Redação e edição em revista abertura

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Redação e edição em revista abertura

  1. 1. REDAÇÃO E EDIÇÃO EM REVISTAFábio R. da Silva
  2. 2. O ESTILO MAGAZINE: PROJETO O texto é uma conciliação entre as técnicas jornalísticas e literárias. Asrevistas exigem dos profissionais que nela trabalham, texto maiselegante e sedutor. Não há regras muito rígidas. Elas tratam de umarealidade comum a todos, mas não fazem exatamente literatura. As revistas fazem o tão sonhado jornalismo interpretativo. Como ostextos são maiores, exigem que o pensamento seja organizado deforma tal, que tenha uma lógica e seqüência próprias, para beneficiaro leitor diretamente. Pensar/ organizar as idéias (texto com início, meio e fim) para queprenda a atenção do leitor do começo ao fim. Um texto com beleza. Tonalidade: Após a organização das idéias (ganchos) escolha o tom doseu texto. Não esqueça que tom é diferente de angulação. O primeiroé a escolha prévia da linguagem enquanto o segundo será o sentidoque você vai dar a matéria para que ela seja “neutra” ou não. Texto da revista busca interpretar o fato, diferentemente do jornal,que apenas vai noticiar. Contextualize o tema! O texto de revista é um documento histórico.
  3. 3. DESENVOLVIMENTO• Quanto melhor organizado o texto mais clara ficará a matéria.• Neologismos, coloquialismo e gírias podem ser utilizados no textopara revista, mas com moderação.• Crânio da mulher aumentou com o tempo É o que indicam análises de crânioseuropeus que remontam a 400 anos atrás, feitas por pesquisadores dos EUA.Normalmente, assim como o corpo, o crânio do homem tende a ser maior do que oda mulher. Mas, comparando ossadas, os caras notaram que essa diferença estádesaparecendo com o tempo.• Thomas Hobbes e Charles Darwin foram homens simpáticos cujos nomes se tornaramadjetivos detestáveis. Ninguém quer viver num mundo hobbesiano ou darwiniano (paranão falar malthusiano, maquiavélico ou orwelliano). Os dois homens foramimortalizados no léxico por terem feito uma síntese cínica da vida em estado natural –Darwin, com a “sobrevivência do mais apto” (frase que ele usou, embora não a tenhacunhado), e Hobbes, com a “vida solitária, pobre, sórdida, brutal e curta do homem”.No entanto, ambos nos deram percepções da violência que são mais profundas, maissutis e, no fim das contas, mais humanas do que fazem crer seus adjetivos epônimos.Hoje, qualquer tentativa de compreensão da violência humana tem de começar pelasanálises que eles nos legaram.
  4. 4. Dormir pouco pode acabar com seu namoroEsse negócio de ficar sem dormir acaba com a vida de qualquer um: deixa vocêmais feio, com cara de acabado, cada vez mais gordo, mau caráter (pois é),e ainda pode colocar um fim no seu relacionamento.É que quando dormimos pouco, ficamos mais egoístas. E sem tempo (oupaciência) para agradecer ou prestar atenção nos cuidados e carinhos doparceiro. Aí se a chatice for constante e seu amor se sentir desvalorizado, porconta da falta de atenção e reconhecimento, as chances de seu namoroacabar mal e antes do que você desejava são bem grandes.Foi o que indicou a pesquisa da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nosEstados Unidos. Eles convidaram 60 casais, de 18 até 56 anos, paraparticiparem de dois testes. No primeiro, cada voluntário teve de listas em umdiário, durante alguns dias, 5 atitudes legais do parceiro que mereciamreconhecimento. Eles também relatavam quanto tempo haviam dormido – e setinha sido uma boa noite de sono. No segundo experimento, os casais tiveramde resolver, juntos, alguns desafios de lógica.Em geral, nos dois casos, quem dormia pouco se importava e valorizavamenos o parceiro – e nem sequer se davam conta disso.Por via das dúvidas, melhor ir dormir…
  5. 5.  Cuidado com a pontuação para o texto não ficarcansativo, troque, quando necessário, : por ; ou , por . Ilustre, lembre, exemplifique, confronte idéias.Use verbosde apoio quando confrontar idéias: alfinetou, zombou,implorou, insultou ao invés de: afirmou, disse... Não encha lingüiça, quando for a hora, acabe o texto.DICAS•Não edite o texto enquanto escreve, isso pode bloquear ofluxo criativo.•Seja tolerante com seus erros.•Deixe esfriar!•Saia do “automático”•A hora de parar
  6. 6. FOCO “Por onde começar? Pela definição do foco, o fiocondutor. É em torno dele que tudo vai girar. O quevocê quer dizer com a matéria? Qual a mensagemou essência? Tente responder essas perguntascom uma ou duas frases de forma direta, rápida esimples. O conteúdos dessas frases passará a sero fio condutor, um guia para as decisões que serãotomadas a cada passo no processo de edição dotexto. Com ele você terá condições de selecionar oque fica e o que sai, o que é bom e o que ésupérfluo, além de “amarrar” a matéria” (ELI, 2010,p. 247)
  7. 7.  A abertura da matéria precisa atrair o leitor, as informaçõesprincipais, assim como o fato que originou a matéria, não têm,necessariamente, de vir nas primeiras linhas. Relevância: Se um disco voador aterrissou em Patos, basta dizerisso. Entretanto, se o assunto não for tão fantástico, será precisoque tenha informação, uma ideia, uma história. Evite palavras vaziase frases soltas! Promessa: A abertura faz uma promessa, geralmente implícita. Quala promessa feita? A matéria cumpre? Curiosidade: é mais aguçada quando o texto omite alguma coisa doque revela tudo. O elemento que falta pode ser um motivo, umaidentificação, uma explicação ou uma declaração. Numa aberturalonga, pode-se construir o suspense no primeiro parágrafo,desvendá-lo parcialmente no segundo, e apresentar a revelação noterceiro.ABERTURA
