TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO APLICADAS À BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:UMA PROPOSTA DE OTIMIZAÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTORicar...
II - REVISÃO BIBILIOGRÁFICAA - Gestão do Conhecimento: Abordagem conceitual.Cabe salientar que o correto conceito de gestã...
A partir da Era da Informação tornou-se mais fácila captura e organização da informação. Por conta das suascaracterísticas...
Clarke (2004) apud Castro (2005, p. 46) afirmaque “as diversas atividades desenvolvidas por umabiblioteca encontram-se em ...
O modelo para desenvolvimento da aplicação deavaliações dos livros pelos usuários pode ser baseado emsistemas implantados ...
2011. Dissertação de mestrado. Disponível em:<http://hdl.handle.net/10316/14462> Acesso em: 11novembro 2012.SILVA, Sérgio ...
Tecnologias da informação aplicadas à bibliotecas universitárias. Uma proposta de otimização da gestão do conhecimento
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Tecnologias da informação aplicadas à bibliotecas universitárias. Uma proposta de otimização da gestão do conhecimento

593 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
593
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
11
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Tecnologias da informação aplicadas à bibliotecas universitárias. Uma proposta de otimização da gestão do conhecimento

  1. 1. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO APLICADAS À BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:UMA PROPOSTA DE OTIMIZAÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTORicardo Nagel MachadoUFSC – Universidade Federal de SantaCatarinaricardo.nagel@hotmail.comRESUMOAs bibliotecas universitárias são ambientesacadêmicos que sobrevivem aos métodos antigos de acessoao conhecimento apesar da recente democratização doacesso à internet ter modificado essa busca. Apesar dasBUs manterem-se vivas em ambientes físicos, é inegáveldesde o surgimento das TICs o interesse das bibliotecas porbeneficiarem-se dessas ferramentas.O intuito desseinteresse sempre foi centrado em oferecer processosinovadores de compartilhamento de conhecimento aos seususuários.A tendência das BUs hoje é a migração deserviços para o ambiente virtual, o que moderniza e facilitao acesso ao conhecimento a medida que as novas geraçõesjá nascem utilizando computadores, smartphones e tablets.Contudo não basta a migração de serviços físicos paraonline, se os mesmos não forem embasados em umplanejamento junto à gestão do conhecimento da biblioteca.A junção de aplicações inovadoras utilizando as NTICs euma gestão do conhecimento bem estruturada, somentetende a beneficiar um ambiente tão importante aosinteresses acadêmicos como a biblioteca.Objetiva-se através desse artigo a apresentação deuma proposta que agregue NTICs junto à gestão doconhecimento do ambiente bibliotecário. A proposto possuio intuito de otimizar os serviços online das BUs a partir daimplementação de processos que proporcionem o maiorfeedback o sistema com o usuário, além dessa aplicação servoltada para a utilização em tecnologias muito difundidasatualmente, como smartphones e tablets.PALAVRAS-CHAVE: Conhecimento, Bibliotecasuniversitárias, Gestão do Conhecimento, BUs,Organizações.I - INTRODUÇÃODe acordo com o passar o tempo muitos conceitostornaram-se obsoletos quanto à importância que se dá ainformação e o conhecimento. A partir dos diferentespensamentos a humanidade tem passado por várias eras,tais como a Era da Informação e atualmente nos situamosna Era do Conhecimento. Esta parte do princípio que ovalor do conhecimento é imensurável, contudo a realrelevância encontrasse na sua disseminação, principalmenteatravés do repasse do mesmo entre as pessoas. Entende-seentão que gerir o conhecimento de forma eficaz e eficientenos trará mais conhecimento, formando assim um ciclo decompartilhamento. Estes conceitos devem ser abstraídos eposteriormente internalizados nas instituições para melhoradministrar o conteúdo gerado nas mesmas, partindo dopressuposto que atualmente temos muitas informaçõesdisponíveis na rede, contudo em muitas situações estasinformações não nos trazem embasamento para determinara sua valia, por exemplo, para uma pesquisa.A necessidade de uma melhor gestão doconhecimento nas bibliotecas universitárias implica não sóno desenvolvimento de novos processos e a melhoria dos jáexistentes, como também a implementação de sistemasinovadores aproveitando as Tecnologias da Informação eComunicação (TICs) hoje disponíveis.