Docente: Dr. Fernando BlancoDiscentes: Hélio K. Júnior           Manoel Xavier
Apresentação  Inicialmente descrita por Hipócrates (460-   377 aC).  Asma é uma doença inflamatória crônica   das vias a...
Epidemiologia    Constitui uma das doenças crônicas de maior     incidência no mundo contemporâneo.    No mundo: 300 mil...
Epidemiologia    A prevalência no mundo varia de 0,7 a 18,4%     da população geral (OMS, 2000)
Epidemiologia  Nas crianças há predomínio do sexo   masculino, variando entre 3:2 a 2:1  O índice passa para 1:1 entre o...
Fatores de risco     A asma é uma doença complexa e vários      fatores podem atuar aumentando o risco de seu      aparec...
Asma Atópica  Atopia: predisposição genética a uma   elevada produção de IgE específica para   alérgenos ambientais.  Al...
Fisiopatogenia    A inflamação brônquica constitui o mais     importante fator fisiopatogênico da asma.    É resultante ...
Fisiopatogenia    Entre as células           Entre as células     inflamatórias, destac       brônquicas     am-se:     ...
Fisiopatogenia
Diagnóstico    1) Anamnese:      Dispnéia (crises noturnas ou pela manhã).      Tosse crônica (noturna ou manhã/alérgen...
Diagnóstico    2) Exame físico:      Inspeção estática :avaliar abaulamento retrações,       cicatrizes e lesões.      ...
Diagnóstico    3) Funcional    Espirometria:      Estabelecer o diagnóstico      Documentar a gravidade da obstrução a...
Diagnóstico    Verificação da hiper-responsividade das     vias aéreas      É medida através da inalação de substâncias ...
Diagnóstico     Diagnóstico em crianças menores de cinco     anos    Deve ser baseado em aspectos clínicos.    50% das c...
Diagnóstico             Diagnóstico diferencial  Bastante amplo, principalmente em crianças   menores de 5 anos de idade.
Classificação e gravidade  Intermitente                   • Leve    Persistente   • Moderada                   • Grave
Tratamento  O principal objetivo no   tratamento da asma é   alcançar e manter o   controle clínico.  O tratamento tem s...
Tratamento    Etapa 1: medicação de resgate para o alívio     dos sintomas.      β2-agonista de rápido início de ação (S...
Tratamento    Etapa 4: medicação de alívio mais dois ou     mais medicamentos de controle.      Combinação de corticóide...
Tratamento    Observações      Em pacientes que irão iniciar o tratamento,       deve-se fazê-lo na etapa 2 ou, se o pac...
Tratamento                 Prevenir Exacerbações    Importante componente no estabelecimento do     controle ideal da asm...
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia                                  para o Manejo da Asma 2012
Caso clínico     Paciente, sexo masculino, 17 anos, apresentava      sibilância e dificuldade para respirar. Esses ataque...
Caso clínico     Na chegada à emergência, ele estava em considerável      sofrimento; mal conseguia falar e sua frequênci...
Bibliografia     Diretrizes da Sociedade Brasileira de      Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da      Asma – 2012.  ...
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  1. 1. Docente: Dr. Fernando BlancoDiscentes: Hélio K. Júnior Manoel Xavier
  2. 2. Apresentação  Inicialmente descrita por Hipócrates (460- 377 aC).  Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, de origem multifatorial, caracterizada pela hiperresponsividade brônquica, obstrução e remodelamento das vias aéreas que acarreta episódios de broncoespasmo, sibilos, dispnéia, opressão torácica e tosse.  Ocorrem como consequência da obstrução ao fluxo aéreo intrapulmonar .
  3. 3. Epidemiologia  Constitui uma das doenças crônicas de maior incidência no mundo contemporâneo.  No mundo: 300 milhões de indivíduos acometidos – com relatos de 255.000 óbitos por ano. (OMS, 2006)  No Brasil: 20 milhões de indivíduos acometidos - com óbito anual médio de 2.200 pessoas.  Cerca de 30% das crianças brasileiras apresentam sintomas indicativos de asma.  4ª principal causa de internamento no SUS.
