Curso visitação fraterna

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Curso desenvolvido na XXIV Semana da Fraternidade em Belo Horizonte 2011

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Curso visitação fraterna

  1. 1. CURSO DE VISITAÇÃO FRATERNA
  2. 2. “Nas grandes calamidades, a caridade seemociona e observam-se impulsos generosos, nosentido de reparar os desastres. Mas, a pardesses desastres gerais, há milhares de desastresparticulares, que passam despercebidos: os dosque jazem sobre um grabato sem se queixarem.Esses infortúnios discretos e ocultos são os que averdadeira generosidade sabe descobrir, semesperar que peçam assistência”. (ESE, Cap. XIII, Item 4)
  3. 3. “Sede, portanto, caridosos, não somentedessa caridade que vos leva a tirar do bolso oóbolo que friamente atirais ao que ousa pedir-vos, mas ide ao encontro das misériasocultas” . (São Vicente de Paulo, LE, Questão 888, “a”).
  4. 4. Jesus não passou simplesmente pela Terra.Ele nos legou as marcas inapagáveis do perdão,da compreensão superlativa e do amor às raiasdo infinito! Ele próprio inaugurou a práticasublime de VISITAS AO CORAÇÃO HUMANO e,para tanto, mesmo considerando a exigüidade doseu tempo no mundo, não eximiu de levar oreconforto a lares premidos pelos mais afligentesinfortúnios.
  5. 5. Mateus 8:14-15
  6. 6. Mateus 9:18-25
  7. 7. Mateus 9:19-22
  8. 8. Lucas 7:36-50
  9. 9. Lucas 10:38-42
  10. 10. Lucas 19:1-10
  11. 11. • Também os seguidores de Jesus, aconchegando o Evangelho em seus próprios corações e levando bom ânimo às almas sedentas de afeto e de paz, realizaram, em profusão, muitas visitas fraternas.• Ainda para atestar a vivência do Evangelho, na forma do calor que se leva na visitação fraternal, retornamos aos ambientes do cristianismo primitivo, particularmente na velha Roma, onde Paulo, o apóstolo dos gentios, iria submeter-se ao julgamento de César.
  12. 12. Paulo recebera a prerrogativa da “custódia libera”, isto é,viveria fora do cárcere até o julgamento. Ele deliberou residir comLucas ( este alugou uma singela casa), Aristarco e Timóteo, a quemaconselhou fixarem residência na via Nomentana e procuraremtrabalho para não serem pesados aos irmãos do Caminho”.Contudo, ia diariamente até as grades do calabouço, onde tomava asua ração alimentar. “Aproveitava, então, essas horas deconvivência com os celerados ou com as vítimas da maldade parapregar as verdades confortadoras do Reino, ainda que algemadas.Eram criminosos do Esquilino, bandidos das regiões provincianas,malfeitores da Suburra, servos, ladrões entregues à justiça pelossenhores ... A palavra de Paulo de Tarso atuava como bálsamos desantas consolações”. (Livro “Paulo e Estevão”, psicografia de Francisco Cândido Xavier)
  13. 13. • Na reunião de ectoplasmia do dia 29/09/49, na residência da família Soares, o espírito Scheilla, materializado, destacou alguns irmãos dentre os presentes para deixarem o recinto e fazerem uma visita a certa criatura enferma. A entidade espiritual informou o beneficiário da visitação e o local.• Naqueles tempos idos era inabitual nas casas espíritas, tarefas desse mister. Considere-se que a Doutrina Espírita era pouco difundida no País. A equipe deliberada para realizar a visita imergiu em dúvidas angustiantes pois, ainda que confirmasse o nome e endereço, como abordar desconhecidos com o pressuposto de levar o consolo e a assistência cristã-espírita?
  14. 14. • Para surpresa geral todos os informes foram confirmados e a família do enfermo, estupefata, rendeu-se ao ascendente espiritual da visita, sorvendo com inusitada boa vontade o momento de prece íntima e da terapêutica do passe a favor do acamado parente consanguíneo. A emoção tangia a alma de cada membro da equipe e não foi possível deter a alegria, que silenciosa, converteu-se em lágrimas, deixando a lição preciosa de que o Evangelho em ação produz os frutos sazonados do amor.• Estava, assim, realizada a primeira tarefa socorrista por parte daqueles que acalentavam o desejo de se moverem fraternalmente no mundo.
