Segundo Reinado

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Segundo Reinado

  1. 1. BRASIL IMPÉRIO
  2. 2. Também se atribui a Pedro ter dito: "Eu sou republicano. Todos o sabem. Se fosse egoísta, proclamava a República para ter as glórias de Washington". Está aí uma das explicações para a sua "estranha simpatia" republicana, segundo José Murilo de Carvalho: na visão dele, a monarquia era necessária como uma "fase de preparação" do país para um futuro mais evoluído. Ou seja, apesar da índole tolerante e da inclinação republicana, o imperador, pelo menos em seu apogeu, exercia suas funções com plena segurança de que fazia o melhor para o país
  3. 3. • "Jurei a Constituição; mas ainda que não a jurasse seria ela para mim uma segunda religião". • "A nossa principal necessidade política é a liberdade de eleição; sem esta e a de imprensa não há sistema constitucional na realidade, e o ministério que transgride ou consente na transgressão desse princípio é o maior inimigo do estado e da monarquia". • "Leio constantemente todos os periódicos da corte e das províncias. (...) A tribuna e a imprensa são os melhores informantes do monarca".
  4. 4. LINHA DO TEMPO
  5. 5. PERÍODO REGENCIAL <ul><li>A manutenção da unidade do Brasil </li></ul>
  6. 6. O que aconteceu (ou não aconteceu) com o território brasileiro?
  7. 8. AS REVOLTAS HOJE <ul><li>Mulheres do MST e CPT fazem protesto em Pernambuco </li></ul><ul><li>MONICA BERNARDES - Agencia Estado </li></ul><ul><li>RECIFE - Hoje começou a Jornada Nacional de Mulheres da Via Campesina, em todo o País. Em Pernambuco, trabalhadoras rurais ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizam protestos pela reforma agrária e contra o trabalho escravo. A previsão é de que as ações sigam até o final da semana. </li></ul><ul><li>  &quot;Vamos aproveitar as comemorações do Dia Internacional da Mulher para externar nossa discordância com o modelo de agronegócio desenvolvido em nosso País. Além disso, vamos cobrar do poder público a realização de uma reforma agrária eficiente&quot;, disse Marluce Melo, da coordenação estadual da CPT. </li></ul><ul><li>  Na Mata Norte, região de conflitos envolvendo produtores canavieiros e os movimentos sociais, as mulheres realizarão um protesto contra o modelo de monocultura de cana e o trabalho escravo - que segundo os movimentos ainda é encontrado em algumas propriedades. De acordo com dados da CPT, o setor sucroalcooleiro foi o que mais se utilizou da mão de obra escrava no ano de 2008 em todo o País. &quot;Um total de 2.553 trabalhadores, o que representa 49% dos resgatados da escravidão, estavam neste setor&quot;, destacou Marluce Melo. </li></ul><ul><li>  No sertão, as atividades serão concentradas na cidade de Petrolina, onde as camponesas farão um ato contra o avanço do agronegócio na região. Fontes ligadas a Via Campesina não descartam a realização de ocupações de terra. </li></ul><ul><li>Colado de < http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mulheres-do-mst-e-cpt-fazem-protesto-em-pernambuco,335472,0.htm > </li></ul>
  8. 9. REVOLTAS PROVINCIAIS <ul><li>“ As revoltas do período regencial não se enquadram em uma moldura única. Elas tinham a ver com as dificuldades da vida cotidiana e as incertezas da organização política, mas cada uma delas resultou de realidades específicas, provinciais ou locais.” </li></ul><ul><li>FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP. 1995 </li></ul>