  4. 4. Epidemiologia  A prevalência no mundo varia de 0,7 a 18,4% da população geral (OMS, 2000)
  5. 5. Epidemiologia  Nas crianças há predomínio do sexo masculino, variando entre 3:2 a 2:1  O índice passa para 1:1 entre os 10 e 12 anos de idade.  GINA.
  6. 6. Fatores de risco  A asma é uma doença complexa e vários fatores podem atuar aumentando o risco de seu aparecimento, os principais são:  Atopia  Prematuridade  Sexo  Fumaça do tabaco  Infecções respiratórias  Aleitamento natural
  7. 7. Asma Atópica  Atopia: predisposição genética a uma elevada produção de IgE específica para alérgenos ambientais.  Alergia: reação de hipersensibilidade tipo I, mediada principalmente por mastócitos e eosinófilos.  Desencadeamento da alergia: susceptibilidade genética + sensibilização ao alérgeno + fatores desencadeantes.
  8. 8. Fisiopatogenia  A inflamação brônquica constitui o mais importante fator fisiopatogênico da asma.  É resultante de interações complexas entre células inflamatórias, mediadores e células estruturais das vias aéreas.  Está presente em pacientes com asma de início recente, em pacientes com formas leves da doença e mesmo entre os assintomáticos.
  9. 9. Fisiopatogenia  Entre as células  Entre as células inflamatórias, destac brônquicas am-se: estruturais  os mastócitos envolvidas:  eosinófilos  as células epiteliais  linfócitos T  as musculares lisas  células dendríticas  as endoteliais  macrófagos e  os fibroblastos neutrófilos  os miofibroblastos
  10. 10. Fisiopatogenia
  11. 11. Diagnóstico  1) Anamnese:  Dispnéia (crises noturnas ou pela manhã).  Tosse crônica (noturna ou manhã/alérgenos/ atividade física).  Chieira (noturna/alérgenos/atividade física).  Melhora espontânea ou pelo uso medicação especifica para asma (broncodilatadores/ corticóides).  Descartadas outras causas (bronquiolite viral, bronquiomalácia, aspiração de corpo estranho, etc).  Escarro mucóide: opalescente ou branco
  12. 12. Diagnóstico  2) Exame físico:  Inspeção estática :avaliar abaulamento retrações, cicatrizes e lesões.  Inspeção dinâmica: freqüência respiratória, tipo de respiração (torácica / abdominal) presença de tiragem.  Palpação:expansibilidade, elasticidade e FTV.  Percussão:Som claro pulmonar / maciço e Hipersonoro.  Ausculta:  Murmúrio vesicular.  Ruídos adventícios
  13. 13. Diagnóstico  3) Funcional  Espirometria:  Estabelecer o diagnóstico  Documentar a gravidade da obstrução ao fluxo aéreo  Monitorar o curso da doença e as modificações decorrentes do tratamento.  Redução percentual de VEF1/CVF.  Positivo para asma se VEF1PBD >  Uma espirometria normal não exclui a doença.
  14. 14. Diagnóstico  Verificação da hiper-responsividade das vias aéreas  É medida através da inalação de substâncias broncoconstritoras (metacolina, carbacol e histamina). ou  Pelo teste de broncoprovocação por exercício.
  15. 15. Diagnóstico Diagnóstico em crianças menores de cinco anos  Deve ser baseado em aspectos clínicos.  50% das crianças apresentam pelo menos um episódio de sibilância nos primeiros anos de vida.  As manifestações clínicas mais sugestivas de asma são:  Episódios frequentes de sibilância (mais de uma vez por mês).  Tosse ou sibilos que ocorrem à noite ou cedo pela manhã, provocados por riso ou choro intensos ou exercício físico.  Tosse sem relação evidente com viroses respiratórias.  Presença de atopia, especialmente rinite alérgica ou dermatite atópica.  História familiar de asma e atopia.
  16. 16. Diagnóstico Diagnóstico diferencial  Bastante amplo, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.
