Soluções Arquitetônicas Voltadas ao Uso Eficiente de Energia – 1ª aula Arq. Myrthes Marcele Santos, M.Sc.
Nivelamento dos Conhecimentos <ul><li>Listar, individualmente,  quais medidas podem ser adotadas para a redução do consumo...
Nivelamento dos Conhecimentos <ul><li>Em grupo, debater as idéias listadas e  escolher as 4 medidas que julgarem mais impo...
Programa do Curso <ul><li>Roteiro de Recomendações Básicas </li></ul><ul><li>Diagnóstico do Microclima </li></ul><ul><li>C...
<ul><li>Análise do Terreno </li></ul><ul><li>Forma e Volumetria </li></ul><ul><li>Orientação da Edificação </li></ul><ul><...
Análise do Terreno <ul><li>Levantamento  in loco : </li></ul><ul><li>Direção dos ventos dominantes </li></ul><ul><li>Local...
Terrenos em encostas Os cumes ajudam no escoamento da água e para maior captação dos ventos Uma boa implantação proporcion...
Forma e Volumetria <ul><li>A forma da edificação deve ser o  menos compacta possível , com as menores fachadas voltadas pa...
Em qual direção a edificação recebe a maior parte do SOL? DIREÇÃO LESTE-OESTE Orientação da Edificação DIREÇÃO LESTE-OESTE...
Em relação ao SOL :  A MAIOR FACHADA da edificação deve estar posicionada na  direção Norte-Sul . Obs: Banheiros e cozinha...
ATENÇÃO! E se a direção do vento  não  coincidir com a melhor orientação solar? Orientação da Edificação 2.  Com fachadas ...
<ul><li>As aberturas terão  maior eficiência  quando: </li></ul><ul><li>orientadas na direção dos ventos dominantes </li><...
3 Tipos de Ventilação Natural: 2. Controlada  – o usuário tem a possibilidade de dosar a ventilação conforme sua necessida...
Aberturas e Janelas <ul><li>Deve-se optar pelas  janelas de abrir  e não de correr por proporcionar maior área livre para ...
Aberturas e Janelas Maneiras para obtenção de Iluminação Natural
Para conseguir  luz natural  até o fundo do compartimento, a profundidade deve ser função da altura da janela No caso de l...
<ul><li>As paredes devem impedir o acúmulo de calor durante o dia, por isso o  material deve ser adequado  (slide a frente...
Paredes e Muros  (exemplos) 1
<ul><li>O  material  constituintes de paredes externas pode alterar o conforto térmico final no interior da edificação! </...
Paredes e Muros <ul><li>O muro deve ser o  mais aberto possível , de preferência feito de cercas vivas, grades, cobogós, o...
<ul><li>MATERIAL:  </li></ul><ul><li>O telhado mais fresco é o de várias águas, de  telha de barro tipo colonial . Depois ...
TIPOS DE ABERTURAS A  Importância dos Telhados LANTERNIM CUMEEIRA VENTILADA SHEDS OU DOMOS CHAMINÉ
A  Importância dos Telhados <ul><li>COR </li></ul><ul><li>Os telhados se pintados com  tinta branca acrílica (ou cal)  ref...
A  Importância dos Telhados (oportunidades) Luz natural Coletores Solares
A  Importância dos Telhados Horas do dia Telhado preto Telhado claro Cobertura verde Temperaturas coberturas (planas) vari...
<ul><li>EVITAR pedras e concretos pois  aquecem o fluxo de vento  que penetra na edificação </li></ul><ul><li>Melhor usar ...
O uso adequado da  vegetação  pode substituir certos elementos construtivos que encarecem ou dificultam a construção para:...
Uso da Vegeta ção Temperaturas asfalto Verão Inverno Diferença no ano Temperaturas coberturas verde Verão Inverno Diferenç...
Como amenizar o CALOR da  Escola João Paulo II  sem ter que gastar mais com energia elétrica? Exercício de Fixação
A Escola foi orientada de forma INCORRETA em relação ao SOL!   PLANTA BAIXA DA ESCOLA 1
A Escola foi orientada de forma CORRETA em relação ao VENTO!  OK! Então por que os alunos reclamam do CALOR? vento dominan...
