Construção de Redes de Distribuição

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Apostila utilizada para ministrar disciplina de construção de redes de distribuição de energia.

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Construção de Redes de Distribuição

  1. 1. CAMPUS CEDRO PROFESSOR TECNÓLOGO MOISÉS GOMES DE LIMAAPOSTILA DE CONSTRUÇÃO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO CEDRO
  2. 2. 2011 2
  3. 3. Índice1. Introdução............................................................................................................ 31.1 Tipos de Redes de Energia Elétrica................................................................... 31.1.1 Linhas de Transmissão................................................................................. 31.1.2 Linhas de Distribuição................................................................................. 42. Terminologia........................................................................................................ 53. Estruturas de redes de distribuição....................................................................... 133.1 Postes................................................................................................................. 133.2 Isoladores........................................................................................................... 173.2.1 Isoladores de BT............................................................................................. 173.2.2 Isoladores de MT............................................................................................ 183.3 Condutores......................................................................................................... 193.4 Outras estruturas................................................................................................ 213.4.1 Estruturas Primárias (de MT) ......................................................................... 213.4.2 Estruturas Secundárias (de BT) ...................................................................... 254. Equipamentos de redes de distribuição................................................................ 284.1 Transformadores................................................................................................ 284.2 Chave Fusível..................................................................................................... 314.3 Chave Seccionadora........................................................................................... 324.4 Pára-raios........................................................................................................... 325. Construção de Redes de Distribuição.................................................................. 335.1 Materiais de Segurança...................................................................................... 335.2 Ferramentas e Equipamentos............................................................................. 405.3 Recomendações sobre cuidados dos equipamentos........................................... 455.4 Turmas e equipes de construção........................................................................ 455.4.1 Turma de duas pessoas.................................................................................... 455.4.2 Turma de quatro pessoas................................................................................. 465.4.3 Turma de sete pessoas..................................................................................... 465.5 Passos para execução de construção de redes.................................................... 475.6 As Cinco Regras de Ouro................................................................................... 475.7 Procedimentos de execução............................................................................... 486. Bibliografia.......................................................................................................... 51 3
  4. 4. 1. IntroduçãoNos últimos anos os investimentos para construção de redes em todo o país têm crescidocom o apoio do Poder Público e das concessionárias de energia elétrica fazendo comque quantidades significativas de famílias tenham sido beneficiadas. No entanto, aindahá muitos sem tal beneficio e, portanto, ainda há muito que se construir de redeselétricas. Já as redes construídas por sua vez necessitarão ser mantidas para garantir ouso de tal benefício, onde entra o papel da manutenção que tem por objetivo eliminaranomalias e defeitos das redes para garantir a continuidade do serviço.A energia elétrica que utilizamos em nossas casas chega até nós de uma fonte geradorageralmente distante e que para transmiti-la se faz necessária a construção de redes. Estasredes têm características diferentes umas das outras de acordo com a quantidade deenergia que ela transporta e são divididas basicamente em dois tipos: • Redes de Transmissão • Redes de DistribuiçãoNeste material procuraremos demonstrar aspectos da construção e manutenção de Redesde Distribuição. Adotaremos os padrões vigentes da concessionária de distribuição deenergia elétrica do Ceará, nosso Estado.1.1 Tipos de Redes de Energia Elétrica1.1.1 Linhas de TransmissãoAs linhas de transmissão transportam grandes blocos de energia em uma elevada tensãopara uma subestação onde estes níveis de energia serão rebaixados. Falando de um jeitobem simples e como o próprio nome diz, elas “transmitem” a energia das hidrelétricaspara as subestações das concessionárias de energia.Imagem 1 – Linhas de Transmissão de 230kV e 500kV. 4
  5. 5. Imagem 2 – Linha de subtransmissão em 69kV.1.1.2 Linhas de DistribuiçãoEstas são as linhas que geralmente vemos passar diante de nossas casas e que nostrazem energia elétrica. Elas recebem a energia transmitida pelas linhas de transmissãopara as subestações e espalham para os consumidores. Também falando de um jeitosimples elas “distribuem” a energia das subestações para nós consumidores.Como dito anteriormente, serão nestas redes que vamos focar nosso estudo.Imagem 3 – Rede de distribuição. 5
  6. 6. 2. TerminologiaA seguir apresentamos alguns termos utilizados nesta área e seus significados paramelhor nos familiarizarmos com o que vamos estudar.ALIMENTADOR DE DISTRIBUIÇÃOComponente de uma rede de Média Tensão que alimenta, diretamente ou por intermédiode seus ramais, transformadores de distribuição e/ou consumidores.Imagem 4 – Alimentador SNP01N4 que parte da cidade de Senador Pompeu para Piquet Carneiro.Em destaque no canto superior direito o Distrito de Mulungu, Piquet Carneiro.Imagem 5 – Saída do alimentador ICH01I3 na cidade de Icó/CE. 6
