5º artigo a evolução da logística

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5º artigo a evolução da logística

  1. 1. A evolução da LogísticaFrancisco Marcio, 30 de março de 2011As organizações enfrentam hoje uma dura realidade, a competitividade de maneira feroze implacável. Especialistas apontam que os produtos comercializados são de poucadiferenciação entre eles isso graças à capacidade produtiva e aos ciclos de vida dessesprodutos cada vez mais curtos, tamanha semelhança as obrigam a criarem diferenciaiscompetitivos no campo das operações logísticas, pois na outra ponta esta o cliente cadavez mais exigente e ciente do seu reinado.Mas como se diferenciar dos demais concorrentes a partir da oferta de semelhantesprodutos? Essa pergunta tem sido constantemente levantada por elas e na busca porrespostas ficou evidente quais eram os reais desafios a serem vencidos, porém ainda quefiquem claro os recursos disponíveis nunca são suficientes para suprir toda e qualquerexpectativa.De tanto buscarem alternativas encontraram na crescente e evolutiva logística a saídaracional para continuarem competitivas e mais ainda em constante crescimento, só quepara isso foi preciso assim como a logística amadurecer a ponto de continuaremofertando seus produtos a um público mais e mais exigente.O entendimento de que as operações logísticas podem elevar essas organizações acondição de empresas de sucesso fez da logística o tema central a ser observado portodas.A logística ocupa hoje lugar de destaque na administração moderna e é atribuído a ela osucesso ou insucesso de muitas organizações, com operações eficientes é possíveltornar-se competitiva num cenário onde a abertura de mercado elevou a concorrência aníveis antes inimagináveis e tem imposto enormes desafios a essas organizações, mas alogística veio com modelos de gestão que possibilitam harmonizar os processosracionalizando de forma que questões relacionadas a custos fossem amenizadas etransformadas em ganhos.Num passado recente à logística não era dado a devida importância, considerada
  2. 2. simplesmente como atividade de apoio, consumidora de recursos quando nãomeramente transporte, pouco se investia em tecnologia e pessoal especializado apreocupação estava direcionada a outras questões e atender essas necessidades tomavama atenção e tempo dos gestores, mas hoje se vêem numa situação onde é imperativoinvestir recursos nesta área ainda mais quando perceberam a grande vantagem dealgumas organizações que administrando operações logísticas tornaram-se maiseficientes e conquistaram mercado.Com isso a logística ganhou de vez espaço das organizações e passou a fazer parte dasestratégias de mercado com foco em operações eficientes e responsivas.Reconhecidamente a logística ocupa hoje um importante lugar dentro das organizaçõese esse tal reconhecimento se dá devido à constante evolução que esta área tem sofridoao longo de aproximadamente 06 décadas e não sozinha tenha que levar o mérito, pois aprópria dinâmica do mercado fez com que essa evolução acontecesse. Mesmo assimainda hoje para muitas ela esta associada meramente a transporte de cargas e pareceabsurdo que se pense assim, mas há empresas que não se modernizaram e continuamatuando nos moldes de décadas atrás, as vezes por falta de recursos ou até mesmo pelavisão míope de seus controladores.Mas não dá para supor o descaso para essa questão uma vez que a logística esta emconstante evolução, questões estratégicas permeiam o ambiente corporativo e a escassezde recursos os desafia a encontrarem soluções para seus problemas por que logísticaenvolve muito mais que apenas distribuir ela está diretamente ligada a toda organizaçãoe pode ser definida como a junção de quatro atividades básicas: as de aquisição,movimentação, armazenagem e entrega de produtos.Logística envolve toda a organização e trata da perfeita sincronização entre os elos queenvolvem os processos de aquisição de matérias primas, transformação na unidadefabril, armazenagem tanto de produtos em fabrico como acabados e entrega do produtoacabado ao cliente final, tudo isso levando em consideração o transporte de um ponto aoutro e a troca de informações.Percebe-se que as organizações de hoje ou se preocupam com a administração logísticaou então transferem a responsabilidade para terceiros é a saída única para asobrevivência. Quando se fala em envolver toda uma organização é isso que sepropõem, essas atividades isoladas não possibilitam um sincronismo entre as funções demanufatura, marketing e para tal é imperativo que o planejamento logístico estejaintimamente relacionado com as funções adjacentes por isso a importância doplanejamento e a prática logística.Outro fator importante é que a logística utiliza a tecnologia a seu favor lançando mão desistemas sofisticados buscando atender a demanda de mercado de uma forma eficientemesmo tendo de contar com certas limitações impostas a todo o momento a sua