Vamos analisar os detalhes... O que pode ser melhorado depois da Escola construída? PERGUNTA :  3 Muro alto (3,5 m) Materi...
<ul><li>Em grupo, analisar o projeto e  recomendar melhorias para amenizar o calor da Escola João Paulo II  (15 min). </li...
Programa do Curso <ul><li>Roteiro de Recomendações Básicas </li></ul><ul><li>Diagnóstico do Microclima </li></ul><ul><li>C...
Diagnóstico do Microclima <ul><li>O conhecimento do  entorno climático  da edificação é tão importante quanto o conhecimen...
Diagnóstico do Microclima <ul><li>Devido ao seu imenso território e ao fato de se localizar entre os dois trópicos, o Bras...
Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima <ul><li>ABNT NBR 15.220 – 3 Desempenho Térmico de Edificações </li></ul><ul><li>...
Ar Condicionado O  Anexo A da NBR  apresenta a relação das cidades cujos climas foram classificados. No RJ, 20 cidades tiv...
Diagnóstico do Microclima
Diagnóstico do Microclima Tabela 25 – Detalhamento das estratégias arquitetônicas (continua) Estratégia Detalhamento A O u...
Diagnóstico do Microclima Estratégia Detalhamento G e H A sensação térmica no período de verão pode ser amenizada pelo  re...
Na  Zona Bioclimática 8  também devem ser atendidas as diretrizes das  apresentadas nas tabelas 22 (aberturas), 23 (vedaçõ...
Diagnóstico do Microclima
Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
Diagnóstico do Microclima
Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
Considerações Finais <ul><li>Partindo-se da análise das cidades classificadas,  o uso do ar condicionado  é imprescindível...
Considerações Finais <ul><li>Regra geral: abaixo de  18 o C , deve-se aproveitar a  insolação  de forma controlada; acima ...
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Slides Arquitetura Bioclimatica - Curso Conservação de Energia UERJ / SEBRAE/RJ - 1o. dia

  1. 1. Soluções Arquitetônicas Voltadas ao Uso Eficiente de Energia – 1ª aula Arq. Myrthes Marcele Santos, M.Sc.
  2. 2. Nivelamento dos Conhecimentos <ul><li>Listar, individualmente, quais medidas podem ser adotadas para a redução do consumo de energia elétrica (5 min)? </li></ul><ul><li>Instruções: </li></ul><ul><li>Escrever o que vier a mente; </li></ul><ul><li>Escrever frases curtas; </li></ul><ul><li>Escrever uma idéia por ficha; </li></ul><ul><li>Escrever, de preferência, em letra de forma. </li></ul>
  3. 3. Nivelamento dos Conhecimentos <ul><li>Em grupo, debater as idéias listadas e escolher as 4 medidas que julgarem mais importantes (10 min). </li></ul><ul><li>Instruções: </li></ul><ul><li>Juntar todas as fichas; </li></ul><ul><li>Agrupar as idéias/fichas repetidas; </li></ul><ul><li>Reescrever, se for o caso; </li></ul><ul><li>Cada um vota em três; </li></ul><ul><li>Separar as 4 mais votadas; </li></ul><ul><li>Escolher um relator; </li></ul><ul><li>Apresentação de cada grupo (5 min). </li></ul>
  4. 4. Programa do Curso <ul><li>Roteiro de Recomendações Básicas </li></ul><ul><li>Diagnóstico do Microclima </li></ul><ul><li>Conforto Ambiental </li></ul><ul><li>Insolação e Projeto </li></ul><ul><li>Instrumentos de Incentivo </li></ul><ul><li>Exemplos de Edificações Sustentáveis </li></ul><ul><li>Bibliografia Recomendada </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Análise do Terreno </li></ul><ul><li>Forma e Volumetria </li></ul><ul><li>Orientação da Edificação </li></ul><ul><li>Aberturas e Janelas </li></ul><ul><li>Paredes e Muros </li></ul><ul><li>Importância do Telhado </li></ul><ul><li>Pisos Externos </li></ul><ul><li>Uso da Vegetação </li></ul>Roteiro de Recomendações Básicas (em clima urbano tropical úmido) REGRA GERAL: As edificações devem ser adequadas ao clima
  6. 6. Análise do Terreno <ul><li>Levantamento in loco : </li></ul><ul><li>Direção dos ventos dominantes </li></ul><ul><li>Localização do Norte </li></ul><ul><li>Fontes de ruídos externos </li></ul><ul><li>Próximo ao litoral, a rios, ou a encostas/montanhas </li></ul><ul><li>Arborização do terreno, ou se é arborizável, preferencialmente à Oeste </li></ul><ul><li>Existência de construções vizinhas, vegetação ou muros que possam bloquear os ventos e insolação </li></ul>
