As vanguardas Brasileiras e Vanguardas Europeias

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As vanguardas Brasileiras e Vanguardas Europeias

  1. 1. Língua Portuguesa Profº Belina Fabi
  2. 2. Vanguardas Europeias e Vanguardas Brasileiras
  3. 3. Na Europa, as primeiras manifestações surgiram antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). No Brasil, o movimento modernista consolidou-se apenas na década de 1920, após a realização da Semana de Arte Moderna.
  4. 4. Do francês avant-garde, a palavra vanguarda significa “o que estar a frente, a diante ” Artística ou politicamente, vanguardas são grupos ou correntes que apresentam uma proposta e/ou uma prática inovadoras.
  5. 5. Na Europa não houve uma semana de arte moderna uniforme. Houve, sim, um conjunto de tendências artísticas com propostas específica. Paris – centro cultural da época e difusor das ideias artísticas para o mundo ocidental.
  6. 6.  Negação das obras artísticas do passado.  Ruptura formal com os princípios estéticos do passado.  Invenção de novas técnicas, novos objetos estéticos.  Experimentalismo.  Agressão ao público.  Simplificação na representação das imagens.
  7. 7.  Avanço científico e tecnológico;  Supervalorização do progresso e o enaltecimento da máquina;  Crise do Capitalismo– Primeira Guerra Mundial (1914);  Final da chamada Belle époque;
  8. 8. Após a publicação, em 1909, do Manifesto Futurista, que define o perfil ideológico do movimento, Marinetti lançou, em 1912, o manifesto da literatura Futurista, cujas propostas representam uma verdadeira revolução literária.
  9. 9.  Palavras em liberdades;  Uso de verbos no infinitivo;  Abolição aos adjetivos e advérbios;  Uso de substantivo duplo – mulher-golfo;  Uso de sinais matemáticos;  Destruição do eu psicologizante;
  10. 10. À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto, E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! (...) Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime! Ser completo como uma máquina! Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo! Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto, Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento A todos os perfumes de óleos, calores e carvões Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!
  11. 11. NIÑA CORRIENDO POR EL BALCÓN GIACOMO BALLA
  12. 12. O movimento cubista teve início na França, em 1907, com o quadro Les demoiselles d’ Avignon,(As senhoritas de Avignon), do pintor espanhol Pablo Picasso. Em torno de Picasso e do poeta francês Apollinaire formou-se um grupo de artistas que cultivaria as técnicas cubistas.
  13. 13. O cubismo pictórico - Les demoiselles d’Avignon (1907), de Picasso. As mulheres da esquerda identifica- se com a cultura ibérica e da direita revelam influência da arte negra, que o pintor vinha pesquisando.
  14. 14. Essa técnica cubista corresponde à fragmentação da realidade, à superposição e simultaneidade de planos – por exemplo, reunião de assuntos aparentemente sem nexo, mistura de assunto, espaços e tempos diferentes, ilogismo, humor.
  15. 15. HÍPICA Saltos records Cavalos de Penha Correm jóqueis de Higienópolis Os magnatas As meninas E a orquestra toca Chá Na sala de coctails. (Pau-Brasil. 2. ed. São Paulo: Globo, 2003. p.173.)
  16. 16. Alemanha e França (fauvismo), fins do século XIX e início do século XX. Diz Giulio Argan: “o Expressionismo se põe como antítese ao Impressionismo, mas o pressupõe: ambos são movimentos realistas, que exigem a dedicação total do artista à questão da realidade, mesmo que o primeiro a resolva no plano do conhecimento e o segundo no plano da ação”.
  17. 17.  A arte não é imitação. É criação subjetiva, livre, é expressão dos sentimentos;  A realidade que circunda o artista é horrível e, por isso, ele a deforma ou a elimina, criando a arte abstrata;  A razão é objeto de descrédito;  A arte é criada sem obstáculos convencionais, o que representa um repúdio à repressão social;  A vivência da dor deriva do sentido trágico da vida e causa uma deformação torturada;  A arte se desvincula do conceito de belo e feio e torna-se uma forma de contestação.
