Bacia do Parnaíba

9.815 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
1 comentário
4 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Olá bom dia! Naira. por um acaso você tem os shape files dessa mapa? Da fisiografia da bacia do rio Parnaiba, Eu preciso muito desses arquivos e não encontro em nenhum lugar. obrigado!
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
9.815
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
73
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
240
Comentários
1
Gostaram
4
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Bacia do Parnaíba

  1. 1. BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL
  2. 2.  Apelidado de “Velho Monge”, o principal rio da bacia nasce na chapada das Mangabeiras, confluência de três outros rios: Água Quente, na divisa de Maranhão e Piauí, Curriola e Lontra, ambos no território do estado piauiense. O Rio Parnaíba banha 20 municípios do Piauí e 22 do Maranhão. Os três principais cursos: Alto, Médio e Baixo Parnaíba. No Médio Parnaíba, na altura da cidade piauiense de Guadalupe, encontra-se a barragem de Boa Esperança.A bacia do Parnaíba é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro, abrangendo quase totalmente o estado do Piauí, parte do Maranhão e uma pequena área do Ceará.
  3. 3. • Os afluentes mais importantes do Parnaíba, do lado do Piauí são os rios Gurgueia, Uruçuí-Preto, Canindé, Poti e Longá; no Maranhão, o afluente importante é o rio Balsas. A bacia possui mais de três mil quilômetros de rios perenes (rios que não secam em tempos de altas temperaturas), centenas de lagoas e ainda metade da água do subsolo do nordeste brasileiro, avaliadas em 10 milhões de metros cúbicos ao ano. A bacia do Parnaíba desagua (foz) no oceano Atlântico. Considerando os períodos de escassez e diminuição do volume de água na bacia, esta é considerada, ao lado das Bacias do Amazonas e do Paraná uma das três grandes bacias sedimentares brasileiras.
  4. 4. FLORA Apesar do bioma predominante na baciaser a Caatinga, esta é uma região detransição entre a Caatinga, a FlorestaTropical e a vegetação litorânea.
  5. 5. Caatinga Se constitui de espécies xerófitas (formação seca e espinhosa resistente ao fogo e praticamente sem folhas) e caducifólias (que perdem as folhas em determinada época do ano) totalmente adaptadas ao clima seco com predominância de cactáceas e bromeliáceas. O extrato arbóreo apresenta espécies de até 12 metros de altura, o arbustivo, de até 5 metros e o extrato herbáceo apresenta vegetação de até 2 metros de altura. As principais representantes do reino vegetal são: a aroeira, o mandacaru, o juazeiro e a amburana.
  6. 6. FLORESTA TROPICAL A floresta tropical é a mais rica em espécies do que a maioria das outras. É difícil ocorrer uma planta ou árvore que seja semelhante às suas vizinhas.
  7. 7. VEGETAÇÃO LITORÂNEA Vegetação litorânea é uma formação presente nas terras baixas e planicies do litoral. Sua vegetação é bastante variada, porém típica de regiões litorâneas. São regiões alagadiças e salobras que abrigam manguezais, gramíneas e plantas rasteiras.
  8. 8. RELEVO E CLIMA A estrutura geológica define o relevo e a topografia da Bacia com chapadas e chapadões - tabuleiros - entre os vales. As altitudes máximas são inferiores a 800 metros. O clima da bacia varia de quente e úmido, no norte, passando a quente e úmido com chuvas de verão tropical, no centro sul e sudeste, e semi-árido no leste e sudeste. As precipitações variam, em geral de sudeste para nordeste entre 600 a 1.800 mm/ano, com duas estações definidas: chuvosa, de janeiro/fevereiro a maio/junho e seca, de maio/junho a dezembro. A temperatura média varia entre 24 a 38º C, em geral entre o inverno e o verão.
  9. 9.  Parnaíba tem um importante papel sócio-econômico. Isto se verifica, principalmente, pela potencialidade de seus recursos naturais que propiciam aptidão para o desenvolvimento de inúmeras atividades: pesqueiras e agropastoris, de navegabilidade, de energia elétrica, de abastecimento urbano, de lazer. As principais atividades econômicas da área estão ligadas a agropecuária, com maior destaque para a agricultura de sequeiro (soja, arroz, feijão, milho, caju, algodão, cana-de-açúcar). A agricultura irrigada ainda não é significativa, apesar do grande potencial para a fruticultura (manga, coco, maracujá e banana). A infra-estrutura hidráulica construída ou projetada é composta basicamente de barragens, poços e canais de irrigação e drenagem.
  10. 10.  Existem, entre construídos e projetados, 32 barragens à barragem de Boa Esperança inaugurada em 1970 é a maior e mais importante de todas as barragens do Parnaíba. Na Bacia do Parnaíba já foram perfurados cerca de 8.000 poços. São 19 os projetos de irrigação de iniciativa pública, projetados, em construção ou construídos. A possibilidade de navegação deste rio facilitou o povoamento e as comunicações até pouco tempo atrás. Hoje, a navegação é feita, principalmente na época de cheias, por pequenas embarcações.
  11. 11.  O Rio Parnaíba foi o berço da capital do estado do Piauí, a cidade de Teresina. Esta foi projetada e construída em suas margens em função da importante navegabilidade. No Baixo Parnaíba, é onde se observa maior desmatamento de suas margens e maior assoreamento. É, também, a região onde encontra-se maior número de fábricas, como fábricas de celulose, açúcar e álcool. É onde se encontram os maiores núcleos urbanos, que lançam grande quantidade de esgotos sem tratamento no rio. A ocupação de suas margens, a derrubada da mata ciliar e a construção de Usina Hidrelétrica de Boa Esperança levaram a seu assoreamento e consequente perda de sua navegabilidade, à redução de seu volume de água e ao desaparecimento de espécies animais antes comuns na região.
  12. 12.  O maior adensamento urbano da região é a capital piauiense de Teresina. Toda a região é caracterizada por índices críticos de abastecimento de água, esgotamento sanitário e tratamento de esgotos. A escassez hídrica é historicamente apontada como causa do atraso econômico e social da região. Atualmente, ambientalistas lutam para que sua riqueza e beleza permaneçam. Há vários projetos socioambientais envolvendo o estado e representantes da sociedade civil.

×