Prof daniel loureiro

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Prof daniel loureiro

  1. 1. Professor: Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012 Disciplina: Língua Portuguesa
  2. 2. <ul><li>Níveis de Linguagem; </li></ul><ul><li>Argumentos e contra-argumentos; </li></ul><ul><li>Relações Semântico-Discursivas; </li></ul><ul><li>Modalizadores Discursivos. </li></ul>Revisão UFPA/UFRA 2012 Conteúdos Prof. Daniel Loureiro
  3. 3. Níveis de Linguagem <ul><li>Compreender que a língua é um fenômeno social, propenso a variações; </li></ul><ul><li>Tais variações são de ordem interna e de ordem externa ao próprio sistema da língua. </li></ul><ul><li>Trocar as noções de Certo e Errado pelo de ADEQUAÇÃO. </li></ul><ul><li>O que é certo? Linguisticamente, tudo que é USUAL, FUNCIONAL e PRODUTIVO. </li></ul>Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  4. 4. Aula de português linguagem na ponta da língua, tão fácil de falar e de entender. A A linguagem na superfície estrelada de letras, sabe lá o que ela quer dizer? Professor Carlos Góis, ele é quem sabe, e vai desmatando o amazonas de minha ignorância. Figuras de gramática, esquipáticas, atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me. Já esqueci a língua em que comia, em que pedia para ir lá fora, em que levava e dava pontapé, a língua, breve língua entrecortada do namoro com a prima. O português são dois; o outro, mistério. Carlos Drummond de Andrade Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  5. 5. - A poesia modernista inovou, dentre muitos aspectos, a linguagem utilizada para produzir textos. A partir da leitura do poema “ Aula de Português ” , observe as afirma ç ões abaixo: I – O texto aponta para uma diferen ç a entre a l í ngua usada no cotidiano e aquela que é ensinada na escola II – As duas primeiras estrofes explicam a conclusão do ú ltimo verso, em que a primeira refere-se à linguagem ensinada pelo professor no cotidiano III – As constru ç ões “ atropelam-me, aturdem-me, seq ü estram-me ” exemplificam a linguagem que foge à realidade do eu - l í rico IV – Em “ O português são dois; o outro, mist é rio. ” , conclui-se que mesmo tendo contato na escola, a l í ngua ensinada não é simples Estão corretas as afirmativas: (A) I e II (B) I, II e III (C) II, III e IV (D) I e III (E) I, III e IV Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  6. 6. Fatores Externos que influenciam os níveis de linguagem Grau de Escolaridade Sexo Espaço Geográfico Faixa Etária Objetivo comunicativo Suporte - Formal + Formal Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  7. 7. Fatores Internos que influenciam os níveis de linguagem Componente Fonético – Apresenta variações sonoras na fala de determinados grupos; Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  8. 8. Componente Morfológico – Alterações nas construções de palavras; Carnavália Tribalistas Vem pra minha ala Que hoje a nossa escola vai desfilar Vem fazer história Que hoje é dia de glória nesse lugar Vem comemorar Escandalizar ninguém Vem me namorar, Vou te namorar também Vamos pra avenida Desfilar a vida, carnavalizar Na Portela tem Mocidade Imperatriz o Império tem Uma Vila tão feliz Beija-Flor vem ver A porta-bandeira Na Mangueira tem morenas da Tradição Sinto a batucada se aproximar Estou ensaiado para te tocar Repique tocou E o meu corasamborim Cuíca gemeu Será que era eu Quando ela passou por mim Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  9. 9. Componente Sintático – Variações no sistema de combinação de palavras nos enunciados. PRONOMINAIS Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro. Oswald de Andrade Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  10. 10. Componente Lexical – Variações no repertório vocabular de uma língua Tempo De Dondon Dudu Nobre No tempo que Dondon jogava no Andaraí Nossa vida era mais simples de viver Não tinha tanto miserê, nem tinha tanto tititi No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí (2x) Propaganda era reclame e ambulância era dona assistência Mancada era um baita vexame e pornografia era só saliência Sutiã chamava-se porta-seios, revista pequena gibi, iiii... No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí [REFRÃO] Rock se chamava fox, e tiéti era moça fanática O que hoje se diz que é xerox, chamava-se então de cópia fotostática Motorista era sempre chofer, cachaça era Parati, iiii... No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí 22 era demente, minha casa era meu bangalô PATAMO era socorro urgente, todo cana dura era investigador Malandro esticava o cabelo, mulher fazia misampli, xiii... No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  11. 