  7. 7. ATERRAMENTOLigação à terra de todas as partes metálicas não energizadas de uma instalação,incluindo o NEUTRO da rede e da instalação.BAIXA TENSÃO - BTTensão nominal até o limite de 1.000 volts.CABO COCÊNTRICOCabo bipolar, formado por um condutor central isolado, rodeado concentricamente porum conjunto de fios de cobre nu, dispostos de forma helicoidal e com uma coberturaisolante, resistente a ação de intempéries.CABO MULTIPLEXADO OU PRÉ-REUNIDOCabo formado por um, dois ou três condutores isolados, utilizados como condutoresfase, dispostos helicoidalmente em torno de um condutor neutro de sustentação,constituído normalmente de material diferente (liga de alumínio ou cobre duro ou semi-duro) diferente do condutor fase, de maneira que possua mais resistência mecânica parasustentar os outros pré-reunidos em sua volta.Imagem 6 – Detalhe de cabo multiplexado.CAIXA DE DERIVAÇÃOCaixa em policarbonato liga de alumínio ou aço pintado, fixada no poste ou suspensa(somente em policarbonato) nos condutores de Baixa Tensão isolados (pré-reunido),equipada com barramento para derivação dos ramais de ligação das unidadesconsumidoras, com uso de cabos concêntricos 4mm² até 10mm², furo de 5mm² parasaídas e 6mm² para entrada para uso de cabos pré-reunido de 16mm². 7
  8. 8. Imagem 7 – Caixa de derivaçãoCAIXA DE MEDIÇÃOCaixa lacrável, destinada a instalação do medidor e seus acessórios. Esta caixa deveabrigar somente os equipamentos de medição e a proteção geral.CAIXA DE PROTEÇÃOCaixa em policarbonato, liga de alumínio ou aço pintado, fixação em poste, destinada àinstalação do disjuntor de BT para proteção da rede secundária, montada na estrutura dotransformador. O material usado deve ser compatível com a área de utilização, ou seja,caixas de aço nas áreas de corrosão não agressiva e alumínio nas áreas de corrosãoagressiva e policarbonato em ambas as áreas.CALÇADA OU PASSEIOParte da via pública destinada à circulação de pedestres, quase sempre mais alta que aparte destinada aos veículos e geralmente limitada pelo meio fio.CARGA INSTALADAÉ a soma das potências nominais de todos os aparelhos, equipamentos e dispositivosinstalados nas dependências das unidades consumidoras, os quais, em qualquer tempo,podem consumir energia elétrica.CERCA ELETRIFICADASão cercas energizadas por meio de um equipamento denominado eletrificador, queemite pulsos elétricos pré-determinados, com intensidade inofensiva ao homem e aosanimais.CONECTOR PERFURANTEConector destinado a fazer a conexão entre condutores isolados sem a necessidade de seremover a isolação dos cabos. A conexão elétrica é obtida através de dentes de cobre oualumínio, que perfuram a isolação do condutor.CONSUMIDORPessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada,que solicitar a Coelce o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidadepelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas em normas eregulamentos da ANEEL.DISJUNTOR TERMOMAGNETICO 8
  9. 9. Dispositivo de proteção e manobra destinado a proteger os condutores e demaisequipamentos da unidade consumidora contra sobrecarga e curto-circuito.DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO DIFERENCIAL RESIDUALÉ o equipamento destinado a proteção de pessoas contra choques elétricos e asinstalações elétricas contra incêndio, corrente de fuga e curto-circuito nas condiçõesdescritas pela NBR 5410.Deve ter os seguintes disparadores:a) disparador magnético (instantâneo) que atua a partir de sobre-correntes e garante aproteção dos condutores contra correntes de curto-circuito;b) disparador diferencial (instantâneo) com sensibilidade que garanta a preservação davida de uma pessoa que toque acidentalmente uma parte sob tensão.DESMATAMENTOCompreende o corte e retirada da vegetação que se encontra na faixa de passagem darede aérea a ser construída, com largura total de 6,0 metros para rede de Média Tensão ede 3,0 metros para rede de Baixa Tensão, observando o disposto no Desenho 01.04.FAIXA DE SERVIDÃOCorresponde a faixa do terreno onde passa a rede aérea, em toda a sua extensão e cujalargura é determinada pela classe de tensão e estruturas utilizadas. A faixa de servidãodas redes rurais da COELCE corresponde a 3,0 metros para redes de BT e 6,0 metrospara redes de MT, sendo 1,5 metros e 3,0 metros para cada lado do eixo das redes de BTe de MT respectivamente. Em casos excepcionais esta faixa poderá ser alterada. Na áreaurbana, na maioria das situações, a faixa se confunde com o arruamento já definido,devendo, no entanto, serem atendidas as prescrições mínimas de distância doscondutores aos obstáculos.Ilustração 1 – Limites da faixa de servidão.MAPA CHAVEÉ a planta plani-altimétrica da área a ser atendida, reduzida para a escala 1:5000. 9
  10. 10. Ilustração 2 – Mapa Chave de uma extensão de MT.MÉDIA TENSÃO - MTLimite de tensão nominal acima de 1.000 V e abaixo de 69 kV. No sistema COELCE aMédia Tensão é de 13,8 kV.NÚCLEO POPULACIONAL RURALSão aglomerados populacionais com número inferior a 20 unidades de construção,ocupando uma área contínua, formando ou não arruamentos regulares.PERFIL PLANI-ALTIMÉTRICORepresentação plani-altimétrica do terreno da área específica do projeto de uma Rede deDistribuição Aérea Rural.Ilustração 3 – Perfil plani-altimétrico de uma extensão de MT.PLANTA CADASTRALÉ uma planta na escala 1:1000 contendo todas os detalhes físicos e elétricos necessáriosao cálculo do projeto da Rede de Distribuição.PLANTA DE SITUAÇÃOÉ um desenho em escala adequada, com indicação do norte magnético e de pontos dereferência que permitam identificar o local onde será construída, ampliada ou reformadaa Rede de Distribuição. Esta planta deve apresentar pelo menos um ponto da rede daCOELCE. 10
  11. 11. PONTO DE LIGAÇÃOPonto da Rede de Distribuição do qual deriva um ramal de ligação.Ilustração 4 – Ponto de ligação em BT com pontalete e caixa de mediçãoImagem 8 – Ponto de ligação em MTPONTALETESuporte instalado em estrutura situada no terreno do consumidor, no limite da viapública, às suas expensas. A finalidade do pontalete é fixar, elevar ou desviar o ramal deligação aéreo e o ponto de entrega.POSTE AUXILIARPoste instalado nos limites da propriedade do consumidor com a via pública às suasexpensas, com a finalidade de fixar, elevar, desviar o ramal de ligação, ou fixar o pontode entrega. 11
