Experiências com conselhos escolares atuantes

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Experiências com conselhos escolares atuantes

  1. 1. Responsáveis por tornar a gestão da escola mais democrática, os conselhos reúnem todos os segmentos da comunidade escolar em torno de um objetivo comum: a melhoria do ensino
  2. 2.  Estudar em uma escola cuidada e administrada em parceria com a comunidade escolar e que tenha como principal objetivo a qualidade do ensino é um dos melhores exemplos práticos de cidadania que os alunos podem ter. Essa "aula" é dada nas escolas que têm um conselho escolar atuante. Por reconhecer a sua importância para a melhoria do ensino no país, o Ministério da Educação (MEC) lançou, o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conse . O objetivo é incentivar a implantação dos conselhos nas escolas públicas e fortalecer a atuação dos já existentes.
  3. 3.  No Colégio Municipal Dr. Antônio Carlos Magalhães, em São Sebastião do Passé (BA), a comunidade participa das decisões da escola desde os anos 1970. Com a criação do conselho, em 1989, houve a eleição dos membros e a formalização do estatuto. Em 1997, o colegiado passou também a administrar as verbas vindas do governo e a se envolver nas questões pedagógicas.
  4. 4.  O colégio foi pioneiro no município. "No ano passado, nos mobilizamos e conseguimos a aprovação de uma lei para garantir os conselhos em todas as escolas", conta Joel Ribeiro da Silva Lima, coordenador pedagógico e presidente do conselho. Com a legislação em vigor, a rede pôde participar da capacitação dada pelo MEC. "Isso melhorou o trabalho que a gente já vem fazendo há anos", conta Joel.
  5. 5.  Comunidade mobilizada, educação de qualidade O projeto pedagógico da escola em que Joel trabalha é feito com base em discussões com a comunidade. A gestão democrática permitiu, por exemplo, a transferência de um professor que não dava aula de maneira adequada. Isso, depois de ouvir as sugestões e necessidades da comunidade escolar. "O funcionário público não pode trabalhar de qualquer jeito porque imagina que ninguém vai mandá-lo embora. Se não houvesse o conselho, esse professor ainda estaria lá, prejudicando os alunos", afirma Joel.
  6. 6. • Outra conquista do Conselho foi em 1997, quando o Governo do Estado decidiu fechar as classes de Ensino Médio na comunidade de Joel. Ela fica na zona rural e a escola estadual mais próxima está a 32 quilômetros de distância. O Conselho então se reuniu, coletou mais de 2 mil assinaturas e foi, com a comunidade, para a frente da Secretaria Estadual de Educação. Assim, a escola Municipal oferece até hoje o Ensino Médio com professores pagos pelo Estado.
  7. 7.  O Conselho organizou até um debate eleitoral. O Prefeito da Cidade foi à escola apresentar o seu candidato para as próximas eleições, o que é comum em Cidades pequenas. "Concordamos, desde que os outros candidatos tivessem o mesmo espaço", lembra Joel. Assim, os eleitores e as crianças - aprendendo desde cedo como funciona um processo eleitoral - puderam conhecer as propostas de todos.
  8. 8. • As conquistas do colégio, que vai ter a primeira quadra coberta do município, se acumulam. "Lutamos pelas melhorias sem esperar só pelos recursos da prefeitura. O muro, por exemplo, foi financiado pela Petrobrás. O teatro e a banda marcial são conquistas da mobilização da comunidade e dos comerciantes locais", revela. Preocupado também com o aprimoramento do ensino, o conselho agora está discutindo a mudança na organização do currículo, que é bimestral. A idéia é fazer as atividades e as avaliações semestralmente. "Isso vai dar flexibilidade aos professores e evitar a evasão", acredita Joel.
  9. 9. • Uma boa aprendizagem: principal objetivo Na Escola Estadual Professora Luíza Collaço Queiroz Fonseca, em São Bernardo do Campo (SP), o conselho também conseguiu transformações importantes, que vêm mudando para melhor a aprendizagem - e a qualidade de vida - dos alunos. "Algumas crianças chegavam com tanta fome que acabavam dormindo nas aulas", conta Rildo Guilherme de Oliveira, diretor e presidente do conselho. Em um debate com a comunidade, ficou decidido que diariamente seria servido almoço aos estudantes. Essa medida, aparentemente distante do objetivo de ensinar, foi determinante para garantir condições básicas e dignas para que os estudantes pudessem se desenvolver. Afinal, ninguém aprende se estiver com fome.