  7. 7. Terrenos em encostas Os cumes ajudam no escoamento da água e para maior captação dos ventos Uma boa implantação proporciona maior integração da edificação com a paisagem! Análise do Terreno MAU DESEMPENHO BOM DESEMPENHO
  8. 8. Forma e Volumetria <ul><li>A forma da edificação deve ser o menos compacta possível , com as menores fachadas voltadas para Leste e Oeste - a melhor forma é a alongada </li></ul><ul><li>Quando da ampliação de uma edificação existente, certifique-se de não obstruir o caminho do vento da edificação original </li></ul>
  9. 9. Em qual direção a edificação recebe a maior parte do SOL? DIREÇÃO LESTE-OESTE Orientação da Edificação DIREÇÃO LESTE-OESTE DIREÇÃO NORTE-SUL
  10. 10. Em relação ao SOL : A MAIOR FACHADA da edificação deve estar posicionada na direção Norte-Sul . Obs: Banheiros e cozinhas podem ficar a Oeste Orientação da Edificação Em relação ao VENTO : A MAIOR FACHADA da edificação deve estar voltada à direção dos ventos dominantes
  11. 11. ATENÇÃO! E se a direção do vento não coincidir com a melhor orientação solar? Orientação da Edificação 2. Com fachadas variando até 45° do eixo dos ventos, pode-se aproveitar até 97% de sua intensidade – e também conciliar com a melhor orientação solar 1. Priorizar a orientação dos ventos , porque é mais difícil captar o vento do que proteger-se do sol
  12. 12. <ul><li>As aberturas terão maior eficiência quando: </li></ul><ul><li>orientadas na direção dos ventos dominantes </li></ul><ul><li>locadas na fachada de maior superfície a N-S (aproveitando o vento, rodar a NE ou NO (45 ° )) </li></ul>Aberturas e Janelas <ul><li>A ventilação deve ser cruzada , pois o ar tem que ter por onde sair para poder fazer ventilar </li></ul><ul><li>A abertura deve ser suficiente para fazer ventilar e iluminar naturalmente </li></ul><ul><li>O uso de vidros deve ser evitado na direção Leste-Oeste </li></ul>
  13. 13. 3 Tipos de Ventilação Natural: 2. Controlada – o usuário tem a possibilidade de dosar a ventilação conforme sua necessidade de conforto. Abertura Localizada na mesma altura à realização das atividades . 3. Higiênica – usada em climas frios para renovação mínima do ar para exaustão dos gases e odores. Abertura deve estar localizada fora do alcance do corpo . 1. Permanente – usada em climas quentes para resfriamento das superfícies internas – especialmente do forro! Aberturas e Janelas
  14. 14. Aberturas e Janelas <ul><li>Deve-se optar pelas janelas de abrir e não de correr por proporcionar maior área livre para a circulação do vento. </li></ul><ul><li>Os cômodos que possuírem ar condicionado devem ter janelas com frestas bem calafetadas , sem folga entre as folhas e a esquadria. </li></ul><ul><li>Tipos de janelas disponíveis: </li></ul><ul><li>As opções 1 e 2 aproveitam 100% do vento, sendo que a de opção 2 ainda oferece ventilação higiênica . </li></ul><ul><li>A opção 3 tem área reduzida para entrada de vento, porém oferece a possibilidade de direcionar o fluxo. </li></ul><ul><li>A opção 4 tem somente 50% de área livre para a entrada do vento. </li></ul>
  15. 15. Aberturas e Janelas Maneiras para obtenção de Iluminação Natural
  16. 16. Para conseguir luz natural até o fundo do compartimento, a profundidade deve ser função da altura da janela No caso de luminosidade excessiva ou para uso com obscuridade (ex: auditórios), as janelas devem ter elementos de proteção solar externos (brises, muxarabins, pergolados) para impedir a luz, mas não o vento. Aberturas e Janelas
  17. 17. <ul><li>As paredes devem impedir o acúmulo de calor durante o dia, por isso o material deve ser adequado (slide a frente) </li></ul>Paredes e Muros <ul><li>Pintar em cores claras , mas exige manutenção constante </li></ul><ul><li>Podem ser paredes duplas e ventiladas, mas a limpeza é precária </li></ul><ul><li>As paredes externas - inclusive muros - não precisam impedir a ventilação local! </li></ul>Hora do dia Branco Amarelo Vermelho Azul Preto Temperaturas fachadas oeste (verão) em cores variados
