Palestra discurso e poder

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  • DEVOLVEM-SE CORPOS, DURANTE ANOS FUI VICIADA EM MATAR E COM A MORTE,DEPOIS DO MEU NAMORADO ME TER DEIXADO MAS, HOJE, DESCOBRI DEUS. CASO TENHA DESAPARECIDO ALGUM PARENTE, POR FAVOR, VÁ AO MEU SITE E PROCURE A FOTO DELE. CASO O RECONHEÇA, ENTRE EM CONTATO COMIGO QUE EU DEVOLVO-LHE O CORPO. PEÇO DESCULPA POR TER MORTO O SEU AMIGO. JURO QUE NÃO VOLTA A ACONTECER. TENHA UMA BOA TARDE. http://kiaramlucky.blogspot.pt/ https://www.facebook.com/profile.php?id=100007717546032 http://kiaramoonlovers.tumblr.com/ https://www.youtube.com/channel/UCEVCvs4_m3I0mEr62Ohfl8Q
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Palestra discurso e poder

  1. 1. Discurso e PoderProfa. Nádia BiavatiUniversidade Vale do RioDoce- Letras/ GIT
  2. 2. ObjetivosApresentar duas vertentes deAnálise, a americana e a francesaAbordar a Análise de discurso críticacomo maneira de compreender papele a importância da consciência críticada linguagem, tanto para a educaçãoquanto para a percepção dalinguagem como um momentoimportante da vida social.
  3. 3. Hipóteses:Os discursos constituem identidades e asinstituições ajudam a representá-las.As identidades, valores e práticas vêmproduzindo, reproduzindo e naturalizandonovas ordens sociais e as relações depoder.A construção e representação dasinstituições pela mídia acontece com aprojeção de imaginários por meio deideologias que interpelam os sujeitos.
  4. 4. O referencial teórico-metodológicoda ACDA ACD é uma abordagem que compreende otexto em três dimensões- texto, prática discursivae prática social. Nesse sentido, destacam-se:Os aspectos da dimensão textual, em que torna-se relevante considerar os elementos léxico-discursivos, micro e macrotextuais que perpassamas propagandas;O estudo da dimensão da prática discursiva, quese liga às convenções genéricas que demarcamsignificativamente as propagandas;O estudo dos aspectos ligados à prática social, deforma a desvendar o sistema de conhecimentos ecrenças, práticas e valores vinculados àsinstituições sociais.
  5. 5. conceito importante: identidaderelacionalO modo como apreendemos identidadesrelaciona-se à representação que se temsobre algo.A representação atua simbolicamente paraclassificar o mundo e nossas relações noseu interior (HALL, 1997).A identidade é relacional (WOODWARD,2000, p.9). As representações nos dizem oque algo é ou não é e dizem respeito àrelação que temos com o outro . Por isso,a identidade é marcada pela diferença epela similaridade. Elas se constituem pelasposições-de-sujeito.
  6. 6. Perspectivas dos estudosculturaisPerspectivas essencialistas na discussão sobreidentidades: conjunto de característicascompartilhadas, pontos de convergência paratodos os sujeitos de uma nação, raça, classe,etnia e/ou gênero.Pertencimento pelo “ser algo”Perspectivas não-essencialistas: focalizadiferenças bem como característicascompartilhadas, entende que há mudanças emprocesso e portanto, relações pela marcaçãosimbólica.Identidades não são unificadas(op.Cit. ,p.14)Hall e Woodward: visão não-essencialista.
  7. 7. Discurso e representação“Os discursos e os sistemas de representaçãoconstroem lugares a partir dos quais os indivíduospodem se posicionar e falar”(op. Cit. , 2000, p. 17)A representação inclui as práticas de significaçãoe os sistemas simbólicos por meio dos quais ossignificados são produzidos, posicionando-noscomo sujeitos. É por meio dos significadosproduzidos pelas representações que damossentido à nossa experiência e àquilo que somos.
  8. 8. Uma concepção de representação paraAD (woodward, 2000)A representação é um processocultural através do qual seestabelecem identidades individuaise coletivas e os sistemas simbólicosnos quais ela se baseia para tornarpossível aquilo que somos ou algoem que queremos ou podemos nostornar.
  9. 9. Aspectos da AD de tradiçãoFrancesaBases: Michel Pêcheux, MichelFoucault,Interacionismo Socio-discursivo: MBakhtinPrincipais expoentes: JacquelineAuthier- Revuz, Courtine, MichelPêcheux
  10. 10. AD FrancesaDiscurso: palavra em movimento (Orlandi, 1999).Uma teoria do discurso oriunda da correntefrancesa de Análise de discurso reconhece apresença o discurso produzido no dialogismo dalinguagem. Há as bases do Outro/outro nodiscurso, bem como uma heterogeneidade devozes que atravessa os dizeres dos sujeitosenunciadores .
  11. 11. Linguagem marcada pelodialogismoA linguagem é vista como prática socialfundamentalmente marcada pelo dialogismo, quesegundo Authier-Revuz (1982) possui duplaorientação: um dialogismo que se refere aodiálogo do discurso com o discurso do outro dainterlocução (o destinatário) e um dialogismo dodiscurso com os outros discursos, advindos darelação com o mundo, modelados noinconsciente. Esse duplo dialogismo manifesta-sena interação verbal que se estabelece entre olocutor e o interlocutor, e na intertextualidadeproduzida no interior do discurso, marcada pelainterdiscursividade.