  15. 15. • A partir desta data, os companheiros do Grupo Scheilla, adotaram o hábito regular e sistematizado de levar o Evangelho de Jesus aos lares de criaturas enfermas orgânica ou espiritualmente. O ato, sempre em equipe e destituído de aparatos, manifestações mediúnicas, fanatismo, intenções proselitistas e desejos outros que não a caridade evangélica preceituada pelo Cristo, muito mais que as curas, tem reacendido a esperança e a dignidade em uma infinidade de criaturas, restabelecendo elos familiares, muitas vezes rompidos pela ausência do odor do Cristo.• A reunião do dia 29/09/49 representou um suave convite para que se descobrisse a presença do Cristo nos corações das criaturas torturadas da Terra.
  16. 16. Visitação Luz Saúde PãoAfeto
  17. 17. • Na acepção lídima do termo, as visitas fraternas não são mais do que um ato de cordialidade, de retribuição, de sociabilidade, de simpatia e de amizade. Falamos de visitas em que levamos a solidariedade, a esperança, o nutriente da fé, a paz interior e deixamos energias radiantes fortalecedoras do hemisfério orgânico ou da mente em desassossego e as vibrações positivas que nascem da intimidade do nosso ser.• Raramente nos lembramos que colhemos dessas visitas a gratidão, o agradecimento e vibrações de simpatia que se revertem a benefício de nós mesmos, sem contar as benesses de um tempo utilizado para o bem.
  18. 18. São relevantes as visitas realizadas em instituiçõescomo hospitais, manicômios, leprosários, asilos econgêneres, além do atendimento a enfermos de variadosmatizes em seus lares, porém não se pode desconsiderar amagnitude das visitas fraternas à irmãos não catalogadoscomo enfermos dentro da conversão humana. Nem semprelogramos fazer boa leitura das carências que afetam nossosirmãos em trânsito na Terra e quantos deles estão próximosde nós. Muitos deles esposam os mesmos princípiosfilosóficos que nós e foram valorosos tarefeiros do bem emdeterminado momento de suas vidas e que circunstânciasque nos escapam a compreensão, abafaram-lhes oentusiasmo e as crenças. Se visitados pode ser que a vidalhes reserve a benção do recomeço.
  19. 19. ESCUTE PENSE OLHE PAREFALE VISITA FRATERNA
  20. 20. Situe-se bem na arte de visitar o outro pois a primeira impressão é a quefica. Visitar alguém é diferente de estar com alguém, portanto detenha-se,considerando a pessoa a visitar como a mais importante para você,naquele momento.Pare, se efetivamente desejas visitar o outro, dizendo só o essencial:existem pessoas que sabem que não sabem e querem mostrar que sabem;também encontramos aqueles que não sabem que não sabem e achamque sabem (paralogistas) e, as que sabem, comportam-se com humildade,paciência, bondade, sem desperdício do tempo. Quem não é capaz de se manter em elevado clima de vibração, produz descargas oscilantes sobre a corrente geral, causando prejuízos para o conjunto. Um pensamento distraído, um diálogo desatento, um desejo fugaz podem representar um nicho de energias descompensadas afetando o ambiente.
  21. 21. “Somente com o coração nós podemos ver com clareza: o essencial é invisívelpara os olhos (Saint Exuperry)”.Não ceda seus olhos à fixação das faltas alheias, entendendo que você foichamado a ver para auxiliar (Instruções Psicofônicas).Não basta ver simplesmente; os que se circunscrevem ao ato de enxergarpodem ser bons narradores excelentes estatísticos, entretanto, para ver eglorificar o Senhor é indispensável escalar com o Cristo a montanha dotrabalho e do testemunho” (Vinha de Luz – lição34). Encontramos olhos diferentes em toda parte: olhos de malícia; olhos de crueldade; olhos de ferir; olhos de ciúme; olhos de desespero; olhos de desconfiança; olhos de viciação; olhos de perturbação; olhos de frieza; olhos de irritação. Se aspiras enobrecer os recursos da visão, ama e ajuda, aprende a perdoa sempre e guardarás contigo os olhos bons referidos por Jesus” (Palavras de Vida Eterna – lição 71).