  12. 12. RAMAL DE ALIMENTADORComponente de um Alimentador de Distribuição que deriva diretamente de um troncode alimentador.RAMAL DE LIGAÇÃOÉ o trecho do circuito aéreo compreendido entre a Rede de Distribuição de MT ou deBT da COELCE e o ponto de entrega.REDE DE BAIXA TENSÃOParte da Rede de Distribuição derivada do secundário dos transformadores dedistribuição indo até os pontos de ligação dos diversos consumidores. Tambémdenominada rede secundária.Imagem 9 – Redes de MT (na parte superior em três condutores) e BT (na parte inferior em cincocondutores).REDE DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA RURAL – RDRÉ um conjunto de linhas elétricas, com os equipamentos e materiais diretamenteassociados, destinado à distribuição rural de energia elétrica.REDE DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA URBANA - RDUÉ a parte integrante do Sistema de Distribuição implantado dentro do perímetro urbanodas cidades, distritos, vilas e povoados.REDE DE MÉDIA TENSÃOParte de uma Rede de Distribuição que alimenta transformadores de distribuição e/oupontos de entrega sob a mesma tensão primária nominal. Também denominada redeprimária.SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃOÉ a parte do sistema de potência destinado ao transporte de energia elétrica, em médiaou baixa tensão a partir do barramento secundário de uma subestação (onde termina atransmissão ou sub-transmissão), até os pontos de consumo.SOBRECARGA 12
  13. 13. Incremento de carga adicional sobre o valor nominal, que pode ser imposto a umdeterminado equipamento ou circuito.TRONCO ALIMENTADORComponente de um Alimentador de Distribuição que transporta a parcela principal dacarga total.UNIDADE CONSUMIDORAConjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo recebimento deenergia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada ecorrespondente a um único consumidor.VIA PÚBLICAVia de livre acesso para circulação. Nas áreas urbanas compreende a calçada ou passeioe a parte destinada a circulação de veículos. Nas áreas rurais compreende as rodovias,estradas e caminhos. 13
  14. 14. 3. Estruturas de redes de distribuiçãoAs três principais e mais conhecidas estruturas de qualquer rede de energia elétrica sãoos postes, isoladores e os condutores. Os postes servem para dar sustentação à rede elogicamente mantê-la distante da terra. Já os isoladores impedem que os condutores queos postes sustentam entrem em contato com eles impedindo que a energia elétricatransmitida “vaze” para a terra. Existem vários tipos de postes e também de isoladores econdutores de acordo com o uso que eles terão. Por exemplo, um poste mais alto e maisgrosso serve para elevar uma rede a uma altura maior que de um poste menos alto efino, como na travessia de uma estrada.3.1 PostesOs postes são classificados ou nomeados de acordo com sua capacidade e altura,também podem ser fabricados de diversos materiais, os mais comuns são madeira econcreto. Na Coelce os postes a serem utilizados em redes de distribuição são deconcreto armado do tipo duplo “T”.Na tabela abaixo nós temos os principais utilizados pela concessionária aqui do Ceará: 14
  15. 15. Tabela 1 – Postes duplo “T” padronizados e sua utilizaçãoO esforço de cada poste é indicado em daN, que é uma unidade de força, mas podemuito facilmente ser entendido como kg. Por exemplo: 15
  16. 16. 1) O projetista de uma rede elétrica calculou que a implantação de um poste emdeterminado ponto deveria ser do tipo 600/12. O que isso significa?Significa que o projetista solicitou um poste com 12m de altura e que suporta umesforço de 600 kg (ou 600daN) para aquele local.De acordo com a tabela acima podemos então fazer uma lista de postes disponíveis paraserem utilizados pelos projetistas: 150/9, 300/9, 600/9, 150/10,5, 300/10,5, 600/10,5,1000/10,5, 2000/10,5, 300/12, 600/12, 1000/12, 2000/12, 3000/12. Na tabela 7 maisadiante podemos identificar melhor como são dimensionados os esforços dos postes.Existem também nas redes mais antigas postes que não estão listados acima por já nãoserem utilizados pela empresa, como por exemplo, o 150/10 e 300/11, ou seja, postes de10m e 11m, que são postes fora de padrão.As duas faces lisas do poste são os lados de maior esforço e as duas faces vazadas sãoos lados de menor esforço. Os vasos recebem o nome de gavetas.EngastamentoO engastamento é a profundidade de instalação do poste, ou seja, a profundidade doburaco onde o poste será instalado. O comprimento do buraco dependerá do tamanho doposte, quanto maior o poste mais profundo será o buraco, e quanto maior o esforço doposte, mais largo será o buraco, pois logicamente será um poste mais grosso.Para se calcular esta profundidade deve-se multiplicar a altura do poste por 0,1 e depoissomar 0,6m (ou 60cm), ou seja:E=0,1xL + 0,6mOnde:E profundidade do buraco;L altura do poste.Há ainda uma regra que diz que o engastamento (profundidade) de um poste deve ser deno mínimo um metro e meio (1,5m). 16
  17. 17. Ilustração 5 - Exemplo de engastamento (a) e modelo de identificação de poste duplo “T”Exemplo:1) Com qual profundidade deve ser escavado o buraco para implantação de um poste300/10,5?Neste caso L=10,5m, portanto:E=0,1x10,5 + 0,6E=1,05 + 0,6E=1,65mOu seja, deverá se escavar um buraco com um metro e sessenta e cinco centímetros deprofundidade.Respeitada a profundidade do buraco, este também deverá ter dimensões corretas delargura e comprimento, que são indicadas na tabela abaixo: 17
  18. 18. Tabela 2 – Dimensões de escavações de postes.3.2 IsoladoresTodo material apresenta uma capacidade de conduzir corrente elétrica. Dependendo domaterial, esta capacidade pode ser muito grande ou muito pequena. Os materiais quetêm pouca capacidade de conduzir corrente elétrica são os isolantes, e os que têm altacapacidade são os condutores.Os isoladores são fabricados com materiais isolantes e podem ser divididos de acordocom: • A capacidade de isolamento; • O tipo de material isolante; • O formato do isolador.Nas redes de distribuição da Coelce os condutores trabalham em tensões entre220V/380V (para redes de BT) e 15000V (ou 15kV – para redes de MT) e os isoladoresdevem ter, para MT, um nível de isolamento de 95kV.3.2.1 Isoladores de BTIsolador CastanhaIsolador mais utilizado em ramais de ligação ou em estais onde os condutores sãoligados na extremidade dos mesmos. 18
  19. 19. Imagem 10 – Isolador castanhaIsolador Roldana ou EstriboComo o próprio nome diz, tem forma de roldana com um furo axial onde é fixado emuma armação. Comumente também chamado de estribo.Imagem 11 – Isolador Roldana e isolador roldana em armação.3.2.2 Isoladores de MTIsolador de PinoIsolador projetado para ser instalado rigidamente em um pino que penetra o seu corpoisolante. 19