  3. 3. capacidade de resposta no modelo proposto pela logística possibilita essa troca deinformações agilizando as operações.Mesmo tendo superado alguns obstáculos ela ainda segue em pleno desenvolvimento econtinua sendo desafiada a buscar superar os desafios que se apresentam, prazos cadavez mais apertados é um desses ainda que a capacidade de resposta seja superior dasanteriores as operações logísticas de hoje se tornaram muito mais complexas e exigemuito mais coordenação.A evolução se dá inicio com o fim da segunda guerra mundial época que as empresascontavam com uma boa capacidade produtiva e inovadores meios de produção de umlado e do outro se encontravam ociosas por não haver demanda suficiente queabsorvesse a produção dos bens produzidos, a guerra era o grande cliente e sem ela nãohavia mais com quem comercializar, para os as famílias os produtos antes consumidoseram produzidos de forma artesanal e com pouca diferenciação dessa forma a oferta deprodutos aos consumidores comuns não chamava a atenção dos produtores uma vez quetoda atividade produtiva tinha o interesse em suprir somente a demanda por víveres deguerra.Diante desta nova realidade o marketing desses produtos passou a focar nas famíliastidas como padrão da época, pai trabalhando fora, mãe dona de casa e dois filhos emidade escolar e introduziu no mercado diversos produtos despertando a atenção e ointeresse desses potenciais consumidores, o crescente número de produtos e suasvariedades proporcionaram aos clientes opções antes inexistentes e/ou inacessíveis essaintrodução transformou de vez as relações cliente varejista da época que passaram adesejar pelo consumo desses bens o que potencialisou ás indústrias a retomada dacapacidade produtiva e a exploração desse mercado que se apresentava promissor.A partir deste momento as equipes de marketing focaram o consumidor “comum” todaintenção industrial versava para o consumo dos bens pelos civis, esta fase é ponto departida para considerarmos a evolução da logística conforme é explanado por Novaes(“Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição” Ed. Atlas) que destaca aexistência 04 (Quatro) fases importantes nesta evolução.Atuação Segmentada: Primeira FaseAtender os consumidores passou a ser o foco das indústrias por meio de varejistaslocais, a administração desses varejistas constituía em formar estoques elevados modeloque logo se mostrou pouco eficiente, estoques elevados se traduz em custos para suamanutenção e fatalmente são repassados para os clientes no estágio seguinte. Esse foi oprimeiro desafio a ser separado pelas indústrias e varejistas, pois ambos os lados tinham
  4. 4. estoques elevados e a instabilidade da demanda não proporcionava uma análise maisassertiva do comportamento consumidor.Nesta fase as vendas para serem realizadas dependiam de um ponto comercialconvencional, como o estoque era o elemento chave nesses estabelecimentos o vendedortinha conhecimento total da disponibilidade dos produtos e ao efetuar a venda preenchiamanualmente as fichas e encaminhava ao estoque que programava a entrega ao cliente,periodicamente esse estoque era contado e conforme a necessidade era feito um pedidoao fabricante que atendia aos pedidos negociando prazos de entrega e preços. Doisfatores potencializavam esse comportamento do varejista:• A proximidade do público consumidor possibilitava entender o que de fato essesconsumidores desejavam, portanto se o estoque atendia aos desejos previamenteconhecidos.