  8. 8. Realçar a visão (abertura fotográfica, cinematográfica ou descritiva)
  9. 9. Realçar a visão (abertura fotográfica, cinematográfica ou descritiva)Aconteceu lá pelos idos de 1950, numa pequena cidade dointerior de Minas Gerais. O prefeito avisou que iria ligar, pelaprimeira vez, o único aparelho de televisão da cidade. Montouuma espécie de oratório no coreto da pracinha e a populaçãocorreu ao local. Na hora marcada, o político acionou o botão ea tela ficou cheia de chuviscos. Não conseguiu sintonizar aprogramação. Mas o povo achou lindos os arabescoseletrônicos. Era o princípio de uma idolatria à televisão quechegaria ao ponto de, hoje em dia, muita gente não tergeladeira, mas não dispensar um aparelho de tevê. Não semcerta razão. Afinal, este eletroeletrônico onipresente é agrande diversão gratuita. Ao longo de 50 anos de atividade noBrasil, a serem completados no próximo dia 18, o veículoproporcionou muitas alegrias, tristezas e informação.
  10. 10. Realçar a visão (abertura fotográfica,cinematográfica ou descritiva)Pesquisadores brasileiros desenvolveram painéis plásticoscapazes de gerar eletricidade a partir da luz do Sol. Adescoberta é parte de uma tendência em alta no Brasil: odesenvolvimento e a inserção de tecnologias verdes. Oplástico é fino e flexível, com aparência bastante comum, masse trata de um painel de geração de energia fotovoltaica. Omaterial, que em nada se parece com as pesadas e carasplacas de silício que imaginamos ao pensar nesta fonte deeletricidade, foi criado por cientistas do CSEM Brasil, institutocom sede em Minas Gerais.
  11. 11. Realçar a audição (abertura-citação–declaração real ou imaginada)
  12. 12. “Muitas vezes, ter uma carreira profissional de sucesso nada mais é doque vender a alma para o sistema. Cheguei a coordenar equipes, tinhaum cargo de confiança e a expectativa de um plano de carreira, masvivia insatisfeito. Vivendo aqui, ganhei, de cara, três a quatro horas domeu dia, pelo simples fato de trabalhar a cinco minutos de casa.Trabalho de chinelo, bermuda, camiseta e feliz.”A conclusão é do jovem paulistano, Leandro Diego Lima Pequeno, de28 anos. Funcionário da companhia aérea TAM por 12 anos, e formadoem Marketing, Diego, como é conhecido em Jericoacoara, decidiuabandonar carreira profissional e bens materiais, e ainda convenceu anoiva Bruna – única filha mulher, para desespero de seus pais quemoram em São Paulo – a partir com ele para viver na antiga vila depescadores, em março de 2012.Realçar a audição (abertura-citação–declaração real ou imaginada)
  13. 13. Realçar a audição (abertura-citação–declaração real ou imaginada) Às 22h30 de um recente dia útil, Luiz Paulo Rorizaproximou o rosto do gravador e, ao ouvir oprimeiro acorde no palco, sussurrou: “Começandoo registro de música ao vivo. Danceteria Far Up,Rio de Janeiro.” Acrescentou data, hora e nomecompleto. Depois se calou, concentrando-se nabalada romântica que a banda executava: I’mnever gonna dance again,/ guilty feet have got norhythm, de George Michael. “Se alguém mepergunta o que estou fazendo, digo que explicodepois. A conversa atrapalha”, justifica.
  14. 14. Realçar a imaginação (Abertura comparativa ou imaginativa)
  15. 15. Realçar a imaginação (Aberturacomparativa ou imaginativa) Desde 1992 a Organização das Nações Unidas (ONU) buscaum acordo entre seus países membros com o objetivo deatenuar a influência humana em mudanças no clima global.Mas uma das principais medidas, a redução na emissão decarbono, esbarra em consequências negativas às economiaslocais. Mais de 20 anos depois, as negociações ainda nãoresultaram em tratados consensuais.
  16. 16. Realçar a pessoa (Contar a história pessoal colocando-se em causaou pondo o leitor em cena)
  17. 17. Realçar a pessoa (Contar a história pessoal colocando-se em causaou pondo o leitor em cena) Você tem 30 e poucos anos, namora firme ou acaba de casar.Logo, começa a ouvir dos pais, dos amigos e até damanicure: “Quando vai engravidar?”. Raramente a pergunta éfeita com o verbo “pretende”. Até porque muitas – ou amaioria – das mulheres não questionam a maternidade,considerada natural. E quando a resposta é “não quero”, asreações frequentes de quem se espanta com o fato sãoacompanhadas de: “Como assim? É algum problema?”. Valelembrar que estamos no século 21. As mulheres são chefesde família, presidentes da República e de empresas, e apílula anticoncepcional existe há cinco décadas. Além disso, onúmero de casais sem filhos no Brasil aumentou de 13%(1999) para 17% (2009), enquanto as famílias com filhosdiminuíram 5%, segundo o IBGE.
  18. 18. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALI, Fátima. A arte de editar revistas. São Paulo:Companhia Editora Nacional, 2009. SODRÉ, Muniz. Técnica de reportagem: notassobre a narrativa jornalística. São Paulo: Summus,1986. VILAS BOAS, Sergio. O estilo magazine: o texto emrevista. São Paulo: Summus, 1996.

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