  20. 20. Imagem 12 – Isolador de Pino e Isolador de Pino com o pino.Isolador de DiscoIsolador de cadeia em forma de disco com ferragens em suas extremidades.Imagem 13 – Isolador de Disco e Isoladores de Disco em cadeia.Isolador poliméricoSão isoladores fabricados com compostos poliméricos e podem ser utilizados tantocomo isoladores de pino quanto como de discos, de acordo com o seu formato.Imagem 14 – Isolador de Pino Polimérico e Isolador de “disco” Polimérico.3.3 CondutoresÉ o principal e mais importante componente em uma rede de distribuição, pois sãoresponsáveis por “conduzir” a energia elétrica. São utilizados condutores de alumínioonde não há corrosão salina (interior do estado) e condutores de cobre onde a corrosão émais severa (região litorânea do estado).No interior do estado os cabos a serem utilizados em MT são os de alumínio com almade aço (CAA) e podem ter as seguintes características: 20
  21. 21. Tabela 3 – Características dos Cabos de Alumínio com Alma de Aço – CAA.Onde a corrosão salina é maior os condutores e serem utilizados na MT são:Tabela 4 – Características dos Cabos de Cobre Nu – CCN.Já para a BT onda não há influência do mar, no interior, os condutores a seremutilizados são cabos pré-reunidos de alumínio com as seguintes características:Tabela 5 – características dos cabos pré-reunidos de alumínio para BT.Onde há corrosão os cabos a serem utilizados são de cobre de acordo com a tabelaabaixo:Tabela 6 – características dos cabos pré-reunidos de cobre para BT. 21
  22. 22. O uso e aplicação de cada um dos condutores acima dependem de cálculos e projetosefetuados por eletrotécnicos e engenheiros que são devidamente expostos nos projetosde construção de rede e seu uso deve ser fielmente seguido.3.4 Outras estruturasAlem das estruturas vistas acima citadas existem mais outras que são utilizadas nasustentação dos condutores entre os postes e isoladores. Há tanto estruturas para aMédia Tensão quanto para a Baixa Tensão. As estruturas utilizadas em MT sãochamadas de estruturas primárias e as utilizadas em BT são as estruturas secundárias.Suas características variam de acordo com a aplicação de cada uma.3.4.1 Estruturas Primárias (de MT)Podem ser estruturas trifásicas, monofásicas ou ainda monofilares (ou MRT –monofásica com retorno por terra). As estruturas trifásicas e monofásicas ainda podemser subdivididas pelos tipos de cruzetas: cruzeta normal (N); cruzeta meio-beco (M);cruzeta beco (B). Já as monofilares não apresentam necessidade de cruzetas e sãodesignadas pela letra “U”.Devido a diversidade de estruturas foram formados códigos para melhorar suaidentificação de acordo com o explicado abaixo:a) primeira letra N – estrutura com cruzeta normal M – estrutura com cruzeta meio-beco B – estrutura com cruzeta becob) segunda letra M – indica estruturas monofásicasc) últimas letras da estrutura CF – estruturas com chaves fusíveis CS – estruturas com chaves seccionadoras PR – estruturas com para-raio TM – transformadores monofásicos TMB – transformadores monobuchas (MRT) TT – transformadores trifásicosd) estruturas especiais RE1 – rural especial em um poste RE2 – rural especial em dois postesExemplo de nomenclatura:A seguir a simbologia básica das estruturas com cruzetas: 22
  23. 23. Ilustração 6 – Estruturas Monofásicas (onde a segunda letra “M” indica que a rede é monofásica). 23
  24. 24. Ilustração 7 – Estruturas Trifásicas.Note que a diferença entre as cruzetas está exatamente no local onde as mesmas sãoafixadas no poste, e estas características são aproveitas para diferentes situações.Cada estrutura (N1, N2, N3, N4, etc.) suporta um ângulo e um vão de cabo de acordocom sua construção que são identificadas na tabela abaixo. 24
  25. 25. Tabela 7 – Dimensionamento de postes e estruturas para rede de distribuição rural.Da tabela acima podemos concluir, por exemplo, que construindo uma rede de MTtrifásica onde seja necessário fazer um ângulo de 20º devemos utilizar uma estrutura dotipo N2, que suporta um vão máximo de 200m desde que seja utilizado um poste comesforço de 300daN e mais um estai.As estruturas monofilares, ou MRT, são um caso a parte e têm um padrão de estruturasúnico. Sua principal característica é que é composto de apenas um fio, e por isso nãonecessita de cruzetas. As principais são expostas a seguir: 25
  26. 26. Tangente U1Pequena deflexão U2Ancoragem U3Grande deflexão U3.3Encabeçamento U4Ilustração 8 – Principais estruturas MRT.3.4.2 Estruturas Secundárias (de BT)Estas estruturas sustentam os condutores que saem dos transformadores e são levadosaté nossas casas e são constituídas por isoladores e armações que os sustentam, além decaixas de proteção e distribuição, alças e laços, etc. 26
  27. 27. As estruturas compostas de isoladores são nomeadas iniciando com a letra “S”indicando secundário, depois um número que indica a quantidade de isoladores roldanaque existe na armação, e por ultimo uma letra que indica o tipo de parafuso quesustentará esta armação no poste. Por exemplo, na imagem 09 podemos ver em umposte além de uma estrutura de MT do tipo N1 também uma estrutura de BT do tipoS5N, ou seja, uma estrutura secundária com cinco estribos (isoladores roldana) e comum parafuso do tipo N.Para os parafusos temos as seguintes letras que os identificam: N – parafuso de 200mm (ou 20cm); A – parafuso de 250mm (ou 25cm); B – parafuso de 300mm (ou 30cm); C – estrutura complementar sem parafuso.Imagem 15 – Parafusos de 200, 250 e 300mm.Há também as caixas de derivação que servem para ligação de ramais de ligação etambém são identificadas por CXDM para caixas de derivação monofásicas e CXDTpara caixas trifásicas.Imagem 16 – Aplicação de uma CXDM – Caixa de derivação monofásica.Estruturas como estas levam outros pequenos materiais, como alças, laços e conectores,que podem ser consultados no final deste trabalho onde são listados detalhadamente. 27
  28. 28. Imagem 17 – Alça e laço em detalhe. Conector tipo cunha utilizado em cabos não isolados.1) Por exemplo, vamos identificar as estruturas existentes na ilustração abaixo.Imagem 18 – Estrutura de BT e MT.De cima pra baixo podemos identificar uma estrutura de MT do tipo N4 com pára-raios,portanto uma N4PR, já na BT temos quatro estribos armados de um lado do poste eaproveitando os parafusos desta armação mais dois estribos do outro lado do poste, logoteremos uma S4, provavelmente com parafusos de 250mm, portanto S4A, e uma S2 semparafusos, ou seja uma S2C, além de uma CXDT logo abaixo. Poderíamos tambémidentificar as duas luminárias no poste com as letras IP (de iluminação pública). Oposte, apesar de não poder se identificar na imagem é provavelmente um 300/10,5.Teríamos então a seguinte estrutura: 300/10,5 N4PR S4A S2C CXDT IP 28
