F F 6 60 3 E A F RCBe A A RCBe RCBe A F F A F A F RCBe F F 7 60 3 F A E A E A F RCBe A F E F A A F E A E RE 8 62 4 A RCBe A E A F A E A RCBe A E RE A RCBe F E A RCBe 9 62 4 E A E A E A A A F F F E A E RCBe A F E A E A E A A F A F F 10 62 4 A F A F F A F A F E A F E A A E A F E A E F A F A F A F A F E 11 62 4 F A F F E A F A E A F E A E F E A E A E A F E A F A F E F RCBe F 12 63 9 A F F R RCBe RCBe F RCBe RCBe L L RCBe RCBe A E A 13 69 13 F RCBe RCBe N RCBe A F A F RCBe F F A F F F E A A F F A F F RCBe A E Ca E F A F A F F E 14 69 14 A F E A RCBe A E A F A F V F RCBe F RCBe A F E A F E F E A F A F F 15 69 14 A F F A F F E A F A RCBe F E A F E A F F E A E A F F A F A E A F 16 69 14 F A F A F F R A F A F A A E A F RCBe F RCBe A F 17 69 14 E A F E A F A F F A E A F F F F F F R C RE 18 69 14 RE L RE F A RE A E F A E A F F 19 69 14 F F F F A F A E RCBe F E F E A F A E A A F E F A F 20 72 16 F A E F F F A F F F A E F A F A F E F A F RCBe A A E A A E
  36. 36. 36 FASE 5 – EXTINÇÃO – II SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 18.10.2013 Horário de início: 15:40 Término: 16:00 Min RPB acum RCB acum Outros comportamentos 1 9 5 RCBe E RCBe A L E A F RCBe RCBe A F E A E A RCBe E A E A F F E A A 2 21 8 A RCBe F RCBe F RCBe RCBe RCBe E A F A RCBe A E F RCBe E A E F A F E 3 24 12 RCBe A F E A F E A F RCBe F RCBe F E F F E A F F E F A F RCBe E A E 4 24 12 A E A F E A F E F E A F E A F F E A F F AF RCBe A E F A F E 5 24 12 F F F E F A F E A F F F E A F F A E F F E F E A F E A E F A F E A E A 6 24 12 E A F E F E A E A F A F A F E A F A E A F A E A F F E A E 7 25 14 F A F A F RCBe A E A F F F A E A RCBe A RE A E A E F A F A E 8 25 14 RCBe A A F E A F A F A E A F A E F A F RCBe A E A E F F A E A RCBe A F A 9 26 14 E A F A E A F A E A E F E A E R A F A E A F A E A F A F A E A E 10 28 16 A F A F F RCBe E A E A A E A E A F RCBe RCBe E A F F A E A E F A 11 28 16 E F E F A F A F F F E A F E F F F E RCBe A F A F A F A F E F 12 28 17 A F A F E A E F A E F A E A E F F A E F F E F E F F A E 13 28 17 F A A F E A E A E A E F E A E F A E A RE Ca A F A E A E A E F A 14 28 18 A F A E A E F A E F A F E A E A F F E A E A RCBe A E F A 15 28 18 E A A F E A E RE RCBe A F F F E A F F E F A F RCBe F F 16 29 20 F E RCBe E A F F F A F E A E A F E A E F A E F F A A F E A E A RCBe A E A F 17 29 20 A E F A F A F E F A E A F F A F RE F A F E F F A F E A F F RE A F A F 18 29 20 E A F E A F A F F F A F F A F F A E E F AF E A RCBe A 19 30 21 F A E A L L L F E F F A F RCBe F F A F A F E A E F E F RCBe F RCBeA E F F E 20 30 21 A E F A F E A F RCBe F E A E A E F A F F F A F A F F F E F A RCBe E A E A E A E
  37. 37. 37 FASE 5 – EXTINÇÃO – III SESSÃO Alunas(os): Liandra Picanço e Narayane Farias Sujeito: Ronny Data: 21.10.2013 Horário de início: 15:10 Término: 15:30 Min RPB acum. RCB acum. Outros comportamentos 1 10 3 A F E RCBe A F E A E A RCBe RCBe A E A F E A RCBe RCBe A E F RCBe 2 12 5 L L L F RCBe F E F RCBe A E F A F F F A RCBe F E A E A E F F E A E 3 12 5 A F RCBe F A E A E A F E F E A E A F F E A E A F E A F E A F F E A F 4 13 6 E A F F F A E F F A F F F RCBe E A F F E A F F E A E A F F F A F E A F A E 5 13 7 A E A RCBe A F M F F A F A E A F F A E A E A F E F E F F A F E 6 13 7 F E A F E A F E A F F A F F E F E A E A F F E A F P F E F 7 13 7 F F E A F RCBe F A E A E F E F A F E A F A F F F E F A F F E F E 8 14 9 F F F A F F E F A F F F A F E A F E A E A F La RCBe A F A F F 9 14 9 F E F F E F A F F RCBe F FA F F E F F F E F F E F A F La F F A RCBe 10 14 10 L C RCBe E F E A F E A F RCBe A F E A F E F E F A F F RCBe E A F A E A E 11 14 10 A E A E A E A E A F E F E F A F A E A E A E 12 14 10 A E F A F A E F A E F A F F E A E A E F F A E A E F A E A E F E 13 14 10 A E F E A F A F A E A E F A E A F RE A F E F 14 14 10 E A F A F E F A F F E A F E A E A F E A E A E F A E A F E 15 14 10 A E F E F F E A RE A E A E A E A F E A E F A E F F F E F 16 14 10 F A E A E F F A E F E A E F F F E A F E A E A E F E F E F A F 17 16 10 F F A RCBe E A L F E A E F F E A RE A E A E A E A F F E A F E 18 16 10 F F E F F F E F F E A E F E A F E A F F E A F A F F A F E 19 16 10 F A F A E F F E A E A E F F E F F E F F A E A E A E 20 16 10 F E A F E A F E A E F E F E F E A E A F E A E A E F E A E F

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