• Pouca variedade de produtos, isso possibilitava ao varejista antever a demanda.Para os varejistas controlar a demanda era mais fácil que para as indústrias que numdado momento atendia os varejistas com pedidos baixos e em outros com pedidos altose para superarem esse desafio buscaram meios de minimizar os elevados custos,contratando, por exemplo: transportadores clandestinos com fretes mais baixos que asempresas do segmento, levando essas empresas a uma guerra por fretes mais baratoscomprometendo a qualidade do serviço prestado, fato este que ainda ocorre comfreqüência entre algumas empresas nos dias atuais.Outra solução encontrada, dessa vez mais racional foi criar lotes econômicos, constituíaem maximizar o carregamento das cargas aproveitando o espaço da melhor formapossível e com isso obter ganhos possibilitando um aumento significativo tanto naqualidade dos serviços, possibilitava a indústria e varejista o trabalho em conjuntomaximizando os ganhos, assim como redução dos custos, dessa forma foi possívelatender da melhor forma os clientes nesta fase esta foi uma considerável evolução.Integração Rígida: Segunda FaseA segunda fase é caracterizada por processos industriais inovadores aplicados aoatendimento da demanda crescente, desta vez com o implemento de novos produtos emcores tamanhos e modelos elevando o interesse dos consumidores pela posse dessesprodutos.Essa variedade trouxe consigo muitas expectativas por parte dos consumidores, o
  5. 5. marketing trabalhou muito nesse sentido buscando entender os anseios dosconsumidores e desenvolvendo novos produtos. A flexibilização nos processosprodutivos sem aumento significativo dos custos que passaram a ser praticados pelasindústrias, o uso ainda que de forma tímida da informática facilitou a eles um maiorcontrole em atender a uma demanda crescente com produtos diferenciados, esse métodoexigiam maior controle dos insumos produtivos a serem utilizados, assim como asentregas que passaram a ser mais dinâmicas e com mais intensidade.Outro fator importante impulsionou essa dinâmica, a concentração de um grandenúmero de pessoas nos grandes centros urbanos vindas de vários cantos do país atrás deoportunidades e de uma vida melhor foi celeiro apropriado para a intensificação docomércio varejista impulsionando a indústria.Tanto a indústria quanto o varejo pareciam ter amadurecido o suficiente para continuarem pleno crescimento, pois agora contavam com processos inovadores e boa capacidadeprodutiva e uma demanda crescente, vinham muito bem quando no inicio de 1970estourou uma crise de proporções globais conhecida como a crise do petróleo, o maiorimpacto dessa crise foi no transporte encarecendo substancialmente o valor do frete e oconseqüente repasse no valor dos produtos, mais uma vez as empresas tinham comodesafio encontrar meios racionais que contornassem essa situação.Para superar esta crise passaram a mesclar modalidades de transportes, trens e aviõesque estavam ociosos passaram a atender nas operações logísticas, uma saída encontradacom louvor pelas empresas, o uso misto destes modais possibilitou uma economiaconsiderável nas operações. Outras técnicas também foram aplicadas como o controledos estoques, previsão de demanda e aplicação dos sistemas MRP e MRP II, passaram afazer parte das organizações, essas técnicas perfeitamente aplicadas trouxeram asempresas muito mais economia e agilidade nas operações.A busca pela racionalização que as empresas nessa fase alcançaram envolvia muito maisque conhecimento, era necessário integrar as áreas envolvidas para que pudessematender a demanda de forma mais eficiente e esta próxima fase ficou conhecida comointegração flexível.Integração Flexível: Terceira FaseEsta fase que data a época de 1980 até os dias atuais, seus conceitos e técnicasferramentais ainda estão sendo implantadas em muitas empresas, caracterizada pelaintegração dinâmica e flexível, vendo as empresas que era necessário que todas as áreasnecessitavam estar em constante troca de informações. Surge então o (EDI “IntercâmbioEletrônico de Dados”) que em síntese significa gerar conhecimento a todas as áreas
  6. 6. envolvidas em um processo potencializando a troca de informações em tempo real,importante evolução que maximizou as operações logísticas.A informática que deu um salto quantitativo e qualitativo a serviço das empresas e atodos que fazem uso desta plataforma possibilitou a troca de informações entre setoresinternos assim como entre parceiros comerciais e clientes externos, sendo possívelconhecer no momento em que acessa através de um Login e Senha as emissões depedidos, os produtos em fabrico, ou o deslocamento dos modais em trânsito.Além dessa preocupação necessária para o processo evolutivo das operações outro fatorimportante passou a preocupar as empresas, preocupações com a satisfação dos clientes,entenderam que agora dotado de informações o cliente passa a ter “controle” definindocomo, quando e de que forma quer ser atendido, enfim, esta fase conta com mais essavariável a ser superada pelas empresas.No Brasil esta fase ainda esta sendo implantada, muitas empresas até