  29. 29. 4. Equipamentos de redes de distribuiçãoAlém das estruturas vistas nos tópicos anteriores outros dispositivos também têm suaimportância nas redes de distribuição e não poderiam passar em branco neste estudo.Dentre muitos dos equipamentos utilizados abordaremos os mais utilizados nasextensões de redes que são os transformadores, as chaves fusíveis e seccionadoras e ospára-raios. Há ainda os equipamentos especiais, como banco de reguladores ecapacitores, mas não será objeto do nosso estudo. Será apenas uma abordagemsuperficial.4.1 TransformadoresTransformam MT em BT, reduzindo o nível de tensão de 13800V para 380/220V e sãoum dos principais equipamentos na transmissão e distribuição de energia elétrica.Existem muitos tipos de transformadores, mas os utilizados na distribuição de energiasão denominados de transformadores de potência e podem ser trifásicos oumonofásicos, e há também os MRT’s ou monobuchas. A seguir exemplos de cada um.Transformadores Trifásicos 29
  30. 30. Imagem 19 – Transformadores trifásicos.Transformadores Monofásicos 30
  31. 31. Imagem 20 – Transformadores monofásicos.Transformadores MRT 31
  32. 32. Imagem 21 – Transformadores MRT.4.2 Chave FusívelSão dispositivos que permitem proteger a rede e seus equipamentos de altas correntes,rompendo um fusível quando esta corrente a percorre e fazendo com que a chave abrainterrompendo a circulação da corrente.Imagem 22 – Chave Fusível. 32
  33. 33. 4.3 Chave SeccionadoraEste equipamento é utilizado para desligar e manobrar a rede permitindo quedeterminados trechos sejam desligados.Imagem 23 – Chave Seccionadora.4.4 Pára-raiosProtegem as redes de surtos de tensões causados por descargas atmosféricas (raios), oumesmo de manobras realizadas na rede, limitando os níveis de tensão aos suportáveispela rede. São instalados geralmente em transformadores e outros equipamentos.Imagem 24 – Para-raio do tipo polimérico. 33
  34. 34. 5. Construção de Redes de DistribuiçãoTomando conhecimento dos principais equipamentos, estruturas, terminologias e tiposde redes de distribuição passaremos agora a conhecer os procedimentos para execuçãoda construção de redes de distribuição.Esta é uma atividade que envolve muitos riscos, pois lida com um componente“invisível” que é a eletricidade, bem como com alturas elevadas e materiais pesados,tornando indispensáveis materiais de segurança bem como ferramentas adequadas,pessoal treinado e capacitado para seguir todos os procedimentos.5.1 Materiais de SegurançaOs materiais de segurança protegem o pessoal envolvido na construção de redes dosriscos aos quais estão submetidos. Os principais são listados abaixo:Botas de segurançaImagem 25 – Botas de segurança. A primeira sem condições de uso por estar rasgada.As botas protegem os pés de objetos e também de tensões de até 1000V.Botas de borrachaImagem 26 – Bota de borracha.As botas de borracha devem proteger os pés em ambientes alagadiços.Capa de chuvaProtegem o trabalhador nos dias chuvosos.Capacete aba total 34
  35. 35. Imagem 27 – Capacete aba total com suspensão e jugular.Protege a cabeça contra impactos acidentais e contatos acidentais de até 1000V.Kit “EPI” (cinturão/talabarte/trava-quedas)Consiste no kit individual para eletricistas que escalem o topo do poste protegendo-o dequedas, deslizes, etc.O cinturão é tipo pára-quedista, o talabarte envolve a cintura do escalador e a trava-quedas é ligada a uma linha de vida que impede a queda.Imagem 28 – Exemplo de aplicação do Kit “EPI”.Imagem 29 – Trava-quedas que é ligada á linha de vida. 35
  36. 36. Imagem 30 – Talabarte.Imagem 31 – Cinturão pára-quedista.Kit “EPC” (Linha de vida/fita-poste/agulhão/ICC)São dispositivos utilizados para escalação do poste.Imagem 32 – Linha de vida e fita-poste. 36
  37. 37. Imagem 33 – Agulhão e ICC.Espora para poste de concreto duplo “T”Auxiliam o eletricista na escalada do poste quando não é obrigatório o uso de escadas.Imagem 34 – Esporas.Fardamento retarda-chamaProtege o eletricista contra os efeitos do arco-elétrico.Imagem 35 – Fardamento retarda-chama.Luvas isolantes de borrachaDeve constar de um par de luvas isolantes Classe 0 que isola a tensões de até 1.000V eoutro par Classe “2” que isola tensões de até 17.000V. São utilizadas quando do contatocom a rede elétrica energizada ou não. 37
  38. 38. Imagem 36 – Luva isolante de BT (tarja vermelha).Imagem 37 – Luva isolante de MT (tarja amarela).Estas luvas só podem ser utilizadas com luvas de cobertura que as protegem dedesgastes, mantendo assim a sua segurança e qualidade.Luvas de vaquetaProtegem a mão contra farpas, terra, esforços e etc. para uso geral.Imagem 38 – Luvas de vaqueta.Mangas de borrachaProtegem os ombros e braços do eletricista contra contatos em redes energizadas em até1.000V. 38
  39. 39. Imagem 39 – Mangas de borracha.Protetor facial e óculos de proteçãoProtegem os olhos e face do eletricista contra fragmentos e outros que possam ocasionaracidente a esta região do corpo.Imagem 40 – Protetor facial e óculos de proteção.Cones para sinalizaçãoDelimitam e sinalizam a área de trabalho impedindo que terceiros transitem por ela.Imagem 41 – Exemplo de aplicação dos cones.Conjuntos de aterramentoSão utilizados para aterrarem redes desenergizadas para que em uma energizaçãoacidental a corrente elétrica não circule pelas pessoas que estejam em contato com arede e escoe para a terra. Há o específico de BT e o de MT. 39
  40. 40. Imagem 42 – Conjunto de aterramento e BT e conjunto de aterramento de MT.Detectores de tensãoQuando da desenergização da rede são utilizados para detectar a ausência de tensão.Caso ainda exista energia na rede este detector alarma indicando.Imagem 43 – Detector de tensão de MTImagem 44 – Detector de tensão de BT 40
  41. 41. Imagem 45 – Detector de tensão para residênciasEstojo de primeiro socorrosDeve conter todo o material necessário para prestação de primeiros socorros em caso deacidentes.Imagem 46 – Kit primeiros socorros5.2 Ferramentas e EquipamentosConheceremos agora os principais equipamentos e ferramentas utilizadas na construçãode redes assim como a aplicabilidade e correta utilização dos mesmos.Alicate universal isolado para 1000 Volts: amarrações e cortar condutores;Imagem 47 – Alicate universal com cabo isolado.Capacete aba total: proteger a cabeça contra impactos e agentes agressivos;Canivete: retirar isolamento dos condutores ou cortes eventuais;Chave de fenda: apertar e desapertar parafusos dotados de fenda; 41