  18. 18. Paredes e Muros (exemplos) 1
  19. 19. <ul><li>O material constituintes de paredes externas pode alterar o conforto térmico final no interior da edificação! </li></ul>Paredes e Muros Um material de baixa capacidade térmica - como o vidro ou o aço (ou quanto menor a densidade e espessura do material) - transferirá mais rapidamente as condições de temperatura externa para o interior da edificação. Ao contrário, um material de grande capacidade térmica - como o concreto – pode atrasar a passagem do fluxo de calor.
  20. 20. Paredes e Muros <ul><li>O muro deve ser o mais aberto possível , de preferência feito de cercas vivas, grades, cobogós, ou tijolos deitados. </li></ul><ul><li>Arbustos podem funcionar como uma barreira ao vento dependendo da sua densidade. No entanto, esta opção contribui para umidificar o ar ao redor – necessário em regiões de clima seco (ex: Brasília). </li></ul><ul><li>A casa deve começar afastada do muro duas vezes a sua altura, para garantir a ventilação dentro de casa. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>MATERIAL: </li></ul><ul><li>O telhado mais fresco é o de várias águas, de telha de barro tipo colonial . Depois vem o de fibra vegetal (Onduline), de duas ou mais águas ou, se em uma água, orientada para o Sul. </li></ul><ul><li>A pior opção e a laje . Isto porque ela deixa passar o dobro de calor que a telha de fibrocimento e três vezes mais que a telha de barro colonial. </li></ul><ul><li>Uso de telhas de fibrocimento – ou mesmo onduline – somente com aberturas para que o ar aquecido seja retirado (lanternins e forros). </li></ul>A Importância dos Telhados
  22. 22. TIPOS DE ABERTURAS A Importância dos Telhados LANTERNIM CUMEEIRA VENTILADA SHEDS OU DOMOS CHAMINÉ
  23. 23. A Importância dos Telhados <ul><li>COR </li></ul><ul><li>Os telhados se pintados com tinta branca acrílica (ou cal) refletem até 80% do calor do Sol que passaria para dentro do ambiente. </li></ul><ul><li>A única exceção é a telha de barro , que não deve nem ser envernizada. </li></ul><ul><li>PROTEÇÃO </li></ul><ul><li>Os telhados devem ter beirais protetores e sempre que possível deve ser especificado um forro . </li></ul><ul><li>O forro pode ser de compensado, gesso, palha trançada, dentre outros, e devem ter materiais isolantes nos casos de ambientes refrigerados. </li></ul><ul><li>O forro ventilado é ainda mais vantajoso. </li></ul>
  24. 24. A Importância dos Telhados (oportunidades) Luz natural Coletores Solares
  25. 25. A Importância dos Telhados Horas do dia Telhado preto Telhado claro Cobertura verde Temperaturas coberturas (planas) variadas (verão) Residência em Hammelburg - Alemanha Telhado Naturado
  26. 26. <ul><li>EVITAR pedras e concretos pois aquecem o fluxo de vento que penetra na edificação </li></ul><ul><li>Melhor usar madeira, cerâmica, vegetação rasteira, gramados </li></ul><ul><li>Os pisos devem prever permeabilidade à água: juntas largas, pisos vazados ou intercalar vegetação e piso </li></ul>Pisos Externos
  27. 27. O uso adequado da vegetação pode substituir certos elementos construtivos que encarecem ou dificultam a construção para: Uso da Vegeta ção E mais: as árvores de folhas caducas podem sombrear a edificação no verão enquanto no inverno permitem a passagem do sol. <ul><li>Proteção da radiação solar </li></ul><ul><li>Promoção da ventilação </li></ul>
  28. 28. Uso da Vegeta ção Temperaturas asfalto Verão Inverno Diferença no ano Temperaturas coberturas verde Verão Inverno Diferença no ano
  29. 29. Como amenizar o CALOR da Escola João Paulo II sem ter que gastar mais com energia elétrica? Exercício de Fixação
  30. 30. A Escola foi orientada de forma INCORRETA em relação ao SOL! PLANTA BAIXA DA ESCOLA 1
  31. 31. A Escola foi orientada de forma CORRETA em relação ao VENTO! OK! Então por que os alunos reclamam do CALOR? vento dominante PLANTA BAIXA DA ESCOLA 2