“As bibliotecas universitárias, como parte dessasinstituições de ensino superior, devem estar preparadaspara atuar no processo, bem como desenvolver seuspróprios projetos de gestão do conhecimento” (CASTRO,2005)Utilizando-se então dos princípios de conversãodo conhecimento, mais precisamente a internalização, ondeatravés da aplicação o usuário fará de forma mais eficientea busca e consequentemente a conversão do conhecimentoexplícito para o tácito, objetiva-se propor uma aplicação aqual se aproveite do potencial das NTICs e que viabilize aotimização do sistema de empréstimo online de livros dasBUs. A melhoria parte do princípio que hoje nos sistemasde empréstimos de livros das BUs não têm-se informaçõessuficientes para que os usuários assim possam determinar arelevância que o livro do qual fará empréstimo terárealmente para os seus estudos. Dessa maneira, muitasvezes são realizados empréstimos de materiais que nãoserão aproveitados, prejudicando acadêmicos quebuscariam por exatamente este material que já está alocado.Além das características apresentadas acima como sendomotivações para o desenvolvimento desse artigo, outrosimportantes fatores foram analisados, tais como qual opapel na web que as BUs vem desempenhando e se essasatividades satisfazem as necessidades dos usuários.
  2. 2. II - REVISÃO BIBILIOGRÁFICAA - Gestão do Conhecimento: Abordagem conceitual.Cabe salientar que o correto conceito de gestão doconhecimento é importantíssimo para o melhorentendimento dos stakeholders que virão a analisar esseestudo, pois conceitos bem fundamentados tornam a práticaviável.Entende-se que em plena Era do Conhecimentodeparar-se com palavras às quais já estão intrínsecas aoolhar é comum, contudo ao analisar seu real conceitoconclui-se que o conhecimento sobre tais era superficial.Dito isso, conceituar gestão do conhecimento passa antespor alguns sinônimos que geralmente trazem confusão, sãoeles: dados, informações e conhecimento.Segundo Tuomi (1999) apud Silva (2004, p. 144)“dados são tratados como simples fatos que tornaminformação se forem combinados em uma estruturacompreensível; ao passo que informação torna-seconhecimento, se for colocada em um contexto, podendoser usada para fazer previsões.”.Dentro de uma biblioteca universitária, dadospodem ser caracterizados como os dados pessoais dosacadêmicos, bibliotecários, dados relativos aos serviçosprestados (empréstimo, devolução, o acesso às bases dedados da BU e biblioteca virtual).Nonaka e Takeuchi (1997) apud Silva (2004, p.145) afirmam que “conhecimento é formado porinformação que pode ser expressa, verbalizada, e érelativamente estável ou estática, em completorelacionamento com uma característica mais subjetiva enão palpável, que está na mente das pessoas e érelativamente instável ou dinâmica, e que envolveexperiência, contexto, interpretação e reflexão”.Em um ambiente bibliotecário podem serconsideradas como informações: listas de aquisições delivros, levantamento bibliográfico, listas de materiaiscatalogados recentemente, lista de materiais com maioríndice de empréstimo, dentre outras.A partir desses conceitos expostos pode-se tomarcomo base que o conhecimento nada mais é que atransformação da informação através da interpretação detal, tendo assim variações de interpretações de indivíduopara indivíduo. Isso mostra o porquê do conhecimento serum bem intangível, único e difícil de ser compartilhado.Este está presente na mente das pessoas, as quais utilizamas mais diferentes