  42. 42. Imagem 48 – Jogo chave de fenda com cabo isolado.Caixa de ferramentas: acondicionar para transporte as ferramentas de turma;Chave inglesa 300 mm, ajustável: apertar e desapertar parafusos e porcas de váriasbitolas;Imagem 49 – Chave inglesa com cabo isolado.Óculos de segurança: proteger os olhos;Garra para escalar poste duplo – T: escalar poste duplo T;Gancho para içar ferramentas: içar ferramentas com cordas;Maleta de couro p/ ferramentas: acondicionar e transportar ferramentas;Marreta: cravar peças, quebrar calçadas;Luva protetora: proteger a luva isolante, contra possíveis perfurações ou cortes;Alavanca de aço sextavada: deslocar peças e escavação do solo;Alicate de compressão mecânica: efetuar compressão mecânica de luva de emenda econectores;Arco de serra ajustável: serrar peças metálicas;Bolsa para luva de borracha: acondicionar e proteger luvas isolantes;Bastão universal com acessórios (vara de manobra): executar manobras,desligamentos, e troca de fusíveis em redes aéreas de distribuição;Conjunto de Aterramento temporário: proteger contra choques elétricos acidentaisnos trabalhos em redes desenergizadas;Chave de boca combinada: apertar e desapertar porcas e parafusos de cabeça quadradaou sextavada;Imagem 50 - Jogo de chaves de boca e de roda com cabos isolados.Chave de grifo: apertar e desapertar canos, eletrodutos e outras peças cilíndricas;Cavadeira: abrir cavas em terrenos normais; 42
  43. 43. Imagem 51 – Cavadeira.Caixa de primeiros socorros: acondicionar medicamentos;Cone de sinalização: orientar e dirigir o tráfego;Detector de tensão: testar a linha quanto a sua energização;Dinamômetro: medir tração de cabos em montagens de rede;Enxada: capinar, mexer argamassa, remover terras, etc;Esticador: prender condutor/cabo para tracionamento;Imagem 52 – Esticador mordente ligado a moitão.Escada extensível: executar serviços até o topo do poste;Imagem 53 – Escada dupla extensível.Facão: abrir picadas e limpar faixas;Foice: cortar vegetação rasteira;Fita para levantar poste: levantar poste;Gancho para virar poste: girar poste para posição adequada;Luva de borracha classe 2: proteger as mãos e parte do antebraço contra choqueselétricos até tensões de 20 KV;Machado: cortar tora de madeira, desmatamento;Moitão com corda: tracionar condutores e estais;Medidor de resistência de terra: medir a resistência de terra; 43
  44. 44. Martelo unha: bater, quebrar e, especialmente cravar pregos;Pá manual: cavar terrenos macios e remover terra;Picareta: escavar terra, arrancar pedras, etc;Prumo: colocar peças e postes na posição vertical;Placa de sinalização: “NÃO OPERE ESTE EQUIPAMENTO”: sinalizar equipamentocom operação temporariamente interditada;Roldana para lançamento de condutor: auxiliar, suportar e proteger condutoresfacilitando o deslocamento dos mesmos, durante o lançamento;Malho: compactar terreno (socador);Sacola para acondicionamento de bastão universal: acondicionar e proteger o bastãouniversal (vara de manobra);Talhadeira: cortar pequenas peças de aço;Tesourão: cortar cabos;Imagem 54 – Tesourão.Trena fibra de vidro: medir vãos de rede;Talha tipo tifór: levantar e deslocar cargas e nivelamento de condutores;Talha de catraca/corrente: para tencionamento de cabos de aço;Bainha para alicate: acondicionar, proteger e transportar alicate;Calça conforme especificação Coelce em vigor: peça do uniforme;Camisa conforme especificação Coelce em vigor: peça do uniforme;Calçado de segurança: proteger os pés e as pernas;Cinto de segurança com talabarte: fixar o eletricista no poste, com segurança,evitando quedas;Luva de proteção de raspa: possibilitar o trabalho de operação de redesdesenergizadas;Sacola para içamento: içar, arriar ferramentas e peças de pequeno porte;Corda de sisal ou nylon: puxar condutores, içar/arriar ferramentas e materiais;Bandeirola de sinalização: sinalizar locais de trabalho;Garrafa térmica para 5 litros: acondicionamento de água para beber;Lâmina de arco de serra: componente do arco de serra e serve para serrar peçasmetálicas;Prancha de madeira: proteger a parede da cava no levantamento manual de poste;Encerado lonado: proteger materiais e equipamentos do sol, vento e chuva;Cepo de madeira: apoiar o pé do guindauto;Alicate bomba d’água: Aplicação do conector tipo cunha; 44
  45. 45. Imagem 55 - Alicate bomba d’água.Extrator de conector tipo cunha: Utilizado para retirar conector;Alicate Volt-amperímetro: Utilizado para efetuar leituras de corrente e tensão nosequipamentos;Imagem 56 – Alicate volt-amperímetro.Tripé: Auxiliar no fincamento de postes em terreno de difícil acesso;Loadbuster: Equipamento de extinção de arco elétrico durante a operação de aberturasde chaves com carga;Imagem 57 – Load-Buster. 45
  46. 46. Ferramenta ampact (pistola): Utilizada para instalação e retirada de conector tipocunha.Imagem 58 – Ferramenta ampactManga de borracha: Proteção do braço e antebraço contra choque Elétrico;Termômetro: Para medir temperatura ambiente no ato do tencionamento do condutor;GPS: Levantamento de coordenadas Geo-referenciadas;5.3 Recomendações sobre cuidados dos equipamentosAs ferramentas utilizadas para Construção de Redes de distribuição devem ser mantidasem perfeitas condições de uso, ou seja, limpas, lubrificadas e afiadas;As luvas de borracha deverão ser lavadas após execução dos serviços diários, com águae sabão neutro, secar a sombra e receber aplicação de talco industrial;Os medidores de resistência de terra e dinamômetro devem estar sempre aferidos;Os conjuntos de aterramento temporário devem ser freqüentemente inspecionados;Os detectores de tensão deverão ser testados obrigatoriamente antes de sua utilização;Load-buster deverá ser acondicionado em maleta apropriada, e inspecionadoperiodicamente, de conformidade com o estabelecido pelo fabricante. (Deverá sersempre acompanhado de um registro do número de operações);5.4 Turmas e equipes de construçãoAs turmas de construção devem ser formadas de no mínimo dois componentes nãotendo um limite máximo de componentes, no entanto para as construções de redes daCoelce geralmente se usam turmas de sete pessoas. O serviço que estas turmas podemexecutar dependem da quantidade e diversidade de componentes das mesmas.5.4.1 Turma de duas pessoasComposição:01 motorista / eletricista01 eletricista Viatura:Pick-up de cabine simples equipada com porta-escada ou escada extensível ou cestaaéreaServiços que poderão ser executados: 46