  10. 10.  Além disso, a escola hoje conta com turmas de xadrez e um círculo de leitura graças à atuação de toda a comunidade, representada pelo conselho. "Ao jogar, os alunos aprendem a se concentrar e treinam o raciocínio. O círculo de leitura faz as crianças criarem o hábito de ler", explica Rildo. Ações como essas são sempre implantadas pelo conselho, que apóia o projeto pedagógico da escola e, a cada dois anos, revê o que pode ser modificado e melhorado para os anos seguintes.
  11. 11. • Essa preocupação com a aprendizagem fez com que a comunidade se mobilizasse para recuperar a biblioteca, que estava abandonada havia muito tempo. A comunidade escolar ajudam no trabalho. Eles se reúnem nos fins de semana para restaurar, etiquetar e organizar os livros. "A inauguração será no ano que vem e o plano é liberar o acervo para o uso de toda a comunidade", afirma Rildo.
  12. 12. • Enquanto os alunos ganham um novo local para leitura e pesquisa, a discussão sobre a organização do tempo e do espaço da escola está a todo o vapor entre os membros do conselho. "Estamos analisando a possibilidade de instalar salas-ambiente", conta Rildo.
  13. 13. • Para ele, o Conselho muda o papel do diretor. "Em vez de ser uma figura que centraliza as responsabilidades, ele deve ser o articulador de um processo de construção coletiva e democrática da escola. As decisões tomadas em conjunto têm muito mais chances de dar certo."
  14. 14. A aproximação não pára por aí. Os professores, mensalmente, atendem os pais nos plantões escolares. Lá eles podem tirar dúvidas, apresentar sugestões e acompanhar a vida escolar dos filhos. Assim, os pais ajudam nas decisões que melhoram a qualidade do ensino, como a criação da brinquedoteca e das salas de leitura e de TV. "Essa prática tem feito a evasão e a repetência diminuírem", afirma Socorro. Os pais também participam de quatro reuniões anuais, que tratam da metodologia e da proposta pedagógica. "Para nós, o tempo das reuniões não é gasto, é ganho. A educação só melhora quando a comunidade se envolvem."
  15. 15.  A escola pode pedir a capacitação do conselho Desde a criação do programa, o MEC capacita multiplicadores que atuam nas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. Para isso, foram elaborados materiais impressos que orientam o trabalho das Secretarias e dos Conselheiros das escolas.
  16. 16. • Para participar das capacitações oferecidas, a rede de ensino deve entrar em contato com o programa para se inscrever. Se no seu estado ou município não existe uma legislação que implemente os conselhos ou se ela existe mas a rede ainda não foi orientada, a escola deve se reunir com a comunidade e solicitar à secretaria de Educação a implementação da lei e a capacitação dos conselheiros. Esse é o primeiro passo para dar início a uma gestão realmente democrática.
  17. 17.  Ressaltamos que a associação de pais e mestres ou o caixa escolar são muito importantes, mas não substituem os conselhos. "Eles não funcionam apenas como unidades executoras, que administram os recursos financeiros, mas também como órgãos deliberativos que cuidam da qualidade da aprendizagem dos estudantes." 
  18. 18.  Materiais que vão ajudar a melhorar o seu conselho  Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares conta com sete cadernos para a capacitação das redes e dos conselheiros. Um deles, chamado Conselhos Escolares: Uma Estratégia de Gestão Democrática da Educação Pública, é destinado aos dirigentes e técnicos das secretarias municipais e estaduais de Educação. Ele fala da importância dos conselhos e traz uma análise de diversas legislações municipais e estaduais sobre o assunto. Já o caderno Indicadores da Qualidade na Educação orienta os conselheiros a construir mecanismos de avaliação na escola para traçar o projeto pedagógico. Para a formação dos conselheiros, foram elaborados cinco cadernos sobre os seguintes temas: democratização da escola e construção da cidadania; atuação dos conselhos na melhoria da aprendizagem; respeito e valorização do saber e da cultura do estudante e da comunidade; aproveitamento significativo do tempo pedagógico; e gestão democrática da educação e escolha do diretor.