formas para interpretarem etransformarem as informações em conhecimento.A mudança na estrutura da sociedade fica maisevidente a cada dia com a quebra de paradigmas, aconsolidação da globalização e o alto fluxo de informaçãoe conhecimento gerados os quais temos acesso nas redes.Esse conjunto de fatores a partir da década de 80proporcionou o surgimento da necessidade de gerir essasproduções de conhecimento de forma eficiente e eficazpara a obtenção de vantagem competitiva. Essa necessidadevem ganhando espaço tanto no meio acadêmico, quanto noorganizacional, chama-se gestão do conhecimento.Conforme Robbins (2005) apud Sousa, Quoniam,Trigo(2008 p.4) “A gestão do conhecimento é um processode organização e distribuição do saber coletivo daorganização, de maneira a fazer com que a informaçãocerta chegue à pessoa certa, na hora certa.”Tratando do conceito em poucas palavras, a gestãodo conhecimento possui como foco o gerenciamento dainformação a fim de agregá-la de tal maneira que atransforme em conhecimento, possibilitando então acirculação desta gama de conhecimentos entre as pessoasde forma eficaz.Desmistificar a gestão do conhecimento e torná-laum mecanismo eficiente dentro de uma organização, não éuma tarefa das mais simples. Um fator a ser levado emconsideração é que um dos principais problemas da gestãodo conhecimento é tornar os envolvidos mais maleáveis aesse processo, fazendo com que não retenham seusconhecimentos. Para isso a mudança comportamental ecultural das organizações é fundamental, pois além dagestão do conhecimento fornecer vantagens competitivas eum melhor desempenho organizacional, o nãocompartilhamento do conhecimento acarretará na morte domesmo em algum dado momento, pois não foidisseminado.O compartilhamento do conhecimento faz parte daessência da gestão do conhecimento, não faz sentido entãoestruturar processos de gestão do conhecimento se osindivíduos não estão preparados para esta prática.Takahashi, (2007) apud Sousa, Quoniam,Trigo(2008 p.4) afirma que “o conhecimento precisacircular com rapidez e eficiência por toda a organização. Onovo conhecimento tem mais impacto quando é partilhado,do que quando é propriedade de poucos.”Em resumo, só existem benefícios quando oconhecimento é difundido, transferido ou compartilhado.Esse processo torna-se importante à medida que senecessita a criação de novos conhecimentos. Contudo omesmo torna-se falho quando ocorre de qualquer maneira,ou seja, sem uma estratégia da organização que garanta aofim do processo que o conhecimento gerado seja realmenteválido a organização. Por esse motivo é importante aaplicação de estratégias voltadas a gestão do conhecimentona organização, para que os processos ocorram de formaordenada.B - Bibliotecas no contexto universitário
  3. 3. A partir da Era da Informação tornou-se mais fácila captura e organização da informação. Por conta das suascaracterísticas de disseminadoras de conhecimento e dosideais intrínsecos nas suas missões, universidades ebibliotecas destacam-se das demais organizações.Organizações com essas características baseiam-seprincipalmente na construção e compartilhamento doconhecimento, convertendo informações em conhecimentoe tornando-se valorizada por possuir muitos ativosintangíveis.Nesse contexto Choo (2003) apud Castro(2005,p.37) afirma que “a organização que for capaz de integrareficientemente os processos de criação de significado,construção do conhecimento e tomada de decisões pode serconsiderada uma organização do conhecimento”.Dado o conceito apresentado por Castro (2005),pode-se afirmar também que as organizações doconhecimento possuem como objetivo a mudança deabordagem dada à conceituação de conhecimento comosendo um objeto ou algo a ser alcançado. Seu significadoentão, se torna mais amplo, podendo ser dito como umprocesso contínuo de construção principalmente coletivo.Dentro desse contexto, as Instituições de Ensino Superior(IES) podem ser caracterizadas como organizações doconhecimento que promovem atividades em três áreas,ensino, pesquisa