  22. 22. É necessário atrair a atenção do ouvinte – conquistá-lo até.“Achamos ouvidos superficiais em toda parte: ouvidos que apenas registramsons; ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos; ouvidos que sededicam a boatos perturbadores; ouvidos de propostas inferiores; ouvidos defestas; ouvidos de mexericos; ouvidos de colar às paredes; ouvidos decomplicar. Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica daprópria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e teráscontigo os ouvidos de ouvir reportados por Jesus” (Palavras de Vida Eterna –lição 72).Evite indagações inoportunas ao visitado; nem sempre este está em dia comsua memória. A enfermagem imediata dispensa interrogatório.Ouça o visitado, procurando sondar-lhe os problemas íntimos e suasnecessidades primordiais.Preserve seus ouvidos contra as tubas da maledicência e da calúnia (Instruções Psicofônicas)
  23. 23. Pense bem pois o pensamento produz ondas, energia,, vibraçõese apresenta cor, brilho, opacidade, forma, sendo capaz depropagar, criar campo e gerar influências nos outros.Antes de falar pense nas limitações e dificuldades íntimas dovisitado, para não ferir susceptibilidades ou não sercompreendido.Organize-se mentalmente pois a clareza de idéias e a lógica deraciocínio é que determinam a eficácia dos resultados.
  24. 24. Falando-se com alguém pode-se arrebatar, magnetizar, envolver, encantar e, paratanto, vertem-se os talentos do poeta, do orador, do escritor, do filósofo ou doprofessor; entrementes para falar ao coração um pouco de um ou de outro só seráimportante com a vestidura do sentimento.“Deus criou a apalavra, o homem engendrou o falatório. Cada frase do discípulo doEvangelho deve ter lugar digno e adequado” (Vinha de Luz – 73).Tem pessoas que simplesmente querem falar. Falando-se excessivamente, diz-se o quenão convém ou se arrasta sem ter o que dizer. A palavra deve ser justa, firme concisa,ausente de expressões fracas ou vagas. Os gestos não podem ser mais amplos que avoz.Falar com as pessoas, sem dramas ou piequismo, mas de forma a traduzir equilíbrio,pois que assim conversando edificaremos, não esquecendo nunca de que podemosenganar aos homens, porém a Deus jamais!Falar muito alto, falar muito baixo, falar com pausas longas, falar com pausasexcessivas ou sem pausas, falar com a voz estridente, falar muito depressa, falar muitodevagar, em verdade como melhor comunicar com o outro?
  25. 25. Levar assistência cristã-espírita aos lares,asilos, hospitais e congêneres, propiciandovibrações fraternas de carinho, harmonia epaz.
  26. 26. Sugere-se que criação e estruturação da tarefa da Visitação Fraternano Grupo da Fraternidade observe os seguintes passos:1º - Pesquisa sobre as necessidades a serem atendidas pelo Grupo daFraternidade e a capacidade de atendimento;2º - Elaboração do Regimento Interno;3º - Escolha da Coordenação da Visitação Fraterna;4º - Composição das Equipes de Visitação Fraterna;5º - Observância dos requisitos necessários aos componentes daEquipe de Visitação Fraterna;6º - Conduta da equipe durante a Tarefa.
  27. 27. • Para que a Tarefa da Visitação Fraterna cumpra o seu objetivo de forma segura e estruturada, a equipe encarregada de instituí-la deverá entrar em contato com as coordenações das demais áreas que a ela estarão ligadas, tais como a MED e coordenações afins, assim entendidas a da Reunião de Desobsessão, da Reunião de tratamento espiritual (Ectoplasmia), do Atendimento Fraterno e outras, de modo a levantar as demandas, para que, em conjunto, possam analisar a capacidade de atendimento, lembrando-se que, inicialmente, é preferível constituir poucas equipes, mas coesas e comprometidas com o propósito, do que muitas equipes que, passada a empolgação inicial, não persistirão na tarefa. Dependendo da capacidade do Grupos da Fraternidade, uma única equipe, mas composta por tarefeiros comprometidos com o objetivo da tarefa, poderá realizar trabalho frutífero, que levará conforto espiritual a muitos irmãos.