  19. 19.  As famílias podem se envolver ativamente nas decisões tomadas pelas escolas dos seus filhos. Candidatar-se a uma vaga no conselho escolar é uma boa maneira de acompanhar e auxiliar o trabalho dos gestores escolares.  Os conselhos escolares são constituídos por pais, representantes de alunos, professores, funcionários, membros da comunidade e diretores de escola. Cada escola deve estabelecer regras transparentes e democráticas de eleição dos membros do conselho.  Cabe ao conselho zelar pela manutenção da escola e monitorar as ações dos dirigentes escolares a fim de assegurar a qualidade do ensino. Eles têm funções deliberativas, consultivas e mobilizadoras, fundamentais para a gestão democrática das escolas públicas.  Entre as atividades dos conselheiros estão, por exemplo, fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola e discutir o projeto pedagógico com a direção e os professores.
  20. 20. • Conselhos Escolares: uma estratégia de gestão democrática da educação pública. Publicação destinada aos dirigentes e técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação. Traz uma reflexão sobre a importância desse colegiado e traz uma análise da legislação municipal e estadual referente aos Conselhos Escolares. Foi elaborada visando a oferecer aos gestores educacionais nas secretarias estaduais e municipais de educação subsídios para a compreensão do significado dos conselhos na gestão da educação pública. Público alvo: Secretarias estaduais e municipais de educação para a compreensão do significado dos conselhos na gestão da educação pública.
  21. 21. • Está organizado em duas partes. A primeira aborda a legislação educacional que sustenta e viabiliza o funcionamento dos conselhos escolares em seus objetivos, limites e possibilidades. A segunda parte trata, especificamente, dos conselhos escolares em algumas dimensões que a sua existência e funcionamento envolvem.
  22. 22.  Trata a educação como prática social que visa ao desenvolvimento de cidadãos conscientes, autônomos e emancipados e entendendo o Conselho Escolar como instrumento de gestão democrática colegiada, especialmente no acompanhamento responsável da prática educativa que se desenvolve na escola e na construção de sua principal função que é seu projeto político- pedagógico
  23. 23.  Reflete sobre a importância da presença do saber e da cultura sobre a negação no processo didático- pedagógico da escola. O caderno divide-se em três partes - a formação humana e os desafios; a superar no âmbito da escola; a pedagogia da emancipação na escola e o encontro dos saberes.
  24. 24.  Trata a função da escola de formar o cidadão, assegurando ao educando o acesso e a apropriação do conhecimento sistematizado, mediante a instauração de um ambiente propício as aprendizagens significativas ás praticas de convivência democrática. Para cumprir sua função precípua de favorecer essa formação, a escola precisa construir/instituir, de forma coletiva, um projeto político-pedagógico.
  25. 25. Tem como objetivo oferecer contribuição para o fortalecimento dos mecanismos de democratização da escola, em especial do Conselho Escolar e dos processos de escolha de diretores por meio da análise dos desafios, limites e possibilidades da gestão democrática: a participação cidadã na escola.
  26. 26.  O Conselheiro é um militante na construção da democracia e cidadania. Participa como co- responsável na construção de uma educação escolar inclusiva e de qualidade social. Sua prática é um processo de formação humana e exige momentos específicos de qualificação, que se realiza pela qualificação da prática educativa escolar. Para os encontros de qualificação dos conselheiros é apresentada uma metodologia fundada nos Círculos de Cultura, enfatizando as fases de: a) problematização, investigação rigorosa do problema, b) teorização, estudo para fundamentação de alternativas de solução e c) planejamento da intervenção e acompanhamento da execução.