  12. 12. A palavra na perspectivaenunciativaPortanto, a palavra não é monológica ouindividual, mas implica sempre a expressão de umem relação ao outro, ela é orientada socialmentee constituída da interação entre interlocutores.AUTHIER-REVUZ (1982, 1990, 2004) refletesobre a presença do outro e do Outro naheterogeneidade de vozes presente nos váriosdiscursos. Percebe-se a presença desses nostextos midiático, acadêmico, (etc),caracterizando a heterogeneidade presente nostextos em geral.
  13. 13. A visão dialógica e polifônicaPodemos afirmar, a partir dessecontexto, que nossa palavra trazsempre a perspectiva da outra voz(Polifonia) e que ao dizer, o locutorestabelece um diálogo com odiscurso do interlocutor, não comoum simples decodificador, mas comoa imagem de um contradiscurso.
  14. 14. O dialogismo da linguagem emFaroeste CabocloAgora o Santo Cristo era bandidoDestemido e temido no Distrito FederalNão tinha nenhum medo de políciaCapitão ou traficante, playboy ou generalFoi quando conheceu uma meninaE de todos os seus pecados ele se arrependeuMaria Lúcia era uma menina lindaE o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeuEle dizia que queria se casarE carpinteiro ele voltou a ser"Maria Lúcia pra sempre vou te amarE um filho com você eu quero ter"O tempo passa e um dia vem na portaUm senhor de alta classe com dinheiro na mão
  15. 15. Gênero página de rede social
  16. 16. O referencial teórico da AnáliseCrítica do DiscursoPrincipais expoentes: Van Dijk, Kress, Fowler, NFairclough)A terminologia discurso (FAIRCLOUGH, 2001)pode ser entendida de duas maneiras:Substantivo abstrato, conceito através do qual seentende o uso da linguagem como prática social;Substantivo comum, como o modo de significar aexperiência a partir de uma perspectiva particular;Texto: palavra escrita ou falada produzida numevento discursivo.Prática discursiva: produção, distribuição econsumo de um texto.Ordem do discurso: totalidade de práticasdiscursivas de uma instituição e a relação entreelas.
  17. 17. Significados nos textos(FAIRCLOUGH, 2003)Significado AcionalSiginificado RepresentacionalSignificado Identificacional.A análise crítico-discursiva considera arealidade dos textos como orientadospelas realidades sociais, passíveisdas contingências das instituições.
  18. 18. A Propaganda como um gênerodiscursivo:Apresenta-se em narrativas ou descriçõesSimula diálogos com o leitor.Segue as tendências do discurso:aconversacionalização; a democratização ea comodificação do discurso.Cria marcas com o poder de tornar-semais poderosas que o próprio produto.
  19. 19. O universo da modahttp://www.youtube.com/watch?v=H3zVITTz_OM&feature=player_detailpage
  20. 20. O universo infantil representado
  21. 21. O democratização do discurso
  22. 22. A construção de estereótipos
  23. 23. A representação de padrões
  24. 24. Considerações FinaisO papel da educação é despertar aconsciência crítica da linguagem.A análise de Discurso Crítica, comoteoria e método, é um dosinstrumentos de percepção,interpretação e explanação darealidade midiática, para a formaçãode cidadãos mais críticos.
  25. 25. ReferênciasBHABHA, H. K. O local da cultura. Tradução de Myriam Ávila, ElianaLourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Ed.UFMG, 2001.BIAVATI, N. D. F. O lugar do trabalhador e das relações de trabalho empropagandas publicadas em revista brasileira de informação geral: umestudo de caso em ACD. 2001. 169 f. Dissertação (Mestrado emLinguística) - Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais,Belo Horizonte, 2001.FAIRCLOUGH, Norman. Discourse and social change. Oxford: Polity PressBlackwell Publishers Ltd., 1992a.FAIRCLOUGH, Norman. (Ed.) Criticallanguage awareness. London: Longman Publishing, 1992b. p.1-29.FAIRCLOUGH, Norman. Language and power. 8th impression. NewYork: Longman. 1994.FAIRCLOUGH, Norman. Media Discourse. New York:Edward Arnold, 1995a.FAIRCLOUGH, Norman. Critical Discourse Analysis:The critical study of language. London: Longman, 1995b.FAIRCLOUGH,Norman. Linguistic and intertextual analysis within discourse analysis. In:JAVORSKI, A. e COUPLAND, Nikolas. (Ed.) The Discourse Reader.London: Rutledge, 1999. p.183-211.FAIRCLOUGH, Norman. New labor,new language? London: Routledge, 2000.FAIRCLOUGH, Norman. Aanálise crítica do discurso e a mercantilização do discurso público: asuniversidades. Trad. Célia Maria Magalhães. In: MAGALHÃES, Célia M. M.Reflexões sobre a análise crítica do discurso. Belo Horizonte: Faculdade deLetras da Universidade Federal de Minas Gerais. Série EstudosLingüísticos, v.2, 2001.FAIRCLOUGH, N. Language and Globalization. NewYork: Routledge,.HALLIDAY, M.A.K. Introducion to functional grammar. London: EdwardArnold, 1988.

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