  28. 28. • Para a estruturação da Tarefa de Visitação Fraterna, é essencial a elaboração do seu Regimento Interno, que deve estabelecer todas as regras do seu funcionamento, para que haja uniformidade de procedimentos e o afastamento de práticas que desvirtuem o seu objetivo.• Devemos lembrar que a vontade de auxiliar o próximo é o primeiro passo para realizar a tarefa cristã, mas não podem ser dispensadas as regras de como proceder durante a visita, sob pena de interferir de forma não proveitosa no estado do visitado e até mesmo na dinâmica da residência de sua família ou instituição em que se encontra, quando for o caso.
  29. 29. • A forma da escolha da Coordenação da Visitação Fraterna deverá constar do seu Regimento Interno; excepcionalmente, enquanto não for elaborado, o Conselho de Administração do Grupo da Fraternidade poderá adotar procedimento específico com esse intuito.
  30. 30. É aconselhável que cada equipe sejacomposta de pelo menos três membros,todos eles comprometidos com a causa doCristo e imbuídos do propósito de servircom muito amor aos seus semelhantes.
  31. 31. • Possuir indispensáveis conhecimentos da Doutrina Espírita e do Evangelho;• Ser trabalhador efetivo do agrupamento cristão espírita;• Cultivar hábitos de renovação íntima;• Dominar os vícios do fumo, álcool e das drogas;• Desfrutar de boa saúde física, mental e espiritual;• Ser assíduo e pontual;• Manifestar, na realização da tarefa, sinceridade de propósitos, discrição e simplicidade;• Ter concluído o curso sobre Passe Espírita;• Realizar semanalmente o Culto do Evangelho no Lar;• Subordinar-se às normas da instituição a que se vincula para o cumprimento da tarefa.
  32. 32. • Criar atmosfera positiva por meio de conversação edificante;• Sempre exprimir otimismo e alegria cristã, afastando sabiamente o azedume, o desequilíbrio e o desespero;• Não interferir no tratamento médico ou psicoterápico em vigor;• Auxiliar sempre, sem interferir na vida familiar, falando e agindo sem impor convicções;• Atender às necessidades físicas, materiais e morais com recursos ao alcance da equipe;• Abster-se do transe mediúnico;• Em tempo algum relatar quadros de vidência que possam criar desconfiança, incredulidade ou medo;• Ter cuidado no trato com os obsidiados, evitando relatos mediúnicos ou considerações relativas ao quadro de etiologia espiritual em questão, susceptível de atormentar mais ainda o enfermo ou a família;• Evitar ações individualizadas, priorizando sempre o trabalho coletivo, com o mínimo de improvisações;• Respeitar o modo de vida dos lares e as normas internas dos hospitais e outras instituições;• Recusar qualquer ajuda monetária para a consecução da tarefa, proclamando o esforço para a auto suficiência;• Evitar a distribuição de objetos de uso pessoal, cigarros e dinheiro;• Iniciar e concluir a tarefa com prece ao Criador da vida e abster-se de conversações menos dignas durante o transcurso da atividade.
  33. 33. Colônias de Hansenianos Visita a Enfermos Hospitais AsilosPsiquiátricos
  34. 34. Orientação EspiritualAtendimento Visita a Reunião de Fraterno Desobsessão Lares Reunião de Ectoplasmia
  35. 35. Visita às Famílias Assistidaspelo Grupo da Fraternidade
  36. 36. Tarefeiro afastado Família do Famílias doTarefeiro por Visita tarefeiro por motivo de motivo Solidária nascimento desencarne de bebê Tarefeiro por motivo de doença
  37. 37. Luz aos lares visitados ExpandirReceber Fronteira do Campanha Grupodoações do Quilo da Fraternidade Evangelho em ação
  38. 38. “Pois tive fome e me destes de comer; tive sede e medestes de beber; era estrangeiro e me acolhestes;estava nu e me vestistes; estive enfermo e mevisitastes; estava na prisão e fostes me ver”. (Jesus / Evangelho de Mateus 25:35-36)

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