desprezamaspectos importantes que caracterizam esta evolução, entre empresas e consumidores háuma constante expectativa pelos serviços prestados.A preocupação em satisfazer os clientes elevou o entendimento entre os parceiros e najunção de interesses a busca pela captação de clientes e maior participação de mercadosurgiram questões de caráter estratégico ficando conhecido como integração entreparceiros.Integração Estratégica: Quarta FaseFase caracterizada fortemente pela atenção voltada à satisfação dos clientes asoperações se tornaram muito mais dinâmicas com recursos tecnológicos de ponta,concorrência acirrada entre empresas pela disputa de mercado, o cliente de agora dotadode informações tem o poder absoluto de decidir pela empresa que melhor atenda a seusinteresses, essa nova ordem transformou drasticamente as relações comerciais entreclientes e empresas.Pensar de forma estratégica atentando para todos os elos envolvidos no processo decomercialização dos produtos e bens, uma vez que os serviços que agregam valor aocliente se tornaram um elemento a mais a ser oferecido, garantias, serviços de pósvendas já não é mais o diferencial passou a ser item obrigatório para as empresasatuantes. Daí o porquê a logística se caracterizar como área responsável por manter aempresa com fôlego para enfrentar a concorrência, é preciso que toda a organizaçãoesteja em constante troca de informações tanto interna como com parceiros comerciais,
  7. 7. agora é importante discutir com fornecedores e prestadores de serviços a perfeitasincronia no atendimento a demanda.Nesse panorama novos conceitos vêm surgindo e transformando ainda mais as relaçõescomerciais, quem dita as regras agora são os clientes, a produção em massa emcondições de atender aos pedidos ajustando de forma flexível junto a seus parceiroscomerciais suas linhas de aquisição, transformação e distribuição dos produtos, porémque surge um termo que mais uma vez desafia essas indústrias.PostergaçãoSe antes antevir a demanda era o fator considerado de sucesso hoje ela se estende acontinuação dos processos produtivos eficientes mais com a capacidade responsiva, ouseja, disponível ao menor tempo possível. Os ciclos de pedidos estão mais curtos e paraatender o mais rápido possível a solução encontrada foi produzir até certo ponto eretardar, ou seja, esperar pelo pedido do cliente.Há também o interesse tanto do consumidor como do ofertante em personalizar osprodutos, o cliente almeja adicionar características diferenciais ao produto o outroganhar esse cliente com tais expectativas atendidas e ao mesmo tempo se diferenciardos demais concorrentes.È o que faz a Dell computadores através do seu site, lá o cliente tem a possibilidade demontar seu computador tendo disponível diversas opções de peças, modelos, cores eespecificações técnicas e como é possível através da postergação toda a parte interna éproduzida e armazenada até que receba o pedido do cliente para dar continuidade, agoracom especificações próprias do cliente.Empresas VirtuaisCom o advento da informática e o crescente uso em massa dos computadores pessoais einternet as relações de compra e venda se transformaram a ponto de não maisnecessariamente precisar “convencer” o cliente a comprar seus produtos, agora ele équem decide pela compra e fazendo uso da internet compara diversos atributos taiscomo: especificações técnicas, garantias, serviços de pós venda e até opiniões declientes que já se utilizaram dos serviços desta empresa.Conhecidas como empresas sem fumaça, sites de vendas pela internet, prestação deserviços, consultorias, enfim, tudo o que antes ao varejistas convencionais ofereciamagora são oferecidos por essas empresas virtuias e com uma vantagem o cliente nem
  8. 8. precisa sair de casa recebe na porta, o que mudou com essa nova modalidade? O clienteesta mais próximo e as operações mais dinâmicas e o fator tempo um desfio a sersuparado.A concorrência se intensificou além de processos produtivos alinhados e entrou nocampo das parcerias comerciais e respostas rápidas nas entregas o imperativo é fazertudo isso ser percebido pelo cliente, pois sua satisfação representa o sucesso dessasorganizações. Surge então à necessidade de encurtar os canais eliminando osintermediários, estratégia adotada por várias empresas, quanto mais próximo do clienteem melhores condições estará diante dos concorrentes é preciso estreitar mais ainda asparcerias comerciais assim como esse encurtamento as operações devem ser muitoeficientes e responsivas, pois qualquer