“ Carlos gracejou. O maestro jurava o segredo pela alma melodiosa de Mozart, e pelas fugas de Bach? Pois bem, a ideia era ...
O início do roteiro…. <ul><li>Primeiramente, percorremos a vila de Sintra, que está rodeada por uma serra rochosa cheia de...
Centro Histórico de Sintra - “Vila Velha&quot; <ul><li>O Centro Histórico inclui a designada &quot;Vila Velha&quot; (fregu...
Palácio da Vila… Constituído por vários corpos edificados ao longo de sucessivas épocas, é um dos mais importantes exempla...
Continuação do percurso… <ul><li>  Do centro da vila subimos, a pé, até ao Palácio da Pena. No trajecto, podemos parar e a...
Palácio da Pena <ul><li>Faz parte da arquitectura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude, r...
Apreciamos a paisagem e sentimo-nos envolvidos por esse ambiente quase mágico. Reparamos no Castelo dos Mouros, lá ao long...
Castelo dos Mouros <ul><li>Antigo castelo de provável fundação muçulmana, durante o séc. IX, no qual nunca se travou nenhu...
Descemos novamente até à vila, onde poderemos passar por uma estalagem que se chama Lawrence, situada na encosta da serra,...
Lawrence Hotel… <ul><li>Datado de 1764, o Lawrence Hotel é um dos mais antigos hóteis no Mundo. Situado no coração do cent...
Construído nas últimas décadas do século XVIII por Daniel Gildemeester, na altura Cônsul da Holanda em Portugal, o palácio...
De regresso a Sintra… <ul><li>Depois da visita aos jardins do Palácio, voltamos a Sintra e compramos uns postais. Aproveit...
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Roteiro Queirosiano