  47. 47. Instalação de luminárias com braço curto (Equipe com treinamento também em PEX-06)Instalação de cobertura em cabos de BT (Rede Desenergizada)Fechamento de jumps de BT e MTInstalações de medidores e ramais de ligação (Obras Luz Para Todos)Instalações internas nas residências (Obras Luz Para Todos)Troca de medição de monofásica para trifásica (Rede Desenergizada)Instalação de caixa de derivação5.4.2 Turma de quatro pessoasComposição01 motorista / eletricista;01 eletricista;01 auxiliar de serviço;01 chefe de turma.ViaturaPick-up ou F- 4000 de cabine dupla equipada com porta escadaServiços que poderão ser executados:Troca de cruzetas de MT;Instalação de cobertura em cabos de MT;Interligação de obras de MT ou BT;Ampliação ou substituição de fases de MT ou BT de até três vãos;Instalação ou substituição de transformador (*) – Equipe com treinamento também emPEX-10;Instalação de luminárias com braço longo (*) – Equipe com treinamento também emPEX-06;Interligação de obras com implantação ou substituição de poste (*);Construção de obra de MT ou BT de até três postes (*);Instalação de equipamentos tipo: banco de capacitores, seccionador ou religador (*);Instalação de chaves fusíveis e seccionadoras.5.4.3 Turma de sete pessoasComposição01 motorista / operador de guindauto02 eletricistas02 montadores01 auxiliar de serviço01 chefe de turmaViaturaCaminhão de cabine dupla, equipado com guindauto de capacidade de no mínimo seistoneladas, ou caminhão de cabine simples equipado com guindauto de no mínimo seistoneladas e de um veículo de apoio (carro ou pick-up de cabine dupla), para o transportedo pessoal.Serviços que poderão ser executadosOs demais serviçosFardamento retardante a chama* Os serviços indicados em (*) somente poderão ser realizados com o auxílio de uma equipe deapoio composta de um motorista / operador de guindauto e dois auxiliares de serviço, tendocomo viatura um caminhão de cabine simples equipado com guindauto de no mínimo seistoneladas de capacidade. 47
  48. 48. Os montadores e auxiliares não podem executar serviços de construção ou reforma darede elétrica dentro da zona controlada ou em partes do sistema elétrico compossibilidade de energização acidental, portanto, estão dispensados do uso dofardamento retardante a chama.5.5 Passos para execução de construção de redesOs principais passos a serem seguidos na construção de redes são os seguintes: Interpretação do Projeto; Planejamento de Execução de Obras; Transporte de Equipamentos e Materiais; Transporte de Pessoal; Posicionamento do Veículo na Área de Trabalho; Sinalização da Área de Trabalho; Locação de RDU; Locação de RDR; Abertura de cavas; Distribuição de postes; Fincamento de postes e montagem de estruturas; Estaiamento; Lançamento, Nivelamento, Tencionamento e Conexão de condutores; Instalação de equipamentos; Aterramentos; Revisão de rede; Desligamento e Religamento; Interligação da rede; Devolução de materiais.5.6 As cinco Regras de OuroPara que sejam executados trabalhos em redes elétricas desenergizadas deve-se semprese adotar as denominadas “Cinco Regras de Ouro”, as quais devem ser seguidas naseguinte ordem:Primeira Regra de Ouro:Identificar a instalação na qual se vai trabalhar e abrir com corte visível todas aspossíveis fontes de tensão através de dispositivos de corte efetivo.Segunda Regra de Ouro:Realizar sempre que possível o bloqueio dos equipamentos de abertura dos circuitos einstalar obrigatoriamente a sinalização de “ATENÇÃO – Não Opere este Equipamento”em local bem visível e junto a estes dispositivos.Terceira Regra de Ouro:Comprovar a ausência de tensão nos locais de abertura dos circuitos elétricos bem comono local de trabalho, empregando para isto, o detector de tensão adequado para o nívelde tensão nominal de cada circuito. Nota: Antes do uso, testar o funcionamento dodetector de tensão através de seu auto-teste.Quarta Regra de Ouro:Instalar os conjuntos de aterramento temporários quantos forem necessários. Em todainstalação elétrica desenergizada para que sejam realizados quaisquer trabalhos devemser bem definidas as Zonas de Desligamento, Zonas de Proteção e Zonas de Trabalho.Quinta Regra de Ouro: 48
  49. 49. Sinalizar e Delimitar a área de trabalho através de equipamentos apropriados. Sinalizaros dispositivos de corte visível e efetivo que foram abertos através da instalação dePlacas de Advertência “ATENÇÃO – Não Opere este Equipamento” em local bemvisível e junto a estes dispositivos.5.7 Procedimentos de execuçãoQuanto à segurança: Durante o lançamento dos condutores ou tencionamento (com utilização de talha tifor ou corrente, moitão), não é permitido que nenhum membro da turma esteja sobre os postes e/ou cruzetas; No caso de utilização da talha de corrente deverá ser utilizado cesta aérea; É terminantemente proibida a utilização de equipamento mecânico de lançamento de cabos sobre os postes, salvo se este equipamento for devidamente aprovado pela engenharia e segurança da Coelce; O chefe de turma responsável pelo serviço deve orientar o pessoal de suas responsabilidades para o cumprimento das práticas de segurança tanto de natureza técnica como comportamental; Não é permitida a realização de tarefas com a utilização de ferramentas ou equipamentos defeituosos ou fora sua finalidade; Antes de iniciar qualquer serviço o chefe de turma deverá fazer uma programação do trabalho a ser executado, buscando identificar e controlar todos os riscos de possíveis acidentes, inclusive com terceiros; O chefe de turma deverá analisar as condições do local de trabalho, avaliar as situações de risco do local, reunir seu pessoal e explicar as tarefas a ser efetuada e distribuí-las com a equipe, deixando aquelas mais difíceis e mais complexas para aqueles que reunirem melhores condições para executá-las, (conversa ao pé do poste); Durante o estacionamento ou posicionamento da viatura, no local do trabalho, um componente da equipe deverá auxiliar ao motorista até a conclusão total das manobras, inclusive a sinalização e calço das rodas; O chefe de turma deverá orientar o isolamento da área de trabalho, sinalizando-a através de cordas e cones de segurança, não permitindo a presença de terceiros; O chefe de turma deverá supervisionar os materiais, ferramentas e equipamentos necessários à execução dos serviços, verificando as suas condições de uso; O chefe de turma deverá obedecer aos valores de tencionamento dos condutores estabelecidos no projeto, através da utilização do dinamômetro; O chefe de turma deverá lembrar a equipe que durante a execução das tarefas, cada integrante deverá zelar pela segurança de todos, inclusive terceiros; No momento do desligamento, o chefe de turma deverá observar o seguinte: Solicitar autorização ao centro de operações para desligar a rede, após receber autorização, e efetuar a abertura das chaves; Registrar no pedido de desligamento via palmtop o horário do início do desligamento; Após a abertura das chaves fusíveis retirar os seus cartuchos Após a abertura das chaves seccionadoras, colocar invólucros de proteção nas lâminas das chaves; Desconectar todas as gambiarras existentes no trecho da obra em execução; Testar a ausência de tensão na Baixa e na Média Tensão, colocar a placa de advertência, a uma altura mínima de 3,5 m; 49