erro impacta diretamente na imagem desta.Esse foi e continuará sendo o grande desafio a serem superados, numa escala global ospreços e características dos produtos pelos especialistas é considerado semelhante e ogrande diferencial esta na eficiência das operações logísticas e a oferta de itens que sãopercebidos como vantagem pelos clientes, mas claro sem os onerarem.Logística VerdeO tema sustentabilidade permeia as mídias e todos concordam com o consumoconsciente isso passou a ser discutido nas empresas que atuam no ramo logístico, já sefala em selo verde para um futuro próximo que atestem as operações que respeitam omeio ambiente, por exemplo, empresas especializadas em distribuição são cobradas namanutenção de suas frotas apresentando laudos de inspeção veicular que atestam estardentro dos padrões exigidos.Logística ReversaOutra questão importante é com o descarte do lixo no meio ambiente cada vez maisempresas são pressionadas a assumirem responsabilidades pelo lixo “produzido”, eestão se preocupando em desenvolver meios de retornarem com esses descartes para asempresas, as redes de hipermercados disponibilizam sacolas ecológicas e pontos dedescarte de embalagens recicláveis.È a consciência da sociedade e a necessidade de cuidar do meio ambiente mais umdesafio para essas empresas que somados aos demais faz com que o uso da logística sejaconsiderado cada vez mais importante não só do ponto de vista comercial mais tambémsocial.
  9. 9. SCM Supply Chaim Management "Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos"Tempos atrás quando se falava em empresa seja de que segmento fosse, sabíamos queestavam preocupadas somente com sua atuação no mercado e a busca pelo sucessoorganizacional, na atualidade a realidade é outra, é necessário olhar o outro comoparceiro e almejar crescimento sólido para ambos, há uma dependência mútua e ogerenciamento isolado depõe contra esse crescimento a eficiência nas operaçõeslogísticas envolvem todos os elos da empresa e a informação é um item bastante valiosoque deve ser compartilhado entre os parceiros. Nesta ótica surge um novo conceitochamado (Supply Chaim Management “Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos”).No passado as empresas tinham que estruturar sua própria cadeia e ele próprio cuidavapara que outra unidade fabril lhe servisse de insumos ou componentes para darcontinuidade ao processo de fabricação, deste modo a empresa era verticalizada desde aplantação de algodão até a fabrica de tecidos, era controlada pelo mesmo grupo era oque acontecia com as indústrias Matarazzo por exemplo. Na atualidade entendemoscomo se fosse a mesma configuração, porém com cada unidade controlada por um donoe com a necessidade de se entender como se fosse uma só, cadeia de suprimentos numamaneira simples de se entender nada mais é que o retorno do antigo modelo aplicado asnecessidades atuais.A gestão da cadeia no global pode ser feita por uma só pessoa ou então por uma unidadeprópria, mas a maneira mais utilizada é mesmo a gestão de um profissionalespecializado dentro de cada organização por isso a logística caracteriza-se não somentecomo atividade isolada ela faz parte do todo e tem como objetivo harmonizar todos oselos na cadeia produtiva, atentando para os indicadores que apontam o desempenho detoda a cadeia como fator de sucesso.Dentre vários objetivos de uma cadeia de suprimentos, a principal visa maximizar ovalor global gerado, desta forma a união entre parceiros possibilita coordenar umaoperação onde todos se beneficiam, sendo forte sua atuação no mercado a lucratividadeé dissolvida entre os participantes de modo que cada um se esforça pelo melhordesempenho individual.A logística continua em evolução e a todo o momento surgem novas imposições, essesdesafios continuarão exigindo dos profissionais a busca pela superação, o mercado évolátil e a administração logística permite dar respostas rápidas e corrigir desviosatravés de técnicas e visões cíclicas dos processos.Ainda há muito que fazer e o mais importante é saber que toda e qualquer empresa parase tornar competitiva deve investir em tecnologia e buscar capacitar seus profissionais,
  10. 10. estamos na era da informação e é errado pensar que somente transporte se traduza emlogística, transporte é uma das diversas atividades da logística, troca de informações élogística “de conhecimento”, administração é logística “de direção”, parcerias élogística “de relacionamento e valor agregado”.

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