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Roteiro Queirosiano

  1. 1. “ Carlos gracejou. O maestro jurava o segredo pela alma melodiosa de Mozart, e pelas fugas de Bach? Pois bem, a ideia era vir a Sintra, respirar o ar de Sintra, passar o dia em Sintra... Mas, pelo amor de Deus, que o não revelasse a ninguém! E acrescentou, rindo: - Deixa-te levar, que não te hás-de arrepender... Não, Cruges não se arrependia. Até achava delicioso o passeio, gostara sempre muito de Sintra... Todavia não se lembrava bem, tinha apenas uma vaga ideia de grandes rochas e de nascentes de águas vivas... E terminou por confessar que desde os nove anos não voltara a Sintra. O que! o maestro não conhecia Sintra?... Então era necessário ficarem lá, fazer as peregrinações clássicas, subir à Pena, ir beber água à Fonte dos Amores, barquejar na várzea...” Capítulo VIII, in Os Maias
  2. 2. O início do roteiro…. <ul><li>Primeiramente, percorremos a vila de Sintra, que está rodeada por uma serra rochosa cheia de plantas e árvores verdes. Podemos interromper o passeio e observar o antigo Paço Real, onde se encontra o Palácio da Vila. Leia-se esta passagem: </li></ul><ul><li>«este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres, patriarcalmente assentado entre o casario da vila, com as suas belas janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais...» </li></ul>
  3. 3. Centro Histórico de Sintra - “Vila Velha&quot; <ul><li>O Centro Histórico inclui a designada &quot;Vila Velha&quot; (freguesia de S. Martinho), um dos núcleos que constituem o aglomerado urbano de Sintra e que é delimitado a Norte pela Rua do Paço, Rua Conselheiro Segurado, Beco do Forno, Escadinhas da Pendoa e Rua Fresca; a Este pelas Escadinhas do Hospital e Rua Visconde de Monserrate; a Sul pela encosta da Serra; e a Oeste pela Quinta dos Pisões. Construída numa zona de maior declive, no sopé da Serra, a &quot;Vila Velha&quot; desenvolve-se entre o Palácio Nacional, antigo Paço Real, e a própria Serra, adaptando-se com flexibilidade e por sucessivos ajustamentos aos declives e à constituição morfológica dos terrenos. Uma vasta praça pública está adjacente ao Palácio e organiza o tecido urbano, pois é aqui que converge a principal estrutura viária da &quot;Vila Velha&quot;. Sublinhe-se, ainda, a presença de pequenas praças, cujo traçado é irregular e espontâneo. Situava-se aqui o desaparecido Hotel Nunes, onde ficaram hospedados Carlos e Cruges. </li></ul>
  4. 4. Palácio da Vila… Constituído por vários corpos edificados ao longo de sucessivas épocas, é um dos mais importantes exemplares portugueses de arquitectura realenga e por isso classificado de Monumento Nacional. Este palácio tem origem provável num primitivo paço dos walis mouros. Traça actual proveniente de duas etapas de obras: a primeira, no reinado de D. João I (séc. XV); a segunda, no reinado de D. Manuel I (séc. XVI). Possui o maior conjunto de azulejos mudéjares do país. É dominado por duas grandes chaminés geminadas que coroam a cozinha e constituem o &quot;ex-libris&quot; de Sintra.
  5. 5. Continuação do percurso… <ul><li>  Do centro da vila subimos, a pé, até ao Palácio da Pena. No trajecto, podemos parar e aproveitar para reler uma das mais belas descrições da obra: </li></ul><ul><li>«e, emergindo abruptamente dessa copada linha de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, toda de cor violeta-escura, coroada pelo Palácio da Pena romântico e solitário no alto...» </li></ul><ul><li>Finalmente, chegamos ao Palácio da Pena. </li></ul>
  6. 6. Palácio da Pena <ul><li>Faz parte da arquitectura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude, remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885), adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete. Extremamente fantasiosa, a arquitectura da Pena utiliza os &quot;motivos&quot; mouriscos, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos Schinkel do centro da Europa. Situado a 4,5 Km do centro histórico. </li></ul>
  7. 7. Apreciamos a paisagem e sentimo-nos envolvidos por esse ambiente quase mágico. Reparamos no Castelo dos Mouros, lá ao longe: «de vez em quando aparecia um bocado de serra, com a sua muralha de ameias correndo sobre as penedias.» Apesar de ser um caminho difícil, continuamos o percurso até ao Castelo dos Mouros.
  8. 8. Castelo dos Mouros <ul><li>Antigo castelo de provável fundação muçulmana, durante o séc. IX, no qual nunca se travou nenhuma batalha. De facto, tanto os ocupantes muçulmanos como cristãos rendiam-se invariavelmente após a conquista de Lisboa pelo lado oposto, apesar da aparente invulnerabilidade do Castelo . </li></ul>
  9. 9. Descemos novamente até à vila, onde poderemos passar por uma estalagem que se chama Lawrence, situada na encosta da serra, um pouco afastada do centro da vila, no caminho para Colares. Conhecemos um dos famosos hotéis citados pelas personagens queirosianas, já que foi aqui que Maria Eduarda estaria hopsedada. O percurso do hotel Lawrence a Seteais era, para a burguesia do século XIX, uma espécie de Passeio Público de Sintra. Associadas ao local (Seteais), existem várias lendas, uma das quais ligada à sonoridade do nome: Seteais / sete ais.
  10. 10. Lawrence Hotel… <ul><li>Datado de 1764, o Lawrence Hotel é um dos mais antigos hóteis no Mundo. Situado no coração do centro histórico de Sintra, obteve a preferência de Lord Byron em 1809. Os clientes poderão pernoitar nesse mesmo quarto onde foi redigido o poema &quot;A peregrinação de Childe Harold&quot;. </li></ul>
  11. 11. Construído nas últimas décadas do século XVIII por Daniel Gildemeester, na altura Cônsul da Holanda em Portugal, o palácio (hoje em dia Hotel) tem um desenho actual, depois das obras de ampliação que sofreu nos princípios do século XIX. Trata-se de um edifício neoclássico, cujo projecto é atribuído ao arquitecto José da Costa e Silva, dentro dos valores renascentes do &quot;neo-palladianismo&quot;. <ul><li>Podemos dar um passeio até ao Palácio de Seteais! As personagens queirosianas fazem um retrato sugestivo da paisagem: </li></ul><ul><li>«Cruges, no entanto, encostado ao parapeito, olhava a grande planície de lavoura que se estendia em baixo, rica e bem trabalhada, repartida em quadros verde-claros e verde-escuros, que lhe faziam lembrar um pano feito de remendos.» </li></ul>Palácio dos Seteais
  12. 12. De regresso a Sintra… <ul><li>Depois da visita aos jardins do Palácio, voltamos a Sintra e compramos uns postais. Aproveitamos também para lanchar umas queijadinhas de Sintra. (Não façamos como as personagens do romance que estão a ler ...que só se lembraram de comer umas queijadas quando já iam a caminho de Lisboa.) </li></ul>

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