  17. 17. Classificação e gravidade  Intermitente • Leve  Persistente • Moderada • Grave
  18. 18. Tratamento  O principal objetivo no tratamento da asma é alcançar e manter o controle clínico.  O tratamento tem sido dividido em cinco etapas.  Cada paciente é alocado em um dos cinco estágios observando o tratamento atual e o nível de controle.
  19. 19. Tratamento  Etapa 1: medicação de resgate para o alívio dos sintomas.  β2-agonista de rápido início de ação (Salbutamol, Fenoterol ou Formoterol).  Etapa 2: medicação de alívio mais um único medicamento de controle.  Corticóides inalatórios em doses baixas.  Etapa 3: medicação de alívio mais um ou dois medicamentos de controle.  Associação de um corticóide inalatório em doses baixas com um β2-agonista inalatório de ação prolongada é a primeira escolha.
  20. 20. Tratamento  Etapa 4: medicação de alívio mais dois ou mais medicamentos de controle.  Combinação de corticóide inalatório em doses médias ou altas com um β2-agonista de ação prolongada.  Como alternativa, pode-se adicionar um antileucotrieno ou teofilina à associação acima descrita.  Etapa 5: medicação de alívio mais medicação de controle adicional.  Adiciona-se corticóide oral às outras medicações de controle já referidas.  Adição de anti-IgE é uma alternativa na etapa 5 para pacientes atópicos
  21. 21. Tratamento  Observações  Em pacientes que irão iniciar o tratamento, deve-se fazê-lo na etapa 2 ou, se o paciente estiver muito sintomático, iniciar pela etapa 3.  Independentemente da etapa de tratamento, medicação de resgate deve ser prescrita para o alívio dos sintomas conforme a necessidade.  Em crianças menores de cinco anos de idade, não é recomendado o uso de β2-agonista de ação prolongada, porque os efeitos colaterais ainda não estão adequadamente estudados nessa faixa etária
  22. 22. Tratamento Prevenir Exacerbações  Importante componente no estabelecimento do controle ideal da asma.  É o desfecho mais importante por ser o de maior risco para os pacientes.  Ocorrem principalmente nos pacientes com asma grave.  Sua gravidade e frequência devem ser investigadas rotineiramente.  Prevenir a aceleração da perda da função pulmonar.  Evitar ou minimizar efeitos colaterais do tratamento.
  23. 23. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma 2012
  24. 24. Caso clínico  Paciente, sexo masculino, 17 anos, apresentava sibilância e dificuldade para respirar. Esses ataques ocorriam intermitentemente e não foram relacionados a nenhuma circunstância conhecida. Um raio-X de tórax foi normal, mas os testes de função pulmonar realizados quando ele estava sintomático demonstraram uma acentuada redução do VEF1, que melhorou significativamente depois que ele inalou puffs de agonistas Β2-adrenérgicos. A ele foi prescrito inaladores de agonistas Β2-adrenérgicos, mas como ele continuou a ter episódios de dispnéia, mudou-se a prescrição para corticosteróide inalatório, que propiciou muito maior alívio. Quatro anos depois, ele chegou à sala de emergência com severa limitação da respiração com oito horas de duração, alegando que
  25. 25. Caso clínico  Na chegada à emergência, ele estava em considerável sofrimento; mal conseguia falar e sua frequência respiratória estava em 30 ipm. O exame físico apontou raros sibilos e murmúrios vesiculares quase ausentes. Também foi constatada a pCO2=88, pO2=35 e pH=6,9. Enquanto esperava o tratamento, o paciente sofreu uma parada cardíaca e não pôde ser ressuscitado. À necropsia, relevantes achados estavam limitados ao trato respiratório. Os pulmões estavam hiperinsuflados, tinha áreas focais de atelectasia e muitos dos brônquios estavam ocluídos por tampões mucosos viscosos e espessos.
  26. 26. Bibliografia  Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012.  R. Gupta et al. Corticosteroids: the mainstay in asthma therapy. Bioorg. Med. Chem. December 2004.  The International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) Steering Committee. Worldwide variations in the prevalence of asthma symptoms. The European Respiratory Journal,12: 315-35, 1998.

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