  9. 10. FARROUPILHAS <ul><li>Riograndenses, Quebrou-se o cetro da tirania, com que desde largo tempo nos oprimia o governo do Brasil; suas violências, suas injustiças e seus caprichos, que serão largamente expostos em um manifesto, fizeram ressoar em nosso horizonte o grito da independência, e este grito magnânimo desprendido no Seibal Jagoarão e Piratini mui breve se estenderá em todos os ângulos do estado. </li></ul><ul><li>Palácio do Governo em Piratini, 6 de novembro de 1836. José Gomes de Vasconcelos Jardim </li></ul><ul><li>Fonte : http://www.franklinmartins.com.br/estacao_historia_artigo.php?titulo=farrapos-proclamam-republica-no-sul-1836 </li></ul>
  10. 11. A PRESERVAÇÃO DA UNIDADE TERRITORIAL <ul><li>José Murilo de Carvalho: </li></ul><ul><li>Natureza da elite imperial (homogenia) </li></ul><ul><li>Educação Superior para poucos, centrada nos estudos jurídico e localizada em São Paulo e Olinda </li></ul><ul><li>A elite brasileira era composta por magistrados </li></ul>
  11. 12. A PRESERVAÇÃO DA UNIDADE TERRITORIAL <ul><li>Luís Felipe de Alencastro </li></ul><ul><li>O papel fundamental do regime escravista: prosperidade das províncias </li></ul><ul><li>Relações internacionais vigentes no século XIX </li></ul>
  12. 13. A PRESERVAÇÃO DA UNIDADE TERRITORIAL <ul><li>Boris Fausto </li></ul><ul><li>“ Podemos considerar assim que, se o escravismo limitou as possibilidades do separatismo, uma elite homogenia soube tirar partido disso, garantindo integridade territorial do Império”. </li></ul>
  13. 14. EXERCÍCIOS <ul><li>Explique uma das revoltas relacionado-a com a notícia exposta anteriormente. </li></ul><ul><ul><li>Em grupo </li></ul></ul><ul><ul><li>Usar livros didáticos com material de apoio </li></ul></ul><ul><ul><li>Registro nos cadernos </li></ul></ul>
  14. 15. II REINADO
  15. 16. A MANUTENÇÃO DO IMPÉRIO CENTRALIZADO <ul><li>Segundo o jornalista conservador José Justiniano Rocha, o apoio não poderia vir da massa desiludida, mas do grande comércio e agricultura: “dê o governo a essas duas classes toda a consideração, vincule-as por todos os modos à ordem estabelecida, identifique-as com as instituições do país, e o futuro estará em máxima parte consolidado” </li></ul>
  16. 17. O ACORDO DAS ELITES E “PARLAMENTARISMO”
  17. 19. PARLAMENTARISMO IMPERIAL ELEIÇÕES CÂMARA DOS DEPUTADOS GABINETE DE MINISTROS 1º MINISTRO REI ELEIÇÕES CÂMARA DOS DEPUTADOS GABINETE DE MINISTROS 1º MINISTRO IMPERADOR CONSELHO SENADO INGLATERRA BRASIL
  18. 20. SEGUNDO REINADO (1840 – 1889) Eleições do Cacete Derrota de MG e SP Única tentativa de Revolta com ideal definido Paz Interna Processo Eleitoral Revolução Liberal de 1842 Revolução Praieira Depois da Praieira
  19. 21. OS PARTIDOS POLÍTICOS NO IMPÉRIO
  20. 22. PARLAMENTARISMO ÀS AVESSAS <ul><li>A tranqüilidade política fundamentou-se também na experiência parlamentarista implantada a partir de 1847. Embora não tivesse prevista na Constituição, o “parlamentarismo às avessas” teve um duplo objetivo: preservar a imagem do Imperador, que pelo exercício do Poder Moderador, em última instância, detinha o poder de fato; e possibilitar uma alternância no poder entre liberais e conservadores. </li></ul><ul><li>MARQUES, Adhemar. Pelas Caminhos da História </li></ul>
  21. 23. PARLAMENTARISMO ÀS AVESSAS <ul><li>&quot;Nada mais Conservador que um Liberal, nada mais Liberal que um Conservador.&quot; </li></ul>
  22. 24. PARLAMENTARISMO ÀS AVESSAS LIBERAL Era da Conciliação Tentativa do Marquês do Paraná de unir Liberais e Conservadores. CONSERVADOR
  23. 25. ECONOMIA CAFEEIRA
  24. 26. CAFÉ <ul><li>Surgiu na Etiópia (kaffa) </li></ul><ul><li>Uso na península Arábica </li></ul><ul><li>Levado à Europa por mercadores árabes e italianos no século XI </li></ul><ul><li>Comercializado por franceses: Haiti e Guianas Francesas no século XVII </li></ul><ul><li>No Brasil, no final do século XVII no Pará </li></ul>