  27. 27.  Nesse sentido, discute a questão do financiamento no âmbito legal, o papel dos movimentos e órgãos colegiados na garantia do direito à educação. Busca discutir, ainda, as políticas educacionais em um sentido mais amplo, ou seja, aquelas ligadas diretamente aos sistemas de ensino e as questões relacionadas à instituição e à participação da comunidade local e escolar
  28. 28.  Para que esta valorização ocorra, é necessário que os Conselhos Escolares reflitam sobre esses trabalhadores: quem são, qual a sua trajetória histórica, que lugar ocupam na divisão social do trabalho, as razões da desvalorização social ou desprestígio que sofrem e o que pode e deve ser feito para que esse processo de valorização continue e dê bons frutos. O objetivo político-pedagógico desse processo é o de resgatar a importância desses trabalhadores no campo educacional, contribuir para que a escola possa tornar-se um espaço efetivo de mediação, de formação humana e de exercício da democracia participativa, visando à construção de uma sociedade igualitária e justa. Razões da desvalorização social ou desprestígio que sofrem e o que pode e deve ser feito para que esse processo de valorização continue e dê bons frutos. O objetivo político-pedagógico desse processo é o de resgatar a importância desses trabalhadores no campo educacional, contribuir para que a escola possa tornar-se um espaço efetivo de mediação, de formação humana e de exercício da democracia participativa, visando à construção de uma sociedade igualitária e justa.
  29. 29. O caderno prioriza reflexões sobre a Educação do Campo e as Escolas do Campo, a partir do entendimento das organizações sociais e encaminha sugestões para que cada coletivo escolar possa estabelecer seus próprios mecanismos que assegurarão a participação social na delimitação de suas ações, dando destaque ao conselho escolar como uma estratégia ímpar nesse contexto de democratização da educação e da sociedade, e objeto central deste caderno. Este caderno integra o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares e tem como objetivo contribuir para que o conselho escolar possa atuar como um dos instrumentos de gestão democrática nas escolas do campo.
  30. 30.  Neste Caderno procura-se, junto aos conselhos escolares, ampliar o debate em torno do princípio da igualdade e do desenvolvimento, focalizando algumas questões cruciais para a educação no cotidiano das escolas. O aprofundamento desse debate na escola é potencialmente rico por possibilitar a todos os profissionais da educação, aos pais e aos estudantes ampliarem a compreensão e as vinculações da escola com a sociedade e com os projetos sócio-educativos, bem como o (re)conhecimento dos mecanismos de exclusão e discriminação de quaisquer ordens presentes na sociedade e na escola, para melhor enfrentá-los e superá-los.
  31. 31. Este 11º caderno pretende ser um subsídio à formação dos conselheiros escolares,trazendo, à sua reflexão, elementos para a compreensão da Educação em Direitos Humanos como uma política pública atravessada por valores éticos, subjetividades, relações, práticas sociais e institucionais. Nesse sentido, os Direitos Humanos podem ser compreendidos como um processo de organização e de luta pela conquista de direitos individuais, coletivos, políticos, religiosos, sociais, culturais, ambientais, dentre tantos outros.
  32. 32.  Este caderno se constitui em um mapa para criação e movimentação dos conselhos escolares e sua organização em fórum. Trata-se de um mapa, com sugestões para a criação e movimentação de uma política de gestão educacional para unidade de ensino (conselho) e redes ou sistemas de ensino (fórum).
  33. 33. • Indicadores de Qualidade na Educação. Os Indicadores de Qualidade foram criados para ajudar a comunidade escolar na avaliação e na melhoria da qualidade da escola. Este é seu objetivo principal. Compreendendo seus pontos fortes e fracos, a escola tem condições de intervir para melhorar sua qualidade de acordo com seus próprios critérios e prioridades. Nesta publicação foram identificados sete elementos fundamentais - chamados de dimensões - que devem ser considerados pela escola na reflexão sobre sua qualidade. Para avaliar essas dimensões, foram criados alguns sinalizadores de qualidade de importantes aspectos da realidade escolar: os indicadores.
  34. 34. Esta publicação é parte dos Indicadores da qualidade na Educação, sistema que vem sendo desenvolvido desde 2003 com o objetivo de envolver toda a comunidade escolar na avaliação e na mobilização pela melhoria da qualidade na educação. Ela contém os indicadores de qualidade relativos ao ensino e à aprendizagem da leitura e escrita no ensino fundamental.
  35. 35. •   procurou identificar em 33 escolas do País as boas práticas que ajudam as crianças a realizar esse sonho. O estudo foi desenvolvido a partir dos resultados da Prova Brasil, um gigantesco esforço de avaliação conduzido pelo INEP, que avaliou a aprendizagem das crianças da 4ª série e dos adolescentes da 8ª série em mais de 40 mil escolas públicas do Brasil. Veja o vídeo.
  36. 36. www.mec.gov.br Conselhos escolares

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