11. Só paraense entende. &quot;Um dia eu tava buiado, pensei em ir lá em baixo comprar uns tamatás.Tava numa murrinha, mas criei coragem, peguei o Sacrabala e fui. Cheguei tarde e só tinha peixe dispré. O maninho que estava vendendo tinha uma teba de orelha do tamanho dum bonde. O gala-seca espirrou em cima do tamatá do moço, que tinha acabado de comprar, e no meu tembém. Ficou tudo cheio de bustela...Axiiiiiii, porcaria! Não é potoca, não. O dono do tamatá muquiou o orelha-de-nós-todos, mas malinou mesmo. Saí dalí e fui comer uma unha. Escolhi uma porruda! Mas égua, quase levei o farelo depois. Me deu um piriri. Também... parece leso, comprar unha no veropa. Comprei uns mexilhões, um cupu e um pirarucu muito firme, mas um pouco pitiú. Fui pra parada esperar o busão. Lá tinha duas pipira varejeira fazendo graça. Eu pensando com meus botões...Êeee, já quer... Mas, veio um Paar-Ceasa sequinho e elas entraram... Fiquei na roça, levei o farelo. O Sacrabala veio cheio e ainda começou a cair um toró: égua-muleke-tédoidé, pense no bonde lotado. No sacrabala lotado, com o vidro fechado por causa da chuva, começa aquele calor muito palha. Uma velha estava quase despombalecendo. Dai o velho que tava com ela gritou: arreda aí menino pra senhora sentar aí do teu lado. Eu só falei: Hmm, tá, cheiroso... Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  12. 12. Argumento Conjunto de ideias que se interrelacionam logicamente a fim de comprovar um ponto de vista. <ul><li>Tipos de argumentos </li></ul><ul><li>Argumento científico Direta </li></ul><ul><li>Argumento de autoridade ou citações </li></ul><ul><li>Argumentação de valoração Indireta </li></ul><ul><li>Contra-argumento </li></ul>Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  13. 13. (...) A cura do envelhecimento vai mudar a sociedade de maneiras inumeráveis. Algumas pessoas têm tanto medo disso que pensam que deveríamos aceitar o envelhecimento como ele é . Acho isso diabólico , significa que deveríamos negar às pessoas o direito à vida. O direito de escolher viver ou morrer é o mais fundamental que existe. Ao mesmo tempo, a responsabilidade de dar aos outros a oportunidade de escolher é a responsabilidade mais fundamental que existe. (...) As pessoas também afirmam que vamos ficar terrivelmente entediados , mas digo que temos recursos para melhorar a capacidade de todos de aproveitar a vida ao máximo. Hoje, pessoas com uma boa educação e tempo para usá-la nunca ficam entediadas e não consigo imaginar que as coisas novas que elas gostariam de fazer se esgotem. E, para finalizar, algumas pessoas acreditam que isso tudo poderia significar brincar de Deus ou ir contra a natureza , mas aceitar o mundo como nós o encontramos não é natural para nós. Desde que inventamos o fogo e a roda, temos demonstrado nossa habilidade e nosso desejo inerente de consertar as coisas de que não gostamos em nós mesmos e em nosso ambiente. (...) Se mudar o nosso mundo é brincar de Deus, esse é apenas mais um motivo por que Deus nos fez a sua imagem e semelhança. Aubrey de Grey, da BBC Brasil Folha On Line, 03/12/2004 Texto adaptado Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  14. 14. Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  15. 15. <ul><li>Relações Semântico – Discursivas </li></ul><ul><li>Estabelecem entre enunciados uma relação de sentindo e apontando para uma determinada orientação argumentativa. </li></ul><ul><li>Contraste de Conclusões: “O voto é secreto mas não é mistério” </li></ul><ul><li>- Relação Causa – Consequência: </li></ul>Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  16. 16. - Relação de Mediação - Finalidade Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  17. 17. -Relação de proporcionalidade - Escala Argumentativa Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  18. 18. Modalizadores Discursivos Dizem respeito às marcas de subjetividade deixadas pelo enunciador em seu discurso. Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  19. 19. Fiquei surpreso com a festa que fizeram pra mim. Estavam lá a minha família, meus amigos, colegas de trabalho e até o meu chefe” até o meu chefe colegas de trabalho meus amigos a minha família Argumento + forte Argumento - forte Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  20. 20. Modalizadores Discursivos Dizem respeito às marcas de subjetividade deixadas pelo enunciador em seu discurso. Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  21. 21. - Índice de Certeza / Incerteza – Demonstram o grau de (in)certeza do enunciador diante aquilo que é dito. Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  22. 22. - Avaliação - Impressões pessoais marcadas pelo uso de palavras e expressões avaliativas. Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  23. 23. - Índice de Comprometimento / Descomprometimento – Utilizados pelo enunciador como marca de que o discurso é ou não seu, podendo assim, eximir-se de quaisquer responsabilidades. Prof. Daniel Loureiro Revisão UFPA/UFRA 2012
  24. 24. Até a festa, CALOUROS !!! Prof. Daniel Loureiro

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