  32. 32. Vamos analisar os detalhes... O que pode ser melhorado depois da Escola construída? PERGUNTA : 3 Muro alto (3,5 m) Material do piso externo Portas das salas ficam fechadas por causa do barulho externo Cobertura de laje Janelas que recebem sol vento
  33. 33. <ul><li>Em grupo, analisar o projeto e recomendar melhorias para amenizar o calor da Escola João Paulo II (15 min). </li></ul><ul><li>Apresentação de cada grupo (5 min). </li></ul><ul><li>Apresentação do Gabarito. </li></ul>Exercício de Fixação
  34. 34. Programa do Curso <ul><li>Roteiro de Recomendações Básicas </li></ul><ul><li>Diagnóstico do Microclima </li></ul><ul><li>Conforto Ambiental </li></ul><ul><li>Insolação e Projeto </li></ul><ul><li>Instrumentos de Incentivo </li></ul><ul><li>Exemplos de Edificações Sustentáveis </li></ul><ul><li>Bibliografia Recomendada </li></ul>
  35. 35. Diagnóstico do Microclima <ul><li>O conhecimento do entorno climático da edificação é tão importante quanto o conhecimento do seu programa de uso e período de ocupação, de forma a responder simultanea-mente à eficiência energética e as necessidades de conforto ambiental dos seus ocupantes. </li></ul><ul><li>O clima pode ser dividido em: </li></ul><ul><li>- macroclima – variáveis quantificadas em estações meteorológicas </li></ul><ul><li>- microclima – variáveis mais próximas ao nível da edificação, quantificadas pela existência de </li></ul>vegetação, espelhos d´água, vales, ... obstáculos naturais ou construídos que possam influenciar nas condições locais do macroclima.
  36. 36. Diagnóstico do Microclima <ul><li>Devido ao seu imenso território e ao fato de se localizar entre os dois trópicos, o Brasil possui um clima bastante variado . </li></ul><ul><li>O mapa apresenta uma visão panorâmica sobre o clima brasileiro, mas isto não é suficiente para uma tomada de decisões quanto à adoção de soluções arquitetônicas. </li></ul><ul><li>É necessário fazer uma análise climática do local, do clima da cidade . </li></ul>
  37. 37. Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima <ul><li>ABNT NBR 15.220 – 3 Desempenho Térmico de Edificações </li></ul><ul><li>Classifica do clima de 330 cidades brasileiras. </li></ul><ul><li>Aprovada em 30 de maio de 2005, define 8 zonas bioclimáticas . </li></ul><ul><li>Foi um primeiro passo no sentido de normatizar um zoneamento bioclimático brasileiro e recomendar diretrizes construtivas. </li></ul>3
  38. 38. Ar Condicionado O Anexo A da NBR apresenta a relação das cidades cujos climas foram classificados. No RJ, 20 cidades tiveram o clima classificado. A primeira coluna indica a UF a que a cidade pertence e a quarta coluna indica a Zona Bioclimática na qual a cidade está inserida. A terceira coluna apresenta as estratégias arquitetônicas recomendadas, de acordo com a metodologia utilizada. Anexo A - Relação das cidades Diagnóstico do Microclima 3
  39. 39. Diagnóstico do Microclima
  40. 40. Diagnóstico do Microclima Tabela 25 – Detalhamento das estratégias arquitetônicas (continua) Estratégia Detalhamento A O uso de aquecimento artificial será necessário para amenizar a eventual sensação de desconforto térmico por frio. B A forma, a orientação e a implantação da edificação, além da correta orientação de superfícies envidraçadas, podem contribuir para otimizar o seu aquecimento no período frio através da incidência de radiação solar. A cor externa dos componentes também desempenha papel importante no aquecimento dos ambientes através do aproveitamento da radiação solar . C A adoção de paredes internas pesadas pode contribuir para manter o interior da edificação aquecido. D Caracteriza a zona de conforto térmico (a baixas umidades). E Caracteriza a zona de conforto térmico . F As sensações térmicas são melhoradas através da desumidificação dos ambientes. Esta estratégia pode ser obtida através da renovação do ar interno por ar externo através da ventilação natural dos ambientes.