  25. 30. EXPANSÃO CAFEEIRA E A MODERNIZAÇÃO DO BRASIL <ul><li>A modernização do Brasil se faz sentir através das estradas de ferro, do sistema bancário, da introdução da maquinaria e do relativo desenvolvimento industrial. Entretanto, nenhuma alteração de estrutura é vislumbrada no período estudado. Ao contrário, com a cultura cafeeira afirmando-se, persiste e acentua-se a dependência agrícola da economia brasileira que baseada na monocultura permanecerá submissa às flutuações dos mercados consumidores. </li></ul><ul><li>PINTO, Virgílio Noya. Balanço das transformações econômicas do século XIX. </li></ul>
  26. 31. IMIGRAÇÃO
  27. 32. IMIGRAÇÃO <ul><li>O processo de imigração apresentou dois momentos distintos: </li></ul><ul><li>Sistema de parcerias: recebia uma parcela de terra para cultivar o café e deveria dar metade ao fazendeiro. Já iniciava com dívidas de passagens e ferramentas </li></ul><ul><li>Imigração subsidiada: o governo subsidiava. Ganhava parcelas fixas pela quantidade de pés coletados </li></ul>
  28. 33. IMIGRAÇÃO <ul><li>(...) uma quantidade bem superior a 9 milhões de europeus deixou a Europa, e a grande maioria seguiu para os Estados Unidos. Isto equivalia a mais de quatro vezes a populações de Londres em 1851. No meio século precedente tal movimentação deve ter sido superior a um milhão e meio de pessoas no todo. </li></ul><ul><li>Eric J. Hobsbawm, p. 207 </li></ul>
  29. 34. IMIGRAÇÃO <ul><ul><li>Seria ilusório pensar que os grupos sociais do vale do Paraíba e do oeste paulista fossem inteiramente diversos, um representando o “velho”, a aristocracia decadente, e o outro o “novo”, a burguesia empreendedora. Até porque membros da família do vale (...) abriram fazendas nas áreas novas.(...) Na realidade, os dois grupos partiram de pressupostos comuns e se diversificaram em função de realidades diferentes do meio físico e social. Ambos praticaram a agricultura extensiva e utilizaram amplamente a mão-de-obra escrava. Os fazendeiros paulistas não se voltaram para o imigrante porque acreditavam nas virtudes ou na maior rentabilidade do trabalho livre, mas porque a alternativa do escravo desaparecia e era preciso dar uma resposta para o problema. </li></ul></ul><ul><ul><li>Boris Fausto. História do Brasil. 2001 </li></ul></ul>
  30. 36. MAPA DA IMIGRAÇÃO
  31. 37. LEI DE TERRA (1850) <ul><li>Proibia qualquer outra forma de aquisição de terras que não fosse pela compra . </li></ul><ul><li>Dificultou o acesso à terra. </li></ul><ul><li>Fraudes, documentos forjados com datas retroativas (causa da existência de grandes latifúndios). </li></ul>
  32. 38. ABOLIÇÃO
  33. 39. TRABALHO PARA PRÓXIMA SEMANA <ul><li>Definir 8 grupos de 5 pessoas </li></ul><ul><li>Retirar os textos no Xerox (o JOGO completo) </li></ul><ul><li>Cada grupo ficará responsável por conduzir o debate sobre 1 texto. </li></ul><ul><li>Todos da sala devem ler TODOS os textos </li></ul>
  34. 40. GUERRA DO PARAGUAI
  35. 41. GUERRA DO PARAGUAI <ul><li>Disputas de terras entre Brasil, Paraguai e Argentina. </li></ul><ul><li>Ambição de Solano López de encontrar uma saída para o mar para o Paraguai </li></ul><ul><li>Livre navegação na Bacia Platina </li></ul><ul><li>Imperialismo britânico. </li></ul>
  36. 43. Legenda da Foto El Rey, nosso senhor e amo, dorme o sonno da... indifferença. Os jornaes, que diariamente trazem os desmandos desta situação, parecem produzir em S. M. o efeito de um narcótico. Bem aenturado senhor! Para vós o reino do céo e para o nosso povo, o do inferno.

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