e extensão. Ensino é a atividade na qual hátransmissão de conhecimento, já a pesquisa tem comointuito gerar novos conhecimentos. Em contrapartida aextensão equivale à área de atividades de interação entre auniversidade e a comunidade na qual está presente.Com base no diz respeito às IES serem o principalexemplo de organizações do conhecimento, pois paraprogredirem as mesmas dependem da geração deconhecimento por meio dos três pilares (Ensino, pesquisa eextensão), Maia, (2003) apud Castro (2005, p.17)argumenta que “as instituições de ensino e, em particular,as IES que pretendem crescer com qualidade terãonecessariamente que profissionalizar seus recursoshumanos e investir em seu aparato tecnológico. Mais ainda,terão que trazer a prática de seu dia-a-dia a Gestão doConhecimento, não mais como conceito teórico a serintroduzido na sala de aula, mas como instrumentoimprescindível para o seu desenvolvimento e para adisseminação do conhecimento.”Dentro do contexto das IES como organizações doconhecimento pode-se apresentar as bibliotecasuniversitárias como centrais que gerenciam as informaçõesda universidade. As BUs, dada suas responsabilidades, sãoórgãos orientados a informação que hoje com o adventodas novas tecnologias da informação e comunicação,investem cada vez mais nestas NTICs. Vários fatorescontribuem para que esses investimentos sejam levadosadiante, tais como proporcionar a melhora nos fluxos deinformação além de que investimentos na digitalização deconteúdos e disponibilização dos mesmos na webdiminuem os custos do órgão.Através do conjunto de investimentos nas áreas detecnologia da informação e recursos humanos qualificados,o órgão bibliotecário consolida-se dentro das instituiçõesde ensino superior como um dos principais participantesativos para a inovação do conhecimento.Sobre esta indagação Shanhong, (2000) apudCASTRO (2005, p. 39) diz que “as funções convencionaisde uma biblioteca são de coletar, processar, disseminar,armazenar e utilizar informação documental paraproporcionar serviços para a sociedade. Na era daeconomia do conhecimento, a biblioteca se tornará a casa-do-tesouro do conhecimento humano, participando nainovação do conhecimento, e tornando-se um importanteelo na corrente da inovação.”As bibliotecas desempenham papel importantedentro da universidade. Proporcionam hoje, diante da erado conhecimento funções como repositórios edisseminação do conhecimento, o que as tornam a principalligação entre o conhecimento produzido dentro dauniversidade e as pessoas que necessitam do conhecimento,denominadas usuários no contexto da biblioteca. Emcontrapartida, apesar de serem importantíssimas noprocesso de inovação do conhecimento, as BUscaracterizam-se como uma organização do conhecimentosem autonomia. Esta dependência da organização a qualpertencem, pode ser vista por meio das suas atividades,planejamento, direção serem moldadas de acordo com osobjetivos da instituição que está inserida, a fim de que osobjetivos da mesma sejam alcançados. Tarapanoff, (1984)apud Castro (2005, p. 41) diz que a “estrutura da bibliotecaé determinada pela estrutura da organização à qualpertence, podemos concluir que a estrutura da biblioteca éresultado do meio ambiente”III - PropostaTarapanoff (1982) e Dodebei (1998) apud Castro (2005,p.44) fazem menção que “os processos essenciais dasbibliotecas universitárias têm a finalidade de prestarserviços de apoio às unidades de ensino, pesquisa eextensão. A universidade processa informação e abiblioteca gerencia a informação. A função da bibliotecauniversitária é servir as necessidades informacionais dosestudantes, professores, especialistas, pesquisadores e todaa comunidade acadêmica.”Embasado nesses ideais e na revoluçãodigital que nos proporciona o crescimento exponencial dasinformações na rede, é notável a necessidade dadigitalização dos conteúdos produzidos dentro das IES,assim como o desenvolvimento de novos mecanismos pararesgatar os mesmos e tornar mais eficiente o processo deinovação de conhecimento.