  50. 50. Fazer aplicação dos conjuntos de aterramento do trecho desenergizado de modo que a área de trabalho fique totalmente protegida; Delimitar e sinalizar a área de trabalho, colocar as placas “NÃO OPERE ESTE EQUIPAMENTO” em todas as chaves de fronteira (ou seja, todas as chaves de encontro de alimentadores que fizer fronteira com a área desligada), que permitam a energização da área desligada, só então a rede pode ser liberada para os serviços; Abrir todas as chaves de trafos ou ramais que ficarem localizadas dentro da área de trabalho, não sendo necessária a retirada dos cartuchos ou colocação de invólucros; Após a conclusão dos trabalhos, o chefe de turma deverá observar o seguinte: Conferir os serviços executados; Comunicar a todos os membros da equipe, que foi iniciado o processo de religação da linha, proibindo qualquer intervenção no circuito em questão; Retirar os aterramentos provisórios e placas de advertência; Recolocar os cartuchos das chaves fusíveis e/ou retirar os invólucros de proteção das lâminas das chaves seccionadoras; Solicitar autorização ao centro de controle para religação da rede, após receber autorização, efetuar o fechamento das chaves; Registrar no pedido de desligamento via palmtop o horário do fim do desligamento; Observar se o sistema foi normalizado, caso não seja identificado nenhuma anomalia, a equipe estará liberada.Quanto a execução de serviços pela equipe: O trabalho deve ser executado com calma, coordenação e habilidade, por elementos treinados e considerados aptos, físico e psicologicamente para a tarefa; A equipe deverá seguir as normas e orientação para o uso dos equipamentos e ferramentas necessárias e verificando o seu estado de conservação; Qualquer imprevisto que exija a alteração da programação deverá ser comunicado de imediato, ao chefe de turma para as devidas providências/soluções; Não permitir o uso de qualquer equipamento ou ferramenta inadequada durante a execução das tarefas; Verificar a existência de cães, cobras, maribondos ou abelhas na área de trabalho e providenciar a retirada por meios mais práticos e seguros; Cada componente da turma deverá inspecionar seu equipamento de proteção individual – EPI, antes do início dos trabalhos; O CHEFE DE TURMA deverá inspecionar e manter seus equipamentos de proteção coletiva EPCs em perfeita condição de uso, inclusive o estojo de primeiros socorros; As viaturas devem ser posicionadas e estacionadas de maneira a oferecer a melhor condição para execução dos serviços. Sempre que possível protegendo a área de trabalho; Após o estacionamento a viatura deverá estar com o freio de mão acionado, as rodas dianteiras direcionadas para a calçada e todas devidamente cepadas; Na execução de qualquer tarefa, deverão ser observadas as condições meteorológicas e tomadas as seguintes decisões: Com tempestade ou chuva forte, a tarefa não deverá ser iniciada e as operações em andamento serão interrompidas ou suspensas; 50
  51. 51.  Com chuva fina ou neblina verificar se esta condição impõe uma situação de risco, caso afirmativo, não iniciar ou paralisar as atividades até que se tenha condição segura para execução do trabalho; Com vento, forte verificar se a situação permite a execução ou continuidade do serviço, caso contrário também paralisar ou suspender os mesmos. 51
  52. 52. 6. BibliografiaCOMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE031 revisãoR03: Rede Primária de Distribuição Aérea de Energia Elétrica Urbana e Rural. 2004COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE035 revisãoR00: Rede Primária de Distribuição Aérea Rural Monofilar. 2008COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE038 revisãoR01: Rede Secundária de Distribuição Aérea 380/220V. 2005COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Procedimento de Execução PEX014revisão R16: Construção de Redes Aéreas de MT e BT Desenergizadas. 2008COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Procedimento de Segurança doTrabalho PRST004 revisão R10: Procedimento de Segurança do Trabalho paraServiços Elétricos. 2010 52
  53. 53. 6. BibliografiaCOMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE031 revisãoR03: Rede Primária de Distribuição Aérea de Energia Elétrica Urbana e Rural. 2004COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE035 revisãoR00: Rede Primária de Distribuição Aérea Rural Monofilar. 2008COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE038 revisãoR01: Rede Secundária de Distribuição Aérea 380/220V. 2005COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Procedimento de Execução PEX014revisão R16: Construção de Redes Aéreas de MT e BT Desenergizadas. 2008COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Procedimento de Segurança doTrabalho PRST004 revisão R10: Procedimento de Segurança do Trabalho paraServiços Elétricos. 2010 52
  54. 54. 6. BibliografiaCOMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE031 revisãoR03: Rede Primária de Distribuição Aérea de Energia Elétrica Urbana e Rural. 2004COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE035 revisãoR00: Rede Primária de Distribuição Aérea Rural Monofilar. 2008COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Padrão de estrutura PE038 revisãoR01: Rede Secundária de Distribuição Aérea 380/220V. 2005COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Procedimento de Execução PEX014revisão R16: Construção de Redes Aéreas de MT e BT Desenergizadas. 2008COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ. Procedimento de Segurança doTrabalho PRST004 revisão R10: Procedimento de Segurança do Trabalho paraServiços Elétricos. 2010 52

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