  41. 41. Diagnóstico do Microclima Estratégia Detalhamento G e H A sensação térmica no período de verão pode ser amenizada pelo resfriamento evaporativo , obtido através do uso de vegetação, fontes de água ou outros recursos que permitam a evaporação da água diretamente no ambiente que se deseja resfriar. H e I Temperaturas internas mais agradáveis podem ser obtidas pelo uso de paredes (externas e internas) e coberturas com maior massa térmica . O calor armazenado no interior durante o dia é devolvido ao exterior durante a noite, quando as temperaturas externas diminuem. I e J A ventilação cruzada é obtida através da circulação de ar pelos ambientes da edificação. Também deve-se atentar para os ventos predominantes da região e para o entorno, pois o entorno pode alterar significativamente a direção dos ventos. K O resfriamento artificial será necessário para amenizar a sensação de desconforto térmico por calor. L Nas situações em que a umidade relativa do ar for muito baixa e a temperatura do ar estiver entre 21 o C e 30 o C, a umidificação do ar proporcionará sensações térmicas mais agradáveis. Essa estratégia pode ser obtida através da utilização de recipientes com água e do controle da ventilação, pois esta é indesejável por eliminar o vapor proveniente de plantas e atividades domésticas.
  42. 42. Na Zona Bioclimática 8 também devem ser atendidas as diretrizes das apresentadas nas tabelas 22 (aberturas), 23 (vedações) e 24 (condicionamento). Diagnóstico do Microclima
  43. 43. Diagnóstico do Microclima
  44. 44. Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
  45. 45. Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
  46. 46. Diagnóstico do Microclima
  47. 47. Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
  48. 48. Ar Condicionado Diagnóstico do Microclima 3
  49. 49. Considerações Finais <ul><li>Partindo-se da análise das cidades classificadas, o uso do ar condicionado é imprescindível apenas em algumas cidades do Norte e Nordeste, enquanto que nas outras seu uso geralmente pode ser substituído por alternativas mais econômicas, como a Ventilação Natural . </li></ul><ul><li>Em todo o Brasil, a estratégia que mais se destaca é a ventilação para o verão , seguida pela massa térmica com aquecimento solar passivo para o inverno . </li></ul><ul><li>Boa parte das horas mais frias do ano se apresenta a noite, quando o nível de atividade das pessoas é reduzido e a tolerância a temperaturas mais baixas é maior quando se dorme (pelo isolamento térmico do cobertor e colchão). </li></ul><ul><li>Há grande diversidade climática no Brasil e as edificações são construídas de forma padronizada, espalhando uma mesma tipologia por cidades de comportamentos climáticos distintos. </li></ul>
  50. 50. Considerações Finais <ul><li>Regra geral: abaixo de 18 o C , deve-se aproveitar a insolação de forma controlada; acima de 29 o C, o sombreamento se faz necessário; a ventilação é uma boa estratégia para valores superiores de temperatura e umidade. </li></ul><ul><li>Um item que deve ser sempre levado em conta: as particularidades do cliente . </li></ul><ul><li>Exemplos : em uma escola deve-se saber se funciona nos meses de férias; em hotéis de montanha ou de praia devem ser analisados momentos distintos de alta estação (inverno ou verão). </li></ul><ul><li>As antigas regras de bem morar, como dormir de janelas abertas e cercar-se de muros baixos, se modificam: por medo ou ruído , não se permite a livre circulação do ar no interior das edificações. </li></ul>

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