  4. 4. Clarke (2004) apud Castro (2005, p. 46) afirmaque “as diversas atividades desenvolvidas por umabiblioteca encontram-se em constante redefinição, para quepossam sempre auxiliar da melhor forma no cumprimentoda função da biblioteca. Devido às constantes mudanças eevoluções tanto na relação ensino-aprendizagem, quantonas tecnologias e na forma de armazenagem e acesso àinformação, as universidades têm repensado seu papel eprocessos, passando inclusive muitos de seus processos eatividades para um formato virtual, e por estarem ligados àsuniversidades, esses também têm trazido consequênciaspara os serviços e processos das bibliotecas. A bibliotecapode influenciar e garantir seu futuro, tornando-se, assim,mestra nas ferramentas do mundo digital.”As bibliotecas universitárias são órgãos quesobrevivem hoje a uma era de mudanças, as quaisprincipalmente são relacionadas a transição de foco dointeresse dos usuários aos materiais tangíveis, para cadavez mais optarem pela praticidade do acesso à serviçosonline de empréstimos, referencias bibliográficas, de modoque a pesquisa possa ser realizada fora das bibliotecasfísicas.Miranda (2010, p.66) afirma que “A evolução dossuportes de informação, ocorrida na década de 1980,mostrou que a biblioteca não era apenas um depósito delivros ou, como às vezes chamada, “cemitério do saber”. Jáno século 21, houve uma mudança significativa nooferecimento de serviços; os usuários passaram a terfacilidades, não precisando mais sair das suas salas para tero conteúdo das bibliotecas 24 horas por dia disponível; e oacesso a textos completos ou ainda à renovação/reserva dedocumentos na biblioteca física; isso sem mencionar assalas de entretenimento, igualmente disponíveis. Essasmídias, surgidas e incorporadas no cotidiano, provocarammudanças na gestão da informação.”A evolução dos meios de disseminação deconhecimento sempre interessaram as BUs a fim detornarem-se especializadas. Dentre a linha do tempo dasevoluções tecnológicas incorporadas pelas BUs, podemoscitar na década de 80 os disquetes, fitas cassetes e VHS queeram comuns no ambiente bibliotecário. Logo apóscomeçaram a adquirir microcomputadores e na décadaseguinte o CD-ROM se tornou peça chave para ter base dedados, além da corrida para integrar-se na rede com odesenvolvimento de sites disponibilizando serviços online.Tarapanoff et al (2000) apud Miranda(2010, p. 72)afirmam que “unidades de informação (bibliotecas, centrose sistemas de informação e de documentação) foram e são,tradicionalmente, organizações sociais sem fins lucrativos”,cuja característica principal é a prestação de serviços àsociedade. Com o foco dirigido a essa prestação deserviços, percebe-se hoje a preocupação dos gestores emrealmente conseguir satisfazer seus usuários,disponibilizando o acesso à biblioteca pelo maior períodode tempo possível.Dentro do contexto de serviços diferenciados, asBUs carecem de serviços mais completos e paraplataformas novas que atendam de forma eficiente e eficazseu usuário. O foco desta proposta encontra-se nadificuldade em determinar relevância ao material que ousuário poderá fazer empréstimo através do serviço onlineda BU, pois o mesmo não lhe oferece diferenciais que lhedê embasamento para concluir se o material poderá serutilizado para a sua pesquisa. Com esta proposta, então,objetiva-se tornar mais eficiente o sistema de empréstimode livros online, através do desenvolvimento demecanismos que dê informações adicionais sobre abibliografia que o usuário irá requerer. Esses mecanismosteriam como base a disponibilização dos sumários doslivros como retorno da pesquisa, além do resumo doslivros. São mecanismos simples, porém que auxiliariam ousuário nas tomadas de decisões. Além disso, NTICssurgiram nos últimos anos e estão em alta no mercado.Fala-se muito hoje na mudança do papel para o digital,principalmente a partir da presença cada vez mais forte dossmartphones e tablets no mercado. Os valores dessesgadgets estão em conta atualmente, inserindo-os assim noslares da maioria das classes sociais brasileiras.Uma proposta de aplicação para smartphones etablets, para que assim os principais serviços da BUestariam disponíveis de forma mais interativa, o queaproximaria os usuários ao ambiente de pesquisa, mudandoentão o foco desses gadgets que hoje são utilizados emmaior parte para o entretenimento, tornando-os usuais juntoao ambiente bibliotecário.Assim, propõe-se desenvolver um sistema deempréstimo com mais feedback ao usuário, além de umaferramenta de avaliação onde os mesmos poderão opinarsobre o livro o qual utilizaram, fornecendo embasamentopara que outros usuários possam tomar conhecimento sobreo conteúdo da obra. Essa aplicação atrelada as NTICsatuais (smartphones, tablets) nada mais será do que darcontinuidade aos interesses das bibliotecas universitáriosem estarem sempre incorporando novos processos eferramentas ao seu ambiente a fim de facilitar e inovar abusca por conhecimento.A estrutura da aplicação seria formada da seguintemaneira:
  5. 5. O modelo para desenvolvimento da aplicação deavaliações dos livros pelos usuários pode ser baseado emsistemas implantados em sites de compras comosubmarino:IV – CONSIDERAÇÕES FINAISAs bibliotecas universitárias são consideradasórgãos das universidades que contribuem de uma formaimportante para o processo de inovação e a consolidação denovos conhecimentos, assim o investimento noaprimoramento da gestão do conhecimento nas mesmasdeve ser tratado como um processo contínuo. Os benefíciosda gestão do conhecimento devem ser levados além doambiente físico e do aperfeiçoamento dos recursoshumanos, para o ambiente virtual onde se encontramrepositórios e aplicações de serviços das BUs.A incorporação das NTICs no nosso dia-a-dia écada vez mais comum, contudo as mesmas tendem a seremutilizadas em sua maior parte para o entretenimento(smartphones, tablets). O desenvolvimento de aplicaçõesutilizando essas plataformas tem crescidoexponencialmente. Isso tem ocorrido a partir dos incentivosdas empresas e das facilidades que as principaisplataformas (IOS e Android) oferecem aosdesenvolvedores.Agregar as NTICs a fim de proporcionar umamaior eficiência e eficácia ao sistema de empréstimo dasBUs é o foco principal da proposta apresentada nesseartigo. Através dessa proposta, aumentar as informaçõesdisponíveis, o feedback do sistema para com o usuário e ainteração usuário/usuário, são fatores importantes nos quaisos sistemas online de empréstimos das bibliotecasuniversitárias carecem.A proposta pode vir a se tornar viável a partir deprojetos de pesquisa dentro da própria universidade,oferecendo oportunidades a acadêmicos. Com issoproporcionaria o estudo aplicado de gestão doconhecimento através do desenvolvimento dessa aplicação.REFERÊNCIASARAÚJO, P. C. ; PEREIRA, S.Z. ; OLIVEIRA, M. E. P. .Compartilhamento de informação e conhecimento:inserindo práticas de gestão do conhecimento num sistemade bibliotecas universitárias federais. Revista ACB, v. 15,p. 244-259, 2010. Disponível em:<http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/viewArticle/699> Acesso em: 01 novembro 2012CASTRO, Gardenia de.. Gestão do conhecimento embibliotecas universitárias: um instrumento dediagnóstico. Florianopolis, 2005. 160 f. Dissertação(Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina,Centro de Ciências da Educação. Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Disponível em:<http://www.tede.ufsc.br/teses/PCIN0010.pdf> Acesso em:01 novembro 2012LEITE, F. C. L. ; COSTA, S. M. S . Repositóriosinstitucionais como ferramentas de gestão do conhecimentocientífico no ambiente acadêmico. Perspectivas emCiência da Informação, v. 11, p. 206, 2006. Disponívelem: <http://www.scielo.br/pdf/pci/v11n2/v11n2a05.pdf>Acesso em: 6 novembro 2012MIRANDA Angélica Conceição Dias; Bibliotecasuniversitárias como gestoras do conhecimento emInstituições Federeais de Ensino Superior: proposta dediretrizes – Florianópolis, 2010, Disseração(Doutorado) -Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: <http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/93505 >Acesso em: 12 novembro 2012.NEVES, Bruno Daniel Pinheiro - Os Sistemas de Gestãode Conteúdos aplicados à gestão da informação embibliotecas universitárias. Universidade de Coimbra,
  6. 6. 2011. Dissertação de mestrado. Disponível em:<http://hdl.handle.net/10316/14462> Acesso em: 11novembro 2012.SILVA, Sérgio Luis da. Gestão do conhecimento : umarevisão crítica orientada pela abordagem da criação doconhecimento. Ciência da Informação, Brasília, v.33, n.2,p.143-151, maio/ago. 2004. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a15v33n2.pdf>.Acessoem: 11 novembro 2012.Sousa, C. ; QUONIAM, L. ; TRIGO, M. . O repositórioinstitucional como ferramenta de gestão do conhecimento.Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, v.5, p. 306-310, 2008. Disponível em:<http://bdigital.ufp.pt/handle/10284/919> Acesso em: 01novembro 2012.

×