  18. 18. Linguagem fragmentada, elíptica, constituída de frases nominais, às vezes até sem sujeito; Despreocupação quanto à organização do texto em estrofes, ao emprego de rimas ou à musicalidade; Combate à fome, à inércia e aos valores do mundo burguês.
  19. 19.  NECESSIDADE DE INTERPRETAR A REALIDADE DE UM MODO INÉDITO  PERÍODO DE INQUIETAÇÃO, CONTR ADIÇÃO E INSATISFAÇÃO
  20. 20. Cantos e metrópoles, levianas febris, Terras descoradas, pólos sem glória, Miséria, heróis e mulheres da escória, Sobrolhos espectrais, tumulto em carris. Soam ventoinhas em nuvens perdidas. Os livros são bruxas. Povos desconexos. A alma reduz-se a mínimos complexos. A arte está morta. As horas reduzidas. (Apud Lúcia Helena. Movimentos da vanguarda europeia. São Paulo: Scipione, 1993. p.33.
  21. 21. Suíça – Tristan Tzara e outros artistas do “Cabaré Voltaire” (1916). O mais demolidor e radical movimento de vanguarda; A guerra desvendou a barbárie por trás da civilização burguesa ocidental. Era necessário desmascarar os valores ditos civilizados.
  22. 22. Ilogismo; Nonsense; Humor niilista e irracionalista; Dinamitam-se a cultura e a linguagem;
  23. 23. O Dadaísmo caracteriza-se pela agressividade, pela improvisação, pela desordem, pela rejeição ao tipo de racionalização e equilíbrio, pela livre associação das palavras e pela invenção de palavras com base na exploração do seu significante.
  24. 24. Pegue um jornal. Pegue uma tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a [seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam [esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas [do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma [sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do [público.
  25. 25. Berr... Bum, bumbum, bum... Ssi... Bum, papapa bum, bumm Zazzau... Dum, bum, bumbumbum Prä, prä, prä... Ra, hä-hä, aa... Habol... (Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguardas europeias e Modernismo brasieliro. Petrópolis: Vozes, 1983.)
  26. 26. De Marcel Duchamp, (1919).
  27. 27. França – André Breton (1918). O surreal subjaz à noção de “real” até então conhecida; Acrescenta-se à razão a imaginação, o sonho e a fantasia criadora do inconsciente; Diz Breton: “Creio na resolução futura desses dois estados, aparentemente tão contraditórios, tais sejam o sonho e a realidade, em uma espécie de realidade absoluta, de super-realidade, se assim se pode chamar”.
  28. 28. Mamãe vestida de rendas Tocava piano no caos. Uma noite abriu as asas Cansada de tanto som, Equilibrou-se no azul, De tonta não mais olhou Para mim, para ninguém! Cai no álbum de retratos. In: MENDES, Murilo.. Poesia Completa e Prosa. Organização, preparação do texto e notas, por Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.
  29. 29.  Criação da revista de artes O Pirralho, dirigida por Oswald de Andrade e Emílio de Menezes, em 1911;  A exposição de obras do pintor russo Lasar Segall, em 1913;  Fundação da revista Orpheu, em Portugal;  Publicação, em 1917, de várias obras de poesias, entre elas Há uma gota de sangue em cada poema, Mário de Andrade e A cinza das horas, de Manuel bandeira.
  30. 30. Ocorreu em São Paulo no Teatro Municipal da cidade nos dias 13,15 e 17 de fevereiro de 1922. Foram apresentadas leituras de poemas, dança, música e palestras sobre modernidade.
  31. 31. ANITA MALFATTI “A estudante”, um dos quadros apresentados por Anita Malfatti na polêmica exposição de 1917 (Museu de Arte de São Paulo).
  32. 32. ANITA MALFATTI – O HOMEM AMARELO RITMO (TORSO) (1915-6) DE ANITA MALFATTI
  33. 33. Eliane Candido Fernando Pereira Ludymilla Fernandes Renata do Val Natalia Holanda

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